EntreContos

Detox Literário.

Vício Silencioso – Conto (Juliana Calafange)

São vinte um dias do segundo mês da terceira década do milênio, e há algo muito estranho acontecendo. Desde o ano passado, o silêncio parece ter desaparecido. Falo do silêncio … Continuar lendo

23 de junho de 2016 · 13 Comentários

Acrônico – Conto (Jefferson Lemos)

Das manhãs frias às noites vertiginosas, são das tardes de outono que mais tenho lembranças. Os gorros de lã se encaixavam na cabeça como capacetes de gladiadores. Tínhamos toda virilidade … Continuar lendo

22 de junho de 2016 · 12 Comentários

Peões – Conto (Vitto Graziano)

Trabalhar sob o fio da navalha, sem equipamentos e instalações adequadas, chegando ao ponto de comprar as próprias luvas descartáveis: a teoria era oposta ao exercício da profissão e vidas … Continuar lendo

19 de junho de 2016 · 7 Comentários

Pétalas Amarelas – Conto (Douglas Moreira)

Uma flor amarela de estreitas pétalas crescia no meu jardim. Um espaço pequeno, quintalzinho quadrado de grama verdinha e com umas cercas brancas em volta: nada de especial. Ficava ao … Continuar lendo

17 de junho de 2016 · 3 Comentários

Juízo Final – Conto (Antônio Stegues Batista)

MIAMI, abril de 1961. Operação Mangusto= Um grupo de paramilitares de exilados cubanos anticastristas, treinados e patrocinados pela Cia, com apoio das forças armadas americana, tinha por objetivo, invadir Cuba … Continuar lendo

16 de junho de 2016 · 2 Comentários

Estirado no Chão – Conto (Caiel Alves)

Toda cidade estava alarmada com a crescente onda de violência. Essa violência infelizmente adentrava os portões da minha escola. Ela ficava justamente bem perto do reduto do tráfico da cidade. … Continuar lendo

13 de junho de 2016 · 1 comentário

O Contrato Assimétrico – Conto (Rubem Cabral)

“Há algo de errado, eu sei. Há a certeza do contrato; inviolável, cobrindo tudo, dando-me todas as garantias legais possíveis, mas deve haver algo podre, minha intuição me diz, eu … Continuar lendo

9 de junho de 2016 · 11 Comentários

Um Canto no Sertão – Conto (Gardel Dias)

Ao acordar, logo percebo as luzes solares que ultrapassam as vidraças da janela do meu quarto, o belo clarear que bate de fronte ao meu rosto ilumina também a cama, a coleção … Continuar lendo

28 de abril de 2016 · 4 Comentários

Natalie – Conto (Andre Bosi)

“O improvável está sempre à espreita de um cenário ideal.”   Naquela sexta, Joe estava mais pensativo que o normal. Imagens da noite em que fora misteriosamente presenteado com a … Continuar lendo

23 de abril de 2016 · 2 Comentários

Torrões de Açúcar – Conto (Rubem Cabral)

Antes era muito ruim, horrível mesmo. Havia dias em que só queria berrar; tão alto e por tantas horas que nem mil injeções me interromperiam, que nem minhas cordas vocais … Continuar lendo

20 de abril de 2016 · 4 Comentários

Imaginativa – Conto (Anorkinda Neide)

Os personagens começaram a visitá-la na infância, pulavam dos livrinhos. Eles brincavam e se divertiam entre as cobertas, por cima dos sonhos. … – Mãe, não tá ouvindo o telefone … Continuar lendo

18 de abril de 2016 · 10 Comentários

Saudade – Conto (Gustavo Aquino)

“Não fique triste, não, viu vovó! Pois vou sair pelo mundo afora, pensando sempre em você”.     A noite puxou a coberta de veludo. No largo crestado do porto … Continuar lendo

16 de abril de 2016 · 3 Comentários

O Nome Dela – Conto (Pedro de Azevedo)

Peço pra ela levantar e pegar uma toalha pra eu limpar o peito e a barriga sujos de gozo. Ela reclama e diz que quer ficar abraçada um pouco. ‘’Você … Continuar lendo

13 de abril de 2016 · 1 comentário

Um pequeno passeio – Conto (Maria Flora)

A enfermeira Vera se debruçara sobre seu paciente: – Vamos, senhor Frederico. Anime-se. Nem sinal de ânimo do velho. Continuava a olhar pela janela. O céu estava bonito naquela manhã, … Continuar lendo

10 de abril de 2016 · 2 Comentários

O Sétimo do Sétimo – Conto (Fabio Evangelista)

O mesmo lugar, as mesmas paredes, as mesmas grades distantes ao alto –o único meio que me resta para ver o céu. Não acredito que já faz quase um mês … Continuar lendo

9 de abril de 2016 · 1 comentário

InVerso – Poesia (Gardel Dias)

Pela janela que vejo a nuvem d’água vindo Com os pensamentos, escura manhã Na mesma janela que noto meu poema indo Em tormentas nas horas d’um Leviatã Saudade, inquietude e … Continuar lendo

8 de abril de 2016 · 2 Comentários

O menino e a máquina do tempo – Conto (Victor O. de Faria)

A camiseta vermelha com furos, a bermuda amarela rasgada e os chinelos gastos – sem perder o barulho característico – não incomodavam sua insólita amiga, a lixeira, fonte inesgotável de … Continuar lendo

8 de abril de 2016 · 6 Comentários

O dia em que conheci meu pai pela segunda vez – Conto (Tamires de Carvalho)

Decidi conhecer meu pai. Já o vi há muitos anos, mas agora será diferente. Não sou mais um menino assustado, tampouco sua figura me deixará sem palavras. Sei o que … Continuar lendo

7 de abril de 2016 · 7 Comentários

Onipotência – Conto (Felipe Holloway)

“O Universo é uma esfera infinita, cujo centro está em toda parte e a circunferência em lugar nenhum. Enfim, que a nossa imaginação se perca nesse pensamento é o maior … Continuar lendo

24 de fevereiro de 2016 · 5 Comentários

Saudade de Voar (Fabio Baptista)

Dizem que em toda rua do Brasil tem pelo menos um menino bom de bola. Pode não ser um Neymar, mas sabe dominar no peito, tocar de primeira e chutar … Continuar lendo

19 de fevereiro de 2016 · 7 Comentários

Virada (duas versões) – Conto (Anorkinda Neide)

1 Começamos o ano em devaneios… Cheios. Mal a luminosidade do dia primeiro de janeiro alvoreceu por inteiro e Carmélia já estava à janela. À espera. Guilherme semiabriu um dos … Continuar lendo

10 de fevereiro de 2016 · 10 Comentários

Amigas dos tempos de militância – Conto (Suzana Mag)

O restaurante transbordava do odor de batata frita e carne na brasa, do vai-e-vem dos garçons equilibrando sangrias, cervejas e apetitosas sobremesas, do arrastar de cadeiras, do vozerio e gargalhadas de … Continuar lendo

9 de fevereiro de 2016 · 5 Comentários

A Estrada das Almas Perdidas – Conto (Antonio Stegues Batista)

“ Deus nos deu os sentidos para deixar-nos sentir o Amor no coração de todos, e não as ilusões trazidas pela riqueza”. Steve Jobs   Fiquei sentado diante do notebook, … Continuar lendo

7 de fevereiro de 2016 · 1 comentário

Vizinhos – Conto (Simoni Dário)

O ciclismo era sua paixão. Três horas de pedalada já não eram suficientes. Ela se foi levando a identidade dele. No suor daqueles dias entre longas estradas morro acima e … Continuar lendo

5 de fevereiro de 2016 · 11 Comentários

Quid Pro Quo – Conto (José Leonardo)

Não tive tempo de concluir o inquérito, ou foi o inquérito que me concluiu, sei lá. A cadeira deslocou-se de seu quadrado ao me ver próximo, a escrivaninha deu sacodes … Continuar lendo

3 de fevereiro de 2016 · 8 Comentários

A Cidade Inteira Dorme, de Ray Bradbury – resenha de Livro

A Cidade Inteira Dorme Ray Bradbury Editora Globo 196 páginas Narrativa poética que induz a uma climatização contemplativa com um tom melancólico a contos que narra lugares e pessoas que … Continuar lendo

2 de fevereiro de 2016 · 7 Comentários

Aprendendo a dirigir – Conto (Pedro Luna)

Os problemas começaram quando a esposa decidiu que aprender a dirigir era a sua nova prioridade. E o avisou enquanto ele bebia uma xícara de café quente, logo no início … Continuar lendo

1 de fevereiro de 2016 · 13 Comentários

Semana Sem Ana (Rubem Cabral)

Acordei só. Pensei por um instante que não fosse verdade. Que teria sido só um sonho ruim. Que bastaria ir à cozinha e te encontrar cantarolando e passando um café … Continuar lendo

13 de janeiro de 2016 · 18 Comentários

O Organismo (Fabio Evangelista)

Tudo aconteceu em mais ou menos duas décadas. Um tempo muito curto, se levarmos em conta as proporções que tomaram. As agências espaciais tinham anunciado a descoberta de um novo … Continuar lendo

10 de janeiro de 2016 · 4 Comentários

A Canção do Bardo (Alan Cosme Machado)

I am my own god. I am my fucking god. Where’s your god? I will cut him with my sword! O vocalista da banda de metalcore cantava de modo agressivo … Continuar lendo

9 de janeiro de 2016 · 3 Comentários

Então… É Natal (Maria Flora)

– Assim que terminar de tomar seu café, nós sairemos. Sentada na espaçosa mesa da copa, a senhora de cabelos curtos enrugou a testa. Era a segunda ou terceira vez … Continuar lendo

8 de janeiro de 2016 · 7 Comentários

Meu Grito (Juliana Calafange)

Precisava pular do peito e sair correndo. Urgia ganhar liberdade e ser ele mesmo, um grito com personalidade. Pulsava como uma borboleta querendo sair de seu casulo, como um jato … Continuar lendo

6 de janeiro de 2016 · 12 Comentários

O Escritor (Sandra Datti)

Do outro lado, o escritor via um par de olhos vermelhos desnorteados e aflitos a dizer algo, cujo sussurrar se perdia num vácuo inexistente. Embriagados de lágrimas profanas, aqueles olhos … Continuar lendo

27 de novembro de 2015 · 5 Comentários

É melhor roer (Anorkinda Neide)

Murilo andava apaixonado. Estava namorando há meses com Vanessa e pouco sabia dela além de suas manias. Como essa mania de não falar sobre si mesma ou de seu passado. … Continuar lendo

25 de novembro de 2015 · 10 Comentários

O Fatídico dia 19 de novembro (Dayvson José)

“Olhe para frente e, por via das dúvidas, use o cinto de segurança.” PARTE I – Um fim de semana comum. Sexta-Feira em Olinda. EM ALGUM LUGAR DAQUELA CIDADE era … Continuar lendo

19 de novembro de 2015 · Deixe um comentário

O Escapista (Vitor Stuani)

Quando entrou no recinto, o sol do fim de tarde martirizava os santos eternizados nos vitrais coloridos. Destilada das imagens vítreas, uma tênue luz de cores mescladas banhava a nave … Continuar lendo

16 de novembro de 2015 · 4 Comentários

As Palavras do Poeta (Raione Pedrosa)

Libélulas brotavam no meu estômago, tentando subir em espirais. As pernas perdiam sua consistência, moles como uma tira de elástico, me fazendo desabar sobre o chão. Minha boca aberta, maxilares … Continuar lendo

15 de novembro de 2015 · 2 Comentários

Agulhas (Miquéias Dell’Orti)

O relógio marcava o tempo como se estivesse brincando com a paciência de David. O tamborilar dos seus dedos acompanhava a métrica dos segundos e ele tentava não fixar seu … Continuar lendo

14 de novembro de 2015 · 2 Comentários

Jornada na escuridão (Antonio Stegues Batista)

André de Alencastro Savana nasceu em Porto Alegre no ano de 1809. Com 21 anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para estudar na Faculdade de Medicina. Voltou para Porto … Continuar lendo

14 de novembro de 2015 · 4 Comentários

O Empalhador (Elicio Nascimento)

Olhos, intranquilos, veem a penumbra do quarto doutra forma. A intensidade fosca do esverdeado das paredes; o teto alaranjado; as estantes, quase incógnitas pela cor indefinida, tudo parece se derreter … Continuar lendo

13 de novembro de 2015 · 5 Comentários

O Inventor (Rodrigues)

Já passava das onze da noite quando apareceu na praça o inventor. Farto de suas apresentações falidas, o povo postou-se sonolento ao seu redor num último suspiro de esperança. Então … Continuar lendo

13 de novembro de 2015 · 4 Comentários

Viva (Victor Nunes)

Estou eu aqui em casa, ou melhor, dizendo no meu quarto, moro em Santa Teresa, zona central do Rio de Janeiro. A minha preferência neste momento é ficar deitado na … Continuar lendo

12 de novembro de 2015 · 4 Comentários

Relato de um incendiário (Murilo Guilherme)

Sempre tive uma queda maior pelas drogas que se demonstravam mais intensas, as que não me deixavam sombra de dúvida de que realmente juntos podíamos mais que qualquer outro mortal … Continuar lendo

10 de novembro de 2015 · 4 Comentários

Iraci (Igor F.G.)

“Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos”. Termino de ler essa pichação estúpida na parede, e incrivelmente conveniente pra atual situação, enquanto balanço, … Continuar lendo

9 de novembro de 2015 · 1 comentário

A Onírica Permanência (João da Rocha)

Então as fotografias da infância. A primeira bicicleta onde conheceu a lúdica velocidade da luz dos sonhos. O abraço sempre jupteriano da mãe e a distância – como uma carta … Continuar lendo

8 de novembro de 2015 · 1 comentário

O Menino que Adorava o Mar (João Renha)

Cláudio era um garoto ainda quando o avô o levou á praia pela primeira vez. Ele ficou encantado, é claro. Naqueles tempos Copacabana era pouco mais que uma aldeia e … Continuar lendo

8 de novembro de 2015 · 7 Comentários

No topo do fundo (Davi Cabral)

Era manhã de sábado e Paco se preparava para uma viagem de escalada. Todos os equipamentos ajeitados na mochila, poucos itens pessoais, já que voltariam no dia seguinte. “A mochila … Continuar lendo

11 de setembro de 2015 · 1 comentário

O Conto da Flor Azul (Ruh Dias)

Parte 1 A grama era macia e estava úmida. Aliás, era macia somente nos primeiros passos, ela logo notou, pois a grama começou a espetar a sola dos seus pés … Continuar lendo

10 de setembro de 2015 · 2 Comentários

A Carrocinha (Leda Spenassato)

O pneu furou. A febre não baixa e a criança não para de chorar. Vomitou um pouco de leite, aliás, o único alimento que ainda restava na velha geladeira. O … Continuar lendo

9 de setembro de 2015 · 2 Comentários

O Herói de Hyrule (Fabio Baptista)

I Sorrateiras são as nuvens de tempestade que se aproximam vagarosas, de um lado e de outro, espaçadas, pequenas, sem ares de ameaça e, antes que se dê conta, agrupam-se … Continuar lendo

7 de setembro de 2015 · 7 Comentários

O Preço (Elicio Nascimento)

Amélia corrige o teor das suas panelas. Abre e fecha-as entre uma mexida e outra nos temperos buliçosos escorre o suor da testa e prova o grosso cozido de carnes, … Continuar lendo

3 de setembro de 2015 · 11 Comentários

Cumplicidade (Lucas Rezende)

Sentada no ônibus com o olhar perdido na paisagem movimentando-se no lado de fora, repousava o rosto sobre o punho cerrado e mexia os pés discretamente, com os fones no … Continuar lendo

1 de setembro de 2015 · 7 Comentários

U açaçinato du portugeis (Rubem Cabral)

Meo testemunhu: Manuel Joakin, meo maridu, nunca phoi gramde coiza. Gosstava de bancá o maxão pruquê ganhava maix, prequê eu era çó profeçora munissipau. Todu dia keria comida pronta y … Continuar lendo

31 de agosto de 2015 · 7 Comentários

Catatonia (Anorkinda Neide)

Perambulando por estas trilhas, noites e noites sem fim, sem destino, sem saber porquê… A floresta densa, negra, fechada em seus mistérios, não abre-se para mim. Eu sigo andando e … Continuar lendo

30 de agosto de 2015 · 12 Comentários

Cocção (Jowilton Amaral)

Enquanto cozinhava um ovo, olhando pra dentro da panela e vendo o borbulhar da água em ebulição, comecei a pensar na diferença entre as substâncias cruas e as cozidas. São … Continuar lendo

24 de agosto de 2015 · 4 Comentários

Bi-Han e Kuai Liang (Alan Cosme Machado)

– Ele é puro? – Perguntou o cego. – Não. O encontrei nos braços de sua mãe humana morta. Ela morreu congelada, não aguentou a temperatura do próprio filho. – … Continuar lendo

21 de agosto de 2015 · 3 Comentários

À Espera do Mestre (Rubem Cabral)

O que relatarei foi testemunhado por mim, por puro acaso. Não intenciono trazer lições ou ensinar moral, pois não acredito em tais coisas. Talvez o que contarei poderá servir de … Continuar lendo

21 de agosto de 2015 · 3 Comentários

Tente um pouco de carinho (Eduardo Barão)

Western para adolescentes: era essa a proposta norteadora do musical “Purple Flame Saloon” organizado e apresentado pelos alunos do Chula Vista High School durante dois anos consecutivos. Tendo em vista … Continuar lendo

19 de agosto de 2015 · 2 Comentários

Pés Descalços (Fellipe Mariano)

uando eu era menino costumava pensar em me tornar um peregrino, viajar por todo o mundo conhecido, desbravar novos horizontes, conhecer pessoas importantes, acumular tesouros… Mas a vida nem sempre … Continuar lendo

19 de agosto de 2015 · 8 Comentários

A Terceira Regra da Magia (Alan Cosme Machado)

Os seus pés ágeis se ajustavam facilmente às cordas dos varais altos, às lonas das tendas dos mercadores, aos cantos das janelas e às telhas das casas. Para ele esses … Continuar lendo

18 de agosto de 2015 · 4 Comentários

Escuridão (André Luiz)

Duas gotas de chuva bastam para que o temor se instale em minha cabeça. Simplesmente pelo fato de que é tarde da noite e não consigo calcular onde está a … Continuar lendo

17 de agosto de 2015 · 5 Comentários

Dança da Morte (Carlos Henrique Gomes)

ATENÇÃO: LINGUAGEM DE CUNHO ERÓTICO para Paulo Moreno, que mesmo após da dança da morte continua vivo e pulsante em nossa lembrança para Silvio, cuja amizade perdurará para além da … Continuar lendo

16 de agosto de 2015 · 6 Comentários

Meu Filho é um Sapo (Silvano Filho)

Cheguei para a aula e o assunto era um só. “Acharam um bebê na beira do rio” “Na beira do rio?” “É, onde deságua o esgoto, dizem que ele é … Continuar lendo

16 de agosto de 2015 · 9 Comentários

Terceiro Buraco (Dheikson)

Dor. Essa pequena palavra, aparentemente inofensiva é capaz de transformar as pessoas. Fazê-las prometer coisas que jamais cumprirão. Pessoas agonizantes são capazes de oferecer tudo o que possuem por uma … Continuar lendo

15 de agosto de 2015 · 9 Comentários

O Príncipe (Agnaldo Pereira)

Andei pelas suas ruas na noite passada. Observei com viva curiosidade e entusiasmo suas vidas fervilhantes no seu formigueiro de peles multicoloridas. Traguei seus cheiros, os aromas de seus intensos … Continuar lendo

15 de agosto de 2015 · 4 Comentários

Smartphone (Sandro Vita)

– Amor, cheguei. Jarbas trancou a porta e cumpriu seu ritual ao largar os sapatos pelo meio do corredor. Sobre o braço do sofá largou seu paletó com tudo o … Continuar lendo

15 de agosto de 2015 · 4 Comentários

A Coca de Monção (Mario D’Escócia)

635 d.c   O rugido, gutural e cavernoso, emerge do fundo lodoso da tenebrosa gruta ecoando nas falésias à beira rio. Pascásio de Dume retira a lança de caçar javalis … Continuar lendo

15 de agosto de 2015 · 1 comentário

Orquídea, Sorvete & Chocolate (Ricardo Labuto Gondim)

Para a Srta. T. O restaurante era uma ilha no topo de um prédio no Centro do Rio cercado de varandas e vidros por todos os lados. Cento e oitenta … Continuar lendo

14 de agosto de 2015 · 12 Comentários

Aniversário de Casamento (Mirlene Souza)

Ela tirou o assado do forno. Sentiu o cheiro e admirou o resultado. A carne estava dourada, macia e suculenta. Colocou-o em cima da mesa, milimetricamente posta e cuidadosamente decorada. … Continuar lendo

25 de junho de 2015 · 2 Comentários

O Fantasma (Carlos Eduardo Simão)

Desde que finalizou a obra da sua vida com a cor mais crua e intangível o artista passou a ser perseguido pelo fantasma. Não era o fantasma da obsessão ou … Continuar lendo

20 de junho de 2015 · 2 Comentários

A Primeira Manhã (Gustavo Carlos)

Aquela foi a primeira vez em que eu tomei consciência de que algo acontecia muito além do alcance de minhas mãos. Sentado à mesa, eu comia alguns biscoitos e bebia … Continuar lendo

20 de junho de 2015 · Deixe um comentário

Magos espaciais movidos a vapor (Alan Cosme Machado)

Nenhum dos planetas daquele sistema solar era o nosso, apesar disso, todos eles tinham características que remetiam a algum elemento geográfico, cultural ou histórico da nossa Terra. O sol, como … Continuar lendo

19 de junho de 2015 · 1 comentário

O garoto que queria ser feliz (Evandro Furtado)

Corredor da Escola Uma figura solitária caminha em direção ao seu armário. Os óculos fundo de garrafa destacam-se na face. Carrega consigo uma pilha de livros. Ele abre a porta, … Continuar lendo

19 de junho de 2015 · 2 Comentários

Ponto de Fissão (Jefferson Lemos)

Observei o céu de chumbo daquela tarde vertiginosa e inspirei o vento frio que anunciava chuva fraca. O sinal já havia soado, como de costume, e me encaminhei para a … Continuar lendo

18 de junho de 2015 · 3 Comentários

Doce Dulce (Jowilton Amaral)

Ela esticava as pernas grossas e bem torneadas e dizia: “Dá uma olhada aqui, veja como minhas coxas são fortes e bonitas” aí se virava e mostrava sua bunda: “Olha … Continuar lendo

17 de junho de 2015 · 6 Comentários

Vigia (Gustavo Carlos)

Há mais ou menos quinze anos fiz uma viagem até o litoral, com Juliana. Eu havia ganhado um final de semana grátis em um Resort, e então resolvemos comemorar antecipadamente … Continuar lendo

17 de junho de 2015 · 1 comentário

O Clube dos Homens Respeitáveis (Alan Cosme Machado)

– Bolivar, são cinco horas da tarde, a hora do chá. A importância desse momento não está na comida ou na bebida servida. Mas sim pelo fato de ser a … Continuar lendo

16 de junho de 2015 · 3 Comentários

Christmas Blues (Marquidones Morais)

Estava sentado em uma das mesas do lado de fora do restaurante próximo ao cais. Sua bebida permanecia quase intocada à sua frente enquanto seu olhar varria a cidade do … Continuar lendo

16 de junho de 2015 · 1 comentário

Uma vez, na primavera (Paulo Verçosa)

– Por que contemplais tanto a esfera dos humanos? – Eu não sei. Há algo dentro de mim que ouço chamar-me, num sussurro, para junto das jovens, quando as vejo passar com … Continuar lendo

16 de junho de 2015 · 2 Comentários

Paraíso (Miro Messa)

Num mundo bem distante você pode construir maravilhas, os seus sonhos ganham vida e lhe ensinam a soltar as travas de segurança que só pausaram as suas batalhas e adiaram … Continuar lendo

16 de junho de 2015 · 3 Comentários

Sumiço da Lua (Paulo José Pires)

Há alguns dias olhei pro céu .E daí ? Todo mundo olha. Tinha alguma  coisa de estranho ou tava estranho ou tava estranho por não Ter a coisa. ’Cê tá … Continuar lendo

10 de maio de 2015 · 1 comentário

Sentimento (Vinícius Camara)

Os dois tinham quase a mesma idade. Foram casados por muitos e maravilhosos anos. Tinham filhos e netos. Tinham irmãos de sangue, irmãos de sentimento e irmãos que nem sabiam … Continuar lendo

10 de maio de 2015 · Deixe um comentário

Reencarnação Sintética (Alan Cosme Machado)

– “A consciência vai além do nosso cérebro”, me disse um homem que acreditava em alma. Um fato que concordo plenamente, apesar de por outros motivos. Nossa personalidade não se … Continuar lendo

7 de maio de 2015 · 4 Comentários

Mergulho (Simoni Dário)

Naquele momento éramos apenas eu e ela, eu, e a natureza blindada por uma beleza resfolegante. Uma brisa mansa, e na minha frente o meu amado me convidando para comungar … Continuar lendo

6 de maio de 2015 · 4 Comentários

O Caso da Rosa (Carlos Henrique Gomes)

… as únicas flores que todo mundo tem certeza de conhecer. Katherine Mansfield   A campainha tocou. Era Ângela chegando, sempre atrasada. Todos já estavam no quintal, em volta da … Continuar lendo

5 de maio de 2015 · 1 comentário

Armazém Nove (Marco Antônio)

Vazamento de água. Basta uma brecha pra ela invadir, a água é foda, rapaz. Ela acha a saída, por menor que seja, ela sempre passa. A água invade, basta uma … Continuar lendo

5 de maio de 2015 · Deixe um comentário

A Queda (Fabio Baptista)

Lúcifer, Estrela da Manhã, distraiu-se por alguns instantes, segurando a manopla de combate em frente ao rosto. Contemplou todas as nuances e detalhes da luva prateada que refletia o azul … Continuar lendo

5 de maio de 2015 · 15 Comentários

A Leoa Edêntula (Jowilton Amaral)

Nota do autor: Este foi um dos contos que escrevi depois da leitura do livro o Lobo da Estepe de Hermann Hesse. Escrevi com o intuito de enviá-lo a um … Continuar lendo

5 de maio de 2015 · 2 Comentários

Vadinho (André Albuquerque)

O ônibus estacionou, ao final da viagem de dez horas. O relógio do terminal rodoviário marcava cinco horas e vinte minutos. Os passageiros desocupavam o carro, alguns ainda sonolentos, sem … Continuar lendo

4 de maio de 2015 · 2 Comentários

Tortura (Cilas Medi)

Está amarrado e amordaçado. Suando em bicas. Por duas vezes aqueles dois mastodontes entraram e, não precisariam, mas, o fizeram obrigar a tomar água pelo canudinho, cujo furo, mínimo em … Continuar lendo

4 de maio de 2015 · 1 comentário

O Caso da Injeção (Carlos Henrique Gomes)

Prefiro acreditar que na minha família a união é diferente! Resume-se numa aglomeração de gente na casa dessa ou daquela vó sob qualquer pretexto de festa. Nada de ajudar uns … Continuar lendo

4 de maio de 2015 · 8 Comentários

A Morte não pede carona (ela entra, senta e se aconchega) – (Jefferson Lemos)

Desculpe-me pela história resumida, mas os baixos níveis de oxigênio não me permitem extravagâncias. Afinal de contas, o ser humano tem dessas coisas. A morte iminente nos assola, cercando como … Continuar lendo

3 de maio de 2015 · 7 Comentários

Menino Levado (Alan Cosme Machado)

Suas forças estavam acabando e a ajuda estava longe de chegar. Homens da alta sociedade passavam por ela em suas carruagens luxuosas e fingiam não a ver. Quando um deles … Continuar lendo

3 de maio de 2015 · 1 comentário

Murânio e o Gigante (Marco Antônio)

Ele ia seguindo para onde o ônibus ia, porque quando se está dentro de um ônibus é assim, você segue um caminho determinado pela cidade, pelo tempo todo em que … Continuar lendo

3 de maio de 2015 · 2 Comentários

Corrente (Victor Leon)

Não sabíamos de nada, mas eu e minha irmã tínhamos lido um texto na noite passada, que dizia: “Se este conto for lido, às 00:00 em ponto, Basuruk aparecerá para … Continuar lendo

3 de maio de 2015 · 1 comentário

O Mestre (Leandro Cefali)

Estou extremamente perturbado com esta maldita situação, não entendo absolutamente nada do que está acontecendo comigo. Olho, não enxergo e sinto apenas um frio infernal que domina todo o meu … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 4 Comentários

Receita (Regiane Folter)

Pisque duas vezes. Respire. Não se esqueça de respirar. Deixe que cada batida do seu coração aconteça, mesmo que cada uma tenha um ritmo próprio, que seja uma composição desordenada. … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 5 Comentários

Semeadura (Elício Nascimento)

Agostinho, ao fim da sua masturbação mental, diz a si no meio da vigésima dose: “A vida não tem sentido sem minha Zefa… Ela é o cume e o precipício … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 3 Comentários

de Paz (Högen Nicht) (Vinícius Aureliano)

O violão é tocado. Simples e concreto. Os dedos brincam com as cordas como se o mundo os pertencesse. As notas flutuam pelo ar sem direção. Como se já não … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 1 comentário

Tonin (Neusa Fontolan)

Antônio Cruz de todos os Santos, vulgo, Tonin, estava exatamente como todos os dias, esparramado em sua rede que ficava pendurada no meio do pequeno quarto, do casebre onde morava … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 4 Comentários

Ciclos (Victor O. de Faria)

Gotas escorriam pela janela da sala, enquanto a pequenina sonhava com um universo de perguntas. A bola de pelos ronronou em seu colo. — Pai, por que o céu tá … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 4 Comentários

Numa Floresta de Borboletas Mudas (Nina Spim)

Às vezes, Amélia sonhava com borboletas. Sonhou, um dia, que uma borboleta laranja tinha pousado na mão da Dona Mudinha, que se ria toda. Dona Mudinha morava no final da … Continuar lendo

2 de maio de 2015 · 3 Comentários

A Strange Duel (Thiago Lopes)

I remember it clearly: first I heard the clicking of spurs, then came the imposing figure―skin tanned by the Brazilian northern sun, gray eyes, a leather hat and a prophet’s … Continuar lendo

13 de abril de 2015 · Deixe um comentário

Scourge Me By Leaving (Eduardo Barão)

I I don’t want… “Twenty minutes? It’s only two blocks from here to the bakery, Lena.” “Genaro closed his store almost two weeks ago. I had to walk around until … Continuar lendo

12 de abril de 2015 · Deixe um comentário

I Think, Therefore I am (Pétrya Bischoff)

It’s not like dreaming. I don’t see images or hear voices—I feel. I feel sharply. At this moment I cannot hear myself speak, but I feel all the eloquence of … Continuar lendo

12 de abril de 2015 · Deixe um comentário

Ele iria (Karla Kelvia)

Um dia, ela sabia, ele iria. Ele tinha que ir, não era dali. Tinha um brilho nos olhos e asas nos pés. Era talentoso, carismático, bonito, doentiamente bonito. Claro que … Continuar lendo

7 de março de 2015 · 3 Comentários

Tempo Inconstante (Vitor Leite)

Acordei, não sei com quê… Ao lado da minha cabeça, os números vermelhos do relógio diziam 3:21. Repeti-os, mentalmente, três dois um e acrescentei inconscientemente o zero. Mas nada aconteceu. … Continuar lendo

7 de março de 2015 · 1 comentário

Nos Umbrais (Anorkinda Neide)

(Dilacerado sem sorte) Atravessamos vários problemas, mas jamais nos separamos, Antonieta e eu… Mesmo atravessando diversos umbrais, a presença dela me fortalece e de seu lado, andar comigo dá um … Continuar lendo

5 de março de 2015 · 6 Comentários

Espectro (Carlos Henrique Gomes)

Parecia uma centelha perdida brilhando perto da porta do quarto. Não senti medo; era uma luz azul turquesa, tranquila, bonita. Fiquei hipnotizada pelo brilho de pedra preciosa, pela sedução da … Continuar lendo

4 de março de 2015 · 1 comentário

Em São Paulo com um grito na garganta (Tânia Casella)

Nauseabunda tarde aquela! Não, contar não é fácil. Tampouco impossível. Enrolo. Sim, porque me enfastia o final da história. Deambulando pelo Centro Velho de São Paulo seus olhos-câmera o focaram: … Continuar lendo

4 de março de 2015 · Deixe um comentário

Le mademoiselle (Jéssica Stewart)

O sol transbordava toda a sua fúria presenteando os transeuntes com um calor escaldante de meio dia, todavia não era o suficiente para aquecer o coração da jovem. Sua pele … Continuar lendo

4 de março de 2015 · 4 Comentários

O Meu Amigo (Lucas Formaglio)

O barulho da campainha me tirou da cama. Caminhei. Pisando errado, dominado pelo medo. Quem seria? Passei pelo cachorro que, como eu, de vivo já não tinha nada, um enfeite … Continuar lendo

4 de março de 2015 · Deixe um comentário

Claris Loira Mor (Alex Martins)

É a minha falta de habilidade social que me faz ficar aqui escrevendo… Cláris, a loira mor, foi a primeira loira que me chamou a atenção, foi na sexta série, … Continuar lendo

2 de março de 2015 · Deixe um comentário

Não posso conhecer você (Marcos Perini)

Já faz algum tempo que lhe conheci. Foi algo totalmente casual, bem sabemos. Ambos estávamos navegando pela Internet, vendo informações interessantes, banais e até mesmo tolas. Eis que numa determinada … Continuar lendo

2 de março de 2015 · 1 comentário

Encapsulado (Jefferson Lemos)

Sentado nesse chão acolchoado, olhando para as paredes brancas e macias que me cercam, lembro-me dela… E da vida que seu sorriso incutia no meu dia-a-dia.  O cheiro de lavanda … Continuar lendo

2 de março de 2015 · 4 Comentários

A Carta de Odete (Jowilton Amaral)

Carta de Odete R. Falconi. “Meu caro amigo Pedro, preciso lhe falar da minha angustia, da minha dor e tristeza. Não confio em mais ninguém, ao não ser em você. … Continuar lendo

2 de março de 2015 · 2 Comentários

A Guerra dos Cinquenta Anos (André Albuquerque)

Anjinha no tanque de roupa, a esbravejar. No varal colorido, o ódio multicor em desacato ao vento. No fogão, o assado queima em repulsa e raiva. Brasas temperam em fogo … Continuar lendo

1 de março de 2015 · Deixe um comentário

Escória (Edivana Berganton)

No começo eu era um deles! Levantava de manhã e fazia minhas abluções. Um beijo na esposa e um abraço no filho. Horas no transporte público e horas mortas, todos … Continuar lendo

1 de março de 2015 · 3 Comentários

Joãozinho Faz de Conta (Sidney Muniz)

João era um rapazinho curioso. Suas feições eram magníficas. Bem, preste atenção no que disse; ele não era belo, mas sim magnífico, como uma obra de arte, onde até mesmo … Continuar lendo

1 de março de 2015 · 7 Comentários

Minha ex-tranha namorada (Carlos Henrique Gomes)

Eu já entreguei meu coração Alguém já me teve na palma da mão Motorocker   Maria Eduarda me conheceu num barzinho sinistro na parte divertida da Rua Augusta. Ambiente escuro, … Continuar lendo

1 de março de 2015 · 2 Comentários

E aí, já casou? (Alex Martins)

E AI JÁ CASOU?     E aí, já casou? Por que não? Um dia você casa. Sempre o mesmo: já casou? E ai, já casou? Só se existe completo … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 4 Comentários

Meu Gênesis (Anorkinda Neide)

Pela mão do anjo, eu vim aninhar-me e formar-me num fluxo criador. Moldar um corpo material, desde suas primeiras células, união feminino/masculino, gametas do amor. Tudo em muito parecido com … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 9 Comentários

Superman Prog Rock (Alan Cosme Machado)

Não queria ir para aquela consulta com o psicólogo, mas tive que aturá-la. A outra opção era a cadeia. Sempre achei que psicólogo era coisa de maluco, e eu não … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 2 Comentários

Fortalezas (Miro Messa)

Este mundo é engolidor Nos causa um temor desconsolável. Parecemos tão babacas e covardes Quando abrimos o coração por completo.   É tão difícil pegar-se sonhando Com tudo aquilo que … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 1 comentário

Atrás da Névoa (André Luiz)

-1- BREVE HISTÓRIA   O jovem entrou no consultório do hipnólogo na intenção de curar-se de feridas do passado. Cicatrizes imensas na alma e na pele, que roubaram seu sossego … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 5 Comentários

Quatro (Neusa Fontolan)

Ao acordar para mais um dia naquele mundo de fantasia Rebecca se negava a abrir os olhos, tinha medo de que tudo fora um sonho. Sem abrir os olhos passou … Continuar lendo

28 de fevereiro de 2015 · 5 Comentários

Max (Fabio Baptista)

Max começou a correr, assim que ouviu o barulho da coleira. Com as patas desgovernadas pela euforia e uma profusão de unhas riscando o chão de cimento, acelerou na direção … Continuar lendo

27 de fevereiro de 2015 · 23 Comentários

Ela (Rafael Cruz)

Estou no meio da madrugada e não consigo fechar os olhos e simplesmente dormir. Sinto-me exausto, mas sem sono, e eu sei que o que me impede de relaxar completamente … Continuar lendo

27 de fevereiro de 2015 · 7 Comentários

Aconteceu na Lapa (Rubem Cabral)

Chovia a cântaros e as ladeiras do bairro de Santa Teresa choravam copiosamente lágrimas sujas, cor de pó compacto, sobre sua vizinha boêmia, a Lapa. As velhas bocas de lobo … Continuar lendo

27 de fevereiro de 2015 · 15 Comentários

O Amor do Fantasma (Lucas Rezende)

Ao longe, no infinito tapete azul do mar, emerge aos olhos a embarcação com a Jolly Roger mais temida dos mares. A tripulação se apavora, sabem dos terrores que todos … Continuar lendo

21 de janeiro de 2015 · 4 Comentários

Fim de Noite (Rodrigues)

Eu não queria dizer, mas eu estou procurando namorado. Ideia da minha prima. Deixei minha filha com a minha irmã pra ir ao tal encontro. Não gosto disso, não. Mas … Continuar lendo

19 de janeiro de 2015 · 2 Comentários

Táxi (André Luiz)

Um veículo sedan branco parou a sua frente. O motorista espichou o corpo volumoso como se estivesse atado ao carro. Na verdade, ele e o veículo eram um só depois … Continuar lendo

18 de janeiro de 2015 · 3 Comentários

Tiê-sangue (Eduardo Matias)

─ Tiê-sangue! ─ Meu rubro tiê-sangue, em afeição e carinho lhe envio esta remissa… ─ Basta Agápi, está tudo terrivelmente errado. Você não pode compará-la a um tiê-sangue, e somente … Continuar lendo

17 de janeiro de 2015 · 1 comentário

Décimo segundo andar (Sidney Muniz)

Olhei para a ela, mas o que eu podia fazer? Na distancia que estava do ponto de partida de toda aquela tragédia contemplei a intensidade dos raios de sol que … Continuar lendo

17 de janeiro de 2015 · 5 Comentários

Lendas de uma nova era (Fabio Baptista)

HOUVERA PELEJA NO CÉU. Após a humanidade conspurcar a Terra por milênios, com assassínios, roubos, estupros, funk ostentação e iniquidades afins, finalmente a batalha do apocalipse se realizara. Lúcifer, Estrela … Continuar lendo

17 de janeiro de 2015 · 23 Comentários

A morte e a “re-morte” de Natasha Moskovskaya (Rubem Cabral)

Moscou. Morrer deveria ser simples, sempre fantasiei que fosse assim. Você sabe, aquela velha, velha história… O coração pararia de bater, os pulmões inspirariam e expirariam pela derradeira vez, os … Continuar lendo

16 de janeiro de 2015 · 8 Comentários

Uma cabeça no congelador (Carlos Henrique Gomes)

Para vó Luíza, cujas cinzas de seus frágeis ossos repousam no Palácio da Paz Eterna   – Vó! Ô vó! Porra, será que ela jogou fora? Ô vó! Será que … Continuar lendo

16 de janeiro de 2015 · 3 Comentários

Noite de Pesadelo (Alan Cosme Machado)

A luz estroboscópica na cara já estava começando a incomodar, juntando isso a algo estranho que lhe deram para tomar, Jailsom Oliveira passou a não se sentir tão bem quanto … Continuar lendo

16 de janeiro de 2015 · 1 comentário

Aula de Fada (Anorkinda Neide)

Ela voejou por todo lado, inquieta… à procura. Logo acima, bastava bater um cadinho mais suas asinhas, e ela o veria. Andreto era tão esperto quanto brincalhão e amava vê-la … Continuar lendo

16 de janeiro de 2015 · 7 Comentários

O bater daquelas asas (Miguel Bernardi)

A menina avistou o pássaro quando chegou no pico daquela montanha incrivelmente alta. Ela estava cercada de nuvens por todos os lados, grandes e negras, que se mexiam em sua … Continuar lendo

15 de janeiro de 2015 · 9 Comentários

Eu, eu mesmo e todos os outros (Rafael Sollberg)

É um domingo sombrio em plena terça-feira. A cerveja chega fervente enquanto a batata frita murcha está congelada por dentro. Olho fixo para o atendente, tentando descobrir se ele é … Continuar lendo

15 de janeiro de 2015 · 8 Comentários

Olhos Abertos (Phillip Klem)

Cold Creek Hospital era uma infinidade de corredores e portas. Cada uma exibia um número por fora e por dentro escondia uma estória, vivida e sofrida por aqueles que habitavam … Continuar lendo

15 de janeiro de 2015 · 6 Comentários

O Peso do Mundo (Jefferson Lemos)

O sol do meio-dia resplandecia nas calçadas sulcadas rumo à Central do Brasil, enquanto Fernando caminhava descontraído ouvindo uma melódica música clássica. Não que fosse um adepto do classicismo, mas … Continuar lendo

14 de janeiro de 2015 · 15 Comentários

Vermelho (Eduardo Matias)

Hanna sentou-se junto à mesa de metal, as migalhas de pão velho se misturavam às lasquinhas de tinta descascada. A menina já se acostumara à constante ausência do pai, às … Continuar lendo

14 de janeiro de 2015 · 3 Comentários

O Planeta X (Jowilton Amaral)

Planeta Nibiru, Base do Comando de Extrativismo Espacial Brasileiro, Ano 2045. O tenente Guedes, engenheiro químico da expedição de exploração de ouro espacial, testa o ar antes de retirar seu … Continuar lendo

14 de janeiro de 2015 · 3 Comentários

O Bicho (Marcelo Martins)

O bicho tinha um perfil estranho, meio gato, meio cachorro, e olhos que pareciam com os de uma pessoa. Rastejava pelo chão observando sapatos e sandálias que deixavam as mulheres … Continuar lendo

14 de janeiro de 2015 · 4 Comentários

Tatuagem (Mozart Neto)

Ele demorou além do normal para acordar, depois de mais uma noite tentando combater sua insônia causada por horas de dedicação em frente ao televisor matando zumbis numa feroz disputa … Continuar lendo

14 de janeiro de 2015 · 2 Comentários

A Garota do Colégio (Daiane Prazeres)

Esse livro ou conto é dedicado ao amor da minha vida, que me fez ver que esperar é o único modo de tê-la aos meus braços. Essa historia é verídica, pois … Continuar lendo

13 de janeiro de 2015 · 5 Comentários

O Colecionador de Olhos (Eliane Verica)

Ele, sentindo-se soberano, suspirava ao contemplar sua obra prima banhada em sangue e dor, sorria satisfeito com a absoluta certeza de que naquele momento ele era o ser mais poderoso, … Continuar lendo

13 de janeiro de 2015 · 12 Comentários

Max (Victor O. de Faria)

O som de cristal quebrado ecoou pela sala. Como em um passe de mágica a mãe apareceu, segurando a jarra de café. — O que estão fazendo? — Foi o … Continuar lendo

28 de novembro de 2014 · 3 Comentários