EntreContos

Detox Literário.

Mercado da Alma (Sidney Muniz)

Mercado da alma

Neste quarto frio e úmido sobrevivo

Na epiderme de um disfarce pífio

No inverno de braços incógnitos

Na veracidade de um mundo sombrio

 

Busco a moeda sórdida que mal me alimenta

Uso o fascínio do batom que habita meus lábios

E eternizo o capítulo de um libido de momento

Eu… A roupa que vestem sem nenhum juramento

 

Esse lascivo corpo de pecados inglórios

Na vertigem desses meus atos réprobos

Enxerga-me um mundo por diversos olhos

 

Na estupidez do apetite da espécie

Na mercancia de minha reles vida

Alienei minha alma… Tornei-me inferno.

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8 comentários em “Mercado da Alma (Sidney Muniz)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    Profundo. Sem muitas rimas, mas consegue transmitir o senso de desespero. Alguma palavras apresentaram uma sonoridade um tanto estranha, mas não tira o brilho do texto.

  2. William de Oliveira
    23 de junho de 2015

    é acida! gosto disso.
    o final é fatal
    Alienei minha alma… Tornei-me inferno.
    gostei demais

  3. Anorkinda Neide
    22 de junho de 2015

    E ae, guri!!
    Gostei do teu soneto, é uma coragem escrever nesse tema, eu pouco me aventurei nele…rsrsrs

    Achei apenas a segunda estrofe um tanto quanto, embaralhada… gostaria de vê-la burilada ^^
    Neste verso, acredito eu que ‘libido’ seja uma palavra feminina,nao?
    ‘E eternizo o capítulo de um libido de momento’
    eu trocaria assim:
    ‘E eternizo o capítulo da libido de um momento.’

    Você podeira escrever mais poemas pra nos brindar, né? q tal?
    Abraços

  4. Neusa Maria Fontolan
    12 de maio de 2015

    Como nunca fui de ler poesias e estou começando agora, percebi que esse tipo de poesia eu gosto. Parabéns Sidney, muito boa.

  5. Wender Lemes
    10 de maio de 2015

    Passou um sentimento muito forte, de uma prostituição que afeta bem mais que somente o corpo, se entendi bem. Os últimos versos fizeram parecer que o vazio do mundo lhe tivesse roubado a alma e, para amenizar tal sensação, ela roubasse um pouco da alma de cada um através do desejo, tornando-se inferno assim. Parabéns.

  6. Fabio Baptista
    8 de maio de 2015

    Fala, Sidão!

    Mandou muito bem nessa poesia, velho.
    Pessoal tá ficando afiado… 😀

    Parabéns!

  7. Jefferson Lemos
    7 de maio de 2015

    Caramba, Sid! Mandou muito bem.
    Consegui sentir a as emoções descritas, e você ainda usou belas palavras para ilustrar isso. Parabéns, ficou muito bom!

  8. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    7 de maio de 2015

    Grande Sidney Muniz! Esse poema é a intensidade de uma alma mercadoria! Que muito louco! O vocabulário intenso e poético e sombrio… Consegui sentir daqui, desse lado decá onde as coisas são “fáceis e vão bem, obrigado”, a tensão de uma declaração dessas! Sua veia poética é pulsante como uma jugular.

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Publicado às 7 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .