EntreContos

Detox Literário.

O Temor de um robô (Jefferson Lemos)

Bad Robot

Hoje fui capaz de vislumbrar o passado

E por um momento fitei a existência transgressora

Havia carne nos ossos e circuito nas mãos

Eram todos felizes e pareciam pessoas

 

Quando abro os olhos perscruto o presente

Circuitos nos ossos e aço nos dentes

Quem me dera ser de novo humanoide

Confrontando a amargura de ser um androide

 

Informações percorrendo por dentro de fios

Seguindo o fluxo como de um rio

Interação instantânea através de sinal

Sintomas latentes de inteligência artificial

 

O ácido corrói e o sentimento mata

Mazelando linhas pela face sulcada

O sistema acusou vazamento no rotor

Mas eram apenas lágrimas, o temor de um robô

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28 comentários em “O Temor de um robô (Jefferson Lemos)

  1. mariasantino1
    9 de maio de 2015

    Hey, só conhecia as duas primeiras estrofes. Ficou bom, bem legal mesmo e como você mesmo disse, não tem muito esse seguimento sci-fi pra palavras rimadas.
    Parabéns!

  2. Leonardo Jardim
    7 de maio de 2015

    Fala JC, como sempre de mimimi, hehe. Fez um poema sci-fi muito legal. Gostei muito da dicotomia de “carne nos ossos e circuito nas mãos” com “circuitos nos ossos e aço nos dentes”. As rimas ficaram boas na maioria (não sou contra elas, até gosto), só não gostei de mata/sulcada. Os últimos dois versos são a cereja do bolo. Abraços.

    • Jefferson Lemos
      7 de maio de 2015

      Não, é que eu sou um cara realista. Hahaha
      Que bom que curtiu. Eu gostei tanto que estou até fazendo outros. Algum dia sai um bom… hehe

      Abração!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    6 de maio de 2015

    Tá bom sim, passa sentimento e tem um ótimo ritmo. As duas últimas estrofes estão excelentes, na minha opinião. Abraços.

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Opa! Valeu, Jowilton! É tentando e acertando (?) rs

      Abraço!

  4. Neusa Maria Fontolan
    6 de maio de 2015

    Mandou bem Jefferson, acho que estava escondendo o jogo.

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Que nada, Neusa. Sou apenas realista. rs

      Obrigado pelo comentário!

  5. Anorkinda Neide
    6 de maio de 2015

    Guri.. grandes textos já li de ti e agora uma grande poesia!
    Muito maravilhosa, sem tirar nem por… quer dizer, eu tiraria aquele ‘mas’ do último verso.
    inclusive pra ficar mais poético, lânguido… trocaria apenas lágrimas de lugar, assim:
    ‘Eram lágrimas apenas, o temor de um robô’

    Maravilhoso o fechamento, pode ser algo simplório e talvez o titulo pudesse ser outro q nao entregasse o fechamento.
    Mas é só pra dar pitaco, pq o trem tá ótimo!
    Parabéns!

    Percebi que o primeiro parágrafo não tem rimas e depois, tenho certeza q aconteceu o seguinte, tu entrou no ritmo do poema e foi dando rima quase q automaticamente. Tô certa ou tô errada?

    abração, sou sua fã!

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Obrigado, Kinda!
      Vou pegar umas dicas com você depois. Isso ai que eu fiz foi culpa da Maria, ela que me incentivou. Culpem ela. Haha

  6. Ricardo Gnecco Falco
    6 de maio de 2015

    A Claudinha definiu bem o meu sentimento, Jeff. Ficou interessante este paradoxo de bites e sentimentos. A água enferruja e, ao mesmo tempo, “desmaquinariza” um robô.
    Mas não este robô. 😉
    Parabéns!

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Fala aí, Ricardo!
      Obrigado pelo comentário. Foi o que eu quis passar, o robô capaz de sentir.

  7. José Leonardo
    5 de maio de 2015

    Olá, meio-xará JC. Cara, nunca pensei que um bom sci-fi podia virar versos (ou certamente estou muito fraco quanto a devorar poesia…). Te dou uma sugestão: que tal outro “científica” adicionando Cthulhu, Dagon ou Sothoth? Aposto que ficará joinha como este!
    Abraços.

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Fala, JL!

      Pior que eu fiz mesmo, viu. Hahahá
      Tenho que parar de passar essas vergonhas.

  8. Wender Lemes
    5 de maio de 2015

    Mais um poema em que o sentido praticamente nos faz esquecer que há rimas. A imagem transitando no tempo é bem legal. Acho que está no caminho certo, parabéns!

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Valeu pelo comentário, Wender! Vou continuar trilhando esse caminho, então. Hehe

  9. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    5 de maio de 2015

    Lembrei de mais uma referência boa para ritmo: O corvo, de Edgar Alan Poe.

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    5 de maio de 2015

    Nem sabia que tinha esse setor por aqui! A poesia foi meu início e nesse início ela jorrava sem controle, com ou sem rima. Agora parece que perdi a prática, mas no que tenho a oportunidade de colocar em versos, tento fugir ao máximo da prosa e tento (sempre frustrado) colocar música. No seu caso, essa iniciativa de poetar a ficção científica foi bem sucedida e se você se desprender de algumas amarras, já que sua prosa é bem poética, a sua poesia vai ser música para os olhos. Parabéns pela cadência que leva a máquina a ter sentimentos de forma tão intensae sutil ao mesmo tempo. Se você não quiser colocar rimas, não há problema, e, dentro do que identificar como seu estilo, use e abuse da licença poética, nossa salvadora; ela adora ser usada e abusada! Sugestão de pesquisa: Carlos Drumond de Andrade, Jão Cabral de Melo Neto e Cecília Meireles, recomendo também Ana Carol Machado e Morphine Epiphany, as duas do Recanto das Letras.

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Grande Carlos!

      Obrigado pelo comentário e pelas dicas. Estou precisando de coisas novas mesmo. E se forem sair muitas poesias de mim, nenhuma será desse mundo. Heheh

  11. Cácia Leal
    5 de maio de 2015

    Eu gostei, Jefferson. E não, não ficou em último lugar. Ficou meio que um conto em forma de poema, mas ficou legal. Acho que vc deveria trabalhar mais a pontuação, não que seja obrigatório na linguagem poética, mas que melhoria o ritmo de seu trabalho. Ficou muito bom mesmo… parabéns!

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Anotado! Achava que poesia tinha muitas regras, mas olhando de perto não é nenhum bicho de sete cabeças.
      Vou arriscar mais e ficar ligado na cadência. 🙂

      Obrigado pelo comentário.

  12. Sidney Muniz
    5 de maio de 2015

    algumas “cadas” – leia-se sacadas… risos

  13. Sidney Muniz
    5 de maio de 2015

    Eu gostei, mas não sou poeta e pouco sei sobre isso… Mas gosto de brincar também, por isso mandei uma poesia minha dos anos 50.

    Bom, acho que o principal aqui na sua poesia foi a criatividade e algumas cadas muito inteligentes em alguns versos.

    Não gostei muito de “O acido corrói e o sentimento mata” e algumas rimas soaram meio forçadas. Acho que poesia não deve ser só rimas, sabe, mesmo que eu as use sempre… risos. Mas preciso amadurecer muito nessa arte “a poesia”, e ela já não me apetece tanto, como me instigava há anos atrás.

    Bom,

    Acho que a poesia aqui também tem que evoluir, mas é um excelente começo JC.

    Ah, e o Fábio rimou de propósito?

    “(sinal/artificial). Mas gostei no geral.” – risos…

    Um forte abraço!

    • Fabio Baptista
      5 de maio de 2015

      Pior que não! Foi sem querer. kkkkkkkkkk

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Obrigado pelo comentário, Sid! É errando e aprendendo. Um dia, talvez, eu pego o jeito. Rs

  14. Fabio Baptista
    5 de maio de 2015

    Nada mal para uma primeira tentativa, hein? kkkkkkk

    Não curti muito algumas rimas, principalmente (sinal/artificial).

    Mas gostei no geral.

    Abraço!

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      Convivendo muito com vocês, acaba aprendendo. Haha

      Espero fazer melhores em breve. Vou até tentar alguma ainda hoje. Hehe

      Abraço!

  15. Claudia Roberta Angst
    5 de maio de 2015

    Sem rimas emparelhadas ou certinhas. Ufa! Uma pequena narrativa partilhada em versos. O tema futurístico pode, a princípio, passar uma certa frieza. No entanto, ao fim do poema, percebemos a sensibilidade de que até um robô é capaz de ter. Valeu a tentativa! Gostei.

    • JC Lemos
      7 de maio de 2015

      A Clau falando isso, eu até fico achando que fiz um bom trabalho. Hahaha

      Obrigado pelo comentário e pelo apoio. 🙂

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Informação

Publicado às 5 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .