EntreContos

Detox Literário.

Aconteceu em uma campina – Conto (Neusa Fontolan)

Conheci Tobias em uma festa, não importa qual. Meu nome? Pode me chamar de Fabio…

Desde o inicio percebemos a enorme empatia, com pouco tempo de conversa já nos considerávamos velhos amigos. Conversa vai, risadas e confidências vêm… E foi proseando bem animados, que nos dirigimos ao salão onde seriam servidas as refeições, e sem que eu esperasse Tobias empacou na porta, paralisou mesmo! Seu rosto mudou para pavor, ficou branco como papel! Ele olhava fixo para uma das mesas, também olhei tentando achar o motivo, nada, a mesa estava muito bem arrumada com pratos, copos, talheres etc.

— Tobias, o que foi? – Estranhando o seu comportamento, eu perguntei.

Sem me responder saiu correndo para fora, e eu fui atrás. Encontrei-o vomitando no jardim, estava dobrado, segurando as pernas e respirando com dificuldade.

— Tobias, o que você tem?

— Facas, – empurrou a voz em um sopro – eu não suporto nem olhar.

Lembrei-me da mesa com vários talheres e entre eles, facas.

— Não aguenta olhar para facas? Como é isso? Como alguém consegue viver sem esbarrar em uma faca de cozinha ou de mesa?

— Não qualquer faca, facas de cabo branco.

Lembrei-me que todos os talheres das mesas tinham o cabo branco. Muitas perguntas se formaram em minha cabeça, porém não tive tempo em formulá-las, já que ele se levantou e disse decidido.

— Vou-me embora.

Eu fui tomado por certo pânico, não queria perder de vista àquele que, depois da minha esposa, foi à pessoa que mais mexeu com meus sentimentos, emoções diferentes, mas mesmo assim fortes o bastante.

— Espere! Eu vou com você. – Gritei, já correndo para alcançá-lo.

— Não sou boa companhia nesse momento, Fabio.

— Mesmo assim eu vou, minha esposa não veio à festa, e eu não estou com nenhuma vontade de ficar aqui. Vamos procurar uma casa de lanches e conversar mais um pouco?

— Por mim tudo bem, desde que não tenha facas de cabo branco. – Tremeu ao mencionar.

Achamos um lugar aconchegante, onde serviam bebidas e porções, mas só por garantia fui direto falar com o barman, e ele me assegurou que ali só tinha talheres de cabo preto.

Pedimos bebidas e algo para comer, e eu, rodando meu copo entre as mãos, muito cauteloso, procurava por um jeito de abordar o assunto.

— É uma fobia. – Disse Tobias de supetão.

— Fobia? Por quê? Deveria procurar tratar, se sabe que é uma fobia.

— Como você acha que eu descobri isso? Foi indo a muitos psiquiatras, uma longa jornada de consultas, exames e sessões. Até hipnose tentaram, mas meu bloqueio é tão grande que não conseguiram nada.

— Como assim bloqueio?

— Você se lembra da sua infância, Fabio? Lembra-se de todas as brincadeiras, pai, mãe, irmãos e amigos? – antes que eu respondesse o óbvio, ele continuou. – Pois eu não… A lembrança mais longínqua que tenho, foi de quando eu tinha uns 15 anos. Lembro-me que estava dormindo nos fundos de um supermercado, o dono do lugar me encontrou e conversou comigo. Como não me lembrava de nada, ele deduziu que fosse amnésia, se compadeceu e me ajudou. Arrumou um quarto de pensão, ali perto, e pagava o aluguel, deu-me um emprego, onde comecei como empacotador. Como eu não sabia ler e escrever, ele cuidou disso também, matriculando-me em uma escola. Não sei como conseguiu documentos, já que eu só sabia meu primeiro nome, mas ele me deu seu sobrenome. Depois disso, eu vivia para trabalhar no mercado e estudar muito. Seu José foi um anjo que surgiu em minha vida, e foi ele quem me apresentou o meu primeiro psiquiatra, este tachou o que tenho como fobia por facas de cabo branco. O médico, como todos os outros que vieram depois, descobriram o sintoma, mas não a causa ou a cura. Faz tempo Fabio… Há dez anos que consulto médicos diferentes e estou cansado deles.

— Não conseguiram nada? – indaguei, ainda procurando uma solução.

— Nada, não consigo me lembrar da minha infância.

— E como você lida com isso?

— Eu, apenas, procuro ficar longe de facas com cabo branco.

— E este seu José, você ainda tem contato com ele?

— Não, ele faleceu.

Conversamos por muito tempo, e a partir deste dia nossa amizade cresceu. Tobias começou a frequentar minha casa, nascendo uma boa afeição entre ele e minha esposa. E ela teve o extremo cuidado de sumir com todas as facas de cabo branco. Muitos anos se passaram, sempre com uma dedicação sincera entre nós. Tobias não se casou, dizia que não queria viver com ninguém.

Com o final de mais um ano chegando, minha esposa combinou, junto a outras amigas, de fazer uma festa em nossa casa. Eram casais amigos, e como todos tinham conhecimento da fobia de Tobias, procuravam ajudar. Durante a discussão sobre o que faríamos na festa, reclamaram do amigo secreto, dizendo que estava batido, que não tinha graça, então alguém deu a ideia de ter o inimigo secreto, era algo como dar um presente que a pessoa fosse detestar.

A bagunça que fizemos na festa foi boa, até chegar à vez de Tobias abrir o presente de seu inimigo secreto. Ele, no centro, desembrulhava a caixa em meios a ovações que fazíamos a sua volta. Tobias levantou a tampa da caixa, e paralisou, seu rosto perdeu a cor, notei a tremedeira, e o suor escorrendo pela sua testa. Tinha algo errado, então corri para ver o que tinha dentro da caixa. Era uma faca, enorme, com o cabo branco, um facão mesmo! Fechei a caixa, e me voltei para Tobias que não estava bem.

Tobias suava frio e respirava mal, quando chamei seu nome ele nem me olhou, tinha os olhos fixos na caixa, deu uma balançada com tontura e levou a mão ao peito fazendo uma careta de dor. Não sou nenhum entendido no assunto, porém, percebi que ele estava tendo um principio de enfarte. Fiquei desesperado, então gritei para me ajudarem a carregá-lo ao hospital, agimos rápidos e conseguimos chegar a tempo, antes dos danos serem maiores.

Minha esposa e eu ficamos até ele ser liberado, e insistimos em levá-lo para nossa casa, não podia ficar sozinho, pois iria precisar de cuidados. Acomodamos Tobias em um quarto e depois de nos assegurarmos que ele dormia tranquilamente, fomos descansar também, a desordem da festa continuava lá, entretanto isso podia esperar.

Acordei cedo, minha esposa ainda dormia. Lembrei-me de Tobias e fui ver se estava bem, não o encontrando no quarto sai a sua procura. Achei-o na sala, sentado no sofá, acarinhava e olhava fixamente a caixa, que estava em cima da mesinha de frente a ele, a tampa fora jogada ao chão.

— Tobias? – Muito apreensivo, chamei.

— Oi, Fabio. – Tranquilamente, respondeu sem se virar, e continuou a alisar a caixa.

— O que está fazendo? Perdeu sua fobia?

— Parece que sim… Agora me lembro de tudo e foi idiotice minha ter sentido tanto medo. Tantos anos de aflição tentando ficar longe delas, quando na verdade devia ter feito um altar para poder apreciá-las, adorá-las e agradecer. – Com delicadeza ele segurou a faca pelo cabo e a admirava com atenção.

— O que está acontecendo, Tobias? Você pode me explicar. – A essa altura eu já estava apavorado, com seu estranho comportamento.

— Pra você eu conto. É evidente que conto. Foi uma faca igual a essa que me libertou, vou contar tudo.

— Por favor. – Eu me acomodei em um sofá, Tobias ficou em pé, pôs-se a andar, devagar, de um lado para outro, e ainda com a faca na mão, a manuseava como se fosse merecedora da sua idolatria.

— Fabio, imagine um lugar longe de tudo, uma campina no meio do mato, onde ninguém passa… E nessa campina está construída uma casinha branca, com telhado, porta e janelas de um marrom alaranjado… Uma casinha tirada dos contos de fadas! Do lado de fora tem muitas flores, e um pequeno lago. Nos fundos tem uma horta, um cercado com porcos, um galinheiro, e um caramanchão onde abriga um fogão baixo, feito de barro, com um tacho enorme em cima, próprio para fazer sabão. Consegue imaginar?

— Lógico que consigo.

— Se você visse um homem chegando, com uma saca as costas e cantando a altos brados, o que pensaria?

— Que era um trabalhador voltando para casa, para a família que amava.

— Sim, ele amava muito aquela família, mas não da maneira que você possa imaginar. Então, vamos entrar na casa, que por sinal está toda trancada, para você conhecer um pouco mais. Ao abrirmos a porta, nos vemos em um grande cômodo, apesar de parecer diferente do lado de fora, o lado de dentro é apenas um quarto enorme. Nele tem fogão, panelas, mesa, uma mulher lidando com os alimentos, enquanto conta histórias de como é o mundo lá fora… E tem também camas, com correntes, prendendo crianças pelos dois tornozelos.

Olhei assustado para ele, que me deu um triste meio sorriso e continuou.

— Sim, crianças. Um menino com doze anos, este tem as correntes bem mais curtas e pouco pode se movimentar. E cinco meninas, uma têm quatorze anos e a outra treze, depois do menino tem uma com onze anos e uma com nove, e a caçula com apenas quatro anos de vida. As meninas, apesar de estarem presas, têm as correntes mais compridas e podem se movimentar pelo quarto. Tem também uma cadela que, afoita, raspa a porta desde o momento que ouviu o canto. As meninas apavoradas tiram as roupas, ficando completamente nuas, elas nem choram mais, apenas querem contentá-lo para não haver represália. Se ele não ficar satisfeito desforra em todas, principalmente no menino que diz ser um peso inútil, este não tem parte do corpo sem hematomas, decorrentes de pontapés, socos e tabefes.

Quando ele entra, a mulher já está perto da porta segurando uma garrafa de aguardente, ele sorri, pega a pinga e a toma pelo gargalo enquanto examina com os olhos o cômodo todo. A cadela só falta subir em cima dele, ela está tão viciada que vira o traseiro, e ele alisa suas partes íntimas até que ela satisfeita se afasta. Sempre tomando da bebida ele anda a passos lentos, examinando se tudo está em seu devido lugar. Com um sorriso diabólico, chega perto de uma a uma das meninas, sem nunca deixar de acariciar seus corpos nus. A mais nova ele apenas acaricia, mas as outras não têm tanta sorte, escolhe aleatoriamente, ele pega uma no colo e a deita na cama. Segue-se um ritual que há muito tempo foi decorado: elas têm que tirar toda a roupa dele, isso lentamente, acariciar o seu corpo, principalmente sua genitália, até o momento que não aguentando mais, ele sobe na que está deitada.

— Meu Deus! – sem suportar exclamei, cortando a narrativa de Tobias. – Isso aconteceu de verdade?

— Sim, aconteceu.

— Pelo amor de Deus! Não me diga que você era o menino?

— Sim, eu era o menino acorrentado, o peso inútil… Quer que continue?

O ser humano deve ser todos sados masoquistas, ou dementes, não sei… Aquela história estava me fazendo mal e eu queria que ele continuasse ou, talvez, só quisesse ter certeza do final, já que fazia uma ideia e torcia em estar certo. Então respondi com firmeza.

— Sim, pode continuar.

— Depois que ficava satisfeito, ainda nu, ele ia até minha mãe e a tomava nos braços, beijava seus lábios e dizia, “você é minha amada esposa, aquela que me deu todas essas alegrias, eu a amo demais”, e não era raro ele a possuir ali mesmo, em cima da mesa – Tobias parou de andar, e me encarou para perguntar.

— Sabe como ele dominava minha mãe? Não era batendo nela, era espancando aqueles que ela amava mais que tudo, os filhos, principalmente eu que não lhe servia para nada. Minha mãe não tinha correntes que a prendia, pelo menos não as visíveis… Seus grilhões eram os filhos – ele soltou um profundo suspiro, voltou a andar lentamente pela sala, pensativo, voltou a falar. – Quando ele estava em casa as nossas correntes eram retiradas, então tínhamos permissão para ir até o quintal, sempre sob sua vigilância. Ajudávamos nossa mãe a cuidar da criação, matar porcos e galinhas, e a fazer sabão. Eu era o que mais trabalhava ao lado de minha mãe, já que ele sempre estava convocando as meninas para saciar seus desejos.

Tobias parou de falar fitando o vazio, e eu o entendia. Se aquela narrativa doía em mim, imagine nele. Para trazê-lo de volta ao presente, perguntei.

— Como aconteceu? Como puseram fim a isso?

Ele balançou a cabeça e me fitou, devia ter se esquecido da minha presença, porém continuou.

— Um dia notei maior inquietação em minha mãe, não pensei que pudesse ver isso, então perguntei, em um momento que ficou só ela e eu no quintal. Ela, horrorizada, me contou que o viu bolinando por mais tempo a minha irmã caçula, este era o primeiro sinal, não demoraria e ele a estupraria, assim como fez com as outras. Ela só tinha quatro anos, porra! Isso não podia continuar, tinha que ter um fim! E foi o que deu coragem à minha mãe.

Naquele dia, minha mãe colocou a caçula para dormir, isso com a ajuda de um forte chá de ervas. Depois ela se aproximou dele, sorrindo, e com trejeitos maliciosos alisou seu sexo, pegou um copo e encheu com aguardente, se sentando em seu colo, fingia que bebia e oferecia a ele a todo o momento. Minha mãe, sempre se insinuando, não deixava de encher o copo, e ele deslumbrado com aquela mulher, que se oferecia, foi entornando um atrás do outro.

Nós estranhamos aquele comportamento em nossa mãe e ficamos quietos, só observando. Ele bebeu tanto que apagou, com a parte de trás do pescoço apoiado no encosto da cadeira, deixando toda sua frente exposta, na posição, exata, que ela precisava. Ela, ainda, o chamou e sacudiu, só para ter certeza que ele não acordaria.

Nunca tinha visto minha mãe tão decidida, tão certa do que precisava fazer, e ela fez…

Primeiro ela abriu a porta chamando a cadela para o quintal, onde a prendeu. Depois ela entrou e foi pegar a faca com que matava os porcos, igual a essa aqui em minhas mãos. Minha mãe era uma mulher forte, o trabalho pesado a deixou assim. Ela, com toda calma, pegou a pedra de amolar e afiou a faca com esmero, não olhou para nós em momento algum, apenas seguia com seus planos. Chegou perto do desgraçado que dormia, novamente o sacudiu e chamou, ele nem gemeu. A decisão estava tomada, e ela não se acovardou, não parou para pensar, não gritou… Não hesitou, apenas levantou a faca, segurando com as duas mãos, e desceu com toda força, desferindo um golpe certeiro em seu pescoço, quase arrancou a cabeça fora só com aquele golpe, o sangue jorrou, e o corpo ainda teve espasmos, mas logo parou para sempre. Minha mãe ficou parada olhando, minhas irmãs paralisadas. Eu gritei, “morre porco do inferno” e meu grito despertou a minha irmã mais velha, ela correu e se muniu de outra faca, com ela desferia golpes por todo corpo daquele nojento, não demorou, e as outras se juntaram a ela, menos a caçula que, graças a Deus, continuava dormindo.

Eu vi cada pedacinho de seu corpo ser destrinchado, cortado, esmagado, retalhado. Vi seu pênis ser decepado e atirado para a cadela. Vi seu coração ser arrancado e picado, e todas suas fétidas entranhas saltarem para fora do abdômen. Vi todos seus membros caírem, como gelatina, a cada estocada firme, dada por uma mão raivosa que segurava esta faca, esta não, a que se parecia com essa. – Tobias levantou a faca e desferiu um golpe certeiro na caixa, esta se partiu ao meio.

— Tobias, você está me assustando! – Eu tinha saltado do meu assento, e dado um passo pra trás.

— Medo de mim? Eu nunca faria mal a você, Fabio. Aquele porco nojento mereceu cada corte, cada arranhão e se tivesse mais membros ainda seria pouco.

— E depois, o que ocorreu? – Eu perguntei, voltando a sentar.

— Quando elas se acalmaram, pelo menos por um pouco, o corpo não era nada mais do que pedaços de carne triturado, e elas estavam lavadas com sangue. Minha mãe ordenou-me que acendesse o fogo do tacho de sabão, e eu corri para cumprir sua ordem. Ela e minhas irmãs carregaram todos os pedaços jogando no tacho, riam em grande histeria, enquanto faziam aquele serviço macabro… Não sei qual delas começou, mas todas se juntaram a cantar a mesma música, à que ele cantava quando voltava para casa, e enquanto colocavam os ingredientes necessários para fazer o sabão, dançavam em volta do fogo. Aquele ritmo tornou-se intenso… Elas envoltas em sangue dançando, brincando, cantando, bailando, rindo, girando, rodando como bruxas em um ritual… Comecei a ficar tonto e a sentir enjoo, acho que a pressão foi muita, pois sai correndo, encontrei uma estrada de terra e corri até desmaiar de exaustão.

Tobias parou de falar e fitava o vazio novamente.

— Tobias? O que aconteceu depois?

— Não me lembro, devo de ter ficado vagando de um lugar para outro, vivendo de esmolas, não sei, tenho alguns flashes, é uma memória adormecida. Fiquei assim até ser encontrado por seu José.

Tobias cuidadosamente colocou a faca em cima da mesinha, sentou no sofá, e me encarou para perguntar com um sorriso matreiro.

— E agora, meu amigo, o que você vai fazer com essas informações?

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13 comentários em “Aconteceu em uma campina – Conto (Neusa Fontolan)

  1. Nair Fontolan de Moraes
    5 de janeiro de 2017

    amei mana continue escrevendo q vc e mto boa nisto

  2. Brian Oliveira Lancaster
    26 de dezembro de 2016

    Neusa também surpreendendo. Não é meu estilo, mas o suspense nos faz querer ler mais. Como disseram os colegas, a grande sacada do texto foi começar de mansinho e se tornar outra coisa até o final, que na minha opinião, fecha muito bem o enredo. Fica aquela sensação perturbadora de “se ficar o bicho pega”.

    • Neusa Maria Fontolan
      26 de dezembro de 2016

      Oi meu querido Brian. (gosto muito de Victor, sabia? Acho um nome poderoso) Como sempre você comparece em meus contos, amo isso, obrigada mais uma vez por ter lido, fiquei feliz com o seu comentário. “se ficar o bicho pega” foi ótimo.
      Um abraço bem apertadooooo…

  3. Priscila Pereira
    20 de dezembro de 2016

    Oi Neusa, Que história terrível!!! Fiquei pensando em todo o horror que aquela mãe e as crianças passaram…. você tem uma imaginação muito macabra… Eu não gosto do gênero terror, não leio nem escrevo nada nesse gênero, então o seu me impactou. Parabéns pela criatividade!!!!

    • Neusa Maria Fontolan
      20 de dezembro de 2016

      Oi Priscila, gostei que tenha lido, e fico satisfeita que houve esse impacto com você. Quanto a minha imaginação ela abrange qualquer coisa, você pode conferir isso dando uma olhada em outros contos que eu postei, o que eu mais gosto é de fantasia, contos de fadas mesmo, mas se uma história fica rodando, rodando em minha cabeça tenho que escrever para me livrar dela.
      Estou feliz que tenha lido. Um grande abraço apertadooooooo.

  4. Anorkinda Neide
    19 de dezembro de 2016

    Oi!
    OLha, eu nao vi como terror, mas um conto de fobia mesmo, com um grande desencadeador psicológico.
    A princípio, achei q ficaria chato o cara contar tudo o q ele lembrou, mas não ficou, a narrativa foi envolvente. As mulheres portando-se como insanas na retalhação do homem, achei algo exagerado q puxou pro trash mesmo, dae eu pensei q conto seguiria por ae, mas acabamos ficando sem saber o q aconteceu com elas, será q ficaram doidas para sempre?
    Achei que ele iria retalhar o amigo, ainda bem que não. Aliás, esta pergunta final é pra gente continuar a história?huahuha Eu iria pegar o meu amigo e ir procurar a família dele. 🙂
    Parabéns pelo conto, vc tem ótimas ideias!

    • Neusa Maria Fontolan
      19 de dezembro de 2016

      Minha querida. Eu não sei em que categoria se enquadra meus contos, apenas crio a história e escrevo. Aliás, eu não sei analisar conto nenhum, se não tiver um apontamento me dizendo que é disso ou daquilo eu fico boiando.
      Fico muito feliz por você ter lido. A pergunta no final é pra pensar mesmo. O que você faria se ouvisse uma história dessa da boca de um amigo?
      Procuraria a policia? – afinal um assassinato foi cometido.
      Procuraria esquecer? – o sujeito mereceu.
      Cortaria relações com seu amigo e fingia que não sabia de nada?
      Ajudaria seu amigo a superar e guardar num canto da memória um passado tão triste?
      Ou como você sugeriu, ir com o amigo procurar a família dele?
      Eu sinceramente não sei o que faria, ia depender muito do meu estado de espirito no momento.
      Gostei muito de você ter lido e não ter achado chato. Um abraço apertado e um beijão na bochecha 🙂

  5. Fabio Baptista
    19 de dezembro de 2016

    Neusa! Mandou bem nesse terror com uma boa pitada de gore!

    A premissa é bem interessante, desperta a curiosidade de imediato: “afinal, por que diabos esse cara tem medo de facas com cabo branco?”. Daí somos enganados, de um jeito bom, pois por mais de uma vez a trama parece que vai para um lado e vai para outro. Pensei que haveria alguma relação mais “profunda” entre os amigos. Depois, no inimigo secreto, achei que ia dar uma merda federal logo ali na abertura dos presentes (pensei que o cara sairia matando todo mundo). Aliás, ri muito nessa parte, porque essas paradas de inimigo secreto nunca dão certo, justamente porque sempre tem um sem noção que exagera! HAUHAHAUUA

    O relato da infância é meio acelerado e recorre a alguns clichês (bebida + abuso), mas nem por isso deixa de ser impactante. A vida é clichê, afinal, diria Claudia Roberta Angst. E a cena da “vingança” é bem macabra, consegui imaginar todo mundo em frenesi golpeando com as facas, ficando encharcados de sangue.

    Depois, achei que Fabio seria morto, mas você surpreendeu novamente, mandando um bom final em aberto.

    Gostei bastante!

    Abração.

    • Neusa Maria Fontolan
      19 de dezembro de 2016

      O meu querido, obrigada por ler e que bom que gostou, fiquei até emocionada agora.
      o medo por facas de cabo branco eu roubei de minha irmã. Por mais incrível que possa parecer ela tem essa fobia e nós sabemos o motivo, mas esse é outro drama, um real. Mas não vamos falar de coisas tristes, porque fiquei feliz com seu comentário. Um abraço bem apertadooooo

  6. Marco Aurélio Saraiva
    19 de dezembro de 2016

    Uau. Quesito impacto: 10.

    Este conto me lembrou muito o filme “A Bruxa”, apesar de terem pouco em comum. Acho que a ambientação foi o que ligou o filme ao conto. O macabro e o impensável se unem aqui para formar um conto perturbador.

    O enredo me prendeu, mas não gostei do final. Queria algo mais fechado; estava até mesmo desconfiando que Tobias ia atacar Fabio e que descobriria que ele havia se tornado um lunático ensandecido.

    A ambientação do conto pede um pouco mais de sentimento. Eu assimilei a atmosfera da história, mas a escrita a passa de forma um tanto superficial, sem demonstrar realmente o horror que Tobias passou como filho daquele homem.

    Segue algumas anotações que fiz, com sugestões de melhoria.

    => “…uma têm quatorze anos…” – aqui, se entendi bem, não deveria haver acento circunflexo.

    => “O ser humano deve ser todos sados masoquistas” – Acho que a frase deveria estar toda no plural, não? “Os seres humanos devem ser todos sadomasoquistas”.

    => “Minha mãe não tinha correntes que a prendia,,,” – acho que o verbo “prender” aqui deveria estar no plural, já que se refere a “correntes”. Mas posso estar errado.

    => “…em um momento que ficou só ela e eu no quintal.” – Esse é apenas um exemplo do que eu falei lá em cima: de que o conto precisa de um pouco mais de sentimento. Há um erro de flexão verbal (ficou deveria ser “ficamos”), mas acredito que toda a frase poderia ser melhor trabalhada, como, por exemplo, “em um dos raros momentos onde ficamos sozinhos no quintal; apenas eu e ela”. É uma mudança boba, mas que adiciona muito com poucas palavras.

    De qualquer forma, foi um bom conto de terror; me lembrou os “creepypastas” que eu costumava ler, hehehehe.

    Abraço!

    • Neusa Maria Fontolan
      19 de dezembro de 2016

      Obrigada por ler Marco e muito, muito mesmo, obrigada pelas correções, isso sempre me ajuda. Essa última frase que você corrigiu ficou bem melhor mesmo, adorei. Um grande abraço.

  7. Neusa Maria Fontolan
    19 de dezembro de 2016

    Eita! O chefinho ta ligeiro, já colocou meu conto!

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Publicado às 19 de dezembro de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .