EntreContos

Literatura que desafia.

O Fantasma da Pracinha (Leonardo Jardim)

casaRuiBarbosa

Gritos infantis de alegria e medo ecoavam em seus ouvidos. O aroma de pipoca salgada com muita manteiga impregnava seu olfato. Os olhos procuravam ao redor na multidão aquele que tanto amava. Vultos multicoloridos acumulavam-se em torno com suas expressões vazias de preocupação. O coração acelerava e parecia querer explodir em seu peito. Ele queria gritar, gritar muito alto, mas a voz não funcionava. Os vultos o seguravam, faziam perguntas incompreensíveis. Ele queria sair dali, mas estava cada vez mais preso, as mãos seguravam-no cada vez mais forte. E o engoliram por completo…

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

Anúncios

47 comentários em “O Fantasma da Pracinha (Leonardo Jardim)

  1. Leonardo Jardim
    29 de abril de 2015

    Pessoal, obrigado pelos comentários. Quando peguei esse tema, fiquei feliz, pois gosto muito dele (devorava Agatha Christie já aos dez anos). Mas quando comecei a planejar, vi como seria complicado escrever alguma coisa boa. Pensei em várias coisas, de assassinatos de prostitutas até chegar ao desaparecimento de crianças. Decidi localizá-lo na Casa de Rui Barbosa, por ser um local que frequento regularmente com meus filhos. Pensei na solução do mistério (quebrei bastante a cabeça e pesquisei muito) e coloquei esse viés sobrenatural, que seria o “diferencial”: foi mesmo um fantasma ou não? (Sim, muito Scooby Doo rs).
    Escrevi o conto na semana da entrega, faltando apenas o desfecho, mas o foco era mais no fantasma e nos problemas da investigação no Brasil (fiz uma grande pesquisa nesse tema tb). Não gostei do resultado. Quase desisti de participar, embora tenha colocado como meta participar de todos os desafios do EntreContos.
    Faltando poucos dias pra terminar o prazo, numa noite insone de doenças das crianças, tive a ideia do filho de Carlos ter desaparecido também. Quando consegui um tempo em algum intervalo da madrugada, criei um o novo arquivo, escrevi novas cenas, aproveitei algumas e mudei outras. Nesse processo, algumas informações da versão inicial acabaram se perdendo. Não tive muito tempo de revisar e acabou passando muita coisa, como o fato dos pais da criança desaparecia estarem viajando e de não ter câmera de segurança apontando para a casinha, dentre outras importantes ou não que ficaram fora da versão enviada.
    Isso também justifica de certa forma alguns deslizes de revisão. O “sudoríparas” eu juro que pesquisei no Google pra confirmar e não sei porque ficou “sudoríficas”. Talvez uma pegadinha do pouco eficiente corretor do celular (escrevo no computador, nas reviso no smartphone).
    Enfim, fico feliz que o conto tenha agradado a maioria. Foi, sem dúvidas, o conto que mais me deu trabalho até hoje. Eu, na minha análise crítica, teria me dado provavelmente uma nota 7 ou 8. Não sei se merecia mais que isso pelo pouco trabalho de linguagem (optei pelo texto ágil e realmente negligenciei demais essa parte).
    Grande abraço para todos os colegas participantes dessa fantástica ferramenta de aprendizado, que é o EntreContos. E até o próximo desafio (num tema mais fácil, de preferência 😉 ).

  2. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Hmm…

    A história começou bastante devagar. Mas depois, quando deslanchou, comecei a gostar do detetive, e do universo criado pelo autor. A história teve um ótimo desenvolvimento. No início eu estava com certo medo, pelas 7500 palavras… mas o autor nem utilizou todo o limite sugerido, ainda bem, pois a história não ficou cansativa. Adoro o tema Mistérios, e, aqui, o autor soube usufruir bem do tema. Parabens

  3. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Uou, para fechar o último conto que leio nesse desafio, um conto muito interessante. Consegui ficar emocionada com o sumiço das crianças. E o mágico… que profissão melhor que essa para enganar. Uma pena que as criancinhas não foram recuperadas. No trecho da conversa de carlos com o mágico achei um pouco corrido, mas… não há o que discutir. Um dez para você

  4. André Lima
    28 de abril de 2015

    Bom, vamos lá.
    O conto é longo, muito longo, mas a forma que você utilizou para contá-lo fez com que ele fluísse bem rápido. Digo isso por conta dos muitos diálogos que utilizou. Isso é um ponto muito positivo.
    Mas algo me entregou o final do conto… Não se lhe dizer o que exatamente, mas eu previ o final antes de terminar.

    Mas o conto é muito bom!

  5. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Imagino que escrever histórias de detetives deve ser algo muito complicado. A trama precisa ser atraente, precisa de detalhes que apontem para várias direções, precisa de um desfecho com uma justificativa aceitável e, muito importante, precisa de um desenvolvimento que dê uma chance ao leitor mais atento de solucionar o caso. Para mim, alguns detalhes (evidências?) vieram tarde demais em “O Fantasma da Pracinha”. O homem com o carrinho, por exemplo, e a relação do palhaço com um trapezista. Por meio dos vídeos de segurança, o autor poderia ter sugerido desfechos e evidências falsas e incentivado o leitor a desvendar o crime.

  6. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá! Você tem um técnica impecável, meu caro. Imaginava que o mágico seria o culpado, mas também achei que o filho do mágico seria, no final das constas, o Gabriel (felizmente, não era, ou ficaria meio forçado). Deixou o apelo artístico um pouco de lado, mas a trama é envolvente e adequou-se muito bem ao tema. Parabéns e boa sorte!

  7. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Seu estilo é econômico e repleto de imagens literárias, tipo “dor escorrer pelo ralo”, perfeito para histórias de mistério, como as de Raymond Chandler, ou os dramas trágicos da antiga Ellery Queen Magazine. Apesar do conto ser longo, é daqueles que prende o leitor do início ao fim, e a gente chega atrasado nos compromissos para não parar de ler. Ótimo.

  8. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Bem escrito e desenvolvido até certa parte, tanto no que se refere ao mistério quanto aos personagens, muito vivos e interessantes. A premissa inicial de parecer, e ser, um conto sobre um crime, um desaparecimento, vai bem até o momento em que o investigador, desembestado, crava na primeira suspeita o autor do crime. É visto que o escritor deixou pistas, claro, mas aquela lembrança do rosto do sequestrador simplesmente não funcionou comigo, aquela certeza que ele tem do meio pro final me deixou decepcionado. No mais, a trama é interessante, mas o final deixa a desejar, parece que a parada detetivesca vai se perdendo aos poucos, e cai nesse final meio abrupto que não gostei. Achei regular.

  9. Pedro Luna
    28 de abril de 2015

    Rolou mistério, mas a solução foi meio forçada..rs. Pouco tempo e evidências para Carlos solucionar o sumiço. Mas enfim, é preciso dar crédito ao autor. Não dava para criar uma teia de conspirações aqui, ainda que o limite de palavras fosse até generoso. No mais, eu gostei das descrições e do ritmo, sem pausas cansativas. A história segue em frente, não termina tão bem, mas cumpre o papel.

  10. mkalves
    27 de abril de 2015

    peraí… uma babá vai fazer o registro de um desaparecimento que aconteceu no dia anterior? E o cara sequer pergunta pela família da criança? Nesse ponto já perdi a “confiança” na história, mas segui mesmo assim. As glândulas são sudoríparas. Sudorífica é a propriedade de alguns compostos capazes de provocar sudorese ao serem ingeridos. Parece besteira para muitos, mas o uso das palavras apropriadas, precisas me parece decisivo para o impacto de um texto. Depois, a frase “A mãe não suportou o esforço que fez para colocá-lo no mundo, um sacrifício que o policial faria sem pestanejar.” Me deixou em dúvida… isso seria uma acusação do policial à mãe do menino? Não entendi. Depois a investigação segue e em nenhum momento aparecem os pais da garota!? A parte da história que resgata a história do sequestro do próprio filho do policial é comovente, especialmente o suspense no final sobre o filho do mágico ser ou não o garoto. Mas a falhas mencionadas desbotaram bastante o impacto dessa boa parte da trama e isso poderia ser sanado com o limite de palavras disponível.

  11. Cácia Leal
    27 de abril de 2015

    Muito bom o conto, bem escrito e trama trabalhada. Só acho que o conto merecia um final melhor, um desfecho de toda a história. O autor escreve bem, embora eu tenha encontrado poucos erros. Acho que se poderia trabalhar mais os personagens e seus sentimentos com relação a tudo. Às vezes a trama era atropelada pela pressa, talvez por causa do limite de palavras.

    Suas notas:

    Gramática: 8
    Criatividade: 9
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 8
    enredo: 9

  12. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Uma escrita muito boa, uma história gostosa de ler, que flui também. Talvez a simplicidade pudesse ter sido evitada, com um trabalho mais elaborado de linguagem, não sei. Da forma como está, eu gostei bastante. Mas gostaria de ter lido dessa forma como falei também… As personagens me cativaram. Obrigada pela leitura!

    Emoção: 2/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 1/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 9

  13. Fil Felix
    27 de abril de 2015

    Bem narrado e estruturado, tranquilo de ler. Me lembrou de Timtim, pelo clima de investigação, além de envolver circo e cia, um pouco cartunesco. O final, com a parte dele levando balas, achei muito bom o modo como descreveu.

    Só acho que poderia ter entrado em alguns detalhes, como comentar do filho desde o início. Não achei muito crível o crime em si, ou a babá ter ido na delegacia. Não teria que ser os pais, já que aconteceu no dia anterior?

  14. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    Muito boa a história. Daria um ótimo episódio policial de curta duração na TV. Bem escrito e, mesmo com a circense explicação (à la Agatha Christie) do crime, a trama necessita de uma permissão por parte do leitor para tornar-se viável. Mas o leitor a concede, frente ao delicioso texto apresentado. Até mesmo porque, diante da outra opção apresentada, sentenciada já no título, esta figura menos inverossímil.
    Parabéns! Boa sorte!
    🙂
    Paz e Bem!

  15. Swylmar Ferreira
    26 de abril de 2015

    o conto atende ao tema proposto e está dentro do limite máximo solicitado.
    Linguagem simples, boa escrita, trama excelente onde o autor narra muito bem as atividades do investigador no desaparecimento de uma criança.
    Muito bom o conto. Estilo romance policial – estilo raro de ser visto.
    Meus parabéns autor(a)

  16. vitor leite
    25 de abril de 2015

    parabéns, uma história bem contada que nos agarra até ao fim, quase sabemos o que vai acontecer mas ficamos a confirmar, muito bem desenvolvida

  17. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Bóóó! Acabei de ler algum Ágatha Christie? 😛 Sério, adorei o conto. Não há a atmosfera sensível que eu costumo gostar em leituras ou mesmo escrever, mas lembrou-me muito a autora de minha infância…
    A foi o segundo texto do desafio no qual a narrativa me fez ficar vidrada nos acontecimentos, e as descrições criam boas imagens mentais. A escrita é simples e permite a leitura fluir facilmente. Gosto muito quando os contos mesclam elementos reais. E o desfecho final foi digno da Rainha do Crime. Parabéns e boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      4 de maio de 2015

      Pétrya, comecei a gostar de ler de fato quando descobri a coleção de Ágatha Christie do meu tio. Hercule Poirot é meu detetive preferido até hoje. Tentei misturar estilos com outros autores de mistério, mas fica evidente minha preferência pela Rainha do Crime, né? 😉

  18. Jowilton Amaral da Costa
    22 de abril de 2015

    É um bom conto de mistério policial. Uma trama legal, bons diálogos, porém, nada muito impactante ao meu ver, a leitura foi boa, mas, não foi instigante, Boa sorte.

  19. rsollberg
    21 de abril de 2015

    Um ótimo conto de mistério!

    Acho que a grande sacada deste conto foi ambientar toda a história em um lugar real. A casa de Rui Barbosa é um lugar muito bonito no coração de Botafogo (já matei muita aula lá, ficava lendo livros a manhã inteira). O autor foi muito competente em descrever esse local, transformando-o em um verdadeiro personagem. A tal casinha, que funcionava como uma espécie de casa de banho no meio do jardim, é muito pitoresca.

    Dá pra perceber que o contista bebe nas boas águas de Poe, Hammett, Ellroy e os nossos Rubem Fonseca e L. A. Garcia Roza. E pq não Scooby-doo, com o lance sobrenatural? (adoro Scooby doo, é um elogio e não uma crítica)

    Bem, poderia ser tranquilamente transportado para um episódio de alguma série processual. Iria ficar ótimo.

    Apenas por uma questão de gosto, penso que os diálogos poderiam ser um pouco mais sujos, talvez com uma pitadinha de humor. Usar a delegacia da Bambina, 7 minutos a pé da Casa de Rui Barbosa, também seria um recurso interessante, pois assim o protagonista já estaria mais familiarizado com o local.

    O único equivoco que encontrei foi: Glândulas sudorificas ao invés de glândulas sudoríparas.

    Bom, acho que é isso.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  20. Tiago Volpato
    21 de abril de 2015

    Sensacional. Não tem nem o que falar do texto. Ele entra fácil em qualquer coletânea de contos.

  21. Felipe Moreira
    21 de abril de 2015

    Caramba, que texto forte. Um drama sensacional dentro do tema “mistério”. Li o conto sem notar o quão extenso ele era. Carlos realmente prendeu minha atenção e logo na metade eu notei que o sequestro da Caroline tinha relação com o seu drama pessoal. Você entrelaçou muito bem essas duas histórias. A narrativa é fluída, os diálogos bem dinâmicos, objetivos.

    O final, na casa do mágico, foi tenso. A melhor parte quando Carlos(meio Poirot), desmantelou os truques dos bandidos e se colocou na posição mais delicada da sua vida desde a perda do Gabriel. Muito bom, com a dose de profundidade perfeita para uma boa leitura.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

  22. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    E também te deram espaço para trabalhar. Parece que tem gente que sugeriu um tema legal e não quis deixar o colega escritor trabalhar! Que sorte a sua e soube aproveitá-la muito bem; que sorte a nossa também!

  23. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    Faz tempo que não lia um policial assim do jeito que gosto! A falta de um final feliz deu um tom de realidade no seu conto, sem pontas soltas! O fato do investigador ter passado pelo mesmo sofrimento fez com que ele trabalhasse como se deve, extrapolando a dúvida da falta de provas e chegando a conclusões que não dependiam de provas. Sensacional!

  24. Eduardo Selga
    19 de abril de 2015

    Integralmente dentro dos moldes que privilegiam a ação do que qualquer outra instância narrativa, o conto prefere seguir a receita do que apostar na linguagem ou no conteúdo do texto. A cena final, por exemplo, é um primor de clichê, visto, revisto, trivisto e quadrivisto em contos e filmes policiais, policialescos ou policialóides – o confronto à bala entre mocinho e bandido em que ambos são alvejados (oh, drama). Por causa do apego ao mais do mesmo, jogou-se fora uma ideia interessante, com ares de lenda urbana: a possível existência de um fantasma na praça, ideia que serviu apenas como um glacê no bolo, quando teria dado um ótimo recheio.

    Os personagens são tipos. Temos o perito relapso cuja intenção única é encontrar um culpado, justa ou injustamente; o delegado que, pretendendo o mesmo que o perito, é um borra-botas; o perito consciente; o investigador comprometido por haver uma questão pessoal envolvida. Ou seja, muito velhos conhecidos.

    A narrativa peca na linguagem. Se há personagens no conto que acertadamente usam o coloquialismo, como a denunciante e uma das mulheres da vigilância, não há motivo para o narrador fazer o mesmo. Abaixo alguns pontos desse coloquialismo do narrador, que em dois dos casos se configuram também erros gramaticais:

    “Quando chegou na delegacia […] – Se essa formação é comum no uso coloquial, na norma padrão não o é. Quem CHEGA, CHEGA A ALGUM LUGAR e não EM ALGUM LUGAR (tampouco NA, que é a contração de EM + A).

    “[…] na delegacia, percebeu que a fila de atendimento estava muito grande e puxou um pelo sistema” – PUXOU UM o quê? Um número? Um alguém da fila?

    “Me chame de Carlos” – em início de oração não se usa PRONOME OBLÍQUO.

  25. Virginia Ossovski
    18 de abril de 2015

    Nossa ! Que história bem feita, bem escrita, bem montada! Nem vou falar do tema, li sem parar nenhuma vez até o final. Engraçado, pelo título eu esperava algo diferente, até infantil, mas o conto me surpreendeu mais a cada linha. Parabéns !!

  26. Gilson Raimundo
    17 de abril de 2015

    Um excelente texto que prende a atenção. Achei que a parte onde Carlos desperta no início estava solta, mas ela foi o que uniu e deu sentido ao conto. Um conto policial que pra mim tem algumas falhas, tipo: A babá indo a delegacia no dia seguinte apesar de um caso claro de desaparecimento de incapaz com presença de testemunhas, onde estariam os pais neste momento? Aparecem muitos personagens com nomes apesar de nem terem importância na história, poderiam aparecer apenas com suas funções, o papiloscopista, as seguranças do parque, o ajudante e por fim a precipitação e falta de profissionalismo de um perito quem nem se importou de acusar alguém sem provas substanciais, poderia ser réu de um processo que acabaria com sua reputação fazendo todo seu tempo de faculdade ruir. Estes detalhes roubaram um pouco do brilho da nota merecida.

  27. Anorkinda Neide
    15 de abril de 2015

    Eu achei muito bom, me envolvi com a trama, o protagonista foi empático e poxa… não precisava morrer..precisava? ah pra dar emoção ao final da leitura… esperto autor (a)…
    Parabens pelo trabalho.

    ps: acho q ficou uma parte confusa ali quando fala de uma segunda criança desaparecida? ou viajei? esse fato deveria ser narrado mais detalhadamente, apenas foi citado ligeiramente e ele é importante.

    Boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      29 de abril de 2015

      Anorkinda, o investigador teve seu filho desaparecido alguns anos antes. Estava trabalhando no caso do desaparecimento da menina na pracinha. No final, ele percebe que os casos estão relacionados pelo autor: o mágico que distraia as pessoas para que a criança fosse sequestrada. 😉

      • Anorkinda Neide
        29 de abril de 2015

        isso entendi, meu caro.
        Mas pareceu-me q no dia seguinte ao relato do desaparecimento pela babá, havia sido outra criança sequestrada na mesma pracinha… não é, então? rsrsrs

      • Leonardo Jardim
        30 de abril de 2015

        Era mesma criança… 🙂

      • Leonardo Jardim
        1 de maio de 2015

        Agora entendi sua dúvida. A manchete do jornal estava errada mesmo (“… mais uma criança…”). Ele só levou uma. Mais um resquício da primeira versão da história. Mudei muita coisa e algumas ficaram pra trás. Valeu 😉

  28. simoni dário
    14 de abril de 2015

    O conto é bom, tem um desenvolvimento que prende a atenção. Gostei do final também. Só acho que quando o policial ouviu o relato da Babá denunciando o desaparecimento da menina, deveria ter tio outro tipo de reação, já que tinha perdido um filho nas mesmas circunstâncias.
    Está bem escrito, porém carece de revisão. Boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      29 de abril de 2015

      Simoni, o policial trabalha na delegacia de desaparecidos (provavelmente uma escolha baseada em seu passado). Está acostumado a registrar casos do tipo. Mas, quando ele percebeu que tinha alguma coisa de “mágico” naquele caso, ele se interessou. Obrigado pelo comentário.

  29. mariasantino1
    14 de abril de 2015

    Olá!

    Boa atmosfera que você deu ao conto, ótima descrição do lugar, boa revisão. O esqueleto de trama policial também está aí: Crime – antagonista- investigação… E você deixou as lacunas boas para ser arrematada depois e todas as descrições dos tiros são muito boas, bem como o mistério do que aconteceu com o Gabriel. No entanto, sinto que faltou sinalizar mais o drama do policial (Carlos). Ele se doava tanto porque também havia passado pelo mesmo (Éh! O mesmo crime, no mesmo lugar… Quebra as minhas pernas aqui). Na resolução do crime o conto dá uma acelerada, jogando todas as explicações de uma vez só no final, essa pressa é sentida, embora a tensão dê uma levantada.

    Média – A nota para esse conto será: 7 (Sete)
    Abraço!

  30. rubemcabral
    14 de abril de 2015

    Um bom mistério, com um desfecho bem interessante e bem bolado. Acho só pecou no início, com a babá dando o depoimento no dia seguinte ao rapto (e não os pais da menina). O comportamento do técnico ao achar uma digital num lugar de acesso público também foi meio bizarro para mim.

  31. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Saber que os verdadeiros “fantasmas” que assombravam a pracinha não são espectros é bem mais amedrontador. Vemos um protagonista assaltado/traumatizado pelas recordações de um filho desaparecido que, súbita e inesperadamente — por meio de outro caso de desaparecimento –, encontra o algoz de seus pesadelos. Carlos é investigador nato, não se deixa levar por falsos indícios. Por fim, encontra uma única maneira de tentar fazer justiça à memória do filho.

    Autor(a), sua escrita é bem mais acessível que a de alguns textos deste desafio, mas aqui há (a meu ver) um problema: construções demasiado simples (como nas contações de histórias). Gostaria de ter vislumbrado mais força imaginativa, maior alcance a nível lexical (sou um leitor limitado que gosta de consultar o dicionário QUANDO o texto exige…), claro, nada hermético ou impossível de entender, mas ao menos poucas porções disso. Não estou afirmando que “O Fantasma da Pracinha” contém um texto pobre, e sim que necessita de melhoramentos (como os de todos nós, devo lembrar…). Abraços e boa sorte neste desafio.

  32. Andre Luiz
    10 de abril de 2015

    Olha, caro Rui Barbosa, seu conto é bom e tem um plano de fundo(o sumiço da garota Carol) muito convincente, personagens interessantes e inclusive um desfecho muito interessante, a priori. Contudo, senti que (talvez por causa do limite), tudo tenha se estendido demais, e o meio do texto acabou ficando meio confuso. Nada que não tire o mérito de sua ótima produção.

  33. Fabio Baptista
    8 de abril de 2015

    Está muito bem escrito! (Já deixei essa frase no CTRL + V aqui, porque esse desafio está demais! :D).

    Gostei bastante do clima meio noir do conto, mas já não curti muito essa “americanizada” que ocorreu em muitos momentos. O lance da perícia que não se dá bem com o policial, por exemplo: é muito clichê de seriado.

    Achei bastante forçado também a parte do jardineiro, dos caras acusarem ele e meio que ficar por isso mesmo. Acho, só acho… que seria mais “Brasil” se a multidão partisse para o linchamento ou algo assim.

    Confesso que me decepcionei um pouco com a constatação que não havia nada “sobrenatural” na casa.

    Também escrevi uma história de detetives e sei que é meio complicado certas coisas… não sei se você usou a mesma “técnica” que eu: imaginar um jeito de fazer o negócio (sequestrar a criança com truques de circo aqui no caso) e depois refazer a cena de trás para frente, com os passos que o detetive deveria seguir. Senti uma dificuldade enorme em não deixar que o detetive ficasse com poderes “divinos” de adivinhação e sei que é complicado.

    Achei o final bem precipitado e também uma coincidência daquelas de filme hollywoodiano.

    Mas é um final comovente, mesmo assim.

    Sei que critiquei pra caramba, mas gostei do conto! 😀

    NOTA: 7

    • Leonardo Jardim
      29 de abril de 2015

      Fabio, seu conto é o que o meu gostaria de ser quando crescer 😀

      Tive muito trabalho para amarrar as pontas, ainda mais com pouco tempo de revisão e com mudanças de texto a todo tempo. Concordo sobre as coincidências e clichês, não consigo fugir muito delas. Grande abraço!

  34. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Muito bom! Boa criatividade com o desenrolar da trama e bem colocado. Leitura boa e fácil. Gostei mesmo.

  35. Jefferson Lemos
    6 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Beleza? O pessoal não economiza nas palavras… Hahaha

    Sobre a técnica.
    Confesso que até o primeiro terço eu estava receoso com a história e com o desenvolvimento dela (não vi qual era o tema e nem o limite), depois eu fui me envolvendo e quando percebi já estava no final.

    Sobre o enredo.
    Apesar de alguns deslizes, e a conclusão um pouco precipitada, eu gostei. O Detetive ficou bem sólido. Gostaria de ter visto um melhor desenvolvimento da trama, pois haviam palavras para isso, mas entendo que foi escolha do autor. Não gostei do final, no entanto. Creio que ele deveria ter ficado vivo.

    Sobre o tema.
    Um tema bom e que você conseguiu trabalhar bem. Como já disse, poderia ter se alongado mais, para dar algo mais completo, mas no geral ficou bom, com certeza.

    Nota;
    Técnica: 8,0
    Enredo: 8,0
    Tema: 8,0

    Parabéns e boa sorte!

  36. Brian Oliveira Lancaster
    6 de abril de 2015

    E: A ambientação convence e as descrições foram bem pontuadas. Nota 8.

    G: Não parece ter usado todo o limite, mesmo assim, é uma história bem envolvente. O personagem transmite uma empatia desde os primeiros parágrafos. O desenlace também foi muito interessante, com um final meio aberto. Só depois de lê-lo é que entendemos melhor o início e fecha o ciclo. O tom foi muito acertado. Nota 8.

    U: É um texto com potencial enorme, mas faltou um pouco mais de atenção em certas palavras e construções de frases. Mais uma revisão daria conta. Nota 7.

    A: É um belo mistério policial, apesar de correr um pouquinho no meio, envolvendo os coadjuvantes. Nota 7.

    Media: 7.

  37. Rafael Magiolino
    5 de abril de 2015

    Texto excelente. De início achei a conclusão um tanto ruim com a relação de um trapezista. Entretanto, após uma segunda leitura, vi que se encaixou bem e o resultado foi ótimo para um conto perfeito.

    Você conseguiu transformar um tema clichê (sequestro de crianças) em algo inesperado e dramático. Meus parabéns.

    Abraço e boa sorte!

  38. Claudia Roberta Angst
    5 de abril de 2015

    Não sei se é mistério que me veio à mente ao ler este conto, mas valeu. O suspense foi o suficiente para prender minha atenção.
    Algumas passagens apresentam-se um pouco mais lentas, ralentando o ritmo da leitura.
    Busto deve ser usado no singular já que indica a parte superior do corpo, no caso da mulher com os dois seios. Então nada de bustos – a não ser que esteja falando daquelas estatuetas que se limitam à cabeça, pescoço, uma parte do torso e ombros.
    Final do conto bem desenvolvido, com clímax. Boa sorte!

  39. Marquidones Filho
    5 de abril de 2015

    Nossa, que história. Muito boa mesmo. A forma como o mistério se desenvolveu, como o policial investigou, como acabou. Parabéns!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 4 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .