EntreContos

Detox Literário.

Malaika (Cácia Leal)

Malaika

Tudo começou em uma noite de outono como qualquer outra. O frio já se mostrava, ainda que discretamente e à prestação. Minha mãe ralhava comigo porque, mais uma vez, eu havia passado a tarde inteira em meio aos escombros da cidade velha, um lugar proibido a todos, só habitado, diziam, por delinquentes e pessoas que gostavam de viver à margem da sociedade. Para minha mãe e tantos outros, ninguém, em sã consciência, viveria em um lugar como aquele, cercado por bandidos e sem qualquer apoio do Governo. Ninguém conseguiria viver assim por muito tempo.

Mal sabe ela que todas as histórias difundidas sobre aquele lugar eram para manter as pessoas de Malaika à margem da verdade. Hoje, vejo isso com clareza. E minhas constantes fugas para lá a deixavam muito irritada. O que eu buscava em meio aos escombros do lugar eram respostas, queria desvendar como o mundo girava e como as pessoas viviam antes da instalação do Fundacionismo, que controla atualmente todos os setores da sociedade.

E, em meio ao alarido que minha mãe fazia, percebi o movimento na rua, lá embaixo, mais precisamente na porta do prédio da frente. Passei a olhar com maior atenção o que ocorria. Apesar de ser noite e da pouca claridade, por causa da escassez de energia elétrica em que vivíamos, pude ver, pela luz difusa dos lampiões e do farol dos drones que acompanhavam a operação, que alguém estava sendo preso por policiais fortemente armados. A pessoa se debatia debilmente e era quase suspensa por dois brutamontes, enquanto a arrastavam algemada. De relance, quando a claridade me permitiu, pude ver que se tratava do Seu Babé, o avô do meu grande amigo desde a infância, o Gabriel.

Eu não entendi, no começo, porque estavam levando uma pessoa como o Seu Babé, no entanto, havíamos aprendido a não questionar as ações da polícia comunitária, porque era a força de elite mais séria da cidade e extremamente fiel à causa. Por isso, nada comentei.

Aquela cena continuou me perturbando a noite inteira. O Seu Babé era um velhinho sempre sorridente, que conversava com todo mundo. Vivia contando histórias para o Gab (assim que chamávamos o Gabriel) e para mim, sobre como eram as coisas em sua infância e em sua adolescência. Nunca fizera mal a uma mosca… talvez o fizesse a abelhas, porque roubava-lhes o mel para vendê-lo, ajudando com as despesas de casa, pois morava com sua filha desde que perdera o emprego, há uns dez anos, devido a sua idade avançada.

No dia seguinte, conversei com o Gab e nem ele nem sua família sabiam sequer o motivo da prisão. Posteriormente, eu soube que a mãe dele havia ido buscar informações, mas tudo o que conseguiu, após a terceira tentativa de contatá-lo, foi a informação de que o Seu Babé era “inimigo da democracia” e que deveriam esquecê-lo.

“Que democracia?”, comecei a me perguntar e cada vez a resposta gritava mais alto dentro do meu peito, querendo destroçar-me a alma.

Crescemos acreditando que tudo aquilo ao nosso redor era o melhor dos mundos. E, sempre que algo estava errado, nos faziam acreditar que, antes da chamada Revolução Fundacionista, as coisas eram piores. E assim a Fundação Comunitária Social, ou FCS, dominava quem desconhecia a verdade.

Há cerca de uns 40 anos, o poder havia sido tomado das mãos de políticos corruptos e a Fundação, criada pelo povo, passara a organizar democraticamente a cidade de Malaika. Tudo era decidido por eles e, se alguma vez o povo tivera voz nessa nova sociedade, tal coisa ocorrera bem antes de eu ter nascido, porque jamais o vi.

O Seu Babé nos contava que, no início, haviam reuniões e que nelas se decidia, por voto popular, tudo o que dizia respeito a todos, como o tipo de alimento que se plantaria na região agrária, os alimentos que seriam industrializados, os que seriam processados e tudo o que se referia à distribuição igualitária de itens de subsistência. E não faltava comida para ninguém. Enquanto um plantava o arroz, o outro plantava a mandioca, ou o feijão, ou o café, ou outra coisa, de forma que suprisse as demandas de todo mundo. Uma feira popular distribuía igualitariamente o que cada um necessitasse para o seu sustento. E o mesmo ocorria com os alimentos processados, o leite, o pão.

Hoje, fazemos filas para conseguir chegar até uma prateleira de algum mercado, e quase sempre ela já está vazia, porque o que é distribuído para ser repassado não é mais suficiente. Recebemos cartões de alimentação, nos quais já está especificado o que e quanto cada um pode levar. Mesmo assim, nunca dá para todos. E quem controla a distribuição desses cartões? Meia dúzia de corruptos que os distribuem a seu bel prazer e a quem melhor lhes convir.

Passei a me perguntar, cada vez mais, como foi que pudemos, como cidadãos democráticos, deixar que as coisas chegassem a esse ponto. O povo havia se esquecido do que realmente significava a palavra “democracia” e estava iludido por uma farsa propositalmente implantada na mente das pessoas.

O sofrimento era visível por todo canto, não apenas pela falta de comida ou de água. A principal fome vinha do peito sufocado pela angústia de ver sua cidade definhando a cada dia. O povo vivia feito zumbis, sem um fio de esperança em seus olhos, sem uma gota de vida em suas veias, apenas deixando o tempo passar para, quem sabe, em uma outra encarnação, ter mais sorte em sua existência.

E se isso fosse tudo, mas não. As restrições alcançavam, já naquele tempo, outras áreas, a ponto de a energia elétrica ser distribuída, por bairros, apenas durante algumas horas por dia. Dizia-se que era por causa das hidrelétricas que não davam mais conta da demanda, afinal, a população havia aumentado.

A água era outro ponto crítico, um artigo de luxo para os que moravam do lado de cá da cidade. Faltava todos os dias se não fosse bem cuidada. Minha mãe, que trabalhava no Bairro Fundamentalista, onde os Governantes e funcionários de alto escalão social habitavam, sempre que podia, trazia garrafões desse líquido precioso para casa. Lá sim, nunca faltava nem água, nem luz, nem comida.

E dizia-se que, antes da Revolução, as coisas eram piores. Havia regiões que não recebiam água por mais de uma semana. Em outras, ainda, durante meses não se via água limpa nas torneiras e pessoas e animais chegavam a morrer de sede (sem metáforas). Nunca acreditei nessas histórias que queriam nos impor, embora eu sempre temesse questionar a fonte dessas informações.

E, assim, acabara ficando com a imagem da prisão do Seu Babé por um bom tempo no pensamento. Não compreendia e, mais que isso, ficava revoltado com o que presenciara.

Umas duas semanas depois, lembro como se fora ontem, todo mundo ficou chocado ao ver o muro da praça pichado deliberadamente. Isso jamais havia ocorrido antes. E, com letras garrafais rabiscadas à tinta spray, podia-se ler: “Cadê o Seu Babé?”. Um desenho de uma abelhinha, amarela e negra, finalizava o protesto, referindo-se à atividade que ele exercia. Foi um escândalo. Todos olhavam admirados aquelas breves palavras gravadas, mesmo sem entender bem do que se tratava. Grande parte dos transeuntes que olhavam os dizeres sequer conhecia o avô do Gab, mas ficaram curiosos e as perguntas começaram a percorrer as bocas mais ousadas.

Em menos de uma hora a frase desaparecera do muro e um guarda começou a realizar rondas frequentes na praça. A família do Gab passou a ser vigiada por um drone que sempre jogava seu farol, dia e noite, nas janelas do apartamento onde moravam. Jamais descobriram quem havia sido o autor da façanha.

Os drones eram outro fator de controle social. Com a desculpa de manter a segurança, essas engenhocas, com o tamanho um pouco maior que uma bola de tênis e hélices que lhes permitiam voar na altura e na velocidade em que o controlador desejasse, olhavam para todas as direções e registravam tudo o que todos faziam. Apesar de, desde pequeno, guardar uma grande curiosidade sobre quem estava por trás dessas pequenas máquinas, eu xingava a existência de tal tecnologia que não nos permitia qualquer privacidade.

– São para nossa segurança. – Dizia minha mãe diante de minhas reclamações. E ela vinha com histórias de que, antes de os drones começarem a fazer patrulhas, havia muitas gangues que se escondiam em lugares despovoados e muitas pessoas “mal intencionadas” pelas ruas.

Nunca me convencera, e às vezes penso que ela, também, lá no fundo, carregava uma certa descrença em tal teoria.

Esses pequenos robôs espiões eram os olhos de um Governo tirano e controlador. O Big Brother Malaikano. O olho que tudo vê, mas, felizmente, nem tudo sabe. Digo isso porque, apenas dois dias depois, o alvo das pichações foi a torre da igreja, com a mesma abelhinha desenhada e a frase: “O Seu Babé vendia mel na praça”. Outro escândalo sem tamanho. As pessoas, então, começaram a se lembrar daquele senhor que vendia mel na praça e que nunca mais fora visto. Surgiu o boato de que ele não estava bem da cabeça e que vivia contando coisas que não existiam nem nunca havia existido. Diziam que ele inventava histórias e falava coisas sem nexo. Por isso havia sido internado para se tratar, embora não tivesse sido visto em nenhum hospital ou centro de tratamento.

Hoje sei que o prenderam porque era um dos poucos que ainda possuía a história verdadeira bastante viva na cabeça, que não aceitava, tão facilmente, aquilo que lhe era contado e repetido inúmeras vezes. Ele sabia que as histórias narradas nos livros e nas salas de aula não eram reais. Vivera no período da Revolução e não escondia o que sabia, embora não falasse tão abertamente assim, por temer por sua vida e pela família. Eu soube, também, algum tempo depois, que quem o havia delatado fora um colega nosso da escola, que um dia ouvira-o contar algumas histórias pro Gab e pra mim.

Analisando bem aquela época, comecei a ver que, realmente, poucos eram os habitantes que acompanharam a Revolução. Mais da metade dos malaikanos possuem menos de 60 anos e a outra parte pouco se lembra do que sucedera. A verdade é que quem vivera esse período ou não estava mais entre nós ou de nada se recordava, como se sua memória tivesse sido apagada de suas mentes. No fundo, era bastante conveniente viver assim, sem se dar ao trabalho de olhar para trás e analisar o que havia saído de errado nesse novo modelo social.

Alguns dias depois, no muro da prefeitura, surgiu outra frase pichada: “Mataram o Seu Babé! Por quê?”.

A cidade de Malaika ficou alerta desde então e surgiram burburinhos em diversos cantos e questionamentos sobre o assunto. Realmente, ninguém mais havia visto o avô do Gab em lugar algum e começou-se a questionar o paradeiro de outros idosos que também haviam desaparecido inexplicavelmente.

Certa madrugada, em meio à insônia que de vez em quando me acometia, da minha janela, vi o Gab saindo às escondidas e resolvi segui-lo. Eu sabia que era ele o pichador fantasma, mas queria ver com meus próprios olhos. E consegui. Desta vez, o muro da escola havia sido o escolhido. No entanto, antes mesmo de ele ter completado o desenho da abelhinha que sempre colocava ao final dos dizeres, um guarda surgiu do nada e pegou-o em flagrante. O guarda agarrou-o e jogou-o no chão. Gabriel se debateu e tentou se soltar, sem êxito. Não podia deixar que nada lhe acontecesse e tive que fazer algo. O primeiro objeto que poderia me ajudar estava perto o suficiente e agarrei, como a última esperança para o meu amigo, que teria o mesmo destino que seu avô, senão pior. A pedra foi jogada com tanta intensidade que fez o guarda cair estatelado no chão. Chamei meu amigo e fugimos juntos.

No início até rimos da loucura, no entanto, estávamos com medo de termos sido reconhecidos, apesar da escuridão, da touca que ele usava e de eu não ter saído do meu esconderijo. Ficamos alguns dias sem aparecer na escola, com a desculpa de estarmos doentes, até descobrirmos se era seguro aparecermos outra vez.

Poucos dias depois, vários muros malaikanos foram marcados com o que seria parte da abelhinha desenhada pelo Gab e lembramos que, na vez em que fora pego, ele não havia terminado de desenhar o inseto. Desenhara apenas as asas da abelha, como se fossem dois oitos entrecruzados.

E foi assim que surgiu o símbolo de nossa Revolução, porque as asas dessa abelhinha passaram a representar muito para o povo e, sempre que ela aparecia, todos se lembravam das pessoas que desapareciam, da tirania do nosso Governo, da democracia prometida que nunca chegara. Mais que asas de uma abelha, eram as asas de nossa liberdade.

Assim teve início nossa luta contra o sistema Fundacionista, contra a FCS e contra a tirania que impera em Malaika. Queremos que o poder retorne para o povo.

Foi o primeiro contato que tivemos com os revolucionários, que mais tarde conhecemos com mais profundidade, quando descemos até a cidade velha, em busca de respostas aos desenhos que inundavam os muros e os prédios malaikanos. Porém, foram eles que nos encontraram e nos acolheram. Somos parte de um grupo forte, hoje, e lutamos por uma Malaika melhor e mais democrática. Lutamos contra a corrupção que se instalou nesse modelo dito popular.

E é por isso que estou aqui agora, atrás desse muro, com um fuzil cruzado no peito, esperando a ordem para avançar. Olho para o Gab, que me retribui o olhar, com a mesma esperança. Vamos tomar a cidade, arrancar o poder das mãos corruptas que o mantém. Estamos em grande número e nossa causa conseguiu ganhar a simpatia de muita gente que está em suas casas, esperando o sinal para somar-se à luta.

Ouço o zumbido dos drones que se aproximam, mas eles serão os primeiros a cair. Sem mais controle social. Sem mais a onipotência de um controlador, que se sente no direito de invadir a privacidade alheia. Um dos revolucionários conseguiu invadir os computadores da central de controle de drones e instalará um vírus mortal. Esse será o sinal para o ataque, assim que todas essas máquinas voadoras se espatifarem no chão.

Aqui começa nossa liberdade! Aqui começa a verdadeira democracia!

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Este texto foi baseado no tema “Futuro Distópico”, sujeito ao limite máximo de 4000 palavras.

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39 comentários em “Malaika (Cácia Leal)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Nunca li utopia, mas gostei do seu conto. Mostrou uma sociedade do futuro bem diferente. E não deu para entender muito a idade dos meninos, mas acho que o autor quis deixar uma dúvida mesmo. Não senti tanta emoção, mas ta valendo.

  2. André Lima
    28 de abril de 2015

    Ao começar a ler o texto, achei que você tinha confundido futuro distópico com futuro pessimista, hehe. Mas depois você desconstruindo essa minha ideia. Muito bom o texto. Um pouco massante, em minha opinião, pela sua estrutura e pela falta de diálogos.

    Para mim o texto é mediano.

  3. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Não gostei.

    O tema me empolgou bastante quando vi. Porém, achei a história como um todo meio fraca. Percebi que ela tentou traçar um paralelo com a ditadura militar ocorrida em nosso país… mas não vi muitos atrativos.

    O ponto positivo é que escrita está boa, e a leitura foi prazerosa. Com certeza foi escrita por alguém bastante experiente.

    Outra reclamação que tenho é que, quando a história estava começando a ficar legal, bem no climax, na parte que tudo ia deslanchar, ela termina subitamente! Por que? Limite de palavras não era o problema… pois faltou bastante para alcançar os 4000….

  4. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Muito bom! Dominic realmente apresenta uma realidade distópica, uma distopia não tão distante do que vivemos fora dessa ficção. Mesmo breve, por conta do limite, foi bem sucedido na criação de uma atmosfera opressora e oprimida. O desfecho é, em particular, muito interessante, pois pode fazer com que leitores questionem a revolução e a democracia que o narrador-personagem luta para conquistar. Será um ciclo? Corromper-se é algo inato à humanidade?

  5. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Dominic! Muito interessante seu conto. Tem um ar de Admirável Mundo Novo, mas não se resume a isso, aborda o poder da informação em seu ápice. Parabéns pela abordagem. Boa sorte!

  6. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Uma distopia muito imaginativa, sob o regime Fundacionista, que você desenvolveu com muito talento. Infelizmente, nós estamos a um passo disto. Que democracia é essa que vivemos, governo do povo, pelo povo, para o povo? Só rindo mesmo. Você tem toda razão quando diz que o povo parece ter esquecido o significado desta palavra. De tantas revoluções, “mudanças”, hoje a visão das pessoas parece ser a de que tudo que os homens tocam se corrompe. Eu penso quase isso, mas, como você, ainda tenho um pouco de esperança. Seu conto é muito inspirador, e cheio de verdade.

  7. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Achei que o autor pegou todos os temas atuais em discussão e resolveu colocar em um conto, que teria limite de 4000 palavras, ou seja, algo impossível. É nítido que a história não cabe no conto, esses acontecimentos foram muito rápidos, colocados de maneira abrupta e faz parecer que estamos lendo um livro de História. Enfim, muitas ideias que ficariam melhor em um novela, com aprofundamento dos personagens, descrições dos ambientes, entre outros aspecto. Dá até mesmo para dividir os parágrafos desse conto como os capítulos de um romance, cada um dando umas 12 ou 15 páginas. Não gostei.

  8. mkalves
    27 de abril de 2015

    Poucos deslizes gramaticas (haviam ao invés de havia); as informações sobre a região marginal da cidade que aparecem no início do texto não são retomadas e ficam um pouco perdidas. Toda a história é apenas narrada, são muito poucas as cenas (mostradas) e isso prejudica um bocado o envolvimento. Soa mais uma crônica dos dias que vivemos do que que um futuro distópico, propriamente, mas o final tem qualquer coisa de dúbio que me agrada, pois ao mesmo tempo em que mostra a esperança dos revolucionários deixa no ar a ameaça de que tudo se repita exatamente do mesmo modo que na revolução anterior.

  9. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Distopia <3, rs. Adoro! Gostei da descrição desse futuro (quero dizer, ainda bem que é ficção, ao menos por enquanto, Zeus que nos proteja, rs), engraçado que na parte da fila do mercado lembrei do filme “Adeus, Lênin”… Achei que ficou adequado ao tema, com certeza, só não me emocionou o tanto que eu queria, mas curti a leitura!

    Emoção: 1/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 9

  10. Fil Felix
    27 de abril de 2015

    Muito bom, o modo como descreveu toda a sociedade e a ascensão dos “rebeldes” foi bem convincente, e também não se estendeu por demais. Além da referência de 1984, tbm encontrei de Revolução dos Bichos, da sociedade que acaba esquecendo das coisas que aconteceram. Por um lado, enxergo até uma crítica à nossa atual democracia (e dos flashbacks que alguns querem).

    A abelha como símbolo e a sequência de pichações para culminar na invasão foi bem cinematográfica.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    Uma linda e esperançosa fábula sobre um país fictício, governado por fictícios políticos corruptos, que ficcionalmente serão em breve depostos de seus cargos por um fictício povo cansado de tanta corrupção fictícia. 😉
    Parabéns! (pela ficção!)
    Boa sorte!
    🙂

  12. Pedro Luna
    27 de abril de 2015

    Vou dizer o que gostei e o que não curti. Gostei do climão distópico clássico. Governo opressor. Pichação e pá. Clichê? Pode até ser, mas ficou massa e tinha que ficar dentro do tema. O problema é que a realidade interessante não é totalmente explorada em formato de trama, mas muito em parte no formato de relato e memórias. Explico: o autor explica demais. Detalhes demais de como tudo era antes e como ficou depois, detalhes demais dos setores da cidade, detalhes do que aconteceu depois. E no fim, ainda diz que vai haver um ataque, ou seja, deixa o leitor na mão. Doido pra saber qual é. Foi muita imaginação para poucas palavras.

  13. Swylmar Ferreira
    27 de abril de 2015

    O texto atende ao limite de palavras e ao tema proposto;
    Muito bom o conto, bem escrito, fácil de ler e a história é leve e agradável, apesar do contexto revolucionário.
    Parabéns!

  14. vitor leite
    25 de abril de 2015

    uma história bem contada, mas falta alguma coisa… cor? cheiro? medo? não sei ao certo o que é, mas no fim parece-me que falta algo, mas muitos parabéns, gostei do texto

  15. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Eita, gostei do conto. Dá até para sair um filme daí… Várias passagens lembraram-me 1984, o Exterminador do Futuro e Matrix, mas devido a temática, seria quase impossível não lembrar. Gostei da abordagem, contando como o guri conheceu o movimento e aderiu à causa. A narrativa e descrições estão extremamente claras e colocam o leitor por dentro da trama, e a escrita é de fácil entendimento, mesmo com alguns termos próprios da distopia. De maneira geral, está muito boam. Parabéns e boa sorte.

  16. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) legal a leitura do futuro distópico e como a revolução surgiu. Faltou uma reviravolta ou alguma coisa que gerasse um clímax mais intenso.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, sem erros, narra com eficiência, mas sem grandes atrativos.

    ➵ Tema: (2/2) é futuro e tem distopia (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) não fugiu do padrão de distopia e senti falta de mais elementos futuristas, mas ganhou pontos pela forma como a revolução foi montada.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei, mas faltou um clímax mais forte ou um final mais chocante.

  17. Tiago Volpato
    22 de abril de 2015

    O texto está bem escrito, não percebi nenhum erro. Só achei ele descritivo demais, em muitos parágrafos a história emperra e a gente fica ‘ouvindo’ o personagem descrevendo a situação, é um estilo, mas que particularmente, não me agrada.

  18. Eduardo Selga
    22 de abril de 2015

    Um conto interessante por conter um forte viés simbólico e político, que eu diria próximo ao Anarquismo. Vou me concentrar no primeiro aspecto.

    Um dos motes mais antigos em literatura e que no texto foi bem usado, a contraposição entre o velho e o novo, se mostra bastante forte na medida em que escapa ao lugar-comum, ou seja, o velho não presta e o novo é tudo de bom. Ao contrário, aqui o primeiro serve de espelho ao novo, e ponto de provocar uma rebelião. Uma rebelião pelo velho? Sim, pois no contexto da trama representa algo de muito novo. É um tratamento que possui uma ambiguidade interessante, portanto. A geração mais nova não aceita o regime supostamente novo e se volta ao passado. Nesse sentido, esse trecho é bem sintomático: “O que eu buscava em meio aos escombros do lugar eram respostas […]. A palavra “escombros” não se refere apenas ao aspecto físico das construções: é uma referência simbólica ao passado. O jovem, ao tentar revolver o passado, tenta encontrar resposta para o presente, o que é sem dúvida uma atitude política e também filosófica.

    Seguindo um raciocínio similar, quando o narrador nos dá conta da onde do desaparecimento de idosos, não se trata apenas da dimensão física dessas “pessoas”: é a tentativa do Estado de desaparecer com a memória do passado, uma grande ameaça a ele. Os idosos, portanto o personificam, do mesmo modo que o que personifica o Estado é a impessoalidade e a frieza da tecnologia, via drones.

    Intencionalmente ou não, o(a) autor(a) usou o símbolo do infinito quando tratou do desenho que se torna logotipo da causa política (“Desenhara apenas as asas da abelha, como se fossem dois OITO entrecruzados). Mas não o usou como ele é de fato, na horizontal, mas é próximo disso. Ora, o infinito nos remete à utopia e, no caso do conto, de felicidade, pois a abelha é sinal de solidariedade gerando frutos pelo trabalho de todos. No contexto do conto, é sim um símbolo revolucionário não porque o(a) autor(a) achou o desenho simpático, mas porque ele carrega um forte simbolismo.

    E isso me faz pensar no tema sugerido. Mas antes gostaria de dizer que a fidelidade ao tema é índice que para mim conta pouco na avaliação dos contos do site porque uma ou duas palavras “definindo” o tema não o definem de fato: seria preciso algum detalhamento relativamente ao modo como o autor deveria abordá-lo.

    Entendo distopia como oposição à utopia, demonstrada num texto ficcional por meio de uma sociedade muito opressora e violenta que por causa dessas características elimina ou abafa muito qualquer esperança nos cidadãos. Ora, a utopia se faz plena no conto por meio dos personagens jovens, mas não apenas por eles. Eu particularmente gostei desse tratamento, pois ao contrário do niilismo comum em narrativas distópicas ou pretensamente distópicas, mostra uma caraterística que ainda possuímos: a capacidade de nos indignar. Aliás, a quem interessa tanto niilismo, tanto pessimismo?

    A aspereza do texto também se destaca. Consoante a ambientação opressiva, não há espaço para lirismos ou adoçamentos da palavra, e o principal exemplo disso é este, por explícito: “Em outras, ainda, durante meses não se via água limpa nas torneiras e pessoas e animais chegavam a morrer de sede (sem metáforas)”.

  19. rsollberg
    22 de abril de 2015

    Vai na linha de uma breve história do mundo e do poder. Esse ciclo viciosos que muda os sistemas, mas jamais o homem.

    Bem, consegui ver uma pontada de Orwell, e até mesmo uma parcelinha de Ayn Rand. Acho que o autor soube explorar bem o tema. Penso que não é fácil ser tão original, por isso, também foi possível ver influência dessas novas franquias como Jogos Vorazes, Divergente… Que também já bebiam do V e do sobrevivente… que também já usavam o Orwell e o Wells, que também… kkkkk olha o ciclo ai novamente.

    A parte da abelhinha também me lembrou muito de um filme chamado “Amanhecer Violento”, ora, mas de qualquer maneira a pichação sempre foi uma forma de revolta, de desafio ao sistema. Como já foram os panfletos, os livros, as lendas…
    Achei muito apropriada tendo em vista a jornada do seu Babé!

    Bom, em suma, achei muito divertido. O texto é envolvente, a narrativa é bem direta.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  20. Felipe Moreira
    21 de abril de 2015

    Malaika e sua distopia carregam em essência a realidade de muitos, muitos lugares no mundo, controlados por um regime centralizador e ditatorial. O texto explora os relatos do protagonista acerca do cenário em que ele está inserido e nos conduz, junto dele, o processo que culmina na revolução armada contre esse sistema. Até aí, tudo certo.
    O conto não me conquistou. A narrativa em primeira pessoa que tem como objetivo sensibilizar o que está acontecendo não passou a intimidade que eu esperava. Não me cativou nesse aspecto. Eu imaginei durante a leitura que o texto se encaminhava por um grito sólido pela real democracia, mas pareceu levar tempo demais para chegar lá. O chamado pra luta foi bem escrito, regado de uma certa pureza em sua ideologia.

    De todo modo, parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  21. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    Excelente abordagem pela voz de um revolucionário preocupado em contar uma história e não me fazer engolir sua convicção, já que é uma causa que nos simpatizamos com boa margem de facilidade. O espaço concedido foi o suficiente para narrar fatos importantes numa linguagem popular, sem discursos inflamados. Esse tipo de narrativa, sem aquele “apelo” das explanações de ciências sociais, está em falta nesse tipo de literatura em mídias mais acessíveis, como o Entre Contos. Parabéns pelo ótimo trabalho que deu o recado da melhor forma!

  22. Virginia Ossovski
    18 de abril de 2015

    Uau! Quem me dera escrever assim sobre o meu tema! Adorei a história, bem distópica mesmo, e ótima de se ler! Coitado do seu Babé kkkk… Gostei do desenvolvimento e do rumo que a história tomou. Parabéns pela obra !

  23. Gilson Raimundo
    17 de abril de 2015

    O poder para o povo e pelo povo. Não acredito muito nisso não, infelizmente as pessoas em sua maioria são individualista, se unem em sociedades mais não querem ter que colaborar. Pão e circo seria o mais correto, enquanto existir comida na mesa e uma tv ligada as pessoas serão felizes, rompantes rebeldes acontecem apenas quando orquestrado por alguma rede de informação, os heróis de ontem sempre serão os bandidos de amanhã, o povo vez por outra toma o poder dando-o de presente a algum espertalhão de plantão.

  24. Jowilton Amaral da Costa
    15 de abril de 2015

    Muito bom. Não tem como não associar, ao ler este tipo de conto, ao livro 1984, um clássico da distopia. O conto foi muito bem conduzido e muito verossímil. O autor parece dominar o assunto e as técnicas de escrita. Parabéns e boa sorte.

  25. simoni dário
    15 de abril de 2015

    Depois de uma certa Revolução, Malaika viveu na prática uma sociedade, digamos, Utópica, e acabou Distópica. O texto é uma narrativa, lembra às vezes uma matéria de revista. Está bom, mas não empolga muito, faltou, na minha opinião, mais novidade, não acontece muita coisa diferente. A busca por respostas e as reflexões do personagem estão boas, e a sede de mudanças por uma sociedade transparente e democrática também. Só penso que o desenvolvimento podia mostrar argumentos mais fortes e mais convincentes.
    Ainda assim é um bom conto! Boa sorte!

  26. rubemcabral
    15 de abril de 2015

    Um bom conto distópico. Quanto à escrita, achei que algumas vírgulas foram excessivas, mas gostei do todo.

    Apenas achei que faltaram algumas descrições mais caprichadas, que permitissem ao leitor visualizar melhor o futuro distópico. Penso também que a tal revolução Fundacionista não diferiu muito das ditaduras comunistas, gostaria de ter lido algo um pouco diferente sobre o tema.

  27. Anorkinda Neide
    15 de abril de 2015

    Também sensacional… esse desafio está dificílimo!! hehehe
    A história foi conquistando de forma deliciosa, eu diria… uma leitura que dá prazer.
    Obrigada por ela. E quantos anseios identificáveis ali… realmente um belo trabalho.

    Boa sorte

  28. mariasantino1
    14 de abril de 2015

    Bom desafio para você.

    Eu queria ter escrito seu texto, autor(a), porque tem tudo que gosto nele. O clima conspiratório, o trato em SER humano, a humanidade… enfim. Victor Hugo era um revolucionário, e isso me encanta demais. Os personagens reais, o drama e força como visto no Corcunda de Notre Dame que não fala só de uma historinha. Esses alcances é que são importantes e fazem das obras algo atemporal, porque o ser humano é vivo, luta, é impetuoso e imprevisível (a vida é imprevisível). Não gosto de falar sobre política, mas confesso que algumas coisas dão nojo de se ver. Muitas pessoas falando de livros de histórias nas redes sociais, em coxinhas e afins. Mas, falando só por mim, o FHC foi um ótimo representante, uma vez que se estabilizou a economia e conteve gastos para mantê-la. Depois veio outro governo para gozar dos lucros amarrando as pessoas. Odeio ver essa sujeirada toda de corrupção, veja que nessas ONG’s (papa grana), as pessoas “beneficiadas” não tem toda dentição (algumas), mal são alfabetizadas (dentre outras coisas — só um exemplo), então algo falta aí. O que quero dizer mesmo, além do que já falei, é que em qualquer sistema governamental, a corrupção CAGA tudo. O desvio de verba para os menos favorecidos impede avanços. Em meu Estado (Amazonas) a Secretaria de Tecnologia e Ciência foi praticamente extinta, vê se pode isso? Se é ciência e tecnologia que se precisa para buscar novos meios e melhores gestão de recursos. Ai ai… Mas… Por Deus! Eu vim falar de falta de conduta e acabei me empolgando.

    Voltando, o seu conto evocou bons sentimentos em mim, e totalmente por questão de gosto eu me vi rilhando os dentes desejando essa revolução aí. Gostei de como o Seo Babé foi usado para repassar a trama. Toda condução, ainda que quisesse maior proximidade, me agradou muito, pois foi impossível ficar imune ao universo criado por você (que também remete a outros da literatura) e não perceber o alcance, uma vez que fala de política, de corrupção, de condicionamento ao ser humano e, por conseguinte, da sociedade. Gostei das linhas temporais gradativas que a trama vem crescendo e das abordagens políticas de modelos governamentais que dá para adequar o texto, mas o que vale mesmo ressaltar é a luta e resistência do ser humano.

    Média – Por questão de gosto pessoal, por achar o conto bem edificado com mensagem muito válida e pela força palpável da trama, a nota para será: 10 (dez)

  29. Andre Luiz
    13 de abril de 2015

    Nossa, caro Dominic Yago, tenho que te dizer que seu texto ganhou um 10. Assim, na lata mesmo. Toda a trama envolvida no tema que eu pessoalmente adoro, com um enredo muito interessante e um protagonista muito bem fundamentado. Seu texto possui muitos pontos altos e, mesmo sem nenhuma fala, consegue transmitir todas as emoções possíveis e imagináveis, bem como traduzir em ações os sentimentos dos personagens. A distopia em torno da cidade de Malaika(que, não sei porque lembrou-me a Malala – ganhadora do Nobel da paz) foi muito bem descrita e fez com que entrássemos na trama de cabeça, ao ponto de surpreender quando chega em “E é por isso que estou aqui agora, atrás desse muro, com um fuzil cruzado no peito, esperando a ordem para avançar.” Fantástico! Parabéns!

  30. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Quando pensamos em “distopia”, sempre associamos a controle governamental em nível global ou nacional que oprime populações constantemente e cassa seus direitos (ação da pesada mão do Estado). A abordagem do seu texto reduziu a distopia a um patamar municipal (uma metrópole, imagina-se), Malaika, o que chamou positivamente minha atenção. Ficamos sabendo do excessivo controle do Fundacionismo e suas estratégias tecnológicas que, sob a capa de proteção social, fazem opressiva vigilância. Outro fato é a FCS suprimir a democracia em nome da própria democracia — um claríssimo duplipensamento orwelliano presente, inclusive, em nosso Governo Federal.

    O leitor se permite construir cenários interpretativos para a presente trama: penso numa alusão direta a um desaparecimento ocorrido há dois anos (salvo engano). Eis a associação: Seu Babé (Amarildo) é capturado pela Polícia Comunitária (PM/RJ), ocasionando foco de protesto que gradativamente vem a crescer bastante — Gabriel, o primeiro a ousar protestar. Porém, autor(a), resolvi abandonar o simples devaneio por dois motivos: não acredito que a PM é uma organização fascista e, se eu continuasse com a fantasia na mente, teria de associar Gabriel e o narrador aos “revolucionários” que sequestraram para si a legítima indignação frente ao desaparecimento de Amarildo e a execução dele — os nossos xiítas e trotskistas de sempre (Gab não é um deles; Gab não se permite alienar).

    Um bom texto, autor(a). Não enxerguei erros ortográficos. Abraços, boa sorte neste desafio e continuemos a minar distopias (seja no papel ou fora dele).

  31. Fabio Baptista
    8 de abril de 2015

    Olá,

    Desculpe, autor… mas não gostei nem um pouco.

    Está muito bem escrito, gramaticalmente. Mas o jeito de contar a história deixou muito a desejar: não teve emoção alguma. Na maior parte do texto senti como se estivesse lendo um texto da wikipedia, tudo ficou muito “didático” ao descrever o cenário. O lance da abelha lembrou muito o tordo de jogos Vorazes e não apresentou nenhuma novidade dentro dessa temática que já está bem saturada (e da qual, confesso, nunca fui lá muito fã).

    Acredito que esse tenha caído na situação de “tema que não casou com o estilo do autor”. Mas, enfim… tenho que julgar o resultado final.

    Acho que seria melhor se o autor levasse mais para o lado humano da coisa, falando mais sobre o velho sequestrado, dando falas e personalidade a ele antes do ocorrido, para que nos apegassemos. Do jeito apresentado, ficou muito frio.

    NOTA: 5

  32. Claudia Roberta Angst
    8 de abril de 2015

    Não sei, mas o conto me soou um pouco panfletário, propaganda política do futuro. As distopias são, de um modo geral, caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, pelo controle da sociedade de forma opressiva. Tá, entendi isso. Logo, não havia como fugir desse clima opressor devido ao tema proposto. Nota-se que o autor pesquisou e ficou atento aos detalhes para criar uma narrativa coerente e com técnica apurada. A leitura, no entanto, não me cativou, pois senti uma certa frieza na trama. Questão subjetiva, mas que contamina minha avaliação do seu trabalho. Boa sorte!

  33. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Bom conto. Descreveu bem a opressão em uma sociedade. Parabéns e boa sorte.

  34. Marquidones Filho
    7 de abril de 2015

    Muito bom! A forma como a história ocorre, somada às explicações sobre os ocorrido, ajuda a criar um clima bem apropriado para o tema. O final deixou aquele gosto de “quero mais”, mas, para um conto, se encerrou bem. Parabéns.

  35. Jefferson Lemos
    6 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Firmeza? Que comecem os jogos! 😀

    Sobre a técnica.
    Boa, com certeza. Pausada em demasia em alguns momentos, mas ainda assim é boa. Gostei do conjunto todo, e apesar desse final em aberto, a qualidade permaneceu a mesma.

    Sobre o enredo.
    Futuro distópico sempre pode render algo interessante, e aqui não foi diferente. A história foi contada muito bem, tanto que entrei no mundo que você criou e nem percebi quando acabou. Fiquei com vontade de ler mais. O final em aberto dá margem a muitas coisas, e na maioria coisas boas. A simbologia que marca essas resistências também foi bem representada aqui. Muito bom.

    Sobre o tema.
    O tema foi ótimo, e o limite permitiu um bom espaço para trabalhar. Gostei do que você fez, no geral foi um texto muito bom.

    Nota:
    Técnica: 7,0
    Enredo: 8,0
    Tema: 9,0

    Parabéns e boa sorte!

  36. Brian Oliveira Lancaster
    6 de abril de 2015

    E: Conseguiu transmitir muito bem o cenário desejado. Não tão futurista e nem tão distante, quase uma realidade alternativa. Nota 9.

    G: O enredo é simples, olhando de forma direta, mas cativa. A história sendo contada pelo ponto de vista do personagem principal foi bem acertada. O clima de revolução e as explicações de seus sumiços foram os pontos altos, bem como o surgimento do símbolo. Nota 8.

    U: A meu ver, algumas vírgulas ficaram meio deslocadas, travando certas frases. De resto, nada me incomodou. Nota 8.

    A: Uma abordagem mais “pé no chão” para um tema tão em voga atualmente, mas o tom intimista casou bem ao estilo adotado. Nota 8.

    Média: 8.

  37. Alan Machado de Almeida
    5 de abril de 2015

    Bela ficção com embasamento politico. Gostei muito desse conto principalmente pelo relato da falsa democracia que imperava seu mundo. Parabéns.

  38. Rafael Magiolino
    5 de abril de 2015

    A visão de mundo transmitida pelo autor me agradou. Consegui visualizar muito bem os cenários e como seria viver em tal local.

    No entanto, o autor não desfrutou totalmente de sua criatividade. Utilizou um enredo similar a muitos outros encontrados em filmes e livros antigos. Implementou uma espécie de ditadura, não inovando no que poderia, mesmo se aproveitando de um clichê.

    Abraço e boa sorte!

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Publicado às 4 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .