EntreContos

Literatura que desafia.

Perterritus Filius (Felipe Toledo)

Era eu um rapaz estranho, com ainda vinte e dois anos, procurando alguma forma de recuperação, depois da maior perca de minha vida.

Saia de casa, noite fria onde só se escutava o barulho de um carro ao longe e vez ou outra uma conversa que saia de uma das janelas da vizinhança.  Caminhava pelas ruas com a cabeça cheia de pensamentos, pensamentos girando, rodando, tudo embrulhado, uma mistura que me deixava com raiva.

O Dr. Luís dizia que eu era o único que podia organizar a bagunça, a casa é sua, não? Sem contar que somos nós mesmos que escolhemos nossos medos. Por isso insistia que eu escrevesse tudo. Vomite no papel Pedro, a escrita cura! Essa fobia só existe dentro de você, só tem que botar pra fora e encara-la, depois limpar tudo. Mas não é bem assim. Algumas pessoas, o meu caso, não conseguem fazer isso facilmente e as vezes, nem colocando o dedo na garganta dá certo. A gente sente aquela ânsia que contorce todo o estômago, embrulhando tudo, escurecendo a vista, mas não sai nada… Só sentimos a dor, embaixo, em cima e o papel permanece vazio.

Quando isso acontecia, eu ficava com ainda mais raiva, encarando aquelas folhas em branco e pensando: Será que não tem como tirar isso de mim?

Não quero mais sentir medo, não mais!

Parei na praça e sentei em um banco qualquer.

Comtemplei os brinquedos todos vazios e lembrei que já havia brincado ali e como era bom aquele tempo, onde não haviam preocupações de minha parte e a vida era só brincar, comer e dormir. Pensar que naquela época eu não tinha esse problema, conseguia encara-las, conversar, tudo devia ser normal.

Onde estava a bagunça naquele tempo de criança?

Ela nem existia, é, eu sei doutor… Eu sei.

De repente ela tocou meu ombro e parecia que de alguma forma eu estava lhe esperando, entende? Não olhei pra trás, não tinha coragem, apenas ouvi sua voz pedindo pra sentar ao meu lado e quase que não consegui responder. Acho que se ficasse quieto ela iria embora, tenho certeza, pois outras vezes tinham tentado se aproximar de mim e eu fechava os olhos e pedia pra ser só sonho, até elas desaparecessem, pois não tinha como aguentar sua presença. Mas naquela sexta-feira consegui com esforço sussurrar baixinho um pode sim, achando que daquela vez daria certo, que botaria tudo pra fora. Minha barriga roncou.

Ela escutou Doutor, escutou e sentou bem ao meu lado, pousou a sua mão em cima da minha e como era fria sua mão, congelou meu corpo inteiro, causou um calafrio! Ouvi seu riso baixinho e tentei tomar coragem de lhe encarar.

Era tudo ou nada…

Quantas vezes já tinha passado por aquilo?

Na escola, no colégio, trabalho, rua, casa de amigos… Dezenas, talvez milhares. Você tem que olhar nos olhos e respirar fundo, só isso Pedro, você consegue?

Não era possível que eu as temesse de maneira tão forte! Não importava quem era, pois pra mim todas tinham o mesmo olhar, o mesmo sorriso… o mesmo riso de deboche e pena.

Não tenha medo Pedro, não vou te machucar, e eu conhecia a voz daquela moça doutor, só que aquilo não era possível, não podia ser.

Te contei como foi que ela morreu, não? Até hoje acho que foi ele.

E procurava mais coragem dentro de mim e a ânsia ficava cada vez mais forte, mas naquele momento não tinha como vomitar, não distante da minha caneta e de meu caderno, não fora daqui doutor! As minhas pernas tremiam, meu cérebro pesava e eu tinha a impressão de estar cagado, com os fundilhos da calça quentes… Tão ruim, sem contar que me falta ar e isso deixa as coisas ainda mais desesperadoras.

Uma vez, em uma entrevista de trabalho desmaiei. Entrei na sala e dei de cara com ela, ninguém havia me avisado, bastaram apenas algumas palavras e pronto, apaguei.

Olhe pra mim Pedro, você não precisa ter medo…

Todas repetiam isso, todas, mesmo que seus lábios não se movessem! Meu padrasto não entendia que não era com uma psicóloga mulher que eu seria curado. Olhe pra ela, pare de ser bicha, isso é muita frescura, é só uma mulher Pedro, como que você vai ter medo de falar com uma mulher? E aquele homem que tentava em vão ocupar o lugar de meu pai deixou enraizado bem aqui um mar de incompreensões. Acho que ele também tem culpa doutor, o estopim…Não acha?

Eu a encarava… Uma mistura de todas as mulheres que eu já vira. Ana, da sexta série, que ficava me olhando de canto e que um dia riu da minha cara quando derrubei o lanche em cima da calça e me sujei todo. Rita, da oitava, que disse à um amigo meu que nunca beijaria um “monstrinho” como eu. Só que ela era o monstro, ela tinha os olhos vermelhos. Todas tinham…

Mas dessa vez doutor, a moça que do meu lado estava lembrava a mamãe, a primeira. Usava aquele longo vestido branco de seda, que mais parecia um pijama e por alguns segundos achei que seria convidado pra tomar café. Vamos filho, hoje fiz torradas, sente ali, tome, pegue o leite, dormiu bem? Mas não, não durmo bem há um tempão doutor…

Meus olhos percorreram sua figura dos pés à cabeça e vi através de suas vestes parte de seu corpo nu. Seus seios, tão lindos, pontudos, que se eu tivesse coragem acariciaria.

Queria isso, meu coração também… Tinha tantas saudades de mamãe.

Você tem que ser um bom garoto Pedro, sabe que só bons garotos ganham presentes, não? Ninguém aqui vai te devorar Pedro, é só você ser um bom garoto e eu sabia muito bem que garotos maus não ganhavam nada, a não ser uma tarde trancado no armário, no escuro, ouvindo aqueles gemidos que até hoje ecoam em algum corredor de minha mente, doutor.

Meu padrasto não tinha a mesma paciência que o papai, nem entendia meus problemas. Por isso ele me jogava no armário e a mãe não fazia nada, porque ele não deixava. Até que ela pediu pra mim fugir de casa, ir morar com meu avô e depois, só soube da mãe de novo quando ela morreu pela segunda vez.

A primeira morte foi quando meu padrasto chegou, a segunda quando ela entrou na banheira e foi retirada de lá pelo IML, dois anos depois.

Você veio bem mais tarde doutor, quando eu já conseguia controlar melhor tudo isso e depois de tantos outros especialistas que nem posso contar nos dedos.

Se fiquei com medo quando ela apareceu na praça?

Morri de medo, porque não podia ser real.

Ela se aproximou de mim e eu tremia todo. Foi chegando cada vez mais perto e quanto mais se aproximava mais ela lembrava minha mãe, doutor. Sentia seu cheiro, um cheiro meio adocicado, hidratante de pele, era incrível!

Então seus lábios tocavam os meus e todo o medo ia embora e não havia mais bagunça porque eu vomitava na boca dela, me aliviava, tirava tudo pra fora, linhas e mais linhas tortas e escritas com força, a mão não acompanhava o fluxo divino dos pensamentos, mas insistia em registrar tudo aquilo.

O beijo parecia se estender para fora do tempo até que nossos lábios se separavam e todas as folhas derretiam perante à mim, se dissolvendo assim como meu sonho. Eu abria os olhos, estava na minha cama, sozinho e o único som que ouvia era o da respiração de meu avô vindo do quarto ao lado. Sentado, vi atirado no chão meu pequeno caderno. Acendo a luz, junto minhas anotações do chão e leio os simples versos escritos com letras tortas.

Nunca esqueci dessa noite, desse sonho e as vezes saio na rua, vou até a praça e fico lá, escrevendo, lendo ou até mesmo contado essa história pra mim mesmo.

Apenas esperando que ela chegue e eu possa colocar pra fora tudo isso que me incomoda, pois desde sua partida, todas as tentativas são apenas palavras que tentam… Só.

Esperar, minha única esperança, mesmo sabendo que ela não pode voltar.

 

Em algum corredor de minha alma

Sei que você se esconde,

Procuro, mesmo sem saber onde.

Pois preciso encontrá-la.

 

Não pode ter partido assim,

Deixando eu para o mundo,

Em um momento confuso,

Mãe, não tem pena de mim?

 

Um filho não-criado,

Perdido, desolado.

Mãe, onde você está?

 

Venha e acalme meu choro

Me ajude com esse medo

Que não escolhi.

 

***

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35 comentários em “Perterritus Filius (Felipe Toledo)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Reparei que seu texto possui diversos erros gramaticais, desde concordância até o uso de vírgulas, especialmente no início. O poema e a fobia, entretanto, foram bem utilizados.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O conto ficou num vai e volta que tornou o enredo confuso, apesar de a fobia ter sido bem explorada. Apesar disso, gostei da maneira como foi relacionada à morte da mãe, e achei interessante a maneira como você retratou a relação do personagem com outras pessoas, mostrando o incômodo e a raiva dele com a incompreensão.

    3 – Criatividade (2/3)
    A fobia retratada é interessante, mas, apesar de não ter achado clichê, também não achei extremamente original.

  2. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Ideia interessante, mas que foi eclipsada pela técnica que não foi lá muito boa e por várias, várias, várias falhas na estrutura (gramática, pontuação etc…). Espero que você busque melhorar esse texto, seria interessante poder ler sem essas coisas que dificultaram o avanço da leitura. 😉

  3. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, seu Smith (Norman, para os chegados, conforme a Maria 😛 )!
    Olha, há vários problemas de concordância e gramática em geral, mas o texto me parece de algum autor mais inexperiente, portanto, atente-se às dicas dos colegas (eu sou muuuito preguiçosa para apontar os erros e possíveis soluções).
    Quanto ao conto em si, cara!, quanto sentimento! Pude estar presente em cada em cada parágrafo e percebi (desculpe, se erroneamente) uma familiaridade com a dor, qualquer que seja ela.
    Quando o personagem diz algo como “Não quero mais sentir medo!”, me identifiquei muito, pois a maior parte da minha vida passei com medos (racionais ou não) que me travavam. Alguns ainda o fazem. Em outro momento ele diz que as pessoas o orientam a não sentir medo, mas eles não nos entendem, não é Smith?
    Gostei do poema e me senti conectada com o personagem. Para mim, enquanto leitora, é essa sensação que vale. Parabéns e boa sorte!

  4. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá, Norman Bates KKKK (brincadeirinha. Não, não, verdade 😛 )

    ↓ Inúmeras falhas: acentuação, grafia, pontuação, uso da vírgula no vocativo e confusão quanto ao tempo verbal, além de ausências de travessão para separar os diálogos. Nota-se que houve pressa, mas nada que uma boa revisão não melhore. Senti que você teve uma bela ideia e, provavelmente se o conto fosse transformado no diário do personagem, ficaria melhor para repassar essa ideia, porque o toque confessional já está aí.

    ↑ Fobia de mulheres me lembrou, de cara, o Raj do The Big Bang Theory. Você consegue ir revelando lentamente e conduz para um ar dramático que acabou me causando dó do Norman Bates (pois é, também me veio na mente o Psicose) e me ligando a ele.

    Achei que material apresentado é promissor. Boa sorte no desafio.

    Abraço.

    • mariasantino1
      13 de junho de 2015

      Opa. Quis dizer. Ausência do uso de vírgula no vocativo.

    • Pétrya Bischoff
      13 de junho de 2015

      Hahahahhaha vou ter que te roubar o “Norman Bates”. 😛

  5. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    Bom, segundo Freud essa é a unicofobia, da qual derivam todas as outras. Seu conto faria as delícias de qualquer psiquiatra, que tudo colocam a culpa na mãe. Se a gente não gosta de sopa, é porque a mãe obrigou a tomar, se bebe, é porque a mãe tinha aversão a álcool, se fuma é porque a mãe obrigou a engolir um cigarro com castigo. Por isso eu li o conto com bastante atenção, acompanhando o seu crescendo, e concordei plenamente com o final. Gostei muito, parabéns pela sua aterrorizante visão edipiana.

  6. vitor leite
    12 de junho de 2015

    história que se lê bem mas sente-se a necessidade de uma revisão mais cuidada da história e do português, mas gostei, parabéns, mas é um conto que merece uma nova hora(s) de trabalho para chegar a algo muito mais interessante.

  7. Fabio D'Oliveira
    12 de junho de 2015

    ❂ Perterritus Filius, de Septimus Smith ❂

    ➟ Enredo: Gostei da forma da narrativa. É como uma confissão. Um diálogo com uma pessoa. Adorei isso! Achei o medo do protagonista coerente. Por ser feio e provavelmente tímido, era rejeitado pelas mulheres da escola e afins. Sofria com isso e, talvez por desejar ser amado por elas, criou muita raiva dentro de si. O que era para se tornar uma misoginia se transformou numa fobia. Bem interessante. Outra coisa proposta foi o amor à única mulher que o amou na sua vida. Achei incrível colocar esse contraste na história. Parabéns pelo enredo fantástico!

    ➟ Poema: Gostei. Também vi que se encaixou no contexto da história. Muito bom! Parabéns!

    ➟ Técnica: Nessa parte você pecou. E muito. Como a execução ficou boa, as sequências não precisam de modificação. Porém, digo com firmeza, o texto inteiro precisa ser lapidado. É uma espécie de jóia bruta. Depois disso, será necessário uma revisão fortíssima. É um conto promissor. Então, se eu fosse você, investiria nele.

    ➟ Tema: Sim, encaixou-se. Por ser um texto intimista, podemos encontrar as razões da fobia, mas parece que o próprio narrador não sabe disso. Isso é próprio de uma fobia. E, como já disse, ver a misoginia se transformar nesse terrível medo foi bem interessante. Tudo o que ele quer é um pouco de amor, não é? Parabéns!

    ➟ Opinião Pessoal: Gostei bastante. A leitura foi um tanta elétrica, o que me incomodou um pouco, mas não prejudicou o resultado final. Prefiro ler uma história bem construída e executada, com técnica falha, do que ler o contrário!

    ➟ Geral: História complexa e bem construída. Muito boa. Técnica falha, precisa melhorar ainda. Poema ótimo. Encaixou-se muito bem no tema. Mais uma vez, te dou os parabéns!

    ➟ Observação: Tem potencial, senhor Smith. Pratique mais a escrita e um dia você irá fazer maravilhas.

  8. Fil Felix
    12 de junho de 2015

    Como tratou esta ficou ficou bem interessante, o modo como escreveu também merece destaque, intercalando os pensamentos, com diálogos e descrições. Causa uma certa confusão, mas a gente entende e passa esse distúrbio pro leitor. Porém, tá bem corrido e cheio de falhas que acabaram prejudicando a boa leitura, muitas frases desconexas.

  9. Tiago Volpato
    12 de junho de 2015

    Um bom texto. O enredo foi bem interessante, e gostei da forma como você fez a ponte da fobia do cara até revelar o motivo no final. Gostei muito do meio, quando você fala do medo de mulher, mas o inicio e o fim do texto não me agradaram muito. Você conseguiu passar certa agonia pra mim, principalmente no trecho “Então seus lábios tocavam os meus e todo o medo ia embora e não havia mais bagunça porque eu vomitava na boca dela, me aliviava, tirava tudo pra fora, linhas e mais linhas tortas e escritas com força, a mão não acompanhava o fluxo divino dos pensamentos, mas insistia em registrar tudo aquilo.”, foi o primeiro texto aqui no desafio que me fez sentir alguma coisa (parcialmente eu me identifiquei com ele, mas não vamos contar isso pra ninguém) e por isso te dou parabéns.
    Abraços!

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    11 de junho de 2015

    Senhor Sétimo Filho Amedrontado, estendo-lhe os parabéns pela difícil missão que assumiu para si de compartilhar esse medo. No começo pensei que fosse medo de gente, aí virou medo de mulher, depois medo de estar no mundo sem a mãe (se é que entendi seu conto). Fobia “estranha” numa pessoa “estranha” que teve uma infância “estranha”. É um tipo de narrativa que dá margem a interpretações e não só a uma interpretação. Admiro essa técnica sua de escrever que requer um controle forte para que o conto não saia andando sozinho para qualquer lugar. Você também trouxe imagens interessantes, criativas e sutis. Mesmo que eu diga que queria mais dessa fobia, sei que não caberia no tipo de voz narrativa que você escolheu e por isso entendo que necessitaria de mais espaço, porém acredito que seu objetivo foi alcançado nesse espaço mesmo. Fobia é o medo persistente e você mostrou bem isso. Seu conto tem o tipo profundidade que o leitor tem que se concentrar. Gostei da técnica usada embora não tenha gostado na mesma proporção do conto em si.

  11. Jowilton Amaral da Costa
    10 de junho de 2015

    Eu gostei muito do conto. O “perca” do início dá mesmo um impacto ruim ao texto, mas, ele segue bem fluido e prende a atenção. Dá uma boa revisada depois dos contos terminados, aumentar a quantidade de leitura diária e escrever, escrever, escrever e escrever, que provavelmente estará entre os primeiros nos próximos desafios. Boa sorte.

  12. Virginia Ossovski
    10 de junho de 2015

    Puxa, não entendi a fobia de primeira… A história é interessante, com certeza, a relação conflituosa com o padrasto, a fuga… Depois (de colar em outros comentários) entendi que ele via a mãe nas outras mulheres e sentia medo. Uma grande ideia! Quanto à técnica, acho que muito já foi falado e não tenho muito que acrescentar. Parabéns pelo conto e boa sorte !

  13. Anorkinda Neide
    10 de junho de 2015

    Este tipo de narrativa intimista, onde o narrador em primeira pessoa vai e vem com suas lembranças, não me agrada, a não ser que seja executado com muito primor.
    Me cansou e chateou o diálogo do personagem com ele mesmo, com o doutor, com o leitor… A fobia não ficou legal, embora a ideia seja boa, nao ficou clara e fluente no texto… ele precisa de um re-arranjo…hehehe

    A poesia é linda e emocionante. Parabens.
    Realmente tem o tom de Mother de John Lennon, mas é só essa a semelhança, o tom de choramingo…kkk

    Abração, autor(a)

  14. rsollberg
    9 de junho de 2015

    Boa noite, Septimus!

    Esse é um conto com grande potencial. A ideia de fazer algo com essa fobia de mulheres, essa aversão, relacionada ou não com a perda da mãe. Tanta coisa para usar como o complexo de édipo, ou até mesmo a “castração” do filho lindamente explorada na família soprano.

    O poema, não sei bem ao certo, lembrou-me da letra de Mother do John Lennon, que é absolutamente magnifica.

    Bom, falta lapidação e uma revisão mais apurada, escritor.
    Dê uma olhada nas dicas dos colegas, elas são puro ouro!

    Parabéns e boa sorte!

  15. Cácia Leal
    8 de junho de 2015

    Gramática: Muitos erros que prejudicam a compreensão. O texto merece uma boa releitura, atenta, com revisão.
    Adequação ao tema: Achei meio confusa a abordagem do tema. Não compreendi muito bem a fobia. Era medo de perder alguém? Medo de perder a mãe? Ficou confuso. Também achei que faltou trabalhar mais esse tema.
    Emoção: Achei que faltou trabalhar mais a emoção, o que os personagens sentem com relação ao assunto e ao próprio tema abordado.
    Enredo: o enredo está pouco trabalhado e faltou riqueza de detalhes. Faltou trabalhar mais a trama.
    O poema está razoável e até explica um pouco o temor da perda sofrido, mas está fraco.

  16. Ana Paula Lemes de Souza
    8 de junho de 2015

    Esse é o estilo de conto em que a falta de lapidação e revisão prejudicam totalmente a minha leitura. A incorreção técnica tira toda a fluidez do conto e, embora a história seja boa, faz com esta perca todo o seu brilho. Você tem potencial para melhorar, e a leitura vai ajudá-lo bastante! Talento certamente não é o que falta!
    Boa sorte no desafio!

    Alguns erros:

    “maior perca de minha vida” = maior perda de minha vida.
    “Saia de casa” = Saía de casa
    “saia de uma das janelas” = saía de uma das janelas
    “e as vezes” = e às vezes
    “Comtemplei os brinquedos” = Contemplei os brinquedos
    “até elas desaparecessem” = até que elas desaparecessem
    “à um amigo meu” = a um amigo meu
    “pra mim fugir de casa” = pra mim fugir de casa
    “perante à mim” = perante mim
    “as vezes saio na rua” = às vezes saio na rua
    “contado essa história” = contando essa história

  17. Leonardo Jardim
    8 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (4/5) boa, achei interessante o medo, bem explicado, as idas e vindas no tempo, o diálogo com o médico.

    ✍ Técnica: (2/5) infelizmente é muito imatura, com vários problemas melhor detalhados abaixo. Não fique chateado com os erros, pois você tem talento, basta treinar e ler muito!

    ➵ Tema: (2/2) medo de estar com mulheres (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a fobia é interessante e criativa.

    ✎ Poema: (2/2) bonito e bem encaixado na trama.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto e da trama, mas os erros incomodaram muito minha apreciação 😦

    Eis alguns dos erros que anotei:
    ● *perda*
    ● uma conversa que *saía* de uma das janelas
    ● podia organizar a bagunça: “A casa é sua, não?” (dois pontos e aspas para indicar fala externa)
    ● Vomite no papel *vírgula* Pedro (colocaria toda essa frase do médico entre aspas também)
    ● e *vírgula* as vezes, nem colocando o dedo
    ● *encará-las*
    ● sussurrar baixinho um “pode sim” (entre aspas)
    ● Ela escutou *vírgula* Doutor
    ● só isso *vírgula* Pedro
    ● Não tenha medo *vírgula* Pedro (mas uma fala externa que deveria vir entre aspas)
    ● eu conhecia a voz daquela moça *vírgula* doutor
    ● não fora daqui *vírgula* doutor
    ● sem contar que me *faltava/faltou* ar e isso *deixava/deixou* as coisas (o conto está no passado)
    ● é só uma mulher *vírgula* Pedro (essa fala do pai também deveria vir entre aspas)
    ● Acho que ele também tem culpa *vírgula* doutor
    ● Mas dessa vez *vírgula* doutor
    ● não durmo bem há um tempão *vírgula* doutor
    ● Você tem que ser um bom garoto *vírgula* Pedro (mais uma fala externa que deveria vir entre aspas)
    ● E eu sabia muito bem que garotos maus não ganhavam nada (é uma nova frase, ponto e letra maiúscula)
    ● pediu pra *eu* fugir de casa
    ● Você veio bem mais tarde *vírgula* doutor
    ● todo o medo *foi* embora
    ● que nossos lábios se *separaram*
    ● Eu *abri* os olhos
    ● *Acendi* a luz, junto minhas anotações do chão e *li* os simples versos escritos com letras tortas.

  18. Gustavo Castro Araujo
    7 de junho de 2015

    Estou dividido com relação a este conto. A premissa é muito boa. Essa ideia de fobia em relação a mulheres, ocasionada por uma relação conflituosa (edipiana, talvez?) com a mãe foi uma sacada de mestre. Claro, não é inédita – Hitchcock tratou dela com maestria no clássico Psicose – mas ainda assim ficou bacana. O dilema do protagonista, esse apego doentio à mãe e os fantasmas que o cercam traduzidos nas meninas que o cercavam, tudo isso merece aplausos.

    O problema foi a falta de revisão. O “perca” lá no início deixa qualquer um desconfortável, mas há outros erros, senão tão graves, pelo menos incômodos, travando a leitura. Não se deve confundir informalidade com falta de atenção. É sempre interessante revisar bem. Neste caso, essa falta salta ainda mais aos olhos por causa do argumento interessantíssimo usado. Tivesse havido uma revisão a contento, creio que este conto estaria brigando pelo pódio. Pelo menos no que diz respeito a mim.

    De todo modo, boa sorte no desafio.

  19. Simoni Dário
    7 de junho de 2015

    O texto é o relato de um rapaz em luto pela perda da mãe. Precisei me socorrer de outros comentários para entender que tratava-se de medo de mulheres. Na primeira leitura tive a impressão de tratar-se de um complexo de Édipo. Depois que vc explica a fobia, li novamente e aí gostei da narrativa tocante, mas a fobia não me convenceu.Até faz sentido o medo de mulheres lembra a perda da mãe, então é melhor evitá-las para não correr o risco de perde-la novamente, sendo a mãe a representação de “todas” as mulheres. Bem complexo, mas ainda não me convenci da fobia do rapaz. A narrativa é boa e aí você está de parabéns.
    Boa sorte!

  20. Evandro Furtado
    4 de junho de 2015

    Olá autor.

    Bem, de início senti um pouco de insegurança com a escrita, alguns erros de pontuação e de ortografia, mas conforme foi passando, acho que você foi se empolgando e a coisa foi melhorando.

    Gostei dessa coisa do relato, meio que combinou com essa coisa da escrita, sabe? É como a pessoa nervosa no início que vai se acalmando. Sem contar a história, cheia de reviravoltas – algumas vezes você quebra a linearidade da narrativa – e com alguns traços bem weird – que eu até que gosto.

    Enfim, escrever é um ato contínuo então continue.

    Boa sorte.

  21. Rubem Cabral
    3 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Veja, a história não é ruim, mas a técnica ainda está bem crua. Há muitos problemas de pontuação e há algumas palavras trocadas também. “Perca”, por exemplo, no sentido usado é arcaica, eu creio. E pior: há um peixe com nome de “perca”, então, no parágrafo de abertura, eu cheguei a rapidamente pensar que o narrador fosse um pescador que pescou um peixão (depois da maior perca de minha vida.). Outro exemplo: “Vomite no papel Pedro” (sem a vírgula fica a impressão que existe um papel de marca/tipo chamado “Pedro”).

    A natureza da fobia não ficou muito clara para mim, assim como as circunstâncias da morte da mãe do protagonista.

    A poesia, contudo, é tocante e está bem contextualizada no conto.

    Somando os fatores, achei o conto “regular”.

  22. Fabio Baptista
    2 de junho de 2015

    * TÉCNICA: 1/3
    Confesso que os primeiros parágrafos me deixaram com a impressão (e o medo) de que viria algo desastroso.

    Ainda bem que essa impressão não se concretizou, a leitura fluiu agradável, apesar de alguns trechos um pouco confusos.

    Porém não pude deixar de descontar pontos pela gramática.

    * TRAMA: 2/3
    Gostei desse tom intimista de monólogo com um psiquiatra, ou com ele mesmo, talvez.

    O tom meio escatológico também me agradou.

    * POESIA : 2/2
    Bem bacana. A melhor parte.

    * PESSOAL : 1/2
    No saldo final, posso dizer que gostei.

    *TEMA: x1
    Fobia muito bem delineada.

  23. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O tom em primeira pessoa deixa o leitor bastante interessado no estado psicológico do personagem. E já começa direto na fobia, o que é um ponto alto.
    G: Notei que é um autor que está começando a pegar seu estilo. As ideias estão bem organizadas e o texto flui bem, mas falta um pouquinho mais de atenção à pontuação e certas construções frasais. Está no caminho certo! Na contramão, a poesia ficou ótima, apesar de aparecer somente no final.
    U: Algumas frases têm de ser “desgrudadas” e ter cuidado com os tempos verbais da história. Mas a escrita flui que é uma beleza, basta um pouco mais de treino.
    A: Se encaixou bem no tema, apesar de não ficar específico se era fobia social, ou apenas fobia feminina.

  24. catarinacunha2015
    1 de junho de 2015

    Achei a leitura do conto cansativa e algumas frases truncadas. Precisei voltar ao texto mais de uma vez para entender se houve briga com a gramática (problema de relacionamento que também tenho) ou erro de interpretação.
    Não gosto de histórias sem conclusão, embora seja uma questão de estilo. O poema me agradou e superou a narrativa.

  25. Wallace Martins
    31 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    Então, meu caro, seu conto me agradou em parte e desagradou em outras.

    A sua narração é boa, não me incomoda o tom de informalidade que deu aos personagens, contudo, ao narrador me incomodou em algumas partes, junto aos erros gramaticais, o que me fez, as vezes, ter que voltar em alguns parágrafos ou frases para entender, perfeitamente, o sentido delas.

    A fobia, por mais que eu tenha entendido que era o medo de mulher, uma fobia nada comum, foi trabalhada de forma um pouco fraca, deixou um pouco a desejar no quesito de tentar explicá-la melhor, trazer as informações para que o leitor saiba do que se trata, havia um doutor na estória, poderia fazê-lo explicar como tudo funcionava, entende? Então, poderia ter dado mais atenção a ela.

    O poema, apesar de simples e direto, é muito bom, gostei bastante dele, digo-lhe que foi o momento do conto que mais gostei.

    No mais, apenas parabenizo-lhe, desejo-lhe sorte e agradeço por ter compartilhado seu conto conosco.

  26. Rogério Germani
    30 de maio de 2015

    Olá,Smith!

    O melhor dos desafios literários é a dinâmica onde todos aprendem com todos.

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes.

    1-Apesar de parágrafos confusos, a fobia e seus sintomas estão presentes ao longo do texto.
    2- O poema do filho órfão de mãe condiz com a trama.

    Pontos negativos.

    1- “O Dr. Luís dizia que eu era o único que podia organizar a bagunça, a casa é sua, não?”

    Se a fala utilizada nesta frase é do Dr. Luís, a mesma deveria ser escrita entre aspas.

    2- Comtemplei os brinquedos todos vazios e lembrei que já havia brincado ali e como era bom aquele tempo, onde não haviam preocupações de minha parte e a vida era só brincar, comer e dormir.

    Além da grafia errada na palavra Contemplei, o uso demasiado do aditivo “e” empobreceu este parágrafo.

    3-“Ela escutou Doutor”.
    Neste trecho, Doutor tem o papel de vocativo, precisando de uma vírgula antes. Sem o uso da vírgula, entende-se que ela escutou a palavra Doutor.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  27. Claudia Roberta Angst
    30 de maio de 2015

    Então, Smith, quase desisti de ler o conto no primeiro parágrafo, mais precisamente “depois da maior perca de minha vida.” PERCA? Se não for o peixe PERCA ,o que acho bem improvável, o deslize na revisão foi bem cruel. Afinal, é o primeiro parágrafo. Digamos que foi um erro de digitação, o autor queria digitar PERDA e o dedo escorregou para o C. Digamos, mas… doeu.
    A informalidade da linguagem, com suas incorreções, pode ser utilizada na voz dos personagens. Do narrador, acho complicado, a não ser que ele participe também da estória como personagem. Acho que foi o caso aqui, embora eu não goste muito do resultado.
    Gostei da poesia, principalmente dos dois últimos versos. Acho que se encaixou bem ao conto.
    A narrativa deixou a desejar já que a fobia ficou confusa e fez com que o meu interesse diminuísse. Um pouco mais de calma (quem sou eu para aconselhar isso?) para lapidar a trama, revisar o texto e tudo melhorará. Boa sorte!

    • Septimus Smith
      30 de maio de 2015

      Olá! Puxa, deixei passar essa! Agradeço pelo “toque”, realmente as letrinhas C e D são tão juntinhas no teclado. E as vezes meus dedos não apertam onde a cabeça manda, entende?

      Que bom que você não desistiu da leitura, fico feliz.

      Sobre a calma, eu tenho bastante, acredito que o que atrapalhou um pouco foi a dificuldade do Pedro em se comunicar, afinal ele não é um cara normal… Ou fui eu que não ouvi ele direito, tenho problema de audição as vezes…

      Boa sorte para você também!

  28. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    30 de maio de 2015

    Olá, Smith. Tudo bem?

    Mais uma vez, sendo direto, o conto não me agradou.
    Não gostei do desenvolvimento, e acho que necessita de uma revisão. Não consegui entender muito bem a fobia. Irei ler de novo e ver se deixei passar algo.
    Mas a história não me chamou a atenção. Algumas passagens ficaram bem legais, mas outras nem tanto.

    O poema é bom. É simples e cumpre bem sua função. Porém, o conto, ao meu ver, ficou abaixo da média.

    Ainda assim, parabéns.
    Boa sorte!

    • Septimus Smith
      30 de maio de 2015

      Obrigado pelo comentário Jefferson! Então, esse tal de Pedro ai, tem medo de mulher, dá pra acreditar? O motivo, nem eu sei, também tô tentando entender.

      Abraço e boa sorte!

  29. Sidney Muniz
    30 de maio de 2015

    Olá autor(a),

    É um bom texto.

    O uso do pra me incomodou um pouco, a escolha por ele em algumas passagens, mas a narrativa rápida é interessante.

    Não vou falar muito de gramática, pois algumas coisas eu entendi que tenham sido usadas para manter a informalidade, digo que nesse sentido não me agradaram, mas não me pareceu errado.

    No mais é um bom conto, um pouco abaixo de alguns, um pouco acima de outros.

    Digamos que pelo frenesi está na média Quanto a poesia é simples e direta. não faz meu estilo, mas também atende.

    Parabéns e boa sorte!

    • Septimus Smith
      30 de maio de 2015

      Agradeço pela opinião, Sr.Muniz!

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Publicado às 29 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .