EntreContos

Literatura que desafia.

A Espada de Esaú – Conto (Óscar Fernandes)

A tarde gastava-se, morna e indolente, sem pressas de dar lugar à noite. O sol como que dormitava, refastelado bem no centro de um distante prado de água e fogo, resistindo preguiçosamente ao inevitável mergulho por detrás das lonjuras do mar. Cansada, a ribeira deixava-se deslizar serpenteante e pachorrenta até ao calhau do ancoradouro onde as vagas, joviais, vinham acolhê-la em ruidosa excitação. E, por entre as canavieiras das margens, quais mastros e adriças de navios imaginários, Esaú brandia buliçosamente a sua espada de pau contra os mais perigosos inimigos, soltando brados estridentes de experimentado guerreiro. Ah, um dia ainda haveria de ser soldado! Valente e corajoso como Tomás e combateria todos os corsários e piratas que encontrasse por esses mares fora.

Era na ribeira Gonçalo Aires que Esaú, nas mais das vezes, consumia as horas dos dias longos em que não ia trabalhar com o avô no carro de bois. Ali, construía diques com lama e pedras, apanhava rãs, espiolhava as crias implumes e barulhentas dos ninhos de melro-preto que as moitas ocultavam ou, com a sua espada de pau, envolvia-se nos mais duros combates navais contra piratas e soldados inimigos.

A “arma” de que nunca se separava oferecera-lha Tomás Eanes, um soldado do forte dos Louros, que a esculpira à faca enquanto espantava o tédio das compridas horas de atalaia na guarita do forte.

Tomás e Esaú eram amigos. Ao contrário dos outros adultos, o militar nunca o mandava calar nem o repreendia quando praguejava ou dizia palavras indecentes e, quando estavam juntos, falavam de coisas de homens. De coisas sérias.

Tomás, que se engraçara de Matildinha, partilhava esse segredo com Esaú, o que enchia o petiz de vaidade. O soldado escrevia bilhetes para Matildinha e encarregava-o de os levar para que a mãe os lesse à vizinha que era analfabeta.

— Entrega-o à tua mãe. E não digas nada à Matildinha para não envergonhá-la — recomendava-lhe sempre. E em tom mais solene rematava com cumplicidade:

— Isto é um segredo nosso, Esaú. Assunto de homens, hein? Chiu!

O sol decidira finalmente afundar-se no horizonte e já quase se escondera por completo, quando o rapaz subiu a margem da ribeira que dá para o lado de Santa Maria Maior para ir cumprir a rotina ao forte dos Louros. Tomás, que já o esperava à porta de armas, entregou-lhe discretamente o bilhete que tinha já escrito e, após as recomendações costumeiras, aconselhou Esaú a ir para casa antes que se fizesse noite. Que dali à Pedra Sina ainda era um estirão e que, como a lua estava minguante, não tardava nada estaria breu.

— Ainda te aparecem feiticeiras pelo caminho — gracejou.

— Feiticeiras? — perguntou Esaú receoso.

— Sim. Se uma feiticeira se atravessar à noite no caminho de um homem, ele tem de carregá-  -la às costas até a casa dela — afiançou.

— E… e… se me aparecer uma feiticeira? — perguntou apreensivo. — Eu não posso acartar uma feiticeira às costas… só tenho seis anos!

— As feiticeiras ficam levezinhas como fardos de algodão, não te preocupes — riu-se o militar. — Ademais, elas só aparecem a homens feitos.

Ainda que contrariado com a observação do soldado do forte, Esaú seguiu-lhe o conselho e pôs-se de imediato a caminho de casa.

“Homens feitos?”, cogitava. “Já não sou nenhum pequeno, ora… pronto, só tenho seis anos, mas Tomás acha que tem quantos? Duzentos? Se calhar ainda nem fez cem… Tantas vezes falámos os dois de coisas de homens, e ele agora acha que eu não sou um homem feito?” Arrependeu-se, por isso, de ter revelado a idade.

“Ah, mas Tomás vai ver se eu sou ou não sou um homem! Ainda há de aparecer-me uma feiticeira, e eu vou carregá-la às costas custe o que custar”, resolveu.

No dia seguinte chegava ao Funchal um navio inglês. Ia haver serviço na cidade. Esaú levantou-  -se cedo e foi com o avô para o palheiro do Chão da Loba. Era ali que o velho boieiro recolhia a junta de bois e guardava o carro e a corsa de carga.

Esaú ajudou-o a escovar os animais e a aparelhar o carro. O rapaz ia mais uma vez acompanhar o avô como candeeiro. Para aprender o ofício, como sempre lhe dizia o velho. Que um dia herdaria as corsas e os animais e havia que saber ganhar a vida com eles.

E Esaú não se importava. Desde que não fossem enterros, não se importava. Metia-lhe medo era aquela fila de carros embrulhados em cortinas pretas com bordaduras douradas, esperando o fim das cerimónias à porta da capela do Corpo Santo, da Senhora da Oliveira ou da Sé, dependendo da importância do defunto. Quando terminava a encomendação da alma, os carros enchiam-se de gente triste, toda de negro, que chorava, gritava e rezava ao mesmo tempo. À frente do cortejo para o cemitério da Misericórdia, um carro chião transportava a urna com o morto dentro, e os demais alinhavam-se atrás. E, para ser maior a tristeza, até os bois, de desgosto ou de revindita, pareciam andar mais passeiros do que o costume.

Ah, não havia nada como levar o carro a passeio com ingleses! Os ingleses eram sempre muito amáveis e ofereciam-lhe moedas e rebuçados de fora. E riam muito, os ingleses, oh se riam! Fossem num enterro, que iam rir, iam. Sorte, a dos ingleses, que nunca morrem (pelo menos Esaú nunca acompanhara nenhum ao cemitério da Misericórdia). E têm uma fala tão estrambólica, que mais parece o coaxar das rãs da ribeira Gonçalo Aires. Mas, mesmo com aquele falar de rã, eles entendem-se uns aos outros como as pessoas que falam direito. Devem ser muito espertos, os ingleses.

Da corsa de carga, Esaú também não gostava. Já vira no calhau dos Varadouros, a ralação que era o carregamento das vasilhas que vinham cheias de vinho das Costas de Baixo. Uma canseira que se repetia quando arreavam a carga nas lojas do Espanhol, nos armazéns do Banger ou na adega do morgado Favila.

Um dia destes o avô disse-lhe que, quando fosse grande, também iria trabalhar com a corsa. Nos serviços de carga na cidade, às canas a São Martinho ou à lenha nas serras da Choupana. Esaú, que suspeitava que também não ia gostar de ir às canas ou à lenha, não só não protestou pela afronta à sua estatura, como até se acaçapou um bocadinho para parecer mais pequeno. E num esgar calado, matreiro, deliciando-se com a enormeza da sombra que se estendia no chão à sua frente, regozijou-se pela inaptidão dos longevos olhos do velho para enxergar que ele já era, afinal, um homem feito.

Preparado o carro de bois, desceram avô e neto, roupas alvas com cheiro a fresco e a goma, a caminho da cidade. Na mão de um, um grande bordão de folhado, na de outro, uma imponente espada de pau.

Quando chegaram à rua da Praia já lá se encontravam enfileirados vários carros à espera dos fregueses que não tardaram a chegar.

Na baía, coloridas xavelhas a remos cruzavam-se em frenético vaivém, transportando os viajantes desde o navio fundeado ao largo, até à praia, onde rapazes trigueiros de tronco nu e calças arregaçadas ajudavam-nos a desembarcar.

Trajado a rigor, o diligente funcionário da agência de navegação aproximou-se do carro acompanhado de um casal de meia-idade e uma jovem de cabelos dourados e olhos cor de mar. Depois de consultar umas folhas rabiscadas, o oficial ordenou ao velho que os transportasse para o hotel Miles.

Enquanto na traseira do carro o avô afivelava as malas de couro, Esaú, com a cortesia de um fidalgo, estendia a mão às senhoras ajudando-as a subir o patim, sendo agraciado com largos sorrisos e batraquiados agradecimentos.

Inchado de contentamento, o rapaz tomou a dianteira do veículo e guiou os bois em direção à Carreira dos Cavalos. De vez em quando, para espantar as moscas que teimavam obstinadamente em devorar os animais, estralejava-lhes o lombo ao de leve com a espada de pau, arrancando aos passageiros divertidas gargalhadas e acendendo no rosto tisnado do velho boieiro sorrisos condescendentes que lhe acentuavam os sulcos das gelhas dos olhos e dos parênteses dos cantos da boca.

No regresso, o carro abeirava-se já do jardim do convento, quando o velho se deparou com um lenço de cabeça em seda estampada, esquecido pelos clientes sobre o assento do carro.

— Esaú! Vai ao hotel entregar isto aos ingleses — ordenou ao neto enquanto lhe estendia o lenço. — E não te demores. Eu fico à espera nas fontes.

O rapaz descalçou as botas chãs, atirou-as para cima da saca do sebo e, com o lenço de seda a esvoaçar-lhe numa mão e a espada de pau erguida na outra, deitou a correr rua acima.

No Miles, informou o porteiro ao que ia e esperou os clientes no pátio ajardinado. A jovem inglesa, a tal dos cabelos de ouro e olhos de mar, assomou pouco depois à porta principal e de novo o brindou com um sorriso luminoso enquanto recebia o lenço. Dobrou-o cuidadosamente e devolveu-lho de seguida, enquanto dizia qualquer coisa naquele falar de rã dos ingleses que Esaú não entendia.

— A menina disse que podes ficar com o lenço para o ofereceres à tua mãe — traduziu o porteiro. — Diz: “thank you”.

— Tãe qui iu! — coaxou radiante. E com incontida euforia, o rapaz saiu disparado do pátio do hotel e desceu a correr a rua da Carreira dos Cavalos.

Filho único, Esaú tinha grande apego à mãe. A jovem, que carregava um luto de cinco anos de viuvez, não raras vezes participava nas brincadeiras do filho na ribeira Gonçalo Aires, enquanto esperava que a roupa corasse ao sol, estendida sobre as pedras e o capinzal das margens. Apanhavam rãs que soltavam depois na corrente e, por entre as moitas de canavieiras, ensaiavam duras batalhas de piratas que Esaú vencia sempre.

Ainda há dias a mãe oferecera-lhe um chapéu de palha novinho em folha mas agora chegara a vez de Esaú, homem feito, dar ele uma prenda à mãe.

Em escassos minutos o jovem candeeiro chegou às fontes João Diniz, conforme destinara o avô. Os bois tinham já bebido e descansavam, calaceiros, espojados sobre a calçada de calhaus rolados.

— Avô, avô! A inglesa deu-me o lenço. É para a mãe! — gritou excitado assim que dobrou a esquina da calçada de São Lourenço.

Com entusiasmo incontido, Esaú desfraldou o lenço e mostrou-o ao avô:

— Veja que boniteza de lenço, avô: azul com papoilas encarnadas. Destes não há nas lojas. A mãe vai ficar bonita como uma inglesa! — e voltou a dobrá-lo com a solene delicadeza com que um padre, no altar, dobra um sanguinho.

— Azul com papoilas encarnadas… A mãe vai ficar como uma inglesa! — repetia enternecido.

— Vamos trabalhar, Esaú — respondeu-lhe o velho boieiro com indiferença.

O rapaz calçou as botas, enfiou o chapéu e, empunhando a espada de pau, tomou a regeira da canga, um rosto a resplandecer felicidade e ganas desmedidas de chegar à Pedra Sina.

*

Várias noites, à socapa, Esaú saiu de casa em busca de feiticeiras. Tinha a certeza de que havia de encontrar uma e provar a sua valentia a Tomás. Se as feiticeiras ficavam levezinhas, bem poderia carregar a sua; não era preciso ter cem anos para acartar um fardo de algodão!

Até que certa noite, deambulando na sua sigilosa busca, vislumbrou à distância, na falda de um poio de canas acima da capela do Faial, o vulto negro e esvoaçante de uma mulher que caminhava lentamente com uma candeia na mão.

Só podia ser uma feiticeira. A sua feiticeira! Com o coração a trambolhar-lhe no peito a descompasso, como que a querer apartar-se-lhe do corpo, Esaú deitou a correr na direção da sua sinistra descoberta. Encontrando-se já perto, abrandou a marcha e, cautelosamente, embutindo o corpo recurvado na beirada do canavial, caminhou pé ante pé em direção à tenebrosa e indistinta figura até que, subitamente, deixou de a ver. Como se, por artes do Tinhoso, a feiticeira se tivesse esfumado no ar, ou monstruosas mandíbulas, emergidas num de repente do trevoso corpo do canavial a tivessem devorado.

Pouco depois ouviu gemidos. De início, muito ténues, indistintos, mas depois, mais intensos, aflitivos, arrepiantes. Ficou assustado, mas impôs-se a curiosidade que era maior que o medo. Determinado, Esaú começou a abrir caminho por entre o denso canavial com a ajuda da espada de pau. Atentou na direção donde vinham os sinistros grunhidos e, avançando prudentemente, acercou-se o mais que pôde. Sentindo-se já bem perto escondeu-se sorrateiro, deitado por trás de um camalhão. Quando a negridão do canavial lhe deu uma trégua, a vista clareou-se-lhe um pouco, e pôde ver Tomás deitando sobre a mulher, debatendo-se com tal bravura que era como se lutasse com o próprio Demo. E a feiticeira contorcia-se, e esperneava, e gemia, como se lhe estivesse a dar uma ponta de mal. Gemia e contorcia-se sem parar. Também Tomás soltava ocasionais urros, daqueles vigorosos e possantes que só os bravos guerreiros soltam nos duros combates. Devia estar já muito cansado, pois a sua respiração tornara-se ressonante e acelerada. Esaú ainda pensou em atirar-se também ele à feiticeira para ajudar o amigo a dominá-la, mas o medo tolhera-lhe os movimentos.

Que, se encontrasse uma feiticeira teria de carregá-la até a casa dela, isso já Esaú sabia, mas o que Tomás nunca lhe dissera é que ia ter de lutar com ela.

Subitamente o militar levantou-se, deu dois passos vagarosos e pôs-se a olhar atentamente em redor. Esaú reparou então que empunhava uma pistola. Iria matar a feiticeira?

— Quem está aí? — perguntou, enquanto de olhos acesos e pistola em riste rodava lentamente sobre si mesmo. Esaú manteve-se imóvel. De medo ou de excitação, todo ele tremia, o ar faltava-lhe e o coração, mais agitado do que ele, parecia querer esgueirar-se boca fora. Tomás baixou a arma e voltou para junto da feiticeira que, de um pinote, encavalitou-se-lhe nas costas. Transportando a sua carga maldita, o bravo soldado saiu da escuridão do canavial e em passos rápidos desceu os degraus de basalto negro do poio.

A feiticeira dera muita luta, mas o valente Tomás mantivera-se sempre por cima dela; conseguira dominá-la. Só que as feiticeiras, como têm o diabo no corpo, acabam sempre por levar a sua avante, e o militar teve mesmo de carregar a discípula do Demónio às costas, ladeira abaixo.

Esaú seguia-os a uma distância segura, mas não tão grande que não conseguisse ouvir a respiração ofegante de Tomás. Ou era ainda o cansaço da luta no canavial, ou então as feiticeiras não eram assim tão levezinhas como ele lhe dissera.

Pararam pouco depois. A feiticeira desceu das costas da sua presa e sentou-se no chão, enquanto Tomás, de cócoras, acendia a candeia. A escassos metros, escondido por detrás de uma sumagreira, o rapaz observava-os atentamente. A feiticeira voltou então a subir ao dorso do soldado, que lhe passou para as mãos a candeia já acesa.

Um colossal calafrio fez estremecer com violência o corpito macilento de Esaú. A trémula luz da candeia revelava algo inacreditável, revoltante. De pasmo, o queixo descaiu-lhe e arregalaram-se-lhe os olhos. Rendido, o rapaz deixou que o despeito e a indignação lhe fletissem os joelhos, tombando sentado sobre os calcanhares descalços. Mal podia crer no que via: a mulher tinha a cabeça e o rosto cobertos por… um lenço azul com papoilas encarnadas!

E Esaú, impotente, deixou-se ficar. Atarantado e despejado sobre si mesmo, limitou-se a observar a silhueta dupla que se afastava lentamente até desaparecer por completo, quando a luz pálida da candeia se diluiu na escuridão distante.

Decidido a ir para casa levantou-se, pernas ainda trémulas e desceu a ladeira. O vento fustigava os canaviais de ambos os lados do caminho com a mesma raiva com que as ondas invernosas se atiram, suicidas, contra as rochas do ancoradouro dos Louros em dias de levadia, e o marulhar ensurdecedor das serrilhadas folhas de cana sacudiam-no em tremores e arrepios de um pavor desmesurado. Esaú embainhou a espada de pau na cintura das calças, levantou os braços e tapou os ouvidos apertando as palmas das mãos contra as orelhas. Assim já não ouvia o barulhar das mil feiticeiras que, em frenéticas correrias por entre as canas-de-açúcar, tentavam alcançá-lo a todo o custo. De cotovelos erguidos e orelhas moucas, o pequeno desafiou a escuridão da noite e correu o mais rápido que pôde, só parando na Pedra Sina.

Em casa, entrou tão sorrateiro conforme saíra. Abeirou-se da cama em bicos de pés e, ainda tenso, enrodilhou-se nela com roupa e tudo. Vencido pela emoção e pelo cansaço, o rapaz adormeceu em poucos minutos.

Ao acordar na manhã seguinte, foi com satisfação que se apercebeu de que não precisava vestir-se. Melhor assim. Demoraria menos tempo a chegar ao forte. Estava ansioso por ter uma conversa muito séria com Tomás Eanes. Uma conversa de homens.

Esaú ia já a sair, quando o seu olhar se deteve no gancho de ferro à ilharga da porta, e a inesperada visão que se lhe deparou desentranhou-lhe do corpo franzino um profundo e risonho suspiro de alívio: Esaú, que tanto receara o desgosto da mãe, apoquentara-se afinal em vão. A feiticeira não furtara nada da sua casa. Nada. Ali estava, pendurado no gancho de ferro à ilharga da porta… o lenço azul com papoilas encarnadas!

— O manhoso do Tomás!… — deduziu sorridente. — Acartou uma feiticeira inglesa!

E saiu a correr para o forte dos Louros, enquanto pelo caminho, contra fantasiosos inimigos esgrimia com bravura a sua espada de pau.

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2 comentários em “A Espada de Esaú – Conto (Óscar Fernandes)

  1. Neusa Maria Fontolan
    2 de novembro de 2016

    haaaa… Abençoada inocência. Se Esaú pudesse ficar para sempre assim, com sua espada… Mas aqui nesse conto ele será eterno.
    meus parabéns.

    • Óscar Fernandes
      2 de novembro de 2016

      Tem razão, Neusa Este Esaú ficará eternamente inocente. Obrigado.

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Publicado às 29 de outubro de 2016 por em Contos Off-Desafio e marcado .