EntreContos

Detox Literário.

Meu querido, e amado, medo (Wallace Martins)

 

Medo. Oh Medo!

Porque diabos te desejo?

Tão alucinado se torna meu anseio,

Que me desespero!

 

Posso-lhes afirmar que a vida é engraçada e cheia de reviravoltas! Irei explicar o porquê dessa assertiva, contudo, preciso relatar o passado e vir trazendo à tona as mudanças que ocorreram em toda essa caminhada. Prometo tentar ser o mais breve possível.

Porém, antes de começarmos, uma pergunta: Não sentir medo é algo bom?

Pense sobre essa resposta no decorrer deste texto e, ao fim, me diga.

***

 

Capítulo I – Uma breve volta ao passado.

Quando mais jovem, acreditava ser um rapaz de sorte. Não tinha medo de nada, encarava qualquer desafio ou perigo, coragem era algo que tinha em abundância. Enquanto reparava em todas as pessoas o medo de algo, percebia que não tinha nenhum. Olha que ao redor existiam vários, desde fobias simples de animais e escuro à fobia de sangue, lugares fechados, altura e pessoas.

Em minha concepção, acreditava ser por conta de, constantemente, buscar uma explicação racional para tudo, até mesmo para o medo. Tinha sempre uma resposta pronta, analisava tudo sendo frio e calculista como um bom e velho cientista ou matemático que recorre à lógica. Por conta dessa forma de pensar, meu lado sentimental sempre foi deixado de lado, nunca dei qualquer atenção a ele por acreditar ser desnecessário, os sentidos, assim como os sentimentos, não são respostas precisas, nem sempre o que se vê ou ouve é, de fato, aquilo que se viu ou ouviu, por isso, por odiar incertezas, me afastava ao máximo das emoções.

Diante dessas escolhas, ouvi várias vezes de minha mãe, por exemplo, que ela tinha medo de mim, porque eu não demonstrava qualquer sentimento com a morte de entes queridos. Fora neste momento que uma voz apareceu dentro de minha mente e me fez as seguintes perguntas:

 

Porque você é assim, Max?

Porque não tem medo?

Qual o seu problema?

Porque não pode ser normal?

 

Essas singelas, porém inquietantes, indagações me motivaram a ir além de simples pesquisas na internet, significaram a minha escolha por psicologia como curso de graduação e toda uma especialização (pós e mestrado) no ramo de estudos e terapias para fobias. Todavia, a minha avidez por ambicionar sempre mais conhecimento, fez com que eu tivesse uma vasta biblioteca mental sobre medos, situações que poderiam desencadeá-los e os sintomas que acarretaria com aquela provocação fóbica.

No entanto, neste momento, você deve se perguntar: no que isso tem demais? Conhecer tão a fundo um assunto é ótimo, você poderá ajudar a qualquer pessoa a se tratar já que consegue observar tão bem todos estes pequenos detalhes.

Tudo na vida possui uma consequência, é como diz a lei de Newton: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”.          A resposta que me foi suscitada fora uma fobia, nada comum, chamada Afobia, onde a pessoa tem medo de não ter medo em situações onde ela deveria ter medo. Complexo, não? Acredito que seja melhor exemplificar do que, simplesmente, trazer diversos termos técnicos, pesquisas e números que, em minha opinião, mais complicará do que trará esclarecimento.

***

 

Capítulo II – O primeiro contato com a fobia.

 

E a minha vida de certeza,

Agora, faz da expressão “e se”,

Minha eterna companheira.

 

Era quarta-feira, dia 24 de junho. Uma noite de inverno como outra qualquer. Eu havia acabado de chegar do trabalho e estava a relaxar em meu sofá enquanto buscava algum filme, que não fosse repetido, nos canais pagos. Digo-lhe que se tornou uma tarefa, deveras, árdua, pois hoje em dia, a quantidade de filme de qualidade está escassa, sendo assim, estão sempre reprisando aqueles mesmos filmes, seja em um canal ou no outro, há um revezamento entre eles.

Por fim, consigo encontrar um que começará em 12 minutos, então resolvi ir até a cozinha pegar uma pipoca e um refrigerante para acompanhar o filme.

Chegando ao cômodo, vou até o armário, pego a pipoca, coloco-a dentro do micro-ondas, programo-o com o tempo que diz na embalagem e espero ficar pronto. Entretanto, cerca de um minuto, ou um minuto e meio, depois, a energia acabou.

Minha atitude, naquele momento, foi ir até a varanda do meu apartamento para ver se havia sido somente na minha casa ou os vizinhos também estavam sem luz, para a minha surpresa, o bairro todo estava sem eletricidade. Respirei fundo, nada se podia fazer naquele momento, então retornei ao meu sofá e fiquei sentado, por sorte, o tempo estava, um pouco, frio, típico do inverno.

Ao encarar o breu, uma parceira, que há tempos estava sumida, deu o ar de suas graças, indagando-me, mais uma vez:

Quantas pessoas poderiam estar em desespero neste momento?”

– De fato, muitas! Escotofobia é algo bem comum nos dias de hoje.

E por que você não sente medo? Por que tem de ser diferente?”

Eu tentei responder aquilo, contudo, as palavras começaram a embolar e fazer um nó em meio a minha garganta, meu cérebro, antes tão prestativo e eficiente em buscar respostas lógicas e precisas, agora era um emaranhado confuso de ideias picadas e avulsas que de nada servia para responder aquela pergunta. Ao mesmo tempo, meu corpo começava a transpirar frio, principalmente nas mãos, nos pés e na testa, meu corpo começava a formigar levemente nas pontas dos dedos das mãos e pés. Arrisco me levantar, no entanto, fraquejo e preciso me apoiar no sofá, minhas pernas não estão firmes o suficiente para sustentar meu peso. Aventuro-me a respirar fundo, a dificuldade é tamanha, mas, com grande pesar, consigo realizar o ato, até que, um barulho ecoa da cozinha para a sala e a voz torna a sussurrar em meu cérebro:

Um barulho como esse faria qualquer um tremer de medo, por que você não? Qualquer pessoa normal sentiria isso, o que vão pensar de ti, quando, em público isso ocorrer e você ser o único a estar imóvel, impassível, tranquilo como uma nuvem que baila aos céus”.

O coração começava a acelerar em um nível frenético, era o princípio de uma taquicardia, o ar já se tornava ainda mais difícil de ser puxado, me sento novamente no sofá, tentando relaxar para ver se isso melhora, mas quanto mais o tempo passa, pior vai ficando.

Um espectrofóbico, ao presenciar esse pequeno barulho, estaria desmaiado ao chão.”

A voz não se calava. O ar que inalava era pouco para oxigenar todo o corpo, os músculos estavam tensos demais. O coração palpitava a uma velocidade muito superior ao seu normal. Parecia que eu ia desmaiar. Meus olhos já estavam enxergando o cômodo meio turvo, quando, de repente, a eletricidade voltou e a sala clareou.

– Que sorte! – exclamei, em alívio.

Um riso, decepcionado, porém recheado de esperança, ecoou em minha mente.

***

 

Capítulo III – A aceitação.

Era uma tarde acalorada de setembro, não me recordo com precisão o dia, mas lembro-me da grande brincadeira do destino de ser, também, uma quarta-feira, como da primeira vez que presenciei a minha fobia. Estava no Restaurante São Bento, próximo ao meu apartamento. Apesar do nome nada criativo ou chamativo, a comida era maravilhosa, o atendimento de primeira e a variedade no cardápio de dar inveja em muitos concorrentes.

Sentei-me sozinho em uma mesa e peguei o cardápio, analisando todas as opções que poderia pedir. Depois de longos minutos decidindo, chamei o garçom:

– Pois não, senhor.

– Vou querer o Arroz branco à piamontese com o Filé à Parrilla e fritas, por favor.

– Para beber, senhor?

– Um vinho tinto suave.

– Sobremesa, senhor?

– Petit Gateau.

– Aceita algo para enquanto espera o prato chegar, senhor?

– Somente um copo d’água, meu caro.

– Certo, vou providenciar.

Cinco minutos depois estava com meu copo d’água em mãos. Não gostava de comer nada antes da refeição e a água me ajudava a ter um melhor paladar para apreciar a refeição.

Enquanto bebia em goles bem demorados e espaçados a água, observava os arredores. Em uma mesa havia um casal que, pela vestimenta e a forma como se portavam, eram dois executivos fugindo dos grandes centros e buscando um lugar mais calmo. Na outra, eram dois jovens, aparentavam ter entre 21 e 25 anos, os dois, pelo sorriso no rosto e o brilho nos olhos, comemoravam o aniversário de namoro, até porque, ele havia a trago um buquê de rosas. Por fim, na terceira mesa, havia três belas moças, duas com cabelos castanhos, sendo que o de uma delas era encaracolado e da outra liso, mas ambos lindos e em perfeita harmonia com o formato de seus rostos; a terceira era loira e, se minha visão não me enganou, seus olhos eram verdes claros, o sonho de muitos homens, qualquer uma das três. Na parede próxima a moça, um relógio daqueles bem antigos, provável que um pertence que está a gerações na família do dono do estabelecimento. Do lado contrário a elas, a televisão que passava a novela.

Mesmo analisando a todos esses detalhes, meus olhos insistiram a retornar as três moças, que agora, sorriam descontraidamente, algo raro em minha vida, mas que isso não vem ao caso. No entanto, observar essa cena, desencadeou um fato completamente antagônico ao delas, a voz, novamente, soou em minha mente:

Eu sei que já percebeu dezenas de fatos que poderiam desencadear uma fobia aqui, por que nenhum deles lhe afeta?”

E isso era verdade, existiam muitos detalhes que poderiam despertar um ataque fóbico naquele momento.

Podemos começar por um simples: o relógio. Existe uma fobia que tem medos de relógio, não existe?”

– Sim, existe. – busquei responder o mais baixo possível para que ninguém reparasse que eu falava sozinho.

Cronomentrofobia. E agora, falando tão baixo para que ninguém lhe escute. Catagelofobia, novamente, isso também não lhe afeta, Max, por quê? Diga-me, por qual motivo tem sempre que ser o estranho? Acredita que isso não afetaria aquela moça de cabelos encaracolados? Ou então o rapaz com a namorada? Posso lhe afirmar que afetaria, somente você que não é afetado”

Sem que eu pudesse controlar, o suor frio começa a escorrer pela minha face. Meu rosto vai mudando de cor, tornando-se pálido, cadavérico. As náuseas começam e fazem meu estomago ficar tão revolto quanto o oceano em um dia tempestuoso.

Emetofobia, lembra-se? Não vá vomitar, somente de pensar nisso, pessoas podem até desmaiar.”

– Cale a boca! – a voz saiu um pouco mais alto e tremula do que imaginei, algumas pessoas olharam ao redor, mas não conseguiram perceber que tinha sido, de fato, eu quem falei, ou, pelo menos, eu acho que não, não posso ter precisão nessa assertiva.

Meus músculos começavam a enrijecer, minha frequência cardíaca devia estar chegando à velocidade de um caça prestes a romper a barreira do som.

Levantei, cambaleando e me direcionei até ao banheiro. Algumas pessoas me olharam e isso fez com que tudo ficasse ainda pior. Minha cabeça começava a querer girar e minhas vistas indicavam que iriam escurecer logo menos, minhas pernas iam perdendo a força a cada passo, todavia, a voz em minha mente, somente ganhava espaço:

Escopofobia. Olhem essas pessoas lhe olhando, imagine o desespero de quem sofre disso. Já atendeu três pacientes com essa fobia, se lembra? Como era mesmo o nome deles? Igor, Priscila e Fernando. Isso mesmo, o pior caso era da Priscila, em seu auge, nem ela mesma, diante do espelho, poderia observá-la. Pobre menina! O fim foi trágico, coitadinha.”

O sorriso sarcástico ribombou em minha mente.

A guerra para chegar até o banheiro foi duradoura e deveras árdua, no entanto, consegui vencê-la e, ao olhar-me no espelho, automaticamente, pude perceber tudo que Priscila sentia, eu sabia todos os sintomas dessas e outras fobias. O vômito veio logo em seguida e, logo assim, um dos garçons entrou no banheiro para verificar se eu estava bem:

– Quer que chame uma ambulância, senhor?

– Não, não precisa, foi somente uma pequena náusea que tive, por conta de um remédio que estive tomando no decorrer desta semana, logo estarei melhor, obrigado por sua preocupação.

– Tudo bem, senhor, qualquer coisa, nos avise que iremos pedir socorro.

– Certo, meu caro, mais uma vez, muito obrigado.

– Nada foi nada, senhor.

Ao que ele foi embora, minha mente, agora sozinha, sem precisar da voz como guia, começou a perceber e sofrer os efeitos dos artefatos causadores de fobias presentes naquele local.

O espelho me lembrou da catoptrofobia, o medo irracional de espelhos, o que me fez cambalear e sentar no banheiro, com as vistas, praticamente, escuras, somente ouvindo aquele riso irônico e vitorioso na minha cabeça, por fim, ela disse as últimas palavras nas quais me lembro daquela noite:

Nunca se perguntou o porquê não tem medo do seu conhecimento todo? Olha o que ele faz com você. Epistemofobia não é tão incomum assim, você já deveria tê-la desenvolvido, afinal, qualquer pessoa normal, em seu lugar, já teria a adquirido há muito tempo…”

Depois disso, não me lembro de mais nada.

***

Ao acordar, deparo-me com um quarto branco de hospital.

Uma enfermeira e um médico estão ao meu lado.

– Bom dia, Max. – disse o médico.

– Bom dia, senhor. – respondi em conjunto com que esfregava meus olhos irritados pela luz do lugar. – Pelo visto estou em um hospital, por quê?

– O Senhor desmaiou no Restaurante São Bento, um dos clientes o encontrou, chamou a ambulância e o trouxemos para cá. – explicou, já emendando com uma pergunta: – Sabe a causa do seu desmaio? Vi em seus documentos que é psicólogo, já até mesmo cheguei a ler alguns dos seus trabalhos sobre fobia, o que aconteceu para desmaiar e vomitar daquele jeito?

– Por mais irônico que possa parecer, senhor, estou sofrendo de Afobia.

– Afobia? – indagou curioso.

– Sim, uma fobia onde você tem medo de não ter medo em momentos que deveria tê-los. Confuso, eu sei, mas, por exemplo: Uma pessoa com medo de cobras, se uma cobra aparecer, ela teria medo, certo?

– Certo.

– Então, uma pessoa com a fobia que eu tenho, fica se perguntando por qual motivo ela não tem medo daquela cobra como as outras pessoas que tem medo, nisso desenvolve um medo por não sentir aquele medo, entendeu?

– De fato, complexo, mas compreendi. – ele respirou fundo e, então, prosseguiu: – Terei que encaminhá-lo para o centro de tratamento psicológico do hospital para que eles possam fazer os exames e determinar o melhor tratamento para você, tudo bem?

– Perfeito, senhor!

E ele saiu do quarto, indo realizar todas as papeladas para me conduzir a ser tratado por pessoas com a mesma formação que eu, ou pior, que aprenderam com muitos trabalhos acadêmicos nos quais eu escrevi.

Irônico não?

***

 

Capítulo IV – O centro de tratamento.

E aqui estou eu, tratando-me com duas colegas de faculdade e uma jovem que se formou faz alguns anos e usou diversos textos meus para embasar o seu trabalho de conclusão de curso.

Aos poucos estou conseguindo controlar a voz em minha mente e não deixando com que ela domine os meus sentidos e faça com que eu desencadeie os sintomas da minha fobia, afinal, se eu não tenho medo, por que preciso ter medo de não ter medo? Sendo assim, retorno a pergunta que fiz no começo de toda essa história:

– Não sentir medo é algo bom?

 

A sabedoria é uma dádiva ou uma praga,

Que te arruína ou te salva,

Depende somente em que dosagem foi medicada.

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31 comentários em “Meu querido, e amado, medo (Wallace Martins)

  1. Lucas Lopes
    13 de junho de 2015

    Wall, o tema abordado é ótimo, parabéns pela escolha. Encontrei vários erros de português, mas sei que você sabe usar bem nossa língua. Achei os diálogos desnecessários, pouco contribuíram para o entendimento do conto. Gostei do diálogo com o leitor durante o conto, porém no início poderia ser melhor formulado. Você também detalha demais em alguns trechos do enredo, talvez tenha sido necessário para o desenrolar da história eu possa ter deixado isso passar. Um bom tema, uma abordagem boa (que pode ser muito melhorada), pecados na escrita (que eu sei que você não cometeria normalmente) e pequenos deslises no desenvolvimento do texto. Difícil de avaliar, mas termino com uma avaliação positiva por saber do seu potencial.

  2. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    Mas uma grande, divina, indagação! A fobia é boa, a fobia é má? É boa-má? Ursula Le Guin falou, através de seu personagem Therem Harth Rem Ir Estraven: “Medo e fogo: bons escravos, maus senhores.”

    Por exemplo, um cara famoso como Belchior não tem medo de nada, mas só quando está sobre as luzes. Fora delas, como um punhal que corta, o medo anda por dentro do seu coração. Mas veja, aí está a beleza da coisa: se ele não tivesse medo de avião, não teria segurado na mão dela.

    Achei a trama do seu conto muito bem urdida, e os diálogos estão de primeira. No poema, a palavra “sabedoria” poderia até ser substituída por “medo”. É claro, percebi que você estava parafraseando o grande Paracelso, “A dose faz o veneno.” Gostei muito do seu conto, a história me deixou intrigado, e por isso quero revelar-lhe minha fobia: é a de não conseguir manter sob controle, ou pelo menos disfarçar, minhas inúmeras fobias. Um grande abraço, Señor Montenegro.

  3. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)
    Gostei da narrativa, que mostra em vez de apenas contar (que foi algo que me incomodou em muitos outros textos), apesar de ter achado exagerada a descrição do restaurante. Porém, reparei que seu texto possui um excesso de vírgulas (incluindo o título), e nos últimos parágrafos do capítulo 2 você foi incoerente com os tempos verbais. O poema deu a impressão de ter sido incluído apenas por exigência, porém, a fobia retratada é muito interessante.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    A relação entre o personagem e a voz foi interessante, assim como o fato de essa voz citar, a todo momento, as mais diversas fobias, demonstrando todo o conhecimento que o personagem tinha sobre o assunto. A característica paradoxal da afobia deu um tom interessante ao conto.

    3 – Criatividade (2/3)
    Não achei estupendamente criativo, porém tampouco clichê. Como já disse, o uso da afobia tornou o conto interessante.

  4. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Gostei de algumas partes, outras nem tanto, talvez pelo cansaço da leitura. Esse foi um dos contos que li há alguns dias, deixei um comentário escrito em bloco de notas e hoje estou revendo, mas no caso desse conto, uma releitura rápida foi o suficiente para definitivamente ver que o conto não me gerou simpatia como um todo, apesar da ideia ser boa. Faltou um pouco de revisão, também.

  5. Felipe T.S
    13 de junho de 2015

    Não gostei.

    Apesar da ideia boa, acredito que o autor errou aqui na forma construiu e narrou o conto. Achei um texto chato, cansativo, com explicações por demais e sem um fio condutor. A divisão dos fatos precisa ser revista, assim como o desfecho que parece ter sido escrito as pressas. Infelizmente é o tipo de texto de que parece não ter muito a dizer.

    Creio que repensar no propósito da escrita seja um bom caminho para aproveitar a excelente ideia de fobia que você tem. É só ler as dicas dos amigos e tentar de novo, afinal, não escrevemos apenas para o desafio.

    Abraço e sorte!

  6. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Cirilo!
    Baita conto, especialmente pelo fato de o protagonista estar consciente de todas as questões durante todo o tempo. Um conto muito lúcido, posso dizer.
    Gostei que tenhas divagado por várias fobias e gostei de conhecer a afobia, interessante o medo de não sentir medo. Eu conhecia a fobofobia, o medo de ter medo. Que coisa complexa essa mente humana!
    Também foi interessante e, como o próprio protagonista aponta, irônico o fato de ele ser tratado a partir de seus estudos.
    Achei as descrições dos ataques fóbicos perfeitos, em uma crescente que pôs o leitor dentro do ataque. E adorei a clareza da narrativa, oscilando entre o cara e a própria voz fóbica. Cheguei a imaginar uma voz demoníaca estridente sussurrada.
    Parabéns e boa sorte.

  7. Jowilton Amaral da Costa
    12 de junho de 2015

    Não gostei muito não. Achei a narrativa enfadonha, pouco fluida e muito explicativa. Os diálogos também não me agradaram. A fobia é interessante, no entanto, a forma como a história foi contada não me agradou. O peculiar da afobia é que quem a tem acaba tendo medo de tudo. Boa sorte.

  8. vitor leite
    12 de junho de 2015

    gostei, penso que apesar de bem escrito tem pontas soltas, talvez precise de mais palavras para dar seguimento a alguns pontos do conto. A poesia não me pareceu bem, talvez ofuscada pelo texto, mas de qualquer modo, muitos parabéns. Nota máxima

  9. mariasantino1
    12 de junho de 2015

    Olá! Nos conhecemos de outros carnavais?

    ↓ Não costumo gostar de contos que falam com o leitor, me irritam até, e nesse aqui não foi diferente. A conversa com leitor, dentre outras coisas retira um pouco a vontade de seguir desvendando junto como num pacto (Éh, frescurite minha mesmo), porque meio que antecede o que virá. A ideia é boa demais, mas achei a forma que foi conduzida um pouco dura e distante. Os diálogos são igualmente duros e corridos até. As vozes também são interessantes, mas não engrenou nem me instigou. Os deslizes gramaticais foram percebidos, mas os colegas já apontaram.

    ↑ Ideia diferente. Tem uns bons flash que auxiliam na edificação do personagem para o leitor, e isso é muito bom.

    Boa sorte. Abraço!

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    12 de junho de 2015

    Cirilo, caro cientista da mente, gosto quando o autor fala comigo! Tenho uma colega de trabalho que só não gosta de Machado de Assis porque ele falou com ela enquanto lia! Só por isso! Será que é uma fobia que ela tem? Passei o conto todo achando que o Max era esquizofrênico, com essas vozes na cabeça, ao mesmo tempo que me lamentava por você não ter pesquisado mais sobre essas vozes da esquizofrenia. Mas que alegria senti quando você esclareceu tudo para o médico. E por falar nisso, o fato do Max não chamar o médico de “doutor” faz parte da fobia dele? Esse seu conto, além de trazer um mini guia de fobias, me surpreendeu pela credibilidade dele. Parabéns!

  11. catarinacunha2015
    11 de junho de 2015

    TÍTULO gostoso, como quem começa uma carta ou uma declaração de amor.
    O POEMA li como uma frase embaixo da outra e só.
    FLUXO DO TEXTO constante, mas imaturo para o uso da primeira pessoa de um psicólogo renomado.
    TRAMA tinha tudo para dar certo se não tivesse tanta explicação. Não precisava explicar a fobia, o leitor precisava senti-la. Isso depende muito do público alvo.
    FINAL – “Depende somente em que dosagem foi medicada.”. Boa sacada. Se não há clímax, o uso da “moral da história” está valendo. Não me excita, mas há quem goze com.

  12. Fabio D'Oliveira
    11 de junho de 2015

    ❂ Meu querido, e amado, medo, de Cirilo Montenegro ❂

    ➟ Enredo: Interessante e ousado. Apesar da execução ser boa, o enredo ficou muito superficial e forçado, inclusive o protagonista. Os diálogos são muito formais, o que pode causar um grande incomodo nos leitores que procuram vida no texto. Porém, pelo conteúdo inteiro e final, a história ficou muito boa.

    ➟ Poema: Fraco. Apesar da relação com a história, não consegui gostar. Poderia ser facilmente descartado do texto. E isso não é bom.

    ➟ Técnica: Excelente. Realmente, você tem o talento necessário para fazer um bom texto, Cirilo. E capacidade, também. O único conselho que posso te dar, em relação a isso, é que você tente dar mais vida ao texto. Pode ser um item único na sua coleção, porém, se não for, corre grandes riscos de se tornar só mais um da grande manada. E isso é um desperdício de talento! Aliás, tome cuidado com a troca do tempo verbal! Isso prejudica, e muito, a leitura!

    ➟ Tema: A fobia está ali. Mas foi tratado de forma tão superficial que é impossível sentir realmente o medo do protagonista. Não consegui engolir…

    ➟ Opinião Pessoal: Não gostei do texto, apesar de tudo. Achei muito superficial. E quando leio, procuro vida. Amo as histórias que se tornam verdadeiras entidades! Em contrapartida, detesto os textos que são simples marionetes de seus escritores. Infelizmente, o seu se encaixa no segundo…

    ➟ Geral: Bem escrito. Enredo interessante e bem executado. Muito superficial para mim. Poemas razoáveis. A fobia está ali e não está, ao mesmo tempo. Pelo gosto pessoal detestei.

    ➟ Observação: O medo é bom? Depende! Se prejudica sua vida, te deixa desequilibrado, posso afirmar que não! Agora, se vem para sua evolução, sim, é bom! É um assunto bastante subjetivo!

  13. Tiago Volpato
    11 de junho de 2015

    O conto é interessante, acho que você tentou escrever algo meio ‘academico’ justamente pelo personagem, mesmo assim em alguns momentos se tornou um pouco artificial. Achei também que a parte 2 e a 3 tem a mesma função no texto, eu tiraria uma delas e aumentaria a outra, sei que a sua intenção era mostrar as diversas fobias do personagem, mas talvez se elas aparecessem de forma rápida, em uma reflexão, e deixasse a fobia do restaurante acontecer ( só uma sugestão pra ilustrar meu ponto, não que assim fosse ficar melhor).
    Como já disse o conto é bem interessante quem sabe no futuro, se você decidir voltar a trabalhar nele com base no feedback da galera ele se torne um excelente conto.
    Abraços.

  14. Fil Felix
    10 de junho de 2015

    Gostei muito da ideia de utilizar algo incomum e brincar com a temática, acabou criando uma identidade própria pro conto. A divisão por capítulos, a voz interior, as voltas que o mundo dá (sendo tratado por aqueles que influenciou), além das descrições das diversas fobias, tudo merece destaque.

    Mas, infelizmente, não gostei muito do conto :/ Achei um tanto quando “quadrado”, muito certo. Os diálogos são todos pomposos, pouco natural, acabou me dando um certo estranhamento.

  15. rsollberg
    9 de junho de 2015

    Respondendo a pergunta, sentir medo é algo bom. Esse nosso receio foi peça fundamental para nossa autopreservação.

    Bom, gostei muito da originalidade do paradoxo, fobia de não sentir fobia. O personagem foi um achado, um homem que não consegue desenvolver empatia, no entanto, quando está tendo sua crise, lembra dos pacientes.

    Gostei de algumas analogias, como essa: “Ao encarar o breu, uma parceira, que há tempos estava sumida.”

    A poesia até que funcionou legal.
    Acho que faltou um tantinho de revisão.

    Penso também que os diálogos foram muito explicativos. Excesso de informação. Um exemplo foi a conversa com a enfermeira, várias coisas que o leitor já sabia. Dava para limar 70% dessa parte, deixando bem mais ágil ou, até mesmo, deixando mais características do personagem aparecer. Caso contrário fica aquela história assim: Lá fora uma chuva torrencial. Fulano fala: Olha, está chovendo! Fica com cara de novela de radio, saca?

    Curti muito o título do conto!!!
    As divisões também surtiram efeito, ficaram bem interessantes.

    Parabéns e boa sorte!

  16. Virginia
    9 de junho de 2015

    Olá! Gostei da fobia escolhida, bastante criativa. Bom, da forma como você abordou o tema, ficou interessante, só não entendi muito aquela voz falando o tempo todo na cabeça do personagem, causou um certo estranhamento. A técnica que você usa tem um bom estilo, mas poderia melhorar com uma revisão… de qualquer forma, parabéns e boa sorte !

  17. Ana Paula Lemes de Souza
    8 de junho de 2015

    Olá Cirilo, tudo bem com você?
    A ideia foi bem bacana, mas o excesso de erros atrapalhou MUITO a minha leitura… Uma passada de olhos poderia ter evitado vários desses erros, dando a impressão de que o autor apressou-se no envio do conto.
    Também não gostei da voz o tempo todo tratando o personagem principal como um ser superior que nunca é afetado. Não soou natural, tendo em vista que durante todo o tempo ele sente medos e a afobia, é uma fobia também, entende?
    Senti falta de sobressaltos no conto que me prendessem à narrativa. A poesia também, não me cativou.
    Mas vejo que você tem potencial, faltando apenas uma lapidação e um cuidado maior na formatação do conto.
    A fobia escolhida foi outro ponto positivo, que eu gostei bastante!
    Desejo-lhe sorte nesse desafio!

    Vamos a algumas correções:

    – “ao fim, me diga” = ao fim, diga-me (Ênclise, com o pronome depois do verbo, é a forma correta);
    – “Porque você é assim, Max?” = Por que você é assim, Max? (Nas frases interrogativas, quando escrevemos no início das frases, o “por que” deve vir separado);
    – “Porque não tem medo?” = Por que não tem medo? (Nas frases interrogativas, quando escrevemos no início das frases, o “por que” deve vir separado);
    – “Porque não pode ser normal?” = Por que não pode ser normal? (Nas frases interrogativas, quando escrevemos no início das frases, o “por que” deve vir separado);
    – “no que isso tem demais?” = o que isso tem de demais?
    – “para responder aquela pergunta” = para responder àquela pergunta;
    – “Qualquer pessoa normal sentiria isso, o que vão pensar de ti, quando, em público isso ocorrer e você ser o único a estar imóvel, impassível, tranquilo como uma nuvem que baila aos céus”. – Faltou um sinal de interrogação no final dessa frase;
    – “ele havia a trago um buquê de rosas” = ele havia trazido-lhe um buquê de rosas;
    – “Na parede próxima a moça” = Na parede próxima à moça;
    – “que está a gerações na família” – que está há gerações na família (deve ter o “h”, pois indica o tempo decorrido, passado);
    – “insistiram a retornar as três moças” = insistiram em retornar às três moças (faltou o “em”, e faltou a crase);
    – “somente você que não é afetado” – Faltou um ponto final na frase;
    – “meu estomago” = meu estômago (faltou o acento);
    – “tremula do que imaginei” – trêmula do que imaginei (faltou o acento);
    – “trabalhos acadêmicos nos quais eu escrevi” – trabalhos acadêmicos os quais eu escrevi. (quem escreve, escreve o trabalho, e não NO trabalho).

    Espero ter ajudado!

  18. Gustavo Castro Araujo
    6 de junho de 2015

    Achei corajosa a ideia de falar de fobia de uma maneira tão criativa. O medo de não ter medo quando se deveria ter medo. Parece uma contradição em termos, afinal, o medo acaba surgindo de todo modo — só que, brilhante o raciocínio, o temor não se refere a alguma coisa, mas ao próprio sentimento.

    Gostei bastante de algumas descrições. O trecho em que o protagonista está na restaurante “São Bento” é particularmente inspirada, sobretudo por causa da ambientação. Pude me sentir ao lado dele e até mesmo flertando com as meninas, rs

    O final também ficou adequado, ainda que sem surpresas — mas, ora, por que precisamos sempre de surpresas? Redondo, de acordo com a narrativa. Não se pode exigir mais nada.

    O que não gostei muito foi da linguagem um tanto empolada em determinados trechos. O diálogo do protagonista com o garçom reflete bem o que quero dizer — um tanto inverossímil: “Não, não precisa, foi somente uma pequena náusea que tive, por conta de um remédio que estive tomando no decorrer desta semana, logo estarei melhor, obrigado por sua preocupação” Quem fala dessa maneira, ainda mais quando se está prestes a vomitar?

    Outro aspecto que me incomodou foi a variação verbal. Não há paralelismo. Ora começa-se no passado e depois vem-se ao presente, sem que haja justificativa. Ou a narração ocorre num tempo ou em outro. Nos dois é que não dá, né?

    De todo modo, fiquei com uma impressão positiva do texto. Creio que o autor tem mais a oferecer.

    Boa sorte no desafio!

  19. Anorkinda Neide
    6 de junho de 2015

    Encontrei o autor aqui, em meio a suas frases-tentativas de despiste…hehehe

    O talento é claro, o texto flui, está bem organizado e de fácil entendimento, mas não brilha. Nem os poemetos adicionais, não dão uma luz… Parece que há muita preocupação e pouca espontaneidade na hora de escrever… isso é o que sinto.

    Abordaste uma fobia estranha, que de tão estranha casou-se com a esquizofrenia…rsrs Mas foi uma ousadia sua e isso é um ponto bastante positivo.
    Acabaste citando muitas outras fobias, tá certo, fazia parte do universo do personagem, mas não do leitor…então causou embaraço à leitura o excesso de informações nesse sentido.

    Mas acredito que dando uma enxugada neste texto, retirando dele pesos desnecessários, o conto brilhará 😉

    Abraços

  20. Leonardo Jardim
    5 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) tem por mérito a organização temporal e a explicação de como surgiu esse medo tão incomum. Porém o texto está muito didático e explicadinho, quase como uma dissertação. Senti falta dê algo mais na trama.

    ✍ Técnica: (2/5) possui uma narrativa fluida e o texto organizado, mas achei um pouco imatura em alguns pontos. O tempo verbal ficou variando o tempo todo entre passado e presente. Se me permite dar uma dica: escolha um tempo verbal e se mantenha o tempo todo nele (melhor ainda optar pelo pretérito). Só quando já tiver acostumado com isso, você pode tentar variações. Vi também alguns problemas de pontuação e uso inadequado de vírgulas. As frases devem ser coesas, conter informações apenas correlatas. A pontuação dos diálogos também não está certa. Vou explicar isso melhor mais abaixo.

    ➵ Tema: (2/2) várias fobias (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) uma fobia diferente, mas faltou alguma coisa extra de novo possa ganhar nota máxima nesse quesito.

    ✎ Poema: (1/2) achei simples, não muito encaixado na trama.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) faltou emoção ao texto, não me envolvi com o personagem. O final também podia ser mais impactante.

    Exemplos de verbos que deveriam continuar no passado (estavam no presente):
    ● Por fim, *consegui* encontrar
    ● *fui* até o armário, *peguei* a pipoca, *coloquei-a* dentro do micro-ondas, *programei-o* com o tempo que diz na embalagem e *esperei* ficar pronto
    ● *Arrisquei* me levantar, no entanto, *fraquejei* e *precisei* me apoiar no sofá, minhas pernas não *estavam* firmes o suficiente para sustentar meu peso. *Aventurei-me* a respirar fundo, a dificuldade *era* tamanha, mas, com grande pesar, *consegui* realizar o ato, até que, um barulho *ecoou* da cozinha para a sala e a voz *tornou* a sussurrar em meu cérebro (aliás, essa frase poderia ser dividida em várias)
    ● me *sentei* novamente no sofá

    Exemplos de problemas de pontuação:
    ● fiquei sentado. *Por* sorte, o tempo estava um pouco frio, típico do inverno. (sem as vírgulas antes e depois de “um pouco”)
    ● desta semana. *Logo* estarei melhor, obrigado por sua preocupação

    Pontuação do diálogo:

    ● A regra geral é que, quando a palavra após o travessão tiver uma relação explicativa com a frase anterior, não há ponto e a palavra seguinte é escrita em minúsculo:

    – Sim, existe. – busquei responder o mais baixo possível…
    O correto seria: “– Sim, existe – busquei responder…” (sem o ponto)

    – Bom dia, Max. – disse o médico.
    Correto: – Bom dia, Max – disse o médico.

    ● Existe uma exceção que diz que após pontos de exclamação e interrogação, se a frase seguinte tiver a relação explicativa, pode vir em minúsculo.

    Exemplos (corretos segundo a exceção):
    – Que sorte! – exclamei, em alívio.
    – Afobia? – indagou curioso.

    ● Caso a frase seguinte não tiver relação explicativa com a frase anterior ao travessão (for uma ação, por exemplo). Usa-se ponto antes do travessão e letra maiúscula após.

    – Cale a boca! – a voz saiu um pouco mais alto…
    O correto seria: – Cale a boca! – A voz saiu um pouco mais alto…

    Outro exemplo (inventado por mim):
    – Tchau. – Levantou-se a da cadeira e encaminhou-se para a saída.

    Preste atenção aos demais textos do desafio e verifique como a regra é aplicada. Espero ter ajudado, pois eu cometia muito esse erro até alguém me ensinar 😉

    Outros problemas:
    ● não deixando que ela (sem “com”)
    ● ele havia a *trazido* um buquê de rosas

  21. Simoni Dário
    2 de junho de 2015

    O texto passa muita informação de maneira didática e em alguns momentos parecia que eu estada lendo um artigo acadêmico. A escrita é boa, a narrativa cansa em algumas partes, Fiquei com impressão que o personagem era esquizofrênico e não fóbico, essa abordagem com vozes me desviou o tempo todo da fobia para qual o autor estava conduzindo o conto.
    No mais, você é talentoso com as palavras, só não curti o desenvolvimento.
    Boa sorte!

  22. Evandro Furtado
    2 de junho de 2015

    Caraca que viagem, he he. Um paradoxo completo o texto, gostei.

    Você optou por abordar o tema de uma maneira diferente. Nunca havia ouvido falar sobre isso antes, então houve o elemento surpresa.

    Achei bem bacana como trabalhou o personagem, mas confesso que não gostei da divisão em capítulos. Para um conto, sinto que quebra o momento.

    Mas eu gostei do seu texto.

    Parabéns e boa sorte.

  23. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Foi uma abordagem bem criativa.
    G: O texto muda bruscamente de tom e estilo a partir da parte 2. Notei deslocamentos temporais inconstantes, mas a história me cativou mesmo assim. Talvez precisasse de mais uma pequena revisão, pois a história é muitíssimo interessante e fluente. Os ambientes descritos caíram muito bem no decorrer das explicações.
    U: Algumas frases precisam ser refeitas, mas não atrapalhou o conjunto.
    A: O poema ficou mais em tom de pensamento, nos leva a refletir, mas quase não apareceu na história. Ganha pontos pela criatividade e diferencial do tema abordado.

  24. Claudia Roberta Angst
    2 de junho de 2015

    Narrador-personagem esquizofrênico. Eu teria fobia dessas vozes…rs. Afobia foi um toque interessante. O contrário de ter medo de sentir medo. Só achei que houve um excesso de informações sobre outras fobias. Claro que isso aconteceu para justificar a afobia do personagem, mas torna a leitura meio truncada às vezes.
    Os pequenos deslizes ortográficos já foram apontados. Acredito que foi mais uma questão de revisão apressada do que outra coisa.
    O poema está bem inserido no conto. O tema foi bem desenvolvido, mas não prendeu minha atenção de verdade.
    Boa sorte!

  25. Cácia Leal
    1 de junho de 2015

    Não gostei. O desenrolar não me envolveu como eu esperava. O autor escreve bem, mas não me parece que o personagem estava sofrendo de fobia por não sofrer fobia nenhuma, afinal ele estava sofrendo fobia de alguma fobia, sei lá… está confuso. Os diálogos, alguns deles eram muito óbvios e cansavam. Achei alguns desnecessários.
    A gramática achei apenas alguns pequenos erros.
    Criatividade: Muito criativo, confesso. Eu, inclusive, pensei em escrever sobre a afobia, mas depois desisti.
    Adequação ao tema: O autor foi coerente ao tema sim.
    Sobre o poema, não me pareceu um bom poema, se é que se poderia considerar um poema, acho que se encaixaria mais em uma poesia.

  26. Fabio Baptista
    1 de junho de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************

    A narrativa é clara na maior parte do tempo, mas algumas coisinhas atrapalharam uma melhor fluidez.
    Os trechos que descrevem as fobias ficaram com cara muito “didática” na minha opinião.

    – Posso-lhes
    >>> Abrir o conto com um erro (mesmo que pequeno) não é bom negócio.

    – por sorte, o tempo estava, um pouco, frio, típico do inverno
    >>> Em alguns pontos as vírgulas apareceram em excesso. Aqui, por exemplo.

    – em meio a minha garganta
    – retornar as três moças
    >>> Faltou a crase

    – ele havia a trago um buquê de rosas
    >>> Esse “havia trago” não soou nada bem.

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 1/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************
    A trama tem mérito pela criatividade e também a coragem de abordar o tema de uma maneira totalmente fora do convencional.

    Mas infelizmente o resultado não ficou dos melhores, tornando o desenrolar da trama um pouco repetitivo e arrastado.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 1/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************
    Achei bacana os versos, principalmente esse do desfecho. Mas não tiveram lá tanta relevância assim para a trama.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 0/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Não gostei, desculpe.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Uma fobia bem diferente, mas… uma fobia. Adequação total.

  27. Rubem Cabral
    29 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Achei o conto interessante, digo, o tema “afobia” é diferente. Diria que aparentemente o personagem sofre de esquizofrenia além da afobia, pois delírios como o de se escutar vozes não são necessariamente associados a esta.

    Faltou um tanto mais de esmero quanto a escrita, há algumas frases com erros e os diálogos estão um pouco esquemáticos. Há um tanto de repetição tbm, feito “filme” no início do texto.

    Às vezes a “voz” cita fobias pelos nomes (que geralmente são meio estranhos) e o leitor “boia” um pouco.

    Os versos que fecham o conto ficaram bons, mas achei o conjunto do conto apenas regular.

    Um abraço e boa sorte no desafio!

  28. Sidney Muniz
    28 de maio de 2015

    Medo. Oh Medo!

    Porque diabos te desejo?

    Tão alucinado se torna meu anseio,

    Que me desespero!

    Já na poesia temos o uso do porque equivocado e a pontuação incomodam bastante. Se é pergunta, o porque é separado. Por que?

    Porque você é assim, Max? – Por que

    Porque não tem medo? – Por que

    Porque não pode ser normal? – Por que

    Acredito que seja melhor exemplificar do que, simplesmente, trazer diversos termos técnicos, pesquisas e números que, em minha opinião, mais complicará do que trará esclarecimento. – acredito que o correto aqui é: mais complicarão do que trarão…

    Chegando ao cômodo, vou até o armário, pego a pipoca, coloco-a dentro do micro-ondas, programo-o com o tempo que diz na embalagem e espero ficar pronto. Entretanto, cerca de um minuto, ou um minuto e meio, depois, a energia acabou. – Há uma confusão no tempo verbal, hora está acontecendo nesse momento,hora já aconteceu. Sugiro que ficasse tudo no passado para manter a narrativa anterior.

    Minha atitude, naquele momento, foi ir até a varanda do meu apartamento para ver se havia sido somente na minha casa ou os vizinhos também estavam sem luz, para a minha surpresa, o bairro todo estava sem eletricidade. – Sugiro que reformule essa passagem, e corrija a pontuação. depois de luz devia ter um ponto final. Não ficou bom o parágrafo.

    Respirei fundo, nada se podia fazer naquele momento, então retornei ao meu sofá e fiquei sentado, por sorte, o tempo estava, um pouco, frio, típico do inverno. – vírgulas sobrando demais nessa passagem. A leitura ficou meio travada.

    “E por que você não sente medo? Por que tem de ser diferente?” – aqui o uso do porque está certinho.

    contudo, as palavras começaram a embolar e fazer um nó em meio a minha garganta, – achei que ficou estranho esse um nó em meio a minha garganta, não que esteja errado, mas esse em meio é desnecessário e não fica legal para o que o autor(a) tentou passar.

    Nos próximos parágrafos há um excesso de adjetivos que incomoda e algumas repetições como de “corpo” que pesam um pouco a leitura.

    Na outra, eram dois jovens, aparentavam ter entre 21 e 25 anos, os dois, – já havia sido dito que eram dois jovens – depois da idade citar “os dois” novamente é desnecessário e redundante.

    Minha cabeça começava a querer girar e minhas vistas indicavam que iriam escurecer logo menos, minhas pernas iam perdendo a força a cada passo, todavia, a voz em minha mente, somente ganhava espaço: – 4 x minha – A repetição aqui cansa mais uma vez.

    – Nada foi nada, senhor. – Acho que era para ser: Não foi nada, senhor.

    A poesia de fechamento é bem bacana, gostei.

    Numa análise geral o que mais faltou aqui foi lapidação, revisões mais minuciosas, releituras,uma dica é ler o texto em voz alta, pois isso ajuda bastante.

    O enredo é bom, mas a execução não ficou legal.

    Quanto a fobia, sinto que é o conto que trabalha melhor o tem, até aqui, mas devido a execução acaba perdendo muito em qualidade o que distância a atenção do leitor.

    Não gostei, por causa da execução, mas o autor tem talento.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  29. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    28 de maio de 2015

    Olá, Cirilo. Tudo bem?

    Fiquei em cima do muro com esse conto. Gostei da fobia apresentada, e de algumas passagens do texto, porém, não me agradou o restante.

    A história é boa, a fobia é bem apresentada, e como disse no colega Rogério, a conversa com o leitor é um ponto positivo para trama. No entanto, em alguns momentos a narrativa se estende demais, e em outros, é cortada bruscamente por alguma vírgula passeando no lugar errado. Uma revisão ais apurada pode deixar o texto mais redondo, sem excessos.

    O poema funcionou bem em todas as etapas. Não achei muito grandioso, mas cumpre sua função.

    O final foi meio abrupto, fazendo com que o conto todo corresse e perdesse um pouco da emoção.

    De qualquer forma, parabéns pelo trabalho e boa sorte!

  30. Rogério Germani
    27 de maio de 2015

    Olá, Cirilo!

    Gostei da abordagem usada. Um psicólogo revelando a própria fobia numa linguagem coloquial faz com que ele se torne igual ao seus pacientes, pessoa comum.

    Pontos positivos:

    1- Toda a trajetória da fobia está exposta sem exageros ou passagens retiradas.
    2- Como numa consulta, o diálogo do protagonista com o leitor permite fácil familiarização com o tema.
    3- Os poemas funcionaram bem para cada etapa evolutiva do texto.

    Pontos negativos:

    1- Muitas frases longas acabaram confundindo a mensagem a ser transmitida.Noutras, a exclusão de certas palavras foi o principal vilão:

    ” ele havia a trago um buquê de rosas.”

    2- Ficou faltando crase:

    “Na parede próxima a moça”

    “retornar as três moças”

    3- Na fala do garçom, uma das palavras “nada” tomou o lugar da palavra “não”.

    “– Nada foi nada, senhor.”

    Parabéns pelo conto e boa sorte.

E Então? O que achou?

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Publicado às 27 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .