EntreContos

Detox Literário.

O Alimentador de Lobos (Jowilton Amaral)

Ele era assíduo de um lugar bem inusitado para um homem da sua idade. Uma lanchonete chamada Chris Burguer, frequentada por jovens estudantes universitários, roqueiros cabeludos vestidos de preto e jogadores amadores de xadrez.

O Chris, como era chamado pelos habitués, era um trailer alaranjado e branco, de pneus murchos e aspecto vetusto, estancado no canteiro central de uma movimentada avenida. Marcela, a bonita garota responsável pelo preparo dos sanduíches, escutava rock in roll no volume máximo enquanto pilotava a chapa.

Após uma aula de Estratégias Discursivas em Comunicação, disciplina do terceiro período do curso de Jornalismo, resolvi passar no Chris para comer um hambúrguer. Ao me aproximar do balcão, ouvi uma voz nicotínica falar comigo.

— Ô garoto, você deixou cair este livro. — Ele dá uma espiada na capa antes de me entregar.

— Pô, muito obrigado, senhor. — Agradeci.

— Por nada. Você tem quantos anos?

— Dezenove.

— Caralho, e já tá lendo o Hesse!? Só conheci o Der Steppenwolf quando tinha mais de trinta, ele foi lançado em português apenas ano passado, com a tradução do Ivo Barroso. Eu li em alemão nos anos setenta. Foi uma leitura impactante, imagino o que fará na cabeça mole de um moleque de dezenove anos. — Minhas orelhas esquentaram ao ouvir aquilo.

Eu fora um cara muito metido quando jovem. Achava-me fodão e tinha sempre uma resposta desaforada ou engraçadinha na ponta da língua, principalmente para os coroas metidos a espertos. Porém, não passava de um menino cheio de teorias sobre a vida e nenhuma prática efetiva. O cheiro de urina em minhas vestes ainda podia ser sentido por alguém de olfato apurado.

— Pois é, para o senhor ver que nem todos que têm dezenove anos são alienados.

Ele soltou uma gargalhada ruidosamente grave que lembrou um latido rouco de um cão doente.

Eu ainda não havia começado a ler o tal livro e nunca havia lido nada do Hermann Hesse, foi o título que me atraiu, por isso não fazia ideia do que ele estava querendo dizer com “impactante”, aliás, minha erudição literária ainda era muito rasa, mas, ele não precisava saber disso, e eu não daria o meu braço a torcer pra um velho sabichão com bafo de cachaça.

Disfarçadamente vi que a tradução era mesmo do Ivo Barroso e a primeira edição era de noventa e três.  Mesmo assim não dei trela pra ele e fechei a cara.

Fui para uma mesa afastada e comi meu sanduíche observando o velhote. Ele era quase que completamente calvo. Via-se, aqui e acolá, alguns remanescentes de um cabelo crespo esbranquiçado. Sua cabeça tinha o formato longo, como uma bexiga de festas infantis. Usava óculos de lentes ovais, de armação metálica grande e dourada. Tinha barba grisalha e comprida.  Fumava um cigarro atrás do outro, ao passo que alisava seu abdômen inchado depois de cada gole de cerveja.  Era pardo e alto.

Paguei a conta e quando me retirava, ouvi ele me desejando boa noite. Não me dignei a responder, apenas estiquei o braço num aceno frio.

No sábado da mesma semana encontrei-o novamente. Entretanto, minha atitude foi muito diferente do nosso primeiro contato. Eu havia devorado o livro do escritor alemão, li as quase trezentas páginas em um dia e meio, estava arrebatado e com o lobo dentro de mim faminto, uivando enlouquecido para ser alimentado.

Assim que o vi fui até sua mesa, a mesa de sempre, desde que o trailer começou a funcionar. Apresentei-me como Neto e ele disse que eu poderia chama-lo de PC. Puxei conversa. Falei como era estranho nunca tê-lo notado. Eu frequentava o lugar desde de sua inauguração também. Ele não estranhou o fato, e disse:

— Não se preocupa com isso, moleque, as pessoas idosas são invisíveis mesmo para os mais novos. Sempre foi assim e sempre será. A invisibilidade dos velhos já se perpetuou como condição sine qua non para que ocorra o inevitável conflito de gerações. — Sua voz era monótona, soando embriaguez.

Naquele fim de semana iniciamos uma forte amizade, um tanto inusitada, mas, absolutamente verdadeira.

Eu não procurava nele a figura de um pai. O meu pai era presente em minha vida. O que encontrei nele foi realmente um amigo. Eu era um tanto antissocial. Não parecíamos ter idades tão opostas, quarenta e seis anos de diferença, ele conversava comigo de igual para igual e falava três vezes mais palavrões e gírias do que eu. Em várias situações vi-me sendo chato e careta, enquanto ele simplesmente olhava para mim e me zombava soltando sua risada de cachorro desenganado.

Era ano de copa do mundo e eu acabara de entrar de férias e ele me convidou para assistir ao jogo de abertura em sua casa, e eu aceitei. Assim que me acomodei ele me ofereceu um cigarro de maconha. Fiquei cabreiro na hora, nunca poderia imaginar que o coroa fosse maconheiro. Pensei que ele pudesse ser da polícia e queria me testar. Eu estava enganado. O velhote era um maluco dos melhores.

— Não, obrigado. — Eu disse, mesmo estando a fim. Ele deu de ombros e carburou o baseado.

Depois daquele fim de semana passei a vê-lo praticamente todos os dias, e descobri a sua rotina quase suicida de álcool, tabaco, maconha, cocaína, literatura e escrita.

Ele se recolhia imediatamente após o sol se anunciar e sempre acordava as onze da manhã. A primeira coisa que fazia ao ficar de pé era virar uma dose de zinebra para que suas mãos parassem de tremer. Seus passos eram pesados, apesar do corpo franzino. Tomava banho, vestia-se e preparava o desjejum. Um copo de salada de frutas, uma xícara de café, um pão francês com manteiga e uma fatia de queijo coalho.

Ao meio dia abria sua primeira cerveja e apertava o primeiro baseado. Logo após, sentava-se em frente ao computador e escrevia sofregamente por quatro horas seguidas, parando apenas para reabastecer o copo de bebida.

Nunca me deixou ler sobre o que estava escrevendo.

As quatro horas ele andava seis quarteirões e almoçava um PF numa churrascaria. Ele não dirigia, estava sempre bêbado demais. Retornava e começava a ler, sempre bebendo e fumando, reversando entre um fininho e um hollywood. Um gole na cerveja e uma bicada na aguardente. Entre oito e nove da noite se dirigia para o Chris e ficava lá entornando cervejas até o último cliente ir embora. Nunca consegui acompanhar seu ritmo.

Todas as sextas-feiras comprava uma grama e meia de cocaína e cheirava metodicamente carreiras fininhas até o domingo. Passou a comprar três gramas depois que me “aplicou” no alcaloide.

Durante o mês da copa eu vasculhei sua imensa biblioteca particular e foi lá que conheci Gabriel García Márquez, Bukowski, Kerouac, Fernando Pessoa, Hemingway, Dostoievski, Henry Miller, Asimov, Borges, Cortazar, Poe. Ele se empolgava.

— Olha só, Neto, se liga, caralho. Esses caras que você anda lendo são geniais, sem dúvida, mas, meu camarada, tu não pode desprezar os autores brasileiros. Não pode. Saca? — Eu balançava a cabeça afirmativamente. — Então. Leva esses aqui também. — E me jogava Machado de Assis, Guimarães Rosa, Aloísio de Azevedo, Lima Barreto, Rubem Fonseca, Fernando Sabino, João Ubaldo, Jorge Amado, Pablo Crispim, que era ele.

O tempo foi passando e nossa amizade só crescia. E eu a cada dia bebia mais, me drogava mais, lia mais e escrevia como um louco. Ele nunca recebia visitas. Éramos só eu e ele, e, eventualmente, minha namorada.

Comecei a escrever influenciado pela leitura dos contos que ele havia publicado. PC havia escrito quatro livros até então. Três de contos, os meus favoritos, com textos densos sobre o cotidiano, e um romance. Suas vendas não eram nada extraordinárias. Como pude perceber, dinheiro não era problema para ele. Ele morava num belíssimo casarão a duas ruas da avenida do Chris, num bairro nobre da cidade. Vivia de rendas de uma empresa administrada pelos irmãos.

Em todos os meus textos que ele lia, sempre repetia a mesma ladainha: “Sua gramática é perfeita Neto, para um merdinha da sua idade isso é realmente impressionante, mas, não é de gramática perfeita que nasce um escritor, seus textos são tíbios.” Ouvi incontáveis vezes que meus textos eram tíbios. O que me deixava muito puto.

Certo dia, depois de voltarmos da lanchonete, dei um novo conto para sua apreciação e ouvi o mesmo. Eu já estava loucaço de pó e bebida e não aceitei bem a sua impressão. E o chamei de velho prepotente e escritor de merda. Perguntei quem ele achava que era para desprezar o que eu escrevia. Disse que ele não passava de um desgraçado solitário e drogado. Um viciado desprezível. Falei isso gritando, soltando espuma pela boca de tanta raiva. Quando terminei meu desabafo, ele me olhava com uma expressão serena.

— Porra, Netão, é isso. É essa emoção que você tem que passar para o papel, caralho. Escreve isso que você disse para mim, coloca em algum conto seu. É disto que você precisa; sentimento. —   E estrondou o ambiente com seu latido-sorriso-roufenho cheio de sarcasmo.

Saí de sua casa batendo a porta como um garotinho malcriado.

Ficamos uns dias sem nos vermos, o que me fez refletir e entender que ele era um homem livre. Ele era o que queria ser.

Criei coragem e fui pedir desculpas e explicar que o compreendia e o admirava.

— Esquece isso, Netão. Você disse o que estava sentindo e isso é especial, cara. Deixa eu te falar uma coisa, moleque. Eu tenho amigos sim. Tenho quatro grandes amigos, só não nos vemos constantemente, e acredito que é por isso que mantemos a amizade por tantos anos. Agora, depois de você, tenho cinco grandes amigos, mas, costumo ignorar opiniões, sejam lá de quem forem. Quanto a ser viciado, você tem razão, escolhi viver assim. Bem, não é isso que eu queria te dizer. Eu quero é que você prometa, se realmente tiver a intenção de ser um homem livre, que nunca vai deixar que os outros saibam que você não dá a mínima bola para o que eles pensam. Não permita que eles percebam que você pode viver sem se preocupar com a opinião alheia. Sabe por quê? Porque ser livre gera inveja, meu amigo. E a inveja tem um poder destrutivo de uma bomba atómica. Então, quando um dia lhe repreenderem por você está agindo de forma muito irresponsável, ou desordenada, se reclamarem que você está vivendo muito intensamente, responda-lhes que eles têm razão, mesmo que você esteja cagando para o que eles pensam, não deixe transparecer que não se importa. Receba os conselhos como se aquilo fosse realmente importante pra você.  Arranje uma causa hipócrita qualquer para seguir, ria do que eles riem, goste do que eles gostam, idolatre o mesmo que eles idolatram. Se enturme. Só desta forma você conseguirá escapar daqueles que queiram te fazer mal. Se você se isolar, eles lhe devorarão. E tenha a certeza que aqueles que te atacarão serão sempre os mais próximos a você.  Então, jogue o jogo, nunca alardeie sua liberdade e finja sem nenhum pudor. Não que quero que sofra, meu amigo. Entende? — Respondi que sim.

Despedi-me dizendo um até amanhã. No entanto, ele falou que passaria uma semana fora, que nos encontraríamos dali a sete dias.

Antes da viagem sentiu-se mal e acabou sendo internado às pressas, devido a uma agudização de sua pancreatite crônica e da diabetes descompensada. Acabou falecendo dias depois por complicações generalizadas destas duas doenças.

Custou-me crer quando recebi a notícia. Para mim ele era imortal. Uma espécie de deus rouco e barbudo.

Quem veio me avisar foi a Marcela, a menina da chapa, que acabei descobrindo que era sobrinha do PC, filha de um dos irmãos dele.

Hoje, vinte anos depois, estou casado com a Marcela, sou jornalista e um escritor conceituado de contos. Deixei de ser tíbio. Nunca consegui seguir o conselho do meu mestre torto. Meu sangue é quente e não consigo dissimular. Continuo desenturmado. Coleciono desafetos por viver como quero, no entanto, pouco me importo com o que eles pensam sobre mim. E eles sabem muito bem disso.

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Este texto foi baseado no tema “Drogas (reais ou não)”, sujeito ao limite máximo de 2000 palavras.

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41 comentários em “O Alimentador de Lobos (Jowilton Amaral)

  1. Andre Albuquerque
    4 de maio de 2015

    Parabéns.Forte verossimilhança.

  2. Ana Cristina
    4 de maio de 2015

    Adorei ! E me identifiquei !

  3. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Gostei bastante! Foi bem descrito, uma situação que poderia ter sido real, o que dá bastante conteúdo ao conto. Relata bem a vida de alguns escritores, meio desregrada, com drogas e etc. Uau, e que fim. Nada de extraordinário mas me segurou de uma forma bem forte. Alguém que teve um grande exemplo na vida. As reflexões do senhor. E a criatividade achei fantástica! Você poderia ter feito o comum de uma pessoa viciada que perde tudo, que destrói a si mesmo, mas não, você preferiu inovar e isso ficou muito bom.
    P.s: pelo título fiquei imaginando alguma coisa muito diferente, mas é um título criativo.

  4. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Hm… esse conto me surpreendeu bastante.

    Quando comecei a ler eu estava bem desanimado. Não gostei muito do tema proposto aqui. Mas logo de início, a leitura me prendeu bastante! O escritor aqui mostrou ser extremamente experiente e habilidoso, proporcionando uma leitura muito prazerosa, mesmo para uma história sem nada de fantástico a oferecer. Acabei criando bons sentimentos em relação ao coroa descolado, o PC kkkkk. Queria que ele tivesse um fim bem bacana, mas já era meio óbvio, pelo estilo de vida loka dele, que as drogas iriam ferrar com o cara… Mas gostei muito da filosofia de vida do cara.

  5. Cácia Leal
    28 de abril de 2015

    Não sei se o título condiz com o conto, me parece que o assunto morreu no meio da trama. O conto está bem escrito, mas não me agrada textos com apologias ao uso de drogas, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

    Notas:

    Gramática: 9
    Criatividade: 5
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 5

    • Jowilton Amaral da Costa
      29 de abril de 2015

      O Título faz referência ao livro O Lobo da Estepe, de Hermann Hesse, que em alemão é Der Steppenwolf, tem tudo a ver com o conto, hehehe. E, pô, tenho certeza que não fiz apologia as drogas. Obrigado pelo comentário. Teu conto foi muito bom. Abraço.

  6. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Bom conto. Fiquei com vontade de ler Hesse agora, e de aprender alemão kkk. Seu protagonista parece meio contraditório, às vezes – principalmente ao conhecer o velho- mas quem não é? Adequou-se bem ao tema, embora ele (o tema) tenha ficado apenas como um pano de fundo. Parabéns e boa sorte!

  7. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Você criou um grande personagem em apenas 2000 palavras, o que tornou o conto fascinante, na mesma linha de Hesse. O título foi muito adequado. Um bom conto intertextual, literário, é sempre lido com prazer, principalmente em um universo de escritores. O enredo é muito interessante, e seu estilo excelente. Muito bom. E lembre-se que “A loucura, em seu mais alto sentido, é o princípio de toda a sabedoria” – no bom sentido, claro, que é preciso ousar.

  8. mkalves
    27 de abril de 2015

    Excetuando o discurso possivelmente sarcástico ou provocador de PC no final, seguido do fecho um pouco tíbio que sumariza o que é agora o narrador, gostei da história e achei-a bem contada. Prende-nos à leitura.

  9. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Achei a escrita bem fluente, li em um ritmo bom, sem achar enfadonho em momento algum. Só acho que fugiu do tema, né? Algumas coisinhas para arrumar na revisão, que provavelmente já foram apontadas por quem leu antes de mim. Parabéns, curti a leitura!
    Emoção: 2/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite:1/1
    Total: 9

  10. Ricardo Gnecco Falco
    25 de abril de 2015

    Como posso dizer… Achei um texto assim, meio… Tíbio. Mas a gramática está perfeita! 😉
    Brincadeira! Foi uma leitura gostosa e passa realmente a ideia de tratar-se de um causo verídico. Não quis dar uma googlada no nome Pablo Crispim, então não sei se ele existe/existiu de verdade. Nem quero saber… Não me importo!
    Então é isso. Boa sorte e parabéns!
    🙂

  11. vitor leite
    25 de abril de 2015

    nesta história acho lamentável não ter a morada do bar! como gostava de conhecer esse velho. olha, muitos parabéns para quem fez esta história, adorei.

  12. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) é boa, parece um relato real de tão verossímil. Se não for, o autor realmente fez parecer que fosse.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, ortografia perfeita (exceto os pequenos problemas abaixo) e, sem dúvidas, não é tíbio 🙂

    ➵ Tema: (1/2) não ganhou nota máxima porque o conto tem drogas, mas não é sobre drogas.

    ☀ Criatividade: (2/3) é criativo, mas não totalmente.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) gostei bastante. A forma como foi contada, como se fosse um relato real, cria uma cumplicidade com o narrador (autor?) e o texto emociona no final.

    Problemas que encontrei:
    ● *Às* quatro horas *vírgula* ele andava seis quarteirões
    ● *revezando* entre um fininho e um hollywood
    ● *atômica* (ou será uma versão luso?)

  13. Fil Felix
    21 de abril de 2015

    Curto, conciso e que passa seu recado. Muito bom! Esse contraste entre o jovem escritor e o velho escritor, dos conselhos e etc não são novidades, mas foi bem escrito. Essa vibe de rebeldia, também gostei.

    Em relação ao tema, ele ficou um pouco em segundo plano, mas esteve aí. E de forma até imparcial, o que é bem legal, não tomou partido em relação a ser a favor ou contra.

  14. Pedro Luna
    21 de abril de 2015

    Eu não gostei muito do texto porque me soou, principalmente na imensa fala do velho, ao final, que serviu apenas como lição de moral. O caminho do aprendizado de um homem. Não curto muito esse tipo de trama. No entanto, o início desperta curiosidade. A rotina do velho era foda, heim. Não conseguiria e nem quero ser assim,rs. Lembrei do Stephen King, que escreveu alguns best-sellers tomando 18 latas de cerveja por dia. Como esses caras conseguem? haha.

  15. Pétrya Bischoff
    21 de abril de 2015

    Cara, até metade do texto eu senti uma leitura mediana, de um guri que aprenderia algo com o velho chato. Mas então, com os autores citados, a vida descuidada e mesmo assim, aparentemente significativa do personagem, comecei a sentir uma conexão, como em On The Road ou The Catcher in the Rye, e gostei muito disso. Aquele conselho sobre não se importar mas não demonstrar, e como a inveja realmente nos destrói, foi uma passagem interessantíssima, onde realmente sinto que podemos utilizar em nossa vida. Mas, como o Neto, fico puta com as coisas e explodo. Escrita e narrativa se complementam nesse conto, são diretas, desbocadas e envolventes. Acabei me identificando com a leitura, gostei muito. Parabéns e boa sorte.

  16. Swylmar Ferreira
    20 de abril de 2015

    Conto muito interessante, Der Steppenwolf.
    O texto atende perfeitamente ao tema e está dentro do limite estipulado.
    Muito bem escrito, o autor usa linguagem objetiva, trama linear e excelente cronologia.
    Fácil de ler, pareceu-me a história de uma vida.
    Parabéns pela eficiência!

  17. Rodrigues
    17 de abril de 2015

    Eu não sei como explicar o momento em que um conto perde a sua força, parece que em dado ponto a narrativa simplesmente deixa de fluir, e senti isso nesse texto. Estava empolgado e pensando, “po, que foda”, mas aí do nada alguma coisa tirou essa impressão inicial. Acho que foi por ali, na descrição minuciosa do cotidiano do velho, que nada acrescenta à história – houve excesso. Então a narrativa degringolou, voltando a ficar boa durante o diálogo final do senhor, a melhor parte do conto, mas no geral achei irregular.

  18. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    16 de abril de 2015

    Você abordou as duas drogas quase que na mesma intensidade. A parte do discurso de viver livre e despertar inveja ficou meio auto-ajuda e pouco explorado como merecia. Pouco espaço para fazer o que você queria, né não? Mas o que conseguiu fazer foi legal; de repente um pouco menos de drogas “reais” sobrasse mais espaço para as “imaginárias” como o conceito de viver livre ou ser um poeta, quer dizer, fingidor.

  19. Felipe Moreira
    14 de abril de 2015

    Caralho, que contaço! Agora eu senti raiva pelo texto não ter podido passar de 2 mil palavras. Gostaria de conhecer o protagonista e o próprio PC com maior profundidade. Neto é de uma honestidade impressionante. Esse conto daria um bom romance ou até mesmo um bom filme. Excelente trabalho.

    Parabéns e boa sorte.

  20. Jefferson Reis
    12 de abril de 2015

    É esse o tipo de conto que gosto de ler, sobre pessoas e sentimentos, a vida que sobrevive ao cotidiano. Melhor ainda é quando a narrativa faz referência a artistas e obras, escritores e livros. É um conto simples, bem escrito e, apesar de fugir um pouco do tema proposto, aborda um assunto muito interessante: a vida de um escritor, o processo de escrita, o amor pelas emoções e pela liberdade.
    Como de praxe, vou sugerir algumas mudanças, dessa vez na construção de algumas falas. Eu tiraria o ponto final antes do segundo travessão.
    “— Pô, muito obrigado, senhor. — Agradeci.
    — Pô, muito obrigado, senhor – agradeci.”

    “— Não, obrigado. — Eu disse, mesmo estando a fim. Ele deu de ombros e carburou o baseado.
    —Não, obrigado – eu disse, mesmo estando a fim. Ele deu de ombros e carburou o baseado.”

  21. Virginia Ossovski
    12 de abril de 2015

    Adorei ler esse conto! Gostei da narrativa que não é tão simples como parece. O mais legal foi a forma como abordou o tema, sem focar necessariamente nas drogas mas as mostrando como parte quase inseparável do PC, um grande personagem! Ah, deu vontade de ler “O Lobo da Estepe”. Parabéns !!

  22. mariasantino1
    11 de abril de 2015

    Bom desafio!

    Mais um ótimo conto. Conheço o livro em questão e gosto quando dizem que Demian (outro livro do mesmo autor) é na verdade Harry Haller antes de ser o dito Lobo da Estepe. Eu também gosto de pensar assim. Ambos livros são mágicos, atemporais, e ninguém (acredito mesmo que ninguém) consegue ler só por ler Hermann Hesse. Li Demian aos 15 ou 16 anos, e o Lobo da Estepe aos vinte e poucos (sempre foi sofrível essa falta de grana, aff!), e desde então a visão das coisas tem sido mais profunda. Minha cabeça sempre foi fraca, então foi como a explosão de uma bomba, assim como alguns livros continuam a me impactar. Hesse abusa de simbolismos, sempre paira algo místico nos livros dele e questões filosóficas que ao menos deixam aquela farpa no cérebro. Recomendo e sei que vai mudar a visão de muitos (quem gosta de contos pode começar pelo livrinho “Sonho de uma flauta e outros contos”. Recomendo o primeiro deles “Augusto”, um conto cheio de ternura, filosofia, metáforas… é tipo uma fábula, mas muito PHODA!)

    Seu conto é muito bom, e usa o Netão para repassar um pouco do personagem principal mostrando a influência de tal relação. Tem aquele mesmo toque de apresentação do prefácio do livro quando o sobrinho da dona da estalagem, onde Harry Haller se hospeda, faz a apresentação e descreve o modo de vida do inquilino. Mas no livro aquela apresentação é como parte do personagem também (um alter ego, mais ou menos). O clímax aqui não foi nenhum pouco morno, o Netão se influenciou pelo Paulo Crispim tornando-se uma nova espécie de lobo. Também seria igualmente agradável se o personagem viajasse, desaparecesse (como ocorreu no prefácio do livro) e houvesse um ar místico de um possível encontro ou até uma possível imortalidade, ou até uma possível influência em um outro alguém, podendo casar com o título do texto (nesse sentido). Meu único porém ficou para o clima do final do conto (parece que deseja mandar uma mensagem para quem estar lendo). Não foi bem recebido (por mim), mas sei que você não dá a mínima pra isso, não é?

    Média – Por conseguir algo novo dentro de um tema batido, a nota para esse conto será: 9 (nove).

    Abraço!

  23. rsollberg
    7 de abril de 2015

    Cara, muito bom!
    Um conto impecável, com força de relato! Nem um pouco tíbio.
    Ágil e interessante, gostoso de ler. Ótimas referências.

    Você soube usar muito bem a jogada clássica de encontrar um mentor onde menos se espera. Pc é o Forrester, o Yoda, até o mais recente Terence Fletcher.

    Me identifiquei muito com o protagonista. Um dos primeiros livros que li na vida foi Sidarta do H. Hesse. Os outros autores citados também vieram aos poucos, todos fantásticos!!!!
    Impressionante conseguir dar essa profundidade aos personagens, mesmo com o limite de palavras.

    O conselho do velho PC vale ouro! Todos mereciam um mestre torto assim.
    O fim é visceral. Fechou bem a narrativa.

    Sem dúvida, o conto que mais gostei até agora.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Jefferson Lemos
    4 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Texto bonzão!

    Sobre a técnica.
    Gostei bastante. Comecei a ler o texto e quando percebi já estava no final. tendo a certeza de ter lido algo muito bem escrito. A forma como você construiu as personagens é notável. São dotadas de uma personalidade real. Pode-se até arriscar dizer que você tenha passado por isso.

    Sobre o enredo.
    Gostei. É cotidiano, uma coisa bem simples, comum, mas que funciona. O relacionamento entre PC e Neto se desenvolve sem pressa, descrevendo com detalhes como a amizade se formou. O final também não ficou abrupto, pois foi suavizado pelo último relato.

    Sobre o tema.
    Muito bem descrito e tão suave que você esquece que o foco são as drogas, e passa a prestar atenção nas personagens e no que elas representam dentro do mundo que habitam. Gostei bastante.

    Nota:
    Técnica: 9,0
    Enredo: 9,0
    Tema: 9,0

    Parabéns pelo ótimo conto!
    Boa sorte!

  25. simoni dário
    31 de março de 2015

    O conto começa bem e continua interessante até o fim, ou seja, não cansa. Dá uma tropeçada no português de vez em quando, como na frase “Todas as sextas-feiras comprava uma grama e meia de cocaina”, aqui deveria ser um grama, fica estranho quando se lê.
    O tema “Drogas” passou (ao menos pra mim) a ideia de que estava ali só pra constar, nada mais. Ao mesmo tempo, o texto tem conteúdo e faz pensar. Gostei do PC e suas dicas de como levar a vida com liberdade. No geral até é um bom conto, passa informação e gosto disso quando leio, mas achei a evolução um pouco morna.
    Boa sorte!

  26. Tiago Volpato
    31 de março de 2015

    Muito bom. O texto é cheio de sentimento e faz a gente acreditar que tudo realmente aconteceu (se é que não aconteceu). Excelente, parabéns!

  27. Andre Luiz
    30 de março de 2015

    Olá, caro Steppenwolf, tenho que dizer que seu conto abriu uma interrogação em meus pensamentos. Na verdade, várias. Primeiro: Quem é o alimentador de lobos? Depois: Os “lobos” são metáforas? Terceiro: O que realmente se sucedeu ? (kkk) Brincadeiras à parte, digo que gostei do texto como um todo. Houve vários errinhos de coesão, como já citei (as famosas “pontas soltas”), porém, que de uma forma geral, não foram cruciais. Além dos erros na coesão, posso citar mais alguns na questão da narração. Há passagens muito rápidas, como “Quem veio me avisar foi a Marcela, a menina da chapa, que acabei descobrindo que era sobrinha do PC, filha de um dos irmãos dele.
    Hoje, vinte anos depois, estou casado com a Marcela, sou jornalista e um escritor conceituado de contos.” São várias informações jogadas ao leitor que podem causar muita confusão, salientando talvez pontas soltas onde pode não haver.
    No mais, é isso. Gostei. Mas há como ficar melhor. Basta revisar alguns pontos e, depois do concurso, sem limites à imaginação, deixar o texto fluir melhor.

  28. Anorkinda Neide
    27 de março de 2015

    O que achei? Formidável. sério , gostei muito.
    Ainda não li esse livro de Hesse e me odeio por isso todos os dias..kkk
    Gostei da leitura, ela flui, límpida, vi o erro fatal da modernidade, o verbo ‘estar’ ao invés de estar no infinitivo, veio assim: ‘está’..ooowww isso não pode 😛

    Gostei do enredo, do relacionamento dos amigos, da personalidade do velho, do estilo auto-biografia do texto. Parabens.

  29. Neusa Maria Fontolan
    26 de março de 2015

    Tem alguma coisa que não bate aqui. Eu tenho quase certeza que li O Lobo da Estepe na década de 70 (em português – nem sei o português direito, alemão então, nem uma palavra). Quase certeza, porque o livro não está comigo para poder afirmar, emprestei, mas vou procurar e verificar.
    Quanto ao conto achei razoável. Talvez, um pouco… Tíbio?

  30. rubemcabral
    26 de março de 2015

    Achei ótimo o enredo. Quanto ao Português, o texto pede um acerto aqui e acolá, mas nada de muito grave.

    Muito bem construído o personagem do escritor maldito. Muito bom conto!

    P.S.: Fiquei curioso em ler Hermann Hesse.

  31. Eduardo Selga
    25 de março de 2015

    O grande trunfo do conto está na construção do personagem mais velho que, em relação ao jovem, é muito mais rico. Não apenas pelo fato de o(a) autor ter se preocupado(a) em adentrar um pouco mais na alma dele, mas também porque as descrições são mais caprichadas, ao passo que os aspectos do garoto são um tanto sumários. Por causa disso, o jovem funciona como “personagem-escada” para o verdadeiro protagonista, o “coroa”. Isso é um detalhe interessante, pois de um modo geral a preferência pela determinação de quem narra recai sobre o principal, o que não ocorre aqui.

    Não há nada de errado na construção dos personagens, esse desequilíbrio quanto ao peso dramático é uma escolha totalmente subjetiva, e pertence ao autor. Mas quero ressaltar o seguinte:o conto segue um mote conhecido —o exemplo de vida, a sabedoria do mais velho, etc. Nesse sentido, ao dar peso maior ao “coroa”, a fórmula é repetida sem novidade, e como se tratam de “pessoas” que lidam com a subjetividade (são dois escritores, ainda que com níveis de experiência diferentes), a relação talvez não devesse ser tão hierarquizada. Não me refiro à igualdade total (há a diferença de idade), mas o tom de ancião da aldeia, presente numa longa fala de PC, estabelece um distância grande, como um professor falando para o seu aluno.

    Sim, a sabedoria do tempo, etc. Mas essa distância talvez devesse ser menor.

    Na verdade, não é que o “coroa” seja arrogante: o menino é que é menino demais e, por isso mesmo, arrogante. Se ele fosse construído como possuidor de um pouco mais de maturidade ( “nem todos que têm dezenove anos são alienados”, não é verdade?), o chilique dele seria dispensável, bem como o “sabão diplomático” do velhote.

    De novo: os personagens não foram mal construídos, apenas talvez pudessem ficar melhores.

    Se insisto tanto nisso é porque o conto foi pensado em cima de personagem, dando importância menor à ação (e eu acho isso ótimo), e nesses casos toda a lapidação desse elemento narrativo é pouca. Por exemplo: seria interessante você identificar um motivo para que PC se suicide aos poucos com tanto consumo de droga e bebida.

    GRAMATICALIDADES

    Em “Todas as sextas-feiras comprava uma grama e meia de cocaína e cheirava […]”, o correto é UM GRAMA.

  32. Fabio Baptista
    25 de março de 2015

    Com exceção ao “rock in roll” e um “está” no lugar de “estar”, a gramática me pareceu perfeita.

    Mas o conto está… tíbio.

    A princípio pensei que seguiria uma linha meio “O Rei de Amarelo”, mas acabou descambando para uma história meio pasteurizada sobre amizade. Não consegui sentir nenhuma emoção. O vínculo entre os amigos foi meio sem sentido, meio artificial, sei lá…

    Além disso, como comentei em um texto do desafio anterior, já estou meio saturado de contos que fazem “apologia” à leitura. Tipo, ficar citando vários autores, enaltecer o hábito da leitura e tal. Aqui é implicância minha, eu sei…

    Enfim… apesar dos pontos acima, foi uma leitura agradável no geral. Porém, sem maiores envolvimentos.

    NOTA: 6

  33. Brian Oliveira Lancaster
    25 de março de 2015

    E: Um bom tema para ser utilizado o dia a dia, ainda mais com referências literárias “soltas”. Nota 9.

    G: Vejo que o autor está procurando um estilo próprio e isso é elogiável. O texto tem várias qualidades, mas notei certa discrepância entre o início do meio para o fim. O desenvolvimento ficou muito mais envolvente e bem escrito que a parte inicial, mas pode ter sido apenas impressão minha. Esses contos cotidianos sempre pedem essa pegada mais “cool” e “relax” muito bem pontuados aqui. Uma história inteira contada em primeira pessoa e através de diálogos não é para todos. O limite foi bem explorado. Atingiu o objetivo, mas em minha opinião, faltou um pouquinho de revisão em certas passagens. Nota 7.

    U: Sem erros ortográficos aparentes. Algumas frases incomodaram no início. Nota 7.

    A: O tema em si foi explorado na figura do coadjuvante, mesmo fazendo parte da história. Ficou um tanto de lado essa questão. Nota 7.

    Média: 7.

  34. José Leonardo
    25 de março de 2015

    Olá, autor(a). Um ótimo conto, principalmente pelo fato de não termos aqui “excesso” de tema (ou seja, aqui não vemos o autor enraizando sua estória totalmente na proposta, sendo mais livre, deixando o conto “respirar”). A narrativa é bem peculiar (me lembrou a de um colega tido como conservador e assíduo participante do dos desafios do EC), mas posso estar errado quanto à autoria. É mais um daqueles contos propriamente ditos (poucos personagens, enredo centrado, concisão etc.) Devo imaginar o choque do narrador com a morte do grande autor. Parabéns pela obra e abraços.

  35. Claudia Roberta Angst
    25 de março de 2015

    Olá, caro autor, tudo bem? Eu ainda estou digerindo o significado de “´tibio”. Confesso que já fui logo julgando e achando que se tratava de um erro, uma confusão com pífio, talvez. No entanto, descobri que tíbio não é o masculino de tíbia…rs. Valeu por aumentar meu vocabulário. Só acho pouco provável que um rapaz de 19 anos soubesse o significado desta palavra, mesmo tendo devorado a biblioteca do mentor.
    (…) e quando me retirava, ouvi ele me desejando boa noite – esse VI ELE me incomodou um pouco
    No geral, gostei do conto – mesclando drogas e literatura – bem desenvolvido dentro do tema proposto. Boa sorte!

  36. Rafael Magiolino
    25 de março de 2015

    Gostei. Alguns erros na falta de pontuação adequada, palavras escritas com letras minúsculas (Copa do Mundo, Hollywood), mas a ideia geral foi boa. O uso excessivo de palavrões, que poderá incomodar alguns, foi bem encaixado no texto. Combinou muito bem com o PC.

    Abraço e boa sorte!

  37. Alan Machado de Almeida
    25 de março de 2015

    Achei legal o conto, mas o tema que deveria ser central, Drogas, ficou em segundo ou até terceiro plano. A citação delas foi um detalhe que não fez diferença. Pra mim fugiu do tema.

  38. Marquidones Filho
    25 de março de 2015

    A história é legal, tem seus pontos bem alocados, mas não consegui traçar um paralelo com o tema. Claro, tem drogas no meio e estas, pelo que entendi, são causadoras da morte do velho, mas não me pareceram estar em foco e sim em segundo plano. A não ser que as drogas em questão não sejam essas.

  39. André Lima
    24 de março de 2015

    O conto me prendeu até o final. Isso foi um ponto positivo.
    Mas fique atento à revisão, você cometeu alguns erros de digitação que só denunciaram a pressa em postar o conto no site. Um exemplo é a linha: “quando um dia lhe repreenderem por você ‘está’ agindo de forma muito irresponsável”.

    Ah! E atente ao uso correto do pretérito mais que perfeito.

    No mais curti a história do conto e a sua forma de narrativa.

  40. Gilson Raimundo
    24 de março de 2015

    Um bom conto. Gostei de ler, parece uma crítica às críticas e no fundo todos somos sensíveis aos comentários mesmo quando não deixamos transparecer. Boa sorte.

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Publicado às 24 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .