EntreContos

Detox Literário.

O passado é um viajante das estrelas (Bia Machado)

passado-viajante

“Eu estava esperando por você, papai!”

 

Abriu os olhos ao escutar a frase que parecia ter sido sussurrada em seus ouvidos. Deparou-se com a imagem lunar diante de si, o satélite em toda a sua majestade do lado de fora da nave, já tão próximo. Tinha dormido durante um bom tempo e, agora, estavam a minutos do pouso. Ao seu lado, a Capitão León parecia tranquila enquanto operava os comandos.

─ Sabe há quanto tempo não durmo assim, tão tranquilamente? ─ perguntou ao oficial desperto. ─ A última vez deve ter sido antes de eu me casar. Depois que me separei, até pensei que voltaria a ter um sono tranquilo, mas não! Gostaria de poder dormir melhor, mas depois da batalha com os reptilianos está difícil. Eram poucos, eu sei, mas só de imaginar que nosso planeta poderia ficar como Marte… Pelo menos demos uma lição naqueles lagartos nojentos! Uma pena você não ter participado de tudo aquilo. Teria gostado, aposto que sim. Deu trabalho, mas até que foi bom pra quebrar a monotonia!

E então gargalhou, uma gargalhada nervosa, certamente tentando afastar as lembranças daquele evento do qual Clarke não se lembrava devido ao acidente. Era incomum ouvi-la falar tanto assim de uma vez. Aliás, a primeira impressão costumeira sobre Carmen León era a de que apenas sorrir já lhe era extremamente difícil. Depois de alguns anos fazendo parte da tripulação da Sirius, o Tenente Stan Clarke sabia que não era verdade. A espanhola tinha o poder nato de comandar e a firmeza que só um excelente capitão poderia ter, mas era muito bem-humorada nos momentos em que a descontração era permitida.

─ Ao menos consegue se lembrar do que quer, Capitão…

─ Às vezes é melhor mesmo não se lembrar de certas coisas, Clarke. Quem dera poder esquecer alguns episódios que…

─ Nunca quis mesmo ter filhos? ─ Clarke perguntou, começando a auxiliá-la nas operações de pouso. Depois, ligando o sistema de comunicação, avisou a todos, aproveitando para fazer uma brincadeira, contagiado pelo bom-humor de León: ─ Tripulação, preparar para o pouso. Temperatura do polo norte lunar no momento: 98 graus. Ainda bem que não é essa a temperatura dentro da Base, hã?

─ Não, não, Tenente. E não me diga que aos 48 ainda há tempo, que a medicina está avançada e tudo mais que ouço de gente que se esquece da superpopulação da Terra, meus ossos chegam a doer ao me dizerem que isso me faria bem. Então precisa ter um filho para se sentir bem? Para onde as pessoas estão mandando a noção delas, hein? Em pleno século 22 ainda falam essas bobeiras. Bem, problema delas.

Por um instante pensou em partilhar com a chefe o que lhe acontecia desde… Desde quando? Desde um pouco antes de partirem de Marte em direção à Base Militar da ONU na Lua. Eram sonhos que mais pareciam recordações. Via uma garotinha brincando, alegre, uma alegria que parecia fazer com que uma ferida dentro de si, adormecida, voltasse a latejar. A menina se virava e dizia algo em sua direção, mas ele não escutava. Dessa vez, porém, tinha sido diferente. Tinha escutado o tom doce de sua voz com perfeição. Uma melodia linda ao pronunciar cada palavra. Há quanto tempo ele não via uma criança? Desde que despertara do coma, nunca mais tivera contato com nenhuma. Nada sabia sobre o período anterior a isso… Em Marte não havia mesmo ninguém abaixo de 25 anos, e Clarke jamais voltara à Terra, não fazia questão, já que fora informado de que não tinha parentes vivos por lá. Era o que registravam seus arquivos pessoais.

Não disseram mais nada até a nave parar em solo, próxima à Base, bem em cima da entrada para a galeria de acesso ao prédio construído já há quase cinquenta anos. Quando a entrada foi permitida, desceram pela escada e caminharam rapidamente até chegarem ao saguão, encontrando ali a equipe de manutenção e alguns oficiais para darem as boas vindas, entre eles o Coronel Tarkovsky, em seu terceiro período como responsável pelo local, e a quem os tripulantes da Sirius conheciam apenas pelas poucas mensagens trocadas, quando obtinham sucesso no contato. Tinha sido difícil encontrar quem se dispusesse a ocupar o cargo depois da tentativa de invasão por parte dos reptilianos, por mais que eles não tivessem conseguido passar de Marte, mas o oficial já sexagenário parecia totalmente disposto a continuar no posto o tempo que fosse necessário.

Ele e Carmen comemoraram o tempo recorde do trajeto Marte-Lua.

─ Impressionante! As pesquisas de aerodinâmica estão mesmo dando resultado, Capitão León ─ ele comentou, em um tom quase informal.

─ Assim como as de combustível, Coronel. E nesse campo, o Tenente Stanley Clarke tem se destacado ─ Carmen olhou na direção do companheiro de trabalho.

─ Fico satisfeito em saber que terei ótimas informações para o Quartel de Controle Espacial da ONU. Não vejo a hora de podermos discutir esses detalhes técnicos para conhecer bem cada um deles, logo que estiverem descansados. Espero que não tenham vindo para cá forçados, aproveitem a estada e a paisagem, é claro – o tom agora era leve e bem-humorado.

─ Certamente, senhor – respondeu Carmen, seguindo com um oficial que mostraria onde poderiam se instalar.

Clarke não achou seu compartimento desconfortável, mesmo havendo lugar apenas para uma cama que poderia ser levantada e um espaço para guardar pertences debaixo dela que serviu bem para as poucas peças de roupa e alguns objetos pessoais. Estava muito cansado, mas demorou um bom tempo até conseguir dormir. Ficou olhando a paisagem por uma janela vedada até adormecer, mas sem conseguir se desligar totalmente. Não quis fechar a cortina. Às vezes, abria os olhos e observava o que estava do lado de fora. Antes de adormecer completamente pareceu ter visto alguém em meio ao deserto.

Uma… criança.

***

Quando acordou, horas depois, ficou um tempo sentado na cama, enquanto ingeria um pouco de pasta nutricional e pensava na visão que tivera. Sim, tinha visto uma criança. Era uma menina, a cor da pele negra como a dele, os cabelos encaracolados. Mas aquilo era impossível! Estaria sofrendo de alucinação? Estaria há mais tempo do que achava que podia suportar fora do ambiente terrestre? Se contasse isso a qualquer um, certamente seria afastado de suas funções, sendo obrigado a voltar para a Terra. E a sensação que tinha era a de não querer voltar. Não sentia falta nem um pouco, muitos lamentavam não ter acesso a uma refeição convencional, por exemplo, mas nem isso o incomodava. Era como se aceitasse sua vida exatamente da forma como era, e por que não aceitaria?

Um aviso no monitor informou o início da reunião com León, Tarkovsky e outros oficiais dentro de alguns instantes, indicando onde seria. Molhou o rosto, sentindo o gosto da água que vinha diretamente das crateras lunares. Percebeu que não se lembrava muito mais do gosto da água da Terra, mas aquela não era ruim, pelo contrário.

“Venha, papai”, ele escutou sussurrar em seu ouvido, logo após batidas na porta. Ele abriu o compartimento e olhou para fora, a tempo de ver a menina desaparecer ao final do corredor.

Foi atrás dela, pedindo que esperasse. Não conseguiu alcançá-la. Ainda correu por vários metros, até que parou antes de uma parede. Fim da linha. Onde estava a criança?

Uma porta à esquerda foi aberta por uma mulher, que se surpreendeu com o estado dele. Clarke tinha o rosto afogueado, os olhos arregalados transmitiam toda a perplexidade da situação inusitada.

─ Tudo bem? Não conheço você, chegou com a Sirius?

─ Sim, eu… sou da tripulação da Sirius ─ foi recobrando o fôlego.

─ Está se sentindo bem? A propósito, Tenente Zhaleh. Fatemah Zhaleh.

─ Estou bem, garanto. Stanley Clarke. Tenente Clarke.

Khoch âmadid, Tenente Clarke! Dou-lhe as boas-vindas em persa. Sou iraniana.

A última frase soou desafiadora para Clarke. Era como se ela estivesse deixando bem clara a sua nacionalidade e informando: se não gostasse de sua origem, era só evitá-la dali por diante. Clarke sabia dos ânimos estremecidos de todas as nações para com o Irã, principalmente depois da invasão a alguns países da Ásia, na década passada. Mas era melhor que o inimigo fosse mantido próximo, sob constante observação, quem sabe não estava mesmo disposto a mudar?

─ Estou indo para a reunião e creio que você também, Tenente. Precisa de guia? ─ ela perguntou, recebendo a confirmação dele com um movimento de cabeça. ─ Vamos juntos.

Logo chegaram à sala onde discutiram todos os pontos a respeito de como tinham sido os últimos anos em Marte e a façanha de chegar à Lua em 175 dias, metade do tempo usual. Carmen explicou que tinha sido positiva a produção de combustível com recursos encontrados em Marte para criarem metanol com sucesso. A maior dificuldade, segundo ela, tinha sido conseguir impulso suficiente com a gravidade reduzida do planeta, ou demorariam mais do que o dobro de tempo da ida. Mas a reformulação da aerodinâmica da Sirius tinha conseguido bons avanços após a recuperação do Tenente Clarke que, segundo ela, tinha sido imprescindível para tornar aquilo real.

─ Após a recuperação do Tenente? ─ inquiriu Tarkovsky. ─ Ele teve problemas de adaptação?

─ Não, senhor. O que aconteceu é que o Tenente Clarke acidentou-se na Terra dois meses antes de nossa partida para Marte. Sem acordar do coma, decidimos levá-lo assim mesmo na viagem. Ele não tinha parentes que impedissem isso e, além do mais, a equipe médica estava confiante em sua recuperação. Foi uma decisão acertada, apesar dos quase dois anos terrestres para que finalmente acordasse.

─ Então ele nem mesmo viu o ataque dos reptilianos? ─ Tarkovsky olhou na direção do homem de quem estava falando.

─ Não, Coronel. Infelizmente, pois gostaria de poder ter contribuído de alguma forma – assegurou Clarke.

─ Temos certeza de que sim – garantiu a Capitão León; depois, voltando-se para o Coronel, explicou: ─ Tivemos alguns problemas de estresse de nível elevado sim, alguns poucos problemas físicos, mas consideramos o saldo positivo. A maior parte das baixas aconteceu durante o ataque reptiliano, nada que possamos dizer que foi por causa da ambientação. Os que estavam lá quando chegamos já sabiam como nos auxiliar.

─ Muito bem, precisamos agora encontrar um meio de fazer a reentrada no planeta com segurança – lembrou Zhaleh.

─ Não será muito difícil. Só precisamos ajustar a velocidade da Sirius. Para pousar aqui, por exemplo, viram que precisamos aguardar um momento em que estivéssemos abaixo dos pouco mais de 40 mil quilômetros por hora necessários para nossa saída de Marte. Precisamos estudar mais a atmosfera terrestre e analisar as ligas metálicas da nave para ter segurança quanto à velocidade adequada.

─ A reentrada segura hoje está em no máximo 31 mil quilômetros por hora ─ informou o Coronel. ─ Temos tecnologia aqui para estudar bem o processo. Mas se quiserem, poderão usar a Ales, que já está na velocidade adequada.

─ Grata pela oferta, Coronel, mas vamos tentar terminar nossa tarefa por completo, afinal nossa missão estaria concluída ao levar a nave de volta, em segurança, mostrando que isso é possível. Estamos ansiosos para retornar com… Clarke? Você está bem? Clarke! ─ gritou León, ao ver que ele revirava os olhos e caía ao chão, desacordado.

***

Ele caminhava em direção ao carrossel e lá estava a garota. Grace. Sua filha. Sabia agora que era ela a menina que tinha vindo atrás dele, que sussurrava em seu ouvido. Não havia mais ninguém no parque, a não ser os dois. A única música era a do brinquedo, competindo com as risadas da menina. Ele parou a alguns metros de distância e contou as voltas. Uma, duas, três. Na quarta, o carrossel estava vazio. A música tinha parado. Não havia mais risadas. Ele sentiu a aflição, já uma velha conhecida sua.

“Não vá embora de novo, Grace. De novo não”, ele pensou consigo mesmo, sem conseguir falar.

“Eu estou aqui, papai”, ela sussurrou em seu ouvido. Quando ele se virou, a menina o observava a alguns metros de distância, sorrindo, permanecendo imóvel enquanto ele caminhava em sua direção. Conforme Clarke se aproximava, o sorriso ia morrendo nos lábios róseos, muito claros. Ao chegar perto dela, ajoelhou-se. Percebeu aterrorizado que havia um corte profundo no pescoço de Grace, de onde escorria sangue, manchando o vestido. Quando ia tocar o ferimento ela o impediu, com uma força que não condizia com seu tamanho. E perguntou a Clarke mentalmente, para completo terror do homem: “Você vai me matar de novo, papai? Por favor, não… Você veio me buscar?”

***

─ Grace?! ─ Clarke gritou ao despertar, subitamente, sentando-se na cama. Encontrou o olhar de Carmen sobre ele, sentada em uma cadeira próxima. Por alguns instantes não disseram nada. Enfim, ele quebrou o silêncio: ─ Seis anos. Era a idade dela, seis anos.

─ Você se lembrou, então.

─ Acho que sim. E eu vi, Capitão, vi o corte no pescoço. Ela disse… Disse que fui eu ─ Clarke tinha a voz embargada.

Carmen foi contando aos poucos. Falou sobre o estado depressivo apresentado por Stanley meses antes da viagem e de como o oficial passou a se drogar, conseguindo até mesmo esconder isso dos superiores. Desconfiava que a esposa tivesse um caso e até mesmo achava que Grace não era sua filha, por mais que o estudo genético da menina fosse prova irrefutável de que tinham o mesmo sangue. Em uma crise alucinógena, cortara a garganta da menina, dizendo que ela tinha se transformado em um monstro. Ao se deparar com a realidade, cortara os pulsos tentando se matar. Laureen, sua esposa, presenciara tudo, horrorizada.

Instintivamente Stan olhou para seus pulsos, sem encontrar vestígio de nada que indicasse o que ela tinha acabado de lhe contar.

─ Foi fácil desaparecer com as marcas. O caso foi abafado ao máximo ─ explicou Carmen. ─ Você era um herói nacional, Clarke, aquele que ia mudar a história da conquista do espaço junto com outros que tinham ido antes para Marte. A versão oficial foi a de que sua casa tinha sido invadida por delinquentes, que roubaram muitas coisas e mataram a você e a sua filha. Não foi difícil acreditar, visto a violência alarmante que os mais de trinta bilhões de pessoas no planeta enfrentam todo dia. Laureen, sua esposa, aceitou se submeter ao Mnemosine.

─ Mnemosine?

─ Sim, um projeto experimental para apagar lembranças. Na verdade, ainda está restrito para casos de reabilitação de assassinos cruéis, mas também já está sendo usado no caso de vítimas que não conseguem superar o trauma. No caso de Laureen, por exemplo, parecia ser o melhor para ela: esquecer-se de tudo. Continuar a viver, mas desconhecendo a dor insuportável… No seu caso, isso também parecia viável.

─ Eu também me submeti ao tal projeto…

─ À revelia, afinal estava em coma. Decidimos arriscar. Não havia mais lugar pra você lá embaixo, sozinho. O que faria ao acordar? E se lembrasse do passado, como foi o que aconteceu?

─ Só me lembrei de Grace…

─ Lembrou-se do essencial. E quem o conhecia antes? Muitos tinham dúvida sobre o acontecido e ainda têm. O melhor era mesmo levá-lo junto para Marte, e caso acordasse do coma, tudo seria diferente.

De repente, tudo começou a fazer sentido. Os companheiros de tripulação que apenas o tratavam polidamente, parecendo às vezes sentir medo dele, desconfiar dele. Uma vez, um havia lhe perguntado o que achava de seu passado misterioso. “E se descobrisse que seu passado esconde coisas terríveis?” Na hora Clarke tinha se surpreendido com a pergunta, depois acabou levando para a brincadeira, respondendo: “Quem não tem seus pecados escondidos no lugar mais obscuro da alma?”

─ Então meu nome não é Stanley Clarke?

─ Não, não é. Os registros foram apagados completamente a respeito de sua identidade. Aquele que viveu antes de Stanley Clarke não existe mais.

─ E você sabe de tudo…

─ Todos da Sirius sabem, aliás. Por isso é melhor que não volte à Terra.

─ Na verdade, eu não tencionava mesmo voltar. Talvez tivesse medo do que pudesse acontecer. Devia ter me deixado em Marte, então, Capitão León.

Carmen suspirou.

─ Sabe que precisávamos de você durante a viagem e também para nos ajudar a aterrissar na Terra com a Sirius. Era melhor que ficasse aqui, também, mais próximo da Terra e com melhor comunicação, assim não teríamos a sensação de estarmos tão distantes ─ ela segurou a mão dele enquanto falava. ─ Não entendo, Clarke, como pode ter feito tudo o que fez no passado. Muitas vezes desejei desconhecer sua história. Sempre tentei fazer de conta que tudo começou com o Clarke acordando do coma. Não pense no que já ficou enterrado. Encare como um renascimento. Se fosse comigo, agiria assim.

─ Os oficiais da Base Lunar, eles…

─ Não sabem de nada, afinal todos já estão aqui há um bom tempo. Meus oficiais têm ordem expressa para não comentarem nada.

Durante as próximas horas ele ficou sozinho, sendo monitorado em seus sinais vitais. Ninguém desconfiaria de uma crise de estresse após uma viagem de tantos dias. Depois, quando saiu do compartimento e voltou a trabalhar, contou com o apoio da Capitão León e todos da tripulação da Sirius para sustentar a versão de esgotamento físico. Nos oito dias seguintes, Clarke mergulhou no trabalho, tentando não dar vazão aos sentimentos quando Grace aparecia ou sussurrava em seu ouvido: “Eu sempre estarei aqui, papai.”

***

─ Richard Clinton-Parker III.

Clarke girou sua cadeira e tirou os óculos dimensionais, podendo finalmente enxergar Zhaleh, parada a alguns passos.

─ Richard Clinton-Parker III, é esse o seu verdadeiro nome. Conheço sua história real. O rosto está um pouco diferente, bem mais magro, não usa mais barba ou bigode, mas é você, sim.

─ Como você… ─ ele se lembrou do que León dissera, sobre todos da Base Lunar desconhecerem seu passado.

─ Estou aqui há pouco tempo, depois de finalmente ter conquistado uma vaga no programa espacial da ONU. Minha filha mais nova tinha quatro anos quando vim para cá. Ou seja, acompanhei todo o escândalo na época. Um dos últimos descendentes de dois presidentes que governaram os Estados Unidos, você é a segunda geração de negros da família Clinton-Parker. Primeiro Bill, depois Hillary, os dois marcaram seus nomes na história… E ela ainda governou por duas vezes. Conseguiu muitos avanços nas negociações com o governo iraniano em sua época, minha avó contava que antes do acordo entre nossos países, tudo era pior. Chegaram a pensar que tudo estava perdido. Você devia ter orgulho deles, dela principalmente, antes de… Bem, antes de se tornar outra pessoa.

Talvez por isso sua vida anterior precisasse ser excluída do mapa. Como explicar um ato tão frio como o assassinato de uma criança por seu próprio pai, sendo esse pai uma figura pública?

─ Espere, León me disse que não tenho mais familiares vivos e que…

Súbito, parou para refletir. Claro, claro que León omitiria tudo aquilo. Se o que Zhaleh estava lhe contando era verdade, não havia mesmo como ele voltar para a Terra. Afinal, o descendente louco e assassino da tradicional família Clinton estava morto, não estava?

─ Por que você me contaria tudo isso, Tenente?

─ Porque acredito que não temos como enterrar o passado. Fugir dele não adianta, pois o passado é capaz de nos encontrar, uma hora ele nos chamará. Minha avó dizia que o homem que desconhece seu passado não existe de verdade. É apenas um espectro, uma sombra. Seja o que for, é preciso nunca esquecer, é preciso conviver com ele. Por mais que seja doloroso.

Clarke levou as mãos ao rosto, passando-as vigorosamente pela face, pela testa, impactado pelas revelações da oficial.

─ Meus pais? Eles ainda estão vivos?

─ Não, não estão. Morreram em um acidente de avião, eu ainda era uma menina. Um acidente que alguns colocam como intencional.

─ Que quer dizer?

─ Quero dizer que há três gerações a família Clinton não tem muito do que se orgulhar. Envolvidos em muitos escândalos, sobrou apenas o respeito conquistado por sua bisavó. Desde que ela faleceu, os Clinton estiveram mais nas páginas policiais e nas colunas sociais do que nas páginas de política.

E para todos ele estava morto. Era mais cômodo. Era menos vergonhoso. Não se podia admitir mais um escândalo na tradicional família democrata.

─ Estou mesmo cansado de fugir do passado. Preciso pensar um pouco sobre isso tudo. Com licença, Zhaleh ─ pediu ele, deixando-a sozinha na sala.

Não sentia qualquer vontade de tirar satisfações com Carmen. Ela justificaria qualquer acusação que ele fizesse, a respeito de ter ajudado a esconder tudo aquilo talvez pelo bem de Clarke. Que bem era aquele, que destruía com tudo o que ele tinha sido, tudo o que tinha feito, reduzindo-o a uma sombra? As palavras de Zhaleh não saíam de sua cabeça. Não importa o que fosse, o passado não o deixaria em paz. Nunca. Nem mesmo entre as estrelas.

Deu meia-volta e encontrou Zhaleh no mesmo lugar onde a deixara.

─ Tem que me ajudar. Não quero mais fugir de meu passado.

─ E como eu poderia fazer isso?

─ Venha comigo. Assim ninguém vai desconfiar de eu ir aonde preciso ─ Ele pediu que ela saísse na frente dele, e caminhasse em direção ao hangar. ─ Pode dizer depois que eu a ameacei. Faça de conta que foi forçada a me levar onde pedi. Por favor.

Zhaleh foi conduzindo Clarke pelos corredores até o hangar, onde estavam as naves para manutenção. Naquela hora, havia apenas dois mecânicos no lugar, ocupados com a Ales.

─ Me passe o código da primeira nave e depois dê um jeito de abrir a porta ─ disse ele, logo depois sussurrando “desculpe”, um instante antes de acertar-lhe um tapa no rosto.

Os mecânicos viram aquilo e ficaram atônitos.

─ Rápido, busquem reforços! Ele está fora de… ai! ─ ela gritou quando ele a puxou pelo braço até o comando da porta de saída.

─ Digite a senha, vamos.

Ela fez o possível para mostrar-se desesperada diante das câmeras do circuito interno. Enquanto a porta se abria, seguiram para a nave e Clarke subiu no aparelho, digitando os números ditados por Zhaleh segundos antes. Antes de entrar, despediu-se dela agradecendo apenas com o olhar.

Ele já estava fora do hangar quando Tarkovsky e León chegaram correndo. A espanhola acionou o comunicador para tentar fazer com que ele desistisse da ideia.

─ Oficial Clarke, eu ordeno que retorne!

─ Oficial Clarke, essa nave não aguentará a entrada na atmosfera terrestre, não foi preparada para isso ─ informou o Coronel Tarkovsky, tentando manter o controle. ─ Íamos justamente começar sua manutenção…

─ Capitão León… Para sua informação, não estou indo para a Terra. E o oficial Clarke não existe mais, mas agradece por todos esses anos de serviço.  Aqui quem se despede é Richard Clinton-Parker III. Está na hora de ir atrás do futuro como ele deve ser. Coronel, perdoe-me por todo o inconveniente. Isso é mais do que necessário e já conferi o combustível. É suficiente para o que pretendo fazer.

─ Podemos abatê-lo, ou tentar bloquear os comandos da nave, para que faça o retorno, Capitão León! Ele está fora de si! ─ Tarkovsky via apenas uma saída.

─ Por favor, não. Deixe-o. Creia, Coronel, os danos serão menores assim. Eu explicarei por quê.

Engolindo em seco, ela desligou o comunicador. Tarkovsky virou sua atenção para Zhaleh, querendo saber mais detalhes e se a oficial, que parecia um pouco transtornada ainda, estava se sentindo melhor.

─ Agora estou melhor, Coronel. Obrigada ─ respondeu entre lágrimas que já não podia segurar, tocando a face no lugar vermelho por causa do tapa de Clarke. Mal sabia Tarkovsky que eram lágrimas de felicidade. Estava feliz por Clarke.

“Agora ele tem o passado de volta.”

***

Ele perdeu a noção do tempo. Na verdade, não havia propósito em conferir há quantas horas estava ali. Durante quase todo o tempo seguiu em frente, cada vez mais distante da órbita terrestre. Procurou por alguma informação no computador de bordo, algo que lhe dissesse mais alguma coisa sobre a vida na Terra, mas depois compreendeu que nada disso mais importava. Esperava por alguma coisa que ele não sabia o que era. Talvez quando o combustível acabasse, e quando ficasse horas sem se alimentar, tudo terminaria da forma como deveria ter sido. Não sentia medo. Ao contrário, era uma sensação de paz indescritível. A sensação era a de que apenas ele existia no universo inteiro, e que logo seria absorvido por completo.

Dessa vez, não cortaria os pulsos. Esperaria até quando fosse a hora certa. Não percebeu quando dormiu, de cansaço. Ao abrir os olhos, não havia mais iluminação na cabine. Apenas a luz das estrelas clareava o lugar. Estava olhando para elas no momento em que sentiu algo tocar-lhe a mão. Era o toque de outra pele na sua.

Era a mãe de Grace a segurar-lhe os dedos. Pode senti-la e vê-la bem ao seu lado. Ela era real. E não havia nenhum corte em sua garganta, nada de sangue a manchar-lhe o delicado vestido.

─ Papai, está na hora. Você precisa terminar de me contar aquela história que começou e nunca teve fim… ─ ouvia a voz da menina, tal qual como ouvira tantas vezes em seus ouvidos, e em seus sonhos.

─ Filha, eu… Eu não consigo me lembrar mais qual história era.

Ela soltou sua mão da dele e tentou secar as lágrimas de Clarke, enquanto o confortava:

─ Está tudo bem, papai. Você pode me contar outras, todas que quiser, ficaremos sempre juntos. Vem, papai, não temos tempo a perder.

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Ficção Espacial”, sujeito ao limite máximo de 5000 palavras.

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87 comentários em “O passado é um viajante das estrelas (Bia Machado)

  1. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Gostei,

    O texto ficou muito bem escritor, e toda a ficção espacial aqui presente me empolgou bastante. O limtie do conto é bem grandinho, assuta um pouco…. mas felizmente o autor decidiu não utilizar tudo, o que evitou de tornar a obra cansativa. Os diálogos estão muito bem trabalhados. Muito boa a historia, parabens

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá, Thales, pode parecer que não utilizei muito, mas por pouco não estourei… Cheguei a estourar e tive que tirar algumas coisas, nesse sentido o texto acabou sofrendo uma perda de qualidade, mas tudo bem… Acabei tentando “resolver algumas dúvidas” nos diálogos, o que não acho legal fazer, mas enfim, obrigada por ter gostado!

  2. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Preciso começar dizendo que adorei o título “O passado é um viajante das estrelas”. e esse trecho me chamou muita atenção: “- Porque acredito que não temos como enterrar o passado. Fugir dele não adianta, pois o passado é capaz de nos encontrar, uma hora ele nos chamará. Minha avó dizia que o homem que desconhece seu passado não existe de verdade. É apenas um espectro, uma sombra. Seja o que for, é preciso nunca esquecer, é preciso conviver com ele. Por mais que seja doloroso.” Fantástico! Parabéns. Quando comecei ler esse conto imediatamente lembrei de um livro que li há um tempo atrás, chamado Um pedido as estrelas, que falava de uma astronalta que queria muito um bebê. Em fim, acho que lembrou pelo fato de astronalta e de crianças. Mas não há muitas palavras para descrever o conto. É muito bom, e emocionante. Além de ser bem escrito e não fugiu da narrativa ou a tornou cansativa por nenhum momento. Adorei a parte que a menininha pega na mão do pai, e nem deu para ter raiva dele por ser um assassino. Parabéns.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Tamara, muito obrigada por ter lido o conto e fico feliz pelas sensações que a leitura lhe causou!

  3. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Batalha espacial é um dos temas favoritos de muitos leitores. Jornada Nas Estrelas até hoje fascina Gerações. Os diálogos a respeito de planetas, Marte, Lua, e o tratamento “mnemosine” deram o toque futurístico em seu conto. A visão da criança imediatamente criou um ambiente de suspense e mistério, foi muito bem colocada. Apesar de ser longo, li seu conto em um instante. A história daria um episódio fantástico de Jornada nas Estrelas, basta trocar os “reptilianos” pelos “Klingons” ou “Romulanos”. Emocionante.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Wilson! Não foi fácil escrever o texto, quase desisti porque estava nos últimos momentos, e por isso ele tem várias falhas, mas agradeço por seu comentário e fico feliz que tenha gostado!

  4. Andre Luiz
    28 de abril de 2015

    Seu texto é muito bem formatado, digo, com um início, meio e fim bem estruturados. A história é cíclica. Gostei da forma como você abordou o tema, sendo que eu já esperava algo no estilo “Guerra nas estrelas” ou “Uma odisseia no espaço”, com batalhas épicas entre povos extraterrestres de trocentos braços e com formato de árvores. Mas não… Você tratou tudo com muita maestria, uma delicadeza e sutileza que fez com que o tema mudasse de perspectiva, tornando-se um plano de fundo para algo muito mais intrínseco. Uma sugestão pessoal, no intuito de tornar o texto um pouco mais fluido, é apresentar as informações mais suavemente, diluindo-as entre diálogos e descrições, e fazer alguns cortes de adjetivos e substantivos em excesso na parte inicial. No mais, um ótimo texto.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada, Andre, pelas palavras, tenha certeza de que eu não conseguiria jamais escrever nesse estilo de Guerra nas Estrelas, sempre levaria para o lado “psicológico” da coisa, rs. Infelizmente terminei muito em cima, não tinha tempo para pensar muito no desenvolvimento, acabei jogando muita coisa nos diálogos, o que não gosto de fazer, e quase desisti por isso, mas fica a lição para não fazer nada correndo na próxima! Obrigada!

  5. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Gosto muito de ficção espacial. A ideia da infinitude do espaço é assustadora e maravilhosa. Sentir-se sozinho na imensidade que é o desconhecido; sem a Terra, sem pessoas, sem nossa atmosfera. Perturbador.
    A trama de “O Passado É Um Viajante das Estrelas” é clichê: um homem amargurado pelo passado obscuro que envolve sua família, precisamente a filha. A linguagem empregada é boa e demonstra que o autor ou autora tem domínio de escrita. Os personagens são velhos conhecidos, mas com seu charme. O desfecho é a pérola da narrativa. Como eu disse, cheio de imensidão.
    Eu, como leitor, gostaria que a relação de Clarke e Zhaleh fosse mais profunda. A ajuda da iraniana no suicídio do protagonista só foi justificada por palavras. Gostaria que o entendimento entre os dois ficasse subentendido no diálogo, nos gestos.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá, Jefferson, gostei muito de seu comentário e de suas sugestões. Infelizmente, eu quase estourei o limite, rss… Gostaria de ter ficado mais tempo com essas personagens, gostaria de ter desenvolvido mais a Zhaleh, mas não deu. Podia ter deixado de lado essa história doida, mas decidi escrever do jeito que deu e assumo todas as falhas, rs. Mas vou tentar desenvolver mais a história. Quem sabe?

  6. rsollberg
    28 de abril de 2015

    É um conto bem original, apesar do seu começo bem morno e habitual no gênero de ficção cientifica. Sim, ele começa no estilo Tropas Estelares, com um viés que aparenta ir pra ação, mas aos poucos vai se revelando mais denso, numa jornada pessoal do protagonista. A boa história de ir atrás de seu passado tenebroso, misterioso.

    Então, penso que o autor deveria ter dado mais destaque nessa busca do personagem, ao invés de se deter muito em detalhes da missão, por exemplo – que a meu ver é apenas o pano de fundo. Nesse sentido, achei os diálogos muito explicativos.

    Alguns personagens estão bem desenvolvidos, gostei da Léon e da Zhaleh, gostaria mais ainda se elas tivessem mais desenvolvimento. A atitude da segunda, por exemplo, é praticamente gratuita. A motivação, aparentemente, é fraca. A única dica é que ela estava feliz por ele ter o passado de volta. No entanto, o breve histórico dela é forte, e desperta um interesse automático.

    Bem interessante a ideia de levar um tripulante em coma para o espaço, e essa foi uma informação que me fisgou e renovou minha vontade de ir adiante. A parte da arvore genealógica do Clarke também foi bacana, criando um vínculo entre o real e a ficção. Acho que isso normalmente aproxima o leitor.

    Não reparei em qualquer desvio gramatical. O texto flui bem e, só perde um pouco do ritmo em alguns diálogos, como já mencionei anteriormente.

    Parabéns e boa sorte no desafio

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      esses aspectos científicos, tecnológicos eram bastante destacados, justamente o que eu não queria, pois não gosto de escrever coisas do tipo. Essa foi a minha maior dificuldade.

      Quanto aos diálogos explicativos: não gosto disso, e pra mim foi a única forma de não terminar o conto sem respostas, por ter usado quase todo o limite de palavras. Era isso ou não escrever, já estava em cima da hora. Da próxima vez, escolherei a segunda opção. Obrigada por ter gostado da Zhaleh, também me senti chateada por tê-la usado gratuitamente.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi! Não sei por que, mas meu comentário anterior foi cortado, ainda bem que escrevi em bloco de notas antes, e coloco aqui na íntegra:

      “Olá, sobre a questão de ter dado mais detalhes da missão, foi o medo de fugir do tema que não é muito familiar pra mim. Li alguns contos no estilo e a missão, esses aspectos científicos, tecnológicos eram bastante destacados, justamente o que eu não queria, pois não gosto de escrever coisas do tipo. Essa foi a minha maior dificuldade.

      Quanto aos diálogos explicativos: não gosto disso, e pra mim foi a única forma de não terminar o conto sem respostas, por ter usado quase todo o limite de palavras. Era isso ou não escrever, já estava em cima da hora. Da próxima vez, escolherei a segunda opção. Obrigada por ter gostado da Zhaleh, também me senti chateada por tê-la usado gratuitamente.”

  7. Redescobrindo Palavras
    28 de abril de 2015

    Preciso começar dizendo que adorei o título “O passado é um viajante das estrelas”.
    e esse trecho me chamou muita atenção: “- Porque acredito que não temos como enterrar o passado. Fugir dele não adianta, pois o passado é capaz de nos encontrar, uma hora ele nos chamará. Minha avó dizia que o homem que desconhece seu passado não existe de verdade. É apenas um espectro, uma sombra. Seja o que for, é preciso nunca esquecer, é preciso conviver com ele. Por mais que seja doloroso.” Fantástico! Parabéns. Quando comecei ler esse conto imediatamente lembrei de um livro que li há um tempo atrás, chamado Um pedido as estrelas, que falava de uma astronauta que queria muito um bebê. Em fim, acho que lembrou pelo fato de ter astronauta e de crianças. Mas não há muitas palavras para descrever o conto. É muito bom, e emocionante. Além de ser bem escrito e não fugiu da narrativa ou a tornou cansativa por nenhum momento.
    Adorei a parte que a menininha pega na mão do pai, e nem deu para ter raiva dele por ser um assassino. Parabéns.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada mais uma vez, já respondi ao seu comentário ali em cima! 😉

  8. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Marillion! Costurou com maestria os elementos de reconhecimento da ficção espacial e o drama do seu protagonista. A trama foi bem desenvolvida e bem particionada, além de agregar fatores de uma realidade alternativa plausível. Parabéns e boa sorte!

  9. Fil Felix
    28 de abril de 2015

    Conto muito bom, bem narrado e estruturado, desenvolvido de uma forma muito tranquila para ler. A história não me tocou tanto, mas o texto tem diversos pontos alto. Interessante como abordou as colônias, a distância entre os planetas e toda a ambientação espacial ficou perfeita, só senti falta de um “Capitã”. Me lembrou do projeto que li recentemente sobre enviar pessoas para Marte.

    *Ainda prevê a próxima eleição dos EUA ^^

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Fil! Obrigada pela leitura. E sobre o “Capitã”, também achei que fosse, mas em uma pesquisa que fiz, vi que no exército as mulheres são chamadas de Capitão, Soldado, Sargento… Ainda bem que fui procurar antes, senão colocaria mesmo “Capitã”, rs. =)

      • Fil Felix
        3 de maio de 2015

        Eu descobri isso esses dias também, sobre ser Capitão. Mas é estranho, já que temos presidenta o.O Valeu pelo retorno!

  10. Redescobrindo Palavras
    28 de abril de 2015

    Preciso começar dizendo que adorei o título “O passado é um viajante das estrelas”.
    E esse trecho me chamou muita atenção: “- Porque acredito que não temos como enterrar o passado. Fugir dele não adianta, pois o passado é capaz de nos encontrar, uma hora ele nos chamará. Minha avó dizia que o homem que desconhece seu passado não existe de verdade. É apenas um espectro, uma sombra. Seja o que for, é preciso nunca esquecer, é preciso conviver com ele. Por mais que seja doloroso.”
    Fantástico! Parabéns. Quando comecei ler esse conto imediatamente lembrei de um livro que li há um tempo atrás, chamado Um pedido as estrelas, que falava de uma astronauta que queria muito um bebê. Em fim, acho que lembrou pelo fato de astronauta e de crianças. Mas não há muitas palavras para descrever o conto. É muito bom, e emocionante. Além de ser bem escrito e não fugiu da narrativa ou a tornou cansativa por nenhum momento.
    Adorei a parte que a menininha pega na mão do pai, e nem deu para ter raiva dele por ser um assassino. Parabéns.

  11. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Sou suspeito. Não curto muito ficção passada no espaço, mas o texto realmente não me chamou a atenção. O conto é explicativo demais e ainda as informações estão todas colocadas dentro dos diálogos, o que para mim toda tudo cansativo, realmente não gosto. A história foi bem desenvolvida e, em certos aspectos, até chegou a me prender, mas o que me impediu de gostar do texto na verdade foram os personagens, que parecem muito opacos, sem um desenvolvimento mais próximo. Há de se dizer que está muito bem escrito, só não me agradou.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Também sou suspeita, até gosto de alguns filmes no estilo, como “2001”, mas não sou de ler textos desse gênero. O uso dos diálogos para explicar foi o que deu pra fazer dentro do limite. 5000 palavras é bastante, mas para a trama que pensei, acabou não sendo. Em vez de desistir de vez de participar, acabei “dando um jeito” que não ficou muito legal, também me incomodaram os diálogos. Justamente por isso eu não achei minha história bem desenvolvida, como você achou. Obrigada pelo comentário, eu te entendo quando explica que não gosta do gênero, rs…

  12. Felipe Moreira
    28 de abril de 2015

    Esse é o último conto do desafio e depois de refletir um pouco, esse também configura a ala de contos bem trabalhados do desafio. Embora eu tenha achado a aventura de Clarke um tanto apressada, a maneira como ele descobriu se reencontrar e como arquitetou a “fuga”. Amo sci-fi, e tive nesse texto um bom entretenimento. Gostei da visão geopolítica sobre o cenário atual influenciando diretamente no cenário futurista construído.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Felipe, você pegou bem os problemas do meu texto, e eu assumo isso porque quase desisti de enviar por justamente esses aspectos que você apontou. Obrigada pela leitura!

  13. Pedro Luna
    27 de abril de 2015

    Um drama espacial bem pesado. Os nomes me remeteram a outros produtos artísticos voltados ao espaço, como cinema e jogos. Lia Clarke e me lembrava direto do jogo DEAD SPACE 2, que foi uma pedra no meu sapato no ano passado e ainda não consegui zerar porque estou no último chefe praticamente sem balas. kkk… mas voltando ao conto, eu gostei. Não acontece muita coisa, mas tem história aí, e ela é massa. Eu acho particularmente que o espaço e assombrações, personagens complexos, sempre rende muito.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      haha, valeu pelo comentário, e achei legal fazer esse jogo com o nome do personagem, Stanley do Stanley Kubric e Clarke do Arthur C. Clarke, um autor que adoro!

      • Pedro Luna
        1 de maio de 2015

        E ainda rolou um Tarkovsky ali..haha.

      • Bia Machado
        1 de maio de 2015

        hahaha, verdade!

  14. mkalves
    27 de abril de 2015

    Creio que há erros no início do texto: “Era incomum ouvi-la falar tanto assim de uma vez.” Mas não era Clarke quem falava logo após despertar?? Essa confusão me fez tropeçar um pouco na leitura. Depois me pareceu um pouco inconsistente Cap. León dizer que desejava conhecer a história dele se… bem, se na verdade parecia já saber. Adiante, ele ser decendente dos Clinton… Clark não era negro? Porquê razão Zaleh teria lhe contado tudo e o ajudou a fugir? Depois, ao invés de a mãe de Grace, creio quer era a mão da menina, certo? Bem, fiquei com muitas perguntas soltas com essa história.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá, quanto ao começo, o narrador se referia a León, mesmo, quis dar a entender que o tanto que ela falou ali já era mais do que o normal para ela. Peço desculpas. Sim, ela já sabia a história dele, mas ele não sabia que ela sabia, não é mesmo? Sim, Clarke era negro, descendente de brancos, diferente de mim, que sou branca e tenho avós negros por parte de mãe, não vejo problema nenhum quanto a isso. Sim, não era “mãe” e sim “mão”, foi um erro de digitação que não percebi e como enviei no último prazo não revisei, mil desculpas. Obrigada pela leitura.

  15. Swylmar Ferreira
    27 de abril de 2015

    O tema do texto e o limite colocado foram respeitados.
    A escrita contem algumas falha, a linguagem usada e de fácil entendimento e a trama interessante. Um drama que utilizou muito bem a ficção, mostrando um futuro plausível.
    Parabéns

  16. Anorkinda Neide
    27 de abril de 2015

    Olha.. achei cansativo…
    Eu tava imaginando que a menina seria uma futura filha dele com a Carmem..olha a viagem!! kkk
    dae decepcionei ao saber q ele matou a filha… humm nao ficou legal isso.
    nao curti tb a estrangeira lá ter lhe contado de sua ascendencia poderosa assim, de supetão e sem maiores motivos, não me convenceu,sabe como é?
    enfim, foi um enredo que não me fisgou e ficou longo demais.
    mas há um conto ae, bem elaborado, só não me conquistou, espero que conquiste os demais colegas.

    Abração

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Anorkinda, obrigada pela leitura. Que pena ter te decepcionado quanto à filha. Mas tentei ser menos novelesca dessa vez, rs. Sobre ele matar a filha, bem, infelizmente isso acontece, faz parte da vida real e eu gosto desses toques de realidade no texto. Ao menos nesse quesito, não sou manteiga derretida, deixo o personagem ter todos os defeitos que ele achar que pode ter, rs.

      Quanto a Zhaleh contar a ele sobre seu passado, eu também não queria assim, foi a única coisa em que pensei para não estourar o limite, também não queria que ficasse longo assim, mas acabou ficando, e já me dei conta que pelo jeito sirvo para escrever textos maiores, preciso aprender a escrever contos no sentido bem específico da palavra… Mas a explicação está no texto: ela esteve na Terra durante o período dos acontecimentos, então sabia do que tinha acontecido.

  17. Pétrya Bischoff
    26 de abril de 2015

    Bueno, temos mais um roteiro para Spielberg 😛 Narrativa e descrições são ricas e conduzem bem a leitura, e a escrita é de fácil acesso. Gostei da abordagem do tema e de como ele foi redescobrindo seu passado aos poucos, e aceitando-o. Eu teria feito um final sem essa morte, talvez ele encontrasse um buraco de minhoca onde poderia viver com sua família, slá. De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Haha, Pétrya, adorei esse buraco de minhoca, mas aí não ia dar para o limite, quase não deu, rs… Obrigada pela leitura!

  18. vitor leite
    25 de abril de 2015

    ficção muito bem desenvolvida, com as mulheres a terem muito protagonismo. nunca é muito, digo eu. muitos parabéns e é isso que importa.

  19. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (4/5) muito boa, bem encaixada. A história comovente veio com uma introdução que gera interesse (quem é a menina?), um desenvolvimento bom de ler e clímax muito eficiente. Parabéns!

    ✍ Técnica: (4/5) é boa, sem nenhum erro importante. Dá a velocidade que o texto necessita e cria as cenas com qualidade.

    ➵ Tema: (2/2) Ficção Espacial (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) é bem criativo, embora utilize alguns elementos comuns do gênero espacial, mesmo que de forma eficiente.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) não me emocionei como a trama pedia. Não consegui descobrir o motivo de não ter me emocionado, já que me identifico bastante com problemas familiares. Apenas não funcionou totalmente para mim. Ainda assim, gostei bastante.

    Encontrei os seguintes problemas:
    ● *Capitã* León (em várias partes do texto)
    ● *Pôde* senti-la e vê-la bem ao seu lado

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Leo, obrigada pelos comentários! Quanto aos elementos do gênero espacial muito comuns utilizados, isso vem da minha pouco familiaridade com o gênero e do tempo curto para a pesquisa. Ainda bem que pesquisei a questão do “Capitã”, vi que ele não é utilizado dessa forma. No exército “Capitão”, “Sargento”, “Soldado” também se referem a mulheres, também não sabia. Mas o que tiver de erro, assumo, pelo tempo que faltou para a revisão.

  20. Gilson Raimundo
    23 de abril de 2015

    No começo achei muito fraco o texto, coisas burocráticas que não prenderam minha atenção, depois a possibilidade de uma batalha estelar que seria o mais comum, não aconteceu em detrimento a um drama pessoal de um psicopata meio forçoso, lembrei de um texto “A morte Não pede carona…” onde o personagem fica numa nave esperando a morte chegar…Gostaria um dia de ver o nacional ser valorizado, com o Ronaldo, Jair, Carolina, todos tendo a mesma chance de viajar pelo cosmos. Num conjunto geral ficou mediano.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Ok, obrigada pelo comentário, pena a sua leitura não ter sido atenta o suficiente para ver que não se tratava de um psicopata. E a opção por um drama pessoal, no meu caso, sempre vai existir. Esse foi meu grande problema ao receber esse tema, não queria de forma alguma partir para batalhas estelares…

  21. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    22 de abril de 2015

    Usou bem o espaço generoso que alguma boa alma espacial lhe deu com um conto acima das minhas expectativas. Abordou mais o drama “espacial” do que a ficção em si, tratando até de política internacional, mesmo no mundo universalizado; já que o globalizado estava obsoleto. Na verdade, uma política um tanto clichê que nem fez cócegas em tirar o brilho desse drama. Parabéns e obrigado por fechar tão bem esse tão bom desafio.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada, Carlos, pela leitura do texto e pelo comentário!

  22. Virginia Ossovski
    19 de abril de 2015

    Uma boa história, acho que não me emocionou tanto quanto poderia, fiquei meio chocada demais com a criança de garganta cortada. O tema espacial foi bem contemplado, a trama é instigante e aproveita bem o espaço disponível. Parabéns pela obra e boa sorte !

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Virginia! No começo, o que eu queria era tentar escrever algo no estilo de Alien, algo de terror, já que nunca me vi escrevendo algo em ficção espacial… Aí dessa vontade só sobrou a garganta cortada da menina… =P Obrigada pela leitura!

  23. Marquidones Filho
    19 de abril de 2015

    Gostei do conto. Não apenas pelo tema, mas pelo clima que passa, tudo ficou muito bem construído. Esse “mãe” no final deu um nó na cabeça, acredito que seja “mão”, rs. Um ótimo conto, parabéns!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá, é “mão” sim, nem vi antes e não deu tempo de revisar, desculpe! Obrigada pela leitura e comentário. 😉

  24. mariasantino1
    18 de abril de 2015

    Olá!

    A trama é boa e você consegue incrementar imagens do cenário espacial (Marte, recursos, metanol, água lunar…) com os sentimentos (dramalhão) do microuniverso do personagem principal (Stanley Clarke/Richard Clinton-Parker III). O fato de se apagar a memória da esposa, a decisão de se mandar um membro político para o espaço e o cenário caótico dos habitantes da terra, deram ar instigante para o desenrolar dos fatos. Desejaria que as explicações viessem por epifanias e não por meio de diálogos (deu um ar pouco natural – em minha opinião, é claro), também desejaria mais do tenente depois que ele acorda. Não gostei do fato de todos saberem de tudo, nem da entrada de personagem Zhaleh, assim como as suas justificativas, mas achei ousada boa a condução, bem como foi boa a forma como o tema foi trabalhado. Essa reflexão foi a que mais agradou a mim: “E se descobrisse que seu passado esconde coisas terríveis?”, certamente dá pano pra manga. O final, com o retorno ao passado é agradável, mas ainda me deixa pensativa de como foi essa viagem (ficou subentendido algo sobre a infinitude do espaço – acho).

    Média – Pela conduta, a forma que o tema foi trabalhado, a nota para esse conto será: 8 (oito)

    Abraço!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Maria! Muito obrigada pelo seu comentário. Também não gostei de ter que colocar tudo quase nos diálogos, mas o tempo e o espaço estavam no limite, infelizmente tenho que assumir isso, ainda bem que serviu para eu tirar a lição de não fazer isso outra vez, rs. Valeu pela nota alta, apesar de todos os problemas! 😉

  25. Ricardo Gnecco Falco
    17 de abril de 2015

    Uma história bonita. Achei o início do conto um pouco confuso. Os primeiros diálogos não estão soando naturais. Muitas explicações inseridas neles, para tentar situar o leitor no que estava acontecendo. Penso que em um conto com um limite bem largo de palavras, daria para trabalhar melhor esta ambientação, sem que fosse necessário vitimar a verossimilhança dos diálogos.
    Fora isso, e alguns poucos erros de pontuação (principalmente com vírgulas em lugares de pontos ou no mínimo ponto-vírgulas), o texto está muito bem escrito.
    O autor (fiquei achando que fosse uma autora, mas vai saber…) soube criar uma empatia no leitor para com o protagonista e sua triste história regressa. Um bom termômetro emotivo foi utilizado, sem muito melodrama e o final encaixou com o tom adquirido pelo conto.
    Parabéns ao autor (ou autora) e boa sorte!

    Paz e Bem!

    PS: Gostei do título.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Valeu pela leitura, Rick, e só informo que sim, utilizei quase todo o limite, infelizmente minha ideia não coube nas 5000 palavras e não consegui pensar em nada que coubesse melhor, por isso assumo todos os defeitos, já que minha teimosia foi a responsável pelos diálogos fracos e a falta de revisão.

  26. Leandro B.
    17 de abril de 2015

    Oi, Marillion. Tudo bem?

    Acho que posso começar dizendo que o conto está bem escrito. Em um nível de revisão, a única coisa que me incomodou foi uma repetição de palavras que, tecnicamente, não é um erro.

    Achei, então, a escrita bem segura de si. Também gostei de não ter exagerado no elementos sci-fi. Mas aí é questão de gosto. Tem leitor que prefere que as teorias científicas estejam bem explicadinha. Eu curto mais a fantasia.

    Quanto à história: eu acho que você criou um bom pano de fundo com a guerra reptiliana (eu espero o dia em que enfrentaremos pinguins espaciais) e a superlotação do planeta Terra. Aliás, foi esse segundo ponto que permitiu uma “coerência” com o passado de Clarke, tendo em vista que os conflitos sociais se tornaram tão comuns.

    Bem, você trouxe elementos muito interessantes para serem explorados em uma ficção espacial e fez isso muito bem até certo ponto, quando a história se desdobrou em uma conspiração política. Não me leve a mal, gosto de histórias assim, mas acredito que esse tipo de coisa precisa de MUITO tempo para se desdobrar de forma interessante. Na maioria dos casos, pelo menos.

    Por mim estaria ótimo se o foco da história se mantivesse sobre Clark, mas acho isso muito difícil quando ele mesmo se torna objeto e, de certa forma, participante da conspiração.

    Enfim, quero dizer que certamente teria preferido outros caminhos para a história. Reforço, acho que o espaço é muito curto para apresentar algo assim. Perceba que em pouquíssimos parágrafos várias revelações são feitas: Ele matou a filha, “era” a esperança da humanidade, sofreu um tratamento experimental para perder a memória, descendia de presidentes americanos e por aí vai.

    Não entendi como a iraniana juntou todas as peças com tanta facilidade, inclusive a de que ele havia matado a filha e como se mostrou tranquila frente às ameças, ainda que forjadas, de um cara assim. Achei a participação dela importante demais, ao contrário do seu desenvolvimento.

    Também fiquei um pouco confuso com a fala inicial da capitã. Ela parece extremamente contraditória. Imaginei que ela estivesse perdendo a razão, mas não parece ser o caso pelo comportamento dela na base lunar.

    Para além desses comentários, acho que você conseguiu construir imagens muito boas, especialmente nas recordações de Clarke. Gostei especialmente da cena no Carrossel.

    É isso. Reforço que gostei do texto, mas acho que havia caminhos mais interessantes para explorar frente às limitações. Acho que mistérios assim não cabem em um conto (devem ter exceções por aí), mas em romances, ou num meio termo hehe

    Abraços e boa sorte

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Leandro! Concordo com seu comentário, sobre haver caminhos mais interessantes. Quase não escrevi, mas a teimosia me fez continuar a tentar achar um enredo, e o único que surgiu não caberia no limite que eu tinha… Você está totalmente certo! Obrigada pelos apontamentos.

  27. rubemcabral
    17 de abril de 2015

    Gostei do drama espacial! O texto está bem escrito e há algumas referências bacanas, feito o nome do protagonista, homenageando Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick. Além da surpresa de saber que ele é descendente dos Clinton.

    Algumas besteirinhas técnicas me incomodaram:
    (1) melhorias aerodinâmicas numa nave espacial, que navega no vácuo? A nave poderia ser um paralelepípedo que quase não faria diferença. Tal fator só seria importante nos pousos e decolagens em planetas com atmosfera considerável;
    (2) 175 dias da Terra a Marte já é atualmente o tempo aproximado da viagem, cerca de 6 meses, dependendo das posições dos dois planetas;
    (3) Nos polos da Lua a temperatura é mais ou menos constante: -96°C, nem perto de 98°C.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Rubem, obrigada pelo comentário! Quanto às besteirinhas técnicas, culpa do tempo que tive para escrever, pois fui pensar na história uns dois dias antes de mandar… É, eu sei que foi loucura, mas estou tentando melhorar quanto a esse aspecto da teimosia… Mas, respondendo:
      (1) Quando falei em aerodinamismo, acho que me expressei mal, tinha em mente passar para o leitor algo no sentido de melhorias na tecnologia empregada para fazer a nave se deslocar mais rápido, mas acabei empregando mal o termo.
      (2) Sim, como você disse, em cerca de 6 meses. Mas no conto eles fizeram em um tempo muito menor, certo? Não lembro agora, mas teria sido em 2 meses, ou quase isso…
      (3) Posso estar enganada, mas vi em vários sites que a temperatura na Lua pode chegar a mais de 100 ºC, e que no polo norte, no período do dia lunar, chegaria à temperatura que coloquei no conto, mas posso ter lido errado, claro, porque esse dado eu coloquei pouco antes de enviar, quando ainda estava insegura com relação à verossimilhança do que eu estava escrevendo, mas enfim, serve de lição pra eu não mandar mais nada em cima da hora…

      Obrigada, mais uma vez!

  28. Rafael Magiolino
    14 de abril de 2015

    A escrita ficou boa, mas o tema de ficção não me me cativa. Já tentei diversas me interessar pelo assunto, mas simplesmente não consigo.

    No entanto, assim como outros temas que não me agradaram ao longo do desafio, seria injusto de minha parte criticar o autor já que não teve decisão na escolha. No entanto, meu comentário fica positivo pela boa escrita, como já mencionado, e pelo final muito bem elaborado.

    Abraço e boa sorte!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá. O tema não me cativa também. Gosto mais dele no cinema, e olhe lá. Mas obrigada por seu comentário e agradeço pela leitura.

  29. Jowilton Amaral da Costa
    14 de abril de 2015

    Bom conto. O texto está bem escrito, não percebi nada de errado em relação a gramática. Sem dúvida é uma ficção espacial, no entanto, a trama não me agradou muito. Acho que do meio para o fim o enredo perde força e de cara dá pra desconfiar, quase ter certeza, que a estória do coma do tenente era balela. O desfecho pareceu-me corrido. Boa sorte.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada, Jowilton, pela leitura e comentário. Você tem razão, o final foi MUITO corrido, em vista do pouco tempo que eu tinha, assumo isso e não tentarei fazer isso novamente. 😉

  30. Cácia Leal
    13 de abril de 2015

    Muitos nomes estrangeiros me incomodaram um pouco, mas percebi que era uma missão que integrava vários países. Só acho que faltou o brasileiro, de repente Marcos Pontes (rs). E o uso de “a Capitão Carmen”… você é militar Só no meio militar usariam o posto masculino para designar uma oficial do sexo feminino (redundante, eu sei, mas foi proposital). Quando Clarke olha pela janela, fiquei curiosa, esperando a descrição da paisagem lunar, que não veio, infelizmente. A quantidade de diálogos sem muita importância me pareceu bastante exaustivos e não gostei muito do desenrolar da história, talvez se ele descobrisse a verdade de outro jeito, em vez de apenas ser narrado pela colega. Talvez se ele passasse a investigar. Porém adorei a ideia dos pesadelos, em que relembra de sua filha. E Zhaleh, porque ela simplesmente ajudou-o, sem questionar? E, quando Clarke fugiu com a nave, como sabiam que seu destino era a Terra, para dizerem que a nave não aguentaria a atmosfera terrestre? Não ficou claro para o leitor. A última parte foi muito boa, adorei! Parabéns!

    Gramática: 10
    Criatividade: 8
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 7
    enredo: 7

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Cácia, obrigada pelo comentário. Bem, eu não sou do exército, só fiz uma pesquisa antes, por desconhecer como seriam os termos… E você está certa quanto ao desenrolar, assumo que pensei em algo nos últimos momentos e não era a melhor forma de participar, porque quase não coube no limite… Por isso, até mesmo a descrição da Lua e alguns ambientes da nave tive que deixar de lado… Mas muito obrigada por ter gostado!

  31. Eduardo Selga
    13 de abril de 2015

    A trama é muito boa, muito bem construída, amarrando os elementos de tal maneira que um grande risco foi evitado: como a narrativa trata da história de uma história, ou seja, como no tempo presente os fatos em relação ao protagonista foram organizados de modo a ocultar-lhe o passado, havia a possibilidade de inverossimilhança nessa costura, mas isso não ocorreu.

    Apesar do tema sugerir isso, o conto não cai na na fórmula fácil da ação em detrimento da humanidade dos personagens. Ao contrário, a guerra espacial e o aparato militar são apenas panos de fundo nos quais se desenrola o drama do protagonista, que toca numa questão fundamental para nós, humanos: nossa identidade, que é fruto de uma construção coletiva (a sociedade) e individual (o sujeito perante si mesmo e as escolhas que precisa fazer na vida).

    Segundo Henri Bergson a lembrança do passado não “invade” o presente de graça. O sujeito, ao sentir necessidade de tomar decisão de algum modo importante em qualquer nível que seja, busca, conscientemente ou não, alguma referência segura que possa servir de norte, e nesse processo o passado é chamado a contribuir. Assim, algumas imagens que podem executar essa tarefa saem do baú e chegam ao tempo presente.

    Partindo dessa premissa, por que a imagem da menina é constante, como memória, sonho ou alucinação? Para ajudar a desatar qual nó ela se faz presente? Parece-me que a resposta está na fala da personagem iraniana: “[…] acredito que não temos como enterrar o passado. […] Minha avó dizia que o homem que desconhece seu passado não existe de verdade. É apenas um espectro, uma sombra”. Como o trauma do passado não está resolvido na mente do personagem, ele se torna um obstáculo à vida, ainda que não visível porque acionado de modo inconsciente. Com tamanha pedra no caminho, a criança surge e ressurge.

    E o faz de um modo bem curioso: o personagem ficcionaliza as vozes ouvidas, as imagens do parque (sonho é ficção da mente). Ou seja, não é o passado stricto sensu que retorna, e sim uma versão remodelada pela mente, o meio como ela entende ser apropriado para conseguir guiar o personagem no presente na superação do trauma, ainda que ele não saiba disso.

    E aqui eu encontrei uma inconsistência. Se ele, em nível consciente, não sabia de seu passado porque suas memórias teriam sido apagadas (não totalmente, é claro), e fica sabendo disso muito tempo depois da tragédia familiar, pela capitão e pela iraniana, esse trecho é estranho: ” Estou mesmo cansado de fugir do passado. Preciso pensar um pouco sobre isso tudo. Com licença, Zhaleh […]”. Como ele pode estar “cansado de fugir do passado”, se este foi apagado, restando apenas a imagem da filha e ela não chega a ser um incômodo que o faça fugir (ele só quer entender o motivo de a menina aparecer sempre)?

    A respeito do que disse antes sobre a importância do passado no presente, o fim do conto é significativo. Veja que, estando “em definitivo” com a filha (alucinação? Espírito? Não importa) ele se sente apaziguado a ponto de responder o seguinte quando a filha lhe pede para contar uma estória: “Filha, eu… Eu não consigo me lembrar mais qual história era”. E por que não lembra? Porque, ao contrário de antes, naquele momento a memória do passado deixou de ser importante para ele, uma vez que o trauma foi resolvido.

    O fato de o personagem, tendo fugido com a nave para um rumo desconhecido, sentir o toque da pele da menina e enxergá-la como uma pessoa real coloca a seguinte questão: o que é o real? Concretamente ela não poderia estar viva, mas ele a vê assim. É que a imagem (delírio ou manifestação espiritual) é tão forte e sólida para ele que ganha o estatuto de realidade. Ou então, ele está na mesma dimensão dela, já que por “[…] perdeu a noção do tempo” pode ser indicativo de que ele, na verdade, morrera.

    GRAMATICALIDADES

    No trecho “Em uma crise alucinógena, cortara a garganta da menina […] o correto é ALUCINATÓRIA, pois “alucinógena” refere-se a substância, elemento químico ou material que provoca alucinação.

    Em “[…]roubaram muitas coisas e mataram a você e a sua filha” a regência do verbo MATAR está errada. O correto é MATARAM VOCÊ E SUA FILHA.

    em “Era a mãe de Grace a segurar-lhe os dedos”, houve um erro ao digitar. o correto é MÃO de GRACE.

    Em “Pode senti-la […]” o correto é PÔDE.

    Em “[…]disposto a continuar no posto o tempo que fosse necessário” há uma repetição sonora bem desagradável na dupla DISPOSTO e POSTO.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada, mais uma vez, pela análise feita, inclusive pela gramaticalidade, escrevi correndo, nos últimos instantes, e não fiz revisão, assumo. Quero agradecer por tudo o que conseguiu extrair do texto, coisa que eu mesma não consegui fazer, e estava detestando meu texto até então. Agora, acho que dá pra trabalhar com mais calma nele, pra ver o que dá pra fazer. Obrigada!

  32. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Seu texto versa sobre a consciência moral indissociável ao indivíduo mesmo com grande lastro de tempo, de tecnologia, de esquecimento. Aquele ato impensando do passado o assalta mesmo sem ele ter ciência do que ocorreu devido ao Mnemosine. Obviamente, o choque diante de fatos que lhe parecem absurdos é imenso (ataque à filha, descendência Clinton, necessidade de nova identidade — que, aliás, rende homenagem a Arthur Clarke e Stanley Kubrick). O remorso e a ânsia pelo passado (ou tentar “consertá-lo” de alguma maneira) geral outro ato súbito porém libertador.

    É um belo conto. Está bem revisado e corretamente argumentado, além de escapar do óbvio de batalhas ou desbravamentos interplanetários como eixos principais. Alguns diálogos, no entanto, são rasos e teatrais.

    Aqui, o centro é Stanley e seu drama inconsciente que vem à tona e esclarece tudo — o(a) autor(a) soube trabalhar bem a carga dramática do protagonista.

    Abraços e boa sorte neste desafio.

  33. Fabio Baptista
    10 de abril de 2015

    Olá,

    Algumas FCs, das melhores inclusive, geram um efeito de confusão e de final aberto, para deixar o leitor/espectador fechando lacunas e imaginando possibilidades depois de terminar a obra.

    Um exemplo recente foi esse último filme do Nolan, Interestelar. Um outro, mais clássico: 2001.

    Aqui teve a confusão e as dúvidas no final também, mas não de um jeito legal. Acho que o autor misturou muitos nomes, lugares e conceitos. Provavelmente minha limitação intelectual, aliada ao cansaço de final de desafio tenha contribuído. De qualquer forma, mesmo depois de duas leituras, não consegui captar muito bem o espírito da coisa e tirar a sensação de “wtf?????” que amargou ao término da leitura.

    NOTA: 5

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada pelaS leituraS, Fabio. Pena que não ficou legal, como você disse. Minha intenção não era fazer como Nolan ou Kubrick, ou Clarke me remetendo a livros, no caso, mas gosto de finais abertos, nunca neguei. O “wtf?????” foi culpa minha, provavelmente, na teimosia de ter pensado na história, escrito, não revisado e enviado em menos de dois dias, e o jeito é eu aprender que é melhor deixar de lado do que forçar a me escrever algo que, ou não vai caber no limite que tenho, ou no tempo que tenho para desenvolver. Obrigada pela nota, de qualquer forma, poderia ter dado menos.

      • Fabio Baptista
        1 de maio de 2015

        Ainda tenho chance de publicar pela Caligo depois desse 5? 😦

      • Bia Machado
        1 de maio de 2015

        Fabio, aqui é a Bia Machado escritora, não a editora, ainda que eu não esteja tendo muito tempo de ser a primeira, fique tranquilo. No seu conto, quem escreveu um novo comentário hoje foi a escritora também, ok? Só esclarecendo uma parte do comentário que fiz. E sobre a publicação pela Caligo, se ela não fechar antes, por que não? Espero que sim. 😉

  34. Brian Oliveira Lancaster
    8 de abril de 2015

    E: Está é minha praia. Como gosto de ambientações assim! Nota 9.

    G: Escrita leve e fluente, perdendo pouquíssimos detalhes (abaixo) e uma melancolia que já vi em algum lugar por aqui. Todo o cenário construído ao redor de outro caiu muito bem e deu um tom muito mais intimista, sem se apegar aos famosos conflitos espaciais. Aqui o maior conflito era interno. Ponto para isso. A história é longa, mas cativa. Nota 8.

    U: Algumas frases não soaram muito bem e outras a gramática pegou um pouco. Não atrapalha a leitura, mas com um texto desses, merecia mais uma pequena revisão. Nota 7.

    A: Pegou muito bem o lado pessoal da “coisa”. Muitos podem achar que o tema é o de sempre, mas ficção espacial é bem diferente de ficção científica. Abordou de forma muito acertada, em seu âmbito psicológico. Nota 8.

    Média: 8.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada, Brian! Ou Victor, rs. Os apontamentos foram certeiros, assumo ter escrito em pouco tempo e mandado sem revisar direito, a vontade de participar foi maior do que o bom senso! 😉

  35. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Não sei se sou eu… No começo da história, não conseguia identificar os personagens. Enfim consegui após reler algumas vezes. Boa sorte.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada pelo comentário, Neusa. Que pena que não conseguiu fazer uma leitura que fosse prazerosa, mas compreendo. Mesmo não gostando, se conseguiu ler até o final, poderia ter dito do que não gostou, é importante para quem escreve, por mais que não dê para o escritor pensar em agradar todos os tipos de leitores que existem, já que isso seria impossível, mas ajuda muito a dar um norte para a reescrita. De qualquer forma, agradeço pela tentativa de leitura.

  36. Tiago Volpato
    7 de abril de 2015

    Ótimo conto. Muito bem escrito e montado. Parabéns.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada.

  37. André Lima
    6 de abril de 2015

    Bom… A ideia é muito boa. Adorei a ideia e como você a apresentou. O final é muito bom, diferente do início e do meio.

    Mas acho que o conto poderia estar melhor escrito… Não sei o porquê, mas eu me dispersei diversas vezes enquanto lia e tinha que retornar ao início do parágrafo, e isso foi uma experiência cansativa. Você tem boas ideias, mas em minha opinião precisa treinar um pouco mais de técnicas de escrita.

    Um bom conto.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, André, obrigada pelo comentário. Sobre treinar técnicas de escrita, você tem razão, mas a questão é que todo escritor deve fazer isso, nunca achar que sabe tudo, que está bom etc… Para ter te dispersado, certamente não gostou da forma como conduzi o enredo, e para falar a verdade, isso também me incomodou, porque não gostei do resultado e foi bem feito pra mim, que insisti em escrever nos últimos momentos, sem mesmo ter como revisar. Bem, te agradeço muito pela leitura, por ter insistido, rs.

  38. Claudia Roberta Angst
    6 de abril de 2015

    Conto bem escrito, apesar de eu não curtir muito ficção científica e coisas do gênero. Só encontrei um PODE no lugar de PÔDE (no pretérito perfeito).
    O ritmo estava meio arrastado, mas a partir da passagem em que surge o passado trágico do protagonista, a narrativa flui bem melhor.
    O conto encaixa-se perfeitamente ao tema proposto, ponto pra você.
    Gostei do final que me fez lembrar um pouco o conto Amigos para Sempre…rs.
    Boa sorte!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Oi, Claudia! Curto FC, mas ficção espacial não é do que gosto, fico com outros temas, rs… O ritmo arrastado e a falta de revisão se devem ao tempo, fui pensar nesse enredo aí nos últimos instantes, escrevi de teimosa, quase estourei o limite que não era pouco (aliás, era pouco só para a minha ideia), mas tudo bem! Serve como aprendizado! Obrigada!

  39. simoni dário
    6 de abril de 2015

    Conto muito bem escrito, transmite a mensagem com clareza. Enquanto eu lia, vinham imagens de filmes do mesmo tema, como se o texto fosse um mix de alguns detalhes daqueles filmes, o astronauta que decide se perder pelo espaço por algum drama pessoal, um colega que dá cobertura para que esse objetivo seja conquistado, a tentativa do outro colega de trazer o parceiro de volta, e por aí vai. Parecia que eu estava lendo cenas de um filme de Hollywood. Não foi muito inovador, mas como já disse, muito bem escrito, um texto limpo. Parabéns e boa sorte!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Olá, Simoni, em ficção espacial admito que minhas maiores referências vêm do cinema mesmo, e isso se refletiu na forma como tentei montar o enredo. Confesso que não consegui ousar por uma falta de segurança em escrever coisas de FC espacial, mas te agradeço pela leitura!

  40. Alan Machado de Almeida
    6 de abril de 2015

    O início do conto me lembrou Mass Effect por causa do clima de space opera militarizada, pena que não continuou assim. A aparição da filha do personagem principal tornou o conto parecido com o filme O Enigma do Horizonte e o final achei muito dramalhão. Só para finalizar, economize nos diálogos, pois já me puxaram a orelha aqui que o excesso deles é prejudicial.

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Não conheço Mass Effect, mas acho que nunca conseguiria fazer algo parecido a space opera militarizada, gosto do dramalhão, admito isso.

      Quanto aos diálogos, gosto deles. Ainda não parei para analisar se estão em excesso, mas é provável que sim, pois tive que utilizá-los para resolver algumas questões sem chegar ao limite, o que não foi legal de fazer, concordo.

  41. Jefferson Lemos
    5 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo em cima?

    Sobre a técnica.
    É ok. No geral, o conto narrou bem, mas devo dizer que não gostei da narração em certos momentos. Alguns diálogos não pareceram naturais, já em outros, achei que criou situações desnecessárias. Apesar de a parte visual ter sido bem descrita, eu fiquei em cima do muro sobre ter gostado.

    Sobre o enredo.
    Achei que poderia ter sido melhor trabalhado. Não que tenha ficado ruim, mas acho que poderia ter tomado um rumo diferente, não apenas usando a ficção espacial como pano de fundo para uma história dramática. A utilização da personagem e de suas origens também não me desceram muito bem, mas ai já é questão de gosto.

    Sobre o tema.
    Muito bom, porque dá para abranger um leque de possibilidades. Você optou por uma boa, mas acho que poderia ter sido melhor. Tinha potencial para isso.

    Nota:
    Técnica:8,0
    Enredo:6,0
    Tema:7,0

    De qualquer forma, parabéns pelo texto e boa sorte o certame!

    • Bia Machado
      1 de maio de 2015

      Obrigada pelo comentário, Jefferson. Realmente, se eu não tivesse pensado tudo, tentado escrever, e enviar em menos de dois dias poderia ter pensado em algo melhor. Mas eu jamais conseguiria escrever apenas ficção espacial, por não gostar desse tema… Estava tentando ir para o lado do terror, mas não me surgiu nada… Enfim, como eu disse para alguns, deveria ter pensado melhor e não ter insistido em enviar um texto com tantos problemas. Poderia ter postado no meu blog, ou aqui mesmo, off desafio, mas a vontade de participar foi maior… Serviu de lição, porém.

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Publicado às 5 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .