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Detox Literário.

Quando A Fobia é A Cura (Anorkinda Neide)

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Como a consumir

da uva

a sua baga

e mesmo que a abelha

o mel lhe traga

um horizonte de paz lhe adviria?

 

Ziguezagueava pelas ruas tranquilas de sua infância. Não importava se alguém lhe visse a atravessar a rua a cada cem metros. Olhando em frente, coração aos saltos, se eles atravessavam, ela também atravessava a rua, em sentido oposto.

Calmos, levavam seus caminhos em inconsciência. Não suspeitavam que alguém temia com os sentidos alertas sua simples existência. Pressentiriam, caso se aproximassem, mas ela conseguia evitar o encontro, ziguezagueando a contragosto.

 

Em seus sonhos, menina

não afugentas o perigo

e recebes tua paga

 

– Por que o tormento?

Ela sempre indaga

mas quem lhe responderia?

 

A admoestava sua subconsciência, tentando trazer à luz seus aspectos mesquinhos. Mordendo, fustigando a acomodação. Mas ela, tão menina, como poderia entender? Não havia parâmetros, apenas calçadas a abrigá-los… Aos montes, solitários ou em matilhas organizadas pelo cio, natureza buliçosa, mais a assustava…

Em seu abandono e liberdade, nada sabiam dos pesadelos infantis. Sobrevivendo como podiam, procriando como não deveriam, perdiam oportunidades de conquistá-la. Não cabiam comparações entre o sonho e o real, visto que a realidade os desabrigava e o simbólico lhes justificava…

 

Apenas a maturidade

e as informações

lhe serviriam de adaga

 

Para cortar a emoção

no veio de onde se propaga

mas a que tempo sobreviria?

 

A vida encarregava-se de ironizar, por vezes, as fobias e seus falsos ataques de coragem e enfrentamento. Em companhia dos pais, quis mostrar superação e não afastou-se, não trocou de lugar, não pediu para atravessar a rua.O coração aos pulos e exultante: -Venci!

Ele, calmo e próximo. A baba pingando lenta… – Ei, afaste-se, está com raiva!

Ah… calafrio, arrepio e o desmaio certo e revelador: Não era hora de fingir superar os medos! Precisava ainda descobrir-se dentro de si…

 

Prosseguia a duras penas

Em todo sonho

a mesma saga

 

A mão que açoita

não afaga

nem mesmo lhe caberia…

 

Cirandava o pensamento, num esforço de abstração desejando outros enfoques e pontos de vista. Mas nada era refúgio ao andar pelas ruas, trajetos comuns eram desafios, repetições de pesadelos familiares a sua agonia.

Na chuva, no frio ou no calor escaldante perambulavam com seus caninos à mostra, suas línguas arfando, carentes de tudo, oportunizando a cura de modo invertido. Mal sabiam que, um dia, tudo isso transformaria-se em poesia.

 

Dia a dia, uma a uma

as experiências

somaram-se qual vaga

 

De oceano farto e forte

mas a mente ainda divaga:

a definitiva cura realmente viria?

 

A mente aprimorava-se em enviar através de códigos, as pistas e listas poderiam ser feitas apontando os defeitos e seus efeitos diários. Consequências mesquinhas de quem definha ao invés de encontrar-se. ‘- Ah, menina… Abrace a manifestação dos anseios de sua alma e dê a palma ao que se lhe oferece…’

Eles já aproximavam-se e pareciam sorrir de pena e num sinal claro de oferenda, lambiam sua mão, ofereciam a maciez que lhes recobria e não esboçavam o menor impulso amedrontador… Estava cada um deles, realizando um trabalho divino em forma de prece.

cura

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63 comentários em “Quando A Fobia é A Cura (Anorkinda Neide)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (1/4)

    Não gostei da narrativa, achei que foi poetizada em exagero, o que a tornou um tanto enfadonha. O poema tem sua relevância, apesar de ter quebrado ainda mais a fluidez. A fobia, entretanto, foi bem retratada.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Esse é outro conto com cara de relato. Talvez seja questão de gosto, mas prefiro uma narrativa que mostre os acontecimentos, que me faça sentir vivendo a história. Apesar disso, você conseguiu mostrar a superação da fobia de maneira satisfatória.

    3 – Criatividade (2/3)

    Nunca tinha ouvido falar de fobia de cachorros, mas talvez ela tivesse mais impacto se o estilo tivesse me agradado mais.

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Olá, Laís!
      Obrigada pela leitura.
      Pena que pesei a mão na poesia da narrativa… gostaria que tivesses gostado mais. hehehe

      Um abraço!

  2. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Gostei do texto e das lembranças que me trouxe. Fui atacada quando criança por um cachorro, devia ter uns 4 anos, e depois até perder o medo demorou um tempinho… A escolha das frases, em meio aos versos do poema, caiu bem para o clima do texto, achei muito bonito. Esses contos mais curtos eu li faz dias, e hoje, na rápida releitura, tive a mesma sensação boa, ao mesmo tempo comovente. Estou tentando não levar em conta o poema para a nota, pois sei o que é ter que escrever um poema sem a habilidade própria para isso, mas parabéns pela sua clara habilidade quanto a esse item.

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Bia!
      Obrigada pelas palavras, pela leitura e por me repassar estas sensações boas q sentistes!
      Valeu demais!

      Abração

  3. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, dona Ageluz! (novamente, eu acho que sei quem é! sensação boa, essa hahaha)

    Esse tipo de narrativa, cadenciada e doce, bailante entre estrofes e versos, creio ser tua marca nos escritos. Adorei a maneira leve que abordaste a fobia, sem negligenciar os caninos em função dela. O poema (ou vários fragmentos) está envolvente. A ambientação também vence o proposto, pude vislumbrar a guria descendo a calçada e deparando-se com os cusquinhos de rua, nesse vai-e-vem para não dar de frente com eles.
    Parabéns e boa sorte!

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Ahh que bom que visualizastes minha infância inteira! kkkk

      Será q me descobriu?! hummmm
      Que bom que gostou!

      Abração, guria!

  4. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Ainda bem que os comentários estão abertos ^^. A princípio, não gostei muito do conto por motivos pessoais. Não sou chegado em poema ou descrições muito açucaradas, geralmente ficam bregas e novelescos. Mas lendo os comentários, fui pegando melhor a ideia que quis passar e me afeiçoando.

    Interessante como mesclou os dois pontos de vista e o poema não parece perdido aí no meio, mas sim fazendo parte. Isso é muito bom. A fobia também aparece tímida, mas conversa com o título e merece outro ponto.

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Oba! Pontinhos!
      hehehe
      Obrigada por dedicar-se ao conto ao ponto de deixar-se afeiçoar!
      Um abração!

  5. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    ↑↑ Boa, garota! Mandou bem mesmo. Uma prosa poética que eu queria me apossar com unhas e dentes. Senti alguma dificuldade para separar quem era quem, mas é impossível não desejar ler mais uma vez toda narrativa. Lembrei daquele conto do livro Felicidade Clandestina, da Clarice Lispector, onde uma meninha ruiva está sentada e com soluços e aparece um cão igualmente ruivo então ambos ficam fitando-se e há toda a beleza e lirismo que é tão encantador (ao menos pra mim) e que só encontramos nessas obras feitas com amor (frase piegas, né?, mas verdadeira).

    Muitos parabéns!
    Abraço.

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Uia.. lembrou da Clarice? coisa boa!!!
      Sim, escrevi com amor por ser uma experiência tão presente na minha trajetória.

      Bjão, Maria!

  6. vitor leite
    12 de junho de 2015

    Um texto com tanta poesia que quase nem precisava dos versos. Gostei bastante. Parabéns e desejo que fiques nos primeiros classificados.

    • Ângeluz
      13 de junho de 2015

      Obrigada pelas palavras, Vitor!

  7. Fabio D'Oliveira
    12 de junho de 2015

    ❂ Quando A Fobia é A Cura, de ngeluz ❂

    ➟ Enredo: O conto em si parece um poema gigante. Não é difícil degustar. Porém, faltou alguma coisa na história. Da forma como ficou e foi contada, tornou a leitura cansativa e chata. Mas é muito bem executada. E desenvolvida. Merece os parabéns de qualquer forma.

    ➟ Poema: Muito bom. Incomodou-me um pouco a divisão, mas foi pelo bem da própria história. É como tudo foi planejado.

    ➟ Técnica: Excelente. Seu dicionário é extenso e rico, e por causa disso conseguiu fazer um texto verdadeira poético. Parabéns!

    ➟ Tema: Está ali, sendo representado, mas também não está ali, sendo ignorado. O tom poético ocultou o medo e isso prejudica o resultado final. Falar sobre o medo de uma forma romântica é arriscado.

    ➟ Opinião Pessoal: Gostei e não gostei. A leitura é cansativa. E chata. Mas também é adorável. Fiquei dividido, hahaha.

    ➟ Geral: Bem escrito, com uma história bem executada e desenvolvida. Tom poético geral. Dentro e fora do tema.

    ➟ Observação: Nada a declarar.

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Hey, rapaz! Decida-se!
      haihiuhia

      Obrigada pelas boas palavras e repense esse cansativo e chato ae!! 😛

      Valeu a leitura e espero uma nota boa!
      Abraço!

  8. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    Muito legal! Ficou bacana, a fobia pelos “cachorros anônimos da Terra (Augusto dos Anjos)”. O poema acompanhou muito bem o conto, melhor que fritas no filé. A fobia é a cura mesmo, é a pura verdade. Grandes nadadores declararam que sentiram-se obrigados a aprender a nadar porque tinham medo d’água. Seu conto é muito instigante e leva a refletir, parabéns.

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Não imaginas que amados as cachorrinhas que estão trabalhando na minha cura..hehehehe

      Os cachorros anônimos da terra
      São talvez os meus únicos amigos!

      ahhhh que bom evocar estes versos! Fico lisonjeada e toda besta! 🙂
      Nem tenho palavras para lhe agradecer pelas suas!

      Abraço no coração!

  9. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Como um todo achei o conto regular, a escrita carrega um q de pena, outras vezes de esperança. Mas apesar das rimas e a levada quase que musical usada, não gostei da forma que a historia se apresentou. Acredito que o que era para ser uma história, ficou com cara de devaneio, entende? Mas ainda assim, se for analisar os versos que constroem o poema, o autor para mim ganha um ponto positivo.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Oba! Ponto pro poema!
      Isso é bom! hehehe

      Obrigada!

      Pois, prosa poética, não fica longe do devaneio não…
      Que pena que ela não te ganhou, não tem problema!
      Abraço!

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    11 de junho de 2015

    Ângeluz, seu conto/poema, poema/conto é cheio de esperança. É quase como uma experiência espiritual. Admirável seu talento em me causar tal sensação. Muito obrigado. Não sei o motivo, mas no final lembrei da minha afilhada, Giovanna Luiza, que já tem 13 anos e ainda tem medo de borboleta! De borboleta, acredita! E não tem medo de fantasma. Deve ter quem comente que faltou intensidade na fobia, mas a experiência que tive lendo-o me impede de fazer esse tipo de análise aqui. É por causa do final, que entendi como sendo o motivo do conto. E pelo que entendi, eram dois cachorrinhos novinhos. Tem uma colega de trabalho que o pai trouxe um cachorrinho novinho para casa e ela morre de medo das mordidinhas dele, mas já pegou um carinho danado pelo bichinho. Eles fazem mesmo esse trabalho divino! Parabéns pela sensibilidade que consegui tocar meu coração.

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      ô!!! Carlos, digamos que esta é a realização da escrita!
      Causar essa sensação no leitor, nem que seja em UM leitor na vida… já valeu tudo! hehehe

      É quando o texto encontra a alma aberta.

      Que bom! Tô muito feliz!

      Medo de borboleta?afff pobrezinha… imagino q seja pq voa rapidinho demais…kkk

      é sim, os animais de estimação tem um trabalho divino a realizar 😉

      Abraços!

  11. Simoni Dário
    11 de junho de 2015

    O seu conto é muito leve, tem a sonoridade das historinhas infantis que lia para minhas filhas quando crianças, eu fazia todo um floreio e elas amavam. Lembrei desse tempo e me deu uma saudade…bom, seu conto me tocou bastante, foi muito gostoso de ler, pra mim ficou claro desde o início que era uma menina com medo de cachorros, e o final eu adorei.
    Parabéns e boa sorte!

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Ahh que bom!
      Eu queria escrever um infanto mesmo, mas não rolou… que bom q o espírito infanto vc captou…kkk

      acho que é pq a história se passa com uma menininha, esta que eu sou até hj!

      Um grande abraço! 🙂

  12. Tiago Volpato
    11 de junho de 2015

    Olha vou ser bem sincero. Eu não sou fã desse gênero, não que eu ache ruim, eu só não gosto muito de poesia, e quando leio um a prosa poética me sinto ‘enganado’. Só que o seu conto é muito bom, e em nenhum momento eu me senti aborrecido. Gostei e gostei muito. Você tem um estilo bem leve, bem bonito que me agradou muito. Achei a história bem interessante, simples mas muito boa
    Parabéns 😀

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Que bom, Tiago!

      Não enganei vc, então? kkkk
      Ficamos os dois felizes! Coisa boa!!

      Abraço!

  13. Evandro Furtado
    11 de junho de 2015

    Achei seu texto realmente muito bom, mas fiquei confuso em alguns momentos. Talvez, justamente pelo estilo da linguagem. Não sei se entendi tão bem a história, apesar de pegar a ideia do medo de cachorros. Enfim, acho que é isso.

    • Ângeluz
      12 de junho de 2015

      Obrigada pela leitura e pelas palavras, Evandro!
      Realmente, a prosa poética pode ficar confusa… peço perdão aqui! hehehe

      Precisa de releitura e paciência.

      Abraço

  14. Virginia
    10 de junho de 2015

    A escrita é muito bonita e combinou bem com o poema. Confesso que só entendi o medo de cachorros relendo o texto, mas achei genial… Parabéns pelo trabalho e boa sorte !

    • Ângeluz
      11 de junho de 2015

      Obrigada, Virginia!
      É ficou um pouco dificil de encontrar a fobia, por isso inseri as imagens…rsrsrs

      Um abraço!

  15. Anorkinda Neide
    10 de junho de 2015

    Oh..que bonitinho!
    Então, curou? ou não? ou ta quase?
    ahh fiquei na dúvida…

    Adoro prosa poética quando ela conta algo e não aquela que fica divagando no nada, dae cansa… aqui não cansou. Gostei!

    Parece que o poema é um só repartido, nao é? as rimas estão casadas. Muito bonito. Não gostei muito do primeiro o que abre o conto… engraçado q tem varias opiniões sobre ele..todas diversas…rsrsrrs
    Mas abriu bem o texto.

    Boa sorte!

    • Ângeluz
      11 de junho de 2015

      Está curando, Anorkinda, está curando!

      Sim o poema é um só, acredita que fiz estas estrofes q estão no início, por fim? hehehe maluquices na escrita…

      Que bom que gostou do texto!
      Abraço!

  16. rsollberg
    9 de junho de 2015

    Boa noite, Ângeluz!

    Como é bom sair do nosso habitual e contemplar algo novo, diferente, único.
    Tal qual a fessora Cláudia, estou cada vez mais gostando de contos curtos. Bem, com esse não foi diferente.
    Singelo e tão belo. (não sei fazer essa coisas, rs)

    Não sei se acontece com os outros, mas quando estou diante de um texto assim, gosto de ler em voz alta. Sinto e organizo melhor a história em minha mente.
    Fui lendo e preenchendo aonde consegui, com alguns indícios cuidadosamente deixados… e ai fechou com chave de ouro e as patinhas fofas.

    Nunca tive medo de cachorros, porém convivi com algumas que tinham o problema acima narrado, por essa razão logo criei uma identificação.

    O poema ficou show, se aninhou perfeitamente.
    Para não dizer que só falei de flores, trocaria lá no primeiro parágrafo, uma das “ruas” por “via”. (intrometido, né?)

    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Ângeluz
      11 de junho de 2015

      Rafael!
      Obrigada pelo comentário tão positivo! valeu!
      EU não leio em voz alta, mas sussurrando, ou como quem reza…hehehe é mania, sempre leio assim, se não, não dá prazer a leitura… cada um com uma mania não é?

      Vc tá certo, há uma repetição medonha de ‘ruas’ no primeiro parágrafo, obrigada pela intromissão necessária aqui! valeu de novo!

      Abraços

  17. Jowilton Amaral da Costa
    9 de junho de 2015

    É um bonito texto. Lembrei-me de minha filha Catarina, que quando avista um cachorro de rua ela paralisa ou se esconde atrás de alguém que esteja ao lado dela, Um cachorro correu atrás dela uma vez, o sacana teve a audácia de entrar em minha casa para tentar morder a minha filha. Não a mordeu e foi expulso a pontapés por mim. Que me desculpe os defensores de animais, mas, eu não senti nenhum remorso. Empolguei-me aqui com o relato, hehehe. Gosto deste tipo de escrita poética, apesar de nunca escrever desta forma, gosto mesmo de ler e se não for muito longo, como foi o caso. Gostei, só que a fobia foi difícil de entender de imediato. Boa sorte.

    • Ângeluz
      11 de junho de 2015

      Que bom que vc gosta deste tipo de texto, Jowilton! Fico feliz!

      tadinha da Catarina, seja bem paternal com ela …rsrsrs é horrível esse medo, ainda mais que a moda é amar os cães, como dizer que vc quer distância deles? é dificil!!!!!

      Eu não lembro de ter algum fato ocorrido comigo pra gerar este medo, mas lembro de sonhar com cães me mordendo por muitos anos a fio, acordava com a dor das mordidas nas pernas. Ainda bem que hj em dia, só sonho com cães bonzinhos 🙂

      Abraço e obrigada pela leitura!

  18. Cácia Leal
    8 de junho de 2015

    Achei a trama confusa. Está mais para uma prosa poética, como se o autor quisesse montar um poema em forma de prosa e mostrar que tudo fosse, no fim, uma grande poesia. Não gostei do poema que abriu o conto, mas depois foi fazendo mais sentido. Fiquei confusa porque me pereceu que a fobia se referia a cachorros que temiam humanos, é isso? E que, por fim, foi superada. Ou estou errada.
    Gramática: Não percebi erros, mas talvez porque estivesse atenta à trama.
    Criatividade: O texto foi bastante criativo, gostei.
    Adequação ao tema: Achei bastante pertinente ao tema e adequado.
    Enredo: Achei o enredo elaborado, mas, como eu disse ante, me confundi, mas, talvez, tenha sido o objetivo do autor. Deixar o leitor meio perdi mesmo, força-lo e ler e reler o texto e deixar de ser um mero leitor.

    • Ângeluz
      9 de junho de 2015

      Olá!
      Não que eu quisesse fazer o leitor ler várias vezes, mas é como eu digo sempre: respira fundo e leia devagar, guarde o ar… hehehe

      Que bom q sua avaliação foi boa, fico feliz!
      Leia o comentário do Boss Gustavo, ele entendeu o esquema do texto.Não eram cachorros que temiam, eles eram temidos. 😉

      Um abraço!

  19. Ana Paula Lemes de Souza
    8 de junho de 2015

    Uau!!! Receio conhecer essa autoria, que sempre está no meu pódio. Será? Creio que sim. Só pode ser!!!
    Que conto, que habilidade fantástica para a escrita e em especial, para a poesia?! Prosa poética da melhor estirpe!
    O conto todo é um poema… multifacetado, instigador!!! Confesso que só capturei seu espírito em uma segunda leitura! Mas poderia vir a terceira, a quarta… Cada vez com um sabor diferente e inigualável
    Lindo, simplesmente lindo!!! Tocou meu coração de um modo incrível!!!
    Meu favorito até então, sem sombras de dúvidas! Só tenho agradecimentos por seu jeito magnífico de escrever!!!
    Faltam palavras para expressar!
    Não desejo boa sorte, mas digo: obrigada!!!

    • Ângeluz
      9 de junho de 2015

      Ô!
      Calma, não sobrecarregue meu ego assim! rsrsrs

      Que bom que a poesia que é a alma deste texto, te tocou e emocionou, faz bem! Pra vc e para mim! 🙂

      Um grande abraço!

  20. Gustavo Castro Araujo
    8 de junho de 2015

    Este conto — que na verdade não é um conto — mexeu bastante comigo. Pude me identificar com a protagonista várias vezes, considerando que quando menino também tinha medo de cachorro. Na verdade, até hoje não superei direito esse trauma. Sempre que vou correr fico alerta, esperando algum deles saltar do nada e começar a me perseguir mostrando os dentes, rs

    Mas, falemos do texto, que é o que realmente interessa. Gostei da construção bem inspirada. Essa dualidade presente entre os poemas — em regra, um parágrafo para o ponto de vista da menina, e outro, para o do cachorro — ficou muito bacana. Quando me dei conta, reli o texto e achei-o ainda mais interessante.

    Os poemas são um atrativo à parte. Muito inspirados. Dá para perceber que foram escritos por quem entende do assunto e não por quem, como eu, precisa invocar os antepassados e fazer mandinga para produzir algo minimamente inteligível. Quero dizer que aqui a sensibilidade brota naturalmente. Mais do que isso, os versos não são um apêndice do veio principal, mas parte indissociável. Se repararmos bem, o texto todo é um poema. Se explodido, veríamos seus versos placidamente alinhados, dando sentido ao todo.

    Como a maioria dos poemas e prosas poéticas, também este texto reflete o íntimo modo de pensar de quem o escreveu. Por isso, algumas partes podem ficar pouco compreensíveis para quem não tem muita paciência. Eu mesmo, como disse, tive que ler duas vezes para captar bem o que se pretendia dizer. Não que isso importe muito, para dizer a verdade.

    Se o autor escrever para leitores preguiçosos — e esses existem — acaba amputando ideias que, no fim, fazem a diferença para quem se dedica a uma leitura mais atenta.

    Por isso tudo, parabenizo o autor. Por exigir que o leitor também faça a sua parte.

    Boa sorte no desafio!

    • Ângeluz
      9 de junho de 2015

      kkk invocar antepassados? é bom tb!! 🙂

      ‘um parágrafo para o ponto de vista da menina, e outro, para o do cachorro’
      isso mesmo, conseguistes me entender!

      Legal saber da tua fobia tb, escrevi pensando em mim e esqueci que sempre este tipo de exposição acaba tocando outros ‘iguais’! então eu nem esperava este tipo de feedback, me alegrei imenso com isso.

      Obrigada, chefe, pela leitura e pela percepção tão sensível deste trabalho.
      Abraço

  21. Leonardo Jardim
    8 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (2/5) o texto é uma prosa poética intercalada de poesias. Não vi uma trama propriamente dita, mas acho entendi a ideia no geral.

    ✍ Técnica: (5/5) excelente! Um texto poético, belo e gostoso de ler (não ficou cansativo). Parabéns!

    ➵ Tema: (2/2) medo de cachorros (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) pontos pela forma como estruturou o texto.

    ✎ Poema: (2/2) muito bonito, é parte integrante e vital do conto.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei da leitura, mas não me empolguei muito com a história.

    • Ângeluz
      9 de junho de 2015

      Obrigada pela leitura e pela avaliação tão boa!
      Pena não empolgar-se, mas foi a aposta que fiz… Uma exposição dos acontecimentos em prosa poética não tem a ‘pegada’ tão clara da contação de um causo, a história fica pairando acima das construções, digamos assim…hehehe

      Abraço

  22. Claudia Roberta Angst
    3 de junho de 2015

    O poema monopolizou o conto todo. Prosa poética na veia, né? Quem sou eu para reclamar disso? Ainda mais sendo o conto curto, de fácil leitura e com o tema fobia tratado com criatividade. Acho que o autor conseguiu passara ideia que queria. Boa sorte!

    • Ângeluz
      4 de junho de 2015

      Olá!

      Que bom saber que vc achou criativa a abordagem desta fobia.
      Obrigada pela leitura, Claudia!

      Abraço

  23. catarinacunha2015
    3 de junho de 2015

    O poema foi o melhor que li até agora. Rima elegante e cadência melodiosa. Gosto dos clássicos.
    Quanto ao conto, eu jurava que era uma menina com medo de cachorro. Se for a cadela fóbica acho que faltou clareza, mas ganhou em originalidade.
    Considero o título questionável, pois já comecei a ler “a espera de um milagre”. Pode ser questão de estilo, mas tira um pouco da “batida” do conto.
    Acho que trata-se de um (a) poeta em pele de contista.

    • Ângeluz
      4 de junho de 2015

      Olá!!
      Que bom ler tuas palavras… afaga! hehehe
      Sim, é uma menina com medo de cachorro, acho que és uma leitora de poesia, não? Talvez poetisa vc?

      Penei pra achar um título, talvez não tenha encontrado um realmente bom. mas o milagre veio afinal, no último parágrafo a menina já consegue aceitar os carinhos dos cãezinhos 😉

      Abração!

      • catarinacunha2015
        12 de junho de 2015

        Olá Ângeluz, comecei escrevendo poesia, depois encheu o saco falar de dentro para fora. Raramente leio poesia. Então descobri os contos e crônicas do cotiadiano onde falamos de fora para dentro. Me apaixonei e virei torturadora de leitores.

      • Ângeluz
        12 de junho de 2015

        kkk Catarina!! que bom!!!

  24. Rubem Cabral
    3 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Gostei bastante do seu conto-poema. Achei muito criativa a ideia da fóbica ser uma cachorrinha “de rua”.

    Penso, contudo, que seria possível trazer mais clareza ao texto sem necessariamente abrir mão da “pegada” poética e intimista. Observa que alguns leitores entenderam que no conto se falava de uma menina, por exemplo.

    Muito bom! Parabéns pelo texto!

    • Ângeluz
      3 de junho de 2015

      ó…eu perdendo mais na pontuação dos colegas…
      pq não
      não é uma cachorrinha, é mesmo uma menininha com medo de cachorros de rua, de cachorros em geral, mas aqui, o foco foi nos cachorros de rua.

      Entendo que a prosa ficou confusa, pq o limiar entre fazer refletir e mostrar a que veio, é tênue… ^^

      Abração, Rubem!

  25. Fabio Baptista
    3 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 3 / 3
    Essa prosa poética não faz meu estilo, mas é inegável a competência com que foi executada.

    * TRAMA : 2 / 3
    Olha… eu não sei se entendi direito… eram cachorros com medo de humanos? Kkkkkk
    Se foi isso, foi bem criativo.
    Se não foi… bom, é meio difícil avaliar essa história.

    * POESIA : 1 / 2
    Fundiu-se bem no desenrolar do texto, invadindo até a prosa. Mas não curti muito não.

    * PESSOAL: 1 / 2
    Não faz muito meu estilo, mas foi um bom trabalho.

    * TEMA : x1
    Vou considerar esse medo aí que imaginei ao ler.

    • Ângeluz
      3 de junho de 2015

      kkkkk
      então não vou dizer qual foi a fobia abordada, pra não perder muitos pontos :p

      Por tratar-se de prosa poética é preciso ser lida sem aceleração… deguste com moderação da próxima vez q deparar-se com uma…rsrsrs

      Mas entendo seu (des)gosto pessoal…
      Abraços

  26. Rogério Germani
    2 de junho de 2015

    Olá, Ângeluz!

    Mais um conto ousado e, desta vez , a ousadia é recompensada…

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes

    1- A ideia de uma prosa poética veio a calhar com a dinâmica suave utilizada na linguagem.
    2- Palmas para o verso que abre o conto.

    Pontos negativos

    1- A quebra de ritmo nos outros versos do texto.
    2- Para manter o padrão de trama suave, como já disseram anteriormente, a escolha de certas palavras rebuscadas deveria ser evitada.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Ângeluz
      3 de junho de 2015

      Rogério!
      Obrigadíssima pela leitura e pelas palavras que são realmente, recompensas! 🙂

      Abração

  27. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: “Volta o cão arrependido…”. Sério, meio veio isso na hora. Gostei do estilo de prosa poética.
    G: Um jeito bem diferente de escrever, dando destaque mais ao poema e poesia, do que a história em si. Demorei um pouco para encontrar a fobia, e em minha opinião, foi abordada de forma muito leve. O texto é divino, mas levarei em conta a adequação.
    U: Escrita suave, leve e muito bonita. São poucos que conseguem escrever assim.
    A: É um poema com história, e não uma história com poema, o que nem de longe é ruim. Ficou ótimo. Mas talvez nem todos vão entender o conceito e suas camadas.

    • Ângeluz
      3 de junho de 2015

      Ó.. obrigada, Brian!
      Tuas palavras me fizeram feliz! 🙂

      Por medo de ter ‘subentendido’ demais a fobia foi que coloquei as imagens pra ajudar..rsrsrs
      Realmente não ficou muito claro devido ao tom poético de todo o texto, achei que poderia aproveitar o momento ‘poesia’ do desafio pra fazer algo assim.

      Um abraço!

  28. Wallace Martins
    31 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    O conto, apesar da narrativa dinâmica e bem elaborada, não me agradou muito, por causa de dois motivos, primeiro fora o uso de palavras rebuscadas demais, para uma narrativa e trama que pedia algo mais simples, pelo visto, era uma menina narrando, desde quando uma menina vai falar admoestava ou buliçosa? Me soou inverossímil, o que me desfocava bastante da história, a segunda parte é que a fobia ficou muito confusa dentro do conto, não dava para saber se era medo de cachorro, de gente, da críticas das pessoas que lhe observavam nas ruas ou de alguma outra coisa, pois a mesma, pelo menos pra mim, não ficou muito clara, não percebi um trecho que pudesse explicá-las, contos não devem fazer o leitor ir muito para fora dele, não devem esperar que ele busque referências fora para explicá-lo, ele deve ser completo por si só, entende?

    A sua escrita é muito boa, não notei muitos erros gramaticais, somente algumas repetições desnecessárias que poderiam ter sido evitadas com uma releitura minuciosa.

    O poema, apesar do começo muito bom, acabou decaindo de qualidade no decorrer do texto, acho que poderia ter diminuído a quantidade de estrofes no decorrer da trama e focado mais em criá-los com maior quantidade de informações, subjetividade e poder dentro da trama.

    No mais, desejo-lhe boa sorte e lhe agradeço por tê-lo compartilhado conosco.

    • Ângeluz
      31 de maio de 2015

      Wallace! Tudo bem?
      Obrigada pela leitura e pelo desejo de boa sorte!

      Pois, não é a menina narrando não. Há um narrador universal.
      Queria eu escrever em linguagem mais simples, até um conto infanto, eu desejei… mas a narrativa veio assim e eu respeito a inspiração.. fazer o quê? rsrsrs

      Abração

  29. JC Lemos
    30 de maio de 2015

    Olá, Angeluz. Tudo bem?

    Gostei da sua técnica. É suave e instiga. Consegue criar um universo na cabeça da personagem e transmitir com clareza ao leitor.
    Apesar da técnica muito boa, a história não me agradou muito. Talvez por não ter pego o espírito real da trama. Lerei de novo para ver se pego o entendimento completo.

    O poema é legal, pois se mescla com a trama, tornando prosa e poema em uma coisa só.

    Parabéns e boa sorte!

    • Ângeluz
      31 de maio de 2015

      Olá, JC!

      Estou esperando sua segunda leitura.. hehehe
      Obrigada pelas palavras positivas até aqui!

      Abraço

  30. Sidney Muniz
    30 de maio de 2015

    É um bom trabalho.

    Os primeiros versos abrem muito bem o conto, me entusiasmei de cara, entretanto o autor(a) não obteve o mesmo êxito no restante da poesia que destoou e oscilou bastante. O ritmo narrativa/poesia não casou. Achei até que a narrativa podia abster-se de palavras mais rebuscadas para ser mais atrativa.

    Não tenho nada contra isso, mas nesse caso a trama pedia por algo mais simples. Essa foi minha sensação.

    Deixo aqui algumas observações.

    Ziguezagueava pelas ruas tranquilas de sua infância. Não importava se alguém lhe visse a atravessar a rua a cada cem metros – Tem “a” demais nessa passagem.

    Não curti o uso de travessão na poesia. Ficou forçado e a meu ver desnecessário.
    Quanto ao interrogação dessa vez como há a ênfase em relação a pergunta, mesmo não gostando, vou ignorar… haha

    atravessar a rua.O coração – faltou um espaço, após o ponto final.

    Parabéns e boa sorte!

    • Ângeluz
      31 de maio de 2015

      Sidney!
      Valeu pelos toques… eu vi a falta do espaço ali, mas achei q era ilusão idiótica! 😛
      e deixei passar.
      o travessao na poesia, coloquei na hora de revisar… realmente nao sei, achei q ele deveria estar ali… ainda tô questionando o dito cujo!

      Obrigada pela leitura!
      Realmente a prosa veio assim, metida a besta, não pude evitá-la..sabe como é quando estes esnobes se impõem!!

      Abraços

      • Sidney Muniz
        9 de junho de 2015

        Eu é que sei… haha

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Informação

Publicado às 30 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .