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Detox Literário.

Ex Nihilo Nihil Fit (André Lima dos Santos)

nihil

O homem com uma cicatriz nas costas se afastou do grupo. Estava pensativo. O poder de decisão não é algo fascinante? Pensou… Mas não da forma que o homem pensaria milhares de anos depois.

Em dado momento, encontrou duas cavernas. Ele decidiu. A sua vontade se fez e ele caminhou até a caverna a sua esquerda, pensando sobre isso também.

Antes de adentrar no local, olhou para seus companheiros ao longe. Sinalizou para que esperassem. “Eu penso. Eu decido. Eu existo”.

Enquanto isso, um outro homem também tomava uma decisão:

— Dimensionador ativado; propulsores ativados; energia cósmica maximizada.

E uma grande explosão se ouviu.

E foi quando o homem primitivo observou atônito, na caverna, o surgimento de uma luz, uma energia desconhecida até então. Formou-se, diante de seus olhos, uma figura humana e ele a observou com medo. O que seria esse ser?

Eles eram semelhantes, é bem verdade, mas seriam capazes de se reconhecerem como tal? O homem do futuro e o homem primitivo se encontraram pela primeira vez. A angústia que o homem do futuro sentia o moveu a tomar tal decisão. Sedento por respostas, ele veio ao passado para sanar suas questões existenciais, mas não tinha certeza de que obteria êxito.

— Eu sou seu Deus? – perguntou o homem do futuro.

O homem primitivo se assustou, embora não compreendesse as palavras. Recuou alguns passos, mas ainda de olhos vidrados e de mãos firmes envolvendo a lança.

Seria ele um Deus? Questionou-se.

O que gera a sua sapiência? O homem do futuro observava cada centímetro de seu semelhante.

O que faz com que ele tenha consciência de sua finitude?

Aproximou-se do primitivo que permitiu tal aproximação. Entregou-lhe uma folha de papel.

O homem primitivo observou a gravura. Um homem deitado… Repousando? Não… Vejo algo saindo de seu corpo… Seu Espírito?

E o homem primitivo compreendeu. Ali estava registrado a Morte.

Tirando os olhos do papel, observou o homem do futuro. Apontou para si mesmo, como quem perguntasse: Sou eu nessa imagem?

O homem do futuro compreendeu e negou. De alguma maneira eles se comunicaram.

Retirando um pedaço de giz do bolso, entregou para o homem primitivo.

Ele analisou, tocou o giz com os lábios, cheirou e finalmente o riscou na parede. O homem do futuro apontou para o desenho da Morte que estava no papel.

O que Ele quer? Que eu retrate minha própria morte?

E foi o que o homem primitivo acabou concluindo.

O homem com a cicatriz riscava a parede e o desenho tomou forma. Era uma silhueta humana. Logo após retratou um círculo imenso, distante do Homem. Na cabeça do Homem, fez uma Energia e com riscos guiou-a ao círculo maior. Mas não havia terminado ainda.

Com um gesto rápido, retirou do círculo a Energia e desenhou um novo Homem.

O homem do futuro compreendeu imediatamente e não pôde deixar de se emocionar…

Com lágrimas nos olhos, ele encontrou sua resposta. Voltou para o seu tempo com a sensação de ter, finalmente, encontrado o sentido da vida.

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Literatura Fantástica”, sujeito ao limite máximo de 500 palavras.

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46 comentários em “Ex Nihilo Nihil Fit (André Lima dos Santos)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Não gostei tanto. Poderia ter sido mais explorado e o enredo não me prendeu. Literatura fantástica apresenta uma gama de possibilidades de escrita, e esse viés histórico na literatura fantástica me atrai bastante, mas… foi algo tão curtinho que não consegui me conectar, só a parte do encontro e de o homem fazendo o desenho da morte do outro se tornou interessante. Bem escrito.

    • André Lima
      29 de abril de 2015

      Os fatos de ter sido pouco explorado e ter sido curto se dá ao limite de 500 palavras.

      O texto tem exatamente 500 palavras.

  2. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    O homem do futuro pode ter encontrado o sentido da vida, mas eu não encontrei. E estou angustiado por isso. Este foi um dos primeiros contos que li no desafio e será o penúltimo que comentarei. Na primeira leitura, faltou-me entendimento. Hoje, com bastante calma e atenção, achei-a muito bonita, cheia de questões. Como seria se o homem de nosso tempo se encontrasse com um ancestral primitivo? Primeiro, sem a consciência, depois com ela. A concepção de Deus não teria surgido de um encontro como esse? Talvez os humanos passados tenham sido visitados por humanos do futuro, que descobriram uma forma de voltar no tempo. Também pensei em reencarnação. Um espírito que habitou muitos corpos humanos fazendo uma retrospectiva de sua história, descobrindo-se Buda, um Deus de si mesmo. Já ouvi muita gente comentando que, depois que morremos, nossas almas retornam para Deus, de onde veio. Nesse conto, pelo que entendi, a energia retorna para algo maior e de lá dá origem a novo indivíduo.

  3. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Cesar Vinicius! Notável como incutiu tanto sentido em tão pouco espaço. Imagino que criar um conto com o máximo de 500 palavras por si só tenha sido um desafio e tanto. Você conseguiu o principal, que seria se agarrar a uma ideia e obter o mais significativo dela – “nada vem do nada”. Gostei de seu conto. Parabéns e boa sorte.

  4. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Boa abordagem do homem antigo com o homem do futuro, sem o misticismo geralmente associado. Os dois conversam de igual para igual, sem a postura meio idiota que geralmente o antigo assume para com o do futuro, nos contos. Aliás, o homem do futuro vem em busca dos conselho do antigo. A idéia do homem antigo sobre a morte é boa, com certeza.. O que eu entendi, não sei se está certo, vem da frase de Parmênides, do título: Nada surge do nada, o que leva ao princípio da conservação da energia, ou seja, a morte é uma simples migração da energia de um lugar para o outro. O que ficou pouco claro, para mim, foi decorrente de o homem ter desenhado uma “energia”, algo que não sei como se desenha. Talvez fosse melhor dizer que ele desenhou um círculo de raios, alguma coisa qualquer representando uma energia. De qualquer forma, a idéia foi muito criativa, parabéns.

  5. mkalves
    28 de abril de 2015

    Não sei exatamente como comentar essa história. Apesar da correria, reli para me certificar de que não perdera nada que interferisse gravemente na sua compreensão, mas mesmo na releitura continuei sem alcançar o significado da suposta revelação ocorrida durante o encontro entre homem do futuro e do passado. Me pareceu tão descabida a primeira pergunta do homem do futuro ao homem da cicatriz…e toda a tentativa de comunicação que se seguiu me pareceu apenas exercício do autor, sem que as personagens tenham, pelos seus atos, me convencido da possibilidade daquilo. A ligação com o título tampouco me esclareceu algo…

  6. Felipe Falconeri
    27 de abril de 2015

    Bom, 500 palavras é um limite cruel. Mas somente nesse curto espaço o autor repetiu inúmeras vezes “homem primitivo” e “homem do futuro”. Aí complica, rs.

    A história não me cativou, pareceu querer se agarrar a um fiapo de filosofia que me pareceu meio bobo. Achei esquisito o tal homem do futuro chegar perguntando se era o deus do primitivo. O final foi bastante piegas, numa aparente tentativa de fechar um ciclo que não foi bem construído. Achei o conto fraco, mesmo dando um desconto em virtude do limite de palavras.

  7. Bia Machado
    26 de abril de 2015

    Bem, pra mim foi muito filosófico, chega a ofuscar o fantástico, sei lá, espero estar certa. Mas você está de parabéns pela forma como desenvolveu um texto bonito, que chegou a me emocionar, em um limite que eu não queria pra mim, mas creio que não consegui captar tudo o que você tentou me passar com a história, fiquei doida por causa disso, rs… Fico esperando que você o desenvolva mais, fora desse limite desesperador, rs, se é que já não o fez!
    Emoção: 2/2
    Enredo: 1/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 8

  8. vitor leite
    24 de abril de 2015

    a história parece muito bem desenvolvida mas o desfecho demasiado rápido, merece ser re-pegada e com mais desenvolvimento fazer uma história excelente, de qualquer modo muitos parabéns, gostei.

  9. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) li, reli e tornei a reler (o bom de ser um texto curto). Gostei da experiência entre um homem das cavernas e um do futuro, mas… não entendi o desenho 😦 . Entendi alguma coisa, mas não sei se isso era o sentido da vida. Sei lá, fiquei frustrado…

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, narra bem e coube no curtíssimo espaço.

    ➵ Tema: (0/2) sou meio chato com isso, mas “fantástico” pra mim (e algumas fontes que já li), são coisas não explicadas pela ciência. Esse conto é de ficção científica.

    ☀ Criatividade: (2/3) embora viagem no tempo não seja muito criativo, achei que essa abordagem teve sua dose de novidade.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) não ter entendido o desenho no final atrapalhou bastante meu aproveitamento do conto.

    ● Bônus: +1 ponto por conseguir contar uma história inteira num espaço tão curto.

  10. Jowilton Amaral da Costa
    22 de abril de 2015

    Bom conto. Uma viagem interessante sobre nossa existência e todas os mistérios que a compõem. E pelo que entendi fala sobre a reencarnação. A energia vital do homem, após a morte deste, ao invés de ir para um lugar vazio e distante, se instala em outro ser humano para dar continuidade a vida. É isto? Mesmo não sendo, me fez elucubrar. Boa sorte.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    21 de abril de 2015

    Um lindo texto filosófico que nos faz lembrar que além de árvores, somos também sementes.
    Boa sorte!
    🙂

  12. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de abril de 2015

    Não tenho certeza se entendi o segundo desenho, quer dizer, não entendi mesmo. Desses fluxos de energia não entendo bem. Mesmo assim ficou fantástica a sua literatura. Para mim, fantástica demais…

  13. Sidney Muniz
    14 de abril de 2015

    O texto peca em alguns aspectos, mais pelo limite de palavras, então sendo assim a dedução que tenho é que o texto nem o autor(a) pecaram.

    Esse limite de palavras certamente lhe privou de nos apresentar algo mais, mas bem, espera aí, talvez seja justamente ele que tenha forçado sua mente a energizar tão bem esse conto a ponto de nos apresentar pensamentos e reflexões que muito me agradaram.

    O cuidado com a língua pátria é bem interessante e a forma de narrativa, por mais que em alguns momentos pareça travada, não, ela é fluente, apenas diferente do que geralmente me atrai. E acredite, aqui me atraiu bastante.

    Gostei muito desse texto e até aqui o desafio tem me agradado pela qualidade,

    Bom, ainda faltam textos demais mas posso te dizer que é um ótimo conto!

    Parabéns e boa sorte!

  14. Swylmar Ferreira
    11 de abril de 2015

    Interessante! O texto atende ao tema e está dentro do limite estipulado.
    Bem escrito, linguagem objetiva, a trama linear mas de difícil entendimento.
    Para o curto limite o autor saiu-se bem.
    Parabéns!

  15. Virginia Ossovski
    8 de abril de 2015

    Limite de 500 palavras? Que maldade kkkk… Acho que você conseguiu se sair bem! O tema não é muito específico, mas foi bem aproveitado. A narrativa ficou filosófica, até poética! Gostei muito do encontro entre passado e futuro, acabei me identificando porque adoro História e achei interessante a forma como você abordou a evolução nesse “diálogo”. Gostei demais!

  16. Pedro Luna
    8 de abril de 2015

    Os pensamentos e atitudes do Homem Primitivo não me desceram, justamente por ele ser um Homem Primitivo. No mais, um bom conto em sua construção, só não me pegou.

  17. Lucas Formaglio
    8 de abril de 2015

    O conto me lembrou muito a literatura fantástica de Jacques Bergier e Erich Von Daniken. A estória é muito interessante, e gostei muito do detalhe da cicatriz no rosto do homem primitivo. Provavelmente por ter passado por muitos desafios no ambiente de eterna luta que trava com a natureza à sua volta. O final do conto nos remete ao seu título “nada surge do nada”.Realmente bastante interessante.

  18. Felipe Moreira
    7 de abril de 2015

    Gostei da narrativa. E também devo dizer que criar um conto de literatura fantástica com apenas 500 palavras é um desafio e tanto. Acho que o autor conseguiu fazer um bom trabalho, mesmo utilizando já uma ideia um tanto massificada entre ufólogos e outros grupos. Como disse logo de cara, gostei da narrativa. Achei objetiva, sobretudo sabendo transmitir a emoção do viajante no tempo e o homem primitivo, preso no seu presente, assombrado com o que via. Claro que o limite de palavras impediu qualquer abordagem mais profunda na questão filosófica, seria muito interessante ler mais, porém o texto me causou reações positivas.

    Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte no desafio.

  19. Rodrigues
    7 de abril de 2015

    Gostei do conto. Foi escrito de forma simples e apresenta uma história pra lá de interessante e de grande impacto. O encontro destes dois homens foi bem elaborado e, como já disse sobre outros contos, emana uma sensação de atemporalidade e perda da referência espacial, algo que me agrada muito. Causa estranhamento, aguça a curiosidade e dentro do limite proposto, achei sensacional. Parabéns ao autor.

  20. Fil Felix
    5 de abril de 2015

    Gostei muito do formato do conto, curto e conciso. O conceito chama atenção, daqueles que faz o leitor ler o texto em algumas camadas. Um tiro certeiro. Esse contato do homem do futuro com o do passado sugere várias interpretações, e o desenho ao final meio que fecha isso. Achei bem interessante.

    Apenas o final, justamente a parte do desenho, que acho que poderia ter sido melhor desenvolvida, não fica bem claro o que realmente ele fez ali na parede.

  21. Cácia Leal
    4 de abril de 2015

    Tenho que admitir que escrever um conto em 500 palavras é difícil e acho que o autor conseguiu atingir seu objetivo. No entanto, achei o conto bastante confuso. Não entendi bem qual era a resposta que ele buscava, qual o sentido que ele desvendara. Acho que faltou um algo mais no conto e quem sabe, se o autor tivesse mais espaço para escrever, poderia explicar melhor.

  22. Pétrya Bischoff
    31 de março de 2015

    Bueno, a abordagem do tema foi feita com maestria e, infelizmente, o limite de palavras foi insuficiente para o desenvolvimento. Julgo que o prejudicou muito, visto que a estória possui muito potencial. A narrativa, oscilando entre ambos pontos de vista, pareceu-me um pouco confusa. A escrita está tranquila e, mais uma vez, a estória é bem interessante. Penso que o autor poderia desenvolvê-la (sem esse limite de palavras). Boa sorte.

  23. Mariana Gomes
    30 de março de 2015

    Olá.
    Este conto é bom realmente. Conseguiu amarrar tudo com esse limite de palavras massacrante, o autor(a) está de parabéns!

  24. Fábio Almeida
    30 de março de 2015

    “Nada surge do nada”. Sendo assim, admito que o círculo seja a postulação de um Deus? De algo a que a mente humana aspira e que inspira a mente humana? Será que o círculo é a Energia Cósmica? Não sei, ficou um tanto desfocado.

    Mas se a intenção era provocar a reflexão, então foi muito bem conseguido.
    Se a mensagem era sólida e objectiva, então uma de duas coisas aconteceu: ou eu não a atingi, ou poderia ter estado melhor explícito.

    Ora aqui é que entra a disparidade. 500 palavras é, a meu ver, um desafio! Um desafio que face ao tema era um tanto injusto. Por isto e pelo poder de cativação, o conto está bom =)
    GOstei =)

  25. williansmarc
    30 de março de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    Todas as notas vão de zero a dez, sendo zero a nota minima e 10 a nota máxima.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 7
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: Difícil avaliar esse conto. Acredito que o autor(a) foi eficiente diante do curto espaço disponível. Mas confesso que, mesmo relendo o texto, não compreendi o que o homem do futuro conseguiu entender. Em determinados pontos tive dificuldade de entender qual dos dois homens estava falando, como aqui por exemplo: “Tirando os olhos do papel, observou o homem do futuro. Apontou para si mesmo, como quem perguntasse: Sou eu nessa imagem?”

    Espero que os demais consigam interpretar melhor o seu conto.

    Boa sorte no desafio.

  26. Anorkinda Neide
    30 de março de 2015

    Você pegou um limite casca grossa… mas no enredo que vc blou, poderia sair um conto completinho , como saiu…
    porém, esta leitora que vos fala é incapaz de decifrar enigmas, compreender mímicas e coisas afins… incapacidade cognitiva mesmo.
    então, boiei 😦
    e achei um tanto ‘fantástica’ a inteligência do homem do passado…mas tá no contexto fantástico…rsrsrs
    parabens por se sair bem nesse limite carrasco.
    abração

  27. simoni dário
    27 de março de 2015

    “Nada surge do nada”. Interessante.
    O conto é bom, mas falta alguma coisa. Ficou um pouco confuso pra mim.
    O tema Literatura Fantástica com limite máximo de 500 palavras não deve ser fácil. Acho que você passou o climax abstrato com gestos, desenhos, pensamentos, e uma emoção no final. A ideia é boa, não sei se entendi direito, mas para o número limite de palavras que você recebeu, foi criativo, quando vi estava desenhando silhueta círculo energia, para melhor compreensão. Eu tentei!
    Boa sorte!

  28. rubemcabral
    25 de março de 2015

    O limite foi bem complicado, não? Bem, eu não sei se compreendi exatamente o final, a conclusão que o viajante do futuro chegou ao ver a figura desenhada pelo homem das cavernas. Sobre o Português há algumas coisinhas para arrumar, mas o texto está bem-escrito, em linhas gerais. Enxerguei talvez alguma referência ao homem vitruviano do Leornado da Vinci, mas não tenho certeza de minha interpretação.

    Somando prós e contras, achei o conto de regular a bom.

  29. mariasantino1
    25 de março de 2015

    Bom desafio para você, autor/a!

    Um ótimo tema, um limite irritante (no mínimo). Parabéns, pelo conto. Por desenvolver algo instigante e bonito, dentro de tão pouco espaço. Sente-se que o mundo para dentro dessa caverna, como se ela representasse a mente humana e os dois seres se comunicando fosse o fluxo do pensamento. O estanque de uma epifania. Como se os riscos na parede fossem sinapses. O ato de rever algo, de voltar ao passado para reavaliar alguma coisa, olhar por outro prisma. A mensagem de que somos energia que se renova é ótima (ao menos foi o que notei, por essas bandas daqui), e se fica alguma crítica de minha parte, é somente quanto à repetição de homem, homem. Sei que há um propósito não só para a demarcação da ideia, mas, ainda assim, sinto que caberia um ELE, O OUTRO, AQUELE…

    Média –>>> Por todos os motivos mencionados, a nota para esse conto será: Nove (09)

    Abraço!

  30. Andre Luiz
    23 de março de 2015

    Olha, gostei muito da proposta do conto, principalmente neste encontro entre o hominídeo primitivo e o homem do futuro, que gera uma confusão mental gostosa de se sentir. Assim, o conto é conduzido muito bem dentro de um limite relativamente pequeno para o tema tão abrangente que permeia a história e a trama. Contudo, não consegui sentir empatia pelos personagens e talvez seja exatamente por isso que não captei a mensagem subentendida no final do conto. Mesmo assim, uma boa leitura.

  31. rsollberg
    23 de março de 2015

    Em razão do tema e do limite de palavras, penso que o autor se saiu muito bem!
    Conseguiu criar uma narrativa envolvente, simples e direto, com inicio, meio e fim.

    Um texto que traz reflexão, um diálogo entre o futuro e o passado. O ciclo, o loop e a resolução do maior mistério da humanidade. .

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  32. Brian Oliveira Lancaster
    23 de março de 2015

    E: Apesar de pender mais para o lado sci-fi, há certa veia fantástica permeando o texto. Se bem que, definir isso, é bem complicado. Qual é o pai dos gêneros? Nota 7.

    G: Para o limite de palavras, o autor conseguiu criar uma história bem completa, cheia de questionamentos. Devo parabenizá-lo por isso. Gostei do encontro passado/futuro e das referências semelhantes. Um conto curto, mas com grande impacto. Não tem como pedir maior desenvolvimento aqui, mesmo precisando um pouquinho mais. Nota 8.

    U: Algumas construções soaram estranhas ou simples. Sei que o limite atrapalha, mas poderia ter aprofundado melhor a questão com palavras que resumem certos atos. O final não ficou muito claro devido a isso. Erros ortográficos não apareceram. Nota 7.

    A: Tem um elemento fantástico, apesar de coadjuvante. É complicado, mas não considero viagem no tempo este elemento. O que notei no texto é que isso se encaixaria melhor na filosofia do espírito. Nota 7.

    Média: 7.

  33. José Leonardo
    21 de março de 2015

    Olá, autor(a). Demonstra-se aqui que algo primoroso pode ser feito mesmo com escasso limite de palavras. Não se trata apenas da reflexão entre homens primitivo e do futuro, mas de uma encruzilhada histórico-reflexiva-racial, digamos. Como leitor, há quem discorde da conclusão do homem do futuro; no entanto, são lágrimas verdadeiras. Há pouquíssimas incorreções e o estilo é agradável, inteligente. Parabéns pela obra. Parabéns mesmo.

  34. Gilson Raimundo
    20 de março de 2015

    Que dureza, literatura fantástica em 500 palavras fica difícil, é muita coisa a ser explorada mas o autor conseguiu seus objetivos, e viva H. G, Wells.

  35. Claudia Roberta Angst
    20 de março de 2015

    Então, eu já tinha escrito o comentário ontem, quando de maneira impulsiva (isso acontece muito por aqui) fechei a janela e perdi todas as minhas palavrinhas. Enfim, hoje é outro dia, mas o comentário será praticamente o mesmo.
    O tamanho do conto evidentemente me agradou, mas percebo que ao autor faltou chão para continuar a narrativa. O limite escasso de palavras impediu, talvez, que o encontro entre as duas criaturas – passado x futuro – rende-se um bom presente que fosse simples de desembrulhar. Achei a ideia interessante, a sua visão de literatura fantástica, o momento epifânico – o revelar da existência de um poder superior, a origem das origens, o criador, talvez o autor deste conto. A ligação dos personagens como se fossem na verdade um só em planos diferentes. Nota-se que não entendi tudo perfeitamente, mas até aproveitei a curta viagem. Não sei se era isso que o colega quando sugeriu literatura fantástica como tema tinha em mente, mas rendeu um bom conto, um tantinho confuso, mas que cumpriu sua função. Boa sorte!

  36. Fabio Baptista
    19 de março de 2015

    Esse limite de palavras foi de doer, hein? Kkkkkk

    Apesar dessa restrição, achei que o autor conseguiu criar algo interessante e reflexivo.

    Não entendi muito bem o final e continuo em busca do sentido da vida.

    Um bom conto, dadas as condições adversas.

    NOTA: 7

  37. Tiago Volpato
    18 de março de 2015

    Um bom conto. Mas não me chamou muito a atenção. Me lembrou um pouco Prometheus. Não que o conto esteja mal escrito, ele é muito bem feito, mas acho que faltou alguma coisa a mais pra diferenciar o seu conto.
    Abraços.

  38. Jefferson Lemos
    18 de março de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo tranquilo?
    Um desafio e tanto. Apenas 500 palavras para desenvolver… Quem sugeriu isso merece uma coça! hahahaha

    Sobre a técnica.
    Cumpriu bem o seu papel de contar, mas creio que em alguns momentos as repetições chegaram a cansar. Muito “homem do futuro”, “homem primitivo”. Entretanto, é boa sim. Conseguiu desenvolver a ideia dentro do que tinha, criando uma identidade para ambas personagens.

    Sobre o enredo.
    Difícil de julgar. O tema fantástico é muito bom, e engloba vários sub-temas.Você optou pelo sci-fci, e foi uma boa escolha. Poderia dizer que esperava um pouco mais do texto, mas tendo em vista o quanto você poderia fazer, posso dizer que foi satisfatório quase em seu todo. O decorrer foi bom e instigante, mas o final, ao meu ver, deixou a desejar. Destoou da qualidade do começo e se perdeu um pouco.

    Sobre o tema.
    Como falei, o tema “Literatura Fantástica” se aplica a diversos temas e sub-temas, e por esse motivo achei a escolha um pouco meio sem sentido. Tendo em vista que esse tipo de literatura abrange um grande área de trabalho, acho que não teria como julgar o conto fora do tema. Então para mim, está dentro. Não fugiu do fantástico.

    Nota:
    Técnica:7.5
    Enredo:7
    Tema:7.5

    E agradeço por ter me dado uma ideia para um projeto futuro. Acabou vindo sem querer. hahaha

    Parabéns pela obra e boa sorte!

  39. Eduardo Selga
    18 de março de 2015

    Este conto é um grande rascunho, ele não se realiza completamente. E não acredito muito que o baixo limite de palavras deva receber toda a responsabilidade por isso. Com 500 palavras é preciso fazer um mini-conto, o que implica dizer que ele precisa ser muito mais concentrado que o conto “normal”, ou seja, a ação e os diálogos precisam estar ainda mais atomizados, cortando, mais do que no outro caso, os chamados excessos. Falo isso isso em caso de conto tradicional, centrado mais na ação do que na construção linguística e que, normalmente, se alinha à vertente realística da narração. E por atomizar não se deve entender, necessariamente, construir parágrafos curtos, uma pulverização, como ocorre aqui. Trata-se de concentrar os eventos, reduzi-los a um só, suficientemente relevante para render um bom conto.

    A narrativa é sobrecarregada de interrogações que não encontram respostas no conto, nem estão subliminares. Isso é um típico recurso retórico, ou seja, é fruto de uma profundidade aparente, o que já é uma grande falha num conto longo e piora muito quando a quantidade de palavras é tão pouca.

    O tema pede uma narrativa mais elaborada. A chamada literatura fantástica possui características (não vou elencá-las aqui) que vão muito além do simples mote, do enredo. Ou seja, não basta escrever sobre viagem no tempo para o texto pertencer à literatura fantástica. É muito mais do que isso. É preciso haver um trabalho com a linguagem, de modo que cause uma atmosfera de estranhamento, de desconforto. Caso contrário, não passa de fantástico clichê, lotado de vampiros, zumbis, fins de mundo, etc.

    É preciso repetir constantemente “homem primitivo” e “homem do futuro”? Acho que não, se o texto fosse retrabalhado de modo a substituir muitas das repetições. Sinto que isso se deu por uma necessidade do(a) autor(a) em denominar, indicar, mostrar, não deixar dúvidas quanto a quem faz ou fala o quê. Perfeito, mas música não se faz com uma nota só.

    Sinto o(a) autor(a) preso(a) a uma necessidade de causar impacto no leitor, no sentido de provocar uma surpresa ou uma comoção. Por isso cai no melodramático ao fazer o homem do futuro ficar “com lágrimas nos olhos” no fim. Os fatos que o levam a se emocionar não me parecem fortes o bastante para isso. Soa gratuito demais, e pertence às imagens clichês da narrativa, como criança feliz, mãe amorosa, mulher traiçoeira, vovô amável, casal apaixonado, etc.

  40. Thales Soares
    18 de março de 2015

    Caraca! Estamos diante de um mago na arte de criar histórias!! Com só 500 palavrinhas vc conseguiu criar todo esse universo incrível? Tiro o chapéu para vc. Admito que, em seu lugar, eu teria desistido sem pensar duas vezes. Mas vc seguiu em frente e fez algo incrível.

    Adoro histórias que misturam passado e futuro, macaco e robô, homem da caverna e homem do futuro. Aqui o tema foi aplicado meticulosamente. O autor mostrou-se ser extremamente criativo e habilidoso com as palavras. Gostei do título.

    Este conto eu gostei. Parabens!

  41. Marquidones Filho
    18 de março de 2015

    É, abordando temas diversos e complexos, além de polêmicos em alguns círculos. O tema foi bem representado no conto, apesar de ter sentido o texto um pouco vago em alguns pontos. Em todo caso, parabéns pelo conto, muito bom.

  42. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2015

    Pensei que o homem primitivo, fosse enfiar a lança no coração do homem do futuro. Só o fato de ter mostrado aquela “feitiçaria”, uma coisa esquisita e plana onde prendia um homem e sua alma. O homem primitivo teria deduzido que ele fosse um demônio (não um Deus) e queria fazer o mesmo com ele. Kkkkkkkkk Oh mente perturbada a minha!

  43. Rafael Magiolino
    18 de março de 2015

    O texto não me agradou. A filosofia presente nas palavras foi uma sacada inteligente, porém nada mais do que isso. No mais, a escrita foi boa, com poucos erros e palavras bem colocadas.

    Abraço e boa sorte!

  44. Alan Machado de Almeida
    18 de março de 2015

    Não sei se compreendi bem o final, foi alguma menção a reencarnação? O conto foi interessante e parabenizo o autor por conseguir retratar o tema com só 500 palavras.

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Publicado às 18 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .