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Detox Literário.

Espelhos da Sedução (Sidney Muniz)

reflexo

Seu reflexo no espelho, espelho seu…

Os olhos que te enxergam, são os meus…

O reflexo do brilho de tua alma, só teu…

Reluzente a bronzear o seu corpo, seu e meu…

 

Espelho que te duplica e te imita…

Nele você se namora, me instiga…

As curvas de teu corpo repetidas…

Cada ponto de seu dorso me incita…

 

A divertir-se com minha mente, se excita…

E em ti minha imagem se faz reproduzir…

São seus olhos que me invadiram sem pedir…

 

Reflexo de ansiedade… Mais que reflexo…

É Desejo de possuir além da imagem…

Imagem que se reflete nestes versos…

18 comentários em “Espelhos da Sedução (Sidney Muniz)

  1. MARCILENE RAMOS CARDOSO
    10 de fevereiro de 2017

    Adoro esse erotismo velado, esse brincar com as palavras ao descrever as sensações sentidas, sem cair na vulgaridade. Dizer o tanto que eu gosto das letras desse Sidney é chover no molhado.rsrs
    Arrasou, colega das Gerais e meu ídolo.

  2. Rogério Germani
    16 de maio de 2015

    De imediato, o poema contextualiza-se com o espelho mágico do conto de fadas da Branca de Neve. A diferença aqui, é que o espelho é cúmplice de uma sensualidade narcisista, uma entrega amorosa rica em lirismo. A opção por um falso soneto serviu como varinha de condão para a mágica apresentação.Pena que, antes do final feliz, surge um vilão: o uso inadequado dos pronomes possessivos; fica confuso saber que o poema inicia-se com “Seu…” -referência clara à terceira pessoa do singular (Você)- e, com alternâncias constantes para o uso de “teu”, forma apropriada para a segunda pessoa do singular (Tu). Tirando este pequeno deslize, o poema é saboroso tal qual uma maçã vermelha que nos faz salivar diante da iguaria.

    • Sidney Muniz
      17 de maio de 2015

      risos…

      É uma boa interpretação Rogério. Creio que o poema em questão não é narcisista, na verdade o uso era esse mesmo, mas ficaria bom também desse modo.

      Quando escrevi este, digamos que eu pensava em uma mulher, nela se olhando no espelho, e no como isso me instigava. O reflexo do brilho dela era só dela, mas os olhos que a enxergavam se insinuando para mim de frente ao espelho eram meus.

      As curvas dela repetidas, e de repente ela me vê, e os olhos dela me invadem sem pedir, e reproduzem minha imagem…

      Bom é por aí… é algo meio romance da época mesmo, um jogo de palavras.

      Mas poesia é isso, e poetas famosos ao verem suas poesias sendo discutidas em algumas entrevistas, risos, dizem que nem sabiam sobre o que escreviam na época, enquanto a maioria tenta entender.

      Acho que esse gênero é um pouco mais desafiador para compreensão, pois trata-se principalmente de interpretação, assim como as parábolas…

      Mas é uma boa percepção essa sua e fico feliz que tenha gostado.

      Obrigado pela leitura!

  3. mariasantino1
    9 de maio de 2015

    Uma dualidade bonita. A última estrofe deu uma quebrada, mas o duo presente nas linhas agrada bastante.

  4. Ricardo Gnecco Falco
    8 de maio de 2015

    Escrever um poema é brincar. Brincar com as palavras; como jamais se poderia brincar com os sentimentos. A brincadeira aqui é a do “Espelho, espelho meu…” E o sentimento é o do espelho. Somos o espelho. E o espelho é dela. A Poesia.
    😉 Parabéns!

    • Anorkinda Neide
      8 de maio de 2015

      Há que se dar um troféu ‘Belo comentário’ pra este guri aqui.. atentem!!

      vou copiando..quem sabe eu ‘pego’ o vírus da inspiração crônica, sem dúvida é uma doença que quero ter! 🙂

  5. Leonardo Jardim
    7 de maio de 2015

    Gostei, bem legal. O último verso realmente não ficou bom. Chamaria de anticlímax se fosse em prosa, não sei como chamar em poesia. Grande abraço.

  6. Anorkinda Neide
    7 de maio de 2015

    Você disse que o poema é antigo? Tem uma primeira fase de produção que dá vontade de colocar reticências em tudo 😛
    A reticência pede para o leitor seguir em enlevo durante a pausa, mas tem que ser usada com parcimônia. Ou o leitor vai voar e não volta mais pro texto…kkk

    Esse soneto chama-se Soneto Livre, não obedece regra nenhuma, pq assim que é bom…! \o/

    Eu gostei do poema, das imagens geradas, da inteligência dos versos.
    As rimas estão estranhas..ora tem, ora não tem rima… era bom seguir padrão.
    Não gostei do último verso, justo o mais importante!
    Eu sei que a gente fica com pressa de finalizar, mas às vezes é preciso até largar o poema e deixar o último verso vir atrasado mesmo, funciona.
    A não ser q se comece o poema já com o último na cabeça…muitas vezes eu preencho o poema só pra chegar naquele final que tá batucando a minha mente.

    Abração, poeta Sidney!

    • Sidney Muniz
      7 de maio de 2015

      Risos…

      Acho que eu gosto mesmo das reticências. Mas isso era quando eu escrevia poesias, minha última foi há mais de um ano, eu acho.

      Eu tinha tirado antes de enviar, mas decidi mandar como já havia escrito na época, por pertencer justamente aquele tempo, digamos de um outro Sidney.

      Quem sabe isso me anime a escrever algumas novamente, mas duvido

      Não foi pressa não, era mesmo o que sentia. Já as rimas realmente não seguem um padrão, não sinto essa necessidade mesmo quando escrevo e acho chato quando acontece.

      O outro que enviei e está aí não tem elas (as reticências) hahaha… obrigado Ana!

  7. Wender Lemes
    6 de maio de 2015

    Boa… apesar das estrofes delimitadas em forma de soneto, é como se cada verso fosse o complemento do anterior, e a cadência nos faz ler tudo como um verso só. Parabéns.

  8. Roberto Noir
    6 de maio de 2015

    Excelente poema que mostra que pode se abordar tal tema sem cair no comum.

  9. Jowilton Amaral da Costa
    6 de maio de 2015

    Olha aí, um sonetão, não sei se é o clássico, porque não sei métrica, mas, está muito bom, gera umas boas imagens reflexivas. Gostei. Abraço.

    • Sidney Muniz
      7 de maio de 2015

      Digamos que quando escrevia poesia, os chamava de Falsos Sonetos, Caro Jowilton, pois realmente estão longe de se adequar as regras e delimitações.

      Mas naquela época eu gostava muito de brincar com esse tipo de escrita.

  10. vitor leite
    6 de maio de 2015

    muito bem, gostei muito e apesar de “fechares” o poema, de fazeres um fim o leitor continua a refletir na imagem que desenhas, muito bem

  11. José Leonardo
    6 de maio de 2015

    Olá, Sidney. Boa a forma enfática dos pronomes possessivos. Gostei das suas linhas e da maneira como a ilustração (Mônica!…) combina com o poema.
    Abraços.

  12. Neusa Maria Fontolan
    6 de maio de 2015

    Gostei bastante.

  13. Fabio Baptista
    6 de maio de 2015

    Boa, Sidão!

    Gostei, cara. Achei que as palavras fluiram suaves pelos versos e isso conta demais num poema.

    Só o último bloco que não me agradou muito. Tudo vinha rimando e acabou dando uma quebrada.

    Abraço!

  14. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    5 de maio de 2015

    Os românticos terminam seus poemas assim! As imagens do espelho e da pessoa acabam se confundindo na minha mente, mesmo que não se misturem tanto assim nas palavras, e essa sensação ao degustar um poema é quase divina! Meu gosto pessoal e estilo me impedem de admirar o uso de artigos, mas se a intenção não for dizer que tal coisa é “a coisa única” e sim “a coisa”, então o uso de alguns artigos são justificáveis. É só uma questão de cadência, ritmo e valor do objeto. Opinião minha dentro do meu gosto particular de mim mesmo… O que aprecio mesmo é o efeito que seu poema causou na minha mente.

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Informação

Publicado às 5 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .