EntreContos

Detox Literário.

Os pergaminhos de Annabel Lee – Conto (Iolanda Pinheiro)

pergaminhos

Acordei… Abri os olhos com dificuldade. Demorei alguns segundos para distinguir o recinto onde me encontrava. Meu corpo inteiro doía. Vi aquele homem me olhando e então  recordei: estava sentado em uma cadeira junto à longa mesa de madeira escura.

Mr. Stevenson  observava pacientemente enquanto eu procurava me acomodar melhor. Estávamos sozinhos na sala úmida. Pelas frestas da cortina de veludo, um facho de luz se projetava sobre a poeira em suspensão. Era a nossa única claridade.

De frente para mim, desenrolado sobre a mesa, um documento contendo um nome: JAMES HENRY LEE, e uma data: 08 de setembro de 1896. Um documento que eu deveria assinar.

De certa forma, eu me sentia feliz em estar ali, ainda que o desfecho peremptório dos meus dias dependesse de cada palavra que preencheria aquele papel.

Havia retornado de uma viagem desditosa pelo mar. Meu barco naufragou. Fiquei alguns dias em um bote avariado no meio de uma tempestade. Fui resgatado depois de uma semana em que estive à deriva, a cerca de cem milhas das Ilhas Virgens, por um navio baleeiro escocês.

Desembarquei em Londres e cheguei sem aviso à casa de meus pais.

As notícias se anteciparam a mim. Lá já havia uma carta  aguardando, exigindo que eu me apresentasse à polícia para esclarecimentos.

No dia seguinte cheguei ao local e fui conduzido à sala de interrogatório. Era naquele lugar que me encontrava tentando explicar o desaparecimento de meu irmão, mas duvidava, fortemente, de que alguém fosse acreditar em mim.

O homem me mandou sentar à mesa e estendeu aquele papel, onde eu escreveria o relato resumido dos fatos, e depois assinaria aquilo que iria resultar em minha sentença. A forca no patíbulo montado no centro da praça  dava a justa medida das consequências do que eu escrevesse.

Peguei a caneta, mas soltei logo em seguida. Olhei em direção aos seus olhos e esperei que me correspondesse para que pudesse iniciar a minha extraordinária narrativa.

– O senhor é uma pessoa cética? – Perguntei enquanto o observava colocando fumo no fornilho do cachimbo. Aguardei que respondesse, mas ele não parecia estar com pressa. Ficou lá empurrando, sem afobação, aquele fumo de aroma levemente cítrico e doce, até que se deu por satisfeito e o acendeu. Então, depois de sorver, com evidente prazer, aquela fumaça leitosa, encarou-me com um meio sorriso e falou:

– Conte apenas. Vamos ver até que ponto poderá me convencer.

Baixei a cabeça e iniciei o testemunho em um tom contido. A caneta entre meus dedos era movida, tensionada, sem, entretanto, ferir o papel. Havia decidido contar a história do seu início…

Falei para ele sobre o tempo em que moramos nas Ilhas Jersey, e ficávamos com minha mãe e os criados por meses sem notícias do meu pai, durante as suas viagens comerciais. Nossa família vivia numa casa sobre um largo penhasco.

-Eu e meu irmão gêmeo, o James, descíamos correndo as pedras íngremes até a praia coberta pelo nevoeiro, e nos banhávamos nas águas geladas. – Falei, enquanto relembrava aqueles dias.

– Quando completamos onze anos, veio morar conosco a filha de uma prima de minha mãe que havia ficado viúva e não podia sustentá-la. Uma menina da nossa idade chamada Annabel.

Sorri lembrando como nós três nos tornamos inseparáveis. Passávamos as longas tardes explorando o bosque na parte oeste da ilha, procurando por ninhos e pregando peças uns nos outros.

Esperei que o inspetor protestasse por eu estar contando fatos da infância, e que, aparentemente, não guardavam nenhuma relação com as investigações. Ele, porém, entre paciente e interessado, apenas aspirou mais um pouco daquele cachimbo elegante e falou:

-Prossiga…

– Pois sim… – Continuei. – Após três anos da sua chegada,  Annabel havia se tornado uma moça bela, ainda que frágil, o que não nos impedia de chamá-la para participar de nossas aventuras pela ilha, e que ela ia, com entusiasmo, sempre que a saúde permitia. Foi num destes dias que as coisas começaram a se precipitar entre nós.

– Por que? Perguntou o inspetor desviando sua atenção do cachimbo para mim.

– Eles me traíram. – Falei e em seguida deixei que as recordações chegassem, dolorosamente.

Lembrava com detalhes daquela tarde infeliz. Annabel nos havia proposto que brincássemos de esconder. Sentei em um tronco caído sobre a relva, fechei os olhos e contei até cem. Quando saí para procurá-los tudo estava muito quieto. Fui entrando pelas veredas do bosque, para um lado aonde pouco íamos, pois se tratava de um pântano mal cheiroso e permanentemente sombreado. Pelo trajeto entre as raízes e a lama,  só se ouvia os ruídos dos animais rastejando entre as folhas. Acho que os dois também não chegaram a perceber a minha aproximação. Quando pude ver com clareza, estavam abraçados e ele a beijava nos lábios.

– Eu os vi se beijando. Eu a queria, e, no entanto, ela havia escolhido o meu irmão. James nasceu alguns minutos antes de mim. Apesar de sermos idênticos, ele era mais altivo, corajoso, o mais carismático e atraente. Foi sempre o preferido do meu pai. Era meu irmão gêmeo, e eu o amava, mas não era fácil conviver com a adoração que papai sentia por James.

– E o que você fez?

– Vi os dois e corri para longe sem olhar muito para o caminho.  Depois deste dia eu me isolei voluntariamente em meu quarto.

Calei e fiquei pensando no que realmente havia ocorrido naquela tarde. Quando os vi se beijando, eu gritei. Eles se separaram imediatamente. Avancei sobre James com todo o meu ódio e despeito. Não sei direito o que houve, eu estava cego e enlouquecido. Lembro de ter batido muito nele, e de empurrar o seu rosto contra a lama imunda daquele charco. Annabel gritava e tentava nos separar.

-Depois daquele dia eu me afastei dos dois. Pedi aos meus pais para ir estudar em Londres e tudo foi providenciado. Mantinha correspondência com mamãe mas fiquei muito tempo sem aparecer lá. Aos vinte e três anos eu sonhava em me engajar na marinha mercante. Queria seguir os passos do meu pai.

Parei um pouco. Minha garganta arranhava. Olhei para Mr. Stevenson e pedi que trouxesse água. Ele levantou e me deixou sozinho por uns instantes. Tentei levantar para esticar as pernas, mas senti um forte desequilíbrio.

O inspetor retornou alegando não haver água no momento. A sede era insuportável e pedi para voltar outra hora para concluir o testemunho. Ele sorriu e falou que eu sabia que não podia sair de lá. Ele estava certo. Era preciso chegar até o fim daquela história.

….

Acho que o sono acabou me vencendo. Não sei exatamente como aconteceu, mas quando abri os olhos estava na casa dos meus pais, na ilha. Olhei em volta e me perguntei como havia voltado para lá sem concluir o interrogatório.

Ouvi vozes na biblioteca e no momento seguinte eu vi, estupefato, que meu irmão e minha cunhada saíam sorridentes de lá. Eu não podia crer nos meus olhos… Ali estava Annabel, jovem, linda, sorridente. Assim que me viu me puxou da cadeira onde estava sentado e rodopiou comigo pela sala.

– Oh, Jonas, querido!

– Solte-me, Annabel, James está ali. Falei, olhando na direção de onde ele deveria estar. Mas apenas uma parede com o brasão da família Lee foi o que meus olhos encontraram.

– Vamos, querido! Vamos até a sacada.

Deixei-me conduzir por suas alvas mãos até a varanda que se projetava sobre o despenhadeiro. Eu me sentia absolutamente fraco e a minha garganta seca não  permitia falar muito. Mas  tentava sorrir daquela dança sem música enquanto ela girava e girava.

No meio daquelas voltas percebi que havia algo em seu pescoço. Eu a fiz parar e afastei os cabelos  para o lado. Lá estavam manchas quase negras de tão roxas, como se dedos a tivessem esganado até a morte. Annabel chorava. Enquanto suas lágrimas escorriam pelo lindo rosto azulado, ela me olhava com aquela face cadavérica e repetia:

– Por que, Jonas? Por que?

Então ela correu até a balaustrada, passou a perna com agilidade sobre a proteção, e antes que eu pudesse impedir, lançou-se sobre o precipício. Gritei.


Mr. Stevenson tocou meu ombro.

– Estava sonhando?

Olhei ao meu redor e a casa de meus pais havia desaparecido. Tive e perdi Annabel mais uma vez. Era apenas um truque da minha cabeça, eu jamais havia saído daquela sala embolorada. Suspirei.

Passei a língua sobre meus lábios ressecados, a sede me dava uma dor de cabeça terrível, mas eu precisava terminar de contar e aí estaria livre para ir embora.

– Sim, acho que dormi e sonhei – respondi envergonhado – Como estava dizendo, aos vinte e três anos eu pensava em trabalhar na Marinha Mercante. Sempre recebia notícias pelo correio me contando como estavam as coisas da família, então, quando recebi aquela carta eu não estranhei. Abri rapidamente, mas, para a minha surpresa e infelicidade, era o comunicado do falecimento de minha querida mãe.

Quando voltei todos me aguardavam para o sepultamento. A cerimônia foi rápida e muito discreta, com a presença de algumas famílias amigas e nossos empregados. Voltamos para a casa do penhasco. O encontro com Annabel e James era inevitável. Eu já os havia visto durante o funeral. Embora evitasse encará-los. Percebi que mesmo passados tantos anos, o fato de eles vê-los juntos ainda perturbava meus ânimos.

Passado um par de meses, percebi que as conversas giravam em torno do plano deles de casamento. Meu peito ardia com o irrevogável veredito que condenava o meu amor à pena de morte em vida. Casados! As duas pessoas que um dia mais amara na vida. E eu não estava feliz.

– E então? Eles casaram?

-Oh, sim. – Respondi refletindo um pouco sobre aquele dia. – Na verdade, nós casamos. Nós três.

Peguei-o de surpresa. Fiquei feliz em vê-lo perder aquela pose. Ele arregalou os olhos e fez todas as perguntas sem sequer abrir a boca. Demorei alguns segundos e falei:

-Annabel era esposa dele. Mas … Era minha também.

-Ele sabia?

-Talvez…

Meus pensamentos atravessaram o firmamento estrelado até chegar ao regaço da mulher amada. De súbito, uma sensação de frescor tomou todo o meu corpo. Um vento bom trazia milhões de pequenas gotas sobre mim, e eu as sorvi com sofreguidão. Deixei-me ficar ali, por longos minutos com os lábios abertos, sentindo a benfazeja água descer pela minha garganta sequiosa. Esqueci de Mr. Stevenson. Esqueci das dores em minhas costas. A brisa molhada me levou para o dia da festa.

-Annabel e James casaram durante uma tarde de sábado.

Continuei a contar a história a um agora muito mais interessado Robert Stevenson. – Ela entrou na pequena capela junto com os raios do sol. Sempre achei Annabel linda, mas naquela tarde parecia uma divindade. Podia jurar que ela olhava diretamente para mim enquanto avançava até o altar. Penso que James também percebeu, pois ele não parava de olhar para nós dois. Depois da cerimônia não os vi juntos. Sem pudor algum, Annabel estava sempre onde quer que eu fosse, procurando segurar meu braço, mesmo que eu a afastasse suavemente. Meus  parentes não pareciam se importar com aquela atitude, apenas riam e acenavam para nós.

– E o seu irmão?

-Ao longo do baile eu procurei pelo meu irmão em todos os lugares. Annabel parecia não se importar com isso, segurou a minha mão e, olhando em meus olhos, me fez dançar com ela entre os convidados que nos observavam como se aquela situação fosse a mais normal do mundo. Que fosse assim. A mulher que sempre amei estava em meus braços, e eu era o homem mais feliz do mundo. Quando a noite chegou e o último convidado se despediu, eu não esperei pela ceia, subi aos meus aposentos e fui me banhar.

Naquele momento eu interrompi o relato. Era embaraçoso, era íntimo, era uma preciosa lembrança e ainda assim senti que deveria compartilhar.

– Assim que saí do quarto de banho, percebi que a maçaneta da porta da minha alcova se movia. Pensei que fosse um dos criados que havia chegado com água fresca para a bacia, mas, era minha cunhada com aquela camisola fina…

Robert olhou com uma expressão cúmplice para mim. Ele  sabia como um homem se sente nestas horas, como a paixão e o desejo aniquilam qualquer grandeza de caráter e fazem do homem um escravo de seus instintos… O que quer que tivesse ocorrido entre James e Annabel eu jamais saberia, mas a noiva dele estava ali, com aqueles olhos de lume, esperando que eu fizesse algo, e… Deus me perdoe. Eu fiz.

Naquela noite morri e renasci extasiado muitas vezes, e ela foi comigo por todos os trajetos que percorremos em minha cama. Maravilhosa. Linda. Dormimos abraçados entre lençóis que nos cobriam e revelavam.

– Nós passamos a noite  juntos. Na manhã seguinte eu não ousava encarar meu irmão.  Quando acordei, ela já não estava. Talvez tivesse voltado à cama do marido. Tentei não pensar nos dois juntos. Para mim era inadmissível que aquela mulher sentisse com outro todo o prazer que tivemos.

– Seu irmão tomou alguma atitude? – Perguntou Robert com o cachimbo agora apagado. Ele e eu sabíamos que o relato estava chegando ao seu termo, e embora nós dois ansiássemos por sair daquele lugar desagradável, penso que, de certa forma, ele gostava dos arrodeios que eu fazia para evitar o inexorável desfecho.

– Horas depois, quando meu olhar finalmente cruzou com o de James não tive mais nenhuma dúvida. Ele sabia! Havia ódio ali. A partir daquele dia ele não me procurou mais, nem para trocar ideias sobre os negócios. Sempre que eu aparecia, ele se retirava em mudo protesto. As demais pessoas nada comentavam, mas eu suspeitava que as coisas iriam acabar mal.

Pensei nos últimos dias que passamos sob o mesmo teto. Annabel parecia não se dar conta do que estava acontecendo. Sempre que estava em meu quarto ela dava um jeito de ir até lá e me seduzir, sem muito esforço. A verdade é que eu estava nas mãos dela.

Por diversas vezes, ao nos encontrarmos pelos corredores, eu sentia o olhar de James pesando sobre mim, e o evitava a todo custo.

– Um dia James me procurou para conversar. Disse que nos reuniríamos após o jantar na biblioteca. Fui com relutância, imaginando se ele havia descoberto nossos encontros clandestinos, mas ele apenas queria combinar um passeio.

Stevenson havia voltado a brincar com seu cachimbo. Parei um pouco e olhei para a janela. Havia parado de chover e o dia parecia menos escuro a cada instante. Afinal o meu relato se aproximava de seu fim, e logo estaria longe daquele lugar.

-Então… Vamos em frente? – Falou o inspetor. – O tempo passa e meu fumo está perto de acabar… Conte sobre o passeio…

-Sim. James queria que fôssemos aos lugares por onde andávamos em nossa infância. Levaríamos uma cesta com tortas, doces e bebidas. Estava aliviado que a conversa fosse sobre um assunto tão banal. Saí de lá e fui avisar Annabel. Ela ficou um tanto desconfiada, não queria ir, mas eu a convenci. Cheguei a sugerir que levássemos um criado para transportar a comida, mas James falou que não íamos ficar à vontade e eu concordei.

Parei de falar. Estava chegando à parte complicada. Tinha certeza que Mr. Robert L. Stevenson jamais acreditaria no que eu iria contar. Pensei em inventar algo mais crível. Mas o que?

Respirei fundo.

– Bem… Pensei que íamos estender a toalha na areia da praia, mas James falou que queria ir a um lugar especial. Fomos seguindo pelo mato sem entender direito onde ele queria nos levar. Quando percebemos, estávamos no mesmo pântano de anos atrás, o mesmo pântano onde eu os vi se beijando.

Continuei…

-Fui procurar um lugar seco para colocar as coisas. Foi quando vi que James segurava Annabel com força e apertava o seu fino pescoço. Corri até lá mas ela havia sumido. Ficamos apenas nós dois. Então… Ele me olhou, mas não era meu irmão. A criatura que me encarava parecia uma versão mais jovem de James: o mesmo tamanho que tinha quando estava com catorze anos e eu enfiei o rosto dele na lama até que parasse de respirar… O rosto dele estava arranhado, e cheio de equimoses. Os olhos estufados sangravam e da boca saía uma lama verde. Não consegui ficar ali.

As lembranças eram cada vez mais nítidas.

-Corri feito um louco até chegar ao ancoradouro e peguei o bote que estava amarrado. Deixei os dois lá. Depois pensei em voltar e salvar Annabel daquela criatura, mas não voltei. Simplesmente me deixei levar pela corrente marinha. Acho que dormi e quando acordei estava muito longe da ilha. Havia me perdido.

Na minha cabeça as cenas da morte de James voltavam todas de uma vez. Eu batendo em James até que ele perdesse os sentidos, Annabel convencendo meus pais de que tudo fora um acidente, meu irmão desfigurado  nos braços de um pescador. A culpa me fez recriar James por todos aqueles anos. Um James que apenas eu enxergava. A culpa que me fazia ter alucinações.

Respirei com os olhos fechados. A luz finalmente chegava em toda a sua intensidade. Amanhecia. Sabia agora onde estava, e o que acontecera. Nunca saí daquele barco ou fui resgatado. Não havia um papel com o nome JAMES HENRY LEE. No cemitério,  uma lápide continha os restos mortais do meu irmão gêmeo assassinado aos catorze anos por mim. Sobre meu peito um livro com as páginas molhadas, o título era A Ilha do Tesouro.

Jonas Henry Lee, 15 de outubro de 1905.

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6 comentários em “Os pergaminhos de Annabel Lee – Conto (Iolanda Pinheiro)

  1. Evelyn Postali
    25 de junho de 2017

    Oi, Iolanda,
    Contos em primeira pessoa são os melhores porque nos mostram uma visão limitada, mas intrigante. Temos que catar, a partir do pouco que nos é dado, os pormenores, os detalhes, as entrelinhas.
    Imagem linda! “Pelas frestas da cortina de veludo, um facho de luz se projetava sobre a poeira em suspensão.”
    O começo desperta curiosidade. Somos levados a acompanhar esse sujeito, Jonas, irmão gêmeo, náufrago, mesmo antes de ele ser conduzido ao interrogatório e revelar que foi traído por Amabel e pelo irmão. Depois, acontece uma mudança brusca. Ele volta para a casa dos pais. Não sabemos exatamente o porquê e, assim, somos impelidos a continuar na busca por respostas. E é deste ponto em diante que não sabemos exatamente o que esperar da história. Vão surgindo hipóteses sobre para onde toda essa trama irá nos levar.
    Assim, chegamos até uma imagem decorrente de sonho, ou pesadelo, ou loucura, talvez. Jonas vê um James que não é James, que não envelheceu e que tampouco casou com Anabel. Chegamos até um Jomas mergulhado na loucura, carcomido pela culpa, destruído pelas lembranças do que fez.
    Um conto muito perturbador, cheio de suspense, cujo final nos pega de surpresa.
    Parabéns!

  2. Olisomar Pires
    29 de agosto de 2016

    Muito interessante a idéia do conto. Como disse a colega Priscila, é um conto com potencial para algo maior. Bem escrito. Em algumas passagens me perdi um pouco, mas nada grave, acho que foi culpa minha mesmo. No mais, parabéns.

    • iolandinhapinheiro
      3 de setembro de 2017

      Este foi o meu primeiro conto aqui, no Entrecontos. Não conhecia quase ninguém e trouxe este texto do DTRL. Obrigada por ter me recebido. E agora eu te recebo lá. A vida é uma graça. Estava mexendo no que já escrevi aqui e encontrei teu comentário. Gosto muito dos teus contos e de vc. Abração.

  3. Priscila Pereira
    27 de agosto de 2016

    Oi Iolanda, achei muito interessante a ideia do seu conto, merecia ser melhor desenvolvida a história, daria um conto longo, explicando melhor o final, parece que você queria terminar logo… Está muito bem escrito. Gostei bastante, parabéns!!

    • Iolandinha Pinheiro
      27 de agosto de 2016

      Olá, Priscila. Realmente, meus contos poderiam todos virar romances. Neste caso, o conto estava participando de um concurso, o DTRL, e havia uma limitação de palavras. Um dia eu aprendo a ser mais resumida, rs. Obrigada pela avaliação, adorei.

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Publicado às 26 de agosto de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .