EntreContos

Detox Literário.

A Junção (Ricardo Falco)

juncao

Ernesto acordou encharcado de suor.

Não lembrava os detalhes, mas o pesadelo desta vez pareceu-lhe mais real do que o normal. Sentou-se ainda a olhar em volta, como se quisesse certificar-se de algo. Pôs as pernas para o lado de fora da cama e tocou com a sola dos pés o piso de madeira do quarto.

As imagens foram se formando aos poucos em sua mente. Fragmentos de cenas, rostos, lugares. Vidas. Um momento de imensa surpresa e incredulidade. Novidades repentinas. A começar pela própria sensação de espaço e tempo.

A imagem refletida no enorme espelho, que cobria toda a parede ao lado da cama, mostrava-lhe talvez o mais inusitado dos fragmentos, até então apenas sugerido. Aquele vulto era real. Naquela face, Ernesto não se vislumbrava contido; retido. Estava ausente.

Perdido.

Olhou bem no fundo dos próprios olhos, que piscavam num compasso diferente do normal. Aquele olhar não lhe pertencia, não lhe obedecia. Desconexo, não era sequer digno da alcunha de reflexo. Apenas copiava-lhe, imitando seus movimentos com desdém.

Levantou-se. Não tinha medo. Caminhou em direção à imagem, afastando-se cada vez mais de si mesmo. Ao tocar a superfície do espelho, naquele inexato instante, foi igualmente tocado; atingido por uma textura muito diferente da esperada.

A partir de então, tudo mudou.

A enorme superfície refletora transformou-se em um tipo de portal. Uma janela aberta entre duas paisagens diversamente iguais. E conexas. Um elo mental uniu de forma perene sua individualidade com a então compartilhada identidade recém-descoberta de seu próprio reflexo.

Seu outro Eu.

Família, amigos, namoradas, vizinhos, colegas de classe, conhecidos… Todos do outro lado também existiam. E uma indescritível — porém indubitável — memória de tudo que não vivera até ali também de imediato entranhou-se em sua história.

Uma vívida história.

Não vivida por ele; mas pelo outro. Que também era ele. Contudo, o que mais chamou a atenção de Ernesto foi um certo sentimento de admiração — quase inveja — oriundo do lado de lá daquele retilíneo umbral e que Ernesto percebeu na hora. Era estranho…

Como se seu outro Eu desejasse algo que não mais possuísse.

E tinha o lance dos horários, também. Muito sinistro. Todos os relógios do outro lado — nas paredes, no pulso, no computador, nas ruas… — marcavam, sempre, horas repetidas; compostas somente por um mesmo algarismo.

3:33, 5:55, 1:11, 22:22…

Não havia uma lembrança sequer, oriunda do lado de lá, em que um relógio ou dispositivo marcasse algum horário que não seguisse esta estranha regra. E foi exatamente por causa deste inusitado detalhe que, então, os dois Eus acabaram trocando as primeiras palavras.

Mas isso também terminou se mostrando muito perturbador.

Os dois já sabiam, instantaneamente, tanto a pergunta quanto a resposta que seriam formuladas. Portanto, era muito mais fácil apenas deixarem-se levar pelos mesmos reflexos, pelas mesmas maneiras e atos; o que resultava na perfeita ocultação desta impensável relação de consciente coexistência.  Por este motivo, na prática — para todas as pessoas de fora, de ambos os lados — aparentavam uma relação “normal” de Objeto e Imagem.

Ficou bastante claro para Ernesto que, embora por algum desconhecido acaso eles tivessem tomado consciência da existência um do outro, não poderiam fazer nada além do que todas as outras pessoas faziam.

Ou, melhor dizendo, não deveriam fazer nada de diferente…

Pois, como Ernesto soube naquela estranha noite, seu Eu do lado de lá já tinha quebrado, por diversas vezes, esta suposta diretriz interna. Inclusive, a maior diferença entre Ernesto e seu outro Eu residia exatamente na decisão por parte deste último de tomar certas vantagens com base nesta conscientização obtida.

Vantagens frente às demais pessoas do mundo que, aparentemente, não tinham tomado — ainda(?) — consciência de seus outros Eus.

De forma intuitiva, Ernesto percebeu, já no momento exato daquela partilha surreal, que seu outro Eu o invejava exatamente por isso. Pelo fato dele, pelo menos até então, jamais ter se utilizado das vantagens desta impensável descoberta.

E nem sofrido as consequências disso…

Faltava ao seu outro Eu o brilho no olhar; aquela leveza e ingenuidade que somente a inocência podia fomentar e fornecer. A brisa leve do infinito.

Talvez exatamente por isso, Ernesto agora suasse sem parar diante da churrasqueira.

Estava com a turma da faculdade em uma espécie de confraternização de fim de período.  O sítio do colega anfitrião ficava ao lado de uma enorme pedreira e, além do calor absorvido pela gigantesca montanha de pedra durante todo aquele dia, somado ao bafo oriundo das brasas sobre as quais eram assadas as carnes, havia ainda o abrasivo efeito da meia dúzia de caipirinhas que já tinha tomado.

Tudo isso, no final daquela típica tarde de verão, fazia Ernesto sentir-se realmente desconfortável. Mas, mesmo consciente de todas estas variantes, o rapaz sabia a verdadeira origem das infindáveis gotas que brotavam por toda a extensão de seu corpo; uma infinita nascente viva…

Ernesto tinha um pronunciamento a fazer.

Iria abandonar o curso de engenharia que já estava em reta final para, surpreendentemente, mudar de forma radical sua futura carreira. Ernesto queria graduar-se na área de humanas. Na verdade, já havia até feito a prova para ingressar na nova faculdade. Sentia uma incontrolável vontade de entender o comportamento das pessoas.

Psicologia…

E abriu para todos ali que a decisão tomada devia-se ao ocorrido naquele mesmo sítio; na mesma mesa de madeira que agora servia de base para os incrédulos olhares de seus amigos, que lhe fitavam num silêncio típico de quando se conhece a imutabilidade de um fato concreto.

Concretamente absortos.

Também fora ali, naquela mesa, após algumas latinhas sorvidas numa noite quente do verão passado, que Ernesto experimentara pela primeira vez a estranha sensação que tentava agora, um ano após, definir em palavras para seus amigos…

Onisciência.

Foi a única palavra encontrada. Assim como apenas um fora o número visualizado em sua mente; na forma de uma curiosa sombra a projetar-se sobre a fina parede de plástico que tinha à frente. Jogavam baralho naquela mesma mesa incrédula de agora, na qual outrora Ernesto, inacreditavelmente, concebera a imagem do número pintado do outro lado da carta.

Era um oito; escuro.

De paus ou espadas… Um oito negro. A carta estava apoiada de lado sobre a mesa, segura pelas mãos de uma colega de turma; hoje ausente. Mais do que ver, Ernesto, inexplicavelmente, “pré” sentira o que existia do outro lado daquela matéria…

Um oito de espadas.

Pensara tratar-se de algum estranho efeito etílico. Mas já no dia seguinte, durante o café da manhã, a ressaca apresentar-se-ia ainda mais poderosa, fazendo Ernesto passar toda a primeira metade daquele revelador domingo sentado sozinho diante da piscina, numa cadeira na varanda, brincando de embaralhar aquelas bizarras cartas esquecidas no canto da cozinha.

Todas transparentes…

E das cartas passara então a intuir os números discados nos telefones celulares dos amigos, mesmo quando virados de costas para ele. Visualizava os algarismos no mesmo ritmo de pensamento dos autores das discagens.

Já lhe surgiam de forma quase natural.

Sua brincadeira predileta tornara-se a adivinhação. Mandava os amigos, familiares, a futura noiva… Cada um sentar-se diante dele e, concentrando-se, pedia para pensarem em um número. Qualquer número…

Ernesto adivinhava.

No início, ainda restavam algumas dúvidas. Mas, seus amigos mais próximos, e principalmente sua noiva, acabaram aceitando aquele instigante fato. Ele acertava mesmo… Vez ou outra tentavam encontrar alguma falha, algum “defeito”. Sem prévio aviso, mostravam-lhe nas ruas carros desconhecidos, de ângulos pré-determinados; qualquer carro…

Ele falava os números da placa.

O jogo na televisão começava e era só o placar aparecer zerado pela primeira vez no canto da tela; qualquer jogo…

Ele predizia o saldo de gols da partida.

Rápida e faceira, Raquel — a noiva — apareceu certa ocasião com um canhoto de loteria vazio. Deixou-o, como quem não quisesse nada, em cima da mesinha de cabeceira do quarto de Ernesto, após uma intensa, voluptuosa e atípica noite de sexo.

Raquel estava com um sorriso misterioso…

Mas foi somente naquele momento, contando para os amigos sobre o histórico que o levara à decisão há pouco anunciada, que Ernesto atentou-se para o significado do primeiro número adivinhado naquela mesma mesa, um ano atrás. O primeiro presságio…

Um explícito agouro.

Um oito, invertido e negro. Tenebrosa alegoria. Genuíno símbolo de infinito. Infinitamente sombrio. Uma enfadonha profecia sobre seu futuro e inglório relacionamento com Raquel, colega de turma que empunhava aquela carta e por quem era apaixonado, desde o primeiro período. O representativo fiel de seu trágico noivado…

Oito de espadas.

Raquel por fim confirmaria aquele prognóstico, revelando sua verdadeira face. E frieza. Com oito dígitos na conta, fugiu não se sabe até hoje para onde com um ex-namorado, do tempo do colégio. Deixou para trás apenas uma negra espada fincada no coração atormentado de Ernesto, que nunca mais se utilizou do dom recebido.

Sina.

Ernesto agora buscava conhecer a essência humana. A beleza da alma. A mansidão. O atrativo e seguro caminho das virtudes. O ser antes do ter. A imensidade e onipotência do Amor. Ilimitável; eterno. Sim… Ainda procurava o infinito.

O que Ernesto queria mesmo era encontrar um oito de Copas.

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Este texto foi baseado no tema “Realidade Alternativa”, sujeito ao limite máximo de 1500 palavras.

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79 comentários em “A Junção (Ricardo Falco)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Muito bom. Gostei. Um conto curto, sem enrolações e que coube toda uma história dentro. Interessante a parte dos vários eus. Fiquei curiosa o porque de os relógios mostrarem todos números iguais, isso tem algum significado ou foi só algo do enredo?

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado pela leitura e pelo comentário, Tamara! O significado dos números iguais (repetidos) está ligado ao fato de Ernesto haver ingressado em uma parte atemporal de sua própria existência.
      Um beijo, moça!
      🙂
      Paz e Bem!

  2. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Realidade Alternativa!!!! Fiquei empolgadíssimo quando li o tema, comecei a ler com as mais altas expectativas!!!

    O começo foi meio devagar, e de início me senti um pouco decepcionado, com uma leitura meio cansativa. Mas depois eu entrei no feeling da história, e comecei a apreciar. Gostei das explicações e de toda a forma como a narrativa foi organizada. Parabéns.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado, Thales! Fico feliz que tenha encontrado a “pegada” da história e, mais ainda, que a tenha curtido! Um grande abraço! Paz e Bem!

  3. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    O começo mostra uma bela descrição de alguém que não dá conta de si, o reflexo que “apenas copiava-lhe, imitando os movimentos com desdém.”. Interessante que o começo parece com o fim de “William Wilson” de Allan Poe. Aliás, você conseguiu criar um enorme suspense no começo do conto. A mistura de parágrafos longos com os curtos (“Psicologia”,”Concretamente Absortos”) ficou muito boa. Interessante você mencionar “O ser antes de ter”, a máxima absoluta da Escola Existencialista. Muito bonito seu conto.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado pela leitura e pela análise, sempre muito perspicaz, Wilson! Fico feliz de ter conseguido causar o desejado suspense no início da história! A forma alternada dos parágrafos é um “cacoete” cuja libertação está longe de acontecer… (rs!)
      Não li ainda o texto do mestre Poe, falha que procurarei consertar em breve! Que bom que achou o meu rabisco bonito! Grazie! 😉

  4. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Ernesto deve ser pisciano.
    O mundo do outro lado do espelho é mesmo de se fazer pensar. Até Lewis Carrell embarcou nessa, ou melhor, mandou Alice em seu lugar. Confesso que preciso reler “A Junção”. Procurar pelo reflexo de tudo que o conto me fez sentir, retornar da realidade paralela onde me perdi. A parte do espelho, da relação de Ernesto com o reflexo, é muito interessante, mas não me prendi tanto assim quando o foco da narrativa se torna os poderes de vidência. Não é confuso ou fraco, mas se afastou do que estava me encantando.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Jefferson! Obrigado pela leitura e pelo comentário! 😉 Perder-se do “lado de lá” do espelho é realmente muito mais fácil do que pode parecer… (rs!) A brincadeira aqui (mote) foi provocar um encontro entre ‘reflexo’ e ‘reflexão’. Foi uma viagem para dentro; uma jornada rumo ao interior de si mesmo e da visão que se tem sobre quem realmente se é.
      Repare na repetição do adjetivo ‘realmente’. E em sua formação etimológica; um paradoxo em si mesmo (Real X Mente)… Mas deixemos isto tudo para sua segunda leitura! (rs!) 🙂
      Abração,
      Paz e Bem!

  5. Bia Machado
    28 de abril de 2015

    Foi uma boa leitura, está bem escrito e também se adequa ao tema dado, mas não me cativou o suficiente, não consegui me envolver e não criei empatia pela personagem. No entanto, acredito que muitos irão apreciar.

    Emoção: 1/2
    Enredo: 1/2
    Criatividade: 1/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 7

  6. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Henrique! Gostei bastante de seu conto. O espelho como portal de dimensões não é muito original, mas serviu bem à proposta. Parabéns pelo modo como trabalhou o poder do seu protagonista e os resultados dele. Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Brigadão, Wender! 😉
      A imagem de alguém parado diante da própria imagem refletida em um espelho enorme me seduziu mais pela grandiosidade subjetiva da cena do que pela originalidade da mesma. Concordo que transformar espelhos em portais é mais do que batido, mas não consegui resistir ao provocativo peso desta imagem para dar início ao conto e atrair a atenção do(s) leitor(es) para o que viria depois. Que bom que gostou do trabalho! 🙂
      Grande abraço,
      Paz e Bem!

  7. Fil Felix
    28 de abril de 2015

    Um conto bom, mas que demorou pra desandar. O começo é um pouco confuso, mas quando ele ganhou a vidência engrenou melhor. Interessante a estética do texto, com as frases curtas intercalando os parágrafos, e o bom que manteve fiel do começo ao fim.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado Fil! (Lembrei agora de um de meus filmes prediletos, “Feitiço do Tempo”, que tem um personagem com este nome)
      Que bom que depois a história engrenou pra você, parceiro! 😉 A estética das frases curtas intercaladas com os parágrafos maiores é um vício meu. Segundo o mestre Selga, uma falha imperdoável, mas fazer o quê…? Vício é vício! (rs!) Pelo menos sou fiel nele! 🙂
      Abração,
      Paz e Bem!

  8. Swylmar Ferreira
    28 de abril de 2015

    Conto de difícil entendimento, pelo menos para mim. Consegui vislumbrar a trama mais para o final do conto. É bem escrito, linguagem usada é simples e o texto é fácil de ler, embora tendo as dificuldades iniciais citadas.
    Parabéns!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Pôxa, que pena, Swylmar… 😦 A proposta da história é mesmo bem intimista, então se não rolar já logo de cara… Já era! Fico triste que não tenha conseguido lhe transmitir com mais facilidade as mensagens do texto! Quem sabe no próximo!? 😉
      Abração,
      Paz e Bem!

  9. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Não gostei, achei que pelo tema proposto poderia render mais. Está bem escrito, sem dúvida, mas a história e a forma como foi contada não me prendeu a atenção. Achei que faltou um aprofundamento maior – tanto descritivo como psicológico – para que eu pudesse entender melhor o dilema do Ernesto, que me parece um personagem bem interessante. Gostei do dom das adivinhações adquirido pelo personagem e da forma como isso aconteceu, mas achei a conclusão meio precipitada, talvez pelo número de palavras.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu pela sinceridade, Rodrigues! 😉 Infelizmente, não tem como agradar a todos… Que pena que não gostou. Fiz com tanto carinho e esmero… (Snif)
      Mas, beleza! Pelo menos de algumas coisas coisas você gostou, já me servindo como um prêmio de consolação! 🙂
      Um abraço e espero na próxima oportunidade conseguir lhe agradar um pouco mais!
      Paz e Bem!

  10. André Lima
    28 de abril de 2015

    Seu conto se assemelhou um pouco com o meu, teve uma pegada meio filosófica e eu gostei disso, mas achei-o muito massante. Ele dá a impressão de que estamos lendo um monólogo, não só por causa da falta de diálogos, mas por conta da forma de escrita. O enredo é bom, assim como a história em si, mas acho que poderia estar melhor escrito.

  11. Pedro Luna
    28 de abril de 2015

    Definitivamente eu não peguei a ideia do conto, mas o nome fez todo sentido. É a junção de duas histórias aparentemente desconexas em muitos pontos. Não gostei muito, pois não apresentou uma trama que me cativou. Pode ter um mistério aí no meio das linhas, mas eu não o captei…

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado, Pedro! A interpretação da história é válida de acordo com o que o leitor decidir. Que bom que o título pelo menos fez sentido pra você! Um abraço,
      Paz e Bem!

  12. mkalves
    27 de abril de 2015

    Fiquei com a sensação de que o(a) autor(a) tentou mesclar duas histórias totalmente distintas. E sem sucesso. Na primeira parte da história há um esboço de trânsito em dimensões paralelas, que fica um pouco vago porque há excessos de adjetivos que não ajudam a materializar a cena ou mesmo a concretude da experiência. De repente isso tudo é esquecido para abordar o dom da premonição que a personagem descobre em um churrasco ocorrido um ano atrás. Nesse meio tempo a namorada ganha na loteria graças a seu dom e some no mundo (é isso mesmo?). Então o final é um momento dor de cotovelo misturada com esperança no verdadeiro amor. Fiquei confusa e realmente incomodada com o excesso de adjetivos.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Oi, MkAlves! É um pouquinho mais filosófico e existencialista o mote que desejei passar na história. Mas assumo inteiramente a culpa por não ter sido capaz de transmiti-la com sucesso para você! A interpretação é — sempre — livre, mas fiquei triste por você não ter curtido uma boa viagem neste roteiro por mim proposto. Espero que consiga agradá-la em uma próxima oportunidade! 🙂
      Obrigado pela leitura e pelo comentário sincero! 😉
      Um grande abraço,
      Paz e Bem!

  13. Anorkinda Neide
    26 de abril de 2015

    Que bonito! Que poético! Parabens.
    Continuas com os mini-parágrafos…rsrsrs
    Acho que cansa um pouco, acho que poderiam ser em menor quantidade, pra dar mais corpo ao conto.
    A historia é muito bonita, um pouco confusa, mas o que não é confuso em se tratando de realidade alternativa e poesia? 🙂

    Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, parceirinha de longa data! 😉
      Duas coisas das quais não consigo me libertar: a Poesia e este “vício frasal”, entrepostos (ambos) pelos parágrafos. (rs!)
      Que bom que achou a história bonita. Na verdade, tudo é muito simples. O problema somos “nózis”, que complicamos demais tudo! 🙂
      Obrigado pela leitura e pelo comentário!
      Grande beijo,
      Paz e Bem!

  14. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Então, gostei da narrativa e das construções das frases, algo com um tom poético. A escrita está de fácil leitura e as descrições são suficientes. Eu mesma tenho um conto sobre realidade/vida paralela no espelho, é algo que me fascina. Aqui o autor fez uma abordagem similar a minha, tudo meio confuso, como deveria ser. A noiva abandoná-lo foi uma babaquice e, de certo modo, clichê. Eu teria feito diferente, talvez com ela a abandonando, slá. De qualquer maneira, boa sorte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Então, minha ruiva preferida do EntreContos… 🙂
      Obrigado pela leitura e pela análise de meus rabiscos. Que bom que gostastes do tom poético e das construções textuais utilizadas (mesmo que sejam dois vícios confessos meus). Fiquei curioso para ler teu conto sobre esta mesma temática que recebi neste Desafio. Podes mandar pra mim ou me dizer onde achá-lo? 😉 Também me fascina esta questão do paralelismo contido nos espelhos. Tenho váááários contos com essa pegada. Sobre a noiva de Ernesto, ela nunca esteve, realmente, com ele… Portanto, nem foi bem um abandono. Foi apenas a tal da verdade sendo exposta pelo espelho (“Espelho, espelho meu…”). No final, é ele mesmo quem a abandona (na figura da Dama de Espadas), e parte em busca de um estereótipo “menos babaca” (na figura da Dama de Copas). Bem romanticuzinho… Sacastes? (rs!)
      É isso… Valeu pelo ‘papo’! 😉 Bjs,
      Paz e Bem!

  15. vitor leite
    25 de abril de 2015

    adorei este texto porque me identifico muito com as temáticas abordadas. muito bom, parabéns

  16. Felipe Moreira
    25 de abril de 2015

    O texto me soou muito mecânico nos primeiros parágrafos. As coisas ganharam forma e profundidade realmente quando Ernesto estava no sítio. Ali as coisas começaram a andar, deu pra conhecer melhor o protagonista, suas aflições e aspirações. Depois o ritmo desacelerou novamente, mas a definição com Raquel pareceu interessante. Ganhou um rumo filosófico de boa abordagem e o final tendo Ernesto com ele mesmo me ganhou o texto num cenário geral.

    Parabés pelo trabalho e boa sorte com o oito de copas.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Felipe! 🙂 Que bom que o texto foi crescendo para você e que a profundidade filosófico-existencialista (ficou pomposo isto, não?) que desejei passar foi por você recebida no decorrer da leitura. Gostei das palavras ‘aflições’ e ‘aspirações’, que você utilizou para descrever, exatamente, este conflito existencial inerente ao ser e ao sentir.
      Agradeço a leitura e a análise de meus rabiscos, além — é claro — do solidário apoio prestado a este romântico escritor-jogador. 😉
      Abraço,
      Paz e Bem!

  17. rsollberg
    24 de abril de 2015

    Fala, Sullivan!
    Seu texto é daqueles que “embaralham” a mente, para depois ir revelando a mágica. Gostei da abordagem do tema, diferenciando do clássico Mundo Bizarro, para focar na reflexão/reflexo e os desdobramentos da “junção”, da onisciência.

    O conto é muito instigante e está muito bem escrito, o que facilitou muito o “entendimento”da história. Penso apenas que esse trecho destoou da linguagem empregada durante todo o conto:”E tinha o lance dos horários, também. Muito sinistro.”

    Outrossim, tem um “Talvez exatamente” que me deixou com a pulga atrás da orelha. O autor brincou com a dúvida e a certeza, com o fato do recém descobrimento da onisciência? Olhando o conjunto, penso que foi proposital, até porque nada no texto me pareceu gratuito ou deixado ao acaso.

    Curti o Título e a imagem escolhida.
    O frase final “fechou” bem a narrativa e a jornada de autoconhecimento de Ernesto.
    Bem, não sei o meu Eu do lado de lá, mas eu me diverti.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Fala, Rsollberg! 😉
      Muito gostoso saber que se divertiu, que curtiu a viagem proposta nestes rabiscos! Fiquei imensamente feliz! Em seu comentário, deu para eu sentir que consegui transmitir o queria transmitir. Sinal de ‘missão cumprida’ para todo e qualquer pretendente a escritor! 🙂
      Quanto ao “lance” e ao “sinistro”, concordo plenamente (com você e outros parceiros daqui que me alertaram para este fato). Inclusive, já até alterei no texto original estas mesmas palavras por “detalhe” e “curioso”, respectivamente. Obrigado!
      Já a pulga atrás de sua orelha, talvez seja exatamente uma pulga. Ou não… 😉
      Também curti muito o fechamento da história, até mesmo pelo fato de tê-la escrito em dois momentos bem diferentes; inclusive com a parte final tendo sido escrita antes da inicial, o que para mim trouxe um brilho (reflexo…?) todo especial a este trabalho.
      Valeu pela leitura e pelo comentário, parceiro!
      Um grande abraço,
      Paz e Bem!

  18. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) a ideia é muito legal, mas ocorreu um salto estranho no parágrafo em que ele aparece na churrasqueira. No momento anterior, ele estava olhando no espelho. Acho que ficaria melhor se fosse mais bem explicado esse salto.

    ✍ Técnica: (4/5) achei muito boa, sem erros aparentes, com uma beleza poética em alguns trechos. Gostei bastante.

    ➵ Tema: (1/2) creio que a visão do autor sobre o tema fosse um pouco diferente, como estava indo no início (um mundo do outro alternativo lado do espelho). Do jeito que ficou, parecia apenas uma justificativa para um superpoder.

    ☀ Criatividade: (3/3) achei bastante criativa a história como um todo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei no geral, mas a revelação final (da noiva que o traiu) ficou sem ênfase ou emoção. Acho que o impacto acabou sendo diluído, não causou o choque esperado.

  19. Andre Luiz
    22 de abril de 2015

    Então, caro Henrique… Seu conto bem que poderia ter um pouco mais de diálogos, diretos, que colocassem mais o leitor dentro da história e trouxesse a todo momento a imagem de Ernesto em sua onisciência(que, não sei por qual motivo, lembrou-me a Lucy, do filme homônimo com a Scarlett Johansson). Aliás, gostei bastante das partes líricas do texto, por assim dizer, e também o desfecho anticlimático, que ressaltou que nem tudo na vida é mágico como parece. Parabéns!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Dé! 😉
      Foi escolha pessoal mesmo a decisão de não inserir diálogos neste trabalho. Queria um tom intimista e constantemente provocativo/misterioso. O lirismo jamais ficaria de fora de algum texto literário meu (rs!). A questão filosófica e existencial abordada na história, ora mais, ora menos metaforicamente, traz um questionamento que, talvez, a própria Lucy (também já assisti) tenha encarado no filme: o quão pouco o Ser Humano (normal) conhece sobre si mesmo. Por isso, achei muito legal você ter lembrado deste filme. E, claro, da Scarlett Johansson também… 😀
      Mas, confesso, a parte final de seu comentário foi o que mais gostei, pois você tocou em um assunto que eu, enquanto autor do texto, sequer pensei: magia. Claro que não aquela magia a lá Harry Potter e afins, mas a própria magia criada pela nossa mente, que joga a fantasia em doses, muitas vezes, cavalares. Quiçá doses “unicórnicas”… Onde apenas uma medida homeopática se faria mais útil para a nossa parca razão. E para as decisões tomadas com base (assim pelo menos imaginamos agir) somente nela!
      Gostei dessa viagem! 🙂
      Valeu!
      Abr@x,
      Paz e Bem!

  20. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    21 de abril de 2015

    Um dos significados do oito de espadas é: “Esforço de libertação do homem através de uma evolução interior, resultante de suas atividades mentais, como uma recompensa dada pelo destino.” (Clube do Tarô). Você argumentou bem o tema, colocando nele o outro lado do espelho e a carta 8 de espadas dentro do contexto dessas habilidades inusitadas. Depois de exposto o caso do espelho já não dava mais para saber de que lado do espelho a narrativa estava e isso foi sensacional!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Carlos! Curti muito seu comentário! 😉 Obrigado pela leitura e análise!
      Mas… E você? Sabe, com certeza, de qual lado do ‘espelho’ você está…?
      🙂
      Abraço,
      Paz e Bem!

  21. Tiago Volpato
    21 de abril de 2015

    Ótimo conto. Não notei nenhum erro. Muito bom.

  22. Virginia Ossovski
    19 de abril de 2015

    Achei o conto enigmático, interessante, principalmente pela relação do Ernesto com o reflexo, o “mundo” que se escondia do outro lado do espelho. O desenvolvimento me confundiu um pouco, mas o final foi bem esclarecedor. Parabéns pela obra !

  23. Marquidones Filho
    18 de abril de 2015

    Fiquei meio perdido…
    No início o rumo parecia um, depois tomou outro e não consegui achar bem uma conexão entre essas duas partes. A conclusão é interessante, a forma como os elementos se juntam ao final, mas ainda assim fiquei com a sensação de “pontas soltas” na história.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu pela leitura e pelo comentário, Marquidones! 😉
      Espero lhe agradar mais no próximo!
      Abração,
      Paz e Bem!

  24. Gilson Raimundo
    18 de abril de 2015

    Triste sina, até parece a história do ciclope que deu um olho para predizer o futuro e o que conseguiu foi apenas adivinhar o momento de sua morte. Um bom texto. No geral agradou apesar de confuso e nem tão bem explicado o que aconteceu com o cara do espelho.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Gilson! 😉 Bem lembrada a história do Ciclope!
      O cara do espelho decidiu finalmente mudar as atitudes que sempre repetia, Gilson; após refletir muito. Muito…
      🙂
      Abração,
      Paz e Bem!

  25. mariasantino1
    17 de abril de 2015

    Bom desafio para você, autor(a).

    Um conto com algumas possibilidades de interpretação, um ótimo tema e espaço razoável. A ideia traz à tona o desejo de se ter mais uma chance, de voltar no tempo e refazer a trajetória, da mesma forma que muitas vezes se deseja poder de dá um pulinho mais adiante para saber os resultados das escolhas, das decisões. O paralelismo fica pelo loop infinito, pois Ernesto deseja o oito de copas (o amor) e por isso retorna no tempo-espaço. Dizem que as paralelas se cruzam em algum lugar do infinito e, para mim, o despertar do Ernesto representa esse cruzamento, a epifania em se perceber que há outro “ele”. A partir dessa percepção Ernesto retira as vantagens, uma vez que ele já viveu tudo isso mesmo sem saber que ele era ele numa espécie de déjà vu. Os números iguais frente a frente também mostram esse encontro paralelo.

    É um conto interessante, uma narrativa limpa, sem floreios, com boas comparações (espadas e copas, por exemplo). Já essa passagem destoa >>>>> E tinha o lance dos horários, também. Muito sinistro. — Com uma narrativa sem diálogos, sem regionalismos, mais culta, dizer “lance” e “muito sinistro”, não casa com o restante oferecido. As frases sozinhas também não me pareceram causar efeito algum para a narrativa ou trama (só uma observação bem pessoal mesmo). Algumas caracterizações físicas do Ernesto no início do conto dariam mais consistência para seu conto, pois se ele estivesse já velho e pudesse voltar no tempo, ter essa epifania da viva vivida e da vida que pode ser vivida (ao menos para mim) ficaria mais coeso. Mas, em todo caso, só por deixar possibilidades de interpretação, ideia de déjà vu pela quebra da “diretriz” (de retirar vantagem ao se mexer no espaço- tempo), já torna o texto interessante e instigante.

    Média — nota: 8 (oito)

    Abraço!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado, Maria! 🙂 Você está quase destronando o Selga com estes comentários porretas nos contos todos! Parabéns! E, com essa benevolência toda na hora de desferir suas (altas) notas, não sei não… Eu estou pendendo mais para o seu lado, moça! (rs!)
      Que bom que gostou de minha historinha! 😀 Realmente, a questão da viagem no tempo nem foi assim tão buscada por mim na abordagem original. E acho ótimo que o texto tenha deixado espaço (viva o espaço-tempo!) para estas outras abordagens deliciosas, também! 😉
      Na verdade (na minha verdade, claro), esta atemporalidade da trama reside mais no aprofundamento feito pelo protagonista com relação ao seu próprio conhecimento; de si mesmo e de sua visão de mundo. Quem era, como agia, como via o mundo, como se via e como era visto — tudo isso — despertou esta viagem pelo espaço-tempo de sua vida, sua mente, suas emoções. O ato de encontrar-se consigo mesmo e com a imagem refletida de si mesmo, talvez, seja a responsável por esta indefinição temporal existente(?) na história. E sim… Dèjá vu existem. Já teve algum? Eu já… É uma experiência muito doida.
      Sobre as gírias citadas, eu concordo plenamente. Inclusive, já as retirei do texto original. Obrigado pela dica! 😉
      As frases curtas entremeando parágrafos, foi mal… É vício, mesmo. E, como todo vício, eu ADORO! 🙂
      Valeu mesmo pela leitura e pela rica análise de minha obra, coleguinha!
      Um grande beijo e até o próximo!
      Paz e Bem!

  26. Cácia Leal
    16 de abril de 2015

    Suas notas, que esqueci de colocar junto com o comentário:

    Gramática: 9
    Criatividade: 6
    adequação ao tema: 6
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 5

  27. rubemcabral
    16 de abril de 2015

    Um bom conto: curioso e imprevisível. Quando o leitor começa a compreender a situação o texto dá uma guinada e vai fazendo assim mais ou menos até o fim.

    Está bem escrito, com a característica narração do autor, porém penso que só atendeu ao tema proposto parcialmente.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Nem sabia que era eu, né Rubão!? 😛
      Valeu pela leitura e pelo comentário! Você dizendo que está bem escrito… Eu acredito! 🙂
      Abração,
      Paz e Bem!

  28. Sidney Muniz
    15 de abril de 2015

    O conto começa muito bem, mas mostra algumas coisas que me desagradam, como repetições; Ernesto / mesa / mesma /…

    E tinha o lance dos horários, também. Muito sinistro. Todos os relógios do outro lado — nas paredes, no pulso, no computador, nas ruas… — marcavam, sempre, horas repetidas; compostas somente por um mesmo algarismo.

    No parágrafo acima, o “Muito Sinistro” na minha opinião fez com que o narrador deixasse de ser imparcial. Não acho que isso tenha contribuído positivamente.

    Bom, o conto é interessante, a forma que o autor(a) encontrou de trabalhar a “realidade alternativa” algumas menções e sacadas muito interessantes, mas acredito que tenha pecado na execução e até mesmo na distribuição da ideia em si. A narrativa também é boa, mas não me agradou em alguns aspectos.

    No mais nota-se o grande talento e talvez o Sidney leitor que não tenha conseguido captar a magia desse escrito.

    Parabéns e boa sorte, sempre!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Está certíssimo, Sidney! Dei mole ao deixar escapulir aquele “muito sinistro” (e o “lance”, também). Valeu pelo toque (confirmado por zilhões de coleguinhas daqui!) e já alterei lá no textinho original. 😉
      Obrigado pela leitura e pelo comentário sagaz!
      Abração,
      Paz e Bem!

  29. Jowilton Amaral da Costa
    14 de abril de 2015

    Interessante o texto. Não sei se entendi direito. Para mim alguns parágrafos estão confusos, dificultando o entendimento por parte do leitor, no caso eu, do que o autor quer contar, explicar. Mas, vamos lá, O Mundo paralelo seria o mundo de dentro do espelho, que Ernesto optou em viver depois da conexão, a junção, com seu Eu reflexivo e por isso que ele conseguia sentir o pensamento dos outros. Será que foi isso? Não sei, acho que estou viajando. Enfim, de qualquer forma eu gostei do conto. Boa sorte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Fala, JoWilton! 😉
      O Mundo Paralelo é o que você quiser que ele seja, parceiro! A história agora é sua também! 🙂 Você pode fazer com ela (quase tudo!) o que quiser! 😀 Não tem certo nem errado. (rs!)
      Que bom que gostou do conto! Isso, para mim, é o que mais vale!
      Obrigado pela leitura e pelo comentário, parceiro!
      Abração,
      Paz e Bem!

  30. simoni dário
    13 de abril de 2015

    O texto começou arrastado e cansativo e lá pelo meio começou a ficar interessante, com um final do qual gostei. O autor escreve bem. O conto foi uma sessão de terapia, com direito a insights, tomada de consciência, e teve até adivinhações. O personagem cego de amor, apesar da intuição aguçada e do contato com o inconsciente, acabou sofrendo por uma “imprevisível” desilusão amorosa. Bom conto.
    Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Nossa… Estou com medo agora… 😐 Acho que vou parar de escrever! (rs!)
      Sério, Simoni, que ficou tudo TÃO claro assim?!? Medo de você, viu…! 🙂
      Se não der certo no campo das letras… Aconselho tentar psicologia. Ou quiromancia… (rs!)
      Não tenho nada mais para dizer com relação ao seu comentário, a não ser que você tirou toda a ‘magia’ e ‘mistério’ da minha história…
      Tô de mal.
      😛
      (Brincadeira!)
      Obrigado pela leitura e dissecaçã…Digo, análise da obra! 😉
      Abração,
      Paz e Bem!

  31. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Quanto a propostas de enredo, creio que este é um dos mais destacados (e, consequentemente, um dos mais promissores contos). A ideia é extraordinária. A priori, achamos que o protagonista enlouqueceu devido a causas desconhecidas. Engano — um ótimo engano, pois fosse isso o enredo perderia a sacada genial de uma realidade alternativa do “outro eu” que atravessou as fronteiras de um espelho.

    Se posso fazer uma crítica: aquelas intervenções do narrador onisciente antevendo o fruto do acontecimento que deixou o protagonista bem triste (antecipando a consequência da escolha) poderiam ser menos recorrentes (sugiro cortar algumas). Boa parte delas só ficam esclarecidas numa segunda leitura (no meu caso). Tais parágrafos alternam com a ação — esta já não sendo cronológica — e podem comprometer o pleno entendimento de “A Junção”.

    Entenderemos a inveja do “outro eu”: alguém que usou mal o dom e que teve de sofrer as consequências da escolha errada. O “eu do lado de cá”, que o reflexo via, ainda estava intacto. Pena que não pôde ou não quis avisar Ernesto, chacoalhá-lo, mostrar o resultado do seu deslize (deslize da Imagem)… Agora, um ano depois da primeira manifestação da onisciência, Ernesto decide girar o rumo de sua vida e desbravar outros caminhos, garimpar respostas.

    O choque ao redor, daqueles que não conhecem o “eu-Imagem”, evidentemente é previsível.

    Enfim, autor(a). Um novo tipo de doppelgänger. Um elo entre onisciência e “eu-Imagem” não muito bem explicado. O profético 8 de espadas. O alto preço e uma nova e diametralmente oposta percepção da existência. Abraços e boa sorte neste desafio.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado, Zé! 😉
      Sua análise foi bem interessante e mistura uma série de coisas que eu desejei transmitir com algumas outras que eu realmente nem pensei à respeito. Achei bem interessante a questão do doppelgänger, que — assim como qualquer palavra escrita em alemão — me assustou bastante! 😀
      Obrigado pela leitura e pelo comentário!
      Abração,
      Paz e Bem!

  32. Claudia Roberta Angst
    10 de abril de 2015

    Gostei da leitura. O tema proposto foi bem desenvolvido, sem dar muitas voltas. Fiquei com pena do Ernesto no final, abandonado e à procura de um novo amor, agora de coração e não de guerra.
    Conto bem escrito, sem falhas aparentes. Não é uma grande surpresa, mas funcionou bem comigo. Gosto desse ritmo sem entraves, sem pretensões exageradas. Boa sorte!

  33. Fabio Baptista
    9 de abril de 2015

    Eu achei muito bem escrito e até a metade, até o encontro com o outro “eu” ali no espelho/portal, estava indo muito bem.

    Não que a segunda metade esteja ruim. Longe disso.

    Mas me pareceram duas histórias distintas. Li duas vezes e não consegui enxergar relação entre os eventos decorridos no espelho e na churrasqueira.

    Deve ter uma sacada aí que não consegui captar, mas enfim…

    Um bom conto, apesar desse pequeno grande detalhe.

    NOTA: 6

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Valeu, Dimitri; digo, Fabio! 😀
      Obrigado pela leitura e pelo comentário!
      Abração,
      Paz e Bem!

  34. Jefferson Lemos
    9 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo bem?

    Sobre a técnica.
    Gostei. Conduziu muito bem. Algumas construções ficaram muito legais, daquelas que eu queria ter escrito. haha
    Consegui imaginar todas as cenas com perfeição.

    Sobre o enredo.
    O começo eu não curti muito. Achei que ficou dando algumas voltas, fazendo o texto parecer longo. Mas depois foi se acertando, e eu gostei das explicações. O que aconteceu com ele, a mulher que o largou e tudo mais. Só a parada da psicologia que, para mim, destoou um pouco. Mas no geral, foi bom.

    Sobre o tema.
    Muito bom de se trabalhar. Eu faria uma abordagem diferente, mas a sua está longe de ser ruim. Meu gosto que interferiu um pouco.

    Nota:
    Técnica: 8,0
    Enredo:7,0
    Tema: 6,0

    Parabéns e boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Falou, Jeff! 😉
      Obrigado pela leitura e pela análise, parceiro!
      E parabéns pelo seu texto neste Desafio, ficou muito bom!
      Grande abraço,
      Paz e Bem!

  35. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Confuso, muito confuso, não deu para seguir o raciocínio.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Ah, que pena, Neuza… 😦 Gostaria de ter lhe proporcionado uma boa viagem!
      Fica pra próxima, então! Combinado? 😉
      Abração,
      Paz e Bem!

  36. Brian Oliveira Lancaster
    7 de abril de 2015

    E: O tom metafísico atraiu de primeira. Nota 9.

    G: Uma bela mistura de sci-fi com um pé na fantasia. O texto foi bem pé no chão, o que me agradou. Mesmo descobrindo tanta coisa, o cara não saiu “voando” por aí, salvando a Terra. Espelhos sempre foram misteriosos. A história é bem instigante, incluindo o final trágico e poético. Nota 9.

    U: Escrita simples, mas leve e fluente. Nota 8.

    A: Uma forma diferente de analisar o tema em questão, mesmo se atendo apenas ao cotidiano. Curti. Nota 8.

    Média: 8.

  37. Rafael Magiolino
    7 de abril de 2015

    Foi adotada uma escrita maçante demais. O tema realmente não foi dos mais fáceis, porém o autor não soube conduzir sua ideia de forma eficiente. Talvez e tivesse optado por algo mais simples o resultado fosse positivo.

    Abraço e boa sorte!

  38. Eduardo Selga
    5 de abril de 2015

    O conto usa um dos grandes motes da literatura fantástica, o duplo. Porém, é como se fosse dois contos, distintos: um que se passa num “mundos dos espelhos”, lembrando Alice de Lewis Carroll (outra referência a ele surge ao mencionar cartas de baralho), e outro, no concreto “real empírico”. Uma vez que o conto explora o duplo, o estabelecimento espaços diferentes poderia até ser interessante, se houvesse um liame entre eles, como existe uma ligação entre os dois “Eus”. no entanto, isso não ocorre, e o resultado são dois universos incomunicantes, o que é lamentável pois as possibilidades que se abrem ao usar o duplo não foram satisfatoriamente usadas. Pode-se interpretar, pelos quatro últimos parágrafos, que a desilusão amorosa poderia ser a responsável por ele buscar um “outro mundo”, mas não é uma referência clara o bastante.

    Todo o conto é escrito usado a norma padrão, ou seja, tentando seguir as regras gramaticais e usando uma linguagem, por assim dizer, higienizada, livre de barbarismos, palavrões e gírias. Porém, eis que de repente surge o seguinte trecho: “E tinha o lance dos horários, também. Muito sinistro”, em que as palavras LANCE e SINISTRO foram usadas como gíria, ou seja, dentro da norma popular, sem que haja uma explicação para essa mudança, pois o narrador é o mesmo.

    GRAMATICALIDADES

    Em “[…] a maior diferença entre Ernesto e seu outro Eu residia exatamente na decisão por parte deste último […]” há um caso de PLEONASMO em DESTE ÚLTIMO porque o DESTE por si é referência ao último elemento citado anteriormente, portanto não existe necessidade de reiterar.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Obrigado pelos toques, grande Selga! 😉
      Já alterei no Original as questões levantadas com muita propriedade e conhecimento de causa por você!
      Abração,
      Paz e Bem!

  39. Alan Machado de Almeida
    5 de abril de 2015

    Bem Além da Imaginação. Não tenho muito o que falar do seu conto além de que achei bem escrito e a história interessante. Não percebi nenhum erro para relatar.

  40. Cácia Leal
    5 de abril de 2015

    Gostei muito da maneira como foi tratado o tema, pelo menos no início. No entanto, acho que ele percebeu muito rápido o que sucedia e, também da mesma forma, descobriu que amigos, familiares, vizinhos “existiam do outro lado”. Como ele se deu conta de que estava em outra realidade? Pelo que percebi, há um conflito mental, como se ele carregasse a memória de dois “eus”. Talvez, se mostrasse um pouco mais o conflito, seria possível compreender melhor essa confusão que ele está vivendo. Não entendi muito bem como ele foi parar, da realidade alternativa, para a churrasqueira, falando com os amigos e como ele virou “vidente” ou “advinha”. Acho que há mais de um tema misturado em sua história. Do meio para o final, acho que você se perdeu um pouco, misturando outros dramas e se esquecendo do seu real tema.

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de maio de 2015

      Olá, Cácia! 😉
      Sem dúvida (será?), existe um conflito mental nesta história! (rs!)
      Obrigado pela leitura e pelos comentários!
      Bjo,
      Paz e Bem! 🙂

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Publicado às 4 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .