EntreContos

Literatura que desafia.

Roda Mundo, Roda Gigante (Claudia Roberta Angst)

menina-com-balao--roda-gigante-d81866

A noite mal começara e a lua crescia no céu de verão. Bianca não sabia o que estava fazendo ali. De mãos dadas, sorriso no rosto, comendo pipoca fria. Pedro a olhava com quase adoração e, só por isso, ela não saiu correndo quando a proposta veio.

─ Vamos na roda gigante?

Ela ainda argumentou que a fila para entrar no brinquedo estava enorme. Brinquedo? Aquilo deveria ser definido como instrumento de tortura, isso sim. Não quis falar para Pedro sobre sua aversão, pois achava que, estando junto dele, nada lhe aconteceria.

─ Prometo que valerá a pena.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

Anúncios

65 comentários em “Roda Mundo, Roda Gigante (Claudia Roberta Angst)

  1. Martha Phobos
    13 de junho de 2015

    Muito bom receber o primeiro comentário e ele ser tão generoso. Não pretendi criar nada muito elaborado ou que causasse grande impacto, apenas deixei a fobia com o papel principal e trabalhei os personagens ao seu redor. Mas, o amor,ah, o amor, sempre traz consequências para qualquer trama.
    Obrigada pelo comentário. Abraço.

  2. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    Linguagem bem natural, mas com estilo, tipo “comendo pipoca fria”, “descontraída improvisação”. Gostei da ideia de declamar poemas em cada encontro, como não pensei nisso antes. O enredo é simples mas instigante, porque o leitor fica querendo saber o fim. A metáfora do disco de newton foi tudo. Não sei se eu tou doido mesmo, mas a história quase me mata de rir. Mas olha, achei tudo muito romântico também, principalmente o cara aceitar tudo sorrindo.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Não está doido, não. Minha intenção era produzir uma comédia romântica.
      A metáfora do disco de Newton surgiu de uma lembrança de infância. Meu irmão me mostrou sua experiência de Ciências que era essa variedade de cores tornando-se branco. Estávamos no quintal da nossa casa e fiquei impressionada. Nunca mais esqueci.
      Valeu pelo comentário. Abraço.

  3. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Gostei da narrativa, que prende o leitor com facilidade. Dentro do contexto da história, o poema foi bem utilizado, e a fobia bem explorada. O medo da personagem foi exposto de maneira bastante satisfatória. A única coisa de que não gostei foi a mudança para o ponto de vista do namorado, tirou um pouco o impacto do enredo. Também achei um pouco inverossímil ele não ter reparado na reação da menina; pela maneira como foi descrito, o medo dela parecia bem evidente.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Não costumo gostar muito de histórias em que o foco é o romance, mas a sua me agradou. Não foi melosa e nem idealizada: simplesmente mostrou um casal comum, com desejos e paixões comuns, ainda que tenha conseguido dar um ar único com o desastre. Só faltou mostrar um pouco mais a surpresa da garota quando o namorado se declarou e lhe deu o anel.

    3 – Criatividade (2/3)
    No início você criou um clima bem genérico, com dois amantes em uma roda gigante e uma declaração de amor, mas soube usar a fobia de maneira a dar uma nova cara ao tema.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Nem percebi que havia mudado de ponto de vista, pois acho que isso já é algo natural para mim – dar ao leitor duas visões.
      Quanto à distração do namorado, acredite em mim: muitos homens são assim. E não se esqueça de que ele estava concentrado em criar um evento romântico, tendo elaborado um plano cheio de pequenos detalhes.
      Bianca não teve nem tempo de apreciar o anel, pois estava apavorada, depois envergonhada com a reação.
      Obrigada pelo seu comentário.Abraço.

  4. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Ficou bem escrito o conto, apesar de eu não gostar muito do estilo, mas não há como negar a qualidade, parabéns! Foi bom ler, também, um texto seguro, com boa fundamentação da fobia. Talvez pudesse ter desenvolvido mais as personagens? Talvez, rs. Ou, de repente, é apenas a minha vontade de saber mais sobre elas. 😉 Parabéns, novamente, mas não me incomodarei em ser repetitiva! 😉

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      E aí, Bia, gostou da sua xará? Pena que não curte o meu estilo, mas não vou cortar os pulsos por isso. Nem eu, às vezes, curto…rs. Tenho essa mania de não me aprofundar demais no desenvolvimento das personagens. Tenho pressa, sempre.
      Muito obrigada pelo seu comentário. Abraço.

      • Bia Machado
        14 de junho de 2015

        Ah, esqueci de comentar que essa Bianca parece comigo em várias coisas, rs… Quando digo estilo, é esse conto mais para o cotidiano, em situações do dia a dia. E sabe que tentei fazer um pouco isso no meu conto esse mês? Acho que você não se aprofunda por escrever textos mais curtos, é a impressão que eu tenho, o foco fica na ação como um todo, as personagens fazem parte desse todo. O pessoal também me cobra às vezes essa coisa de desenvolver mais. Mas se eu tento desenvolver mais… estouro o limite fácil, fácil… 😉

  5. Jowilton Amaral da Costa
    13 de junho de 2015

    Muito, muito bom. A condução é excelente. Identifiquei-me bastante com a personagem, tenho medo de altura e não passeio de roda gigante, nem… Tem construções muito boas., Gostei bastante da analogia ao disco de Newton, eu fiz um projeto de ciências na oitava série e para criar um disco de Newton, que é bem simples. Foi tudo muito bom, do clima guti-guti, a vomitada, o namorado ficando ainda mais apaixonado por ela, vendo-o fragilizada. Conheço um casal que estão casados há mais de dez anos, que começou o relacionamento depois de vomitada dele nela. Não por causa de medo e sim de birita. kkkkkkkkkk O amor é lindo, e surpreendente. Parabéns. Boa sorte.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Olá, Jowilton, tudo bem?
      Pois é, meu irmão também fez um projeto de Ciências com o disco de Newton e me mostrou. Eu era criança e fiquei muito impressionada.
      Ainda bem que você entendeu toda a reação apaixonada do Pedro. Gostei de saber da experiência do seu casal de amigos. Essas coisas acontecem mesmo, né?
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  6. Renato Silva
    12 de junho de 2015

    Belo conto. Me identifiquei bastante com a fobia de Bianca, também sofro com o medo de altura. Sempre dei um jeito recusar qualquer convite para parques de diversão, pois eu não iria “amarelar” se estivesse lá, principalmente estando num grupo com meninas. Por orgulho, tive de vencer o medo e andar nos brinquedos.

    O conto é sobre uma situação corriqueira e simples, e não havia porque ser diferente. Nem sempre uma boa história tem que apelas para o fantástico ou o surreal. Mesmo sendo em 3ª pessoa, os sentimentos de Bianca foram bem transmitidos e sua angústia pode ser sentida.

    Poema bonitinho, bem encaixado. Tudo dentro do que pede o desafio.

    Boa sorte.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Bom, você melhor do que ninguém entende o sofrimento de Bianca. Por ela, também evitaria pisar em parques de diversão, mas o amor…
      Não quis escrever sobre nenhuma fobia exótica, fiquei no básico mesmo. Aliás, escrevi o conto bem rápido, ele se apresentou assim.
      Obrigada pelo seu comentário. Abraço.

  7. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    12 de junho de 2015

    Martha Phobos, que conto lindo de amor! É um dos poucos (comecei de trás para frente, então o seu é um dos últimos) que conseguiu passar a crescente da fobia para o leitor! Maravilhoso! Eu encaro as montanhas russas mais radicais do mundo, mas roda gigante nem f*d**do! Também vomitaria sem pensar em quem está nas cadeirinhas de baixo! Parabéns pelo maravilhoso conto que se adequou muito bem à proposta de “fobia”; um dos poucos contos que se viu a entrega total do autor à fobia. E numa narrativa gostosa de ler, sem afobação (só da Bianca), dando o recado direitinho; subi na roda gigante com os dois!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      É isso aí, Carlos, o conto é de amor, diria uma comédia romântica. Eu quis me concentrar na fobia, tentando passar ao leitor a agonia da menina. Que bom que consegui adequar a escrita ao tema proposto. Adorei que você apreciou a viagem com os dois.
      Obrigada pelo seu comentário. Abraço.

  8. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Uma narrativa deliciosa, muito bem feita. O enredo como um todo é simples, mas a percepção do autor foi muito, muito boa. Até o momento este é o texto onde a fobia foi melhor apresentada, consegui sentir junto com a Bia toda sua angústia, seu medo. Descrições exatas, ritmo muito bom.

    Parabéns mesmo, um excelente texto!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Que bom que apreciou a narrativa. A intenção era essa mesma – criar algo simples com foco na fobia.
      Obrigada pelo seu comentário. Abraço.

  9. mariasantino1
    11 de junho de 2015

    Hey, Martha!

    ↑ Pois é, ao invés de ideias mirabolantes, um conto com uma ideia simples e muito bem conduzido como esse, cai como uma luva. Gostei de tudo. Descrições do estado alterado da personagem, aquém do belo momento vivido. Nenhum rodeio ou explicações tipo cartilha acerca da fobia. Você foi direto ao ponto e apostou em fazer o leitor ver pelos olhos da Bia Nervosa (tamo junto, também tenho acrofobia).

    ↓O poema não desceu redondo, mas nem chega a ser travoso, só achei que não combinou com o rapaz (além de que é mais comum meninas declamarem, né? E seria legal ter um pouquinho mais dele, para notar essa singularidade). Fora isso, eu queria era mais.

    Um bom conto. Nada morno 🙂
    Nota…

    Abraço!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Oi, Maria, tudo bem?
      Pois é, às vezes menos é mais, foi isso que pensei ao criar essa narrativa simples, sem ideias mirabolantes.
      Ufa, ainda bem que não achou o conto morno.
      Obrigada pelo seu comentário. Abraço.

  10. vitor leite
    9 de junho de 2015

    escrita tranquila a descrever uma situação mais ou menos corrente, para ser perfeito falta somente algo que fique na memória. Este conto tem tudo para ganhar este desafio, parabéns.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      O que eu poderia acrescentar que ficasse na memória?
      Obrigada pelo comentário e pelo otimismo quanto ao resultado.
      Abraço.

  11. Pétrya Bischoff
    9 de junho de 2015

    Certo, Martha!
    Adorei a maneira que tua narrativa fez os sentimentos tomarem proporções conforme o casal se aproximava da roda gigante, depois, conforme a própria roda começava a girar. Tudo foi crescendo e sufocando, as descrições estão convincentes para tal.
    Avistei somente um ou dois problemas de digitação/ortografia.
    A estória tem um romancezinho gostoso ao fundo, e simpatizei com o namorado.
    O poema pareceu-me uma construção simples e a fobia esteve presente. Parabéns e boa sorte.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Você captou bem a ideia da relação das emoções com a roda gigante, os giros e tudo mais.
      Também gosto muito do Pedro. Acho o guri um fofo.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  12. rsollberg
    8 de junho de 2015

    Oi Martha!
    Esse conto me ganhou pela sua singeleza. Uma ideia muito bem executada.
    A narrativa é empolgante e a fobia sentida pela protagonista é bastante palpável.

    Ótimas analogias permeiam todo o texto, como esta: “Enquanto Bianca suava em profusão de um iceberg deslocado em deserto, Pedro impostou a voz e declamou com voz de locutor.”

    Esse trecho também soou bem legal:
    “Quando a roda pôs-se a girar, as cores ganharam velocidade. Bianca imaginou-se dentro de um enorme disco de Newton, misturando-se a todas as tonalidades até alcançar o branco total. Paredes de manicômio, branco da camisa de força, azulejos descarnados. A loucura era giratória e alucinada.”

    Não entendi muito esse trecho, acho que ficou um pouco gratuito:
    “Ela até lembrava um pouco a sua primeira professora, D. Eunice”

    A poesia que ficaria deslocada em qualquer outra hipótese, funcionou em razão do pedido de casamento!!! Curti.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Um conto singelo bem executado? Adorei o elogio.
      Parece que o disco de Newton fez sucesso entre os leitores. Concordo com você quanto ao trecho que achou um pouco gratuito. Na nova versão, será eliminado.
      A poesia tinha que ser ao estilo do Pedro, afinal era ele o poeta e tinha um objetivo claro – pedir Bianca em casamento.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  13. Virginia Ossovski
    7 de junho de 2015

    Acho que vou pro inferno, mas ri muito da situação da coitada. Eu também morro de medo quando a roda gigante fica parada e você lá no alto, balançando… Bem, você expôs aqui uma verdadeira fobia, muito bem encaixada na história. Quanto ao poema… bom, eu também ri um pouco do cara recitando poesia no alto de uma roda gigante. Está muito bem escrito, parabéns !

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Assim como o seu pai, você percebeu o tom de comédia romântica que quis imprimir no conto. É para rir mesmo, afinal apesar dos pesares, o final é feliz.
      Obrigada pelo seu comentário. Abraço.

  14. Gustavo Castro Araujo
    4 de junho de 2015

    Dos contos que li até o momento, este foi o que melhor caracterizou a fobia. O enredo não chega a ser inédito, servindo mais como justificativa para ressaltar o medo crescente. No entanto, talvez por se tratar de um clichê, essa demonstração ficou bem redonda. Gostei muito da cadência, desse modo como o nervosismo com a situação vai se transformando paulatinamente em um medo incontrolável. Achei um pouco exagerada a cena do vômito — foi vômito, né? — mas condiz, de todo modo, com a situação.

    A poesia é o ponto alto do texto. Chego a imagina que está entre as melhores deste desafio. É sensível e não parece ter sido inserida a marteladas, só para constar. Se o rapaz estava mesmo apaixonado — e tudo indica que estava — naturalmente poderia dar vazão ao seu poeta interior.

    O final também ficou bacana. Apesar dos pesares, o amor triunfa. Uma sacada inteligente para uma situação inusitada ainda que não inédita.

    Não há o que se falar da parte gramatical. Se erros há, passaram despercebidos. A prosa também me agradou bastante. Em alguns momentos, pude perceber meu próprio estilo de escrita impregnado nas entrelinhas.

    Bom trabalho! Boa sorte!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Fala, Boss! Concentrei minha atenção na caracterização da fobia, por isso preferi criar uma narrativa simples, sem muito impacto. A poesia foi “desenhada” para se adequar ao personagem Pedro, apaixonado, mas sem muito talento para poesia.
      Um baita elogio você se identificar com o meu estilo de escrita.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  15. Fabio D'Oliveira
    4 de junho de 2015

    ❂ Roda Mundo, Roda Gigante, de Martha Phobos ❂

    ➟ Enredo: Não posso falar que é uma história boa, mas também não posso falar que é ruim. Fica no meio termo. Se passa num ambiente clichê, numa situação clichê, que é o pedido de casamento, porém, os personagens ficaram muito bem construídos. Gostei da Bianca. E ainda mais do Pedro. Se fosse uma situação um pouco diferente, talvez a história agradasse mais. Assim ficou tão mais ou menos…

    ➟ Poema: Gostei e acredito que se encaixou com o texto. Isso é excelente! Nada a adicionar, já que não entendo muito de poema.

    ➟ Técnica: Excelente, sendo necessário tomar cuidado apenas com a construção de algumas frases, que ficaram estranhas. Parabéns pela habilidade e talento!

    ➟ Tema: Totalmente compatível com a proposta. Isso sim é medo! Fobia de verdade! Acertou ao se focar na fobia, deixando a proposta no plano de fundo. Parabéns!

    ➟ Opinião Pessoal: Não gostei. Claro, de forma totalmente pessoal, não gostei nadinha do texto, apesar das qualidade já expostas. É muito sem graça. Sei lá, não tem nenhum atrativo além de observar a fobia.

    ➟ Geral: Enredo simples e medíocre, mas personagens excelentes. Técnica muito boa, com pouquíssimas falhas. Poema ótimo. Tema totalmente compatível com a proposta do desafio. Não gostei, pessoalmente, porém, isso não interfere muito na nota. Parabéns, mais uma vez!

    ➟ Observação: Gosto de pessoas que se arriscam. Tente fazer isso na próxima! Talento e habilidade tem de sobra!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Olá, Fábio! Já estou sentindo um certo enjoo só de pensar na nota que vou receber de você. Medo!
      Não gostou nadinha do meu texto, muito sem graça, sem atrativo, enredo medíocre.Ainda bem que compensou com a técnica excelente, personagens excelentes, poema ótimo.. Afinal, você é um crítico bipolar? Brincadeirinha. Levarei tudo em conto, principalmente, o seu conselho para me arriscar mais.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  16. Brian Oliveira Lancaster
    1 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Muito bom! Começa direto na fobia, sem precisar de muitas explicações.
    G: Textos cotidianos me atraem quando contém maiores camadas. Aqui você fez isso muito bem e com maestria. A poesia foi simples, mas combinou com o ritmo do texto e da história. Os dois lados estão belamente explicitados e o cenário conquista logo de cara. O enredo é curto, mas isso ajudou no impacto.
    U: Tirando uma frase sem ponto, que não desmerecesse em nada o restante, não vi nada de incomum. Escrita leve, fluente e gostosa de se ler.
    A: Adequou-se perfeitamente ao tema, embutindo certo humor e um tom de comédia romântica (não, não é sabrinesco).

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Essa EGUA sempre me faz rir. Principalmente, quando relincha.
      Ufa, ainda bem que o conto não ficou sabrinesco. O tom pretendido era esse mesmo de comédia romântica. Acertou na mosca, ou na roda… não sei.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  17. Leonardo Jardim
    1 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) é bem legal. Não é, entretanto, uma trama muito elaborada.

    ✍ Técnica: (4/5) achei muito boa, com algumas frases bem inspiradas. Acredito que a forma como o texto é contado é o maior mérito do conto. Tornou a leitura gostosa e muito ágil.

    ➵ Tema: (2/2) medo de altura (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) embora seja um texto muito bem escrito, não é uma situação muito criativa.

    ✎ Poema: (2/2) bonitinho e bem encaixado na trama. Gostei.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) gostei bastante do texto, a fobia muito bem descrita e o final bem agradável (“fofo” talvez fosse o adjetivo correto).

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Leo Garden, como vai? Gosto do seu sistema de avaliação,todo organizadinho e ilustrado. Realmente, não me preocupei em narrar nada muito criativo, mas sim algo simples que abordasse uma fobia comum.
      O final foi a única parte que modifiquei um pouco. Acho que “fofo” é o adjetivo correto,sim. 🙂
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  18. Fil Felix
    30 de maio de 2015

    Conto muito tranquilinho e gostoso de ler. Não sou chegado nessas histórias muito açucaradas, fiquei com um pé atrás no início, mas logo me capturou. Não entrando em questões como realismo em relação a fobia ou ao namoro/ noivado (que já comentaram por aqui), acho que a história serviu muito bem seu propósito, que é contar este trecho na vida do casal.

    O poema está aí, de forma bonitinha também, mas parece não ter sido muito bem trabalhado, se o tirassem o conto teria o mesmo efeito. O que gostei bastante foi do final, saindo dos clichês fofinhos e entregando um amor que supera até o vômito alheio, abraçando o parceiro. Achei cute ^^

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      O conto aumentou a sua taxa glicêmica, Fil?
      Que bom que achou que o texto adequou-se ao tema. O poema não pôde ser lapidado por uma questão simples: o autor dos versos é Pedro, um jovem apaixonado, mas sem muito talento lírico. E como eu poderia retirá-lo do conto se é o pedido de casamento , a declaração de amor no alto da roda-gigante?
      O amor supera tudo,não? É brega, clichê, mas supera tudo.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  19. catarinacunha2015
    30 de maio de 2015

    Beleza e agonia traduzidas em fofura escatológica. Gostei da forma como a decepção foi trabalhada. É difícil conseguir fazer o leitor sentir pena do personagem. O poema é digno de um jovem apaixonado. Final positivo esperado.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Fofura escatológica? Boa descrição, Catarina.
      Você entendeu bem a razão do poema ser como é, criação de um jovem apaixonado, não um poeta de verdade.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  20. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2015

    Ahhh.. que amorzinho!
    Foi o conto de que mais gostei até agora… ok… confesso e sem novidade alguma que sou uma menina romantiquinha 🙂

    Acho que está perfeitamente demonstrado tudo.. a moça não querer demonstrar sua fobia é perfeitamente normal nas mocinhas! O moço não perceber nada, é perfeitamente normal nos moços… 😛
    O moço estar tão apaixonado e fazer o pedido sob quaisquer circunstâncias é tb perfeitamente normal…ansiedades da paixão…hehehe

    Enfim, parabens e obrigada por este conto cutcut!
    ps: o poema tb está uma gracinha!

    Abração

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Gostou, né, Anorkinda? Também sou uma garota romântica e aqui deixei extrapolar a doçura, mesmo com um desfecho meio eca…rs.
      Ainda bem que entendeu a distração do Pedro, afinal ele está apaixonado e concentrado na realização do evento romântico.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  21. Tiago Volpato
    27 de maio de 2015

    Um texto bom, você trabalhou bem a fobia e seu estilo agrada. O poema também foi inserido de forma bem criativa e foi necessário na história. Foi um texto simples, mas que agradou.
    Abraços!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Que bom que gostou do meu trabalho, Tiago. O poema deu um pouco de trabalho porque tive praticamente de descontrui-lo para caber na fala do personagem, sem parecer muito elaborado.
      A simplicidade era um dos meus objetivos.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

      • Martha Phobos
        13 de junho de 2015

        * desconstruí-lo

  22. Rubem Cabral
    27 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Achei o conto simples, queria ter encontrado um tanto mais de enredo. É tragicômica a situação da Bianca, que, embora possível, seria um tanto improvável para um casal de namorados caminhando em direção a um possível noivado.

    Quero dizer, normalmente um namoro dura muitos meses ou anos até o noivado, tempo suficiente para o conhecimento de fobias mútuas e tudo mais, além da questão do franco diálogo entre os parceiros. Talvez, se o Pedro pedisse uma famosa “prova de amor” ao levar a namorada sabidamente fóbica até o topo da roda gigante, talvez assim a trama ficaria mais real (ao menos para mim).

    O poema está bonitinho e até condiz com poemas feitos por quem não é poeta, mas que tem sentimentos reais e vontade de agradar. Ou, em outras palavras, está bem contextualizado.

    A fobia está bem encaixada no conto também.

    Bom conto!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Olá, RC, tudo bem? Então, desta vez, eu não quis escrever nada muito elaborado. O enredo é propositalmente simples, pois quis me focar na fobia. Quanto ao namorado distraído, já encontrei muita gente assim. Minha ideia não era criar um casal que se conhecesse há muito tempo, mas sim dois jovens apaixonados. Pedro estava tão apaixonado que só conseguia se concentrar no pedido de casamento, e não queria esquecer os versos preparados durante noites e noites.
      Você entendeu bem o porquê do poema ser como é, de acordo com o poeta.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  23. Cácia Leal
    26 de maio de 2015

    Bem… vou começar pelo poema… rs… poeta definitivamente, você não é… rs. No entanto, sua escrita como contista é espetacular. Você sabe dominar muito bem a escrita e sabe desenvolver a narrativa com perfeição, mantendo a atenção do leitor do início ao fim. E você conseguiu escrever o conto todo em um passeio de roda gigante! Muito bom. Acho que saiu o primeiro lugar! Parabéns! Isso é que é amor!
    Gramática: Não encontrei nenhum deslize, mas pode ser que eu tenha me empolgado com a história!… rs
    Criatividade: Achei bastante criativo!
    Adequação ao tema: Perfeito, sem comentários. Encaixou-se como uma luva!
    Riqueza textual: Texto muito bem escrito, com uma perfeição impecável! Um exímio escritor!
    Emoção: Senti cada minuto narrado, como se estivesse vivendo lá. Realmente você soube mexer com a emoção do leitor.
    Enredo: Não foi complexo, foi simples, mas perfeito!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Poxa, Cácia, não julgue o autor pelo poema. Afinal, o poeta foi o Pedro e não eu. Precisei adequar os versos ao personagem, para dar credibilidade ao tosco apaixonado.
      Que bom que você gostou do conto, isso me deixa bem satisfeita.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  24. simoni dário
    26 de maio de 2015

    Acho que em se tratando de Fobia, a menina não subiria naquela Roda Gigante de jeito nenhum. Mas vamos levar em conta que o amor cura quase tudo e ela bem que tentou!
    O seu conto é daqueles gostosos de ler numa tarde chuvosa de domingo comendo bolinhos de chuva. O ambiente e o medo da Bianca foram bem narrados e adorei a característica que você imprimiu ao namorado, aquele cara desligado que não percebe o que está acontecendo até o fim…homens(kkk)
    Gostei muito, uma adorável leitura.
    Parabéns!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      O que não faz alguém apaixonado? Enfrenta tudo. Ainda mais uma jovenzinha que não lidava com a sua fobia há muito tempo. E como ela mesma esclareceu – achou que ao lado do amado, nada de mau lhe aconteceria.
      Adorei a imagem do leitor curtindo o meu conto em uma tarde chuvosa de domingo comendo bolinhos de chuva. Que delícia.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  25. Claudia Roberta Angst
    25 de maio de 2015

    Bom, a fobia está aí o tempo todo mesmo que o namorado não tenha se dado conta disso. Ou talvez, só no final, depois de ter recebido uma resposta vomitada, percebeu que a moça não aprecia muito lugares altos.
    Não encontrei outros deslizes a não ser aqueles já apontados como ausência de pontuação e a repetição da palavra ‘voz’ antes do poema.
    A poesia em si não traz nada de surpreendente, mas acredito que se encaixe à trama narrada.
    Uma leitura leve, sem sobressaltos, apenas um nojinho no auge da fobia, mas que não chega a chocar. Boa sorte!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Olá, CR, tudo bem?
      Pois é, Pedro distraído de tão apaixonado, não tinha percebido o pavor da namorada.
      A repetição de ‘voz’ escapou na revisão, pois a frase tinha sido modificada e esqueci de cortar uma voz.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  26. Evandro Furtado
    25 de maio de 2015

    Muito interessante e um pouco agoniante. Que inferno, não? Vomitar diante de um pedido de casamento? Essa foi inusitada.

    A maneira como você construiu o medo da garota pela roda gigante foi muito precisa, uma linguagem simples e personagens muito bem construídos.

    Você prendeu minha atenção do início ao fim, então muito bom.

    Por fim, tem essa reação inusitada, que deu um tom interessante ao conto.

    Parabéns.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Já imaginou a cena? O moço todo apaixonado, querendo surpreender a namorada e recebe uma vomitada como resposta?
      Concentrei-me na caracterização da fobia, por isso apostei na simplicidade de tudo mais.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  27. Wallace Martins
    23 de maio de 2015

    Olá. meu caro(a) Autor(a), tudo bem?

    Rapaz, preciso lhe agradecer pela ótima leitura, foi um conto prazeroso e bonito de apreciar, uma história, apesar de triste e de medo, com um ar romantico, bonito, leve, soube tratar a fobia da moça sem dar um tom macabro para a questão, sempre contrabalanceou com os sentimentos do rapaz para com ela, que, por sinal, era alguém romantico, tudo bem que não prestava muito atenção na moça, não conseguiu identificar os sinais de mudanças de comportamento, feições e afins, algo que alguém apaixonado, ao nível que ele se encontrava e, acredito eu, para pedí-la em casamento, já a conhecia muito bem, sendo assim, acaba por pecar, um pouco, na verossimilhança, apesar de que alguns homens não prestam muito atenção em suas esposas e deixam passar muitos detalhes cruciais para o relacionamento, mas isso acaba por ser assunto muito longo e para outro momento e debate.
    Retornando ao seu conto, eu gostei do poema, da forma e no contexto que ele foi encaixado, coitado do rapaz, receber como resposta o vômito não deve ser nada satisfatório, mas ele também não percebeu a situação em que colocou a sua amada.
    Mas deixo aqui meu grande elogio a sua escrita, ela é muito leve, precisa, com um ritmo maravilhoso, com palavras bem empregadas, alguns pequenos erros de pontuação e concordância, mas nada que atrapalhasse muito a leitura.
    De verdade, gostei muito mesmo do seu conto, parabéns!!!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Como já expliquei para alguns colegas aqui, Pedro não a conhecia há muito tempo, e devido a seu estado de apaixonado, ele não conseguiu enxergar o pavor da namorada. Estava concentrado em pedi-la em casamento, tentando se lembrar dos versos para o grande evento romântico.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  28. Fabio Baptista
    23 de maio de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 3/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************
    Não me agrada muito esse estilo de frases curtas, mas a competência da execução é inegável.
    Só mudaria o trecho em que a menina vomita. Tive que voltar o parágrafo e dar uma atenção maior ao “incontida”. A informação estava lá, mas nesse momento o ritmo da leitura foi quebrado.

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************
    Gosto de simplicidade. E essa trama foi simples e muito bem executada.
    Antes assim do que com uma complexidade desnecessária, mas acabou faltando o diferencial para a nota máxima.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 1/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************
    Apesar de “redondinha” e enquadrada no contexto, acredito, baseado no restante da narrativa, que o autor poderia oferecer algo mais elaborado.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 1/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Eu gostei da história, mais do que das outras em que dei a mesma nota, mas achei que faltou um pouco de emoção, mesmo que descambasse para um sentimentalismo mais barato kkkkkkk.

    Senti o narrador meio “distante”. Ou talvez eu que esteja meio frio hoje.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Acho que foi o texto que melhor se enquadrou no tema até aqui.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Eu e minhas frases curtas, né? Mas pelo menos não fiquei repetindo conjunções…rs
      Eu acho que já descambei para um sentimentalismo bem clichê, mas parece que não foi o suficiente para você. Queria algo mais sabrinesco, né?
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  29. Rogério Germani
    23 de maio de 2015

    Olá, Martha Phobos!

    Finalmente chegamos na fase em que as lições deixadas pela correção dos textos anteriores surgem efeito! Seu conto tem méritos por absorver os ensinamentos e lapidá-los em linguagem de fácil empatia.

    Agora, vamos à análise do texto.

    Pontos fortes:

    1- Poesia perfeita para o contexto.
    2-Os sintomas da fobia estão minuciosamente apresentados.
    3- O romantismo que permeia a trama é convincente do princípio ao fim do texto, tanto na voz do narrador quanto nos personagens apresentados.

    Pontos negativos:

    1- Faltou pontuação nesta frase:

    Meus primos falaram que é o máximo

    2-Algumas imagens aplicadas pelo autor(a) não funcionaram bem para o ar romântico em certas passagens do conto.

    3-Medo de roda gigante é uma fobia tão corriqueira que, para atrair uma atenção maior, o conto deveria trazer um fato inusitado, inédito. Eu mesmo, por exemplo, tive a mesma experiência triste no passado, quando uma ex-namorada minha quase desmaiou numa roda gigante… Sinceramente, esperava que o conto conseguisse sair do lugar comum, trouxesse uma cena extraordinária além da velha estória do encontro romântico no parque…

    Parabéns novamente pelo conto e boa sorte!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Meu conto tem méritos por absorver os ensinamentos e lapidá-los em linguagem de fácil empatia? Gostei disso.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  30. JC Lemos
    23 de maio de 2015

    Esse é dos bons!
    Tudo bem, autor (a)?
    Seu conto é leve, gostoso de ler. A leitura fluiu tão bem que terminei sem perceber. O medo, as sensações e os cenários foram tão bem descritos, que não precisei nem fazer força para imaginar. A fobia foi crescendo conforme a trama avançava e teve seu ápice no momento certo. A situação para ilustrar o medo súbito também foi ótima. O final então, casou perfeitamente. Muito bom mesmo.

    Poema simples e bonito. Parece-me que o autor tem intimidade com isso. E essa escrita não me é estranha. Vou revisar meus palpites. Hehe

    Parabéns pelo ótimo conto e boa sorte!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Olá, JC.
      Que bom que o conto te agradou. O poema é do Pedro, não tenho nada a ver com isso.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  31. Ana Paula Lemes de Souza
    23 de maio de 2015

    É um bom conto. Bem escrito, a fobia está presente (quase óbvia), o vocabulário é bom e a trama correu bem sem ressalvas. Embora seja um conto que eu devesse gostar, o enredo não me encantou. Não houve sobressaltos na história que me fizessem amá-la, ou que fizessem meu coração bater mais forte. Afinal, faltou aquele encantamento súbito que move a minha leitura. De qualquer maneira, isso é algo pessoal, e você está de parabéns pelo conto, pois é alguém de muito talento!

    Atenção para as passagens:

    * “Meus primos falaram que é o máximo” – Meus primos falaram que é o máximo. – Faltou o ponto final na frase;

    * Pedro só não imaginava que o bicho papão estava no final daquela longa fila – Achei essa passagem um pouco forçada, destoante do restante do conto;

    * Pedro impostou a voz e declamou com voz de locutor. – A repetição da palavra voz não soou bem. Poderia ter assim ficado: Pedro impostou a voz, declamando como um locutor.

    Desejo-lhe sorte nesse desafio!

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Estava indo tudo bem,até aquele – embora seja um conto que eu devesse gostar….
      Não me deve nada, nem às fadas da inspiração. Na verdade, eu não tive a pretensão de criar algo de impacto, apenas uma narrativa simples que se adequasse ao tema e que me aceitasse como autora. Sim, o conto nasceu praticamente sozinho.
      Que mancada a minha repetir a tal da voz. Fui modificar a frase e esqueci de eliminar essa segunda voz. Valeu por me alertar sobre isso.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  32. Sidney Muniz
    23 de maio de 2015

    Sei lá, tipo dizer o que?

    Achei tudo perfeito. O tema está aí, a poesia soa bem original, pois o poeta é próprio namorado e dos versos simples, sem métrica, mas com uma sobriedade que fascina, bem encaixados, introduzidos no conto de maneira muito coesa.

    Ficou muito bom.

    A estória… ah, gostei bastante. É um conto que nos convida para brincar, sentir, lembrar de idas a roda gigante… Poxa, meu primeiro encontro com minha esposa foi no Kamicaze, talvez isso tenha ajudado você, e eu adorava escrever versos e cartas de amor, na época, as quais ela ainda tem guardadas… poxa, me remeteu várias imagens, talvez um pouco por isso que contei, mas principalmente pela execução feliz do autor(a).

    O narrador está com uma voz suave, romântica e isso é algo qua alguns tem a dificuldade de imprimir em um conto assim.

    Adorei ele abrindo os braços no fim, o afastar dos passos, as descrições, achei tudo formidável.

    O medo, a fobia, foi muito bem detalhada, gostei disso, por mais que nunca tenha sentido medo de altura. Sempre trabalhei em lugares altos, andando sobre ripas de telhado, escalando torres de energia, para reformas de pintura… Adoro altura, e sentir o inverso do que sou, foi demais! Roda gigante é bom demais, ainda arrumo a desculpa de levar minhas crianças, só para dar aquela curtida.

    Perfeito! Obrigado por proporcionar tal leitura.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Martha Phobos
      13 de junho de 2015

      Muito bom receber o primeiro comentário e ele ser tão generoso. Não pretendi criar nada muito elaborado ou que causasse grande impacto, apenas deixei a fobia com o papel principal e trabalhei os personagens ao seu redor. Mas, o amor,ah, o amor, sempre traz consequências para qualquer trama.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 23 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .