EntreContos

Detox Literário.

A Pós (Claudia Roberta Angst)

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Às vezes, tudo o que você quer é um abraço. Um aconchego morno, um acalmar de sentidos, um toque pacificador. Não mais, não menos. Apenas isso: terminar nos braços da morte. Sim, estou falando dela, da famigerada e derradeira passagem nesta vida. Da indesejada das gentes, como diria o poeta.

Foi assim comigo. Não quero perder tempo falando dos meus problemas, que nunca foram poucos, porque vocês logo se entediariam. Se fosse há alguns meses, talvez valesse a pena abrir meu coração, mas agora? Não tem sentido. Por isso, prefiro pegar o atalho e contar tudo de uma vez.

Conheci Matilda nas rodas de samba. Rindo do quê? O nome dela é esse mesmo, o que posso fazer? Não inventei, ela já veio com ele como acessório. Lembra algo? Claro, eu também quando a vejo tenho vontade de sair cantando Matilda, Matildalalalalala. Voltemos ao samba. Matilda sempre foi dona do mais perfeito corpo nas redondezas. Sabe a escultura de Vênus? Então, nada a ver. Matilda tem as curvas perfeitas para o encaixe das minhas mãos.

─ Sempre fui louca por você.

A bela mulata sorria ao me dizer essas palavras mentirosas. Como se eu, macaco velho, fosse acreditar no que ouvia daqueles lábios. Pois é, acreditei. Mesmo sendo um sujeito instruído, no auge da minha capacidade cognitiva, declarei-me parvo diante daquela beldade. Os dezessete anos de diferença entre nós em nada ajudaram a desfazer o engano. Tendo Matida apenas duas décadas de bela existência, fiquei curioso para descobrir o que sempre representava para ela.

A roda do samba nascia e crescia no boteco da esquina, todas as quintas-feiras. Acontecia ali, a duas quadras da faculdade. Eu passava sempre por lá depois das reuniões com o meu orientador. Estava terminando mais uma pós-graduação, investindo meu pouco tempo em uma tese que talvez defendesse em mestrado. Ainda me recuperando de um desastroso divórcio, tentava mergulhar em qualquer coisa que me desviasse do sentimento de perda e fracasso.

Sempre tive esse vício: insistia em atuar como estudante para assim conservar meus ares juvenis. Apesar de já ter alcançado uma posição profissional confortável, sentia aquela compulsão pela pesquisa. Minha última incursão acadêmica, havia prometido a mim mesmo. Mais uma graduação em Letras. Ah, vão dizer que não tinham percebido que sou um homem letrado?

A escolha do tema da minha monografia foi bastante discutida entre mim e o meu orientador, Professor Olímpio Guedes Filho. Se o filho já era arcaico, o que teria sido o pai daquele senhor pernóstico? Por fim, decidi-me por A Morte e o Eufemismo na Linguagem. Há alguns anos, vinha protelando desengavetar este projeto. Considerei o momento de ruptura e desengano o mais adequado para lidar com o material. Os símbolos sempre me fascinaram, com suas inúmeras ambiguidades e segredos. Revisem os fatos, eu era mesmo um homem condenado às minhas conotações e metáforas.

─ Não prefere defender algo mais inscrito na atualidade? ─ O professor insistia em me convencer a abandonar o assunto que ele considera mórbido e impróprio.

─ Existe algo mais atual do que a morte, Professor?

A jornada dupla, trabalho e estudo, vida e morte, me deixava exausto. Eu já morria, agora sei. Aliás, há meses caminhava pelos corredores da faculdade em estado de putrefação. Pelo menos, os olhares dos colegas disparavam alertas para minha autoestima cambaleante.

No meio daquilo tudo, como poderia contar com o amor de Matilda? Parecia ser mais uma pegadinha da minha vaidade esfacelada. Aquele mulherão lapidado em ônix dedicando horas ao meu prazer. Claro, eu devia ter percebido que havia algo errado. Mas havia mesmo? Ainda não sei. Talvez vocês possam me esclarecer quanto a isso.

Tudo bem, não me olhem assim. Eu sei o que vocês querem. A morte. A minha morte. O fim do meu caminhar neste lugar que todos chamam de mundo. Pois bem, eu morri. Mais cedo do que previra meu cardiologista já não muito otimista. Morri na última sexta-feira, na santa da paixão. Nos braços de uma paixão que nada tinha de santa.

Dizem que enfartei. Foi fulminante, morte abençoada, segundo meus amigos sambistas. Minha cabeça pendeu desfalecida sobre os seios de Matilda. Minha consciência logo se desgrudou daquele corpo que decaía ano após ano. Admirei minha brancura cobrindo aquele fenômeno achocolatado. Matilda era de uma beleza sem explicação.

Levei alguns segundos, se é que poderia precisar minha pós-vida em tempo real, para perceber o desespero de Matilda. Aos gritos, ela sacudiu-me como pôde, desfazendo-se em pânico sob o meu peso largado. Transformei-me no que minha ex-mulher tanto dizia ter sido a vida inteira: um peso morto. Chumbo sem alma adormecido sobre aquela pele agraciada pela natureza.

Por fim, Titi, como eu a chamava nos momentos mais íntimos, conseguiu virar meu corpo e sair da cama. Chorava quase convulsivamente; não sei se por caridade, pavor ou raiva. O que ela faria agora? Ouvi uma ladainha de resmungos entrecortados por choro e soluços. Pegou o celular no criado-mudo e tratou logo de se livrar do presunto. Cadáver, defunto, peso morto, enfim meu corpo desperdiçado em uma cama ainda quente. A morte abraçou-me por trás e ferrou mesmo comigo.

─ Titi, querida, olhe, estou aqui! Não precisa ficar assim. Estou bem. ─ Tentei abordá-la tal e qual aquele galã no filme Ghost.

Tudo em vão. Ela não me ouvia e eu tampouco me conformava em estar morto de verdade. Talvez tudo fosse uma espécie de experiência fora do corpo, um trotar d’alma por sonhos. Até que me dei conta de que aquele corpo não voltaria a ser meu. O espaço disponível era uma imensidão angustiante no além. Estou assustando vocês, amigos?

Voltemos ao meu desencarne, após o momento de abotoar o paletó de madeira e minha ida ao beleléu para comer capim pela raiz. Usem os eufemismos que preferirem, acendam velas e cantem hinos. Será uma bela homenagem, mesmo que o sol volte a brilhar sem a minha presença. Acho injusto, mas assim segue a vida.

Em poucos minutos, ou o tempo que percebi como aglomerados de segundos, Matilda tomou um banho, vestiu-se, perfumou-se e já não chorava. Contrariando as minhas românticas expectativas, notei um pequeno sorriso surgindo entre aquelas covinhas tão conhecidas pelos meus lábios. Cobriu meu cadáver com o lençol florido e passou a evitar olhar para o passado. Eu era agora o seu passado e não havia mais nada que ela pudesse fazer por mim.

A campainha tocou desfazendo o momento de iniciado velório. Quem ousaria importunar justamente naquela hora tão velada? Matilda abriu a porta sem parecer surpresa. Esperava por aquilo, por alguém que lhe garantira presença e apoio.

─ Nossa! Você demorou um bocado.

Troca de beijos, apenas sombras para mim. Sons de um farfalhar de abraços e acomodação de peles. Não pude acreditar no que os meus olhos que, ainda não haviam sido comidos, viam. O homem ali parado, em silenciosa reverência, pausava palavras desconexas e acariciava a minha bela morena de modo tão íntimo quanto insistente.

Professor Olímpio franzia a testa enquanto acertava a remoção do corpo pelo celular. Orientação, dissimulação, melhor nem pensar nos símbolos que o professor gravara ali naquele mesmo quarto. Havia um certo respeito no tom de sua voz, como se de fato, sentisse pela minha morte um desagravo interior.

Notei quando meu prestigiado orientador tirou da sua pasta um calhamaço de papéis. Riscos vermelhos atravessavam o branco das folhas. Minha tese, recém-corrigida, supus. Agora, Professor? Esperava pelo seu aval há mais de uma semana e o senhor sempre a adiar nosso encontro. Desculpe, mas a morte não quis esperar. Eis me aqui, amortecido pela morbidez do momento.

Olímpio mostrou aquelas páginas um tanto amassadas à Matilda. Pôs-se a ler de forma pausada os parágrafos como se fizesse uma homenagem póstuma ao seu aluno preferido. As palavras surgiam como um poema: morte, perecimento, passamento, decesso, definhamento, falecimento, óbito. Uma cascata de significantes desconexos e sem importância naquele momento sem denotação.

─ Falei com o irmão dele. Irá providenciar os trâmites legais e resolver tudo.

Matilda olhou-o de forma agradecida como se fosse ajoelhar-se aos seus pés. E foi exatamente isso que ela fez. As mãos afoitas a abrir cinto, desabotoar calça e chegar aos brios do homem. Sua oração pela minha alma redundou-se em uma chupada colossal. O que queria essa mulher?

─ Sou louca por você. Sempre fui louca por você, Professor. ─ Disse ao tomar fôlego entre engasgos e volúpia.

Se eu ainda tivesse algum movimento, teria virado o rosto para não ver mais aquela cena de filme pornô barato. Apostaria meus últimos minutos sobre o corpo de Matilda que o apartamento do Professor Olímpio cheirava a mofo e urina. Velho decrépito, pedófilo enrustido, babão.

O professor ainda estava com a minha monografia nas mãos, mas aos poucos, o estremecimento causado pelas carícias orais de Matilda, derreteu seus reflexos e os papéis tombaram sobre a cama, o chão, as costas da mulata. Vi minhas palavras, aquelas que não mais defenderia, voarem pelo quarto. Como um poema de Poe, as folhas revelavam-se corvos, enegrecidos pelo meu sangue já coagulado.

A morte, meus caros, não é de toda má. Olhando tudo daqui, percebo que se não exigirmos demais, ela ajeita o the end em plumas de delicadeza. A Dona Óbito é gentil e seu abraço não tritura ossos. Pelo contrário, sua presença é quase um valsar de sentidos. Eu diria mais se pudesse: o verdadeiro orgasmo é a morte. A morte é o prazer da última entrega.

Falei demais para um morto, não? Agora me deixem descansar em paz. Vão lá postar RIP nos comentários do facebook, decretem luto por alguns dias nas redes sociais. Divulguem minha tese como puderem.

Essa conversa toda de morte me deu sono. Quero somente me virar de lado e adormecer após meu último êxtase. Se roncar, perdoem-me, mas será o eco da culpa dos que ficaram.

Despeço-me, amigos, sem lágrimas. Essas coisas de dor e arrependimento, deixei lá nos bolsos do meu corpo nu. Sinto-me bem confortável nessa ausência do físico.  Hoje, dormirei de conchinha como nunca consegui em vida. Os braços da morte me alisam. Após sempre é o melhor.

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Depois da Morte”, sujeito ao limite máximo de 5000 palavras.

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88 comentários em “A Pós (Claudia Roberta Angst)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Muito bom! Que morto irônico. E esse tom de ironia deixou o conto muito bacana. Que mulher mais safada essa Matilda. De safadezas com o professor logo a frente do cadáver do morto. Uma bela sátira sobre as pessoas que se lamentam em redes sociais e exaltam aquele que morreu, sendo que antes nem ligavam para ele. Emoção muito boa, gramática também. Adequação ao enredo fantástica… Gostei muito!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo seu comentário, Tamara. Curti escrever este conto, apesar de me afastar um bocado do meu estilo usual. Valeu muito como exercício. Acho que precisamos sempre nos arriscar, sair da zona de conforto, para podermos evoluir seja na escrita, seja na vida. Abraço.

  2. Cácia Leal
    28 de abril de 2015

    Adorei o conto, ela maneira descontraída como é narrado. O personagem cativa o leitor e suas tiradas cômicas ajudam a descontrair.
    Algumas questões:
    “Da indesejada das gentes, como diria o poeta”, que poeta???
    “Sabe a escultura de Vênus? Então, nada a ver” e “vão dizer que não tinham percebido que sou um homem letrado?” e algumas outras passagens… adorei o senso de humor que você coloca nas palavras, o sarcasmo… você brinca com o que escreve. Muito bom!
    “talvez defendesse em mestrado”, “talvez”, não entendi, o personagem faz Mestrado ou faz Letras? Ficou confuso, embora mais ao meio seja melhor explicado.

    Notas:

    Gramática: 10
    Criatividade: 10
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 10
    enredo: 9

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo comentário e pelo notão! Fiquei em dúvida se citava o nome do poeta (Manuel Bandeira) ou se deixava apenas claro que se tratava de frase alheia. Tive receio de parecer muito didática logo no começo.
      O personagem (o morto) estava fazendo pós-graduação (mas já sendo graduado em Letras) e tinha planos de defender a mesma tese em um mestrado. O “talvez” deve-se ao fato de que tudo na vida do protagonista era provisório, sem uma base concreta.
      Abraço.

  3. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Ulysses! Legal sua brincadeira com graduação e a morte, tanta ironia em um único conto… que bom que não economizou no bom humor. Quando entrou no academicismo do protagonista, comecei a achá-lo chato, mas logo retomou a ironia fina e cômica com que começou o texto. E salve Brás Cubas. Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Olá, Wender. Obrigada pelo seu comentário. Então, achei que precisava explicar um pouco a vida acadêmica do personagem para poder ligar o título ao tema proposto. Entendo que o tom didático tenha desagradado nesta passagem.
      Também curti a ironia do narrador.
      Abraço.

  4. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Aquele tom inicial de crônica, que também uso nos meus contos, é uma técnica muito interessante. Você usa também a chamada ao leitor (“rindo de quê?”) muito bem. Como sempre, gosto de suas metáforas poéticas (que nunca serão abandonadas), tipo “curvas perfeitas para o encaixe de minhas mãos” ou “no auge da minha capacidade cognitiva”. A história, apesar de trágica, é engraçadíssima. Para falar toda a verdade, seu estilo é excelente, inconfundível, acho que sei quem escreveu este conto. A associação final entre a morte (“prazer da última entrega”) e orgasmo é fantástica, e rivaliza com Shelley (“a morte que os amantes amam”) e Bataille (“a pequena morte”). Muito bom mesmo. Mais uma vez seu conto é perfeito.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Achou que era mesmo eu? Fugi um pouco do meu estilo, apesar das metáforas poéticas terem sobrado. Muito obrigada pelo comentário e nota. Abraço.

      • Ricardo Gnecco Falco
        2 de maio de 2015

        Êita… O Wilson certamente sacou que era você mesma, Claudinha… Eu, confesso, não vi nem sombra. (rs!) 😉

  5. mkalves
    27 de abril de 2015

    O trocadilho do título com o tema me soou forçado. Há trechos de bela prosa, mas passei todo o texto esperando por algo surpreendente, que não veio. Achei pouco crível a chupada da Matilda no orientador, mesmo com a possibilidade de que já fossem amantes, não há indícios de que fossem assim tão frios para se refestalarem na frente do defundo.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Corri mesmo o risco de forçar o trocadilho do título, mas não consegui renunciar à ideia. No entanto, não foi minha intenção de criar algo surpreendente durante a trama.
      Acredite, essas coisas – chupada pós trauma – acontecem por aí o tempo todo. As pessoas têm lá suas esquisitices e comportamentos desafinados..
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  6. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Gostei da leitura, achei um conto muito bem escrito. E em uma atmosfera machadiana, com o narrador fazendo pergunta direto pra mim, poderia ter explorado ainda mais isso, havia um bom limite de palavras. Aliás, só não vai com 10 porque na questão “emoção” senti falta de uma passionalidade maior do cara. Mas ele é simpático, coitado, não merecia isso, rs.

    Emoção: 1/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 9

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada, Bia, pelo comentário e pela nota alta. 🙂
      Então, como você já sabe, estender-me em narrativas longas é uma tortura para mim Tenho pressa de concluir a trama. E à esta altura do campeonato, acho difícil mudar isso.
      O protagonista não é mesmo passional, é só um homem tolo, achando-se letrado e vivido, que se deixa levar pelo seu ego inflamado pela atenção de Matilda.
      Beijos.

      • Bia Machado
        1 de maio de 2015

        Obrigada por responder, Claudia! 😉

  7. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    Neste “Memórias Póstumas de Ulysses Monteiro” (pseudônimo do autor, caso alguém leia esse comentário após a inserção dos nomes reais nas obras), a grande sacada é o ‘como?’, não o ‘por quê?’.
    O narrador-personagem-defunto é ótimo e causa no leitor a tão almejada projeção. Simpaticão, bom de papo, bon vivant e culto, vai nos seduzindo da mesma forma que as covinhas de Matilda. Aliás, cabe um asterisco aqui. *Morte = Matilda. (Gostei!)
    Mesmo comendo um “L” da Matilda (e vamos combinar que o narrador safadinho não comeu apenas isso…), entre alguns outros (poucos) ‘relapsos’, o texto flui de forma primorosa e, por que não(?), muito gostosa. E é sempre um prazer desfrutar de uma leitura assim. 😉
    Claro que questões mais complexas, como o motivo de um “mulherão lapidado em Ônix” (outra ótima figura!) envolver-se com o protagonista ou a apoteótica aparição do ‘Mestre’ (seria uma metáfora?) na cena final, podem ser deixadas de lado. Afinal, é da Morte que estamos falando e, pelo que ouvi dizer, tudo torna-se pequeno diante dela.
    Inclusive um ‘bocado de brios’, já sem a menor importância frente a ausência física.
    Parabéns pela obra!
    😉
    Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Escrevi “que nem homem”, né? Agora já estou achando isso um elogio pela minha escrita flexível. Adorei enganar alguns leitores, mudando o meu estilo. Foi um risco e valeu a pena. Abração!

      • Ricardo Gnecco Falco
        2 de maio de 2015

        Sempre foi um elogio, Claudinha! 😉 Apenas uma (achei que válida) apropriação da famosa frase machista para designar que seu (camuflado) estilo, neste Certame, fez-me imaginar (e ter realmente certeza!) que a autoria seria de um ser humano do sexo (e mente) masculino. 🙂
        Parabéns pelo belo, e delicioso, conto!
        #souseufã!
        Abr@x!
        Paz e Bem!

  8. vitor leite
    25 de abril de 2015

    parabéns para o autor deste texto, história bem contada e com humor, muito bom de ler, gostei muito e mais parabéns. foi o texto que mais gostei de ler.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo comentário e leitura generosa do meu conto. Gostei de arriscar e tentar algo novo para mim, fugindo do meu estilo. Não mudaria o tom mais leve e bem humorado. Abraço.

  9. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) descompromissada, não gostei muito da reação do narrador após descobrir a traição. Logo depois já estava feliz e falando bem da morte. Acho que faltou alguma coisa entre a descoberta da traição e o momento em que ele passou a gostar de estar morto.

    ✍ Técnica: (4/5) o diálogo constante do narrador funcionou legal, tornou a leitura muito leve.

    ➵ Tema: (2/2) depois da morte (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) não é muito criativa essa leitura do pós-morte, nem a traição, que estava na cara.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) divertido, mas não impactante.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Concordo que não apresentei uma abordagem muito criativa do pós-morte, mas gostei do resultado, pois me arrisquei saindo da zona do conforto e fugindo do meu estilo habitual.
      Depois de morto, o que importava a traição de Matilda? Doeu um pouco, mas já não tinha sentido.
      Abraço.

      • Leonardo Jardim
        2 de maio de 2015

        Ficou muito com, Claudia. Fiquei feliz em saber que era seu 😉

      • Leonardo Jardim
        2 de maio de 2015

        Ficou muito bom* (que chato esse teclado!)

  10. Pedro Luna
    23 de abril de 2015

    Não foi original o defunto ver as cenas se desenrolando após a morte, mas de boa, achei o conto bacana e de acordo com o tema. Matilda era uma desgraçada e o narrador cumpre bem o papel de todo homem nas mãos de uma mulher, pelo menos uma vez na vida: ser um trouxa. rs..

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Não foi mesmo original apresentar o defunto como espectador das cenas pós-morte. Poxa, que visão mais pessimista do relacionamento homem-mulher para alguém tão jovem. Nem todas as mulheres são como Matilda, assim como nem todos os homens são trouxas (ou canalhas…rs). Abraço.

  11. Rodrigues
    23 de abril de 2015

    O tom da narrativa é bem solto e com isso não cansa o leitor. Porém, a forma como foi narrado me pareceu avessa ao personagem, não conseguiu me convencer que esse estudante de Letras que sonda a morte em suas pesquisas pudesse ser um cara com toda essa tranqüilidade, meio garotão, mas, por outro lado, essa dualidade na construção do personagem foge de clichês, que dilema! Enfim, a história não me captou, achei interessante até o momento em que a coisa começa a ser vista de fora, rola um distanciamento, mas para mim deveria ser o contrário, sendo ele peça fora do baralho, as minúcias deveriam vir à tona, descrições, sentimentos. Achei ótima a escrita, mas ruim o desenvolvimento.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Que pena que o desenvolvimento do conto não te agradou. O sujeito percebeu que algumas coisas já não tinham sentido em vida, quanto mais depois de morto. Abraço.

  12. Fil Felix
    22 de abril de 2015

    Conto bem divertido e até que leve, apesar de ser sobre “morte”, com alguns alívios cômicos. Gostei de como foi direcionada, mostrando que já estava morto e indo até a sua morte, sobre essas coisas que podem acontecer com todo muno. O famoso ditado (que não lembro direito kkk) de que a vida passa é pra quem morre, mesmo. Só senti falta de algum ponto alto, um clímax mais forte, teria ficado mais interessante.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Faltou um clímax, né? Mas o cara já tinha chegado a ele antes de morrer…rs. Que bom que o conto conseguiu te divertir e passou leveza e bom humor.
      Abraço.

  13. Jowilton Amaral da Costa
    22 de abril de 2015

    Bom conto. Gosto deste tipo de narrativa em que se conversa com o leitor e usa e abusa de tiradas cínicas. Está muito bem escrito. A estória é bem simples, com pouco impacto.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Que bom que gostou do meu conto. Não costumo utilizar o diálogo com o leitor, pois acho bastante arriscado. No entanto, gostei do resultado alcançado. O cinismo, a ironia diante da morte e o desprendimento do protagonista contribuíram para a leveza da narrativa. Não me preocupei mesmo em causar um grande impacto. Isso me cansa…rs. Abraço.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Realmente, não me preocupei em causar impacto. Só estava mesmo me divertindo ao criar uma trama dentro do tema proposto. Não sei se o narrador foi cínico, diria que foi mais irônico lidando com a morte com um desprendimento peculiar.Abraço.

  14. Swylmar Ferreira
    22 de abril de 2015

    Texto bem escrito, atende ao tema proposto e está dentro do limite de palavras.
    A linguagem é objetiva, tem boa estrutura. O método usado para o tema proposto – contar a história – creio ter sido o mais acertado. O autor(a) mesclou bem momentos de lascívia com a morte.
    O conto é leve e muito bom. Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo comentário bem estruturado. Tentei fazer algo diferente, pelo menos para mim, mesclando o tema pesado da morte com humor e ironia.
      Abraço.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo comentário bem delimitado e generoso. Tentei encontrar um tom divertido para contar a história do moço letrado. Foi divertido. Abraço.

  15. Pétrya Bischoff
    21 de abril de 2015

    Bueno, a escrita está aparentemente correta e a narrativa conduz a leitura bem. Mas a estória me soou fraca, mesmo que a narrativa-quase-monólogo do morto tenha sido bem interessante. Também anão gosto desse clichê morena-colossal-perfeita, lamento. De maneira geral, uma estória mediana. E sinto que havia necessidade de uma explicação maior dessa mina se envolver com os caras da faculdade. Boa sorte.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Achou o conto chatinho, né? Foi uma tentativa diferente pelo menos do que sempre faço. Concordo com você quanto ao clichê morena-colossal-perfeita, mas me pareceu necessário utilizá-lo para mostrar a fraqueza masculina diante de uma beleza que massageia o ego e as costas. Não sou dada a muitas explicações quando narro uma história, prefiro que o leitor tire suas próprias conclusões.
      Matilda envolvia-se com qualquer um que lhe desse vontade. Como participava das rodas de samba perto da faculdade, acabava conhecendo os caras de lá.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  16. Thales Soares
    17 de abril de 2015

    Hm, não sei exatamente o que achei deste conto. O tema foi um presente para o autor, assim como o limite de palavras, apesar de não ter sido muito usado (o que não é um fato ruim, já que o conto conseguiu se virar bem com poucas palavras, e não ficou nem um pouco cansativo).

    O tema, na minha opinião, não foi abordado da melhor maneira. Porém, o autor conseguiu transformar tudo em algo bastante interessante, devido a uma excelente escrita e boa linha de narração, o que me prendeu e me deixou esperançoso até a última linha. Porém, o final eu achei meio broxante. Confesso que estava esperando por uma grande revelação no final, ou algo mais impactante, o que não ocorreu.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Um tema pode provocar várias abordagens. Escolhi a que me veio de repente, sem força, sem pensar muito. Não usaria todo o limite de palavras, pois prefiro algo mais conciso. Será preguiça?
      Realmente, não me preocupei em criar um final impactante. Não era esta a minha proposta, afinal. Abraço.

  17. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de abril de 2015

    Poizé, fiquei ainda sem saber como é estar morto! Mas fiquei sabendo do sentimento do morto que foi trocado por um quase morto, ainda antes de esfriar! O vocabulário do morto é extenso, é mesmo de um homem letrado, morto, é verdade, mas letrado. E as boas iguarias do vocabulário foram bem harmonizadas. Um conto que não cansa o leitor, só dá uma vaga e irreconhecível sensação, quase cócega, um nada mesmo, de sensação de perda de tempo.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Ninguém sabe como é estar morto, só quem já morreu. Ficou satisfeita ao saber que a leitura não te cansou, embora quase uma perda de tempo…rs. Abraço.

  18. Felipe Moreira
    16 de abril de 2015

    Mais um bom trabalho no desafio. Um dos melhores também. O texto começou bem, num estilo que eu aprecio entre as variantes da primeira pessoa. Levei um tempo tentando entender, mas já imaginava que a narrativa que explorou essa relação com Matilda ia além da pura descrição de sua morte. E fiquei surpreso com essa reta final, Matilda e o professor, vistos pelo protagonista noutro plano, onde ele está desprendido de qualquer coisa física e mundana a não ser a acidez do humor. Lembrou Machadão nesse aspecto. Um ótimo trabalho.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo generoso comentário. Lembrar Machadão é muito lisonjeiro para mim. Você captou bem a questão do depreendimento do personagem, já que não fazia mais parte do mundo físico, para que se prender a detalhes como traição?
      Abraço.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Que bom que o conto agradou. Tentei variar um pouco o estilo, saindo da prosa poética e arriscando na primeira pessoa. Meu conto ter lembrado Machadão foi bem lisonjeiro para mim. Obrigada pelo comentário tão generoso. Abraço.

  19. Virginia
    13 de abril de 2015

    Gostei da escrita, dá mesmo para perceber que é de uma pessoa letrada, rsrs. Achei que atendeu bem ao tema, mas ao final me pareceu que ficou faltando alguma coisa, se é que me entende… rs. Mas achei genial a ideia da tese… e o trocadilho do título, adorei! Parabéns e boa sorte !

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Fiz Letras mesmo, Virgínia, sou não sei se fiquei letrada o suficiente. Entendo que tenha sentido falta de algo a mais na conclusão do conto, mas não consigo me estender muito ou ser explicativa na narrativa. Obrigada pelo comentário.Abraço.

  20. Jefferson Reis
    12 de abril de 2015

    De certa forma, esse conto me lembrou o livro que analisei no TCC do curso de Letras, “A dinâmica das larvas”, de Rodrigo Lacerda. O humor negro, a descrença, o diálogo com o leitor, tudo isso já me fascinou. Até mesmo o título do conto de Ullyses Monteiro me faz pensar no título do “romance trágico-farsesco” de Lacerda: uma brincadeira elegante. A narrativa toda é elegante. Parabéns ao autor.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Não conheço o livro citado, mas fiquei interessada. Muito obrigada pelas suas considerações sobre o meu conto. Abraço.

  21. mariasantino1
    11 de abril de 2015

    Olá!

    Seu conto é um dos melhores do certame (em minha humilde opinião). É doce, irônico, inocente (sem ser simplório). Uma narrativa com ótimas construções “um trotar d’alma por sonhos.” é só um exemplo do quão deleitoso sua narrativa é. Não costumo gostar de contos que onde se conversa com o leitor (somente os grandes antigos), mas aqui foi impossível não dar o braço a torcer, pela entrega do narrador personagem, e por conseguir aproximação de uma forma que até se consegue ouvir a voz e construir a imagem dele na mente. O fato de saber que ele irá morrer não retira em nenhum momento a curiosidade de se saber como será e não se imagina a participação da Matilda, nem a falta de caráter dela, pela descrição que se faz (há pistas, mas o revelar ainda causa surpresa). O duplo sentido do tútulo é uma sacada de mestre. A Pós (graduação) A pós (Além). Parabéns por conseguir repassar os sentimentos tão bem e de forma tão competente, certamente os riscos vermelhos da correção da tese rasgaram o peito do personagem e chegaram até mim.

    Média — Pelo fato de conseguir fazer o leitor torcer para que o personagem fique bem, mesmo sabendo qual será o fim dele, e por todos os motivos acima citados, a nota para esse conto será: 10 (dez).

    Obs. Algumas misturas no tempo verbal –>>>> Matilda tem as curvas perfeitas — assunto que ele considera mórbido e impróprio. — Se o conto todo está no pretérito, essas passagens também deveriam estar. — Tendo Matida apenas duas décadas — (MATILDA, erro de digitação, né?)

    Abraço!

    • mariasantino1
      11 de abril de 2015

      Reformular para não causar dúvida — “Matilda tem as curvas perfeitas […] assunto que ele considera mórbido e impróprio” — Se o conto todo está no pretérito, essas passagens também deveriam estar.

      • Claudia Roberta Angst
        30 de abril de 2015

        Valeu pelo gentil comentário e considerações feitas. Não percebi o erro de digitação, obrigada por apontá-lo. Vou revisar e ver a questão dos tempos verbais. Beijos. 🙂

  22. rsollberg
    9 de abril de 2015

    Gostei!
    O tema foi respeitado e o título foi sabiamente escolhido.

    Texto muito bem escrito e fluido.
    O diálogo com o leitor funcionou muito bem, gostei bastante desta passagem: ” Ah, vão dizer que não tinham percebido que sou um homem letrado?”

    O causo tem um pouco de N. Rodrigues, um pouco do estilo de Poe…
    É belo em suas descrições e ao mesmo tempo melancólico.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Confesso, Rafael, que tenho uma certa influência de Nelson Rodrigues, haja vista que lia a sua coluna A vida como ela é, na revista Manchete. E eu era apenas uma adolescente.
      Obrigada pelo comentário e nota, passei pela média…rs. Abraço.

  23. rubemcabral
    8 de abril de 2015

    Achei o narrador simpático, mas penso que o generoso limite de 5000 palavras poderia ter sido usado para dar mais carne aos outros personagens e à trama. Os eventos foram todos muito rápidos, a própria aparição do professor foi um pouco “deus-ex”, não sei.

    Contudo, julgando prós e contras, achei que foi um bom conto.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Não costumo escrever contos longos, pois me perco com facilidade durante a narrativa. Talvez esteja mesmo faltando carne aos personagens e à trama, mas resolvi correr o risco.
      Foi uma honra ter meu conto empatado com o seu.
      Abraço.

  24. Tiago Volpato
    7 de abril de 2015

    No início pensei “Ah, não, mais um conto regionalista com samba”. Mas você conseguiu me surpreender, deu uma outra visão pra esse tema já batido. Parabéns! Muito bem conduzido.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Não entendo muito de samba e muito menos de regionalismo, então não corri este risco. Que bom que se surpreendeu com o conto. Obrigada pelo seu comentário e pela sua nota. Abraço.

  25. Jefferson Lemos
    4 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Muito bom! hahaha

    Sobre a técnica.
    Muito boa. Passeia entre as palavras e nos conduz junto. Quando cheguei ao fim, queria mais. A personalidade da personagem ficou bem explícita. O jeito descontraído deixou o texto melhor, mais agradável. Gostei do final e do jogo de palavras.

    Sobre o enredo.
    Muito bom. A história toda é bem contada, e graças a Deus por você não ter usado as 5000 palavras. Hahaha
    Mas sério, ficou bom. Mostrou uma realidade. Isso se encaixaria em cotidiano, também. Titi é uma bela de uma put*, e professor Olímpio filho dela.

    Sobre o tema.
    Um bom tema. Milhares de possibilidades e o seu limite também foi bem generoso. Fez um bom trabalho com poucas palavras.

    Nota.
    Técnica: 8,0
    Enredo: 8,0
    Tema: 8,0

    Parabéns e boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada, querido, pelo comentário e pela nota. Sabe que não sou de me estender muito nas minhas narrativas. Prefiro algo mais conciso, pois me perco com facilidade entre as palavras.
      ” Titi é uma bela de uma put*, e professor Olímpio filho dela.” – Define bem a essência do conto.
      Abraço.

  26. Andre Luiz
    2 de abril de 2015

    Caro Ulysses Brás Cubas, seu conto “post-mortem” foi mórbido demais para meu gosto. Retiro-me de contado com os mortos e volto ao mundo dos vivos.
    .
    .
    .
    Então, caro autor, gostei bastante da forma como você tratou a questão da morte e principalmente do trocadilho com o título do texto, bem como da narração póstuma e tudo mais que você colocou na trama. Trama esta que não é recheada de surpresas “blockbusters”, mas que cativa pela simplicidade. Matilda foi uma figura interessante de ser construída, imagino… Seu humor também é muito bom de ler, e me cativou. Simples assim. Parabéns!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Bom, tentei ser o menos mórbida possível dentro do tema proposto. Obrigada pelo seu comentário generoso e incentivador. Abraço.

  27. simoni dário
    1 de abril de 2015

    O título está muito bom, criatividade ímpar. O texto realmente interessa, convida a continuar, é bem escrito. Até aí tudo ótimo, só que não gostei da história. Desculpa autor, você narra muito bem, é só gosto mesmo, achei que faltou alguma coisa, talvez o personagem vivo me agradasse mais. O desenvolvimento não causou impacto, foi apenas um texto bem escrito, na minha opinião, e não cativante.
    Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Que bom que gostou do título. Pensei que alguns pudessem achar meio forçado (e de fato, isso aconteceu). Pena que o conto em si não cativou seu interesse, mas isso faz parte do jogo. Obrigada pelo comentário. Abraço.

  28. Anorkinda Neide
    31 de março de 2015

    Após sempre é o melhor… se puxou hein… ‘fulano’ que se sabe quem é…kkk
    Muito bem, belo trabalho, se vc é quem eu penso ser…é o seu melhor texto dos desafios, merece uma boa classificação 😛

    mas sendo quem for, parabens mesmo… texto irônico na medida, abordou um assunto ‘pesado’ e deu a ele leveza. Mesmo as conversas com o leitor, que geralmente desgosto, aqui não destoaram muito, só um pouquinho…

    abração

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Errou a autoria do conto, né, Anorkinda? Disfarcei bem o meu estilo, portanto. Tentei fazer algo diferente desta vez, e o conto veio assim de forma irônica. Concordo que conversas com o leitor correm o risco de fracassar. Quis esmo arriscar e gostei. Abraço.

  29. Rafael Magiolino
    30 de março de 2015

    A escrita foi promissora no início, conseguindo me prender. O estilo de narrativa foi interessante e, em alguns momentos, bem humorada. Porém, conforme o desenrolar, a qualidade foi diminuindo e não consegui gostar. Achei o caso do professor com Matilda muito clichê.

    Boa sorte e abraço!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Acho que, no final das contas, a caracterização de Matilda ficou meio clichê mesmo. O caso com o professor não considero clichê, já que Olímpio não era o professor dela, mas o orientador do namorado. Matilda não frequentava a faculdade. Devo ter perdido o rumo um pouco no desenvolver da narrativa, concordo. Abraço.

  30. Neusa Maria Fontolan
    30 de março de 2015

    Essas coisas de dor e arrependimento, eu deixei lá nos bolsos do meu corpo nu.
    O conto ficou ótimo, e só esta frase aí em cima vale uma boa nota, meus parabéns.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Também gostei desta frase, Neusa. Obrigada pelo comentário e nota. 🙂

  31. José Leonardo
    30 de março de 2015

    Olá, autor(a). A pós-graduação e o pós-vida. Você conseguiu casar o estilo solto, agradável, com um enredo bem bolado (não são muitos que conseguem; eu não consigo). O estilo, mesmo sendo solto, é inteligente. Além disso, o título da monografia o extrapola: não só existem vários eufemismos no texto como o próprio narrador-personagem trata o seu pós-vida eufemisticamente (vendo a grande traição), atenuando o peso da traição (ou não reagindo violentamente). Aquele final (Matilda e o professor) foi digno de Nelson Rodrigues, em minha humilde opinião.

    Algo que estranhei foi a reação de Matilda com o cadáver nos braços em contraponto ao amor declarado ao professor. Se ela e o marido estavam a sós no momento da morte deste, qual o motivo daquele pranto sincero? Dissimulação? Isso ficou meio obscuro, mas posso estar errado.

    No mais, é um conto muito bom, de fácil leitura e apuro gramatical. Abraços e boa sorte neste desafio.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Digamos que o personagem já estava preparado para tratar da própria morte de forma mais branda. Afinal, o tema da sua tese era esse mesmo – a morte e o eufemismo na linguagem.
      Matilda não amava o professor, aliás não amava ninguém. Tanto que disse a mesma frase para os dois – Sempre fui louca por você. (sua arma era inflar o ego masculino). O protagonista não era casado com Matilda, apenas namoravam.
      Matilda até gostava do namorado, por isso chorou, além do choque causado pelo cadáver sobre seu corpo. Era para ficar obscuro mesmo.
      Obrigada pelo comentário. Abraço.

  32. Gilson Raimundo
    30 de março de 2015

    Muito bom este relato do pós coito, dizem que lavou tá novo e desta vez o aluno não superou o mestre. Um conto muito bem humorado apesar da tragédia.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Relato pós coito, pós morte, não tão novo assim e pouco lavado. Não quis me prender ao lado trágico da morte, mas sim desenvolver uma outra abordagem do assunto. Obrigada. 🙂

  33. Fabio Baptista
    27 de março de 2015

    Mais um texto muito bem escrito (apenas um “convulsivamente” me incomodou um pouco), mas que não me agradou em cheio.

    As tiradas do narrador não me convenceram muito, tipo: “Como se eu, macaco velho, fosse acreditar no que ouvia daqueles lábios. Pois é, acreditei.”. Não surtiu o efeito “humorístico” desejado.

    As intervenções do narrador conversando com o leitor também me pareceram um pouco gratuitas e acabamos não tendo muita afinidade.

    A surpresa prometida nas entrelinhas não foi lá tão surpreendente assim.

    A cena da morena com o professor foi muito bem construída: sensual e excitante, sem ser explícita.

    Leitura agradável no geral, muito mais pela qualidade da narrativa que pelo enredo.

    NOTA: 6

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Seis não é ruim, é mediano? Ainda bem que a narrativa salvou-se e não levei nota cinco ou menos. Não pensei em surpreender o leitor, só tentei um caminho diferente do usual (para mim). E pensar que pensaram que este era o seu conto…rs. Abraço.

  34. Eduardo Selga
    27 de março de 2015

    Para efeito do que vou argumentar aqui, vamos esquecer, ao menos por alguns minutos, o que a mídia “especializada” chama de “grande escritor”, e vamos nos ater ao que a crítica literária chama de bom autor.

    Observe-se que os prosadores em língua portuguesa após o Modernismo considerados fundamentais para quem pretende conhecer de fato nossa literatura possuem uma característica em comum, a despeito do estilo individual: trazem, na prosa, poesia. Não necessariamente escrevem prosa poética, é preciso atentar para isso. Estou dizendo que são autores que dão ao texto em prosa uma dimensão poética, ou melhor, que despertam a dimensão poética da palavra na prosa. Isso, conforme entendo, é fundamental para que o texto em prosa não seja prosaico (palavra aqui usada como sinônima de corriqueiro). Vou citar alguns: Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Hilda Hilst (que o “grande público” ainda desconhece, em larga medida) e até Graciliano Ramos em sua secura altamente poética.

    Digo isso porque p(a) autor(a) evidentemente domina a técnica narrativa, o que é facilmente perceptível pelo tanto que o narrador consegue seduzir e, portanto, levar o leitor até o fim da narrativa, e se não há minuciosas descrições de ambiente é porque é desnecessário, na medida em que o(a) autor(a) investiu todas as fichas em um narrador que dispensa essas minúcias. Quer dizer, quase todas: boa parte da força do texto está na condição defunta desse narrador, não apenas em sua habilidade.

    Mas também é possível perceber que falta ir além da prosa em si mesma, ou melhor, além da contação da estória, da fabulação. O estado emocional do narrador-personagem seria muito propício a um mergulho mais fundo em sua alma, dado que ele propunha uma discussão sobre a morte e ele mesmo estava morto na faculdade, de certa maneira.

    Contudo, o tema foi tratado de maneira superficial. Temos a presença exótica do narrador defunto (e aqui não há como escapar a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”), mas o que é narrado se refere apenas ao previsível, ou seja, às cenas de “pessoas vivas” narradas a partir da visão de um “fantasma”. É a mesma lógica de um narrador “vivo”: ele narra o que enxerga, do ponto de vista objetivo.

    Então, apesar do insólito envolvendo a condição do personagem, a narrativa se insere na estética realística. O fato de ele ser um defunto se torna apenas um detalhe curioso, pois o fato de estar nessa condição não enseja no personagem maiores reflexões sobre a vida.

    E deveria? Quer dizer, será mesmo que estar morto significa que a presumível alma fará grandes reflexões filosóficas? Talvez essa hipótese seja apenas uma hipótese romântica, não é verdade?

    Ainda assim, ainda que não houvesse grandes aprofundamentos em função do falecimento, é preciso provocar a poesia da palavra, para que a prosa não fique prosaica. Caso contrário, o texto se tornas excessivamente terra-a-terra, como se fosse apenas a reprodução da fala de algum contador de estórias real, o que é pouco em se tratando de literatura.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Como sempre, seu comentário acrescenta muito. Não pensei mesmo em fazer grandes reflexões filosóficas sobre a morte, apenas em apresentar um personagem que assiste aos primeiros momentos do pós morte. Arrisquei-me bastante ao fugir do meu estilo para desenvolver algo novo (para mim, claro). Foi um bom exercício, embora tenha sido algo torturante afastar-me radicalmente da poesia. Obrigada. 🙂

  35. piscies
    27 de março de 2015

    Gostei! O autor escreve muito bem, demonstrando um domínio total da gramática e do vocabulário português. As ideias são muito bem expostas, muito claras mas ao mesmo tempo abertas a especulações.

    Ficou claro o tom cômico em diversas passagens, mas não achei que combinou com o conto. Ficou meio “perdido”. Nem cômico, nem dramático.

    Também achei que o final foi arrastado. Quatro parágrafos de conclusão, que poderiam, talvez, virar um só, mais sucinto e com ar de “ponto final”.

    De qualquer forma, foi uma boa leitura. Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Acho que fiquei meio confusa entre os dois tons – cômico e dramático, mas talvez esta tenha sido mesmo a minha proposta: mostrar que mesmo em um momento dramático como a morte, pode-se olhar tudo com ironia e bom humor. Quanto ao arrastar dos últimos parágrafos, considerei que deveria desenvolver um pouco mais sobre o tema sugerido. No geral, prefiro também algo mais sucinto. Abraço.

  36. André Lima
    27 de março de 2015

    Muito bem escrito. Em minha opinião é o melhor conto até o momento. Não tenho muito o que falar, não dá pra tirar nem por.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Agradeço pelo comentário e pela nota. Que bom que gostou do meu conto, embora eu saiba que poderia estar melhor. Abraço.

  37. Alan Machado de Almeida
    27 de março de 2015

    Dos contos que li até agora desse desafio esse foi o que mais gostei, não sei se minha crítica vale muito já que sou um resenhista bem amador, mas não tive reclamações desse enredo.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo generoso comentário, Alan. 🙂

  38. Brian Oliveira Lancaster
    27 de março de 2015

    E: O tom irônico caiu como uma luva. Nota 9.

    G: Gostei. Estilo leve e bem humorado, aliado a uma escrita fluente de algo quase cotidiano. O tom intimista funciona muito bem com alguém contando sua própria história. Os trocadilhos com nomes e títulos foram bem criativos. O narrador conversando com o leitor sempre traz uma sensação intrigante e aqui foi feito isso com maestria. Nota 9.

    U: Notei apenas o nome Matilda escrito errado bem no início e a troca de tempo verbal em um diálogo, no desenvolvimento. Nota 8.

    A: Não cheguei a contar, mas creio que o autor não utilizou todo o espaço sugerido. Mas acho que se acrescentasse mais, estragaria. Nota 9.

    Média: 9

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Obrigada pelo comentário e pela nota.Não utilizei todo o limite sugerido porque não sou de textos longos. Também acho que perderia o foco e o ritmo se tivesse me estendido. Abraço.

  39. Marquidones Filho
    27 de março de 2015

    A contextualização é boa, se tivesse havido um trabalho a mais, daria pra dar um fim melhor. Acho que ficou incompleto da forma como ficou, mas gostei do desenvolvimento.

    • Claudia Roberta Angst
      30 de abril de 2015

      Imagino se não tivesse gostado do desenvolvimento – 4? Mas admito que poderia ter me aprofundado mais na questão pós-morte. Poderia, mas não quis. Rebelde assim. Agradeço pelo comentário. 🙂

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Publicado às 26 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .