EntreContos

Detox Literário.

Sfortuna in Famiglia (Simoni Dário)

panfleto de imigração na Itália

Ela era filha de Miguel e Maria Bronzatto. Trabalhava na lavoura até pouco tempo, junto com seus pais. Eram épocas difíceis na Itália. Amabile tinha se despedido de muitos amigos e parentes que tentariam a vida em outros continentes. Sonhava em sair dali e tentar um destino com mais esperança. Seguidamente tinha lembranças do pai, de cabeça baixa, concentrado, com a enxada na mão, suor escorrendo pela face. Mas da pior das despedidas, não gostava nem de lembrar. Quando a imagem insistia em tomar-lhe a mente e a saudade tornava-se insuportável, suspirava e abanava o pensamento como se fosse um inseto intruso a ser derrotado. O coração cada vez mais apertado consumia sua vida. As cartas eram seu único amparo. Tinha 17 anos, os traços delicados, olhos esverdeados, cabelo castanho claro, levemente cacheado. Numa Metrópole, certamente atrairia muitos olhares. Ali, em Ceggia, estaria escondida até de seu próprio olhar.

Ele era filho de Joanim e Rosa Tomaselli. Embarcara com a família para o Brasil, aos 19 anos, para uma vida de sonhos em terra abundante. Foram três meses de viagem a bordo do Vapor Borgnone, que deixou o porto de Gênova, com destino ao porto de Santos, em São Paulo.

Conheceram-se em uma tarde de domingo por acaso, em visita dela, junto com seus pais, a casa dos tios dele. Visita de compadres, o pai de Amabile tinha um parentesco de longe com seu Domenico, que já carregava a vida por 82 anos.

Luigi tinha 17 anos naquele dia. Amabile, 15.

O moço já mostrava a força nos músculos definidos pelo trabalho de agricultor, “contadino”, que exercia junto ao pedaço de terra da família e que trazia o sofrido sustento deles. De cabelos escuros, era um jovem alto como o pai. Tinha três irmãos mais velhos, sendo o caçula, assim como Amabile.

Ela era de uma beleza exótica e tinha tanta disposição e simpatia, que encantava a todos.

Depois daquela primeira apresentação na casa do seu Domenico, encontravam-se todos os dias. A identificação foi imediata. No jogo de peão ela era exímia. Tinha uma destreza com as mãos de causar inveja, apesar de precocemente calejadas pelo trabalho na lavoura. Nos encontros, pela cerca, Luigi presenteava sua “cara” Amabile, às vezes com um pedaço de pão, roubado da fornada da mãe, já bem escassa naqueles dias, ora com um pequeno cacho de uva, como um agrado para seu amor. A moça bordava paninhos, pequenos lencinhos nos quais embrulhava sementes de qualquer coisa que achasse pela terrinha perto de casa, só para demonstrar o seu afeto. Luigi guardava os mimos como se fosse ouro, escondidos em baixo do travesseiro surrado.

A vida no final dos anos 1880 naquela região da Itália era de desesperança e medo. A economia do país de tão ruim, transformou a população seduzida aos apelos de outros países em continentes distantes, que ofereciam terras e trabalho em suas fazendas produtivas. No Brasil, a exploração do café como uma das suas maiores riquezas, encheu o coração de muitos Italianos de expectativas. E foi assim, com seu Joanim e dona Rosa, pais de Luigi.

Resolveram deixar tudo para trás e tentar a vida nova no país de riquezas e abundância de terras, como anunciava o governo brasileiro pela Itália, em panfletagem:

Na América. Terras no Brasil para os italianos. Navios partindo toda a semana do porto de Gênova.

Venham construir seus sonhos com a família. Um país de oportunidades. Clima tropical e abundância.

Riquezas minerais. No Brasil vocês podem ter o seu castelo. O governo dá terras e ferramentas para todos“.

 

O jovem rapaz não conseguia acreditar no que eu ouvia, resistiu o quanto pode argumentando com o pai, mas a situação começou a se agravar e a fome a rondar a sua própria família.

E assim, dois anos depois daquele primeiro encontro entre Luigi e Amabile, seu Joanim, com sua esposa e os quatro filhos, embarcou para o Brasil.

Um dia antes do embarque, porém, Luigi foi se encontrar com a sua Julieta para a despedida. A jovem estava desconsolada. Quis fugir com Luigi e partir com a família deles, como fizeram seus dois irmãos, mas a culpa de deixar os pais sozinhos, o pai com a saúde frágil e, o temor de que o pior acontecesse, e a mãe pudesse terminar seus dias sozinha, fez com que a menina apaixonada, desistisse de seus sonhos. Não conseguiria carregar a culpa do abandono dos pais pelo resto de seus dias.

­- Eu volto “amore mio”, te escrevo todos os dias pelo resto da minha vida, e assim que eu conseguir juntar algum “soldi” volto pra te buscar. Luigi mal conseguia pronunciar aquelas palavras.

Amabile chorava nos braços de seu amor, querendo ter uma fé maior do que possuía naquele momento. Abraçaram-se, beijaram-se e amaram-se… pela primeira e última vez.

Seu Miguel faleceu dois meses depois, enquanto dormia. Não teve tempo de ver sua doce Amabile sofrendo com náuseas e tonturas constantes.

Dona Maria desconfiou logo, mas não quis nem pensar no assunto. A proximidade da filha com Luigi não era novidade, ela e o marido viam com bons olhos a amizade dos dois, já que em tempos difíceis, uma boa companhia não faria mal a ninguém. Mas a situação naqueles dias de miséria se agravaria ainda mais. Sem a ajuda do seu Miguel na lavoura, tocaria a ela e a filha apenas, o sustento das duas. E agora, tinha uma preocupação a mais, um “bambino” estava a caminho.

Na falta de opção e beirando o desespero, dona Maria, ao perceber que estariam desgraçadas, ela, a filha e o neto que chegaria, pôs-se a buscar um noivo para sua caçula. A menina, com o coração nutrido de tanto amor pelo seu Romeu, sofria só de pensar em ter uma vida com outro que não fosse o pai de seu filho. Mas não tinham escolha.

Com a ajuda de seu Benedetto, que se empenhou o quanto pode para ajudar, e um empurrãozinho de dona Maria, foi arranjado o noivado entre Amabile e Antônio di Rossi, primogênito do compadre.

O casamento aconteceu antes que a menina pudesse mostrar barriga, e seis meses depois, nasceria o prematuro Giuseppe. Apenas as duas mulheres sabiam que o menino brotara maduro.

No Brasil o trabalho nas lavouras de café era árduo. De sol a sol os colonos italianos passavam os dias encurvados diante da terra fértil e abundante. Apesar do cansaço e a saudade dos familiares que ficaram para trás, o clima nas colônias era mantido com muita música, fartura e alegria.

Luigi escrevera todos os dias durante um ano para sua querida, mas não obteve nenhuma resposta sequer. A companhia de Catarina começava a distrair o pobre das suas emoções passadas. Sem notícias de Amabile e com a juventude à flor da pele, tomou a moça como esposa depois de ter padecido por tanto tempo.

Casou-se um ano e três meses depois de ter pisado o novo continente. E um ano depois, já carregava em seus braços a primeira filha, sua “principessa”, como chamava a pequena Amália.

Luigi não era feliz no casamento. O vazio que trazia no peito tinha um nome que somente ele sabia. Trabalhava como um burro de carga para poder passar os dias, e guardava o quanto podia do salário de agricultor, porque ainda sonhava em pagar sua promessa e buscar o seu grande amor.

Na Itália, antes do pequeno Giuseppe completar dois anos, faleceu Dona Maria, que já era atormentada por vozes e pensamentos confusos há algum tempo.

Amabile entrou em trabalho de parto pela segunda vez meses depois, e não resistiu. Já vinha sofrendo com tosses terríveis e insistentes, não suportava mais a vida que levava, e nem o pequeno Giuseppe distraía a mãe de tanta nostalgia.

Passaram-se dez anos até que Luigi conseguiu juntar um pouco de dinheiro para rever o amor de sua existência, na Itália. Mesmo sem notícias, nunca perdeu a esperança. Sabia das dificuldades para alguém receber uma carta na Prá di Levada, o acesso era difícil, e sim, essa seria a única explicação que ele aceitaria para ter ficado por tanto tempo sem notícias da sua Amabile.

Mas o caminho do jovem, mal sabia ele, não lhe adiantava um destino a dar sossego. E justo quando estava decidido ao retorno, adoeceu seu terceiro filho, Miguelito, o qual estava desenganado pelo médico da região. Num ato de desespero, diante da morte iminente do menino, e sentindo-se culpado por suas omissões nos cuidados com a própria família, prometeu a Deus, e a Catarina, que “se o bambino ficasse curado”, ele ficaria no Brasil cuidando dos seus, e trabalhando o quanto pudesse para dar-lhes tudo de bom. Não os abandonaria por nada nesse mundo, nem que isso lhe custasse passar o resto dos dias como uma folha de papel em branco. E foi atendido.

Luigi adoeceu de amor, mas manteve-se fiel a sua promessa. Faleceu um ano depois, deixando mulher e três filhos, que seriam amparados por alguns membros da família e amigos conterrâneos que cultivou durante aqueles anos.

Amália cresceu e se tornou uma linda jovem cobiçada. Ajudava a mãe com os afazeres da casa e com os irmãos mais novos. Cozinhava como se fosse mulher adulta. Chamava atenção pelos seus dotes. Mas tinha um sonho, conhecer o lugar de onde vieram seus antepassados.

Giuseppe crescia forte, apesar das dificuldades que enfrentavam naquela região de seu país. Trabalhou o quanto pode ao lado do seu Antônio na lavoura, para não perderem o que lhes tinha restado. Mas não conseguiram. A perspectiva de alguma mudança positiva acontecer, era zero. E seu Antônio, cansado da luta, decidiu, junto com sua nova companheira, dona Agostina, que fariam o caminho, tão comentado, para o Brasil. E embarcaram, unidos aos quatro filhos, rumo ao desconhecido.

Chegaram à Fazenda Bueno dois meses e meio depois. Giuseppe agora com 19 anos, era o braço direito do pai. Conhecia da mãe quase nada, talvez apenas o nome. O pai não era de muita conversa e não gostava de tocar no assunto. O menino era bonito e de uma timidez carismática. Simpático e disposto para o trabalho, logo começou a chamar atenção dentro da colônia. E, com muita intuição e organização, começou a juntar um bom dinheiro do seu trabalho, pois tinha um sonho de ser comerciante. E conseguiu. Indo e vindo para a cidade, trazia na carroça algumas quinquilharias, cobiçadas pelos agricultores que não contavam com tanta disposição para a viagem cansativa. Eram ferramentas, bacias, cereais, espelhos e por aí afora.

Dona Agostina começou a fabricar queijos em casa depois que ficou viúva. Giuseppe cultivou uma pequena horta ao lado da varanda da sua morada. E agora, como homem da casa, ia até a cidade nos finais de semana para vender os produtos. Voltava com a carroça cheia novamente, e assim foi nascendo àquele comerciante que ele desejou tanto ser.

Foi num domingo ensolarado que a viu pela primeira vez. O coração do rapaz quase saiu pela boca. A moça, acompanhada da mãe, foi até a feira interessada nos queijos da dona Agostina. E alguma coisa nele a fez ficar desconcertada e corada. Ambos sentiram-se atraídos. Giuseppe roubou um farto cacho de uva da banca do colega de feira ao lado e ofereceu para a jovem, que aceitou com as mãos trêmulas. E a partir dali, ela insistia com a mãe que não vivia mais sem o queijo da dona Agostina.

– É o melhor queijo que já comi na minha vida, “madre”.

– “Si, to sapendo”. A senhora fazia que não percebia o entusiasmo da filha, com olhos compridos para cima do feirante.

E assim, a amizade dos dois foi crescendo, crescendo, até que virou namoro.

Casaram um ano depois. Viajariam, quando possível, para a Itália, em busca do reencontro com suas origens.

Dona Catarina, emocionada, não conteve as lágrimas quando do pronunciamento do padre:

– “Giuseppe di Rossi, aceita como sua esposa, Amália Tomaselli?”

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Este texto foi baseado no tema “Drama”, sujeito ao limite máximo de 2000 palavras.

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41 comentários em “Sfortuna in Famiglia (Simoni Dário)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Oh, que tema cheio de opções! E você soube desenvolver muito bem. Adoro essa coisa de imigração. É bem sabrinesco, como diriam alguns dos autores aqui do entre contos, mas conseguiu me fazer gostar muito. Esse causou arrepio! E você conseguiu transmitir em 2000 palavras um enredo bem grande. Fico imaginando que sem um limite de palavras esse conto ficaria perfeito! Gostei muito. Que bom que no final houve uma espécie de felizes para sempre, ou por algum tempo, vai saber.

  2. André Lima
    28 de abril de 2015

    Senti falta nesse texto de algum acontecimento extraordinário, de algum suspense, de alguma ironia… Achei a história morna demais. É bem escrito, respeitando todas as regras gramaticais, o que pra mim já conta muitos pontos, mas achei que a história poderia ser mais bem elaborada.

    O conto é mediano, em minha opinião.

  3. Cácia Leal
    28 de abril de 2015

    O excesso de personagens confunde muito. O conto é curto e o número d personagens prejudica o bom desenvolvimento do enredo. O autor teve que fica praticamente apenas narrando fatos em boa parte da narrativa, deixando de lado outros aspectos, como os próprios personagens e seus sentimentos. A trama merecia mais páginas, mas não era possível com a limitação de espaço. Havia, também, alguns errinhos de português.

    Notas:

    Gramática: 8
    Criatividade: 7
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 5

  4. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá! Que azar desses personagens… mas o cenário da Itália nesta época é bem dramático mesmo. A trama é interessante e cheia de reviravoltas, mas o limite de palavras pode ter te prejudicado. Foram muitos acontecimentos para pouco espaço, fazendo com que nem tivéssemos tempo suficiente de nos identificar com os personagens. De todo modo, parabéns e boa sorte.

  5. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    A Itália é famosa como palco de amor, desde aquele antigo casal insuperável. Seu conto credencia você a escrever romances extremamente vendáveis, creio que em breve veremos você escrevendo roteiros das novelas, que sem dúvida é muito saudável para o bolso. Seu estilo é daqueles que prendem o leitor. Realmente esse drama é muito dramático. Livre, agora, das limitações de espaço, você poderia continuar o conto e publicar no site, para que nós possamos saber o que acontece quando os dois descobrirem o que são, e o mundo vier abaixo

  6. mkalves
    27 de abril de 2015

    A narrativa é uma sequência de sumários, com poucas cenas / ação direta das personagens e isso talvez reduza um pouco do efeito pretendido. O incesto acaba sendo previsível bem antes do final, o que não seria um problema se houvesse alguma peculiaridade na história que nos fizesse torcer ou penar por alguma das partes envolvida.

  7. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Não sei, acho que “drama” não é algo que se possa chamar de “tema”. Enfim, sobre o conto, não me cativou como uma história dramática. Foi quase um relato de um narrador que não é lá muito emotivo, rs. E não era “tutti italiani”? Por que a personagem soltou um “madre”, que é espanhol ali, não deveria ser “mamma”? No fim, a história ficou mais para “dramalhão” (me veio à lembrança a novela Terra Nostra, aquela abertura cantada pelo tenor etc…), e tem o fator histórico que não foi muito cuidado, tem um “to sapendo” aí que eu não acho que seja da época… Enfim, pede uma boa revisão e um cuidado maior nesses aspectos.
    Emoção: 1/2
    Enredo: 1/2
    Criatividade: 1/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 0/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 5

    • simoni dário
      29 de abril de 2015

      Oi Bia!
      Mãe é madre em italiano, e mamma também, as duas formas estão corretas.
      E com “to sapendo” a intenção era mostrar o “jeitão” italiano de falar, pena que pareceu gíria, obrigada por ter relatado.
      Te confesso que enquanto escrevia, também me vinha à lembrança a novela Terra Nostra, não tem como evitar quando se usa o tema imigração italiana no Brasil, a novela marcou muito nesse aspecto, tanto que nem eu escapei, rs.
      Obrigada Bia, abraço, querida!

  8. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    O tema poderia ser também “Romance”. Mas, acho que dá no mesmo… (rs tristes)
    Gostei da história de amor e, claro, sofrimento. Não fossem (muitos!) erros de revisão — e um “em baixo” que tá doendo na retina até agora… –, certamente estaria lá nos andares superiores do pódio.
    Gostei da trama, das reviravoltas e até mesmo da contraposição Itália X Brasil na época descrita nesta bela obra. A riqueza do Brasil versus a escassez européia chega a ser engraçada, visto o movimento totalmente oposto nos dias de hoje, no sentido também de ideal de vida.
    Valeu a leitura! Foi como uma grande viagem intercontinental e atemporal!
    Boa sorte!
    🙂

    ‘Pace e Bene!’
    😉

  9. vitor leite
    25 de abril de 2015

    penso que neste texto falta a surpresa, a história desenvolve-se sempre de um modo linear, mesmo quando procura surpreender já estamos à espera daquilo, parece que devia ter apostado em algo mais surpreendente. a história está bem escrita mas quando cheguei ao fim, disse oh! faltou algo. não?

  10. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (2/5) previsível, fiquei aguardando alguma coisa que fugisse do óbvio, mas não aconteceu. É apenas um relato da vida da família.

    ✍ Técnica: (2/5) um pouco amadora, com frases longas e alguns erros de pontuação. Conta e mostra muito pouco (foque mais em algumas cenas e evite contar a história inteira de um ponto de vista superior). Tem por mérito a leitura fluida.

    ➵ Tema: (1/2) deveria ter focado mais no drama do casal que se separou e acabou morrendo de amor. Da forma como foi contado, bem distante, não deu pra sentir exatamente a emoção do drama.

    ☀ Criatividade: (1/3) parece o enredo de uma novela.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) como já disse, a distância com que foi narrado diminuiu a emoção.

    Problemas que encontrei:
    ● *à* casa dos tios dele
    ● *embaixo* do travesseiro surrado
    ● a exploração do café como uma das suas maiores riquezas, *sem vírgula* encheu o coração de muitos Italianos
    ● resistiu o quanto *pôde* *vírgula* argumentando com o pai
    ● Quis fugir com Luigi e partir com a família deles, como fizeram seus dois irmãos, mas a culpa de deixar os pais sozinhos, o pai com a saúde frágil e, o temor de que o pior acontecesse, e a mãe pudesse terminar seus dias sozinha, fez com que a menina apaixonada, desistisse de seus sonhos (frase muito grande)
    ● *travessão* Luigi mal conseguia pronunciar aquelas palavras
    ● No Brasil *vírgula* o trabalho nas lavouras de café era árduo.
    ● De sol a sol *vírgula* os colonos italianos passavam os dias
    ● Mas tinha um sonho *dois pontos* conhecer o lugar de onde vieram seus antepassados
    ● to sapendo (existe essa gíria na Itália?)

  11. Pedro Luna
    23 de abril de 2015

    Não se pode dizer que o autor não cumpriu bem o papel. O conto e o tema casaram. Um verdadeiro dramalhão italiano ao estilo terra nostra. Ficou bom dentro do contexto, só não me conquistou pela história. Mas foi executado com perfeição.

  12. Rodrigues
    23 de abril de 2015

    Uma história muito bonita, mas que parece compactada demais para adequar-se ao número de palavras. Até por isso que senti falta de descrições que me situassem no cenário, melhor desenvolvimento dos perosnagens, diálogos, entre outras coisas que nos fazem ficar apegados ao conto. Parece um livro de História, muitas vezes, o que me distanciou do texto.

  13. Fil Felix
    22 de abril de 2015

    O conto é bonito, narra o amor através das eras e se desenvolve bem. Mas não me tocou tanto, em relação ao tema “drama”. Gostei de como foi bem ambientado, sobre como se deu a viagem (pelo panfleto), do tempo levado, das oportunidades. Tudo isso ficou muito bom, passou credibilidade. Só achei muito “doce” ^^.

  14. Jowilton Amaral da Costa
    22 de abril de 2015

    Dramão. Incesto é um tema bem polêmico. A narrativa é boa, a estória é cheia de reviravoltas e prendeu minha atenção. É um bom conto. Boa sorte.

  15. Pétrya Bischoff
    21 de abril de 2015

    Bueno, não gosto muito quando o texto mescla idiomas, mesmo que isso não prejudique a leitura. Apenas não gosto. A narrativa pareceu-me extremamente confusa, sério. Acredito que possa ter sido falta de atenção minha, mas o autor pôs muitos personagens, muitas famílias feitas e desfeitas, muitos descendentes… Entendi que, afinal, descendentes de ambos casaram-se, como que fazendo justiça ao primeiro casal, no entanto, mesmo lendo uma segunda vez com atenção redobrada,não consegui assimilar bem quais eram esses personagens. Entendo que é uma característica italiana essas famílias numerosas mas o conto pareceu-me mais que estava apresentando as árvores genealógicas que contando as estórias de amor. Quanto a estas, gostei do sentimento do casal inicial, mesmo com a gravidez clichê. Enfim, acredito que o tema esteja presente, mas a estória está confusa, para o meu entendimento. Boa sorte.

  16. Swylmar Ferreira
    21 de abril de 2015

    Bom conto. Atende ao tema proposto e está dentro do limite estipulado.
    Bem escrito, linguagem objetiva, a trama interessante onde o autor nos leva a um final quase surpreendente.
    Parabéns!

  17. Thales Soares
    17 de abril de 2015

    Nossa, gente! Este, com toda certeza, não é o tipo de conto que eu aprecio ler. Não foi culpa do autor, que mostrou-se extremamente habilidoso com as palavras. Mas o estilo da narração não me agradou nem um pouco, pois se foca demais em descrever a situação das personagens e a linha de ações acaba sendo deixada meio de lado, deixando o conto meio lento e, para mim, desanimador de se ler. Me fez lembrar os livros que eu era forçado a ler durante minha adolescência para prestar vestibular, dos grandes autores brasileiros que tanto me traumatizaram, pois os estilos de narração de obras como Vidas Secas e Sargento de Milícia me torturavam, por não ser exatamente aquilo que eu busco em meu refugio ao mundo literário.

    O tema aqui não foi muito bacana, mas o que realmente me desagradou foi a linha de narração que, ao meu ver, não cooperou muito para dar vida à historia, apesar de estar bem escrito.

  18. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    16 de abril de 2015

    Que linda história de amor! Emocionante e única! Pena que você só teve duas mil palavras e não trezentas páginas! Seria um drama maravilhoso de se ler! Com base nessa sinopse deu até água na boca. E como foi bem escrito e emocionante, com aqueles clichês da vida real que o cinema e literatura usam como só mais um clichê, pobres em sua ignorância e falta de experiência. Você está de parabéns por encarar o desafio dessa forma.

  19. Felipe Moreira
    16 de abril de 2015

    Já que os comentários só serão revelados depois, acho que não tem problema em anunciar que eu indiquei esse tema.
    Ele me deixou divido em alguns aspectos. Sem dúvida, uma história interessante, mas a meu ver, ultrapassou os limites, não do tema, mas do conto. É grandiosa demais em sua jornada, que o drama me pareceu diluído entre as personagens, desde Luigi até a relação no final. Acho que esse conteúdo seria muito melhor aproveitado num romance. Uma boa história, sem dúvida.
    Encontrei alguns erros de concordância, utilização da vírgula, mas acredito que outros companheiros já o fizeram nos comentários.
    O texto tem uma narrativa jornalística, o que talvez também tenha afastado o toque que existe entre leitor e personagens. Eu vi o drama, vi as passagens, vi a dor da despedida, mas não fui capaz de sentí-las.

    Parabéns, Ferrari. É sim, um bom trabalho. Boa sorte no desafio.

  20. Virginia
    13 de abril de 2015

    Final “feliz”, hein? kkkk gostei muito do texto, você conseguiu criar um drama dinâmico. Não ficou cansativo em nenhum momento, gostei do drama italiano e me envolvi com a história. Parabéns e boa sorte !

  21. Jefferson Reis
    12 de abril de 2015

    Os pais de minha avó paterna eram imigrantes italianos. O conto, que poderia se estender para uma novela, fez-me pensar nessa relação do Brasil com a Itália. Se há algo que gosto em meu país é essa miscigenação, esse encontro de culturas.
    A narrativa de Ferrari, bem escrita, manteve minha atenção, mas não me fisgou por completo. Talvez pelo longo tempo diegético estar condensado em poucas linhas; talvez pela linguagem tão direta, que, em minha opinião, não combina com o drama (nos termos usados hoje em dia). Em se tratando de drama, espero quase sempre uma prosa poética, com a exploração das figuras de sentido, muitas metáforas e sinestesia.
    O enredo apresentado pelo conto seria melhor trabalhado em um novela ou romance. Minha sugestão é que Ferrari escolha e recorte um tema central, seu protagonista, o problema da narrativa e se aprofunde mais em tudo isso.

  22. mariasantino1
    11 de abril de 2015

    Bom desafio para você.

    Não entendi o motivo de tantos personagens, e não vi drama algum. Os dois partilham genes? Então por que não focar e repassar isso? Quando o Luigi sai da Itália e a moça fica grávida, já se imagina que algo vá acontecer. E confesso que fiquei contente de não haver o clichêzão do reencontro, entretanto não há qualquer naturalidade quando os dois se encontram, porque se espera isso. Outro ponto são as mortes sem repasse de emoção e muitos personagens que entram e saem atravancando a leitura. Não gostei da forma que o tema foi trabalhado, nem da condução do conto. Perdoe se pareço rude.

    Média — Por todos os motivos acima citados, a nota para esse conto será: 6 (seis)

    Obs: — O jovem rapaz não conseguia acreditar no que eu* ouvia (sobrou o eu)
    — que se empenhou o quanto pode para ajudar… — Trabalhou o quanto pode ao lado do seu Antônio (PÔDE).

    Sugestão — Se for narrado somente os dois no Brasil, algo como Os Maias (Eça de Queirós), daí sim vai caber o drama de partilhar os mesmos genes, de outra forma basta afastá-los e narrar com maior profundidade os sentimentos de ambos, bem como o padecer deles por essa incompletude, e para tal não há necessidade de tantos personagens.

    Abraço!

  23. rubemcabral
    8 de abril de 2015

    Eu não gostei muito, pois achei as descrições um tanto confusas e às vezes até conflitantes e/ou superficiais. Está bem escrito, mas não consegui conectar-me às personagens. Atendeu bem ao tema proposto, contudo…

  24. rsollberg
    7 de abril de 2015

    Sem dúvidas, é um Drama.

    Portanto, bom enquadramento no tema proposto.
    O universo do conto foi muito bem criado, essa ponte histórica Brasil-Portugal sempre rende boas passagens.

    Porém, confesso que não consegui me envolver tanto com os personagens (muitos, na minha opinião). Acho que pela quantidade, alguns ficaram bem rasos, o que impediu a conexão – empatia ou antipatia. Em certo momento, o enredo pedia muito mais, quase como uma novela onde você tem capítulos inteiros para jogar informações.

    A mistura do português e do italiano não me incomodou nos diálogos, mas reforçou a minha observação acima.
    A história em si é bonita, verossímil. Porém, gostaria de ter gostado mais… Capiche?

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  25. Tiago Volpato
    6 de abril de 2015

    O conto está muito bem escrito e bem elaborado dentro do tema proposto. No entanto, não é o tipo de enredo que me agrada. Achei que ficou um pouco comum demais e não trouxe nada de novo.

  26. Jefferson Lemos
    4 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Beleza? Um bom drama, apesar de o limite ter atrapalhado o aprofundamento.

    Sobre a técnica.
    É boa. Narra com competência, sem maiores problemas. Como o amigo Fabio já ressaltou, esse desafio está sendo um deleite técnico. Narrativas impecáveis.
    A única coisa que tenho a ressaltar, são as palavras em Italiano em meio aos diálogos. Se eles são Italianos, não faz sentido colocar apenas uma palavra em italiano, já que é a língua que eles falam.

    Sobre o enredo.
    Uma boa história de amor. O desenvolvimento foi bom, e apesar de ter achado que correu um pouco, sei que o limite também não contribuiu. Não gostei do muito do final, no entanto. Achei que poderia ter terminado melhor, com mais emoção.

    Sobre o tema.
    Drama não é bem um tema, é mais um estado de espírito, sei lá. hahaha
    Você pode pôr drama em qualquer coisa que escrever, de terror à comédia. você optou pelo romance, que é pura essência de drama, e se saiu bem,

    Nota:
    Técnica: 7,0
    Enredo: 7,0
    Tema: 7,0

    Parabéns e boa sorte!

  27. Andre Luiz
    1 de abril de 2015

    Olá, cara Ferrari! Seu texto é bucólico e me lembra um típico roteiro de filme dramático/romântico, que acho que tenha sido a intenção.O que posso salientar, no entanto, é que o peso dado por você à narração talvez tenha deixado a história um pouco difícil de ler, visto que faltam algumas descrições de cenário, por exemplo, e um uso maior de citações e diálogos. Contudo, um texto bom, com certeza.

  28. Claudia Roberta Angst
    30 de março de 2015

    O conto levou-me a lembrar novelas como Os Imigrantes e Terra Nostra.
    O drama (tema proposto) está mais para novela mexicana do que para saga italiana.Não leve isso como uma crítica, só uma constatação.
    Quantas mortes! Não poupou quase ninguém, hein?
    O desencontro do casal Amabile e Luigi soou um tanto clichê para mim. Sei que isso já aconteceu muito por aí, mas não achei a ideia muito interessante.
    Perdi-me em alguns pontos:
    – Qual era afinal a idade de Amabile? 15 ou 17?
    – Luigi tinha 19 anos quando embarcou no navio e 17 ao conhecer Amabile?
    Depois de reler, conclui que quando se conheceram Luigi tinha 17 e Amabile 15, mas ficou bem confuso lá no começo.
    – Então, Giuseppe e Amália eram meio-irmãos?
    Alguns detalhes escaparam à revisão:
    Eram épocas difíceis na Itália.> Isso me soou um tanto estranho, talvez fosse melhor empregar “Eram tempos difíceis na Itália”.
    O jovem rapaz não conseguia acreditar no que eu ouvia, resistiu o quanto pode > O jovem rapaz (redundante isso) não conseguia acreditar no que ouvia, resistiu o quanto PÔDE.
    (…) que se empenhou o quanto pode > que se empenhou o quanto PÔDE
    “madre” > não é italiano, mas espanhol
    Boa sorte!

    • simoni dário
      29 de abril de 2015

      Oi Claudia!
      Madre é mãe em italiano, a Bia também comentou como sendo espanhol, e pelo que vi, o termo é usado nas duas línguas.
      Não tinha como não lembrar de Terra Nostra Claudia, eu mesma escrevia com a música de abertura da novela na cabeça! Foi a empolgação com a iminente conquista da cidadania italiana que me levou a usar a imigração italiana no Brasil como base da minha história, mesmo sabendo que Terra Nostra marcou bem esse contexto na memória dos brasileiros. Desculpa se pareceu clichê!
      E acabou que matei todo mundo que pudesse acusar que eles eram meio-irmãos, sim!
      Obrigada querida, teus comentários são sempre bem vindos, como disse em outro desafio, tens uma fã aqui.
      Abraços.

  29. José Leonardo
    28 de março de 2015

    Olá, autor(a). De fato, é fiel ao que conhecemos da dura vida dos imigrantes naquele Brasil colonial e me parece ser um texto de fução expressiva, centrando na emoção do leitor com a construção de personagens positivistas e carismáticos (mesmo com a constatação do incesto — ainda que desconhecido por parte de Amália e Giuseppe). No entanto, ao passar os olhos por essas linhas nos faz relembrar enredos já vistos em novelas e outras histórias. Personagens aparentemente perfeitos, mesmo dentro da pobreza — isso me incomodou um pouco, esse maniqueísmo (quem sofre é totalmente bom e só pode sê-lo enquanto que quem faz sofrer não possui virtude alguma), o que beira um estilo panfletário (claro, se a intenção era fisgar leitores pela emoção, certamente conseguiu atrair boa parte deles). Seu estilo de escrita não cansa o leitor, mas (no meu caso) deixa um pouco de decepção no desfecho. Abraços e boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      28 de março de 2015

      *função expressiva

  30. Gilson Raimundo
    27 de março de 2015

    Pois é, um drama muito bem montado com um fim até desejado apesar dos laços de sangue, mas se ninguém contar será que o pecado existe? Lembro-me de Moll Flanders de Daniel Defoe, só que lá descobriram o parentesco e o drama se tornou maior. Muito bom mesmo…

  31. Rafael Magiolino
    26 de março de 2015

    O enredo foi cativante. Me identifiquei muito com toda a história a respeito dos italianos tentando a sorte no Brasil, assim como ocorreu com meus bisavós.

    Porém, não achei que se enquadrou em um drama como era o tema proposto. Senti mais um romance. A escrita contém vários erros que poderiam ser evitados com uma revisão mais aprofundada, o que facilitaria a leitura, além de torná-la mais agradável.

    Abraço e boa sorte!

  32. Alan Machado de Almeida
    26 de março de 2015

    Boa escolha de temática em época que se passa O Rei do Gado na TV. O texto foi bem escrito, de modo geral, mas precisava de algumas revisões. Tem muito “eu” no lugar de “ele” e coisas assim.

  33. Neusa Maria Fontolan
    26 de março de 2015

    O final ficou visível assim que Giuseppe e Amália nasceram.
    Não vejo o drama aqui, uma vez que, as únicas que sabiam que Giuseppe e Amália eram irmãos estavam mortas. Todos desconheciam o fato, então eles viveriam felizes para sempre.
    Se você tivesse deixado Amabile e Luigi vivos e eles só se encontrassem na hora do casamento, então viraria um drama.
    E se…
    E se, eles se encontrassem antes do dia do casamento, e Amabile tomando ciência do que estava para acontecer fizesse de tudo para impedi-lo? Luigi desconhecendo que Giuseppe era seu filho tomaria isso como uma vingança pessoal. Isso geraria conflitos e discussões entre os dois.
    Nossa! Daria para fazer uma novela!
    Me empolguei!

  34. Marquidones Filho
    26 de março de 2015

    Interessante. A forma como a história se desenvolve, os personagens e suas partes nela. Pena que terminou de forma abrupta, mas fora isso é uma ótima história, parabéns!

  35. Anorkinda Neide
    26 de março de 2015

    Sim, está encaixado no gênero drama…gostei do enredo em que os irmãos se casam sem tomarem conhecimento do parentesco, visto que as pessoas que saberiam já estavam mortas. É um bom mote embora previsível.
    Novelesco…hehehe
    Mas a construção do texto está falhada, no contínuo exercício da escrita vc vai perceber que a ordem narrativa precisa seguir uma sequencia (quem entende mais das teorias poderá lhe explanar algo mais fundamentado), mas da forma que está, senti que fostes pensando na história e escrevendo no impulso, claro, pra não perdera inspiração..mas depois disto há que se polir o texto, retirando informações desnecessárias ou ajustando outras que foram superficialmente colocadas como também organizando os fatos de forma mais clara.
    Com uma caprichada maior seu conto ficará muito bom.
    Abraço

  36. Fabio Baptista
    26 de março de 2015

    Caramba, outro texto muito bem escrito… o nível “gramatical” desse desafio está dos melhores por enquanto.

    A história é bem “clichêzão”, mas eu não ligo muito pra isso. Achei que foi muito bem contada, porém, o “pecado” aqui foi colocar um lapso de tempo tão grande na história.

    O apego emocional que foi construído na “primeira geração”, não se manteve na segunda, dada a rapidez com que os eventos foram contados. O envolvimento entre os meio-irmãos também ficou bem previsível (mais para o final, é verdade).

    Um bom conto, contudo.

    NOTA: 7

  37. Brian Oliveira Lancaster
    26 de março de 2015

    E: Captou muito bem o clima de dramalhão mexicano, nesse caso, italiano. Ficou quase uma novela das oito, que já foi nove e agora é dez. nota 9.

    G: A história é bem envolvente, ainda mais para quem é do sul e reconhece certas características e tradições. O limite até foi suficiente, apesar de certas passagens ficarem um tanto corridas. Gostei do clima de viagem a outro país e o contexto utilizado. Nem todos os textos precisam de grandes reviravoltas, mas senti falta de algo a mais aqui, apesar do final reatar os laços de família e compensar os desastres, de certo modo. Nota 7.

    U: O terceiro parágrafo soou estranho. No mais, a escrita leve auxilia muito no clima. Nota 8.

    A: O tema novelão foi bem explorado, apesar de corrido. Nota 9.

    Média: 8.

  38. Eduardo Selga
    26 de março de 2015

    O conto peca em pelo menos dois pontos: é extremamente melodramático, cheio de mortes, choros, corações partidos, numa quantidade mexicanamente excessiva e que, em função disso, causam “bolhas de emoção” aqui e ali, mas que não colaboram com a qualidade do corpo textual, exatamente pelo excesso. A ação e os núcleos dramáticos no conto precisam ser parcimoniosos, e dentro dessa contenção é preciso entrar na alma do ser humano, mas sem usar o melodrama, a emoção fácil porque clichê, e clichê porque previsível, pois essa narrativa já foi contada várias vezes, mudando-se apenas os personagens e os lugares.

    Por exemplo, a partir de certo ponto do conto já era possível antever o casamento formado por uma geração mais nova para compensar o amor malogrado na Europa. Claro, o amor precisa vencer sempre, diz a fórmula. Até houve uma ou outra novela da Globo aproveitando o amor impossível dos imigrantes.

    Outro ponto é a linearidade da narrativa. O texto é narrado como se fora o roteiro ou a sinopse de um filme. Tudo muito explicado, não há sombras nos protagonistas, ao leitor não resta outra alternativa senão ler. E isso é muito pouco. O leitor precisa, à medida em que lê, construir a sua estória, preencher os espaços vazios (desde que não sejam muitos nem muito largos).

    O conto não é um papo reto —é oblíquo, cheio de curvas; não é sala impecavelmente iluminada —é a penumbra do sótão.

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Informação

Publicado às 25 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .