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Literatura que desafia.

Beleza Fantasma (Anorkinda Neide)

beleza fantasma

A lua incitava ao passeio
múltiplos guizos iludiam
os tementes em receio

A calma dela em rosto
alvo, resplandecia
noite de agosto

A escuridão e o frio
eram-lhe companhia
mistério, arrepio

A morte paria singeleza
reflexos n’água sugeriam
solução de eterna beleza

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21 comentários em “Beleza Fantasma (Anorkinda Neide)

  1. Claudia Roberta Angst
    15 de agosto de 2015

    Até a sua melancolia é leve, sutil como um esboço de luar. Gostei particularmente do verso “A morte paria singeleza”. Delicadeza de sentimentos. A imagem casou bem com o poema. Parabéns!

    • Anorkinda Neide
      7 de setembro de 2015

      Oi Claudia!!
      Obrigada pelas palavras.. hummm delicia lê-las… hehehe

      Bj

  2. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    Está aí alguém que sabe das coisas. O texto me cativou desde o início. Quando estava pronto para me “entregar”, acabou. A imagem condiz muito bem com o enredo.

    • Anorkinda Neide
      15 de agosto de 2015

      Que bom que viestes ler poesia, Brian!

      E melhor ainda que gostastes! hehehe

      Abração

  3. William de Oliveira
    23 de junho de 2015

    Gostei! Simples e leve de ler, porém pesado e sombrio de entender.

    • Anorkinda Neide
      23 de junho de 2015

      Obrigada!
      É.. gosto de ler com fluidez e ficar com as reflexões pesando na consciência!
      hehehe
      que bom que atingi isto neste poema.

      Abração

  4. Rogério Germani
    14 de maio de 2015

    Poemas góticos, ao menos para mim, são sempre feitos com a entrega total das personagens: não existe meio amor, meio ódio. Seu poema não é diferente,os versos corroboram com a suavidade da imagem narcisista. A ideia da confecção do poema em tercetos faz alusão aos iniciais frêmitos na água quando a tocamos, de leve, com os dedos. Parabéns pela beleza espelhada aqui e além.

  5. Neusa Maria Fontolan
    12 de maio de 2015

    Desculpe, mas não sei fazer comentários, só posso dizer que gostei deste Anorkinda.

    • Anorkinda Neide
      14 de maio de 2015

      Obrigada, querida!
      A leitura quando deixa o gosto do sorriso exalar pela página virtual, é sentida pelo poeta… e faz-lhe bem!
      Bjão!!!

  6. Wender Lemes
    10 de maio de 2015

    Muito bom, Anorkinda. É legal que li o seu poema logo após ler o vizinho dele, “Anastácia”, e são praticamente opostos em relação às ideias que passam. “Anastácia” infere a morte como o fim da beleza, enquanto o seu a toma como meio de eternizá-la. O interessante de ver o quase naturalismo de um ao lado do romantismo gótico do outro é pensar que é tudo uma questão de perspectiva: a morte eterniza a beleza nas lembranças, quando o meio físico não é capaz de fazê-lo. Parabéns pela criatividade.

    P.S.: “solução de eterna beleza” deixa uma ambiguidade do c@$%¨& kkkk solução do problema da beleza/efemeridade; ou solução, da química, de beleza diluída em água.

    • Anorkinda Neide
      14 de maio de 2015

      Obrigada
      por debruçar-se aqui e ali no poema vizinho..rsrsrrs
      Tuas leituras são ricas e estão me alimentando!

      solução de eterna beleza…
      guri nao entendi se ‘ambiguidade do c@$%¨&’ é bom ou ruim?
      rsrsrs

      abração!

      • Wender Lemes
        14 de maio de 2015

        Está sendo um grande prazer participar aqui, Anorkinda.
        ‘ambiguidade do c@$%¨&’ é muito bom kkkkkk quanto mais possibilidades de entendimento o poema permite, melhor, na minha opinião.

        Abraço!

  7. Sidney Muniz
    8 de maio de 2015

    Bonito , Anorkinda.

    Só não gostei muito da forma como divide, acho que perde um pouco, mas isso é questão de gosto.

    Bom, mas vendo pelo lado de como flui o poema em relação a imagem, acho que você viu a imagem primeiro e fez o poema, certo?

    Se não foi, tem ainda mais méritos.

    Bom, como ia dizendo, analisando um em relação ao outro o encaixe é perfeito, e muito interessante.

    Fica aquela duvidazinha se ela poderia estar caindo, ou pensando em suicídio, O que desnorteia um pouco minhas conclusões acerca de um possível desfecho, se é que ele existe ou é intencional, são as palavras “Mistério e Arrepio” que sugerem que há algo mais.

    É, eu gostei pela tantas imagens oferecidas.

    Parabéns mesmo, mais uma vez.

    • Anorkinda Neide
      8 de maio de 2015

      tu leu com divisao em tercetos ou sem ela? rsrsrs
      Gustavo socorre aqui

      pois é escrevo já pensando na divisão, quase sempre
      aquela fluência de ir escrevendo e ver no que dá é rara aqui na minha cabeça

      É antiguinho e fiz, sim, a partir da imagem.Vc captou tudo, novamente…hehehe
      Há algo mais…. lacuna para o leitor 😉

      A minha ideia é a de que ela pensa em suicídio, induzida a alguma influência ali do ambiente. Mas a poesia é de livre interpretação, sempre!
      Abraço, guri!

  8. Fabio Baptista
    8 de maio de 2015

    A moça vai se matar, é isso?
    Que maldade, Anorkinda! rsrsrs

    Gostei, mas achei que faltou um pouco de “sustança”…

    Abraço!

    • Anorkinda Neide
      8 de maio de 2015

      Ela pensa nisso, FB! hehehe

      Obrigada pela leitura.
      Eu não tenho sustança, não..sou fraquinha dos ossos 😛

  9. vitor leite
    8 de maio de 2015

    olha Anorkinda, mas nem precisavas de fazer essa separação, já estava lá. parece matemática o teu texto, muito bem elaborado, e, melhor ainda, vai além da matemática, muito bom, parabéns

    • Anorkinda Neide
      8 de maio de 2015

      Obrigada!
      É, há matemática no poema.
      O difícil é colocar graça nessa equação 😉

      Obrigada pelas palavras!
      Abração

  10. Anorkinda Neide
    8 de maio de 2015

    enquanto a moderação não conserta:

    A lua incitava ao passeio
    múltiplos guizos iludiam
    os tementes em receio

    A calma dela em rosto
    alvo, resplandecia
    noite de agosto

    A escuridão e o frio
    eram-lhe companhia
    mistério, arrepio

    A morte paria singeleza
    reflexos n’água sugeriam
    solução de eterna beleza

  11. Anorkinda Neide
    8 de maio de 2015

    ai… não dividiu em estrofes…. culpa do e-mail….rsrsrs
    reenvio? moderação?!!

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Publicado às 7 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .