EntreContos

Detox Literário.

Estirado no Chão – Conto (Caiel Alves)

Toda cidade estava alarmada com a crescente onda de violência. Essa violência infelizmente adentrava os portões da minha escola. Ela ficava justamente bem perto do reduto do tráfico da cidade. Era só pular o muro, que qualquer bandido chegava a fugir lá por dentro do colégio. Cortava o colégio e dava no asfalto, daí era só se entocar num beco, que a policia passava direto.

Quando se ouvia os fogos de artifício, já esperávamos o pior. Em pânico e receosas, nos alunos víamos corre-corre, e a pergunta pairava no ar, teríamos aula?

Nesse cenário, alguns que filavam aula e ficavam em cima do muro da escola, vadiando, encontraram algo inusitado! O número de curiosos aumentava depois um professor foi verificar. A direção chamou todos os outros e esperamos na classe. Olhávamos curiosos pelas janelas. Depois deram a ordem pra liberarem os alunos nos três turnos.

Curioso eu perguntei a um dos filões o que tinham encontrado lá? Ele disse: “Um cara morto”. Ao passar pelo portão, meu colega de classe me chamou para irmos ver o presunto, disse que não, mas ele me arrastou.

Nunca tive esses desejos mórbidos de ver gente morta, como os papa-defuntos do meu bairro. Não tinha medo nem nada, mas me deprimia muito. È difícil pra aceitar, que um dia pessoa que conhecemos, convive e traz tanta alegria a alguém, não importa quem seja, morre.

Acabei indo. Se eu visse um copo morto, talvez essa sensação de tristeza passasse. A curiosidade também ajudou. Podia ser alguém totalmente estranho ou um grande conhecido. Embora não fosse pra essa coisa de enterros, nem sentinelas (nunca adentrei um cemitério até hoje), precisava agora vê-lo.

Quando mais chegava perto do local, mas as pernas pesavam, o corpo parecia estar retrocedendo. Tremia, ofegava e suava. Parecia até que era eu que o tinha matado. Pensei muitas vezes em voltar, mas insistir e cheguei até o local.

Lá, estirado no chão, estava um adolescente, até um ex-aluno que desistiu de estudar no passado, que eu não tinha intimidade. Já estava inchado e com poça de sangue coagulada. Dois tiros na cabeça. Uma execução com certeza, braços e pernas amarrados. A polícia ainda não havia chegado, os papa-defuntos estavam lá, parecia até uma feira.

Uma jovem se aproximou de me disse: “Esse boné e essa Kenner vai ser minha”, talvez estivesse pensando alto demais. Já me sentia bem deprimido, mas ouvir aquilo me fez ficar pior. Tudo aquilo era tétrico demais. Sai do local. Decidir desde esse em diante, que não iria mais ver gente morta.

Anúncios

Um comentário em “Estirado no Chão – Conto (Caiel Alves)

  1. JULIANA CALAFANGE
    14 de junho de 2016

    o conto tem potencial, pois o assunto é atual e pertinente. Mas ficou mais no clima do desabafo, o leitor fica esperando um desfecho mais impactante e nada… O excesso de erros de revisão deixa o texto confuso e impede que o leitor se envolva com o protagonista.mas a situação q vc criou para o conto é muito instigante, sugiro melhorar o final e revisar bem o texto antes de publicar. Parabéns!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 13 de junho de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .