EntreContos

Detox Literário.

Ossos do Ofício (Bia Machado)

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Suaves, alegres,

Nunca serão!

Ao menos pra mim

Horríveis é que são.

A minha sina é essa:

Não dá pra fugir,

O mal é que manda

Só me resta seguir…

Por mais que as odeie

Por mais que as abomine

O trabalho a ser feito

Deve prosseguir!

A minha sina é essa

Não hei de fugir…

 

Horríveis. Aterrorizantes. Nojentas. Asquerosas. Enquanto engulo a última dose de conhaque, lembro de cada uma que esteve perto de mim, que encostou em minha pele e me surpreendo comigo mesmo: como consegui passar a vida toda quase a fazer esse trabalho?

Por mim, teria ido para bem longe da cidade, o bastante para jamais ter que dar de cara com apenas um desses seres que fosse, me esquecendo de sua existência. E nunca mais, nunca mais passaria mal. E assim seria até morrer, sem deixar descendência.

Por precaução, achei melhor pedir mais uma dose. Dessa vez, os dias passaram rápido demais. Sempre consegui cumprir minha obrigação no início do mês, assim teria o resto dos dias para esquecer. Só que já era dia vinte e nove. Desse jeito era capaz de eu ficar ainda mais enrolado. Eu podia desistir? Podia, podia sim. Mas como conviveria, depois, com a maldita lembrança de meu pai a me castigar, toda vez que eu dizia que não conseguiria levar o trabalho dele adiante?

“Moleque desaforado! Fraco! Não foi pra isso que te botei no mundo! Tu vai seguir a sina da família sim, quando eu partir dessa vida é tu que vai continuar.”

Depois é que soube que aquilo tinha sido um pacto. Ou o serviço continuava, ou a alma de meu pai iria direto para o inferno, ficando na danação eterna. A bem da verdade, o pai é que tinha sido um fraco. Tinha vendido a alma pra nunca passar qualquer provação que fosse. Quando chegou do Norte passou fome até quase morrer. Minha mãe comprovou minhas suspeitas: o próprio demo tinha feito a proposta, ela descobriu vários anos depois como tinha sido o tal pacto. Nunca haveria de faltar nada a meu pai e sua família, se cumprisse com a promessa, se fizesse seu trabalho. E foi assim que fez, mês a mês, até a hora da morte.

Nunca fomos ricos, mas sempre tivemos o que precisamos, sempre aparecia trabalho e meu pai chegou até a abrir uma floricultura no centro da cidade. Não continuei os estudos por pura falta de interesse de ir para a capital. Mas dinheiro para os livros nunca me faltou. E foi neles que descobri qual era o meu problema. Quando li sobre teratofobia, em uma enciclopédia, as frases pareciam me descrever. Náuseas, taquicardia, suor excessivo… Aquilo era eu, com tudo o que eu sentia ao ficar próximo de uma criança.

Na semana seguinte ao enterro, assumi o ofício. Com a mesma ferramenta usada por meu pai durante todos aqueles anos, peguei a primeira. Cheguei quase a desmaiar na hora, por pouco não perco o sentido de vez. Aquela criatura horrenda ali, gritando, chorando, só eu ouvindo, como se não tivesse mais ninguém no mundo! A ânsia crescia enquanto eu terminava o serviço. Com a última pá de terra em cima do ser monstruoso veio o choro convulsivo. Chorei também por ter a certeza de que aguentar aquilo até o fim dos dias seria o inferno em vida.

Mas eu tinha feito uma promessa. Para minha mãe, que não tinha nada a ver com isso. Já me peguei pensando: ela podia ter se desfeito de mim, antes mesmo de eu nascer. Como é que ela achou que ia ser a desgraça dessa vida assim, tendo que continuar o serviço do pai, sofrendo desse pavor que não tem como explicar? Ainda era menino quando fugia toda vez que encontrava um desses pela frente. Chegava a esconder meu rosto na barra de sua saia quando dava de cara com outra criança.

“Você também é um deles, menino, para com isso”, ela tentava fazer com que eu entendesse de uma vez por todas, mas não.

Também eu pensei que ia me acostumar. Não tem gente que lava defunto todo dia, até várias vezes ao dia, que se acostuma com gente morta? Não tem médico que abre o corpo da pessoa pra operar, mesmo que aquilo pareça estranho? Como é que eu podia ser tão fraco assim? Como é que eu podia procurar ajuda também? Até parece que tinha como eu chegar no médico e dizer que tinha pavor, ojeriza, verdadeiro horror inexplicável, do jeito que tenho. A bem da verdade, nessa hora tive medo de que suspeitassem desse ofício maldito, isso sim.

“E se teu filho continuar o serviço eu deixo tua alma livre”, contou minha mãe, antes de fechar seus olhos pela última vez, que foi desse jeito que o tinhoso falou. Na hora acabei prometendo que continuava, que jamais havia de largar, mesmo aquilo me fazendo mal, de tudo que era jeito. Minha mãe trabalhou até o último dia de sua vida. Uma forma de tentar se redimir talvez, diminuindo a sensação de que o dinheiro que tínhamos para viver era amaldiçoado. Ao menos o dela era conquistado com muito suor. Às vezes ajudava na floricultura, mas era visível o seu descontentamento.

Fiquei pensando: qual tinha sido o motivo de ela me pedir para continuar com aquilo, mesmo se sentindo atormentada com a situação? Infelizmente, aquilo me ocorreu somente depois de sua morte, quando ela já não podia mais me responder. Talvez, apenas talvez, o medo de que o marido passasse realmente por tudo o que achava que ia passar? Somente isso explicaria. Ou talvez, o medo de que eu fosse penalizado caso não concordasse com aquele destino. O que podia ser pior?

Bem, chega de lembranças, a hora é agora. Preciso resolver isso de uma vez por todas, que o mês termina no domingo. E final de semana é inviável, com os pais das crianças em casa. As mãos estão úmidas de suor. Confesso que estou tremendo. É sempre assim. Pego o saco e saio do bar, a respiração parecendo que vai parar a qualquer momento.

Às vezes eu queria que alguém me visse. Queria ser preso, linchado, queria que fizessem justiça com as próprias mãos. Eu mereço, sei que mereço. E não tenho coragem de acabar com a minha vida. Como pode ser isso, alguns diriam, se é exatamente o que faço com as criaturas que tanto mal me causam?

Não é difícil de achar esses piás na rua, sozinhos. Cidade do interior, pé no chão, paradas em frente de casa, cavoucando a terra, tem um monte que fica sem ninguém, enquanto pai e mãe saem pra trabalhar. Comigo era assim também. Por mais que eu me doa com a vida delas, a sensação de estômago embrulhado é mais forte. As mãos trêmulas, preciso me concentrar. Preciso. Não vai demorar muito. Não vai.

A menina tem o cabelo sujo, deve estar cheia de piolhos. Do nariz escorre um líquido que me causa nojo, sinto como se o conhaque voltasse, do estômago para a garganta. Mas vai ser ela. Que vida deve ter dentro daquele casebre? O vestido parece até um pano de chão.

Não dura mais que alguns segundos. Dois? Três? Quando dou por mim, já estou na mata, levando a criatura dentro do saco pra bem longe, o mais que puder da minha própria casa. Quero essas coisas bem distantes, que é pra não correr o risco de passar por aqui de novo, a não ser quando voltar, na próxima semana.

Não sei o que acontece na hora. Quando vejo, já estou fechando a cova, testa pingando de suor, a vertigem que chega a me balançar, a vista que por pouco não escurece de vez. Assim que termino me afasto pra beira do rio, jogo água no rosto, no pescoço, sentindo a respiração voltar ao normal depois de um bom tempo.

Uma ave de mau agouro pia, como se fosse um aviso de missão cumprida dado pelo próprio tinhoso. Mais uma semana. Só que em seguida vem a outra. E depois outra.

Quando chego à casa de D. Firmina para o serviço, é certo que ela vai reclamar, como assim o faz.

─ Bebendo a essa hora do dia, homem? Só te dou serviço ainda porque sua mãe foi minha madrinha de crisma. Em respeito a ela, que o Senhor a tenha. Pelo menos cuida bem do jardim e não reclama. Consegue terminar tudo antes de escurecer? Era pra ter vindo mais cedo, não era? Como é que consegue manter a loja do seu pai ainda aberta?

Apenas concordo com tudo o que ela fala, é o melhor a fazer. Olho para a pá que trouxe comigo e que já tinha sido usada naquele dia. Tento desviar meu pensamento para o serviço, senão era capaz de passar mal de novo e Dona Firmina ficar falando ainda mais. Aproveito que Lucinda, a neta da mulher, está na escola, longe dali.

Gosto de mexer com plantas, e tenho quem trabalhe na loja por mim. Já não me importo em trabalhar apenas para pagar as despesas. O dia que não der mais, me desfaço do comércio. Agora o que mais quero é algo que abrevie essa vida estranha. A bebida ajuda muito. Não é possível que eu dure muito mais tempo, trocando o almoço, às vezes também o café da manhã, por umas doses de conhaque. Só não posso exagerar. Senão o tinhoso vai achar que quis aplicar o golpe. E ele não pode desconfiar. Deixa pra quando eu estiver do lado de lá, aí me acerto com ele.

Passo no bar novamente e tomo uma dose de conhaque. Quando chego em casa, finalmente, faço mais uma marca no tronco da figueira do quintal, como fui orientado a fazer. A marca parece feita a fogo, brilha como brasa soprada por alguns instantes. Depois escurece, como se sempre tivesse feito parte da madeira. Depois de cento e vinte e cinco sinais, deixei de contar.

Nesse momento, tudo o que quero é terminar com aquela garrafa de cachaça dentro do armário. E dormir, sem sonhar com os monstros que me assombram.

Ouço palmas na frente de casa, algo tão raro que até me espanta.

Sinto taquicardia e o sangue gela em minhas veias quando abro o portão e dou de cara com três garotos sujos de brincar a tarde toda na rua.

─ A bola caiu no seu quintal, Seu Severino. A gente pode pegar?

─ Vão embora! Não vou procurar droga de bola nenhuma! Vão… embora! – Engulo em seco, o gosto do conhaque voltando à boca.

Os dois meninos maiores saem andando, calados e decepcionados, mas o menor fica parado, me olhando. Perco a razão. Chego a dizer em pensamento: “ou vai logo embora, ou será o próximo!”

─ Que é? Tá duvidando de mim?

Ele fez que não com a cabeça e saiu correndo, gritando:

─ O Homem do Saco! O Homem do Saco!

A mãe o esperava no portão. Puxou-lhe a orelha, dando bronca. Olhou de longe pra mim, como se pedisse desculpas pelo filho. Fui ao quintal e procurei a bola. Joguei por cima do muro, antes de me trancar em casa, para só sair na segunda-feira de manhã. Pedindo que fosse o último final de semana de uma vida desgraçada.

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77 comentários em “Ossos do Ofício (Bia Machado)

  1. Laís Helena
    14 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A narrativa mais conta do que mostra, ainda assim me prendeu; gostei da maneira como o mistério foi revelado aos poucos. O poema, se removido, não prejudicaria em nada, mas serviu para criar o clima de mistério.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Gostei muito da maneira como o enredo foi conduzido, com a revelação no final. Se a narrativa tivesse mostrado um pouco mais, teria deixado o conto ainda mais interessante.

    3 – Criatividade (3/3)

    A releitura de uma lenda urbana, relacionada à fobia, trouxe uma bela surpresa para o final do conto!

  2. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá, Severino. Me erra, beleza?

    ↓Demorou muito para se saber de quem estava falando, embora o suspense seja bom, nesse caso fez o conto se estender (pra mim).

    ↑ O fato de inserir o pacto dá uma explicação para a lenda urbana é uma bela sacada, embora eu quisesse mais algumas explicações. As descrições de maldades com as crianças são chocantes, mas auxiliam a entender melhor a fobia do homem. O final, a revelação por parte do guri é boa, mas se o leitor já soubesse disso, se ele fosse chamado assim antes, o sentido para se pegar as crianças teria vindo antes. O que para mim, teria sido bem melhor.

    Boa sorte. Abraço!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Olá! A intenção foi mesmo de fazer suspense, Maria, foi o que optei e não há como saber se vai funcionar, ou para quantos vai funcionar, ou não. Como tinha menos de 12 horas para escrever, não dava tempo de inserir muitas explicações mesmo, então tive que optar pelo caminho que julguei mais simples e mais certo, que bom que consegui fazer com que entendessem a fobia do homem, rs. Bem, quanto ao final, à revelação, aconteceu ali simplesmente porque as pessoas com quem encontrou antes não desconfiaram dele nunca. Aí foi lá a criança e enxergou o que os adultos parecem não ver, inclusive a mãe do guri, que se desculpa de longe pelo comportamento do filho. O fato de você querer mais explicações do meu conto é compreensível: não deve ter ocorrido com o meu texto, o que ocorreu na sua leitura com outros textos daqui, até mais fantasiosos e elaborados, que também não entregaram a coisa de mão beijada: a suspensão da descrença. Isso é normal, e varia de leitor para leitor. Com alguns que leram funcionou, com outros não. Coisa normal da vida (de escritor de literatura especulativa).

  3. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Ossos do Ofício, de Severino ❂

    ➟ Enredo: Muito interessante, Severino. Já escutei essa história quando criança, da minha bisavó, mas nunca tive medo, hahaha. Agora terei! O fator mais legal foi encarar a história pelos olhos do Homem do Saco. A construção ficou muito boa, deixando nada a desejar. Parabéns!

    ➟ Poema: Bom, mas poderia ser melhor. O poema no início do conto é sempre uma forma de disfarçar a realidade. Ele não está verdadeiramente inserido no texto. E parece que foi colocado ali, até escrito, apenas para preencher a condição do desafio.

    ➟ Técnica: Excelente. Parabéns!

    ➟ Tema: Olha, achei interessante a fobia explorada. Ela anda de mãos dadas com o fator principal do texto, que é o pacto e a condição de Severino. Dá para considerar dessa forma.

    ➟ Opinião Pessoal: Excelente! Adorei o texto, Severino. Um conto que quase toda criança brasileira escuta colocada numa boa história. Parabéns mais uma vez!

    ➟ Geral: História ótima. Técnica excelente. Poema razoável, mas fora de contexto. Fobia é quase o fator principal do texto.

    ➟ Observação: Nada a declarar!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Olá! Obrigada pelo comentário! Quanto ao poema, ó vida! Quero esquecer que escrevi isso, rs. Quanto ao tema, vejo que pegou exatamente o que eu queria passar. Para minha alegria, rs. Obrigada, mais uma vez! 😉

  4. Leonardo Jardim
    13 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) é boa, mas tem mais cara de relato. O personagem sai da história do mesmo jeito que entrou. Fiquei esperando alguma coisa no final, um clímax maior, mas não veio.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, uma ótima narração em primeira pessoa, texto prende, sem erros aparentes. Só não ganhou nota máxima por falta de sentenças mais inspiradas.

    ➵ Tema: (1/2) o medo está no texto, mas não é o ponto central.

    ☀ Criatividade: (3/3) um texto no ponto de vista do homem do saco. E ele tem sentimentos, mesmo que estranhos. Muito criativo!

    ✎ Poema: (1/2) é legalzinho, mas não agrega em nada à trama.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto, mas não senti muita repulsa nem afeição pelo narrador. E esperava um final mais forte.

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Olá! Obrigada pelo comentário! Se um relato tem um enredo, não deixa de ser uma trama, não é? Ainda que não uma trama muito elaborada, mostra os conflitos da personagem, suas sensações e pensamentos momentos antes de se deparar com o objeto de sua fobia. Talvez o curto tempo que tive (menos de doze horas) para colocar no papel o que comecei a pensar um dia antes tenha sido o motivo das sentenças não tão inspiradas, não houve tempo para um “plus” no texto. Se o medo da personagem não era o ponto central, qual era, então? Fiquei curiosa agora e gostaria que me dissesse qual é, para que eu mesma soubesse. Quanto ao poema, desconsidere. Foi apenas para cumprir a regra do concurso, escrito em menos de duas horas, e fora daqui ele deixará de existir, rs. Quanto ao item “Emoção/impacto”, se não sentiu nem repulsa, nem afeição, o que sentiu? Se a pontuação foi 3/5, alguma coisa você sentiu, ou a pontuação seria 0/5, então… Só gostaria de saber, uma curiosidade que pode me ajudar na hora de rever o texto. Quanto ao final, foi nisso mesmo que pensei. Poderia ser mais forte, mais impactante, mas queria justamente algo que trouxesse ao leitor uma coisa diferente do que ele estava esperando, deixando a lenda urbana com uma cara humana, ainda mais. O que ele faz depois que cumpre sua tarefa? Vai trabalhar e depois volta para casa, para beber.

      • Leonardo Jardim
        14 de junho de 2015

        Oi Bia, tá ficando fera em ser a última do concurso, hein rs

        As explicações que dou são para justificar os “descontos” nas notas. Existe uma trama no relato, por exemplo, por isso recebeu nota 3/5. A técnica está muito boa, mas tem outras melhores que merecem a nota máxima, concorda? O ponto central da trama é o homem do saco e sua sina de ter que fazer algo que não gosta muito. Depois que li os demais comentários, até enxerguei, como alguns, que o medo poderia servir como motivação por seus atos. Mas a nota já estava dada, desculpa. Por fim, eu senti alguma coisa, sim, lendo o conto, acho que pena, mas senti falta dos sentimentos citados e, analisando o impacto, o final ficou morno. É, porém, um bom texto. Ganhou uma nota 8. Nada mal para um texto de doze horas, não 😉

      • Bia Machado
        14 de junho de 2015

        Oi, Leo, mais um pouco e me especializo nesse quesito de finalizar concursos, haha. Não quis dizer, de forma alguma, que se justificasse quanto à nota, porque sei, com toda a certeza, que há contos melhores, longe de mim achar que meu texto está exemplar, porque não está. A razão de eu ter questionado o seu 3/5 foi de você ter escrito que não causou nem isso, nem aquilo, então fiquei curiosa em saber o que foi que causou, afinal, para ter essa avaliação, nada mais. Não precisa se desculpar não, você fez o certo, leu, comentou e votou de acordo com a sua leitura, não se influenciou por qualquer outra situação (por isso prefiro os comentários fechados, inclusive). Agradeço pelo 8 e sim, está de muito bom tamanho para um conto escrito com tanta pressa, mais do que isso só se você tivesse gostado muito da história, o que poderia acontecer ou não acontecer. Eu não me daria 8, se pudesse votar em mim mesma. Talvez um 7, talvez. Lembro de quando os professores na faculdade pediam uma nota do aluno como autoavaliação e a justificativa para ela. Tinha muita gente que se dava 10, rs, mas eu sempre fiquei no 7, 8, e justificava dizendo que o que tinha feito no bimestre não achava o suficiente para notas maiores, pois assumia que poderia ter feito melhor, mas não o fiz, seja por qualquer motivo. Obrigada! 🙂

  5. Wallace Martins
    13 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Olha, devo-lhe parabenizar pela grande sacada em usar uma lenda urbana para falar sobre a fobia, foi algo, realmente, incrível, realmente, foi uma ideia brilhante. Mas, algo me desagradou foi a fobia ser tratada como raiva, as pessoas, as vezes, confundem e pecam neste quesito, porque sentir raiva de algo não é ter fobia, é ter raiva, fobia é quando você sente medo, pavor, você não pode ver aquilo a centenas de metros de você que você já se apavora e começa a ter reações fóbicas, no caso deste conto, as crianças eram colocadas dentro do saco e tudo mais, como todos conhecem a lenda urbana.

    Contudo, apesar dessa fuga do tema, não tem como não gostar do seu conto, foi, realmente, incrível, escreveu magnificamente bem, soube conduzir a narrativa de uma forma gostosa, magnética e muito próxima com o leitor, conduzindo-o muito bem.

    O poema foi muito bem feito, gostei, realmente, dele, atendeu bem ao pedido e se adequou ao proposto pelo conto.

    No mais, desejo-lhe sorte, lhe agradeço por ter compartilhado-o conosco e parabéns pelo escrito.

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Olá! Se lhe passei a ideia de que fobia = raiva, então, falhei. Porque foi justamente o contrário disso que tentei passar. Em vários trechos do conto o Severino fala a respeito do que acontece com ele: taquicardia, ânsia de vômito, sudorese… Achei que com a maldição estivesse muito bem fundamentado o motivo de ele ter que se confrontar com o objeto de sua fobia, por mais que não quisesse. E por isso mesmo ele as deixa a quilômetros de distância, pois tem medo que possam até sair da cova e ir atrás dele… A parte que justifica ele colocar a criança no saco mesmo tendo a fobia está lá: ele faz aquilo de forma tão alucinada e desesperada que nem se lembra como isso acontece, o que pode ser até em um lance mágico, pois diz que quando vê, a criança já está dentro do saco… Finalizando, muito obrigada pelo comentário!

  6. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Gostei! Nunca vi muita graça no Homem do Saco, embora por algum tempo eu tenha tido medo dele, e a culpada tenha sido minha avó, rs. O que eu gostaria de apontar já foi bem especificado pelos colegas. Foi uma boa leitura, quando vi já tinha terminado. No final, senti até tristeza pela vida do Severino, tão desgraçada.

  7. Cácia Leal
    13 de junho de 2015

    Não costumo gostar desse tipo de narrativa, mas gostei muito dessa! Parabéns ao autor. Interessante a perspectiva escolhida pelo escritor. Gostei muito de como foi abordada a trama. O Homem do saco que tem fobia de crianças… bastante interessante.
    Gramática: algumas observações: “Quando chegou do Norte passou” (vírgula depois do Norte); “fez, mês a mês” (talvez seria bom trocar as palavras para tirar as rimas); “sempre tivemos o que precisamos” (precisávamos); “capital” (letra maiúscula); “em cima do ser monstruoso veio” (vírgula antes de “veio”; “se teu filho continuar o serviço eu deixo tua alma livre” (vírgula depois de serviço);
    Criatividade: muito criativo e o conto me cativou.
    Adequação ao tema: muito adequado e interessante.
    Enredo: de linguagem simples, mas com uma trama bastante elaborada. Excelente conto. Parabéns!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Obrigada pela leitura, Cácia, e pelos apontamentos para revisão, eu realmente não revisei nada, não enxerguei nada disso, escrevi no último dia, correndo, rs…

  8. Fabio Baptista
    13 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 2 / 3
    Gostei da narrativa e principalmente do desenvolvimento do protagonista.
    Não sei se é o cansaço de final de desafio (provavelmente é), mas fiquei com a impressão que o texto se alongou além do necessário.

    * TRAMA : 2 / 3
    Achei a ideia criativa e bem executada.
    O “monstro” com fobia daqueles que o temem, foi uma boa abordagem.

    Mas, assim como comentado na técnica, achei que enrolou um pouco além da conta no mistério, poderia ter ido mais direto ao ponto.

    *POESIA : 1 / 2
    Também está aí só para constar, mas ficou bacana.

    * PESSOAL : 1 / 2
    Gostei, fechou bem o desafio.

    * TEMA : x1
    Fobia em mão dupla!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Quanto ao cansaço, no concurso anterior você também colocou isso em questão. Ser o último tem dois lados: o de estar mais fresco na memória de quem vai votar, ou o leitor já estar cansado demais para ler com a atenção e paciência necessárias. Sugiro que na próxima faça a leitura de forma intercalada, quem sabe assim chegue à última leitura dando-lhe a atenção merecida, da forma como os outros tiveram. Não creio que tenha me alongado mais do que o necessário, foram 1881 palavras, bem menos do que o limite. Mas quando estamos cansados, independente do tamanho do conto, a coisa cresce demais aos nossos olhos, de um jeito que a “missão” nos parece mais árdua, sem realmente ser, na verdade. Ir direto ao ponto, é complicado. Se eu tivesse escrito indo mais direto ao ponto, como sugeriu, outros teriam comentado: “você correu demais, poderia ter detalhado melhor”, ou seja, não dá para agradar gregos e troianos, então na hora de escrever, não penso nem em um, nem em outro. Tento escrever de acordo com o enredo que pensei. Ainda mais levando em conta que eu tinha menos de doze horas pra colocar o texto no papel, rs. Obrigada pelo comentário!

      • Fabio Baptista
        14 de junho de 2015

        Mas, Bia… se eu fizer a leitura de forma intercaladinto cansaço certamente vai aparecer em algum texto postado antes.

        E já comentei que faço questão de ler na ordem, justamente como um “bônus” para os que postam primeiro. Isso vale tanto para o fator cansaço quanto para a abordagem do conto. Em alguns desafios tivemos contos com abordagem semelhante e os que foram postados depois acabaram não tendo o mesmo impacto dos primeiros.

        E essa é só uma das variáveis. O conto do Rubem, por exemplo… li em dois dias distintos e tive impressões bem diferentes.

        É um pouco injusto, é verdade. Mas é humano. E como pau que bate em Chico também bate em Francisco (acho que é assim o ditado Kkkkkk) sei que também estou submetido às mesmas oscilações de humor por parte dos colegas.

        Sobre se alongar, creio que não tenha relação com o número de palavras utilizadas, mas com as voltas que a trama dá. Aqui eu fiquei com a sensação que poderia ter encurtado um pouco. Mas é só minha impressão. Provavelmente se tivesse encurtado, alguém, ou até eu mesmo, apareceria pra falar que não desenvolveu bem os personagens Kkkkkk.

        Como diria o grande filósofo Kleber Bambam: “faz parte”.

        Mas tipo… eu achei seu conto bem legal!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Sim, eu entendo essa questão de quem posta primeiro, mas postar primeiro não é questão de qualidade também não, às vezes é pressa… Já tivemos contos postados no último dia que foram ao pódio, o que acho é que todos que estão participando devem ter a mesma chance de análise livre de cansaço, o mais livre possível de gosto pessoal (disse “possível” porque acaba tendo uma influência nesse sentido, claro), por isso o melhor é comentar antes, dividir os contos pela quantidade de dias, se planejar para que isso não aconteça. Eu fui lendo aos poucos e salvando no bloco de notas, mesmo assim ainda tinha uns 12 contos para ontem, o que não foi certo acontecer. Vou tentar fazer as coisas de forma diferente na próxima, mesmo assim reli todos pra ver se mantinha o comentário. O seu, por exemplo, foi um que mereceu uma leitura mais atenta. Na primeira vez que li, dias atrás, detestei a história. Nessa releitura de ontem, já consegui ver o texto com mais simpatia. Só acho que quando estamos avaliando os textos dos outros, temos que procurar o mínimo de influências que não ajudam nesse momento, como pressão, pressa, algum conflito da vida real acontecendo, cansaço, bebida, hhahaha, qualquer coisa assim! 😉

      E olha, se você fosse meu aluno, eu diria o que digo toda vez para os meus alunos, faixa de 9, 10 anos, quando eles escrevem que acharam o livro “legal”, ou “ruim”: Fundamente o seu “legal”, o seu “ruim”. “Legal”, “ruim”, são coisas meio vagas, justifique sua resposta. 😉

  9. rsollberg
    13 de junho de 2015

    Boa noite, Severino!

    Primeiramente quero dizer que o título e a imagem escolhida, são ótimos! Deram um charme todo especial para o texto.

    O conto, ao melhor estilo causo, é muito bem trabalhado. O personagem é ótimo, cheio de camadas, mas ao mesmo tempo difícil de ser compreendido.

    A fobia foi um excelente sacada, e deu uma motivação para o homem da lenda.
    O poema serviu de epílogo, não encantou, mas também não prejudicou a força da narrativa.

    Parabéns e boa sorte!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Obrigada pelo comentário!

  10. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Severino!
    Cara, que conto gostoso de ler! Claro que tem um fundo bem macabro com as criancinhas e talz, mas eu adorooooaaam! muahahahah >:)
    A narrativa prendeu-me a leitura e as descrições são ricas, além de o texto ser um pouco cômico. Uma bela peça para encerrar o certame. Certo que o poema saio meio trôpego, mas a ideia do velho do saco (como conhecemos na minha região) foi sensacional! Parabéns e boa sorte!

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      hahaha, valeu, Pétrya! Ah, o poema pelo menos saiu (bem, dizem que não é poema, há controvérsias, mas na verdade quero esquecer que o escrevi), quase que não posto o conto por causa dele, rs… Obrigada! 😉

  11. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Conto muito gostoso de ler, quando menos se espera ele acaba. Isso é ótimo. A história do homem do saco, contado por ele, também é interessante. Gostei de como tratou a fobia, o medo das crianças, apesar de curto passou muito bem a mensagem pro público. O poema ficou legal, mas também não faria falta. No mais, um conto divertido, conciso e bastante tranquilo.

    • Bia Machado
      14 de junho de 2015

      Obrigada pelas palavras, Fil! Bom saber também que achou o texto divertido, não tinha pensado nele dessa forma, rs. 😉

  12. Evandro Furtado
    13 de junho de 2015

    Caraca, nunca pensei sob essa perspectiva. A história do homem do saco contada pelo próprio. Muito bacana mesmo.

    Achei bem interessante como você descreveu a ideia, só acho que se investisse em mais regionalismos ficaria ainda mais bacana. Mas isso não tira a brilhantia da coisa. Ideia bem original.

    Parabéns.

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Olá! Acho que o que mais me animou a escrever o conto, em cima da hora, passível de sair muita coisa errada, foi a vontade de desenvolver essa ideia que, infelizmente, me surgiu no último instante, também por conta disso não pude elaborar muito bem essa questão do regionalismo. Grato pelos toques!

  13. Renato Silva
    13 de junho de 2015

    Bom dia.

    Belo conto. Gostei muito da narrativa e do mistério que envolve o personagem. Quando vi que se tratava do lendário “homem do saco”, achei fantástico. É legal essa coisa de mostrar os pensamentos mais íntimos, as motivações, o que leva uma pessoa a colocar crianças inocentes e levá-las embora. O personagem foi bem construído, ele mostra sentimentos contraditórios. Ao mesmo tempo em que detesta crianças e as mata, sente-se mal por fazer aquilo e implora para que alguém o veja fazendo aquilo e pare com as barbáries. É uma abordagem que vai além do Bem ou do Mal, mostrando a complexidade da mente humana e das relações que estabelecemos com outras pessoas.

    Algo que foi apontado nos comentários e eu também achei estranho, foi o fato deste homem viver num lugar por tanto tempo e não ter sido associado aos crimes. Faria mais sentido se ele fosse um andarilho, alguém que vai de cidade em cidade, que usa diversos nomes diferentes e sempre consegue fugir antes que se levante suspeitas sobre ele.
    Ah, e essa fobia de crianças ainda na infância também não me convenceu.

    Parabéns e boa sorte.

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Olá! Como escrevi o conto há poucas horas do prazo final tive que pensar rápido nos motivos, ambientação, detalhes do enredo, e o conto acabou indo por esse caminho. Mais adiante vou pesar as dicas recebidas e ver o que será preciso reformular, agora com mais tempo. Não sei qual o problema em ter fobia a crianças, sendo criança ainda. Seria o mesmo caso de uma pessoa com fobia a pessoas idosas… se tornando idoso. Para falar a verdade, muitas das fobias que conheci para pensar em algo para o concurso trazem algo inusitado, que jamais pensaria que pudesse existir. Abraço!

  14. Virginia Ossovski
    12 de junho de 2015

    Muito bom conto, a técnica está perfeita. A história é interessante, conduz o leitor com um certo suspense até revelar quem realmente é esse protagonista atormentado. Senti falta de um final mais impactante, mas não abalou tanto a minha impressão. Parabéns e boa sorte !

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Olá! Grato pela leitura. Quanto ao final, quis ir contra o que era esperado, até para dar uma cara mais “humana” para o Severino, algo que mostrasse seu conflito.

  15. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Parabéns pelo conto, a abordagem da lenda foi muito interessante e origem da danação construída pelo autor muito criativa! Achei que assim como a maioria dos contos do desafio, o texto ficaria ainda melhor com uma lapidação breve, pequenas sentenças podiam ser cortadas principalmente nos momentos de divagação do narrador. Ainda assim, o teto foi muito bem narrado, e tem um ritmo gostoso, li rápido, de uma vez só. Boa sorte!

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Agradecido, acredito que farei várias adequações nesse texto sim.

  16. Gustavo Castro Araujo
    12 de junho de 2015

    O fantástico Lee Falk é autor de um dos mais marcantes personagens dos quadrinhos em todos os tempos: o Fantasma. Quem já leu conhece a história: um homem imortal que por vezes deixa a Ilha da Caveira para combater o crime. O leitor, contudo, sabe que não há imortalidade: trata-se, na verdade, de uma missão passada de pai para filho, que vão vestindo o mesmo uniforme, incumbindo-se das mesmas missões edificantes, à luz de uma tradição pessoal irrenunciável.

    O Homem do Saco, ou Velho do Saco, dependendo da região do Brasil em que se está, do modo como tratado aqui, segue essa mesma premissa, uma missão de pai para filho, só que em vez de ajudar os oprimidos, para atacar as criancinhas desavisadas.

    É interessante o universo criado neste conto para explicar esse personagem tão brasileiro – desconheço lenda semelhante em outro países – criado originalmente, até onde sei, para assustar as crianças, para fazer com que elas criem o necessário sentimento de desconfiança com relação a estranhos. Aqui dá-se a razão: um suposto pacto com o demônio, a bebida e, finalmente, a fobia dos pequenos.

    Em suma, o que se percebe é que o Homem do Saco dá fim às crianças para aplacar seus próprios medos. De fato, há quem defenda que psicopatas se comportem assim, que à medida que cometem os crimes para silenciar as vozes em suas cabeças, torcem intimamente para que sejam descobertos. Talvez aqui tenha faltado esse elemento – as vozes – que poderiam ser caracterizadas como sopros do demônio a justificar ainda mais os atos hediondos do Severino. Creio que isso daria um colorido a mais a um texto que já é muito bom.

    A narração dispensa comentários. Fluida, agradável e mantendo o suspense falando de algo que todos conhecem. A intimidade criada, assim como a identificação – ora, qualquer um de nós já cruzou com o Homem do Saco quando criança, né? – são instantâneas.

    O poema no início ficou excelente na minha opinião – não sou, contudo, um especialista – eis que casa bem com o restante do enredo.

    Apenas o fim é que ficou um pouco chocho. Acho que se o Homem tivesse apanhado o menininho o arremate teria ficado mais marcante, fazendo jus à atmosfera de terror e suspense que permeia a narrativa. Sim, seria triste, revoltante, mas marcaria mais. Do jeito que ficou, com as crianças indo embora e o homem ainda devolvendo a bola, parece que o autor teve pena da gurizada, rs

    De todo modo, ótimo trabalho! Parabéns!

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Agradecido pelas observações, Gustavo. Conforme o pessoal foi comentando, fui criando mais empatia pela personagem que criei, como escrevei no mesmo dia em que postei não tive a oportunidade de me acostumar com ela antes. E talvez por isso eu tenha dado esse final mais “leve”, estava na indecisão ainda sobre o caráter verdadeiro do Severino. O que veio antes do final me pareceu muito cruel, resolvi optar por um final que seria diferente do esperado pela maioria. 😉

  17. Wilson Barros
    11 de junho de 2015

    O poema é interessante, em forma de canção. A escrita é fácil, fluente. As imagens são vívidas e bem construídas. A linguagem dos diálogos é bem regional e agradável. Eu também tinha pensado em escrever um conto sobre o homem do saco, mas não com essa “inversofobia.” Aliás, gostei da idéia, muito original.

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Agradecido, Wilson. Feliz por ter causado essas impressões.

  18. vitor leite
    11 de junho de 2015

    bom conto e uma boa história, com um bom ritmo de leitura. Parabéns, mas não invalida a necessidade de dar uma revisão geral, funcionando como um excelente ponto de partida para um texto sem poesia mas com muito potencial. parabéns severino.

    • Severino
      13 de junho de 2015

      Agradecido pelo comentário. Sim, o conto precisa de uma boa revisão. Foi escrito em poucas horas, esse o motivo. E nada de poesia, da próxima vez!

  19. Anorkinda Neide
    11 de junho de 2015

    Até gostei de ver uma história para o véio do saco. (nunca acreditei nele! :p)

    Mas achei que a fobia dele por crianças ficou forçada, poderia a historia toda se desenvolver sem esse pormenor. A ‘maldição’ já era gancho suficiente, eu acho.

    Os problemas na narrativa e na revisao já foram apontados.

    O poema não é um poema.. é uma frase/pensamento colocada na vertical pra parecer um poema apesar das rimas.

    Mas o texto é bom de ler, vc tem talento, aliás que conheço há um tempo já, né?
    Só não gostei mesmo é dessa fobia ae que achei ‘nada a ver’ com o peixe…kkkk

    Abração

    • Severino
      11 de junho de 2015

      Olá, que pena que não gostou. Se o tema do concurso fosse maldição, não seria necessária a fobia. Mas eu tive que colocar a fobia, pena que ficou forçado, foi justamente o que não queria que acontecesse… Quanto ao poema, poderia ter deixado de participar só por não querer fazê-lo, mas fiz. E não foi minha intenção fazer uma frase/pensamento colocada na vertical para parecer um poema apesar das rimas, a intenção foi mesmo fazer um poema que fosse para cumprir a regra do concurso, porque assumo que não sei escrever poesia, mesmo que tente. Agradeço por me explicar o que fiz, na verdade. E agradeço pela leitura também.

      • Anorkinda Neide
        11 de junho de 2015

        Sim, eu sei que não foi sua intenção a verticalidade ali.. sei que é dificil escrever um poema de uma hora pra outra, adequando-se ao tema.. (os primeiros poemas que nos nascem geralmente, sao de temas que a alma nos pede pra discorrer)
        Enfim, posso estar errada, mas é que realmente não vi o ritmo poético ali.

        é seu sei, que tinha q ter fobia… hehehe mas nao encaixou na minha cabeça o cara ter medo de crianças e ter q encará-las para matá-las… ficou um excesso de drama nisso tudo, sabe? pesou!

        Mas vamu que vamu, é só a minha opinião que não vale muita coisa! kkkk
        Bj bj

  20. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    9 de junho de 2015

    Severino, eu tinha um puta medão do homem do saco! Assim que ele pegou o saco para sair do bar, já saquei quem era! O medo não deixa a gente esquecer! Eu tinha pesadelos com o homem do saco e o pior é que tinha um mendigo (na época não existia morador de rua) perto da casa da minha vó que andava com um saco marrom nas costas! Mas até parece que eu quero escrever um conto de fobia aqui nos comentários; desculpa aí. Se sua intenção foi falar do medo de crianças, faltou entrar mais no assunto, faltou me fazer vomitar por causa dessas “coisinhas nojentas” (não acho isso nem de longe!); se sua intenção foi dar medo nas ex-crianças, pelo menos comigo funcionou. Agora uns toques com relação ao texto: no poema o “pra” ficou pontudo no verso e o “para” ficaria mais arredondado; no conto você abusou um pouco (não chegou nem perto de muito) de pronomes pessoais. Outra coisa: se era uma cidade do interior, como ele não foi pego ainda? Eu não pensaria isso se fosse na cidade grande. Você escreve bem.

    • Severino
      10 de junho de 2015

      Oi, Carlos, foi a ideia que tive no domingo, a poucas horas do prazo final, haha. Talvez por isso não tenha me aprofundado tanto, ao menos não o suficiente para deixar mais explícita a aversão do cara. Quanto ao poema, segui mais a linguagem informal, falada, para passar a ideia de que ele estava falando o poema. E ele também não vai continuar na versão revisada do conto. Por querer passar a impressão de que o próprio homem estava narrando, deixei os pronomes e os “pras” todos que me vieram à mente. Sobre preferir especificar que a cidade é do interior, pensei naquelas cidades que nem delegacia tem, ou no máximo aqueles lugares onde as coisas acontecem e o povo leva para o sobrenatural. Mas como disse, não havia tempo para detalhar mais coisas além do que achei que era suficiente detalhar, pra dar tempo de participar.

      • Carlos Henrique Fernandes Gomes
        11 de junho de 2015

        Obrigado pela resposta. Quase perdi o prazo nos dois últimos desafios também e nesse tentei ser “profissional”, mas acabei deixando para os últimos três dias e não consegui fazer um final que acompanhasse a pegada do conto, por falta de tempo. Sobre o “pra” no poema, quando fizer outro tenta recitá-lo em voz alta e imagine que recitar é cantar. Aqui no Brasil falamos em recitar mantras, mas o termo utilizado pelos orientais é algo tipo cantar. O poema tem essa característica de ser melódico ou com ângulos retos no início ou no fim ou falado como um rap e no caso do “pra” do seu poema ele fica legal se tiver a função de marcação de ritmo. Mas aí o conjunto todo do poema deve ser pensado de uma forma que ele se encaixe. É quase como compor uma música e bem perto de escrever um conto. Sobre o tamanho da cidade, me referi a isso pelo número de marcas feitas na árvore que dividindo ele o pai e ele daria muita coisa para uma cidade pequena em quaisquer circunstâncias. Para os próximos desafios vou me desafiar para trabalhar o conto com mais tempo; já tenho bastante informações e dicas colhidas nos comentários e tá na hora de usá-las.

    • Severino
      11 de junho de 2015

      Muito grato pela explicação! Juro que se um dia for tentar escrever outro poema, tentarei fazer dessa forma que falou. Mas espero não ter que fazer outro texto desse pelo menos até a próxima década. 😀 Quanto a escrever com mais tempo, também era essa a minha intenção, cheguei a rascunhar o começo de um, digitei até a metade de outro, mas a impressão que tive é que seriam textos enormes e quase deixei de participar. Aí surgiu essa ideia e pensei: “Não vai tirar pedaço se escrever no último dia ao menos pra participar, né?” :p

  21. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    Fiquei um pouco confusa com o conto.
    O autor escreve bem, conduz bem a história, me levou ao final sem ressalvas. Gostei da ligação do medo de crianças com a questão do homem do saco. Só não entendi muito bem a citação da teratofobia, que é a aversão aos monstros (o medo crônico, que atinge a mulher grávida, em gerar um monstro). Pra mim, o homem do saco tinha era pedofobia (medo das crianças). Estou enganada? Será que deixei passar algo?
    Bom, embora seja um bom conto, com muitos méritos, a história não me fisgou enquanto leitora. Mas certamente foi uma leitura agradável.
    Desejo-lhe sorte!

    Um erro encontrado:
    cavoucando = cavucando

    • Severino
      9 de junho de 2015

      Oi! A teratofobia também é citada em alguns aspectos como fobia de crianças, como se a pessoa visse a criança como um monstro. Pelo menos foi o que entendi ao encontrar o termo relacionado a isso em vários sites. Ok?

      Quanto ao erro, não procede. Cavoucar existe, está no Houaiss. Ok?

      Que pena que não lhe fisgou. Talvez foram esses pontos que colocou em questão. Mas grato pelo comentário.

      • Ana Paula Lemes de Souza
        10 de junho de 2015

        Bacana, aprendi um vocábulo novo. Obrigada pelo retorno.
        Quanto à terminologia da fobia, sugiro você alterar em uma posterior revisão, substituindo a teratofobia pela pedofobia. Teratofobia é um pavor mórbido aos monstros ou pessoas com deformidades, enquanto a pedofobia é o temor às crianças em específico.
        Dê uma olhada nos verbetes:

        http://it.wikipedia.org/wiki/Teratofobia
        http://es.wikipedia.org/wiki/Pedofobia

        Mais uma vez, desejo-lhe sorte! Um abraço.

      • Ana Paula Lemes de Souza
        10 de junho de 2015

        Prezado Severino, creio que este verbete que você acabou de enviar confundiu um pouco as coisas. Pois o medo na teratofobia é quando a mãe tem medo de gerar uma criança deformada… Até porque não faria sentido essa diferenciação de nomenclaturas. Eu consultei alguns artigos científicos e há um equívoco nessa simplificação do verbete que você me enviou.
        Ademais, “teratofobia” etimologicamente quer dizer “Terato” (do grego, significa monstro) e “Fobia” (do grego, significa medo). Pedofobia (pedo, criança, e fobia, medo) é o termo mais correto tecnicamente. Acho que não é bacana você suprimir, porque pode gerar dúvidas… Substitui por pedofobia.
        É só uma sugestão de uma leitora!
        Abraço!

    • Severino
      10 de junho de 2015

      A teratofobia também diz respeito a fobia de crianças, ALÉM desta forma que você especificou. http://www.atlasdasaude.pt/lista-de-fobias, ou http://www.nacional.edu.br/palestras/material_medos_qb-e-jp_05.doc, ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_fobias. Na verdade, não ia nem colocar o nome da fobia, só coloquei para não ter problemas quanto a ficarem em dúvida a respeito de qual seria. Mas vou mesmo suprimir essa parte. Ele tem fobia de crianças, pronto, somente isto já resolve a questão. Novamente, grato por comentar.

      • Ana Paula Lemes de Souza
        10 de junho de 2015

        Estranho isso! E realmente TODOS os sites em que você pesquisou traziam este mesmo verbete bastante simplificado… Enfim, na hora que estava lendo, até pensei na hipótese das crianças serem teratofóbicas, pois têm medo do monstro do saco, ou que talvez o homem do saco que fosse teratofóbico, com asco de sua própria sina e monstruosidade.
        Como eu falei, a premissa do conto é muito boa e a ideia é muito criativa. Corrigindo esse pequeno ponto fica perfeito…
        E que história essa da professora, eu ein?! Não tinha profissão mais adequada pra ela não? Cada fobia estranha.
        Um ótima quinta-feira pra você!

      • Severino
        11 de junho de 2015

        Que confusão que lhe proporcionei com a leitura do conto, haha! Juro que não foi minha intenção! 🙂 Com tanta fobia, escolhi logo essa! Eu e minha mania de dificultar as coisas, rs. 😛 Mas como disse para o outro colega que comentou, tinha escrito um texto até a metade sobre fobia de músicas (!), rascunhei um até certa parte sobre fobia de água (esse é até normal), mas achei que tinham ficado grandes e ultrapassaria o limite. Aí me surgiu essa ideia do nada e arrisquei, por ver que dava pra fazer algo menor. Mas o conto da fobia de música estou querendo finalizar! 🙂

      • Ana Paula Lemes de Souza
        11 de junho de 2015

        CERTEZA que um conto de fobia à música ia ficar FODA! Vou querer ler! XD

    • Severino
      10 de junho de 2015

      Ok, valeu o esclarecimento. Mas prefiro suprimir o termo técnico de vez, para deixar a coisa mais natural e sem dar muito destaque à fobia quando for revisar. A intenção quando for revisar é destacar mais a personalidade e o cotidiano da personagem. Era o que eu ia fazer mesmo, mas acabei especificando. Quanto ao equívoco na nomenclatura, aconteceu que em todos os sites que pesquisei foi a mesma descrição e se você pensar, “medo de crianças ou pessoas deformadas”, interpretei como se somente as pessoas fossem deformadas, pois crianças não deixam de ser pessoas. E aí acabei por encontrar até a reportagem de uma professora com fobia de crianças pequenas (ela tinha sido obrigada a lecionar para crianças pequenas), em que ela dizia que não conseguia olhar para as crianças sem deixar de ver monstros. Aí, pronto, ficou por isso mesmo, já que não tinha muito tempo para escrever, tive que fazer isso no domingo mesmo.

  22. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Um bom conto, simples, mas bem criativo quando consideramos a colisão da fobia com a atividade do protagonista. Algo como o Lobo Mau ter medo de vermelho ou ser alérgico à carne de porco, haha.

    A poesia que abre o texto é bem bacana e encaixa bem com o restante do conto. A narração que emula a fala do personagem também ficou bem-feita.

    Normalmente gosto de histórias com mais facetas, mas confesso que, embora concisa, esta atendeu bem aos requisitos do desafio.

    Só creio que faltou talvez uma causa da fobia, pois em geral tais coisas surgem de algum trauma. Não aceitei muito bem, por exemplo, ele criança e já tendo fobia de outras, sem motivo ou razão.

    Resumindo: muito bom!

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Olá, Rubem! Valeu por ter gostado do conto (acho que foi isso que deixou transparecer no comentário, rs), e não acredito que gostou desse poema fajuto que escrevi… Gostaria de ter escrito uma história com mais facetas, como você disse, mas a ideia me surgiu ao meio-dia de domingo e aí resolvi encarar a tarefa de escrever conto e poema nesse tempo exíguo, aí não deu para alongar muito e o poema… Bem, a poesia não é para mim, a não ser como leitor, hehe!

      Quanto à causa da fobia, estou tranquilo quanto a isso, me questionei também com relação a qual poderia ser a causa, mas e se foi algo quando ele era bebê? Eu tenho fobia de água em grande quantidade, a ponto de não conseguir aprender a nadar, se eu estiver em uma piscina e tentar colocar minha cabeça para dentro da água e prender a respiração, a impressão que tenho é que a qualquer momento vai entrar água pelo nariz, boca, olhos… Horrível! E não há razão para isso, que eu me lembre. E se foi trauma de infância tenra, ninguém me contou depois… =\

      • rubemcabral
        10 de junho de 2015

        Deve ser alguma lembrança de estar imerso no líquido amniótico, haha.

  23. Mirlene Souza
    7 de junho de 2015

    Olá, Severino! Tomei dois sustos quando li seu conto. O primeiro foi o título. Escrevi um conto com o nome “Ossos do Ofício” e o publiquei no Recanto das Letras há mais ou menos um mês. Mas foi só uma coincidência engraçada, pois a única coisa em comum, além do título, é a proximidade de nossos personagens com… pás. O segundo foi a história ser em torno o homem do saco. Eu morria de medo do homem do saco quando era criança. Me evocou lembranças… Gostei do conto, do ritmo e de como o trabalho do moço não é exposto logo de cara, no início do texto.
    Vai lá no Recanto e dê uma olhada no meu “Ossos”. Depois me conta o que achou.
    Beijas (com “A” mesmo).

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Fico grato pelos comentários, e que bom que o meu conto não é o seu, haha! Vou conferir seu conto sim, logo que o certame for encerrado, pode aguardar!

  24. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    6 de junho de 2015

    Olá, Severino. Tudo bem?

    Sua narrativa é muito boa, pois consegue prender o leitor na história. Não vi nada que pudesse prejudicar o texto, e a história também foi interessante. Gostaria de ter gostado mais, pois senti que faltou alguma coisa no texto, algo que me chamasse mais a atenção. O poema não é grandioso, mas se encaixa bem no texto.

    Parabéns pelo trabalho!
    Boa sorte!

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Grato pelo comentário. Infelizmente (felizmente pra mim) esse é meu estilo: o cotidiano, ainda que fantástico, mas o cotidiano. O poema foi só para cumprir a exigência mesmo, visto que escrevi o texto em menos de 12 horas, não sobrou tempo pra muito enfeite…

  25. Claudia Roberta Angst
    6 de junho de 2015

    Lenda urbana misturada à fobia. Será que é alguém que votou pelo tema de lenda urbana?
    O conto conseguiu prender minha atenção, tanto pela linguagem quanto pela narrativa em si. Fui pega pela curiosidade. Não sei porque o protagonista lembrou do meu personagem Francisco no conto Sem Pecados. Aquela sina de gente sem caminho a mudar.
    O poema foi só um detalhe, uma introdução para cumprir uma exigência do certame. Não tenho dado muita atenção aos poemas.
    No geral, gostei do conto. Muito. O suficiente para dar uma boa nota sorrindo.
    Boa sorte!

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Para falar a verdade, não sou fã do tema “lenda urbana”, acho meio batido… Não li seu conto, deixei de participar em alguns meses, infelizmente. É, esse poema foi só para cumprir uma obrigação, haha. Agradeço pelo sorriso na hora de dar a nota. Que ele não seja amarelo, nem macabro. =)

  26. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Uma interessante abordagem ao estilo terror psicológico. Fobia bem diferente.
    G: O texto é curioso e o protagonista perturbado dá o tom certo ao tema. O clima cotidiano misturado à pseudo-fantasia caiu bem. A poesia é simples, mas cumpre seu objetivo.
    U: Escrita leve e fluente, com metáforas bem colocadas.
    A: De um jeito inusitado se encaixa no tema. Apenas senti falta de algo a mais além da amargura do personagem. Não aconteceu nada muito diferente, mas se o objetivo era demonstrar um cotidiano depressivo e surreal, conseguiu.

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Gostei do seu modo de avaliar! E sobre a adequação, era isso mesmo, mostrar o cotidiano depressivo, mesmo sendo uma lenda urbana. Não havia muito tempo pra tentar muita coisa também… Agradecido pela leitura!

  27. Tiago Volpato
    4 de junho de 2015

    Bem legal o conto. Achei bem interessante você fazer essa ligação de fobia por crianças com o velho do saco. Você construiu um universo macabro que combinou bem com o tema. Nem tenho muita coisa a comentar, a estrutura está boa, a leitura flui bem e o texto consegue manter o leitor interessado na trama. Não encontrei pontos negativos a serem comentados!
    Abraços.

    • Severino
      8 de junho de 2015

      Valeu pela leitura e pelos comentários, Tiago.

  28. catarinacunha2015
    3 de junho de 2015

    O poema apenas cumpre sua função social. Ainda bem que foi logo no começo e esqueci dele diante de ótima narrativa. Tenho dificuldade de concentração e memória curta, então valorizo muito quando uma leitura me prende; coisa rara.
    Detalhe que me intrigou na trama: No começo Severino parecia ter que cumprir uma obrigação mensal, mas parece ter se tornado semanal: “a não ser quando voltar, na próxima semana.”. Eu revisaria esse item e retiraria o poema para ficar perfeito.
    Quanto à gramática, nada me incomodou. Só ligo para isso quando interfere na compreensão do texto. Afinal, revisor precisa pagar suas contas.

    • Severino
      3 de junho de 2015

      Oi, Catarina, você está certíssima quanto ao mensal/semanal. Infelizmente escrevi esse texto no domingo, depois do meio-dia é que fui começar. E acabei tendo apenas menos de duas horas para revisar, antes do final do prazo. Tinha escrito inicialmente como se fosse uma obrigação semanal, mas depois achei que ficaria cruel demais (!), e até inverossímil demais que ele conseguisse fazer isso toda semana em uma cidade pequena. Aí lá fui eu mudar tudo correndo, mas acabou passando… =( Agradeço pelo olhar atento e vou revisar com mais calma, com certeza. E quanto ao poema, sem comentários, eheheheh, considere apenas como uma obrigação, porque às 20h do domingo eu não tinha ideia do poema que escreveria. Tá, sou doido. Poeta é que não. Como poeta, sou um ótimo jardineiro, hehe. =)

  29. Simoni Dário
    2 de junho de 2015

    Olá autor, aqui vou eu na contramão novamente. Apesar de reconhecer o talento do autor com a boa narrativa, a história não me cativou. Desculpe, essas coisas acontecem e aqui não consegui simpatizar com o texto
    É inegável seu talento com a escrita, portanto, boa sorte!

    • Severino
      2 de junho de 2015

      Sim, concordo, e agradeço por ter lido, apesar de infelizmente não cativá-la. E ainda bem que o item “gostar/não gostar” do estilo não é o único item a ser levado em conta, não é?

  30. Jowilton Amaral da Costa
    2 de junho de 2015

    Bom conto. Interessante o uso da lenda associada a fobia por crianças. A narrativa é boa, talvez se trocasse alguns “tinha” por havia ficasse ainda melhor. A condução é boa, deu um ar sombrio ao texto. Boa sorte.

    • Severino
      2 de junho de 2015

      Só para justificar o “tinha”, a narração é em primeira pessoa. Procurei deixar o mais próximo do jeito de falar. E como usamos mais o “tinha” na linguagem oral, foi por isso.

  31. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    Gostei bastante do conto!

    Da poesia não gostei tanto. Talvez aqui coubesse aquela poesia tipo Fredy… haha

    A fobia está presente, é meio estranho a aversão a criança e ao mesmo tempo ele conseguir carregá-las no saco, isso para mim soou estranho. Pois a fobia geralmente afasta, causa o asco, a repudiação, e não simplesmente a raiva.

    Ainda assim gostei, confesso! Deixo aqui algumas observações:

    como consegui passar a vida toda quase a fazer esse trabalho? – ficou estranha essa frase. Sugiro: Como consegui passar quase a vida toda a fazer esse trabalho?

    Tinha vendido a alma pra nunca passar qualquer provação que fosse. – para

    Também eu pensei que ia me acostumar. – esse “eu” está sobrando.

    É um ótimo conto utilizando uma de nossas lendas, e uma excelente releitura. Gostei muito do uso da língua pátria. O conto é curto, mas convence.

    Desejo sorte ao autor(a) e parabenizo pela ideia!

    • Severino
      2 de junho de 2015

      Agradeço pelas pontuações. Quanto ao “eu” e ao “pra”, procurei deixar assim por questão de ser uma narrativa em primeira pessoa, que procurei deixar o mais próximo da língua oral, já que o autor sou eu mesmo, hehe.

  32. Rogério Germani
    1 de junho de 2015

    Olá, Severino!
    Ótimo nome para quem exerce ofício de sina tão severa!

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fracos:

    1- “como consegui passar a vida toda quase a fazer esse trabalho?”

    Do modo em que a frase foi escrita, fica subentendido que o personagem não realizou o ofício do pai, ficou no quase a fazer. Agora, se a ideia era mostrar que boa parte da vida de Severino foi gasta com esta sina, o correta seria :

    “como consegui passar quase toda a vida a fazer esse trabalho?”

    Pontos positivos:

    1- O uso de uma lenda urbana como pano de fundo para a teratofobia foi coisa de gênio. Principalmente porque a linguagem é seca, mas transmite todos os pormenores que justificam a sina fóbica da personagem.

    Creio que não irá precisar de sorte… Parabéns pelo conto perfeito sobre fobia!

    • Severino
      2 de junho de 2015

      Procede suas pontuações. Tive menos de duas horas para revisar, então estava ciente de que algo passaria mesmo. Vou alterar aqui conforme sua sugestão.

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .