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Detox Literário.

A Herança de George (Alan Cosme Machado)

A Herança de George

Quando o testamenteiro abriu o livro de registros eu pude sentir todos os membros da família que abriguei a gerações prenderem a respiração. Eu vi todos eles correrem quando infantes pelos meus corredores brincando suas brincadeiras de criança, algumas bem pueris outras nem tão inocentes assim. Assisti à maridos traídos, amantes assassinados e a enterros clandestinos de corpos no solo do meu jardim. Presenciei os mais idosos definharem até se cansarem da vida. Foi com a morte do último desses que me colocaram a disposição de um novo patriarca.

Pertenci a família Maximoff há mais de trezentos anos ou a família Maximoff pertenceu a mim há todo esse tempo. Era difícil dizer quem era dono de quem. Eu os protegi dos invernos rigorosos da minha pátria de sol gelado, servi de cenário para seus momentos felizes de descontração, amizade e amor e, o mais importante de tudo, eu atribuí a eles status social. É mais fácil adquirir um título nobre de duque ou conselheiro do rei com uma mansão de setenta e oito quartos como suporte.

Tenho muitos corredores, muitos quartos, uma biblioteca vasta que só é usada por poucos Maximoffs. Geralmente os considerados “esquisitos”, reclusos, arredios ao convívio social. Um deles pegou uma doença da mente certa vez. O misticismo da região atribuiu a enfermidade a alguma possessão espiritual ou demoníaca. Algo assim, claro, só podia ter surgido da cabeça dos criados com pouca instrução. Não preciso dizer que também várias histórias de fantasma se popularizaram as minhas custas. Outra baboseira supersticiosa sem fundamento, posso garantir. Os pobres gostam de imaginar os ricos sofrendo por isso o mito de mansões mal assombradas é tão comum.

O morto deixou várias propriedades, mas eu, claro, era a mais valiosa. Os seus sobrinhos e sobrinhas foram agraciados com mansões menores ou terrenos bons para produção. Não tinham o que reclamar. Entre os parentes, os que mais tinham chance de me possuir eram os filhos varões do finado. Um deles era duque e o outro conseguiu ser dono de vários hectares de terra por conta própria. Havia um terceiro filho, mas esse poucos davam crédito. Não há como repreendê-los, era um daqueles poetas sonhadores inúteis. Provavelmente candidato a ter uma doença da mente.

– Senhor George. – Surpresa, indignação, risos de escárnio. Ninguém esperava que o poeta fosse escolhido pelo morto. O “artista”, o desocupado, o que nunca seria lembrado. A ovelha negra da família. – Se ainda escrevesse coisas bonitas. – Reclamavam aqueles que liam seus escritos. Histórias sobre morte, sangue, incesto e tantas outras coisas que Deus com certeza não aprovaria.

O poeta podia viver confortavelmente só com o que sua herança produzia, graças a isso gastava horas na biblioteca lendo livros que serviam de combustível para refinar o que dizia ser sua arte. Livros de vários temas que traziam ideias que ele levava para seus contos e poemas macabros. O pequeno George, com o tempo, encontrou amigos que dividiam gostos similares.

Minhas paredes nunca acobertaram o sobrenatural até aquela noite. Através de trocas de cartas George construiu uma rede de amigos e os convidou para uma noite de bebidas e conversa que julgava erudita. Uma moça chamada Marry e um rapaz chamado de Bram.

– Escrevam suas melhores histórias. – Disse George com uma intonação de voz ridícula que tencionava ser misteriosa.

A pequena Marry escreveu sobre uma desventura cientifica onde um morto era ressuscitado com o uso de tecnologia galvânica, algo que ela soube estar sendo estudado ao ler alguns artigos científicos. Bram escreveu sobre um monstro sedutor que sugava energia do sangue de suas vítimas. Sua história não era original, ele copiou das histórias dos camponeses que relatavam ataques de predadores que rejeitavam a santa cruz.

George começou a escrever sobre um nobre mulherengo que encantou mais de duas mil mulheres. Apesar do sangue nobre de todos eles eu não pude prever que aquela noite chuvosa os imortalizaria.

Os anos se passaram. George, quem diria, morreu lutando contra os turcos ao contrair uma doença, uremia. As décadas se passaram e mais valor foi atribuído a mim, tudo isso graças àquela fatídica noite. Eu não mais abrigava um Maximoff. Virei patrimônio histórico. Ponto de encontro de turistas, boa parte dele de escritores que tentavam absorver alguma energia que os ajudasse em seus dons. Infelizmente a maioria não tinha nenhum.

Enterrado em meu jardim um segundo corpo. Esse não indigente, mas com direito a lapide e todas as honras. Escreveram um nome no mármore que eu não reconheço. Para mim ele será sempre George. Confesso que errei, algo que tendo séculos de experiência não é de meu feitio. Seu nome nunca será esquecido, apesar de não ser o seu de batismo. Lorde Byron.

…………………………………………………….

Este conto foi escrito com base no tema “Reflexões de uma Casa”, com um limite de 1500 palavras.

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46 comentários em “A Herança de George (Alan Cosme Machado)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Bom. Eu gostei muito do tema indicado. Adoro reflexões do passado, e as de uma casa são um ótimo enredo. Mas acho que poderia ter sido mais explorado. Pude perceber que você não utilizou todas as palavras que tinha a sua disposição, e isso foi uma pena, mais umas trezentas teria ficado algo sensacional. Eu não entendi a referência a Lord Biron no final, mas acho que eu que fui meio lenta, porque depois fui pesquisar sobre Lord biron na internet e achei, ou eu que estou fazendo associações loucas. Sei lá. Sua escrita é boa, só faltou uns dois acentos. Não senti muita emoção também. Ah, e em alguns lugares poderia ter mais algumas vírgulas e pontos finais.

  2. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá! Interessante ver o famoso episódio de Mary Shelley, Bram Stoker e Lord Byron narrado pela perspectiva da mansão. Fora, no início do conto, o uso incorreto da crase antes de “maridos” e sua falta antes de “família Maximoff”, nada em especial a apontar sobre a gramática. Achei cômico a casa com personalidade criticando o misticismo. Enfim, belo conto. Parabéns e boa sorte.

  3. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    A história é espetacular, a idéia genial. Muito bem desenvolvida, escrita e envolvente. Só precisa desenvolver a clareza de expressões, por exemplo, corrigindo para “abriguei por gerações” ou “ainda se escrevesse coisas bonitas”. A incorporação do tema foi perfeita, o tom às vezes irônico (“outras nem tão inocentes assim”, “infelizmente não tinha nenhum”) ou filosófico (“os pobres gostam de imaginar os ricos sofrendo”) é sensacional. Há no conto um velado erotismo, que remonta ao poema “A Mulher e a Casa” de João Cabral (“Tua sedução é menos/de mulher do que de casa:/pois vem de como é por dentro/ou por detrás da fachada”). No entanto, eu acho que o nome de “Marry” Shelley é “Mary”, assim como o de Bram (Stoker) está certo. Por falar nisso, seu conto parece com um maravilhoso do “Rei do Fogo” da Kim Edwards, “Um Brilho na Escuridão”. Permita-me recomendar-lhe os livros desta autora. E já que você mencionou a obra “Don Juan”, ainda que de forma implícita, termino com os versos de Byron que tem me acompanhado desde que eu li pela primeira vez:

    But ‘carpe diem,’ Juan, ‘carpe, carpe!’
    Tomorrow sees another race as gay
    And transient, and devour’d by the same harpy.
    ‘Life ‘s a poor player,’—then ‘play out the play,

    (Mas carpe diem, Juan, carpe, carpe,
    O amanhã é outra corrida alegre,
    E transitória, devorada pela mesma Harpia.
    A vida é um mau ator, então improvise.)

    (Lord Byron, “Don Juan”)

  4. mkalves
    28 de abril de 2015

    Gostei muito da primeira frase. Coisa importantíssima em qualquer narrativa. Pena que a seguir vieram tantos tropeços de linguagem e uma clara indisposição contra as necessárias crases e o uso do verbo haver. Risos A forma como o tema foi encarado, embora não surpreenda, encanta. Gostei mesmo com os erros de gramática.

  5. Felipe Falconeri
    27 de abril de 2015

    Achei o conto fraco, parece que tudo foi orquestrado apenas para a “surpresa” no final.

    Entendo que o limite de palavras foi bastante exíguo mas faltou um mínimo de construção dos personagens e do enredo. A casa não mostra nenhuma personalidade, apenas se limita a narrar os fatos – que, aliás, não foram exatamente “fatos”.

    Enfim, achei o texto vazio, apenas cumpriu protocolo para se encaixar às restrições.

  6. Bia Machado
    26 de abril de 2015

    Achei bacana a ideia do autor para o tema, se encaixa dentro de “Reflexões de uma casa”, até tive ideia para um conto no estilo, rs. Mas o que me preocupou um pouco foi justamente o tanto de reflexão nesse espaço, acho que tem informação demais, poderia ter mantido o foco em menos passagens, acho que teria desenvolvido melhor ainda, inclusive teria deixado o final mais elaborado! Aliás, foi uma grata surpresa a escolha de Lord Byron! Gostei muito desse detalhe! E acho que esses detalhes ajudam a dar um diferencial. Enfim, eu gostei bastante, valeu a leitura! Pouca coisa para arrumar na revisão, a meu ver.

    Emoção: 2/2
    Enredo: 1/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite:1/1
    Total: 9

  7. vitor leite
    24 de abril de 2015

    pareceu-me uma ideia muito interessante essa de passar para o papel as memórias da própria casa, só houve pequenas coisas que não entendi muito bem, como a importância da noite da escrita, mas isso é de menor importância, o texto está bem escrito e pode servir como um belo ponto de partida para uma história sem limites de palavras…

  8. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) legal a história de Lorde Byron contada do ponto de vista de uma casa. Só achei um pouco confuso o tempo da narrativa. No início eu achei que o “presente” da narrativa seria a abertura do testamento, mas esse se torna apenas mais uma passagem. Enfim, acontece muita coisa em pouco espaço.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, mas a mudança de tempo na narrativa não é muito natural. Entre um parágrafo e outro, o tempo passa muito rápido, causando confusão.

    ➵ Tema: (2/2) tema estranho, nem sei se era isso ele o autor que sugeriu estava imaginando, mas com certeza essa é uma interessante leitura desse tema proposto.

    ☀ Criatividade: (2/3) contar do ponto de vista de uma casa, embora sugerido pelo tema, é curioso.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) mesmo gostando de ler a história de Lorde Byron, não me surpreendi com o final e a narrativa corrida atrapalhou minha leitura.

    Problemas que encontrei:
    ● Através de trocas de cartas *vírgula* George construiu uma rede de amigos
    ● Apesar do sangue nobre de todos eles *vírgula* eu não pude prever

  9. Ricardo Gnecco Falco
    22 de abril de 2015

    Bom conto. Leitura flui com tranquilidade. Um objeto inanimado narrando uma história não precisa, necessariamente, gerar uma história sem emoção, muito embora seja muito difícil gerenciar esta dose tão… Humana.
    Por isso gostei do trabalho. Encarou o desafio e escreveu sobre um tema bem difícil com muito esmero.
    Parabéns!
    Paz e Bem!
    🙂

  10. Cácia Leal
    16 de abril de 2015

    Suas notas:

    Gramática: 5
    Criatividade: 6
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 4

  11. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de abril de 2015

    Putz! Só deram 1.500 palavras para essa obra prima! Uma reunião entre Lorde Byron, a mulher à frente, e muito à frente, de seu tempo que popularizou a tara insana de desmembrar e remontar pessoas e aquele tarado que foi mordido por uma mulher fogosa num porto da Escócia e popularizou a deliciosa arte sensual de morder pescoços! Só em 1.500 palavras! Que pena! Que pena que a casa só falou dela mesma e dos mortos que morreram para o mundo e deixou de falar o que queríamos ler sobre os mortos que não morreram para o mundo! Da técnica só tenho a dizer coisa contra. No primeiro parágrafo tem muito promone pessoal repetido: duas vezes “eu”! Inaceitável!

  12. Sidney Muniz
    14 de abril de 2015

    Vamos lá…

    Bom, confesso que a estória não me agradou. Fiquei perdido em algumas situações. O enredo é simples, a narrativa despretensiosa e no fim continua assim, sem qualquer novidade. O autor mostra talento em algumas passagens, mas nesse conto não me cativou.

    Deixo aqui algumas ressalvas:

    A primeira e segunda frase me soaram estranhas:

    Quando o testamenteiro abriu o livro de registros eu pude sentir todos os membros da família que abriguei a gerações prenderem a respiração. – acredito que ao invés de prenderem, talvez prendendo ficasse melhor. E esse eu é desnecessário, até porque logo na segunda frase vem outro.

    Eu vi todos eles correrem quando infantes pelos meus corredores brincando suas brincadeiras de criança, algumas bem pueris outras nem tão inocentes assim. – Essa frase realmente me pareceu desorganizada demais. não entendi o porque de “quando infantes”, acho que pode cortar, pois a frase ficou comprida e repetitiva demais.

    Pertenci há mais – Acho que fica melhor, pertenci por mais.

    lapide – lápide

    Boa sorte!

  13. Swylmar Ferreira
    11 de abril de 2015

    O texto atende perfeitamente ao tema e está dentro do limite estipulado.
    O conto é bem escrito, linguagem objetiva, a trama interessante compassada. Tema complicado mostra a competência do autor(a) em discorrer sobre ele. O conto vem em um crescendo mostrando a história da casa e da família que a ocupa, de repente termina de forma abrupta, inesperada. Penso que se dedicasse um paragrafo a mais melhoraria o entendimento da conclusão.
    Parabéns pelo conto.

  14. Virginia Ossovski
    8 de abril de 2015

    Gostei da ideia de dar “voz” a uma casa, achei inusitado e ousado. Fiquei fascinada pela descrição da mansão e da relação dela com a família. Achei que daria uma boa história de terror, mas quando chegou na parte da noite chuvosa e reunião dos escritores, fiquei realmente encantada, gostei muito da leitura e achei que você soube aproveitar muito bem o tema e o limite de palavras. Mary, Bram e Lord Byron em uma noite chuvosa… Criativo!
    Só acho que a escrita poderia ser mais refinada, logo de cara tem alguns deslizes, principalmente com a crase, e repetições que me deixaram meio perdida. Bem, no geral, gostei bastante do conto, parabéns!

  15. Lucas Formaglio
    8 de abril de 2015

    Conto muito interessante de temática gótica que tenta desvendar a criação de dois dos maiores clássicos do horror: Drácula e Frankenstein. Achei muito bacana a maneira do escritor utilizar linguagem e termos típicos da literatura de época desta maneira nos transportando ao século XIX. Acho que o tema foi muito bem desenvolvido pelo autor e o conto bastante bem escrito.

  16. Felipe Moreira
    7 de abril de 2015

    Então, eu imagino que esse conto tenha sido atingido negativamente, não pelo tema sugerido, mas pelo limite de palavras. A ideia geral foi muito interessante, mas o texto não fluiu. Houve partes em que acelerou e isso incomodou a leitura. Acabou deixando algumas memórias um tanto superficiais, sem profundidade. O início foi bom, bem ambientado até certo ponto. Encontrei um ou outro erro gramatical, mas é compreensível dentro das circunstâncias do desafio.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  17. Rodrigues
    7 de abril de 2015

    A famosa surpresa final. Não gostei do conto. Achei a narrativa fraca e as descrições não me agradam em nenhum momento. Achei que dar voz ao casarão, assim, como foi feito, é um tanto perigoso, e nesse conto o resultado foi insatisfatório. o texto chama mais atenção com a inserção do poeta e os outros personagens, mas quando descobre-se que foram utilizados para justificar esse final que, para mim, beira a publicidade, a resultado torna-se decepcionante.

  18. Pedro Luna
    5 de abril de 2015

    Achei bacana a inserção dos personagens históricos. Simples e agradável. A narração da casa também ficou convincente dentro do tema. Bacana.

  19. Fil Felix
    5 de abril de 2015

    Não gostei muito, achei confuso e corrido. Entendi o ponto de vista da casa e o passar do tempo, porém fui tudo muito rápido e alguns erros de gramática também prejudicaram (principalmente a falta de vírgula em muitos parágrafos). As referências de nomes também não me surtiram algum efeito, talvez devesse ter explicado melhor essa parte, pra não ficar tão no ar.

  20. Cácia Leal
    3 de abril de 2015

    A ideia do conto é interessante, principalmente o final, muito criativo. No decorrer da trama, a história não prende muito, mas o final foi bastante interessante. O conto merecia uma boa revisão. Há muitos erros de português.

  21. Fábio Almeida
    30 de março de 2015

    Devo dizer que, apesar de tudo, o tema é bastante esquisito. Reflexões de uma casa…

    Porém, acredito que o conto relata o que de melhor se pode dizer sobre o tema. A imortalidade de um edifício face às querelas dos seres que nele habitam. Gostei. Gostei na narração. Muito embora eu ache que existam certas partes que, com o devido tempo, poderia ser trabalhadas para oferecer mais consistência ao conto. E digo isto porque nem toda a gente tem conhecimento histórico sobre a figura do Lorde Byron, nem sobre as circunstâncias da sua morte, nem sobre o peso que teve na literatura inglesa. A tal doença da mente =)

    Dito isto, gostei. E tendo em conta o tema contundente, achei que o conto foi muito bem conseguido.

    Parabéns =)

  22. Pétrya Bischoff
    30 de março de 2015

    Eita, me senti foda agora. Logo nas primeiras linhas que citam o caçula poeta que ninguém bota fé, pensei que seria o Lorde Byron. É um desses acontecimentos que nos leva crer que a existência é mágica mesmo no dia a dia. Em um mesmo lugar, em uma noite surreal, surgem três imortais…
    Acredito que a estória esteja dentro do tema proposto (que foi bem interessante) e o autor fez muito bem em optar por um lugar real com tanta carga histórica. A narrativa é simples, mas suficiente e a escrita pareceu-me correta. Eu só teria pesado no sentimentalismo da narrativa, mas isso é pq sou muito fresca mesmo hahaha. Boa sorte

  23. Anorkinda Neide
    30 de março de 2015

    De verdade, eu achei a narrativa um tanto quanto simplória demais, com um toque um pouco mais ‘doce’ poderia ser um infanto-juvenil… tb este tema pediu não é? rsrsrs
    Mas ao revelar o final: Lorde Byron!! O conto me ganhou por completo e nublou qualquer defeito que eu tenha apontado aqui em meus pensamentos.
    Parabens pela homenagem. Show!
    Abraço

  24. Willians Marc
    30 de março de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    Todas as notas vão de zero a dez, sendo zero a nota minima e 10 a nota máxima.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 8
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 7
    Impacto: 6
    Inovação: 7

    Minha opinião: Muito criativo. Com um tema tão surreal quanto esse, o autor(a) conseguiu expressar de forma convincente os pensamentos da casa e ainda incluir alguns personagens peculiares à trama.

    Acho que falta crase na frase: “…histórias de fantasma se popularizaram as minhas custas.”

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  25. Jefferson Reis
    29 de março de 2015

    Gostei da ideia da narrativa. E parabéns a quem sugeriu este tema.

    É uma pena que eu tenha achado o enredo tão bagunçado. A “casa” refletiu muito em poucas palavras, deveria ter sido mais focada. Creio que uma introdução melhor elaborada e um foco principal deixará a narrativa melhor. George e os amigos demoraram a entrar na trama.

    Sugiro colocar boa parte das informações dos primeiros cinco parágrafos em apenas dois e se aprofundar mais na relação dos escritores com suas obras e com a casa.

    Uma coisa que gostei no conto foi a atmosfera de realidade alternativa.

  26. simoni dário
    27 de março de 2015

    O texto é bom, gostei de conhecer Lorde Byron (claro que pesquisei!). A forma como o tema foi tratado me surpreendeu -“Reflexões de uma Casa”? – literalmente? Ainda bem que este tema não caiu em minhas mãos, eu teria errado a narrativa. Mas, seu conto está bem narrado, dentro da proposta, é criativo. Você citou Bram Stoker e Mary Shelley também, é isso? Eles combinariam com freqüentadores da casa de acordo com sua descrição. Mas senti falta de alguma coisa, o conto não me cativou de início, me cansou em algumas partes, talvez um pouco mais de ação não caísse mal.
    O fato de lapide aparecer sem acento me pareceu distração.
    É um bom conto no geral.
    Boa sorte!

  27. rubemcabral
    25 de março de 2015

    O enredo é bom e gostei da narração feita pela casa. Contudo, para mim o conto pecou na revisão: “a” x “há”, muitas crases erradas/faltantes, algumas vírgulas. Faltou um pouco de capricho na pesquisa tbm: “Bram” é um apelido de “Abraham” (isso não ficou claro no texto). “Mary” se escreve com um “r” só, ou vira o verbo “casar” em inglês. Mary e Byron seriam contemporâneos, mas Bram é muito mais recente. Se não me engano, Byron já teria morrido antes do nascimento de Bram.

    De qq forma, como é fantasia, até dá para se admitir o fictício encontro.

    Considerando prós e contras, achei o conto de regular para bom.

  28. mariasantino1
    24 de março de 2015

    Bom Desafio para você, autor/a.

    Tema interessante, espaço estrangulador. Independente disso, o conto tem um “Q” de O fantasma de Canterville – Oscar Wilde, devido às memórias (o fantasma também se recorda dos moradores os quais assustou e retirou de seu castelo. Algumas coisas dessa novelinha são hilárias). A ideia da trama e do link com o desafio/concurso feito por Lorde Byron, o qual MARY Shelley elaborou o clássico Frankenstein, são muito bons. No entanto, pelo pouco que conheço, Lorde Byron e Bram Stoker não estavam juntos naquela noite do dito desafio/concurso (suponho que ambos nem eram amigos).

    A narrativa é simples (alguns floreios fazem destoar), a alusão à pessoas importantes da literatura (de fato uma ótima ideia) instiga a seguir adiante na leitura, porém é fria e um pouco distante – sobretudo quando só narra o que possui: corredores, quartos, bibliotecas…, e quando fala da vida do George repassando pouca emoção ou emoções superficiais. Isso faz parecer que o conto é a somente uma apresentação. A ideia para o conto é muito cativante, eu não esperava mesmo encontrar uma narrativa feita por uma casa (achei muito desafiador), porém, o conto correu nos momentos que deveria ser mais lento, ou seja, depois que se descobriu o novo herdeiro da mansão. O finalzinho levanta e instiga um pouco.

    Média —>>>> Por haver poucos sentimentos repassados pela casa (pois o foco é a casa) e pelos motivos acima citados, a nota para esse conto será: seis (06)

    Observações e sugestões —->>> Assisti à* maridos traídos… (na regra geral, não se usa crase antes de palavras masculinas). –>>> Quando o testamenteiro abriu o livro de registros eu pude sentir todos os membros da família que abriguei a gerações prenderem a respiração – Não sei… Ficou parecendo que todas as pessoas (dos trezentos anos corridos) estavam ali prendendo a respiração ante o evento. – Usaria: “Quando o testamento foi aberto, a geração dos Maximoff remanescente, prendeu a respiração”–, ou algo parecido. –>>>> O fim dessa frase soa estranho –- “Pertenci a família Maximoff há mais de trezentos anos, ou a família Maximoff pertenceu a mim HÁ TODO ESSE TEMPO” — Usaria “durante todo esse tempo”.

    Abraço!

  29. Mariana Gomes
    24 de março de 2015

    Olá.
    Gostei do conto, é bem escrito e a referência ao Lorde Byron foi um ponto alto do conto. Porém o começo foi bastante arrastado e isso deixou a leitura cansativa, o tema foi exposto no conto muito bem, fazendo o leitor adivinhar casualmente. Parabéns e boa sorte no desafio.

  30. rsollberg
    23 de março de 2015

    Cara, parabéns. Um tema bastante difícil, com um limite de palavras muito pequeno. Você soube explorar a casa como personagem principal e dar voz a sua história. Fez isso com um estilo épico que me agradou bastante.

    Introduziu com eficiência (dada as dificuldades citadas) personagens históricos e suas obras imortais. Shlelley e Byron mais contemporâneos do que Stocker. Mesclou fatos com ficção, o que acredito que deu bastante caldo.

    Dei uma travada no “intonação”, mas pesquisando percebi que também existe essa grafia. Estou sempre aprendendo no Entrecontos!!!

    Gostaria bastante de ver esse conto com mais espaço, certamente o autor desenvolveria mais os personagens e o efeito final renderia ainda maior surpresa.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  31. Brian Oliveira Lancaster
    23 de março de 2015

    E: Bem criativo. Para o tema definido exigiu grande esforço. No início achei que se tratava de um mordomo ou coisa assim. Só no final fui entender do que se tratava – uma bela surpresa. Nota 9.

    G: Escrita leve e fluente, sem muitos retoques poéticos ou burlescos. O que para alguns é ruim, para outros torna a leitura mais fácil. Algumas construções talvez pudessem ser revistas, como o primeiro parágrafo que pedia algumas vírgulas bem colocadas e certas trocas temporais. A parte do diálogo, com várias explicações/predicativos travaram um pouco a leitura. No geral, gostei muito do tom inusitado. Com um tema desses, o autor fez milagre. Nota 8.

    U: Trocas temporais em excesso e falta de vírgulas prejudicaram um pouco. Nota 6.

    A: Deu o tom certo de “alguém” pensando, o que o tema exigia. Nota 9.

    Média: 8.

  32. Gilson Raimundo
    23 de março de 2015

    muito boa a história, consegui entender os mistérios da mansão, um trecho logo no começo tirou um pouco do brilho da narrativa. achei bem estranho, pra mim deixou de ganhar alguns pontinhos.”Eu vi todos eles CORREREM quando INFANTES pelos meus CORREDORES BRINCANDO suas BRINCADEIRAS de CRIANÇA.” O uso de palavras parecidas ou com mesmo significado atrapalhou um pouco.

  33. Andre Luiz
    22 de março de 2015

    Caro Rei,seu conto desperta sensações engraçadas e interessantes na leitura, principalmente a reação acalorada de ver uma casa falante. Brincadeiras à parte, quero dizer que gostei do enredo e tudo mais, com uma ou outra parte que achei errônea para o contexto, além de uma necessidade de mais falas(ou menções/citações, no caso da mansão narradora) e também de mais descrições de sensação por parte do imóvel – como uma surpresa diante daquela reunião sobrenatural, ou então uma imensa melancolia diante da troca de donos, certa apreensão e tudo mais. Enfim, mesmo sem esses conceitos que poderiam tornar tudo mais interessante, o conto surpreende principalmente no final, em que o escritor misterioso é revelado. George acaba virando Lorde Byron, um célebre escritor inglês. Parabéns pela sacada!

  34. Claudia Roberta Angst
    20 de março de 2015

    Tema criativo que te deram, hein? Acho que a ideia que teve foi muito boa e gostei da narrativa. Alguns erros escaparam do crivo revisional:
    – que abriguei a gerações > que abriguei HÁ gerações
    – brincando suas brincadeiras > evite a proximidade de palavras com o mesmo radical, soa repetitivo.
    – Assisti à maridos traídos > Assisti A maridos traídos (sem crase)
    – colocaram a disposição > colocaram À disposição (com crase)
    – Pertenci a família Maximoff > Pertenci À família… (com crase)
    – a alguma possessão espiritual > à alguma possessão.. (com crase)
    – lapide > lápide
    Há outros errinhos, mas que são de fácil correção. Cuidado também com a pontuação. Há frases longas demais que necessitam de vírgulas ou um ponto final.
    Gostei da homenagem ao grande Edgar Alan Poe. Gosto muito dele com sua carga macabra genial. Só uma observação: a morte de George/Poe deveria ter sido só revelada no final mesmo, no último parágrafo. Daria maior impacto ao desfecho.
    Outro detalhe: no começo, o narrador diz – Assisti a maridos traídos, amantes assassinados e a enterros clandestinos de corpos no solo do meu jardim. – ENTERROS clandestinos dá ideia de terem enterrado mais de um corpo ali. Ou seja, isso destoa com o fato de George ser o segundo corpo no jardim
    Também supriria DE CORPOS da frase citada, pois ficou redundante. Ficaria assim:
    Assisti a maridos traídos, amantes assassinados e a enterros clandestinos no solo do meu jardim.
    Considero o tema bem desenvolvido e a leitura bem agradável. Uma revisão mais atenta e uma lapidação sutil na linguagem dariam mais brilho ao texto.
    Boa sorte!

  35. José Leonardo
    19 de março de 2015

    Olá, autor(a). Uma narração a partir do ponto de vista da mansão (trazendo ao protagonismo esse ser inanimado que geralmente passa despercebido) foi bastante original. O relato histórico-sintético (casas “vivem” muito mais que homens) ficou bem acabado, obteve-se êxito nesse sentido. Recomendo uma revisão posterior, por exemplo, sobre o uso correto da crase e se possível eliminar uma redundância (“brincando suas brincadeiras”). Em linhas gerais, é um bom conto, fluente, não-cansativo.

  36. Fabio Baptista
    19 de março de 2015

    O tema aqui não ajudou muito.

    Acho que o autor seguiu por um caminho “seguro” (eu provavelmente faria o mesmo), mas infelizmente não explorou a ideia a contento.

    O pecado aqui foi entregar cedo demais que o narrador era a casa. Talvez se guardasse essa revelação mais para o final o resultado teria sido melhor.

    Ou se partisse para uma abordagem mais sobrenatural, sugerindo que Bram era de fato um vampiro, ou algo assim.

    A escrita não trouxe muitos atrativos também.

    Enfim, não gostei muito.

    NOTA: 5

  37. Jowilton Amaral da Costa
    18 de março de 2015

    Gostei. Achei interessante as reminiscências do castelo, sem dúvida um tema original e você escreveu um bom conto, nada muito impactante, mas bom. Achei que fluiu bem até o meio, depois deu uma degringolada, que culminou num desafio entrecontos com os autores de Frankenstein, Drácula e Dom Juan, interessante. Boa sorte.

  38. Tiago Volpato
    18 de março de 2015

    Grande Afonso Solano, é com imenso prazer que vejo que você ficou com o tema que escolhi. Confesso que fiquei com receio de que meu tema gerasse um texto enfadonho, mas felizmente não foi o que aconteceu. Gostei bastante do desenrolar da trama, inserir grandes nomes da literatura na história foi uma tacada de mestre!
    Abraços e excelente texto!

  39. Thales Soares
    18 de março de 2015

    Putz, que teminha ruim ein! O autor ou autora foi extremamente habilidoso ao criar uma historia bem construída e totalmente adequada ao tema. Porém, sinto que o tema desagradável foi responsável por atar a criatividade do escritor, que não teve muita brecha para sair voando e ir longe. O enredo, apesar de muito bem escrito, não me conquistou, pois me deixou meio entediado, desculpe. Não entendi muito bem o final.

    Resumindo, o tema dificultou bastante as coisas aqui. O autor fez o que pode, foi habilidoso, mas a historia não me agradou. Mas foi uma boa tentativa.

  40. Eduardo Selga
    18 de março de 2015

    Caro(a) autor(a), queira ignorar as duas primeiras linhas. A posição correta do que está escrito nelas é no fim do comentário.

  41. Eduardo Selga
    18 de março de 2015

    Disse George com uma intonação de voz ridícula ENTONAÇÃO

    Gostaria de parabenizar o(a) autor(a) do tema, excelente para desenvolver bons enredos, na medida em que “casa” traz consigo um simbolismo muito forte —assim como os equivalentes “útero” e “caverna”—, associado ao universo individual, ao psiquismo. É, portanto, um símbolo complexo.

    Assim sendo, a opção por emprestar à casa uma voz narrativa demasiadamente límpida, objetiva, sem sombras, sem dúvidas, não me parece ter sido a melhor escolha, uma vez que a alma humana não é assim. Ao contrário, ela é a própria interrogação, ainda que disfarçada no cotidiano massacrante que nos empalidece a subjetividade. Refiro-me a algo como uma “essência humana”, de difícil definição, não aos arquétipos construídos em cima do Homem a partir do instante em que ele, ao se dar conta de si, foi se distanciando da natureza, redundando na tragédia em que estamos hoje, no mundo.

    Não estou “reclamando” da prosopopeia, recurso usado no conto ao personificar algo que a princípio seria inanimado, a casa. O que digo é que, ao usar esse recurso estilístico, perdeu-se a profundidade humana possível no tema. Noutras palavras, o conto é excessivamente solar, quando deveria haver muitas luas nele.

    Por outro lado, é bem razoável supor que a casa fique “impregnada” de algo como o “espírito” dos moradores. Assim, se eles possuíam essas características “solares”, a casa-narradora refletir isso seria algo natural. Mas ela narra, em sua linguagem objetiva, alguns episódios “lunares”, sombrios, ocorridos no perímetro de suas paredes e terreno, como “[…] enterros clandestinos de corpos no solo do meu jardim” e principalmente a morbidez de Lord Byron. Então, a linguagem dela também talvez devesse ser acinzentada, como esses episódios.

    Interessante usar o poeta ultrarromântico britânico Lord Byron como personagem, mas destoou muito batizar a família de “Maximoff”, pertencente ao universo da Marvel Comics. São duas referências antagônicas, uma nos remete aos séculos XVIII e XIX, enquanto a outra relaciona-se com a atualidade. Seria preciso, para perfeito funcionamento de “Maximoff”, haver uma função estética nessa união passado-presente, coisa que eu não percebi.

    GRAMATICALIDADES

    Em “Assisti à maridos traídos […]” não existe CRASE.

    Em “[…] histórias de fantasma se popularizaram as minhas custas” existe CRASE.

    Em “Disse George com uma intonação de voz ridícula […]” o correto é ENTONAÇÃO.

  42. Marquidones Filho
    18 de março de 2015

    Simples e direto. Não posso opinar muito devido à ignorância com relação ao personagem, mas creio que para o pouco que sei dele, o conto é bem estruturado.

  43. JC Lemos
    18 de março de 2015

    Olá, autor! Tudo em cima? Confesso que não conheço muito sobre Lorde Byron, mas foi interessante lero ponto de vista de uma casa.

    Sobre a técnica.
    Gostei. Deu vivacidade a narração da casa pensante. Uma sensação aproximada a de ouvir um humano contando a história. A qualidade narrativa também se mostra presente. É um conto que instiga e não desanima.

    Sobre o enredo.
    A história construída é bem consistente. Os acontecimentos se desenrolam cada um em seu momento certo, e esse tom melancólico é bom. Gosto de impregnar meus contos com isso também. Porém, apesar da riqueza construída nesse pequeno espaço, o texto não conseguiu me agradar muito (agora falo pela questão de gosto). Talvez pela forma como foi abordado. Penso que poderia ter sido melhor.

    Sobre o tema.
    Não há do que reclamar. Foi bem utilizado, e a forma como foi narrado contribuiu bastante, em minha opinião.

    Nota:
    Técnica:8,5/10
    Enredo: 6/10
    Tema: 8/10

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  44. Rafael Magiolino
    18 de março de 2015

    O primeiro texto no desafio que não me agradou até o momento. Entendo a dificuldade em bolar uma ideia de acordo com o tema incomum e o limite de palavras, mas não consegui compreender o enredo e nem a mensagem transmitida.

    A escrita, por outro lado, ficou boa. O mínimo de erros e as palavras foram muito bem colocadas.

    Abraço e boa sorte!

  45. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2015

    ???????????
    O que teve de sobrenatural naquela noite?
    Porque aquela noite foi fatídica?
    O que aconteceu naquela noite?
    Será que sou eu? Devo ser lerda demais e não consigo ver a trama toda?

  46. André Lima
    18 de março de 2015

    Hahaha, muito bom, cara! Gostei mesmo… Você conseguiu dar uma boa solução para um tema que, sinceramente, eu não gostaria nem um pouco de retirar.
    Me prendeu até o final, mas fiquei com a sensação de que faltou realmente um final mais interessante. Talvez a quantidade limitada de palavras possa ter prejudicado o desenrolar da história.

    Enfim, muito bem escrito também, o que demonstra que você possui notória habilidade com as palavras. Um bom conto para um tema complicado. Parabéns.

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Informação

Publicado às 17 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .