EntreContos

Literatura que desafia.

Resultados do Desafio Multi Temas

A 3d rendering

Caros participantes, amigos e curiosos de sempre.

Seguramente, um desafio que exigiu muito da criatividade de nossos autores e leitores.

Bem lembramos que os temas e limites foram sugeridos pelos próprios participantes e sorteados logo em seguida. A lista abaixo demonstra as sugestões e os temas recebidos por cada um.

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Ao final, foram trinta e nove os textos inscritos. A tabela abaixo contém os contos, os pseudônimos e os nomes verdadeiros de cada participante:

autorias

Ao cabo, foram mais de mil e seiscentos comentários, o que comprova a eficácia do sistema “no escuro”. Apenas DOIS participantes foram desclassificados!

comments_multitemas

Por derradeiro, a pontuação final, já desconsiderados os contos eliminados.

votos_multitemas2

Como vencedor, a fantástica história de um Sherlock Holmes apaulistado: “Um Estudo Em Nunca Fui Santa“, de Fabio Baptista. Nada menos do que QUINZE notas dez, num total de 335 pontos e 8,59 de média. Sim, Fabio, solte os rojões, esmurre as paredes com alegria! Depois de chegar perto tantas vezes, eis que, finalmente (até porque dona Sônia não participou) você conseguiu!

Seguimos pela linha amarela, até a estação Butantã e de lá pegamos o ônibus intermunicipal, rumo a Osasco. Por sorte estava razoavelmente vazio, então paguei a passagem e segui para tomar assento ao fundo. Sherlock, no entanto, parou à catraca e deu início a uma inusitada conversa com o cobrador. Cerca de cinco minutos e algumas boas gargalhadas depois ele veio sentar-se a meu lado.

— Veja que falta de sorte, meu caro Watson… Wesley, o gentil cobrador com quem conversava, trabalha há apenas duas semanas nessa linha e nunca viu a Rosilene.

Em segundo lugar, com 311 pontos, e 7,97 de média “A Rua das Assombrações“, do igualmente reconhecido Jefferson Reis:

“Quando Dona Márcia veio nos trazer suco e biscoitos, não aguentei e deixei escapar uma pergunta, sob o olhar fulminante de Lucas:

– Dona Márcia, a senhora sabe alguma coisa sobre a casa amarela, na Rua das Assombrações?

A mulher me olhou apreensiva, depois fitou a chuva lá fora.

– Ah, meu filho. Faz tanto tempo. Eu era uma mocinha. Tinha um casal que morava ali com a filha, Seu Eugênio e Dona Olívia. A menina se chamava Marina, era calada e esquisita. Às vezes pulava a janela do quarto durante a noite e saia zanzando como uma louca perdida. Bem, louca ela era. Perdida também. Desapareceu. Foi um escândalo na época. Todos ajudaram a procurar, mas jamais foi encontrada. Seu Eugênio e Dona Olívia foram embora desolados e nem mesmo viram o pântano que tudo aquilo virou.”

E, por fim, completando o pódio, com 306 pontos e 7,85 de média, mantendo o alto padrão do desafio anterior, o conto “Meu Querido Pai“, de Pedro Luna:

“O pai se virou e Téo notou a camisa molhada na linha da sua cintura e um alicate na mão esquerda. Logo em seguida, olhou para o seu rosto e procurou tentar adivinhar como estaria se sentindo. O pai não era tão velho, mas já tinha alguns cabelos brancos e diversas linhas de expressão marcando o rosto. A posição dessas linhas mudava para um formato característico, formando um V bem no centro da testa, quando ele estava com raiva. Naquele momento, as linhas não formavam a letra e por isso tudo parecia estar bem. Mesmo assim, Téo estava nervoso. Ansioso para falar, mas ao mesmo tempo apreensivo. Uma terrível sensação e o velho percebeu logo.

– O que você quer me pedir? – Perguntou. – Vamos. Conheço essa sua cara. Fale logo.”

Só para lembrar, o campeão receberá um exemplar de “Clube da Insônia”, de Tico Santa Cruz, cortesia de nossa parceira Oasys Cultural.

Atendendo a pedidos, oferecemos aqui alguns prêmios honorários:

– O Troféu “Vamos-ter-que-aguentar-o-Fabio-mas-pelo-menos-ele-não-deve-vir-com-aquelas-sugestões-mirabolantes” vai para todos nós. Que Xerox Holmes nos proteja.

– O Troféu “Oráculo do EC” vai para o Jefferson Lemos, que adivinhou a autoria de diversos contos. A moderação chegou até mesmo a pensar que a conta do EC havia sido invadida!

– O Troféu “Mimimi” vai para o… ops, o Jefferson já ganhou um troféu. Então, esse prêmio vai para todo mundo que fica pedindo para a moderação liberar notas, comentários e autorias antes do prazo estipulado no regulamento 😛

– O Troféu “Cazuza” de exagerado-é-uma-ova, vai para o Rick Falco, responsável por conferir ao Fabio o limite inacreditável de 50.000 palavras.

– O Troféu “Tio Patinhas” vai para o André Lima, que sugeriu o limite mais econômico do desafio – duzentas palavrinhas.

– O Troféu “Camufagem” vai para todo mundo que dizia não ter enviado contos, mas que permanecia discutindo e debatendo os textos até a madrugada no facebook.

– O Troféu “Papa Francisco” vai para o Wilson Barros Júnior e para o Vitor Leite, cujos teclados de seus respectivos computadores só permitem digitar as notas 9 e 10.

– O Troféu “Hammer Hand” vai para o Marquidones Morais, responsável pelo único zero do desafio.

– O Troféu “Pierre de Coubertin” vai para a Tamara Padilha e para o Gilson Raimundo, que comentaram todos os textos e votaram mesmo sem inscrever contos próprios.

 

Uma vez mais parabenizamos todos os participantes pela preocupação que demonstraram em dar o melhor de si, tanto na elaboração dos próprios contos, como principalmente nos comentários realizados. Este é verdadeiro espaço em que escritores ajudam outros escritores.

A partir de agora todos os comentários estão liberados.

Até o próximo desafio!

Equipe EntreContos.

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22 comentários em “Resultados do Desafio Multi Temas

  1. Marquidones Filho
    7 de maio de 2015

    Parabéns, Fábio, pela vitória, e parabéns a todos os demais participantes. Um desafio como esse é interessante pela enorme variedade de histórias que temos chance de ler. A criatividade de muitos foi excepcional, me surpreendi com muitos contos.

    Fora isso, temos aqui a oportunidade de pôr em prática e testar nossa técnica e criatividade perante outros, ver diferentes pontos de vista sobre uma mesma coisa e nos aperfeiçoarmos no processo. Além do mais, é muito bom ver potenciais escritores de novos títulos nacionais =)

  2. vozesfemininas
    3 de maio de 2015

    Republicou isso em vozesfemininase comentado:
    Eis o resultado do Desafio Entrecontos Multitemas

  3. Fabio Baptista
    1 de maio de 2015

    Em uma das sensacionais histórias do Sandman (Sonhos de uma Noite de Verão, eu acho… aliás, preciso reler TODOS esses gibis antes de morrer), Neil Gaiman diz através da boca de um de seus personagens: “O preço de se conseguir algo que se deseja é conseguir algo que um dia se desejou”… era algo assim.

    Estou mais ou menos com essa sensação.

    É o ciclo de que fala o budismo e outras religiões/correntes filosóficas? Acho que sim… acho que é ele mesmo.

    E o que fazer? Desapegar de tudo, deixar de desejar as coisas? Deixar de se importar, deixar de sofrer nas derrotas e comemorar as vitórias, dispensar a mesma indiferença aos eventos que fazem parar o tempo enquanto os anos passam? Matar o ego? Mesmo que isso fosse humanamente possível, será que seria o melhor caminho? Quão insossa a vida se tornaria?

    Filosofia de boteco numa hora dessas?

    Seriam as canecas de chopp do Bar do Alemão fazendo efeito?

    Elementar, meu caro… elementar!

    Mas… o que eu queria mesmo era agradecer todos vocês. É clichê e parece discurso de missa, mas não é. Essa convivência que nós temos aqui é muito legal. É uma harmonia rara de se ver, eu diria.

    E pedir desculpas, caso eu tenha sido rude ou injusto (provavelmente fui, sem querer) em algum comentário.

    Sobre o conto, muitos ficaram em dúvida se já estava na gaveta… sim! Mas só a metade do primeiro capítulo. Como o Rubão deduziu, esse conto era para uma coletânea da Editora Draco, sobre o “Sherlock Holmes”. Eu escrevi metade do primeiro capítulo à época (final do ano passado), mas percebi que a história exigiria muito mais palavras do que o limite estipulado para a coletânea (que era de 4.000 palavras se não me engano) e acabei desistindo.

    No final, foi a melhor coisa que poderia acontecer. E agora tenho cada vez mais certeza que as histórias têm uma época certa para serem escritas. Quando o Gustavo me passou o limite gigantesco (eu até perguntei se era 50.000 mesmo, porque a primeira impressão é a de que havia digitado um zero a mais), eu soube que era o tempo de escrever essa história.

    E fiz sem qualquer pretensão de vencer, pois imaginei que qualquer um que pegasse esse limite estaria fora do páreo, pois muitos são os fatores que acabam jogando contra. Dessa forma, fui escrevendo e escrevendo, sem me importar se era conto, novela ou romance. Só escrevendo e “incorporando” o Dr. Watson e tentando contar a história do melhor jeito possível. E deu muito trabalho, passei alguns dias com olheiras de urso panda por causa das madrugadas em frente ao Photoshop. Mas eu me diverti um bocado, ri sozinho várias vezes. E garanto que não teve um carácter desse texto que não tenha sido digitado com amor.

    Porra, eu tomei gosto pela literatura por causa do Sir Arthur Conan Doyle! O Cão dos Baskerville é uma das minhas histórias preferidas de todos os tempos.

    Eu precisei me esforçar muito, muito mesmo, para fazer algo que ao menos não envergonhasse a memória desse grande escritor.

    E fico extremamente feliz que vocês tenham gostado do resultado.

    Um grande abraço e que Deus abençoe todos nós.

  4. Bia Machado
    1 de maio de 2015

    Consegui também responder a todos os comentários no meu conto. Agradeço a todos que se dispuseram à leitura e comentário do meu texto, ajudaram muito! Quem quiser conferir, aqui está: https://entrecontos.com/2015/04/05/o-passado-e-um-viajante-das-estrelas-marillion/

  5. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    1 de maio de 2015

    Não sei se mais alguém vai passar por aqui, mas postei uma resposta para cada comentário no meu conto “Ás de espadas”. Se alguém quiser dar uma olhadinha vai lá: https://entrecontos.com/2015/04/04/as-de-espadas-cabeca-motor/ Deu vontade de retrabalhar ele. Todos os comentários foram pertinentes e valiosos; uma fortuna literária! Agradeço, sem ficar ninguém de fora, por tudo isso.

  6. Jefferson Reis
    30 de abril de 2015

    Fiquei surpreso com a segunda colocação. Escrevi “A Rua das Assombrações” bastante inspirado e gostei mesmo do conto, mas não achei que receberia tantos elogios. Imaginei que minha narrativa seria recebida como ingênua, simples demais ou clichê. Foi um risco que assumi, coisa que todo mundo que escreve e deseja mostrar seu trabalho precisa fazer. E como fiquei animado com a ótima recepção, os comentários e o nível do desafio. Percebo que os contistas estão cada vez melhores e apresentando um estilo próprio. Para mim, os desafios não significam disputa entre os participantes, mas a busca de escrever sobre temas com os quais nem sempre temos afinidade, tudo isso sem perder a essência da própria escrita, do próprio estilo.
    Dou meus parabéns a todos, em especial a Fabio Baptista, que quase me matou de susto com a quantidade de palavras que usou para escrever o divertido “Um Estudo Em Nunca Fui Santa”, mas que me levou a uma viagem incrível pela ficção. O conto “Meu Querido Pai” mereceu o pódio. Uma narrativa emocionante que me fez chorar. Também cito a estória de Wender Lemos. Quando terminei de ler “Azarão”, meu favorito, um UAL ecoava em minha mente. Outro que está entre meus favoritos é “O Alimentador de Lobos”, que deveria se transformar em um romance. “Ana Cristina Cesar” foi um desafio, um conto que li várias vezes.
    Termino agradecendo a todos por mais um emocionante desafio.

  7. Leonardo Jardim
    30 de abril de 2015

    Que baita desafio, hein!

    Em primeiro lugar: Parabéns, Fabio Baptista! Já merecia ter vencido outros desafios, mas foi melhor vencer nesse, um dos melhores (o melhor que participei). Em meio a muitos contos fantásticos, o seu se destacou com louvor e carisma. Quase alterei meus quesitos para te dar um dez, mas evitei fazer isso na grande maioria dos contos.

    Estendo os meus parabéns ao Jefferson Reis pelo fantástico “Rua das Assombrações”, um conto que gostaria de um dia ser capaz de escrever, ao JC Lemos pelo excelente (e polêmico) “Colifrenia”, ao Pedro Luna pelo tocante “Meu Querido Pai” (tem um episódio do novo seriado do Demolidor da Marvel que me lembrou desse texto), ao Rafael Sollberg pela Scarllet e o tatuí, ao Rodrigues por ter se virado muito bem com o tema louco, ao Tiago Volpato pelo ótimo miniconto (que zero injusto!), ao Wender Lemes pelo “Azarão” (que alguns atribuíram a mim), ao Fil Félix pelo conto divertido e à “tia” Bia Machado pela sua ficção espacial. Ah, também ao Fabio Almeida pelo “Ladrão de Almas”, uma pena que foi desclassificado.

    A quantidade de gente para dar parabéns evidencia a qualidade do certame (me contive, para não me estender muito, nos que receberam minha nota máxima — 9, mas muitos outros também mereciam). E, mais ainda, aumenta meu sentimento de deslocamento da posição do meu “Fantasma da Pracinha”. Reconheço os problemas do texto (e também algumas de suas virtudes) e ficaria muito feliz com um TOP 10. A quarta posição me deixou sem palavras, verdadeiramente emocionado. Só posso agradecer a todos que gostaram dele, aos que se emocionaram com a história que contei. E, mais ainda, às dicas e a todos os comentários recebidos. Gostei de todos eles, sem demagogia.

    Isso aqui já tá grande demais, mas não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim encontrar meio sem querer essa página e fazer parte desse grupo de pessoas talentosas e amigas na mesma medida. É meu quarto desafio e aprendi muito desde o primeiro.

    Grande abraço e que venha o próximo.

    PS.: Para quem não leu, escrevi um pouco mais sobre a dificuldade de criar meu conto e “justificando” alguns erros lá mesmo:
    https://entrecontos.com/2015/04/04/o-fantasma-da-pracinha-rui-barbosa/comment-page-1/#comment-23935

  8. Alan Machado de Almeida
    30 de abril de 2015

    No mês que vem vai ter de novo?

    • EntreContos
      30 de abril de 2015

      Claro, Alan. Em mais ou menos dez dias a gente deve ter novidades 🙂

  9. Fabio Baptista
    30 de abril de 2015

    Para quem não viu no Facebook, segue a minha reação ao receber a notícia da vitória:

    • rubemcabral
      30 de abril de 2015

      Hahahahaha!

      Parabéns, Fabão. Muito merecido! Foi, junto com A Rua das Assombrações, o meu conto preferido. Dada a extensão do conto, cheguei a pensar se originalmente você não o teria escrito para aquela coletânea da Draco sobre Sherlock Holmes.

  10. Gilson Raimundo
    29 de abril de 2015

    Muito bom este desafio que mostrou a grande capacidade dos diversos contistas, fomos presenteados com histórias fabulosas, enfim parabéns a todos…

  11. Pedro Luna
    29 de abril de 2015

    Que loucura!!!

    Parabéns para o Fabio e para todo mundo.

  12. Claudia Roberta Angst
    29 de abril de 2015

    Parabéns, Fabio Baptista. Como disse Gustavo, teremos de aguentar você e o seu ego, mas o que não se faz para manter paredes intactas? Mereceu! Agora quero discurso com agradecimentos emocionados, algumas lágrimas e a redenção da sua alma..kkkk. Parabéns a todos os participantes. Foi demais este desafio!

  13. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    29 de abril de 2015

    Nem ia falar nada, mas aí a Maria Santino falou… Então vou falar também… Do terceiro desafio que participei (aqui é o segundo, então foi em outro lugar) passei a dar total valor ao mundo das ideias e, se for o caso, à adequação ao tema, deixando em oitavo plano ortografia e gosto pessoal; esse passou a ser o meu estilo de comentar e votar. Porém (esse porém existe desde antes do Homem), percebo que mesmo assim um “julgamento” mais imparcial depende de como estou no momento da leitura, a não ser que seja um contão do naipe do meu vizinho Sherlock Holmes. Essa imparcialidade exige demais do leitor que julgará a obra. No segundo desafio que participei (ainda não foi aqui), o tema era livre e recebi um comentário que dizia que o leitor não gostou porque não é o seu estilo e ponto e esse era um dos votantes. Claro que não votou no meu e nem eu votaria nele, mas esse não é ponto. Porém (com certeza haverão muitos poréns ainda), se cada leitor julgar nossa obra com base em quesitos definidos, tipo no Carnaval, aí vira um concurso com o sério risco de a criatividade do escritor ser sobreposta pela criatividade do maquiador. Porém (esse porém não veio antes do Homem; ele é de agora), minha certeza é que cada um de nós fez o melhor que pode na análise, comentários e votação de acordo com seus critérios, que nem sempre são justos com o esforço alheio. Aí entra toda a complexidade de um gosto pessoal, convicção do que é importante na literatura e no desafio, qualidade dos contos, democracia e todas as infinitas possibilidades muito particulares. Nisso os comentários fechados cumprem sua missão. Em vários comentários discordei do autor e ainda assim briguei comigo mesmo para analisar o conto como conto; espero não ter ofendido ninguém e nem ser injusto. Isso é um risco que todos corremos ao analisar a obra de alguém e o escritor também corre esse mesmo risco do outro lado. Mas uma coisa me deixou chateado pra caramba: minha sugestão não virou conto! Eu aprendi a ler a sorte nas cartas (dá para ler no baralho comum também!) e jogar poker em um dia (espero ficar bem longe de uma mesa de poker!); será que a pessoa sorteada não poderia ser roqueira por um dia também? O nível por aqui é alto; a diferença de pontuação parece com a do Brasileirão do ano passado, onde você perde um jogo e cai oito posições ou ganha um e sobe dez. Hoje você está no G4, amanhã pode estar no Z4 rezando para não cair para a segundona. Esse espaço é uma terra fértil demais. Se as prateleiras das livrarias fossem assim…. Ia deixar um outro comentário de fora, mas não vou… Gosto de antologias de concursos literários e não é raro pensar algo do tipo: “Será que os jurados não leram direito o 3º colocado? Ele deveria ser o primeiro!” ou “Como esse conto é o 2º? Que critérios usaram para deixar o 8ª colocado lá embaixo e o 2º lá encima?” e numa leitura mais detalhada, mais imparcial, tentando encontrar alguma coisa que passou antes… em vários casos me deparei com elementos literários elitizados que fizeram contos “bobinhos” serem bem colocados. Por elitizados entendam algo do tipo: “preciso fazer faculdade de psicologia, de filosofia ou até de letras pra entender isso.” Talvez um curso com o autor dê mais resultado. Nada desse naipe encontrei aqui no Entre Contos e todos os comentários que recebi foram pertinentes e respeitosos, mostrando mais preocupação com a obra (credibilidade) do que com suas opiniões.Tudo isso é opinião particular e se apareceram polegares voltados para baixo eles fazem todo sentido.

  14. vitor leite
    29 de abril de 2015

    parabéns Fábio Baptista ainda mais porque com uma concorrência tão boa, conseguiste este merecido prémio. A minha primeira participação valeu bem e agora espero pôr em pratica o que aprendi com os comentários. parabéns a todos e obrigado

  15. Virginia
    29 de abril de 2015

    Muito legal! Não gostei muito do meu tema rsrs mas adorei o conto do tema que eu sugeri (Idade da Pedra), parabéns a quem escreveu! Parabéns ao vencedor também, claro, o conto de detetives ficou fantástico e eu adorei!

  16. Brian Oliveira Lancaster
    29 de abril de 2015

    Já falei muito na comunidade do Facebook, então aqui quero apenas dar os parabéns ao vencedor, muito merecido. E agradecer as leituras e críticas no meu texto, que subiu de posição graças aos leitores. Os comentários fechados são bons, mas causam mais taquicardia que trânsito. Curiosidade: também vim do RL, escrevo por lá há mais de dez anos.

  17. mariasantino1
    29 de abril de 2015

    Parabéns, Fábio Baptista! Achei ótimo que você levou o OURO dessa vez. Basta olhar para seu trabalho que não tem como ficar imune e passar as vistas sem ao menos arregalar os olhos diante de fotos, cartinhas, e, sobretudo as notícias modificadas. A gente acaba falando demais (entenda esse “a gente” por “eu”), mas o fato é que não é fácil oferecer algo assim num curto espaço de tempo e sei que EU não escreveria nada nem próximo ao que você escreveu. Parabénsm de verdade!

    Fico feliz também com a participação do Eduardo Selga que oferece tanto com os comentários dele (mais uma vez obrigada pela sensibilidade). Há muita imparcialidade e visão crítica nos comentários/avaliação, que (ao meu ver) não pretende agradar ou ofender a ninguém, mas está ligada à obra em si. Também fico igualmente feliz pela participação do JL que também soma, uma vez que ele sempre oferece algo diferente, quebrando padrões. Acredito que a recepção do texto também depende do leitor, não quero parecer ranzinza ou nada disso, mas eu jamais daria uma nota baixa para um texto onde tive alguma dificuldade pelo desconhecimento desse ou daquele termo, ou porque tive que demorar mais tempo nele “quebrando a cabeça” para desvendar as camadas e encontrar algum sentido. Respeito e entendo o sentido de democracia, até porque quero ter a minha opinião respeitada também, mas algumas notas para alguns textos, para mim foi, no mínimo, surpreendente.

    Mas… É momento de festa, de alegria (sim, é paráfrase da musiquinha da Xuxa. rsrs), então, mais uma vez parabéns ao vencedor, aos que participaram de forma ativa (Texto/Comentário) e a todos os leitores que ficam só olhando por nós. Gostaria de reforçar a importância desse exercício num país onde há tanto descaso. É sempre bom estar mantendo esse fluxo de “ENERGIA”

    Foi bom demais. Abraço assassino pra todos!

  18. simoni dário
    29 de abril de 2015

    Parabéns Fabio Baptista, participei do desafio pela segunda vez apenas, mas já me arrisco a dizer que talvez você seja um autor que precise de muitas palavras para chegar ao primeiro lugar! Merecidíssimo!
    Parabéns ao Entrecontos pela proposta de sortear os temas (graças a Deus que não saiu “cyberpunk” pra mim, só Ele sabe no que podia dar…), achei muito divertido participar. Também gostei muito dos comentários fechados, sem influências de alguns autores já consagrados, parece mais justo.
    Abraços a todos os participantes e até o próximo.

  19. José Leonardo
    29 de abril de 2015

    Parabéns ao Fabio Baptista pela grande vitória. Isso mostra que nada é impossível, principalmente quando se chega perto várias vezes e, em outras, muuuuito perto do troféu. Posso dizer que torcia para ele (pela perseverança e nível sempre alto da escrita) e pelos colegas de Recanto (Maria Santino — irmã de um estado-irmão —, Sidney, JC Lemos e Sollberg).

    Abraços a todos.

  20. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    29 de abril de 2015

    Que idéia genial essa de sortear os temas! Isso é um desafio desafiador! Pena que nem todos conseguiram participar. Foi divertido pesquisar para escrever sobre o tema, foi divertido ler tanto conto bom e mais divertido ainda ler os comentários que recebi (as aversões e as identificações). Justíssimo 1º lugar para o Sherlock Holmes da Praça da República, quese meu vizinho! Um tema ameno, com um limite de espaço quese sideral, sorteado para uma mente privilegiada só podia dar nisso! Gratidão é o que sinto por esse espaço e por todos dentro dele!

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Publicado às 29 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .