EntreContos

Literatura que desafia.

Pato Manso (Evandro Furtado)

Pato manso

Oh, pato manso

Se for nervoso

É porque é ganso!

 

Havia certo ar de intranquilidade na vizinhança por aqueles tempos. Época de quaresma. As ruas se esvaziavam a não ser, é claro, em dia de procissão, quando filas enormes se formavam nas estreitas calçadas do vilarejo.

Aquele ano, no entanto, seria diferente. Um novo padre chegara até à cidade, substituindo o antigo que morrera na virada de ano. Demoraria para que as pessoas confiassem no novo sacerdote. Mas a confiança viria. Cedo ou tarde ela viria.

O próprio padre teria que se acostumar com a nova realidade. Ele que se formara em uma cidade grande, vivera e crescera, mandado a um pequeno vilarejo, em que a igreja era, justamente, o centro das atenções. Além disso, teria de lidar com o pequeno mascote da cidade: o pequeno pato que acompanhava todas as missas, procissões ou eventos religiosos que ocorriam. Seria assim, a pacata vida que contemplaria.

 

+

 

Eu me lembro de ter chegado e logo me surpreendido com o tamanho do vilarejo. Era realmente minúsculo, ainda mais do que eu imaginava.

Naquela época eu vinha passando por uma fase complicada, minha própria fé fora posta em prova mais de uma vez. Eu sabia que aquela era uma nova chance, a qual Deus tinha confiado a mim.

Devo confessar que fui muito bem recebido pela igreja e pelos fiéis. Logo no dia de minha chegada, uma ceia divina me esperava. Frutas da mais bela aparência, bolo de fubá, pão de queijo, enfim, tudo que um padre poderia apreciar.

Os primeiros dias foram, basicamente, para conhecer a vila e seus habitantes. Bem, eram basicamente fazendeiros que ali moravam. Faziam seu sustento do leite, dos ovos e dos vegetais que conseguiam vender. Notei que eram todos muito velhos ou crianças. Não havia jovens. Sem dúvida, saíam dali o mais cedo o possível.

Foi no quinto dia que vi o pato pela primeira vez. Eu estava seguindo em direção ao armazém quando vi a ave caminhando em minha direção. Devo confessar que era um animal horrível. Quase não tinha penas, o bico era esfolado e mancava de uma perna. Apesar de tudo, caminhava sempre com o pescoço ereto, olhando ao redor, como se vigiasse o local. Vendo aquela figura deprimente, procurei pelos arredores seu dono, quando uma voz na calçada chamou meu nome:

– O nome dele é Patomanso. – era Osnir, um homem de seus cinquenta anos e sérios problemas com o álcool.

– Pato manso? – perguntei confuso.

– Não. Patomanso, tudo junto.

– Porque tem esse nome?

– Ninguém sabe. Sempre teve. Esse pato é bem véio, deve de ter uns duzentos ano.

– Impossível.

– Bem, eu era criança e ele já caminhava por essas banda.

– Não poderia ter sido outro pato?

– Não. Era esse memo. Tinha essas pena véia e esse bico escrunchado. Só num mancava da perna, mas isso foi um carro que tropelô ele.

– Um pato não pode viver tanto. Ninguém se lembra de como ele chegou aqui?

– Minha vó custumava contá que quando ela era piquena esse bicho pareceu por aí. A criançada já correu pra vê o que que era. O pessoar mais antigo achava que era assumbração, mas depois ele ficô por aí. O povo vai morreno e o pato fica.

– Bem, ao menos ele é tranquilo.

– É porque é pato, num é ganso.

Despedi-me do homem e segui para fazer minhas compras. Naquela noite, no entanto, não pude deixar de sonhar com o pato.

 

+

 

Lá estava eu celebrando a primeira missa. A igreja estava cheia, todo habitante da vila estava lá, incluindo o pato. E, por incrível que pareça, acompanhou a missa do início ao fim. Grasnava as respostas ao evangelho e cantava as canções. Mas a maior surpresa veio na distribuição da hóstia.

Eu servia cada homem, mulher e criança com o corpo de Cristo quando, diante de mim, surgiu o tal pato. Olhei ao redor tentando entender o que se passava. Quem quer que eu olhasse acenava positivamente com a cabeça. Eu abaixei diante do animal que abriu o bico. Falei em alto e bom som:

– Corpo de Cristo!

E recebi como uma sonora resposta:

– Quack!

Coloquei a hóstia no bico do animal que voltou caminhando ao seu lugar. De inicio não subiu no banco, mas encostou a cabeça sobre o da frente e fechou os olhos, como que a rezar. Depois de alguns instantes subiu de volta ao banco e continuou a acompanhar a missa.

Mal consegui terminar a celebração. Eu sentia aqueles olhos minúsculos me contemplando, como se quisesse me dizer algo e não pudesse.

 

+

 

No dia seguinte, não vi o pato em lugar nenhum. Procurei ao redor da cidade, mas ninguém sabia de seu paradeiro.

– Tem dia que é assim. – disse-me Dona Nair. – Ele se embrenha pro meio dos mato e some. Mas depois ele aparece, sempre na hora da missa.

Os dias foram se passando e minha obsessão com a ave foi aumentando. Eu me questionava se eu próprio não estaria sofrendo de alguma fobia ou problema psicológico. Não seria aquele pato alguma figura que representasse os meus medos?

Foi no velho computador do armazém, aliás, o único na vila, que eu encontrei algumas respostas.

– Uai, padre. – questionou-me Joaquim, o dono do armazém. – Intão o sinhor tamém gosta dessa tar de internet?

– Só em caso de precisão, meu filho. – respondi suavemente. – Só em caso de precisão.

Bastou uma breve pesquisa para saber, afinal, o nome do problema do qual eu podia estar sofrendo: Anatidaefobia. Medo de patos. Seria isso possível?

Eu tentei esquecer o me assolava, mas não podia. Aqueles olhos minúsculos, o bico deformado, a ausência de penas, a perna manca, tudo isso povoava meus piores pesadelos. O pato havia se tornado alvo de meu terror.

 

+

 

Passou-se uma semana sem que eu visse o animal. Pelo menos não acordado.

Na noite anterior ao domingo de páscoa tive um terrível pesadelo. Nele, eu caminhava pelas ruas da vila que pareciam extremamente silenciosas. Apesar de eu saber que era a mesma vila na qual eu vinha vivendo, havia algo de diferente nela. As ruas pareciam mais largas, as casas pareciam maiores e mais complexas – como verdadeiros labirintos – e a mata parecia cercá-la de forma muito mais significante. Mas não foi isso o que me incomodou.

No sonho, eu entrei no armazém para fazer as compras semanais. No entanto, quando cheguei ao balcão para conversar com Joaquim, não era ele. Ou talvez fosse. Eram suas roupas, era sua voz, era seu corpo, mas com uma horrível cabeça de pato. E quando conversava comigo, as palavras misturavam-se a granidos de pato que me aterrorizavam. Saí correndo dali, simplesmente para descobrir que todos os habitantes haviam sido transformados naquelas quimeras do demônio. Corri em direção à igreja, e quando a alcancei, tranquei-me lá, sozinho. Ou pelo menos, era o que eu pensava.

Ao me virar me deparei com o antigo padre. Tinha um aspecto horrível, de uma palidez sem precedentes. Me olhava com aqueles olhos sem vida. Caminhou em minha direção e, ao chegar bem perto, começou a cantar com uma voz esganiçada.

 

Lá vem o pato

Pata aqui, pata acolá

Lá vem o pato

Para ver o que é que há

 

E de repente não era mais o padre, mas sim o pato que se encontrava diante de mim. Aquela terrível criatura, visão abominável, rindo e grasnando enquanto me contemplava.

Acordei gritando e suando enquanto o diácono me sacudia.

– Padre, acorde! O senhor está bem?

– Sim, agora que estou acordado, meu filho.

– Foi um pesadelo?

– Pior. Muito pior.

 

+

 

A missa de páscoa aconteceu normalmente. Por um breve espaço de tempo eu havia conseguido me livrar da terrível imagem que vinha habitando minha mente.

O dia passou e a igreja esteve realmente movimentada. Tudo cessou quando o sino badalou seis vezes, anunciando a hora. Os habitantes seguiram para as suas casas, a maioria para dormir já que o dia seguinte seria repleto de trabalho logo pela manhã.

Eu aproveitei a noite fresca e o céu estrelado para dar uma volta na vila. Cumprimentei os últimos fiéis que ainda se encontravam nas varandas. Segui em direção ao fim do povoado, ao lado oposto do da igreja, onde uma estrada de terra conectava-nos ao resto do mundo. Resolvi caminhar um pouco do chão poeirento para esticar as pernas e limpar a cabeça.

Notei, pouco antes de dar meia volta, uma trilha que saía em direção à mata. Apesar de ter andado por ali várias vezes, era a primeira vez que eu havia notado o caminho. Curioso, entrei na trilha para ver aonde levava. A luz tênue da lua passava tímida entre as folhas das árvores, iluminando debilmente meus passos. Pude notar que o caminho seguia em direção a uma clareira que aparecia magicamente na mata densa que me cercava.

Avancei com cuidado, imaginado a presença de algum animal feroz que pudesse me atacar. Mas não havia onça ou lobo por ali, apenas algo pior.

No centro da clareira se encontrava o pato. Olhava para o céu, contemplando a luz da lua. Mas essa não a visão mais terrível. Ao seu redor, centenas de ovos enormes, quase do tamanho do animal. Amarrada, junto a uma árvore, havia uma jovem, muito pálida, com as vestes lançadas debilmente seu corpo, incapazes de esconder suas intimidades.

Houve um estralar e eu recuei, temendo que fosse eu que houvesse pisado em algum galho e alertado a ave. Mas não. Para meu terror era um dos ovos que começava a se abrir, trazendo ao mundo sabe-se lá o que.

O pato se virou para o ovo que se abria, com aqueles olhos de um brilho demoníaco. O horror verdadeiro veio, no entanto, quando a casca finalmente se rompeu. De lá saiu uma aberração, com corpo de pato e bico de pato, mas com a cabeça terrivelmente deformada de um bebê humano. Aquela criatura abriu o bico, repleto de dentes, e começou a chorar em um tom esganiçado que abalou minha estrutura.

Apavorado, dei meia volta e corri por entre a mata, ignorando trilha ou caminho aberto, simplesmente querendo fugir daquela coisa horrenda. Finalmente encontrei a estrada e retornei à vila.

Tranquei-me na igreja e fiquei lá, recostado à porta até que o dia amanhecesse.

Junto à aurora, juntei meus pertences e parti, no primeiro ônibus para fora daquele inferno.

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32 comentários em “Pato Manso (Evandro Furtado)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Não gostei muito da mudança da terceira pessoa, no primeiro trecho, para a primeira, a partir do segundo. A história poderia ter começado no segundo trecho, já em primeira pessoa, sem nenhum prejuízo para a história, já que você volta a mencionar a chegada do novo padre.
    Quanto à fobia, não vejo problema em ele ter descoberto seu medo por patos apenas recentemente, afinal dificilmente teria tido uma oportunidade de se encontrar pessoalmente com um vivendo em uma cidade grande. Entretanto, a sensação de medo dele poderia ter sido melhor trabalhada.
    Pareceu adequado inserir o poema em um sonho, ainda que ele não tenha tido muito impacto na trama.
    O clima fantástico/de horror poderia ter sido melhor desenvolvido. Se estivesse mais presente, teria tornado toda a história do pato mais verossímil (dentro do contexto do conto) e mais interessante.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O texto, de início, pareceu interessante, entretanto, o final deixou um ar de inacabado. Além disso, no começo do conto você mencionou que o padre passava por uma crise de fé, por isso teria sido interessante relacionar isso à cena de horror que ele presenciou (que poderia ter sido descrita em maiores detalhes) e em seguida à sua fuga da cidade, aproveitando isso para desenvolver melhor o personagem. Os dois últimos parágrafos foram abruptos: também deveriam ter sido desenvolvidos em maiores detalhes.

    3 – Criatividade (2/3)
    A maneira como a fobia foi introduzida, ainda que pobre em desenvolvimento, foi interessante.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    13 de junho de 2015

    A narrativa é muito boa, flui facilmente, é simples e compassada. Medo de patos é bem estranho, hein? Mas, estranho mesmo foi final. O conto não tem nenhum clima de terror e de repente surgem ovos gigantes, de onde nascem monstros de um cruzamento entre uma humana e um pato, bizarríssimo. Seria interessante se essa esquisitice viesse acompanhada de preparação anterior e não abruptamente, como foi exposto. Boa sorte.

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Gostei da história, me diverti muito com várias das situações narradas, porém acho que para o tema do concurso a fobia ficou em segundo plano, ou não tão bem explicada (ou perdi algo?). Ele já tinha esse medo antes? Como surgiu? Se isso foi colocado no texto, ficou meio obscuro ainda pra mim. Achei meio forçado ele dizer que achava que estava sofrendo de alguma fobia de patos e ter ido pesquisar sobre isso assim, tão facilmente. Pelo menos me pareceu “facilmente”. Encaixou-se bem no realismo fantástico, algumas coisas precisam ser revisadas, nada de tão sério, coisa que se resolve rápido. Parabéns pelo texto inusitado, gostei muito da leitura, fiquei imaginando aquele pato entrando na hora da missa, rsss. E acho que o final poderia ter um impacto maior, ser menos “normal” do que se apresentou (a respeito do último parágrafo, claro). Mas parabéns!

  4. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    Poema engraçado. A história começa bem, humorística, com um pequeno pato pacato. O conto sobre vários pontos de vista é uma ideia interessante. O mistério do pato faz com que se queira continuar a ler. Foi hilário o pato participar da comunhão. Interessante a forma original como você usa os adjetivos, como em “casas mais complexas”. Aparentemente o conto terminou porque acabou o espaço, senão vinha mais coisa. Muito bom, um conto de terror original e puro.

  5. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    13 de junho de 2015

    Ivan, que ideia ótima para um conto ótimo! Falta um trabalhão danado para isso acontecer, mas o principal tá aí: o mundo das ideias! Então, permita-me algumas dicas: 1-acredito que o pronome pessoal eu não fará falta em nenhum lugar que aparece, apenas uns dois ou três precisam ser substituídos (ficou bem repetitivo) 2-uma revisão bem atenta, que tem palavras faltando por aí 3-o primeiro contato com o Patomanso precisa causar repulsa no padre para todo o resto fazer sentido 4-o padre precisa rezar mais nas horas vagas 5-os pesadelos do padre precisam ter mais imagens estranhas, bem incompreensíveis, e dentro disso o pesadelo que você quer contar 6-se ele achava que um bicho selvagem poderia ataca-lo, por que entraria na trilha? 7-na última cena, tanto o pato como o bebê poderiam olhar para o padre e dar um grasnado rosnado e a moça, delirante de desgrenhada, pedir socorro a ele. Claro, Ivan, que o conto é seu; as dicas são de quem gostou demais da ideia. Pense em termos de credibilidade da narrativa. Boa sorte.

  6. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    HAHAHA

    Achei seu conto divertidíssimo, de verdade!
    Sobre a narrativa como um todo, o início realmente me fisgou, deu pra ouvir sua voz, muito bem escrito. De meio do conto para frente, confesso que a narração perde parte do brilho e o final, apesar de ser bem inusitado, não casa bem com o restante da narrativa, acredito não pela forma de como foi narrado, mas sim pelo desenrolar dos fatos… Mesmo assim, gostei do seu estilo, parabéns!

  7. Renato Silva
    11 de junho de 2015

    Olá, como vai?

    O conto deveria conter um poema; eu não vi. Começou com alguns versinhos e nada mais. A cantiga popular nem conta.
    No geral, eu gostei do conto. Adoro “causos”, passei metade da minha vida numa pequena cidade de Minas Gerais e tenho sangue “caipira” por parte de pai; não tenho por onde escapar.
    Não identifiquei uma fobia legítima, mas apenas um padre supersticioso e impressionado com um pobre pato velho e mal cuidado. Não sei se foi a sua intenção, mas o pato de modo algum me assustou ou causou repulsa. Não consigo ver perigo numa criatura tão simpática e inofensiva. Se o pato é feio, deve ser porque teve uma vida de abandono e maus tratos. Vejo isso todos os dias nas ruas, com cães, gatos, cavalos e outros animais que a sociedade despreza e abandona por aí. Até nós, seres humanos, nos tornamos trapos, quando nos abandonamos.
    A mudança da 3ª para a 1ª pessoa ficou estranha. Não sei explicar o porquê, mas demorei um pouco para entender isso.
    Esse final me pareceu meio estranho. Prefiro entender que tudo não passou de um terrível pesadelo e que o padre está num estado psicológico que nem consegue mais distinguir a fantasia da realidade. Essa coisa do “pato-monstro” só teria graça se fosse fantasiosa.

    Como a história foi narrada sob a ótica do padre, nunca saberemos que o que ele viu foi real, um pesadelo ou uma alucinação que teve enquanto caminhava de noite.

    Parabéns pela iniciativa de escrever um “causo”. Este tipo de leitura é sempre agradável.

  8. mariasantino1
    11 de junho de 2015

    ↓ Esse patinho tem dentes, não? Algumas palavrinhas comidas por ali. O conto é uma delícia, até a parte do sonho com o vendeiro. Seria ótimo se você apostasse mais no insólito e menos no terror. Repassasse mais sensações e sentimentos do personagem e menos imagens bizarras. O conto não precisava dessa imagem com a mulher e os ovos (não mesmo). Só o pato, o modo de olhar e como o padre ficava mexido com isso, apostando numa neurose por parte do homem (sem macabrismos), manteria a linha oferecendo a comicidade oferecida no inicio do conto.

    ↑Bom início, ótimo poema (dá até vontade de cantar). Descrições certeiras no início até a parte da igreja e uma boa ambientação.

    Me estender só pra dizer que incomoda bastante essas explicações sobre a fobia. Não soa natural e nem acho que o texto precisa delas, tá na cara que o padre tinha medo do pato, ponto.

    • mariasantino1
      11 de junho de 2015

      Credo! Oferecendo a comicidade oferecida… Que horror! Tentar melhorar: “Oferecendo a comicidade repassada no início do conto” 🙂
      Boa Sorte.
      Abraço!

  9. vitor leite
    9 de junho de 2015

    conto muito bem escrito, foi pena que o final não se encontre pelo meio do texto, para o final parece-me que tudo se perde. Parece-me um final muito “fóbico” muito forte e o texto merece uma eventual revisão e reestruturação de modo a ter essa linguagem fóbica em todo o conto, apesar da imagem do pato-bebe não me entusiasmar, mas resumindo muitos parabéns e votos de boa sorte

  10. Pétrya Bischoff
    9 de junho de 2015

    Buenas, Ivan!
    Então, gostei da escrita e narrativa, ambas simples, claras e de fácil entendimento. Achei interessante a estória cheia de bizarrices pela ótica do clérigo, e gostei também da própria ambientação de cidade de interior. Essa fobia de patos foi engraçada, pq havia um pavor crescente, algumas cenas grotescas e uma atmosfera densa… mas era um pato! ahhahaha Não encontrei erros na escrita, no entanto, não credito esses versinhos como poema. De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

  11. rsollberg
    7 de junho de 2015

    Fala, Ivan!!

    Então, gostei muito da primeira parte.
    O estilo “causo” me pegou de jeito.
    Adorei o estilo empregado, o ritmo ágil, intercalando com os diálogos com bastante regionalismo.

    A fobia é ótima (dica do J.C?), achei até interessante a famigerada musiquinha do pato! Apreciei bastante o humor leve, como a hora em que o pato responde “quack” após a receber o corpo de cristo. ´

    No entanto, a segunda parte da narrativa destoou por completo do tom empregado no inicio. As coisas aconteceram de forma gratuita e o que era para surpreender simplesmente não funcionou comigo. Não vejo problema que o desfecho tenha ido para insólito, na verdade acho isso até bastante apropriado. Mas, penso que poderia ser algo mais sutil, menos corrido.

    Gostei dessa frase da segunda parte “Mas não havia onça ou lobo por ali, apenas algo pior.” rs

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio!

  12. Virginia Ossovski
    7 de junho de 2015

    Gostei muito do início, o poema é ótimo e me fez rir. Bom, o pato é realmente muito estranho, justifica uma pessoa nunca mais querer ver um na sua frente. A única coisa que me deixou meio triste é que eu esperava meio que uma explicação pra existência desse pato, acho que o final não combinou muito. A trama estava me prendendo, teve partes ótimas como o pato comungando, o único problema para mim foi esse. Parabéns pelo conto !

  13. Gustavo Castro Araujo
    3 de junho de 2015

    O início deste conto é fantástico, no melhor sentido da expressão. O regionalismo, o modo de falar das pessoas, o padre, a igrejinha… embora clichê, foi muito bem usado, sem qualquer exagero. Ri muito com esse início, na verdade. A parte em que o pato come a hóstia e solta um “quack” é a melhor, rs

    A segunda parte não me agradou. O conto se transformou, do nada, em um pseudo-terror. Nem terror thrash dá para chamar. Desculpe-me, caro autor, pela sinceridade, mas fiquei com a impressão de que você tinha um bom material nas mãos, que havia adotado uma certa linha de narração, mas que, de repente, talvez por ter sido atingido pelo famoso “branco de inspiração” jogou tudo para o alto, adotando uma linha abrupta que, na minha opinião, descaracterizou completamente o bom conto que tínhamos até então. Uma pena — sem trocadilho.

    A fobia em si ficou bem forçada, pois no início o padre tinha mais curiosidade cômica em relação ao pato do que qualquer outra coisa. Do nada o bicho passou a habitar seus piores pesadelos. Essa transição não ficou legal.

    O poema transcrito no início não chega a ser um poema. Está mais para um dito popular, longe de ser inédito. O mesmo vale para o versinho do “Para aqui, pata acolá”, da Arca de Noé, do Vinícius de Moraes.

    Em suma, um conto que me deixou muito entusiasmado no início, mas que acabou me decepcionando por conta dessa virada mal explicada.

    De todo modo, boa sorte no desafio.

  14. Fabio D'Oliveira
    3 de junho de 2015

    ❂ Pato Manso, de Ivan Karranger ❂

    ➟ Enredo: Parabéns, senhor Ivan, parabéns, gostei muito da história! A organização, os personagens, a trama e o querido Patomanso. Tudo simplesmente fantástico! Como dica para um possível aprimoramento do texto, oriento que se foque mais um pouco na cidade. O interior de Minas Gerais é mágico. E isso, infelizmente, você não conseguiu transmitir. Além disso, o final ficou brusco demais. Gostaria de uma possível explicação para aquilo tudo. Aí sim fecharia com chave de ouro.

    ➟ Poema: Não se compara com o resto do conto. Como em outros textos, pareceu-me que foi inserido ali apenas para preencher os requisitos mínimos do desafio. Poxa, isso realmente influenciou na nota que te dei…

    ➟ Técnica: Excelente! É fluído e delicioso, tanto que fiquei querendo mais! Fora alguns erros de português, que podem ser corrigidos com uma revisão mais crítica e lenta, tenho apenas uma dica: cuidado com a adequação ao ambiente. No diálogo com a população, notamos o regionalismo, porém, é aplicado de forma desleixada. Apenas trocar palavras não funciona, tem que formular frases também! Se for para fazer algo, que seja de forma completa! O problema do regionalismo é esse, por isso prefiro não aplicá-lo em meus textos! Mas admiro quem tem a coragem de fazer isso!

    ➟ Tema: Ele tem medo. Mas não é uma fobia. Parece algo mais espiritual do que ilógico. O padre talvez sentiu que havia algo de errado com o pato e, por isso e de forma inconsciente, sentiu esse medo. Não me convenceu…

    ➟ Opinião Pessoal: Adorei o texto, em geral. Mas para o desafio, infelizmente, não se adequa.

    ➟ Geral: Enredo mágico e fantástico. Inovador. Criativo. Técnica excelente, cuidado apenas com o regionalismo. Tema e poema fora de contexto. Que pena!

    ➟ Observação: Caro Ivan, você me fez me lembrar de um época muito distante, quando comecei a escrever. Foi no Orkut onde escrevi um conto baseado na mesma fobia que o senhor escolheu. Anatidaefobia! Foi um concurso com o mesmo tema, ou seja, fobia. Lembro-me até do nome da história: “O Olhar do Pato”. Hahahahaha, meu Deus, eu adorei o texto, mas tive a breve sensação que o povo da comunidade pensou: Que merda é essa!?

  15. Brian Oliveira Lancaster
    1 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O tom inusitado e bem humorado chama a atenção logo de cara.
    G: Bem, mais uma criatura do EC para povoar os pesadelos de muitos. O texto tem uma pegada leve, descontraída, que me atraiu bastante. Mas faltou um pouco mais de sentimento, os personagens soaram um tanto vazios. A fobia mesmo ficou clara somente após o final – dali em diante poderia ter sido desenvolvido algo a mais. Antes disso era apenas uma repulsa por um bicho feio.
    U: A escrita leve agradou muito e flui bem, mesmo com linguajar típico.
    A: Acho que se começasse pelo fim, o texto estaria bem mais dentro do tema. Em minha opinião, a fobia não foi tão bem explorada. Quase não estou avaliando os poemas, pois os considero um bônus, mas este aqui está um pouco simples demais, apesar de engraçado.

  16. Leonardo Jardim
    1 de junho de 2015

    Pato Manso (Ivan Karranger)

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) é gostosa de ler, com jeitão de causo, mas talvez por isso explica muito pouco. Senti falta de um mínimo de explicação para a existência desse pato dos infernos.

    ✍ Técnica: (3/5) gostei da narrativa fluida e o conto todo foi lido numa só tacada. Não encontrei nenhum erro que mereça menção. O sotaque do interior ficou muito legal. Algumas frases não soaram muito bem.

    ➵ Tema: (2/2) a já famosa entre os autores do EntreContos: anatidaefobia, medo de ser observado por patos, na verdade. Uma divertida leitura da fobia.

    ☀ Criatividade: (2/3) medo de patos é criativo, mas usa outros elementos batidos de causo (podia ser qualquer outro bicho estranho que funcionaria igual).

    ✎ Poema: (0/2) não foi um poema original, como definido no regulamento. Você usou canções infantis relacionadas a patos.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei, tirou umas boas risadas em alguns pontos, mas o final podia ser melhor.

  17. Catarina Cunha
    30 de maio de 2015

    A narrativa é fluida, o que me agrada em um texto longo. O padre e o pato estão bem construídos e, até o desfecho na floresta, senti um texto de muito bom gosto. A viagem final surpreende, quebra construções anteriores. Mas fiquei em dúvida quanto ao foco da fobia: Se o pato, o vilarejo ou finalizar contos.

  18. Fil Felix
    29 de maio de 2015

    Um conto divertido, com uma pegada trash. Lembro que no grupo no facebook se comentou sobre fobia de patos, alguém aproveitou e fez algo sobre. Apesar de bem narrado, alguns pontos não destacaram muito :/

    De início, não encaixei o medo do padre pelo pato como uma fobia. Me pareceu mais uma obsessão, que depois se tornaria um medo. Um dos poemas já é famoso e ficou meio superficial no contexto geral.

    A vibe mais alternativa e descompromissada, tirando até algumas risadas, é quebrada quando ele entra na floresta e encontra os híbridos, deixando o final ficou um pouco brusco. Poderia ter dado mais um gancho pra ligar com a ausência de jovens (sacrifícios pro pato?), de ser centenário etc.

  19. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2015

    Gostei da narrativa, bem fluida…fácil de ler e seguir a história sem tropeços. Alguma revisão precisa ser feita, mas entendo que a gente não vê os erros bobos antes de postar…

    Entendo que o que o padre tinha não era fobia… vamos combinar q o pato era muito estranho! Quem não ficaria obcecado com um pato desse? Mas não era fobia… o que poderia ter acontecido é o padre desenvolver fobia a todo e qualquer pato a partir dessa experiência bizarra. Mas isso não foi relatado no conto.

    Tiago falou que a visão na clareira poderia ter sido alucinação provocada pelo medo… bem, deveria então ter ficado mais claro na narrativa tal fato.

    É uma pena que esse lance final ficou deslocado demais, pq o enredo é bem interessante! Então, pra mim o que falta? Explicitar que assim começou a fobia do padre por patos e que a visao é alucinação ou não, mas deixar mais claro pq da bizarrice dos ovos e tal ter entrado no conto, assim ‘no susto’.. hehehe

    Abração, ae!
    Ahhh.. o poema:
    Adorei!!!

    Um poemeto, com poucas palavras diz a que veio e ainda faz rir… precisa mais? eu acho que não! kkkkk

  20. Tiago Volpato
    27 de maio de 2015

    Olá Ivan, o terrível! Gostei do texto.
    A forma como você o construiu é bem agradável e seu estilo consegue prender o leitor.
    A história é bem desenvolvida e a cena do pato tomando a comunhão foi bem engraçada, eu ri.
    Não achei o final ruim, no primeiro momento pode parecer apenas uma doidera qualquer, mas pensando bem,
    eu acho que o final é justamente doideira da cabeça do padre. O medo atingiu um nível tão alto, que a mente
    dele começou a criar coisas que não necessariamente aconteceram de verdade e ele acabou ‘tendo aquela experiência’.
    Bem, pelo menos eu interpretei dessa forma.
    Abraço!

  21. Rubem Cabral
    27 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Gostei do conto, mas o final está estranho. Penso que teria sido melhor apenas mergulhar na compulsão/fobia do padre e explorar a situação esquisitíssima do bicho, pois a ideia de um pato inteligente e aparentemente imortal é muito original.

    A escolha de um final meio FC, meio trash, não foi, em minha opinião, das melhores.

    Há um tanto de coisinhas para arrumar no texto e o poeminha, embora muito engraçado, poderia ser um pouco maior e melhor desenvolvido.

    Resumindo: bom conto!

  22. Cácia Leal
    26 de maio de 2015

    Algumas observações:
    Gramática: Há alguns erros de português.
    Criatividade: É um pouco criativo, mas o tipo de narrativa não me atraiu. Me parece meio conto infantil, ou infanto-juvenil, sei lá. Não faz o meu estilo.
    Adequação ao tema: Uai, que medo é esse? Tá parecendo é que o personagem estava era com saudades do pato!!!!! Ele ficou procurando o pato! Quem tem medo, foge do objeto de pavor, não procura por ele!!!! Não acho que você conseguiu descrever a fobia a patos, nem conseguiu descrever qualquer fobia e sim saudades ou até um começo de obsessão pelo pato por parte do padre.
    Enredo: O enredo começou bem, mas o final foi uma viagem total. Não me agradou.

  23. Wallace Martins
    23 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    Parabenizo-lhe, primeiramente, pela sua escrita é rica, de fácil entendimento, utiliza de palavras adequadas e postas para que a narrativa seja prazerosa e com o ritmo certo para a leitura que você propõe. Gostei da forma como revelou a Fobia, nem sempre uma pessoa sabe, desde pequeno que possui esta doença, então gostei muito de sua abordagem. A forma como ela aparecia, como ele busco lidar com ela também ficou muito boa, ainda mais no quesito dos sonhos e afins.
    O poema presente na trama, apesar de bem simplório, encaixou magnificamente na trama, fazendo-a tornar-se comicamente aterrorizante, parabéns.
    Mas lhe confesso que esse final me decepcionou muito, essa parada dos patos com cara de bebe ficou muito bizarro, algo muito fora do normal para o rumo que vinha dando a trama, poderia ter feito algo diferente, mais elaborado, que poderia encaixar-se bem melhor com a trama, quem sabe, colocar o Padre que “morreu” como um fator surpresa nessa clareira, criando essa aura assustadora no Pato e afins.
    Alguns erros de português também foram bem incomodativos durante a leitura, em alguns momentos vejo que deixa de usar o AO para usar o DO, algo que causa certo desconforto na leitura quando se vê um “DO DA”, entende? A mudança para o “Ao da igreja” já tornaria a leitura um pouco mais agradável e manteria o ritmo.
    Por fim, foi um bom conto, mesmo com o final não indo de acordo com meus gostos, isso não tira a beleza do seu escrito, parabéns!

  24. Claudia Roberta Angst
    23 de maio de 2015

    Talvez eu vá na contramão, mas não estou analisando o poema pela qualidade. O que me importa é se ele se encaixa na trama. Aqui os versinhos soaram de forma adequada ao enredo apresentado. Não é um primor, nem muito criativo, mas “ornou” com o conto.
    Eu gostei da estorinha contada, da fobia revelada mais para o final. Talvez uma fobia relacionada àquele pato específico, mas valeu. A fobia não foi o tema central da narrativa, mas justificou-se no final, pelo menos parcialmente.
    Achei o conto criativo, a cena da missa bem divertida, mas poderia ter sido explorada um pouco mais com a surpresa das pessoas e do próprio padre.
    Os deslizes ignorados pela revisão já foram apontados pelos colegas. Nada grave.
    Uma leitura fácil e interessante. Boa sorte!

  25. simoni dário
    23 de maio de 2015

    Gostei bastante do conto, mas como outros já comentaram, o final decepciona um pouco. É uma boa história, sem dúvida, o autor fez uma boa narrativa com um enredo que prende até o final.
    Talento e criatividade você tem!
    Parabéns e boa sorte!

  26. JC Lemos
    23 de maio de 2015

    Fala aí, Ivan! Tudo bem?

    Primeiramente, gostaria de dizer que você usou minha fobia. Vai ter volta! Hahahaha

    Agora, falando sobre o texto… é bom. Gostei da áurea fantástica que rodeou a trama. O Padre foi bem construído, assim como o pato. No primeiro diálogo eu ri bastante. Foi uma boa levar a história para esse lado, dando um foco maior para o pato. O denserolar da trama também foi agradável, encerrando muito bem. Afinal de contas, o que era o pato?

    A fobia foi usada perfeitamente, mas o poema é fraco demais. Não condiz com a qualidade do restante do conjunto.

    Um conto bom, com uma fobia interessante. Parabéns e boa sorte!

  27. Rogério Germani
    22 de maio de 2015

    Olá, Ivan Karranger!

    A ideia de fazer um conto usando o realismo fantástico como linguagem merece aplausos!

    Agora, vamos à análise do texto.

    Pontos fortes:

    1- A trama flui fácil, quase não há enroscos em erros gramaticais.

    2- O pato é personagem que cativa, mais que o padre protagonista. Se houver um Oscar de “ator coadjuvante”, o prêmio vai para o pato! srsrs

    3- Os símbolos em formato de cruz (+), utilizados para as divisões dos acontecimentos no texto, deram um certo charme ao conto. Afinal, é o relato de um padre e sua fobia…

    Pontos fracos:

    1- O conto consegue, com certeza, sobreviver sem o poema apresentado.

    2- O caipirês utilizado em certas falas está muito forçado.

    3- Como já disseram antes, o desfecho, numa versão trash da Gansa dos ovos de ouro, deu uma reviravolta na trama que seguia num ritmo legal.

    Parabéns novamente pelo texto e boa sorte!

  28. Ana Google
    22 de maio de 2015

    Esse texto me lembrou um do último desafio que eu participei, que foi um dos meus favoritos, desafio “Criaturas Fantásticas”, do meu querido e talentoso amigo Jefferson Lemos, que narrava o nascimento de um bebê metade cavalo e metade homem (Paixão de Primavera).
    Creio que esse conto do pato teria me agradado bem mais se fosse naquele outro desafio, pois o pato exerce perfeitamente o papel de um ser fantástico, que definitivamente me cativou, exercendo um papel bem mais central e interessante na trama que o próprio padre.
    Nesse desafio, espero ver outro estilo de texto, mas de qualquer forma, o autor está super de parabéns pela ideia e pelo desenvolvimento da trama!

    Alguns pontos negativos:
    – A poesia é muito fraca, não encantou;
    – Não gostei muito da mudança para a primeira pessoa, prefiro nos textos algo mais planificado… A primeira parte poderia ter sido perfeitamente escrita em primeira pessoa também!
    – Alguns erros de português:
    * De inicio não = De início não -> Faltou a acentuação;
    * Mas essa não a visão mais terrível = Mas essa não era a visão mais terrível -> Uma palavrinha foi engolida… creio que “era”…

    Parabenizo pelo conto que, repito, agradou-me, mas não era algo que eu esperava ver nesse desafio. Desejo-lhe sorte!!!

  29. Sidney Muniz
    22 de maio de 2015

    Além disso, teria de lidar com o (pequeno) mascote da cidade: o (pequeno) pato que acompanhava todas as missas, procissões ou eventos religiosos que ocorriam. Seria assim, a pacata vida que contemplaria.

    A repetição de pequeno no parágrafo acima pode ser evitada. Penso que se excluir o primeiro, antes de mascote, não atrapalha em nada, já com os dois, a leitura chega a dar aquela travadinha, aos mais exigentes.

    Naquela época (eu) vinha passando por uma fase complicada, minha própria fé fora posta em prova mais de uma vez. (Eu) sabia que aquela era uma nova chance, a qual Deus tinha confiado a mim – repetição de eu.

    Notei que eram todos muito velhos ou crianças. Não havia jovens. Sem dúvida, saíam dali o mais cedo o possível. – isso não me convenceu, primeiro por esse TODOS, se são todos muito velhos, ou crianças, e o narrador disse “todos”, então esses muito velhos, fica difícil imaginar como surgiriam essas crianças…. Sim, é possível, mas em certo momento isso não colou. Quase todos ficaria mais real, penso eu.

    Há certa inconstância no vocabulário, caipirês, adotado. Em uma nova revisão sugiro que busque homogeneizar isso.

    A passagem do pato na igreja é ótima, só queria que houvesse um pouco mais de surpresa no padre, afinal difícil absorver um padre dando a hóstia para um pato com tamanha disponibilidade. Penso que nesse sentido ficou forçado, pois foi a primeira vez, mas vou aceitar pois gostei muito da ideia até então.

    Antes de travessão a pontuação não é necessária.

    Quando o padre narra que procurava o pato e depois que estava com medo dele, isso me soou bem ao contrário. Senti como se o padre estivesse obcecado pelo Pato, mas num sentido diferente. Bom, como vou lendo e tecendo meu comentário, digo que nesse instante não absorvi medo algum. Então vou continuar a leitura, vá acompanhando aí o que você tem me passado… risos.

    o trecho do pesadelo ficou bem dinâmico e os diálogos atrativos. Imagens interessantes. Até então esse vem sendo o melhor conto. Quanto a fobia. aí sim ela apareceu.

    Mas essa não a visão mais terrível – Acho que era para ser: Mas essa não “era” a visão mais terrível

    Estava tão bom! Ahhh… Por que esse final abrupto e incoerente com uma narrativa tão bacana? Por que você quis assim, é óbvio. Risos.

    Mas sinceramente o conto perdeu a noção para mim, achei totalmente fora de controle, é como se você estivesse dirigindo um carro a 180km/h, numa tranquilidade sem igual, e eu fosse o passageiro, adorando a adrenalina da velocidade, as imagens das árvores que pareciam correr mais que o carro e em uma curva chegando próximo ao destino você, o motorista, o autor, simplesmente perde o controle e nós rodamos na pista até capotar.

    O conto para mim teve um fim realmente trágico. Trágico no sentido de ter me decepcionado bastante, pois tinha criado grandes expectativas.

    Bom,

    Ainda assim, você foi o que mais conseguiu me prender, e isso já demonstra que é muito bom.Quanto ao final, coisas assim acontecem, alguns vão gostar.

    Boa sorte no desafio e parabéns pela baita ideia.

  30. Fabio Baptista
    22 de maio de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************
    Cumpriu muito bem o papel de narrar os eventos com clareza.

    Alguns trechos poderiam ser melhorados, principalmente os diálogos com sotaque, que achei bem forçados e caricatos.

    Também evitaria o uso de “o qual”.

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************
    Estava tudo se encaminhando para nota máxima até o finalzinho…

    Até agora essa foi a história que estava lendo com mais gosto. Cheguei a pensar numa hipótese sobrenatural, mas no estilo de os padres virarem o pato.

    Essa coisa de pato com ovos monstruosos no final mudou muito a pegada do conto e acabou me decepcionando.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 0/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************
    Infelizmente o verso usado é muito fraco e não tem relevância nenhuma para a trama.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 1/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Como falado acima, estava gostando pra caralho!!! Mas o final decepcionou, descambando para um terror meio “cine trash”.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Até o meio do conto acho que não existia fobia alguma. Mas vou considerar o medo que foi crescendo no decorrer da história e, principalmente, o medo de patos que o padre provavelmente ficou DEPOIS da história.

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Publicado às 22 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .