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Detox Literário.

Um Canto no Sertão – Conto (Gardel Dias)

Sem título

Ao acordar, logo percebo as luzes solares que ultrapassam as vidraças da janela do meu quarto, o belo clarear que bate de fronte ao meu rosto ilumina também a cama, a coleção de carrinhos da feira e outros objetos.

Levanto e caminho agora para a janela, olho o relógio que estar sobre a mesa de livros, os ponteiros me dizem às horas: quinze antes das oito, de pé observo os campos belos, animais que se alegram com seu verde, pássaros a cantarolar nos galhos amadurecidos de árvores que nos é de bom agrado os seus frutos de época.

E vejo ainda o desfecho da cidadania, o crescimento da fome, propagação da politicagem e á acomodação do ser pensante para tais problemas.

No entanto, na ação contínua de observar, vejo também guerreiros, não de morte, pessoas lutando a favor de um povo que está entregue ao descaso, estando a mercê dos que querem a destruição, verdadeiros batalhadores, eu observo, seria até melhor por questão não de número, mas de qualidade, sair do meu quarto e aliar-me a tais homens a “mudar o planeta”.

Mera utopia? […].

Sentir o calor do sol que elabora sua rota desde sua fundação, contribuindo para os verdes e o secar das folhas.

Pela passagem de ruas cruas e desnudas observo as pequenas pedras…

Folhas marrons de outrora, típico do nordeste que enquadram as características do homem pobre, sofredor e mais valoroso. Em tempos difíceis e pouco duradouros se vê o verde das plantas e árvores com suas folhagens ao cair, vestem as ruas cruas.

Seca-se a erva e retorna as calorosas pedras, pobre homem sofredor, tornastes a ter anseios das vestes que cobriam as ruas cruas e o palpar das folhas verdes, agora ao sentar em seu terraço vê o tempo passar, regala-se das poucas sementes que plantara.

Agora diretamente ele as consome e se consome.

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4 comentários em “Um Canto no Sertão – Conto (Gardel Dias)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    12 de maio de 2016

    Notei certo estilo predominante de crônica (há uns dois ou três por aqui que também são fãs desse gênero). É bom ter essências diferentes por aqui. Gostei da construção do cenário em geral e de forma rápida. Como adendo para uma próxima revisão, creio que a frase “olho o relógio que estar sobre a mesa” está com o verbo incorreto (está).

    • gardel dias
      17 de maio de 2016

      Obrigado pela dica, de certo incorreto, na copia ao notebook confesso que fiz revisões, logicamente após o post no EntreContos. Também não usaria os entre tempos em horário de trabalho pra justificar o falsete indesejado e/ou descuido, de todo modo, vale-me o seu aditamento, obrigado.

    • Gardel Dias
      17 de maio de 2016

      Obrigado pela dica, de certo incorreto, na copia ao notebook confesso que fiz revisões já em casa, logicamente após o post no EntreContos. Também não usaria os entre tempos em horário de trabalho pra justificar o falsete indesejado de todo modo, vale-me o seu aditamento, obrigado.

  2. Andre Bosi
    28 de abril de 2016

    Parabéns Gardel! Em poucas palavras o sertão foi fotografado por você.

    Andre Bosi

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Publicado às 28 de abril de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .