EntreContos

Literatura que desafia.

Não desdenhe do que amo – Conto (Carlos Henrique Gomes)

para Faby Crystall

…seja onde for
onde quer que você esteja
a Donzela de Ferro vai te pegar

Iron Maiden

 

— Foi uma bosta o show do Iron Maiden, aff!

Não acreditei em meus ouvidos; precisava confirmar a informação. Dei meia volta, vesti meu melhor sorriso e perguntei:

— Vocês também foram no show do Iron Maiden?

Numa Galeria do Rock mais cheia que de costume, a menina baixinha, com óculos de fundo de garrafa e aparelho nos dentes, vermelhinha, esquisitinha e passando os dedos por dentro dos cabelos, respondeu:

— Eu não, mas ela foi… — e apontou para a amiga, que me olhou de baixo a cima, com cara de nojentinha. — É, mas ela não gostou não!

— Foi uma bosta mesmo aquele o show! Puta dinheirão jogado fora! — e pronto, arranquei um sorriso da nojentinha. Nada como jogar um osso pro cachorro, no caso, pra cadela. Hehe!

Deliciosa, magrinha do jeito que gosto, perfeita…

Perfeita para estrear minha nova Donzela de Ferro e ver se funciona mesmo. Que sorte a minha encontrar a Jéssica e que sorte a dela ser a primeira.

Fingi gostar das mesmas bandinhas, todas iguais, e quanto mais falava, toda fresquinha, mais eu queria bagunçar ela todinha: talvez fazer um sexo brutal, moê-la numa sessão de tortura com certeza e jogá-la dentro da Donzela de Ferro. Ah, que delícia! Até já posso ouvir os gritos deliciosos de desespero aqui dentro da minha cabeça!

Aguentá-la a tarde toda foi um esforço e tanto. De noite fomos ao Manifesto Rock Bar para ver uma bandinha cover que ela gosta. Uma bosta! E não fiquei surpreso ao ver por lá meu amigo Silvio, o dono da funerária para quem presto serviços especializados. Sinceramente, não sei por quê gostam dessas bandinhas!

Nada como um pouquinho de #boanoitecinderela para pseudo-imobilizar uma presa; o curare da nova era. Pedi o carro do Silvio emprestado para leva-la embora e, como sempre, não fez perguntas; aposto que na hora de ir embora, ele ficou procurando a chave pelo chão, achando que havia perdido.

Cheguei em casa antes da meia noite e guardei o carro na garagem. A luz da sala ainda estava acesa, deixei a Jessica no carro e fui ver porquê; a vó Luiza dormia na frente da TV. Até ela ir para o quarto, tomar o remedinho para dormir bem, escovar a dentadura, trocar de roupa…

A Jessica não saia da minha cabeça, seus berros não saíam da minha cabeça. Ah, o sangue brilhante escorrendo, pingando, espirrando… E a vó Luiza arrastando os chinelos pra lá e pra cá… dez minutos!

— Boa noite vó, bom descanso.

— Boa noite Carlinhos, Deus te abençoe. Vai dormir logo, senão você fica muito cansado.

A saliva estava engrossando na boca. Corri para a garagem e levei a Jessica para o porão, fechei a pesada porta antirruído, prendi-a pelos pulsos com as algemas na barra de ferro e levantei devagar, bem devagar, ouvindo-a gemer um protesto inaudível.

Deliciosa, pendurada, os ossinhos estralando, o umbiguinho aparecendo, as pernas finas e bobas tentando se firmar, o chão sumindo de baixo de seus pés compridos.

Liguei o som: Iron Maiden.

— Gue pérda és saaagh…

— Você achou o show do Iron Maiden uma bosta? Mas vai gostar desse show aqui, baby!

— Dezela te pér arg ro…

Dei-lhe um tapa e mais outro, com força e ela acordou um pouco. Puxei seus cabelos para trás dando um tranco e ela despertou de vez; de acordo com suas atuais possibilidades. A primeira providência que tomou: voltar a ser nojentinha.

Xingou com a língua ainda um pouco enrolada, cuspiu, se contorceu, gritou, rosnou, ameaçou.

Delícia! É assim que eu gosto.

Dei um tapa mais forte, ela xingou mais, esperneou tentando me chutar, gritou mais do que antes. Quando se cansou, dei-lhe outro tapa bem mais forte.

Aquele rostinho quase felino e perfeito, de nariz arrebitado, olhos de um verde irritante, boquinha carnuda e testa ampla, os cabelos dourados, curtos, com a franjinha jogada para o lado. Jessica é a pessoa certa!

Avancei, ela tentou me chutar, prendi uma de suas pernas entre meus joelhos, enquanto a outra não me machucava, ela tentou me morder, rosnando. Apertei seu pescoço longo, maravilhoso, pulsante e puxei com força sua camiseta de uma bandinha qualquer.

Meu deus!

Ela se contorcia, tentava me chutar com a perna livre.

Selvagem, não se rendia.

Arranquei o resto da camiseta, soltei seu pesscoço e me afastei.

Que costelas, que saboneteiras, que pescoço comprido!

A respiração difícil e ruidosa, os ossos do tórax pareciam se mexer.

Eu sorria meu melhor sorriso de canto de boca, que tanto ensaiei, e ela me xingava com os melhores palavrões.

Avancei novamente e ela começou a chutar o ar. Empurrei suas pernas para o lado e ela girou como uma peça de carne pendurada no frigorífico. Segurei-a por trás, abri sua calça e ela ficou mais feroz ainda, gritando mais alto, com mais raiva.

Maravilhoso!

Girei-a de volta e, no primeiro coice, coloquei-me entre suas pernas e puxei a calça com força, arrancando também os sapatos. E ela ficou balançando pra frente e pra trás, sem controle.

Que joelhos! Pontudos! Que sexy! Bom para ver quebrando, ouvir o estralo. E os pés compridos então… cheios de veias!

Os dedões compridos… Meu deus!

Começou a perguntar as mesmas coisas idiotas que todas perguntam:

— O que você quer de mim? O que eu fiz pra você? Blá blá blá blá blá…

E começou a chorar de um jeito, orgulhosa, sem se derreter. Que coisa linda! E uma lágrima foi escorrendo devagar pelo seu rosto vermelho, de tanto tapa, driblou o nariz, contornou a boca, fez que ia pingar no chão e escorreu para o pescoço.

Acendi a vela e avancei, ela chutou o ar, segurei uma perna entre meus joelhos, puxei sua cabeça para trás pelos cabelos e fiquei vendo aquela lágrima viajante escorrer entre os seiozinhos e perder-se barriga abaixo.

Nunca tinha visto uma lágrima que fosse tão longe…

Mostrei a vela e ela se agitou. As corretes das algemas tilintaram. Um pouco de sangue escorreu do seu pulso direito.

O show vai começar, baby!

— Porra! Jessica, sua vaca! Você assoprou a vela! — dei um puxão mais forte nos seus cabelos e soltei.

Arranquei o sutiã e a calcinha com um puxão só e fiz ela girar enquanto acendia a vela outra vez.

Vaca! Querendo estragar a festa!

Hehe! Engano meu…

Ela começou a chorar e implorar, prometer que faria qualquer coisa.

Isso abriu meu apetite de vez!

Peguei-a desprevenida, me coloquei entre suas pernas, puxei-a um pouco para que ficasse mais esticada, mais fácil de espalhar a cera derretida.

— Iron Maiden é a melhor banda do mundo! Nunca desdenhe do que eu amo!

E enquanto ela pedia desculpas e implorava, derramei a cera derretida nos seios e ouvi o que queria desde o começo: grito, o grito puro, sem sentimento, só instinto primal.

Só a reação mais humana de todas: a dor.

Continuei pela barriga, mas nas pernocas fininhas foi maravilhoso! Ela quase não tinha mais forças para gritar, para se estrebuchar e chorava como uma criancinha. Deliciosa, com os ossinhos salientes, sem vergonha de mostra-los, toda suadinha, até brilhava. O sangue escorrendo de seus pulsos, a franja desarrumada, molhada e grudada na testa, os olhos, antes, de um verde esquisito e irritante, estavam avermelhados, brilhantes e molhados.

Sinceramente… não gosto muito desse esporte, mas a Jessica merece meu esforço.

Soltei-a e observei-a de longe. Sabe de uma coisa? Gostaria de tê-la conhecido em outras circunstâncias, para outro tipo de diversão.

“Mas não adianta chorar pelo leite derramado”, diz sempre a vó Luiza.

Peguei o chicote de tiras trançadas que era do meu avô; aquele avô que virou um cabideiro. O ânimo da Jessica pareceu voltar.

— Iron Maiden é a melhor banda do mundo! Nunca mais se esqueça disso!

Ela chorou, implorou, pediu perdão e se sacudiu com desespero, fazendo mais sangue escorrer de seus pulsos.

Vamos ver se sei pilotar esse chicote de vaqueiro. Virei-a de costas e ela começou a gritar o máximo que pôde e se espernear. Hehe!

Tomei distância, mirei e vapt. A ponta do chicote fez um corte pequeno na espádua.

Eu não havia reparado nos ossos da sua coluna, perfeitos, bem encaixados.

Vapt! Shtáá! Um corte maior no meio, sangue abundante escorrendo em direção às nádegas minúsculas.

Vapt! Shtáá! Dessa vez fechei os olhos e degustei seu grito delicioso, primal. Só de dor; sem raiva.

Vapt! Shtáa! Perto da nuca, o tranco do corpo, o sangue escorrendo dos cortes, passando pelas nadegas, percorrendo as pernas finas e pingando dos pés no chão. Pingando na mesma poça que o xixi amarelo escorrendo pelas pernas também.

Virei-a de frente para mim. Ela levantou a cabeça e cuspiu sangue, balbuciando alguma coisa esquisita. Acho que mordeu a língua.

Tirei a cera dos seus seios. Ela já não se mexe, exausta. Tomei distância e mirei.

Vapt! Shtáá! Errei! Pegou quase no umbigo.

Vapt! Shtáá! Errei de novo e ela não gritou, só resmungou.

Vapt! Shtáá! Acertei! Acertei e arranquei o mamilo direito e junto com ele voou um jato de sangue.

Festejei dando três chicotadas no chão. E enquanto me achava o melhor, a luz piscou e logo voltou.

A Jessica estava domada. Ou seria desmaiada? Mexeu as pontas dos dedos da mão direita como se fossem espasmos.

Se acertei um, acertaria o outro. Mirei.

Vapt! Shtáá! Errei e as luzes piscaram com uma intensidade absurda.

Tive a impressão de que os olhos da Jessica ficaram brancos e que ela se estrebuchava, quase epilética.

A luz voltou ao normal.

Larguei o chicote e fui até ela. Levantei seu rosto. Ela abriu devagar os olhos e murmurou:

— Iron Maiden érgh um-a bfosta…

— Que merda! Você num aprende?

E num é que a desgraçada sorriu e o sorriso foi virando uma risada! E a filha da puta deu uma gargalhada!

Paciência com gente tenho só com a vó Luiza!

Dei um socão da boca do seu estômago e ela engoliu a gargalhada, balançando pendurada, sem poder respirar.

A luz piscou. Piscou mais e mais rápido.

Tenho quase certeza que os olhos da Jéssica estavam brancos e ela se tremeu em espasmos epiléticos outra vez.

Tive um mau pressentimento… nunca tive essa porra! Mas alguma coisa insistia para que eu fosse ver a vó Luiza.

Subi e a encontrei sentada na beirada da cama, gritando.

A luz começou a piscar outra vez e a vó Luiza gritou mais desesperada, mais assustada ainda:

— Sai daqui! Sai daqui! — protegendo o rosto com as mãos trêmulas.

Abracei-a tentando acalmá-la, dizendo que a protegeria, mas ela continuava gritando:

— Sai daqui! Sai daqui!

— Quem vó? Quem tá aqui?

— Essa moça! Aaaaaaai! Tira ela daqui!

— Ela quem? — e a luz piscou com mais intensidade, fazendo a vó Luiza desmaiar. — Puta merda! E agora! — e a luz voltou ao normal e a vó Luiza foi voltando à consciência, aos poucos, tremendo muito, ofegante, ainda assustada.

Perdida.

Mas será? Será que a luz tá piscando desse jeito porque… Não, claro que não!

A vó Luiza me fez procurar pela casa toda atrás da tal moça, olhar debaixo da cama, dentro do guarda roupa. Consegui convencê-la a tomar um calmantezinho e fiquei segurando sua mãozinha ossuda até que dormisse.

Corri de volta para o porão. Aquilo já estava ficando chato. Na verdade, gosto é de ver uma boa tortura, mas torturar… só em caso de necessidade como o da Jéssica.

Até que no começo estávamos nos divertindo, mas ela começou a ficar chata e estragar a brincadeira. É hora de ver se Donzela de Ferro que eu fiz funciona mesmo.

O Silvio tinha uns caixões com defeito de fabricação lá na funerária dele e, como não ia usá-los, pedi-os para mim. A Donzela de Ferro ficou bem parecida com um caixão de defunto, só que vertical, mais largo e com duas portas. Muito mais reforçado nas laterais e no fundo. Se você olhar de fora, dá vontade de entrar e ver se é confortável, mas quando as portas se fecham… Hehe! Montei um mecanismo de deslizamento de placas que faz os pregos enormes entrarem e perfurarem só o necessário do seu corpo. Se você se mexer, já era; se não se mexer, já era também, só que demora mais.

Quando fechei a porta antirruído do porão, tomei um puta susto! O aparelho de som estava caído no chão e os cds do Iron Maiden jogados em volta! E o pior: estava escrito com sangue na parede “IRON MAIDEN É UMA BOSTA”

A desgraçada da Jessica ria de mim!

Segurei sua cabeça e dei tanta porrada na cara dela, menos na boca, que machuca a mão, e nos olhos que ela precisa enxergar tudo.

Chegou a hora da Donzela de Ferro funcionar.

A luz começou a piscar rápido, muito rápido e aí sim tive certeza absoluta que os olhos da Jéssica estavam brancos.

Desci um pouco a barra de ferro, soltei as algemas e ela derramou-se no chão, toda desconjuntada. Esfreguei sal grosso nas suas feridas e aqueles gritos primitivos de dor, muita dor, entraram cheios de melodia nos meus ouvidos. Hehe!

A luz parou de piscar e para acordá-la de vez, joguei álcool também.

Aí sim ela acordou.

Arrastei-a pelos cabelos até a Donzela de Ferro, fiz ela olhar bem para a figura do Eddie entalhada nas portas e expliquei o que aconteceria. Ajudei-a a se levantar. Seu corpo ossudo encharcado de sangue, os músculos tremendo, mas os olhos bem abertos. Ela entendeu que não deveria se mexer, que precisava de toda sua força selvagem para aguentar.

Pensei que seria mais difícil, mas ela entrou sem reclamar, submissa.

Enquanto fechava a porta e os pregos compridos avançavam em sua direção, ela sorriu!

Essa Jéssica realmente estava sendo um desafio para mim!

Quando tranquei a porta da Donzela de Ferro, a luz piscou com tanta intensidade que apagou de vez. As luzes de emergência acenderam e a Jéssica não emitiu um gemido sequer.

 

Outra vez aquela ordem obscura na minha cabeça mandando que eu fosse ver a vó Luiza…

Guiei-me pelo escuro usando a luz do celular, liguei os disjuntores e corri para vê-la.

Nunca havia visto ela daquele jeito: correndo pela casa, tanto quanto seus noventa e poucos anos permitem, gritando por socorro, com o rosto, antes tão doce, contorcido pelo pavor!

— Socorro! Socorro! Ela quer me pegar! Tira ela daqui! Tira ela daqui!

Consegui fazê-la parar de correr e sentar-se no sofá.

Pensei rápido:

— Vó, mostra onde essa moça tá! — e ela apontou o dedo, torto e tremulo, para um lugar qualquer. Fui até onde ela apontou e fingi que estava batendo em alguém, pegando esse alguém pelo braço e empurrando para fora de casa.

Ela foi se acalmando um pouco. Não podia dar outro calmante sem fazê-la correr risco, então dei meu melhor para acalmá-la e estava quase conseguindo, mas…

A vó Luiza voltou a gritar outra vez que a moça estava lá e apontou para a cozinha.

É foda! Sempre tenho controle sobre tudo, mas dessa vez a Jessica…

Poderia jurar, caso isso fosse do meu feitio, que a vi onde a vó Luiza apontou. Toda ensanguentada, com uma mamilo só e…

É complicado para mim dizer isso, mas seus olhos estavam brancos, ela se tremia toda epilética e a luz começou a piscar rápido, muito rápido, a ponto de me dar náusea e fazer a vó Luiza desmaiar no  sofá!

Corri para o porão, abri a Donzela de Ferro decidido a acabar com essa porra!

A Jéssica não estava lá dentro… e nem fora…

Sumiu! Simples assim: a Jessica sumiu!

E não é só isso: arranhou na minha Donzela de Ferro a frase “IRON MAIDEN É UMA BOSTA”

Mas isso teria que esperar; aquela sensação de que deveria ir ver a vó Luiza ficou mais forte que antes.

Tranquei o porão e corri lá para cima. A luz havia voltado ao normal e ela esta sentada no sofá, resmungando uma oração para sua própria proteção contra a moça que queria pegá-la.

Já era meio da madrugada e tomei uma decisão: leva-la ao pronto socorro do Hospital São Paulo.

A médica que a atendeu pediu exame de sangue para saber se havia alguma infecção que poderia causar tal quadro de delírio persecutório. Quando ela falou a sílaba “tó” perdi a concentração e imaginei tantas coisas que poderíamos fazer…

Fui chamado de volta à realidade quando passou uma equipe do resgate empurrando a maca com uma moça muito ferida e a vó Luiza voltou a ficar agitada, apontando e gritando:

— É ela! É ela! É ela a moça que quer me pegar! Me tira daqui! Me tira daqui!

Uma enfermeira passou, toda indignada:

— Como pode, gente! Torturaram tanto a moça, que num sei não se ela vai sair dessa! O ser humano tá perdido mesmo! Acredita que arrancaram até o mamilo dela!

— Onde encontraram ela? — perguntei.

— Lá na estação de metrô! Coitada! E tem um nome tão bonito: Jessica…

Já nasci com sangue frio, mas…

Saíram com ela da emergência e a vi, de longe: uma moça magra, de olhos muito claros, tendo uma convulsão.

A luz do hospital começou a piscar.

— Jessica…

— Você conhece a moça? — a enfermeira perguntou.

— Será que nunca vão arrumar essa fiação? Olha, a Dona Luiza não tem nenhuma infecção — na sílaba “ção” perdi a concentração —, mas os velhinhos costumam ter esses delírios, seja por alguma infecção ou stress ou simplesmente acontece. Tem alguns medicamentos que rebaixam o nível de consciência, deixando ela um pouco menos agitada, mas aí só o médico dela pode receitar. — e estendeu a mão para se despedir de mim.

Mãozinha rosada e macia como uma pétala…

A luz piscou outra vez…

— Jessica…

— Quem é Jessica? — a vó Luiza agarrou meu braço com uma força que não é dela — Carlinhos, quero ir embora! Me leva pra casa! Quem é Jessica? Você vê se num vai se meter em confusão, heim! Já num chega essa moça que quer me pegar!

— … a gente se vê por ai…

CONTINUA…

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Um comentário em “Não desdenhe do que amo – Conto (Carlos Henrique Gomes)

  1. Neusa Maria Fontolan
    23 de agosto de 2016

    MEU DEUS! Ainda bem que eu gosto de Iron Maiden kkkkkkkkk, mas tenho que admitir, prendeu minha atenção. Aguardo a continuação.

E Então? O que achou?

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Publicado às 23 de agosto de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .