EntreContos

Detox Literário.

Presságio – Conto (Iolanda Pinheiro)

Moro numa pequena cidade sem parentes ou amigos. Escolhi viver desta forma. Ergui uma casa distante da vila, uma espécie de retiro voluntário na floresta tendo como vizinhos apenas os animais e as plantas. Nem por isso tive algum dia de tranquilidade na vida, e nem poderia, pois não o mereço.

O nobre leitor acredita em fantasmas? Se a mim fosse feita esta pergunta talvez respondesse que não, mas apenas para não parecer louco diante de meu interlocutor. Estaria mentindo. Eu acredito em fantasmas. A minha convicção se formou a partir de quando ainda era bem jovem, quando aos vinte e um anos candidatei-me ao cargo de faroleiro que havia ficado vago após a morte do meu antecessor.

Sempre tive atração por este ofício. Perdi meus pais muito cedo, e fui criado pelo meu avô, que era faroleiro em outra cidade. De tanto acompanhá-lo ao seu posto de trabalho, acabei aprendendo todos os detalhes deste belo ofício.

Depois de sua morte mudei para um lugar maior, uma ilha estratégica para o trânsito de navios cujo calado se adequava à profundidade do oceano em nossa costa rochosa. Ademais, por conta de um acidente geográfico, um quebra-mar natural que fora adaptado para servir de ancoradouro aos navegantes, a ilha era muito utilizada para o abastecimento dos barcos.

Na borda mais íngreme da ilha havia dois grandes picos. No maior deles estava fincado o velho farol onde eu trabalhava iluminando o caminho dos viajantes. Passava minhas horas escrevendo poesias e observando a água escura lá embaixo movendo-se em impressionantes vagas que açoitavam o rochedo. A visão era ao mesmo tempo magnífica e assustadora, especialmente nas noites sem lua quando o lume do farol era a única luz que se arrastava sobre a superfície do mar em turbilhão.

Eventualmente eu recebia a visita de alguns amigos que me traziam bebidas quentes e conversas agradáveis. Naquela noite, porém, estava sozinho e mais entediado do que normalmente me sentia. Subi até a plataforma onde o farol ficava instalado. Verifiquei o equipamento e observei o seu giro por um tempo. Então resolvi movê-lo de forma a jogar sua luz sobre a parte mais alta da ilha. Ao passar pelo cume do morro vizinho percebi uma silhueta entre as sombras das árvores e a ruína de um casebre sem telhado.

Pensei que meus olhos me enganavam, esperei que a luz fizesse a volta completa, e quando o foco caiu novamente sobre o mesmo ponto, vi um balanço atado por correntes numa flutuação suave ao talante dos ventos. Por todo o tempo que havia estado até então naquele lugar, julgava que o morro vizinho fosse completamente desabitado. Sempre chegava para trabalhar no fim da tarde, quando o crepúsculo já encobria as formas com suas sombras sinistras. Então foi um choque me dar conta que ali havia uma pessoa.

Durante aquela noite, e nas que seguiram, vez por outra, a minha atenção se voltava para aquele lugar. Movia o foco da luz do farol naquela direção, ansioso por divisar o que vira antes, mais uma vez. Quando já estava desistindo tive o vislumbre de um movimento no local. Havia uma forma sobre o balanço.

Daquela distância não era possível afirmar, mas a pessoa estava vestida com roupas soltas, que certamente não eram roupas de homem.

Esperei ansioso que o domingo chegasse, sendo este meu dia de folga, teria como escalar o morro vizinho. Ao contrário do morro do farol, este não tinha degraus escavados na rocha, então levei um par de horas para chegar ao topo.

A paisagem destruída do lugar chamava a atenção. Do casebre se erguiam apenas algumas paredes que pareciam estar prestes a ruir, e em um dos vãos que outrora deveria ser um quarto, havia um baú sem cadeado contendo roupas e documentos meio consumidos pelas traças. Enquanto revirava o conteúdo do baú ouvi um ranger de correntes em um lugar não muito distante de onde me encontrava.

Ao olhar para a esquerda pude entrever uma moça de talhe esbelto se balançando tal qual eu havia visto na outra noite. Os cabelos longos se moviam em ondas sobre suas costas, os compridos e finos braços terminavam em mãos delicadas agarradas às correntes enquanto os pequenos pés davam impulso brinquedo. Quando estava para escalar um último rochedo que me apartava daquela cena, a imagem desapareceu.

Fiquei ainda mais surpreso, ao verificar algo que as árvores abundantes me impediram de perceber. Não havia balanço. No alto daquele morro, uma corda pendia da madeira de uma solitária forca projetada sobre o abismo.

Não compreendia como meu cérebro podia me enganar daquela forma. Permaneci alguns minutos junto à forca, de pé à beira do abismo, enquanto o vento sibilava maus agouros e o céu se pintava de um laranja opressivo, indicando que a noite não tardaria a chegar.

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No ano em que a estrela de cauda cruzou o negro firmamento, todas as mulheres que estavam grávidas temeram parir terríveis abominações.

Pelas ruas falavam em animais nascendo com duas cabeças, comida que azedava nas panelas, e mortos que se erguiam de suas campas. Durante as noites cheias de presságios, contavam que os cães uivavam enlouquecidos. As pessoas que conseguiam dormir eram assombradas por tenebrosos pesadelos.

Quando a mulher anunciou que iam ter outro filho, Jeremias não pensou naquelas superstições tolas espalhadas pelas gentes ignorantes, mas em como fariam para sustentar mais um além dos três filhos que haviam nascido primeiro.

Naquele tempo ainda possuíam o armazém e a estalagem que lhes permitia manter a família com uma relativa folga. Mas Jeremias calculava que passariam melhor se a mulher não tivesse outros filhos, e de mais a mais, com o avanço da gravidez a esposa parou de ajudar nas tarefas. A barriga estava muito mais volumosa que ficara nas gestações anteriores. Esta era, indubitavelmente, uma gravidez peculiar: os seus cabelos caíram, os lábios racharam e os fortes enjoos, típicos dos meses iniciais, continuaram quase até o dia do nascimento. A esposa emagrecida e com os olhos encovados, pouco o lembrava da moça saudável com quem havia casado.

Não estranhou quando sua mulher pariu aquelas duas criaturas antes da hora. Pareciam pequenos ratos úmidos com a pele sobrando nos corpos miúdos. Pensou que morreriam durante a noite, mas ainda moviam os pequenos bracinhos enquanto a mãe as trazia para alimentá-las junto ao seu extenuado corpo.

A despeito de todas as dificuldades as meninas sobreviveram ao primeiro mês de vida quase sem chorar.

Por algum motivo que ele próprio desconhecia, Jeremias não suportava as filhas, e  lamentava a esposa ter engravidado mais uma vez. Passou a evitar os bebês depois do nascimento. Enquanto ficavam a maior parte do tempo em seu pequeno quarto, era fácil fazê-lo, mas logo estavam rastejando pelos cômodos, e encarando-o com aqueles seus rostinhos curiosos.

O tempo passou e as coisas apenas pioravam.

Em dez anos a família perdeu quase tudo o que possuía. Negócios não vingaram, e a doença levou o filho mais velho. Ainda que Jeeremias trabalhasse de sol a sol, por algum infausto desígnio, viu-se um dia em meio a dívidas com vários credores. Acabou vendendo tudo, e mudondo com a família  para um lugar isolado da vida.

A má fortuna o acompanhava onde fosse. As dificuldades iam minando alguma felicidade que ainda restava no coração de Jeremias, ao passo que seu caráter se degenerava um pouco mais a cada dia.

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Depois daquele domingo, não consegui mais parar de pensar no que vira. Não esquecia da moça, mas ao mesmo tempo havia desenvolvido um sentimento de repúdio pelas visões que agora povoavam minhas lembranças. Se antes movia o farol para iluminar o morro vizinho, agora nem mesmo subia à plataforma se não fosse para fazer algum imprescindível reparo. A própria visão da escada que dava acesso ao compartimento da luz me causava náuseas intensas.

A vida parecia seguir seu curso normal e as lembranças daquele desditoso domingo iam perdendo sua força, mas o destino havia de cumprir seu infalível propósito, o resto eram ilusões de felicidade.

Foi quando eu conheci Cristina e o sol iluminou a minha vida.

Eu a vi pela primeira vez na feira da cidade. Era domingo e eu compartilhava uma garrafa de aguardente com os amigos. O vento estava mais forte que o de habitual naquele dia, e movia os seus cabelos castanhos sobre o rosto fino. Lembrei imediatamente da moça do balanço no alto do penhasco e este “reconhecimento” me causou uma profusão de emoções, boas e más. Um misto de medo, repulsa e fascínio não permitia que meus olhos se desviassem de sua delicada figura.

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A pobre mulher olhou desconsolada para as filhas brincando com os pintinhos no quintal. Pensou em todos os avisos que lhe deram para deitar fora o feto quando a gravidez ainda estava no início. A estrela que trazia maldições havia cruzado o céu, e sentia que estava pagando por sua teimosia.

A verdade era que tinha medo. Que Deus a perdoasse pela má palavra, mas sentia quase pavor de Alice e Maria.

Durante toda a gravidez teve terríveis pesadelos e visões aterrorizantes com um monstro lhe espreitando no escuro. Quando nasceram mirradas, mas normais, achou que, afinal, tudo não passava de uma crendice tola. Mas o tempo lhe mostrou que o mal havia recaído sobre sua família.

As meninas cresciam sem se importar muito com as demais pessoas da casa. Viviam vagando por aí ou procurando alguma coisa para comer.

Ainda que se esforçasse para não ter maus sentimentos pelas filhas, era impossível negar as evidências: desde o nascimento delas, nada mais prosperava. Os animais morriam, os negócios nunca davam certo. Quando o filho mais velho caiu doente, nenhum médico conseguiu salvá-lo. Tentaram da ciência ao curandeirismo, mas nada impediu que morresse em um par de meses, coberto por chagas purulentas que empesteavam a casa. Todos choravam, exceto as duas pequenas que brincavam no quintal dando risadinhas.

O silêncio de Jeremias não escondia a raiva que trazia no coração.

Inconformado com a desgraça que tomava conta da sua vida, o homem passou a beber um pouco mais a cada dia, e a atribuir abertamente a culpa de todos os seus infortúnios à esposa por ter parido duas filhas amaldiçoadas. Usava o estoque de bebidas que restara do seu comércio para se embriagar. Não demorou para que começasse a entrar tropeçando pela casa, ameaçando a todos com uma faca. O principal alvo do seu ódio eram as gêmeas. Há tempos que a esposa percebia seus olhares para as meninas, e mesmo não nutrindo por elas o mesmo carinho que sentia pelos filhos homens, começou a vigiar os passos do marido.

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Demorei algum tempo para me aproximar da moça. Criava maneiras de estar sempre ao largo de seus passos, observando-a, seguindo-a. Acredito que tais investidas tenham despertado a sua atenção, fazendo-me sair de uma voluntária invisibilidade. A minha canhestra perseguição ao contrário de assustá-la,  fez com que me abordasse certa tarde, quando seguia pelo caminho que me levava à torre do farol.

Olhei para aquele rosto suave como se fosse pecado. Um rosto meio oculto pelos longos cabelos que o vento fazia se espalharem em ondas hipnóticas pelas delicadas espáduas. Pensei em confessar que já lhe havia visto no penhasco: as mesmas mãos de dedos compridos segurando as correntes de um balanço imaginário, mas como explicar aqueles eventos se só a conheci tempos depois?

Vendo que não me aparecia coragem para iniciar uma conversa, convidou-me de maneira muito direta para a sua casa no dia seguinte para um lanche. Morava com uma senhora com quem não tinha parentesco algum, somente o laço de amizade que as unia.

Quando cheguei à modesta casa onde habitavam, contaram-me, entre goles de chá e bolinhos de gengibre, que a moça casara muito jovem com um marujo inglês, mas ainda no primeiro ano do matrimônio, o rapaz havia desaparecido junto com toda a tripulação do navio no qual trabalhava e assim como todas as outras viúvas, teria que aguardar um tempo até que a justiça considerasse como certa a morte de todos, a lei impedia que casasse até se cumprir o prazo.

Parecia que as duas adivinhavam minhas pretensões. Estava me apaixonando por Cristina e esperaria toda a vida se necessário fosse, para poder ficar com ela. Não contava, porém, que quanto mais me aproximasse daquela jovem, mais seria assombrado pelo destino terrível que me aguardava.

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Quando o estoque de aguardente acabou, Jeremias informou à esposa que levaria as crianças com ele para que ajudassem na floresta. Cortariam lenha, colheriam frutas, com sorte arranjariam compradores e poderia pagar as contas que havia feito com o quitandeiro.

A mulher já havia concordado sem reclamar mas viu que além dos dois garotos, o marido chamou as filhas para acompanhá-lo. Não gostava que colocasse os meninos para fazerem serviço de adulto, só permitia vez por outra para evitar brigas. Então viu Jeremias segurando o machado sem tirar os olhos das meninas e sentiu um aperto no peito.

Elas sorriam para ele em um momento raro de empatia.

– Papai vai fazer um balanço para nós, mamãe! – E batiam palmas com uma inocência genuína.

Não teve coragem de impedir. Esperou que saíssem e correu até o quarto para pegar o rosário que guardava dentro do criado mudo.

Pediu perdão a Deus por pensar mal de suas filhas. Só então conseguiu interpretar as palavras da cigana, só então percebeu que a maldição vaticinada por aquela mulher se referia ao marido: era sobre ele que o flagelo recaíra.

Jeremias chegou horas depois com os meninos. Descansou o machado sobre a mesa e a chamou para olhar pela janela. De longe viu Alice empurrando o balanço recém construído para Maria. Respirou aliviada.

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A despeito da minha incontestável felicidade, o tempo com Cristina foi um período de sobressaltos e terríveis pesadelos. Estávamos juntos há certo tempo e o nosso relacionamento se estreitava. O casamento era coisa certa então passei a partilhar o mesmo leito que a minha amada.

Um dia, passeando de braços dados pelas estreitas ruas da ilha, vimos uma pequena tenda colorida perdida entre tantas outras e resolvemos entrar.

Havia ali uma fila de pessoas esperando para que a mulher lesse suas mãos. Falei para Cristina que aquilo era um embuste e tentei dissuadi-la de seus propósitos. A sua graciosa insistência, todavia, me convenceu, e quando percebi já estava com a palma aberta ao exame da velha.

A mulher ficou um tempo olhando para as linhas da minha mão com a cabeça baixa e murmurando algum misterioso sortilégio. Quando levantou o rosto, suas feições estavam alteradas e os olhos revirados para trás. Eu e Cristina nos levantamos imediatamente mas antes que conseguíssemos sair de lá, a mulher vociferou algumas palavras que demorei a compreender.

Joguei moedas sobre a mesa e parti dali com o coração confrangido.

Voltamos para casa sem falar uma palavra ou interromper nosso trajeto. Naquela noite não dormi, fiquei olhando o mar e pensando no que a mulher havia dito:

– Todos vocês vão morrer! O sangue inocente cobrirá a terra!

No dia seguinte comuniquei para Cristina a decisão de voltar a minha antiga casa. Apesar de suas lágrimas, insisti que precisava de um tempo longe dela. Decerto imaginou que a julgara uma mulher sem honra por ter se deitado comigo antes de casarmos. Estava errada. Não tive coragem de lhe contar que todas as noites durante meus pesadelos, via a mim mesmo matando  a nossa família.

Fiquei semanas sem aparecer. Nos primeiros dias chegavam mensagens que eu não abria para não sucumbir à tentação de procurá-la. A verdade era que de tanto ver aquelas cenas macabras em pesadelos que se repetiam incansavelmente, compreendi que os sonhos que tinha não eram lembranças, mas presságios sobre o futuro de tragédias que o destino nos havia reservado.

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O hábito de levar os filhos consigo para a floresta se tornara uma regra. O marido havia parado de beber e quebrar as coisas dentro de casa, então ela chegou a crer que a vida deles ia finalmente melhorar.

Nas tardes mais silenciosas a mulher conseguia distinguir o som do machado abatendo os troncos.

A madeira caía sobre o solo com estrépito. Os meninos ajudavam o pai cortando  partes dos troncos, diminuindo o seu tamanho. Os pedaços menores iam para o cepo. Agora em posição vertical, eram partidos ao meio. Era preciso ter cuidado porque as farpas voavam para os lados durante o processo.

O som cadenciado da Lâmina descendo sobre as toras era quase hipnótico.

– Clot… clot…clot…

Jeremias olhou para os filhos e sorriu como não fazia há muito tempo.

– Papai vai ensinar uma brincadeira nova.

Pediu ao mais velho para amarrar os demais e depois que ficasse parado enquanto o amarrava também. E então ergueu o machado.

Não fosse o silêncio cortado pelos gritos dos seus filhos e Cristina não perceberia que agora o machado descia sobre a carne. Afinal o presságio se cumprira. Sentou junto à janela para aguardar o marido. Logo chegaria a sua vez.

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Milhares de dúvidas perturbavam meus pensamentos. Não conseguia chegar a um veredito sobre meu destino. A sentença da cigana pesava como uma espada acima de minha cabeça.

Demorei tempo demais para encontrar uma resposta, entregue as minhas elucubrações. A última carta de Cristina era uma despedida. Quando finalmente a abri seu corpo já não pendia mais da corda. A alma suicida da única mulher que amei choraria por mim eternamente.

Sofri por muito tempo mas acabei compreendendo que a única chance de felicidade para nós seria nunca termos nos conhecido. Maldisse o dia em que subi naquele penhasco. Maldisse o dia em que a conheci. Retirei-me da vida aos vinte e dois anos.

Condenei meus filhos a nunca nascerem para que não morressem assassinados por mim. Eu acredito em fantasmas porque eles moram em minha cabeça. Não há uma noite em que eu não lembre de tudo o que fiz ou escolhi não fazer. De um jeito ou de outro a solidão era  meu verdadeiro destino.

Jeremias Mordecai, 1896.

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Um comentário em “Presságio – Conto (Iolanda Pinheiro)

  1. iolandinhapinheiro
    28 de maio de 2018

    Obrigada, Gustavo!

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Publicado às 28 de maio de 2018 por em Contos Off-Desafio e marcado .