EntreContos

Literatura que desafia.

Morte, desmaios e uma torrente de sangue (Rafael Sollberg)

Sangue fobia

Morro várias vezes antes do pôr do Sol.

Mato várias vezes antes do fim do dia.

Sou as balas úmidas de todo paiol.

Sou a lâmina cega de toda a covardia.

(Jihad “Kent” John)

 

 

Como toda e qualquer subversão da cidade, minha esperança também fica ao fim de um corredor longínquo e abafado. Lâmpadas preguiçosas iluminam o caminho gotejante e fétido. Receoso, ando duvidando de todos os watts possíveis, enquanto renovo minha crença no vigor dos fungos. Criaturas magníficas que surgem do descaso. Uma pena que o Reino que me abriga – e o que me abrigou – não admita que eu cresça na sombra de um escombro. Logo eu, que sempre tive vocação para célula dormente.

O velho Continente e sua falsa civilização são apenas remotas memórias. As explosões que ocorrem do lado de fora do prédio, há anos não assustam mais os meus ouvidos. Os projéteis traçantes já fazem parte da minha paisagem – vagalumes do oriente nas estórias que invento para os meus filhos. O pó das construções tombadas desistiu de atrapalhar minha respiração, ao passo que a corrente sanguínea, acostumada com sua presença nutricional, perdeu a capacidade de provocar alergias. Dizem que a repetição cria o costume. Confesso que durante anos acreditei nesse axioma, mas os fatos recentes destruíram essa hipótese. Caso contrário, não estaria arriscando o meu pescoço nessa maldita visita.

A porta descascada no fim da linha não ostenta qualquer plaquinha pomposa com pronomes de tratamento. Apenas uma portinhola retangular que se abre quando eu dou sete batidinhas na madeira podre – seguindo precisamente as instruções do meu contato maneiroso. Os olhos atenciosos me fitam por segundos intermináveis, até as trancas começarem sua sinfonia libertária. O cômodo é exposto em toda sua nudez sombreada, mas o anfitrião permanece encoberto, revelando apenas sua silhueta no chão acarpetado.

Entro no ambiente medindo o passo e o espaço. A figura soturna com complexo de espião – ao melhor estilo garganta profunda – continua absorvida pelo estranho breu daquela saleta. Por um instante, consigo ver seu braço fino apontar para um sofá no canto da sala. O movimento sai como uma reverência cômica, um pedido cheio de classe para me deitar em um “divã” que dificilmente teve áureos dias. O móvel está coberto de manchas suspeitas, de tipos suspeitos, com seus relatos suspeitos. A única coisa aparente é o estofado amarelo que tenta fugir desesperadamente por cada buraco aberto daquele queijo suíço invertido.

Uma mancha avermelhada na parede porosa chama a minha atenção. O coração explode em confusão dentro do meu peito, como uma artilharia amadora que não sabe poupar munição. Seu ritmo é crescente, mas sei que uma hora a ascendência inevitavelmente será uma constância. Desvio minha visão tentando controlar os sintomas. Minha pálpebra esquerda, que parecia estar em convulsão, começa a parar de tremer quando acerto com cuidado a cadência da minha respiração. As veias saltantes da minha testa protuberante voltam a se aconchegar embaixo da pele castigada pelo sol. O zumbido cessa e recebo novamente com felicidade a flacidez dos músculos briosos. Controlo-me, enquanto ainda consigo. No entanto, sei que o borrão vermelho continua ali, amedrontando minha mente febril. Uma impressão digital que não é uma simples evidência. Não, é arma letal e cruel, para o meu cérebro alquebrado. Preciso ter cuidado e continuar olhando para os lugares certos.

Acostumado com filmes do gênero, estendo meu corpo ainda em choque e fico ali deitado, tal qual um cadáver precoce que sucumbiu ao cansaço depois de tanto esperar por uma sentença. Por trás de uma única lâmpada insistente, vejo parte do nariz aquilino do meu anfitrião soturno. Um calafrio escala meu tórax até a parte posterior do meu pescoço. Sua cabeça é completamente pelada, tal qual um ovo de uma lagartixa-leopardo.  Como não posso escalar paredes, respiro fundo.

– Desculpe pela escuridão. É que sofro de fotofobia. – O indivíduo sibila se aconchegando na cadeira.

– Medo de luz.

– Não é um medo, é mais uma condição médica. Consequência da Porfiria.

– A doença dos vampiros? – Pergunto, soltando uma gargalhada libertadora.

– Sim, mas perdi a piada. – Ele responde taciturno, com pitadas de criticas em seu tom de voz.

– Perdão, é que na minha atual condição se eu fosse um vampiro iria morrer de inanição.

Ele não esboça nenhuma reação. Alguma coisa naquele homem me faz querer estar em qualquer outro lugar do mundo. Contudo, sei que não me restam muitas opções que não envolvam meu corpo enrolado em panos brancos e flamejantes, na melhor das hipóteses. A cada dia dependo mais da sorte, e sei que ele é um item excepcionalmente raro nessa parte do globo. Não por outra razão, ofereço toda minha falsa simpatia.

– Boa noite, doutor…

– Sem nome, por favor.

– Boa noite, doutor sem nome! – Digo estreitando os olhos e os lábios.

– Pode me chamar apenas de doutor. – De forma seca, ele conclui.

– Mas o senhor vai me chamar de quê?

– Do que você gostaria que eu o chamasse?

– Não sei, sempre me chamaram pelo nome… – Comento, abrindo um sorriso zombeteiro.

– Sem nomes! – Ele exclama, interrompendo minha frase.

– Eu sei, mas é estranho.

– Escolha qualquer coisa!

– Qualquer coisa? – Repito só para irritá-lo e não sei exatamente o porquê.

– Sim!

– Clark Kent.

– Você quer que eu te chame de Clark Kent?

– Acho que dada às circunstâncias é melhor que Super-homem.

– Ok, senhor Kent, o que te traz ao meu consultório.

– Posso te chamar de Lex Luthor?

– Mas eu não sou seu inimigo.

– Isso só o tempo dirá. Se preferir posso te chamar de Lois.

– Lex Luthor está ótimo. – Pela primeira vez consigo observar algo de espirituoso naquele tipo frígido.

– Então, Doutor… Luthor, creio que esteja valendo aquele negócio de sigilo médico paciente?

– Não acha que está um pouco tarde para você perguntar isso? – O sujeito questiona de forma retórica, daquele jeito presunçoso que só especialistas sabem fazer.

– Nunca é tarde para perguntas quando se está diante da morte. – Cravo a resposta com solidez, visando empatar o embate.

– Tudo nesse país é um caso de vida ou morte. Talvez, senhor Kent, você não tenha percebido que estamos em guerra…

– O problema é justamente esse.

– Que estamos em guerra?

– Que no momento sou o soldado mais inútil do EIIS.

– E por qual motivo? – Ele indaga, com uma leve mudança de postura.

– Temos o sigilo?

– Isso é irrelevante, eu jamais procuraria seus superiores para dizer que o “Clark Kent” veio ao meu consultório ilegal e clandestino para uma sessão.

– Faz sentido.

– Seu grupo não é muito famoso pela tolerância ao senso de humor.

Gargalho, alongando o som contagiante. Tento trazê-lo para o meu lado. Entretanto, sou solenemente ignorado. Esquecido em uma esquina sem graça por um homem pomposo. O risco ainda é meu, a conexão é frágil. Não há confiança. Estamos de mãos dadas na ponta do precipício, mas ele está com calçados para escalada, enquanto eu visto sandálias escorregadias. É difícil decifrá-lo, espero que seja apenas arrogância. De qualquer modo, não há como recuar. Ao cruzar a porta do consultório escolhi meu destino. Meus pares não lidam bem com pessoas quebradas. E não é só uma questão de rejeição, “lidar bem” é um grande eufemismo com o que realmente acontece.  Portanto, jogo todas as minhas pedras na mesa…

– Algo muito estranho vem acontecendo.

– Continue.

– Toda vez que eu vejo sangue eu me apavoro e desmaio.

– Então você tem uma espécie de fobia de sangue.

– Acho que sim.

– Não estamos num lugar particularmente bom para isso.

– Eu sei, desmaiei três vezes no caminho. E na última vez era apenas um garoto sujo de ketchup.

– Se fosse fobia de aves, palhaços, patos…

– Não é o caso!

-… Você não teria problemas. Mas, sangue?

– Pois é?

– Você faz o que exatamente?

– Sou uma espécie de carrasco!

– Curioso, senhor kent.

– O que é curioso?

– Um carrasco que não gosta de matar.

– Não me leve a mal, doutor Luthor. Eu sempre salivei com essa tarefa, mas agora o sangue…

– Pavlov! E quando começou esse problema?

– Quando começamos a decapitar os infiéis.

– É recente?

– Sim, antes era fuzilamento. Era pouco sangue e, aparentemente, não me fazia qualquer mal.

– E agora?

– Toda vez que vou cortar a cabeça de alguém eu desmaio. Por enquanto estou botando a culpa no sol, no calor, mas alguns já estão começando a desconfiar.

– Desconfiar, como?

– Um homem do deserto sofrendo com insolação.

Subitamente o canalha ri. Contido, com solucinhos intervalados, porém com inconfundível prazer. Regozijando com o meu infortúnio. Largando momentaneamente a petulância desmedida e descendo, por poucos instantes, ao meu nível. Definitivamente já não suporto o idiota, embora algo nele ainda me intrigue e desperte certo receio.

Como se nada tivesse acontecido, ele gesticula com a mão em movimentos circulares cobertos de soberba – que indicam que eu devo prosseguir. Contraio o maxilar e, em seguida, mordo o lábio inferior até sentir o dente machucar minha carne. Balanço a cabeça de forma afirmativa, lembrando-me do tempo em que a morte cruel era uma aliada querida e sem ressentimentos.

– Eu andei lendo um pouco de Freud… – Interrompo o vazio de forma proposital.

– Moisés e o monoteísmo? – Ele pergunta com falsa surpresa.

– Não, Wikipédia. Também li Lacan, Jung, Erickson…

– E qual foi o seu autodiagnostico, doutor Kent?

– Sei lá, acho que pode ter alguma coisa a ver com a minha mãe.

– Sua mãe, é?

– Pode ser.

– O que ela faz?

– Não sei, ela morreu no parto.

– Interessante.

– O que é interessante?

– Que você nem conheceu sua mãe e está colocando a culpa nela. Típico.

– Está parecendo cada vez mais que escolhi um nome correto para o senhor!

– E o seu pai? – Emenda o cretino, sem dar crédito para minha provocação.

– Meu pai era um homem correto, bom, honesto.

– E o que ele fazia?

– Era açougueiro, mas foi convocado pelos libertadores e morreu em um atentado.

– Meus sentimentos.

– Não se preocupe, morreu como um mártir e levou inimigos com ele.

O homem faz uma anotação em um caderninho simplório, que em nada combina com sua atitude. Bate com o indicador levemente na cabeça ovalar e lisa. Realiza um muxoxo desagradável – que irrita cada fibra do meu corpo, comprovando que todos nessa vida possuem um antagonista, por mais ridículo que ele possa ser.  Não é nada fácil ser analisado pelo seu recém-descoberto Nêmeses, não por outra razão, cerro meus olhos demoradamente visando recuperar o controle.

– Quando você acredita e não mais ignora. O temor intensifica e jamais vai embora. – O descarado declama como se estivesse em um sarau para amebas.

– Isso é Maomé ou Baudelaire?

– É meu.

– Bom de poemas e de sarcasmo. – Falo de modo impaciente, buscando um atalho naquele beco sem saída.

De modo repentino, o homem se levanta por trás da mesa e parte para cima de mim. Sua velocidade e exatamente o oposto do que o meu cérebro optou por deduzir. Antes que tenha qualquer traço de reação, ele já está sobre o meu corpo, imobilizando com seus braços finos e longos a vã esperança de reação. Percebo que a força foi mais subestimada do que sua agilidade. Maldito seja o meu descuido. Entro em pânico e meus membros parecem anestesiados por toda a ação. Aparentemente, nossa irritação era uma via de mão dupla e o meu estopim muito mais longo.

Finalmente consigo ver o rosto do sujeito sombrio. Onde deveria existir uma boca, há apenas um traço horizontal. Os lábios são praticamente invisíveis, o que faz com que o seu nariz pareça muito mais assustador. Ele me encara com seus olhos penetrantes e logo consigo ver a loucura em suas pupilas dilatadas. Como a habilidade de um marginal prodígio, o tipo retira um estilete do bolso e faz um rasgo em meu punho.

– O que é isso? – Grito com a voz esganiçada.

– Tratamento de choque, vida ou morte.

Noto o filete de sangue jorrando pelo meu braço retesado. O coração se agita e se joga contra as paredes do meu peito, como o derradeiro esforço do louco se lançando nas divisórias acolchoadas de um manicômio prestes a ser demolido. A garganta se reprime, enquanto a língua parece triplicar de tamanho.  O ar escapa da atmosfera, murchando todas as minhas células. A consciência se esvai tornando-me apenas um saco flácido de ossos. Morro por um, dois, três segundos. Arregalo os olhos, respiro a maior quantidade de ar que o meu pulmão pode aguentar e lanço o meu oponente no ar. Grito de agonia excruciante, ele berra de dor lancinante. Suas costas acertam o chão e a batalha pelo oxigênio agora é dele. Não posso olhar para o ferimento do meu pulso, por isso sigo em frente. Dedos finos agarram o meu calcanhar e por pouco não vou ao chão. Amparado pela parede, tateio no escuro em busca daquilo que pode interromper a coisa toda. Líquido vital continua escorrendo pela fresta talhada na carne do meu braço. Tento não criar imagens em minha mente obnubilada, mas não é fácil.  Sinto uma baforada quente no cangote, um hálito enlouquecido de café amargo. Pressinto que ele está de pé no meu encalço, espreitando Favorecido pela escuridão, esperando o momento certo para apunhalar minha jugular. Certamente já se esqueceu do tratamento de choque e apenas pensa em vida ou morte.  Encontro o interruptor e por pouco a lâmina não encontra o meu pescoço.

A luz nocauteia meus olhos e minhas pálpebras se contraem como o esfíncter de um presidiário. O doutor bizarro cai no chão em posição fetal, gritando com uma garotinha desesperada. A vitória é minha, grito no silêncio do meu desespero. No entanto, vejo pinceladas de sangue por todos os lados. Uma mistura de Pollock com um assassino serial com muita matéria prima. Os sintomas voltam em uma avalanche prenunciando uma nova queda. Desmaio mais uma vez.

Os gritos agudos do meu oponente me despertam das trevas. Ele ainda está deitado no chão com o rosto encoberto, mas com o corpo um pouco menos retorcido – demonstrando claramente a possibilidade de uma recuperação. A mão ossuda ainda segura o estilete tingido de escarlate. Roubo o objeto com imenso destemor, ignorando a parte de mim que o colore. Em um ato de descontrole, impulso natural ou imbecilidade atávica, fito a arma que empunho e novamente meus sentidos se retiram sem cerimônia. Um, dois, três…

Claridade. O teto sujo parece uma miragem. Borrões cinzas ornamentam toda a sua superfície, mas não há nada vermelho. O homem que me ladeia já não está tão curvado. Sim, consigo ver de canto de olho. Tenho ciência que o interruptor é o caminho luminoso que ele procura. Não tenho tempo a perder, o jogo pode virar a qualquer momento. Cerro os olhos e desfiro estocadas no ar em todas as direções, acerto muito do nada, porém, um pouco de algo.  O tecido se abre ao redor do fio do metal. Trespasso a primeira camada de gordura e atinjo algo mais consistente. Os gemidos de dor guiam meus movimentos. Golpeio uma, duas, 72 vezes, até os espasmos dos meus bíceps ficarem insuportáveis, e o monte de vísceras finalmente disparar seu último suspiro.

Brado com o pouco de força que ainda me resta. Institivamente, cometo o erro de abrir os olhos e encarar o estrago que acabei de fazer. Falho como Orfeu e Dorian Gray. Tombo desacordado.

XXX

Acordo e durmo. Desmaio e recobro a consciência. O processo se repete nas 8 horas seguintes. Alterno pequenos momentos de lucidez, com o abandono completo dos sentidos. Todavia, após esse doloroso martírio, que me rende inúmeras fraturas e luxações, finalmente meu cérebro se cansa. Convencido pela insistência improvável, ele se rende ao poder rubro e viscoso do sangue. A adaptação é realmente algo impressionante. Contemplo a massa disforme e sorrio. No final das contas, o desgraçado arrogante tinha razão. O tratamento de choque, vida ou morte…

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31 comentários em “Morte, desmaios e uma torrente de sangue (Rafael Sollberg)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    A narrativa está do jeito que eu gosto, detalhista mas ainda assim fluída. O poema não é totalmente relevante, mas é condizente com o enredo. A fobia foi bem retratada, assim como todos os problemas que traria à vida do personagem se fosse descoberta.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Gostei do enredo e da maneira como no final o personagem supera sua fobia. Só acho que você poderia ter focado um pouco mais nos sentimentos (fosse a fobia em si ou o medo do que aconteceria se fosse descoberta), que eram tão plausíveis nos primeiros parágrafos mas ficaram meio esquecidos em meio ao diálogo.

    3 – Criatividade (3/3)

    Fobia de sangue não é algo desconhecido, mas a maneira como o tema foi tratado deu destaque à história.

  2. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá!
    ↑↑ Bela trama, diálogos críveis e carregados sarcasmo e ironia (Adoro!), narrativa bonita, bom poema e ótimo vocabulário que impediu as travadas pela repetição de termos (não sei se já disse, mas me irrita a falta do uso de sinônimos, juro que esmurro a minha mesinha quando vejo: casa, casa, sangue, sangue em tão pouquinho espaço).
    A comicidade foi recebida com um sorriso do início ao fim e que bela ideia você teve. A frieza quando o Jihad Kent fala sobre seus problemas me chama a atenção para a desumanização das pessoas (eu sei que o texto não seguiu por esse meandro, mas minha mente costuma viajar e eu tenho medo do dia em que não me chocar mais quando ouvir falar em decapitação, estupros… da violência em geral). A brusquidão dos fatos não me incomodou nenhum pouco, porque se percebe que faz parte da conduta escolhida por você, e comigo funcionou muito bem (Aff! Me fez torcer pelo herói, digo, Anti-herói. Ai, me confundi agora 😛 )

    Sucesso. Abraço!

    P.S.: só uma coisinha, “TRATAMENTO DE CHOQUE” seria melhor para o título, não? Sei lá, estranho esse. Só um palpite.
    Mais abraços.

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    O conto ganhou vida pela técnica do autor, que não é pouca. Ele é alguém que sabe o que está fazendo. E nem adianta dizer que não está participando, haha! Gostei pelo carisma das personagens, Jihad é o responsável por me levar até o final. É uma personagem que poderia muito bem fazer parte de uma série de livros, ou graphic novel, algo do tipo, crie algo nesse sentido e envie já para uma editora desse nicho, sei lá, a Gutenberg, ou a outra da mesma empresa… Parabéns!

  4. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Jihad!
    Que puta conto! A construção está perfeita, não notei erros na escrita e a ambientação é maravilhosa. Logo nos primeiros parágrafos pensei que seria daqueles contos que valem muito a pena. E foi.
    A narrativa é, em alguns momentos, cômica, mesmo que muito correta. Nota-se familiaridade com a escrita.
    O poema, mesmo que apenas alguns versos, foi bonito, e a fobias (ou fobias) estão presentes.
    Vários trechos foram especiais como “Golpeio uma, duas, 72 vezes…” hahahha.
    Outra peça singular nesse desafio. Parabéns e boa sorte”!

  5. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Conto sem dúvida bem escrito, o autor sabe desenvolver a história e ir guiando o leitor. Inclusive dando enganadas em relação as duas fobias. Também achei bem legal as referências ao Superman.

    A ambientação também está boa, só achei que ficou muito súbita a cena de briga. Veio do nada, até reli o trecho pensando se perdi algo. O rumo que estava levando era realista, de repente ficou bastante caricato.

  6. Anorkinda Neide
    13 de junho de 2015

    pode inflar o ego:
    Este foi o poema mais bonito e bem realizado do certame!
    show demais!
    na minha opiniaozinha 😛

    Muito bem realizado o conto, parabens!
    Não foi cansativo em nenhum momento, os dialogos tenderam a ficar um pouco exagerados na ironia, mas nao comprometeu.
    A luta eu nao curti, pq sou mulherzinha e passo batido nessas horas… mas nao me afastou da leitura, isso foi bom!

    Achei apenas, algo exagerado, os desmaios! Muitos com poucos segundos, praticamente de intervalo entre um e outro… sei lá, achei meio desenho animado isso.
    Mas gostei bastante da loucura toda (Adoro loucuras!) e as duas frases finais mataram a pau! Fechou super!

    Entendi a atuação do medico/doido como suicida mesmo, afinal aqueles eram tempos trágicos!

    Parabéns pelo conto e sobretudo pelo poema!
    Abraço

  7. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Morte, desmaios e uma torrente de sangue, de Jihad John ❂

    ➟ Enredo: Muito bom, muito bom de verdade! O conto não precisa ser melhorado em nada, já está bom da forma como está. Bem desenvolvido. Bem executado. Personagens vivos e narrativa irônica na medida certa. Amei! Parabéns!

    ➟ Poema: Meia boca. Parece que foi inserido no texto apenas para preencher o requisito mínimo do desafio.

    ➟ Técnica: Excelente! Realmente, não tenho nada mais a declarar além de elogios! Parabéns!

    ➟ Tema: Encaixou-se muito bem. A fobia ao medo é interessante, apesar de ser muito comum em histórias e até na realidade. Agora, não me pergunte o porquê disso, hahaha.

    ➟ Opinião Pessoal: Adorei o texto. O jeito irônico do protagonista me conquistou, mesmo sabendo que ele era um assassino. O doutor Luthor também não é nada mal! Parabéns!

    ➟ Geral: História fantástica. Técnica infalível. Pecou um pouco no quesito poema. Acertou no tema. Parabéns!

    ➟ Observação: Nada a declarar!

  8. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Um dos meus textos favoritos.

    A narrativa é boa, a voz do autor, a forma como a história se constrói, carregada de armadilhas e trocadilhos que me deixam encantado como leitor.

    Excelentes descrições, mas pra mim, o que tivemos de melhor até agora, foram os diálogos, poxa, como eu queria escrever diálogos assim. hehe

    Notável é o talento aqui, parabéns mesmo e sorte, bom, com esse texto ai você nem precisa!

    abraço autor!

  9. vitor leite
    12 de junho de 2015

    Para mim é um dos melhores contos deste desafio, muito bem escrito, sente-se o ambiente… e blá blá blá só coisas boas! Quem escreveu sabe “lutar” e não tem qualquer fobia de sangue. Como costumamos dizer cá em Portugal: está tudo no sítio! Mil e muitos parabéns!

  10. Cácia Leal
    12 de junho de 2015

    Nossa, muito sanguinolento! Cadê o final? Achei confuso esse embate do final. Como foi o desfecho? Não gostei do desenrolar da trama. Acho que a história, como um todo, não convenceu. Faltou detalhes que me fizessem visualizar as cenas para entrar na trama. Também não me convenceram.
    Gramática: Encontrei alguns errinhos, pequenos, que merecem ser revistos. Um deles é com relação a palavras estrangeiras, que necessitam estar em itálico.
    Adequação ao tema: está adequado ao tema, mas faltou maior desenvolvimento das fobias de que você abordou. Senti falta disso.
    Enredo: No geral, achei que faltou desenvolver mais o enredo.

  11. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    Belo poema em estilo clássico, que combina perfeitamente com o resto do texto. Os diálogos são agradáveis e fluentes. O conto parece mais com os de Gabriel Garcia Márquez e Júlio Cortázar, do realismo fantástico, que com os de fantasia que são mais comuns. O tom meio hermético, que mais sugere que define, é adequado a esse gênero literário. Em suma, um conto de alta qualidade, digno de um prêmio.

  12. Virginia
    12 de junho de 2015

    No começo não gostei muito, mas o conto me ganhou pelos diálogos sarcásticos. A revelação de que o protagonista corta cabeças foi meio chocante, talvez por ele falar com tanta naturalidade. e eu tinha imaginado que era um cenário pós-apocalíptico ou algo assim… O psicólogo louco também é um personagem fascinante. A sua técnica é perfeita, sem comentários. Parabéns pelo conto !

  13. Wallace Martins
    12 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Seu conto é, sem sombras de dúvida, maravilhoso! Admiro a sua forma de conduzir a história, de misturar um tom cômico em uma situação completamente desastrosa. A ótima escolhas das palavras para construir cada frase, período e parágrafo me mostrou um grande cuidado com o texto, um grande domínio da técnica de escrita e uma lapidação muito apurada do conto, parabéns, de verdade.
    O jogo final da luta dele com a fobia, enquanto lutava contra o oponente de carne e osso, que também batalhava internamente com a sua fobia, os dois jogando um com a fobia do outro, como se esse fosse a sua arma secreta, foi uma sacada magnífica, de verdade.
    O poema, apesar de bem enquadrado dentro da trama, me faltou um pouquinho mais de emoção junto ao texto, mas nada que tirasse o mérito de todo um conto maravilhoso e bem escrito.

    De verdade, desejo-lhe os parabéns por este magnífico conto, lhe agradeço, de todo coração, por tê-lo compartilhado conosco e boa sorte!

  14. Evandro Furtado
    11 de junho de 2015

    Olá Jihad

    De início, não gostei muito. Achei o personagem-narrador eloquente demais. Depois foi avançando e achei que ele era um vampiro, o que faria todo o sentido. Depois percebi que era árabe. Como não entendo nada de línguas arábica, vou aceitar a eloquência.

    Os diálogos são sensacionais, hilários. É um texto que mistura o sério ao jocoso, um tragicômico muito bem construída. A ideia do homem acordando e desmaiando várias vezes por ver o sangue é sensacional.

    Parabéns e boa sorte.

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    10 de junho de 2015

    Então Super Homem, quando comecei a gostar do seu conto, a partir do tratamento de choque, ele acabou! Sugestão: a primeira parte, como é conduzida, tira a credibilidade do conto, por colocar um carrasco num divã clandestino e fazê-lo passar ridículo durante a sessão.. Por isso, você pode optar em manter o tom de comédia da primeira metade ou manter o tom de “terror” do final. Só esse estranhamento que o conto me causou, porque o talento na forma de escrever, de construir frases, diálogos, períodos é bem bastante boa. E ver sangue é f*da! Amolece as pernas, dá aquele embrulho no estômago, tudo enquanto o mundo fica leitoso!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      11 de junho de 2015

      Esqueci de falar: desde criança não me dou bem com sangue de verdade. Mas já tive que socorrer meu pai (na época acho que tinha 83 anos) com a cara toda ensanguentada por que caiu quando se vestia e a gola da blusa pólo não passou pela cabeça dele. Semanas antes socorri a vó Luíza com um corte na testa porque minha mãe não conseguiu segurá-la pelo braço quando a enxugava após o banho e a velhinha de 97 aninhos tombou para o chão e bateu a testa numa torneira. Nessas horas as fobias tendem a ser esquecidas.

  16. Leonardo Jardim
    10 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (4/5) muito boa, bem conduzida, até mesmo divertida, considerando a ambientação na guerra. Só fiquei um pouco incomodado com as motivações do médico.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, ótimas construções, algumas muito inspiradas. Percebi apenas uma mudança estranha no tempo verbal.

    ➵ Tema: medo de sangue (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) ambiente e fobias diferentes, mas não foi totalmente criativo.

    ✎ Poema: (1/2) tem certa relação com a trama, mas não está totalmente integrada. Dá o tom, mas não gostei tanto.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) gostei bastante, me envolvi com a trama, mas esperava um pouco mais do final.

    Anotei só os pequenos deslizes abaixo:
    ● sigilo médico-paciente (com hífen)
    ● Sua velocidade *é* exatamente o oposto

  17. Tiago Volpato
    9 de junho de 2015

    Olá caro John, o conto é muito bem escrito e você conseguiu construir uma atmosfera pesada e densa que a sua história pediu. Contudo, eu não curti muito os diálogos, pra mim eles soaram um tanto quanto artificiais em muitos pontos. As piadinhas também me irritaram mais do que fizeram rir. Por exemplo, um soldado do EIIS escolher ser chamado de Clark Kent. Talvez você quisesse montar uma ironia, mas pra mim não funcionou. Apesar disso você construiu um ótimo texto. Abraços.

  18. catarinacunha2015
    9 de junho de 2015

    Conto de cinismo elegante e de técnica apurada. Os diálogos são bons e o poema também. Divertido sem ser grotesco. Um dos melhores que li por aqui. Embora tenha também o problema da maioria dos contos daqui: muito molhado, precisa enxugar, tirar gordura. Sei que é difícil cortar na carne, principalmente quando se escreve tão bem quanto você.

  19. Gustavo Castro Araujo
    9 de junho de 2015

    Excelente conto! Um mergulho na psique atormentada de um pobre coitado. Muito boas as descrições – desde o consultório do psiquiatra (outro louco) até o embate físico que finaliza o texto. Enfim, muito bem sacado o uso do paradoxo: duas pessoas têm que lutar entre si e contra seus próprios medos, cada um utilizando a fobia do outro como arma.

    O contexto de guerra, que serve como pano de fundo, ficou um pouco apagado, o que me faz perguntar se era mesmo necessário, ou se, talvez, o melhor não teria sido usar a atmosfera por vezes presente nas favelas do Rio de Janeiro. Não sei… Talvez seja só birra minha, rs

    As razões da fobia do médico não ficaram tão evidentes quanto à do Clark Kent. Talvez isso possa ser melhor explorado numa eventual revisão – claro, se for a intenção do autor em dar a ele um histórico.

    A descrição sobre o ataque de pânico — a fobia atuando de forma específica — também ficou ótima. Creio que foi a melhor tradução, dentre todos os textos do desafio, do que acontece com alguém em crise.

    O final é o ponto alto. Muito bom. A batalha de Pirro. Ganhou mas não levou. Muito bem elaborada a ideia. Literalmente, o gosto amargo e ferruginoso da vitória que arruína.

    Em suma, um texto que dá gosto de ler. Excelente trabalho! Parabéns.

  20. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    Meu prezado Jihad John, não há dúvidas de que até o presente momento foi uma das execuções bem tocantes no desafio. O autor é muito talentoso em termos técnicos e tem uma facilidade imensa ao brincar com as palavras. Também gostei muito da escolha da primeira pessoa, o tema favorecia isso, a meu ver.
    O conto é bastante denso, muito bem ambientado e os diálogos são bons. Também receio saber a autoria deste!
    Como ponto negativo, tenho a apontar que achei um pouco cansativa a narração da luta corporal, essa parte poderia ser mais enxuta, mas talvez seja apenas a minha impressão pessoal.
    Gostaria de que você explicasse o porquê dessa construção: Falho como Orfeu e Dorian Gray. Fiquei realmente intrigada e queria entendera relação entre as três histórias, contada pelo autor.
    Dois erros foram encontrados no conto:
    “Sua velocidade e exatamente o oposto” – Sua velocidade é exatamente o oposto;
    “gritando com uma garotinha desesperada” – gritando como uma garotinha desesperada.
    Desejo-lhe sorte no desafio! Um abraço!

  21. Jowilton Amaral da Costa
    8 de junho de 2015

    Um ótimo conto. Denso e bem ambientado, dá uma impressão realmente de ser num futuro distante. Os diálogos são muito bons. Aconteceu um excesso de tiradas, na minha opinião. A narração da briga foi o ponto alto. Gostei bastante. Boa sorte.

  22. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Gostei bastante do texto. Há muitas camadas e aprecio textos assim; mais densos. O pano de fundo, por exemplo, traz à mente um futuro apocalíptico ou cenário de guerra.

    Vi uns poucos erros a acertar; a qualidade da escrita está realmente muito boa.

    Gostei do poeminha de abertura e também do verso dito pelo doutor.

    Resumindo: achei o conto muito bom!

  23. Fabio Baptista
    6 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 2 / 3
    A técnica é refinada, sem dúvida. A descrição da luta é praticamente perfeita. Lembrou a batalha de um certo pirata. Foram construídas imagens excelentes, como da sandália x bota de escalada. Só percebi um “é” sem acento e a frase que fala da sorte soou meio ambígua. Nada grave.

    Dito isso, talvez eu esteja cometendo uma injustiça ao descontar pontos, mas faço isso pelo notável excesso no uso dos adjetivos. Logo no primeiro parágrafo eles já aparecem em profusão e o ritmo se mantém, chegando a cansar em alguns pontos.

    * TRAMA : 2 / 3
    Achei a ideia bem criativa, mas a execução foi meio forçada. Tudo acontece de modo muito gratuito… a antipatia pelo terapeuta, o ataque, a briga até a morte.

    Mas a criatividade prevaleceu.

    * POESIA : 0 / 2
    Gostei do verso, mas… muito curto, né?

    * PESSOAL : 1 / 2
    Gostei. Mas se encontrasse menos “gratuidade” nas ações dos personagens e menos adjetivos por metro quadrado, teria gostado bem mais.

    * TEMA : x1
    Totalmente adequado.

  24. Claudia Roberta Angst
    5 de junho de 2015

    Sangue! Bom, este conto mostrou algo de novo que não encontrei nos anteriores. O clima tenso, os acontecimentos inesperados, o final quase glorioso. Enfim, a narrativa prende a atenção e faz o leitor sentir-se deslizando para o final.
    O poema do início e os dois versos pronunciados pelo doutor encaixam-se bem à trama.
    A fobia está aí, bem retratada e até quase tratada. Gostei do diálogo entre o fóbico e o doutor, agilizou a narrativa.
    Boa sorte!

  25. Brian Oliveira Lancaster
    3 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Gostei do clima diferenciado. Acho que poucos abordaram essa cultura. Estou sentindo falta de um texto oriental, mas esse aqui é bem diferente do que estamos acostumados, até por sua linguagem polida.
    G: As metalinguagens foram utilizadas como um belo diferencial. O tom estava muito bom até perto do fim – houve uma mudança brusca ali e o autor se apressou um pouco, cometendo errinhos bobos. O humor quase resvalou na incoerência, mas até se encaixou em seu nervosismo. O final em si, foi muito bom.
    U: Percebi um cuidado em escolher bem as palavras, que não se refletiu na parte antes do final. O restante está muito bem escrito.
    A: Faz todo o sentido e ganha pontos pela atmosfera diferenciada.

  26. Rogério Germani
    2 de junho de 2015

    Olá, Jihad!

    Já que o sono está chegando, vamos diretamente para a análise do conto.

    Pontos fortes

    1- Técnica refinada, repleta de imagens saborosas no decorrer do texto.

    2-Tanto o poema de abertura quanto o curto poema do “Dr. Luthor” foram confeccionados especialmente para o perfil de cada personagem. Show!

    Pontos negativos

    1- “– A doença dos vampiros? – Pergunto, soltando uma gargalhada libertadora.”

    A não ser que seja uma nova regra que eu desconheça (se tal existir, peço desculpa pela ignorância…), sempre que uma frase se inicia após a fala de um personagem, utiliza-se letra minúscula para demonstrar o modo como feito a pronúncia da sentença.

    2- “– Então, Doutor… Luthor, creio que esteja valendo aquele negócio de sigilo médico paciente?”

    Sem o uso do hífen entre as palavras médico e paciente, a frase fica com duplo sentido, podendo também ser compreendida como ” o sigilo de um médico tranquilo”.

    3- “Sua velocidade e exatamente o oposto do que o meu cérebro optou por deduzir.”
    Desta vez, a culpa ficou na falta de acento letra “e”.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  27. JC Lemos
    2 de junho de 2015

    Olá, Jihad. Tudo bem?

    Conto incrível, cara. Assim como já foi dito, estou ficando com fobia de bons autores. Meu conto descendo ladeira abaixo. Até arrepiei aqui!

    Acho que sei quem é o autor, e a qualidade não poderia ser menor. Narra bem, com as palavras certas nos momentos certos. Cheguei no final da narrativa e nem percebi.
    A história também é muito original e (baixocalãoon) muito foda! (baixocalãooff)
    Gostei demais. Acho que é o melhor até agora.

    Parabéns pelo ótimo conto e boa sorte!

  28. Simoni Dário
    2 de junho de 2015

    Sabe autor,enquanto eu lia o seu conto as minhas mãos começaram a suar, a taquicardia começou a pegar, acho que estou desenvolvendo algum tipo de fobia a contos excelentes/autores talentosos, seria possível?? Nossa,que escrita e criatividade de fazer tremer, to com medo de você. Até encontrei um “critica” sem o acento e não quis nem saber, fugi dali…rs
    Brincadeiras à parte, você tem uma narrativa invejável, brincou com as palavras de forma natural, colocou o poema como coadjuvante, ou seja, você fez o que quis aqui, e o resultado ficou muito bom.
    Parabéns, é só o que me resta! Fui…

  29. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    Eu gostei muito do texto, do enredo, da ideia mirabolante, da narrativa, que até me desagradou um pouquinho só por algumas escolhas do autor, mas eu é que cada dia estou mais chato como leitor.

    Algumas passagens são muito interessantes e se estiver certo em relação a autoria (a maioria das vezes erro) é de alguém que admiro bastante.

    É um texto fascinante, isso não posso negar. O que apontei abaixo não desqualifica o texto, e talvez não tenha nada a ver para muitos, é coisa minha mesmo.

    Então deixo aqui alguns pontos que eu (acho) que podem ser melhorados.

    e sei que ele é um item excepcionalmente raro nessa parte do globo. – acho que essa passagem ficaria melhor sem o ente: – e sei que ele é um item excepcional e raro nessa parte do globo. Um amigo certa vez me deu essa dica com relação ao “ente” que a gente acaba usando muito no conto, e acaba carregando um pouco a leitura. Reli meu texto algumas vezes e acho que vale a pena dar uma enxugada nisso.

    Gargalho, alongando o som contagiante. Tento trazê-lo para o meu lado. Entretanto, sou solenemente ignorado. Esquecido em uma esquina sem graça por um homem pomposo. O risco ainda é meu, a conexão é frágil. Não há confiança. Estamos de mãos dadas na ponta do precipício, mas ele está com calçados para escalada, enquanto eu visto sandálias escorregadias. É difícil decifrá-lo, espero que seja apenas arrogância. De qualquer modo, não há como recuar. – achei o parágrafo um pouco repetitivo, não que esteja ruim, mas “há” pode ser substituído, por exemplo: A confiança não existe. Ao invés de; não há confiança; O risco continua, a conexão é frágil. Para não usar tanto o pronome possessivo, “meu” que ao longo do texto se repete. Entendi a técnica do autor, até acredito que sei quem é, e peço desculpas pela intromissão. Acho que estou ficando mais chato… haha…

    Toda vez que eu vejo sangue eu me apavoro e desmaio. – eu/eu – sei que é um diálogo e a informalidade e o usual podem interferir e resistir por aqui, mas acho essa repetição desnecessária e prejudicial ao leitor.

    Subitamente o canalha ri. Contido, com solucinhos intervalados, porém com inconfundível prazer. Regozijando com o meu infortúnio. Largando momentaneamente a petulância desmedida e descendo, por poucos instantes, ao meu nível. – esse é mais um exemplo acerca da repetição do meu – penso que posso estar sendo evasivo pois o autor pode ter sim utilizado-se desse recurso, então peço que entenda que é apenas minha percepção de leitor, e nada impede que eu esteja sendo equivocado. Acho até que estou errado mesmo… risos

    De modo repentino, o homem se levanta por trás da mesa e parte para cima de mim. Sua velocidade e exatamente o oposto do que o meu cérebro optou por deduzir. Antes que tenha qualquer traço de reação, ele já está sobre o meu corpo, imobilizando com seus braços finos e longos a vã esperança de reação. Percebo que a força foi mais subestimada do que sua agilidade. Maldito seja o meu descuido. Entro em pânico e meus membros parecem anestesiados por toda a ação. Aparentemente, nossa irritação era uma via de mão dupla e o meu estopim muito mais longo. – meu 4X – sei que estou sendo chato com isso, mas acho que da para dar uma minimizada nisso. Se o autor achar conveniente pensar sobre esse assunto, é claro. Mais uma vez desculpe pela intromissão.

    Grito de agonia excruciante, ele berra de dor lancinante. – acho que essa rima carregou um pouco a passagem, vi que a outra foi proposital a do ameba…haha, mas essa não surtiu o mesmo efeito.

    Golpeio uma, duas, 72 vezes, – essa mesclar números/numerais não me agrada muito.

    Falho como Orfeu e Dorian Gray. – adorei isso! Adorei várias coisas, mas é que isso me remeteu a Humberto Gessinger. Foda!

    Parabéns ao autor(a) e boa sorte no desafio!

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .