EntreContos

Literatura que desafia.

Liberdade – Conto (Rafael Luiz Penha)

O ar atravessava veloz por suas orelhas e fustigava seu corpo.

Sentia- se livre como jamais fora antes. Abriu os braços e deu um grito de alegria.

Não se preocuparia mais com aquela merda. Estava resolvido. Carregava alguma culpa, por eles, mas fizera tudo o que pudera.

Sentiu um sorriso desenhar se em seus lábios enquanto sua cabeça projetava-se para frente. Enxotou a dúvida que pairou em sua mente, não havia mais tempo para aquilo.

Fechou os olhos, enquanto as nuvens se afastavam e o chão se aproximava.

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8 comentários em “Liberdade – Conto (Rafael Luiz Penha)

  1. Rafael Penha
    6 de setembro de 2017

    Obrigado Tamires!!

  2. Regina Lopes Maciel
    5 de setembro de 2017

    Penso que para o personagem, já não importa mais o ocorrido, os fatos anteriores, e aí está sua liberdade no momento da queda. Mas para quem lê o conto, fica um “branco”, que acho que ainda poderia ser melhor trabalhado (melhorar o conflito) mesmo sendo um mini conto. Parece mais como uma falta, como se o autor não soubesse o que falar, do que com a questão de deixar aberto para o leitor resolver. De toda forma,foi boa a surpresa da frase final.

    • Rafael Penha
      6 de setembro de 2017

      Excelente Regina! Não tinha pensado nisso, mas acho que você acertou bem, de fato o conflito é muito pouco ou nada demonstrado. Trabalharei nisso! Obrigado pelo comentário.

  3. Ana Maria Monteiro
    5 de setembro de 2017

    Estou muito familiarizada com microcontos; tanto que tive de deixar de escrevê-los pois o meu cérebro estava a ficar “normalizado” para produzir só nesse formato.
    Assim, na primeira frase intuí de que se tratava e na segunda tive a certeza. Resultado: gostei muito, mas tê-lo-ia apreciado melhor se fosse mais curto ainda. Mas gostei, sim, como disse, muito.

    • Rafael Penha
      6 de setembro de 2017

      Obrigado por comentar Ana Maria. No meu caso, sou o oposto de você. Não tenho nenhum costume de escrever microcontos e é um sacrifício economizar palavras e fazer a caneta para de escrever. Mas acho que é um bom treino para pessoas como eu, que precisam aprender a falar mais escrevendo menos. Grande abraço.

  4. Eduardo Selga
    4 de setembro de 2017

    É muito importante num microconto que ele dê um tapa na cara do leitor, pois não há espaço para divagações. E isso acontece aqui, no último parágrafo, com a informação de que o personagem é um suicida a poucos metros do chão.Estrategicamente, sua condição não fica clara até chegarmos ao derradeiro parágrafo. O que se passa até então pode causar, inclusive, a sensação de liberdade. Assim, o impacto no leitor é quase o impacto do personagem ao chão.

    • Rafael Penha
      6 de setembro de 2017

      Que bom que gostou Eduardo! Muito legal sua interpretação. Obrigado por comentar.

  5. Tamires de Carvalho
    4 de setembro de 2017

    Adorei!

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Publicado às 4 de setembro de 2017 por em Contos Off-Desafio e marcado .