EntreContos

Literatura que desafia.

Próxima Parada: Estação das Desgraças (Rubem Cabral)

desvio

1. José

Um versinho inocente fora pichado num muro recém-pintado de branco. O ônibus 606 passou sacolejando defronte e o passageiro X o leu: “Queijo do Alentejo, gostoso como um beijo”. Ele ainda não sabia, mas a maldita – sentença – tinha o potencial de ideia-rastilho-de-pólvora, espécie de isca em anzol de caracteres. Pecinhas de dominó, que cairiam umas sobre as outras, inexoravelmente, até que chegassem àquela conclusão sempre mais danosa, àquela situação mais vexatória possível, ou a algo indescritivelmente ruim, que combinasse um pouco de tudo de mau.

Tais coisas estão espalhadas por aí; há uma ou mais destinadas a cada um de nós. O objetivo é um só: programar-nos uma escala indesejável na Estação das Desgraças.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

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58 comentários em “Próxima Parada: Estação das Desgraças (Rubem Cabral)

  1. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    Linguagem bem moderna. As palavras inventadas-hifenizadas, estilo Guimarães Rosa, são um recurso muito interessante, usado em poemas também. Como em Guimarães, há a preocupação com a linguagem adequada para a situação, que pode ser irônica, poética, sublime, etc. Por isso vemos aliterações, “triste tigre”, “relojoeiros maléficos”, “espiral de metal”. As sinestestesias, onomatopeias, metáforas ocorrem muito também. O poema é realmente “mui curioso”. O efeito do conto foi obtido pelas inúmeras figuras de linguagem, que deram todo um colorido. Mas é preciso ter categoria para fazer isso, é claro. Muito bom.

  2. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Neste texto você mostrou que realmente sabe usar as palavras e metáforas e sua narrativa definitivamente não soa como a de algum escritor pouco experiente procurando palavras no dicionário de sinônimos. Entretanto, em alguns trechos achei que você exagerou um pouco, deixando a narrativa um tanto enfadonha. A maneira como você inseriu o poema e pouco depois o relacionou à fobia de Ângela foi muito criativa.

    2 – Enredo e personagens (3/3)
    Gostei muito da maneira como você conectou os diferentes personagens e tramas. Além disso, todos eles foram bem construídos, e o seu encontro no semáforo foi muito engraçado. Entretanto, sinto que não peguei todas as piadas, o que talvez tenha me levado a achar o final um pouco apressado.

    3 – Criatividade (3/3)
    Como já mencionei, a forma como o poema foi inserido foi muito criativa, assim como o uso das tâmaras ligando todos os personagens e trazendo à tona a fobia de Ângela.

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Conto muito bem elaborado, diria mais, “arquitetado”, cheio de pormenores impossíveis de serem notados, todos, em uma leitura apenas. Gostei de algumas partes, outras nem tanto, mas o estilo é muito singular, e é bom ver isso em um escritor. Muito divertida a parte quando ele chega em casa e a mulher discute com ele, ô vida, rs. Só achei que à fobia não foi dada a devida atenção, mas posso estar enganada. Como disse, em uma primeira leitura, impossível pegar tudo, mas acho que outras partes se sobressaem em um primeiro momento. Parabéns pelo conto.

    P.S.: Rubem, é você? 😛

  4. Renato Silva
    13 de junho de 2015

    De tudo o que li, foi conto mais elaborado já postado. Achei incrível a sua técnica, domínio da língua, do jogo que faz com as palavras. Não compreendi totalmente o conto, mas vou deixar para reler em outra situação.

    Percebi muito sarcasmo na fala do narrador, da crítica, ironia, do toque de humor negro. Eu gosto muito de escrever e ler essas coisas, principalmente nesses dias onde impera o politicamente correto.

    Parabéns pelo ótimo trabalho.

  5. Felipe T.S
    13 de junho de 2015

    Parabéns pelo ótimo trabalho!

    Achei o texto riquíssimo, bem profundo e com uma construção complexa! Confesso que é o tipo de texto que eu não leio de uma vez só, não pelo tamanho, mas pela quantidade de referências/alusões que este fez. Gostei de muitas, outras não entendi, mas isso é normal.

    É um trabalho que seria divertido analisar com mais calma… pois essa narrativa ao meu ver tem aquela sensação de labirinto, que por sinal é uma dos características mais fortes, do mestre Borges.

    O autor tem um estilo muito interessante, é possível sentir sua liberdade, dá pra ouvir sua voz e eu adoro isso, essa é a grande característica de quem lê e escreve muito…

    Para o desafio, um grande conto, certamente um dos melhores da edição.

    Parabéns mesmo!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    13 de junho de 2015

    Putz, dizer o quê? Já sei, vou reclamar. Tem uns dois ou três participantes do desafio que não deveriam competir com o restante, porque é sacanagem, kkkkkkkkkkk. O conto é excelente. Tá certo que os detentores da ratoeira do destino ficam com Angelagfobia, e a própria Ângela ficou com medo do seu “destino”, mas, tratar da fobia mesmo passou raspando. Contudo, para mim este foi melhor texto até agora. Tem uma ironia fina, humor inteligente, a técnica é admirável, enfim, foda. Abraços.

  7. catarinacunha2015
    12 de junho de 2015

    OBS: o “sonho de valsa” é o LSD que enfeita o bolo!

  8. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    12 de junho de 2015

    Sensacional, Alberto Roberto! Gosto demais desse tipo de literatura em tom de “galhofa” com uma profundidade que, na maioria das vezes, não se consegua na literatura “séria”! Parabéns! Lembrei até daquele conto do desafio multi-temas do homem-das-cavernas que tinha umas notas de roda-pé muito loucas! Grande talento! Lembrei-me também, guardadas as devidas proporções e respeito, de “Vidas cruzadas” do Érico Veríssimo. Diverti-me demais, gostei demais e fiquei querendo mais. Qurendo mais da fobia da Dona Ângela que ficou bem pouquinha dentro de uma outra (umas outras) coisa (coisas) que você quis contar. Muito bom esse conto que se encaixaria melhor num desafio “vidas cruzadas”.

  9. catarinacunha2015
    12 de junho de 2015

    TÍTULO perfeito. Não explica nada, mas traduz todo o sentimento das fobias crescentes.
    O POEMA está maravilhoso, digno de um Luiz de Camões bêbado nas ruas cariocas.
    FLUXO DO TEXTO impecável. Domínio total durante as longuíssimas 10 páginas. O estilo foge do lugar comum e fez valer esta cansada sexta-feira. Sem dúvida o melhor até agora; fora o meu, claro. Rs…
    TRAMA costurada com maestria. Não houve preguiça e o descontrole no número de palavras, quase no limite, foi sutil. A densidade dos personagens e o uso da crônica do cotidiano carioca foram decisivos para meu encantamento.
    FINAL correndo atrás do trem – ou do ônibus? -. Mas o “Ding-ding-plic-ploc-cleque!” ficou tão bom que relevo. Talvez eu perca este desafio para vários outros textos, mas para o seu perdi com certeza.

  10. mariasantino1
    11 de junho de 2015

    Clap! Clap! Clap! Adorei 😀

    ↑↑ Destinofobia, é possível! Olha eu jurei que passaria em todos os contos só como um ventinho, um punzinho que não fede e nem cheira, mas afirmo que minha vontade é ficar um tempo aqui recortando e colando as excelentes construções frasais e passagens que me fizeram gargalhar alto (é um king kong ficar rindo para a tela do celular. Por GOD, o que é isso? “Eu falo… infindo enfiado/enfim, falo/infindo falo”. Ultrahilário).
    Os microuniversos que você criou para cada personagem e de como tudo se chocou no fim é encantador e insano demais. O narrador é maluco, fóbico e tenta convencer o leitor de que essas tretas existem (Será? :/ ). O lance de rastilho de pólvora de caracteres e configurações até em nuvens, deu ar conspiratório e até me lembrou o projeto HAARP (não é bom mexer com mentes que adoram viajar como a minha). Senti que tudo aqui são lentes de microscópio que vai do macro ao micro com muita competência e riqueza de detalhes. A ausência de pressa na elaboração de cada quadro, bem como todo o brilho da narrativa e ainda o oferecimento maior, além da trama em si, é o que encanta num texto.

    Parabéns, mesmo! Abraço.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      12 de junho de 2015

      Olá, Maria Punzinho, digo, Santinho. O Da Júlia me mandou responder os comentários.

      Muito obrigado por ter lido e comentado. Contente em saber que você gostou tanto do “Eu-falo” que até adivinhou um verso não revelado: “infindo enfiado”. Minha nossa, onde esta juventude vai parar? 😀

      Feito você notou, tem realmente um monte de coisas (referências) lançadas pelo texto, por pura maluquice, diversão e falta do que fazer.

      Exemplos: “A girafa e o arado” -> refere-se a uma passagem do filme “Deuses e Monstros”, quando Whale diz que ele, que havia sido forçado a trabalhar numa fábrica com catorze anos, era uma girafa nascida numa fazenda de gente bruta e simplória, condenada a puxar um arado feito uma besta de carga; “agarrando uns quatro travesseiros” (Não amo ninguém, Cazuza), Zahir e Aleph são contos do Jorge Luis Borges, etc.

      Obrigado outra vez. Cuidado com os “x-caboquinhos”.

  11. Fabio D'Oliveira
    11 de junho de 2015

    ❂ Próxima Parada: Estação das Desgraças, de Alberto Roberto ❂

    ➟ Enredo: Complexo! Maravilhoso! A história ficou excelente e os personagens vivos! Nada mais a declarar! Parabéns!

    ➟ Poema: Extraordinário! Encaixou-se com a história de certa forma que fiquei impressionado. Sem falar que gostei bastante do poema em si. Parabéns!

    ➟ Técnica: Nada a reclamar. A narrativa é longa, porém, pela história e habilidade do autor, conseguiu deixá-la fluída. Não cansa. O que falta de dinamismo em outros autores você tem de sobra! Parabéns!

    ➟ Tema: A única coisa que tenho a reclamar. Você coloca no texto como se fosse uma fobia. Mas o resultado que gera não é satisfatório. Se formos analisar com certeza absoluta, parece mais uma obsessão. A mulher, em um dia, gera uma fobia. E ela chega a uma conclusão lógica para ter esse medo. A fobia é um medo ilógico, que geralmente é gerado por fatores desconhecidos, sendo que, muitas vezes, não existe um motivo sólido para a fobia! É sério! É algo que não consegui engolir. Porém, é inegável que há sim um tanto de medo na situação, por isso irei considerar um pouco dessa vez. Também devo mencionar que o medo dela ficou muito no plano de fundo. É apenas mais uma das peças do conteúdo final. Encaixaria melhor em temas relacionados com destinos e etc.

    ➟ Opinião Pessoal: Amei o texto, principalmente por causa dos personagens, admito. A narrativa ficou muito boa e a história complexa, mas foi o envolvimento com as pessoas que me fez continuar a leitura. Parabéns!

    ➟ Geral: Fantástico. História criativa e bem construída. Técnica excelente. Poema maravilhoso. Ficou meia boca quando se trata do tema. Adorei o texto.

    ➟ Observação: Parabéns, parabéns e parabéns!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      12 de junho de 2015

      ➟ Olá, Fá Azeite de Oliveira Bio. Muito! Obrigado! Por! Ter! Lido!

      ➟ O Da Júlia mandou um alô!

      ➟ Muito contente que a leitura tenha sido prazerosa!

      ➟ Grandes abraços, abraços, abraços!

      ➟ 😀 !

  12. vitor leite
    9 de junho de 2015

    não gostei. Como sempre, fiz o meu comentário antes de ler os outros comentários. Voltei a ler o texto, mas para ser sincero, não consigo gostar. A d. júlia que me desculpe mas quando passar o stress de ler os 30 textos vou reler este conto, pois deve ser um problema meu. Tem humor tem momentos bem escritos, mas o todo não me parece um bom resultado

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      12 de junho de 2015

      Olá, Vi o Thor Bebendo Leite! A Dona Júlia, mãe do Da Júlia, mandou um alô.

      Oh, raios, mas esta malta do Porto só gosta mesmo de francesinhas e tripas à moda, ora pois.

      Espero então contar com a vossa releitura em mais generosa disposição.

      Abraços!

      😀

  13. Pétrya Bischoff
    9 de junho de 2015

    Buenas, seu Alberto!
    Cara, eu tenho certeza que não consegui absorver tudo, diante de tamanho frenesi que é o teu conto. Adorei a construção e descrição dos personagens, como mergulha nas paranoias da Ângela e como goza da boemia (?) do Pablo.
    A escrita é tão singular que desconfio da autoria, e a narrativa tão propositalmente confusa e caótica que é gostosa.
    O poema, como todo o resto, dá um nó na mente, e descobri que esse tipo de letra cursiva me deixa momentaneamente disléxica :v Mas foi uma peça realmente maravilhosa. E o sonho de valsa foi interessante.
    Parabéns e bueníssima sorte!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      12 de junho de 2015

      Olá, Pétrea Bischon-Bischoff! Tô mais contente que gordo de camisa nova, pois escrever este conto foi mais complicado que receita de creme Assis Brasil, e houve momentos em que fiquei mais entravado que carteira em bolso de sovina, tchê!

      Muito obrigado pela leitura. O Da Júlia mandou um alô. Cuidado com os cuscos e com o Sonho de (toc-toc-toc).

  14. rsollberg
    8 de junho de 2015

    Alberto Roberto, sei que você está acostumado com elogios mais sofisticados, mas perdoe o meu francês, esse conto é muito FODA!!!

    O texto é de uma loucura metódica incrível. Sim, no melhor estilo “Graça infinita”, talvez com uma ironia ainda mais fina e presente. Tem uma erudição sacana, um flerte holístico com as engrenagens, simples e complexas, do mundo.

    Óbvio que não é algo de fácil digestão, porém, ao entender o proposito (quando possível) por trás das frases, você se sente sobremaneira recompensado.

    Cara, difícil encontrar algo mais original do que o apresentado. A técnica é um primor, mas a estória não fica atrás!

    Esse trecho é sensacional: “Pablo Neruda Azevedo Fratelli era o quinto e o penúltimo duma prole exclusivamente masculina. Rapaz ruivo e franzino, somente ele resolvera fazer jus ao nome de batismo, pois seus outros irmãos, Arthur Rimbaud, Gabriel Garcia, Leo Tolstoy, Ernest Hemingway e – o caçulinha – Paulo Coelho, decidiram-se por profissões mais rentáveis: respectivamente, lutador de MMA, professor de zumba, franqueado do McDonald’s, decorador de interiores e mágico de festas infantis.” Coitado do caçula!!!

    Ri muito com a fórmula!!!

    Tens meu primeiro dez do certame!
    Parabéns e boa sorte.

    obs: desconfio da autoria, ou do alter ego ao melhor estilo Alberto Roberto.

  15. Fil Felix
    8 de junho de 2015

    Gostei e não gostei =/ A construção dos capitulos e essa coisa meio Clash – No Limite, acho muito legal. Histórias paralelas que de alguma maneira se conectam. Todas as descrições são boas, o estilo narrativo e o poema merecem destaque (inclusive lembrei de Vaca Profana, na estrofe final: “Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks”). Os comentários dentro do próprio texto, como do “s”, cria uma metalinguagem bem interessante e, que, particularmente, admiro bastante.

    Mas a fobia flutuou, pra mim. Por mais que esteja até implícita em algumas partes. Algumas passagens estão densas demais, com frases longas e sem pontuação que cansam, não dá fôlego. Há muitas metáforas e história dentro de história que vai criando camadas que, ao meu ver, não foram tão necessárias ao desenvolvimento. Se fosse mais conciso, talvez teria curtido mais. Mas observando os comentários, entramos na famosa questão de gosto ^^. Boa sorte.

  16. Virginia Ossovski
    7 de junho de 2015

    Achei o conto muito divertido e criativo, principalmente quando aparece o Pablo. Antes dele, estava meio que me forçando a continuar, apesar da história ser boa. O poema foi o melhor, aliás, todos os versos que apareceram ficaram ótimos e o poeta “maldito” foi uma ótima ideia, parabéns mesmo!

  17. Gustavo Castro Araujo
    5 de junho de 2015

    Gosto muito desse estilo de escrita. A ideia de narrar as diferentes vidas de tantos personagens pode ser perigosa, mas aqui o autor acertou em cheio. E, com o diferencial de que não se trata do mesmo fato visto de ângulos diferentes, mas apenas de detalhes que são coincidentes. Ammaniti — sempre falo dele — é mestre nesse recurso. Em “Como Deus Manda” isso fica bem evidente. Chego a pensar que você, caro Alberto Roberto bebeu naquela fonte italiana, pois nada fica a dever ao guru romano.

    Os personagens são ricamente desenvolvidos. José e Ângela, com seus infernos pessoais, são excelentes, mas é o pobre Pablo que rouba a cena. O universo criado para ele é impagável e, para mim, representa o ponto alto de todo o texto. O que são os nomes dos irmãos? Cara, muito boa a sacada — e fico aqui pensando como o caçula irá crescer revoltado com a sacanagem aprontada pelos pais.

    As referências e os trocadilhos também ficaram ótimos — o “I’m coming (out)” me fez rir alto aqui, rs O lado ruim da utilização desses recursos é que nem todo leitor conseguirá extrair deles o resultado adequado. Muitos passarão ao largo, podendo alimentar a ideia equivocada de que o texto é, de certa forma, pedante. Não que eu tenha achado, mas, talvez, um ou outro leitor mais apressado acabe pendendo para esse lado interpretativo.

    Em suma, uma leitura agradável, inteligente e divertida. Excelente para quebrar o ritmo fobia-terror que vinha imperando até aqui.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  18. Anorkinda Neide
    5 de junho de 2015

    Bom…já comentei no chat que me diverti muito aqui neste texto!!

    Gostei demais da parte do José, coitado e das duas últimas..não achei tão ruim assim o final, mas se melhorar, melhor!

    Com a Angela foi que não me conectei, percebi o que lhe aconteceu, me pareceu o filme 23 com o Carey. Não sei se caracteriza-se como fobia descobrir uma conspiração e temê-la, pq é um medo real e não doentio.

    Mas valeu demais toda aquele encontro maluco dos poetas e o erro do ‘s’ no poema..demais! ri demais! rsrsrs
    Obrigada pelos bons momentos de leitura e parabens.

    o poema peloamordedeus, vou até salvar aqui… adoro o jogo de palavras, neologismos, loucuras, ritmo e rima..enfim..escandaloso esse poema, pena q escreveu ‘ouzo’ com z… 😛

    • Anorkinda Neide
      5 de junho de 2015

      Não entendi a intenção do sonho de valsa, encontrei-o, claro
      mas não fiquei com vontade de comê-lo
      se eu comprasse um, ferraria com a minha vida, é isso? kkkkkkk

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      5 de junho de 2015

      Olá, Ah-no-kind-of!

      O Da Júlia me falou para passar e dar um alô…

      Vou te contar um segredo: o Farid não errou ao escrever “Ouzo”, é um trocadilho, claro, com “ouso”. Ouzo é como o arak é conhecido na Grécia, tbm é chamado de “uzo” (o que poderia ser usado para outro trocadilho).

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Uzo_(bebida)

      Então, pode salvar a poesia maluca, haha. Aliás, eu quis dar a forma de uma peça de xadrez (a Rainha) ao poema, já que o xadrez é um jogo de origem árabe e a Rainha é a peça mais poderosa.

      Quando à fobia da D. Ângela, ainda penso que é fobia, pois ela tinha indicações da existência das armadilhas, mas poderia ser tudo delírio paranoico e tudo mais.

      Respondendo à outra pergunta, sobre o “Sonho de…” (toc-toc-toc), hum, cuiiiiiiiiidado! Haha.

      Abraços! Da Júlia mandou um beijo. Tenho que me apressar para a cerimônia daquele menino careca e dourado, o tal do Oscar.

      • Anorkinda Neide
        5 de junho de 2015

        kkk então sou tão ignorante em grego qt o Pablo!
        vou salvar o poema com o link da wikipedia grudado nele…:p

        abração

  19. Tiago Volpato
    4 de junho de 2015

    Sinceramente não gostei. Você dá muitos rodeios no texto e particularmente não é algo que eu goste. O seu texto é muito denso, cheio de referencias que eu desconheço, então ele não me pegou, não me cativou.
    Provavelmente eu não seja o público alvo do seu texto e lendo os outros comentários acho que você conseguiu acertar com o seu público.
    Vou tentar analisar de alguma forma.
    A fobia não entendi muito bem. Ela notou um padrão de desgraça nas pessoas que compram coisas que desejam e ficou com medo de comprar coisas? Não ficou muito claro pra mim.
    O capitulo 3 e 4 você trás o humor pra equação. Achei que as piadas não funcionaram, elas pareceram forçadas. Acho que acima de tudo você fez piada com coisas muito particulares que eu desconheço.
    No fim ficou uma salada que não entendi nada. Você fez um jogo interessante com a fobia, mas eu não consegui captar, achei o texto muito bagunçado.
    O texto não é pra mim, mas a julgar pelos outros comentários o pessoal gostou. Enfim, talvez o problema seja em mim.
    Meu comentário não foi muito produtivo, eu realmente queria falar algo que fosse te acrescentar em algo, mas não consegui. Talvez se você retrabalhasse o texto, sei lá, enfim, deixa pra lá…

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      5 de junho de 2015

      Olá, Te-hago un Pato. O Da Júlia me falou para passar e deixar um alô.

      Puxa, lamento, realmente nem todo texto é do gosto de todos. O humor pode funcionar bem para mim ou outrem, e não funcionar em absoluto para você: é normal. Em especial pelo fato de que muito do humor do texto seja composto de pegadinhas que exigem contexto para funcionar.

      Por exemplo: “Ménage à quatre-vingt-dix”. A expressão original é “ménage à trois”, que significa sexo a três. “Quatre-vingt-dix” é noventa em francês, o que insinua uma vida pregressa muito promíscua do poetinha Pablo. “I’m coming (out)” tem duplo significado: “I’m coming” (estou gozando) ou “I’m coming out” (estou saindo do armário, assumindo a sexualidade). As profissões dos irmãos do Pablo, por exemplo, fazem contraste (ou não) com os autores originais. Hemingway era um machão beberrão, Rimbaud era gay, etc. “Falo” pode ser o verbo “falar” ou “pênis” tbm, etc. (Explicados assim não têm graça, eu sei).

      A fobia foi pq Ângela ficou paranóica quanto à possibilidade de existirem as tais armadilhas destinadas às pessoas em tudo, sob as mais diversas formas. As desgraças não teriam que necessariamente vir através da compra de alguma coisa.

      Enfim, agradeço a leitura. Da Júlia mandou um abraço!

  20. Leonardo Jardim
    2 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (4/5) muito legal e bem elaborada. Os acontecimentos, as engrenagens do destino, foram se movimentando e me deixando satisfeitos de ver as coisas se encaixando. Só não ganhou nota máxima porque o final poderia ter sido mais bem desenvolvido. Não gostei muito do último ato.

    ✍ Técnica: (5/5) muito apurada, gostei muito das sentenças e frases irônicas, com palavras muito bem escolhidas. Não vejo nada a melhorar. Um dia quero conseguir escrever assim! 🙂

    ➵ Tema: (1/2) perdeu um ponto nesse quesito, pois a fobia do destino não ganhou o protagonismo na história.

    ☀ Criatividade: (3/3) achei muito criativo o encaixe das peças do destino.

    ✎ Poema: (2/2) engraçada e bem encaixada na trama.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) gostei muito do texto, me diverti lendo, como já disse. Só não ganhou nota máxima nesse quesito pela falta de um final mais impactante.

    Tem apenas uma observação sobre o seguinte trecho:
    ● mas a maldita – sentença – tinha o potencial (o travessão funciona como parênteses: se removido, não deveria mudar o sentido da frase. Nesse caso, se remover o conteúdo entre travessões, a frase perde o sentido)

    Ah, adorei a expressão matemática do primeiro capítulo e o sonho de valsa no final! 😀

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      5 de junho de 2015

      Olá, Leonardo DiJardin. O Da Júlia me pediu para passar e dizer um alô.

      Obrigado por ler e comentar. Concordo em 100% com sua avaliação.

      Grato também pelo apontamento: você tem razão, vou usar itálico no lugar.

      Opa, “Sonho de…”, hã?! Onde? Você tem seguro de vida em dia? Acho que escutei um barulho de relógio de corda. 😀

      Bem, tenho que ir. Vamos ver se depois de minhas aulas de interpretação se o seu xará conseguirá finalmente um encontro com o careca dourado, o tal Oscar.

  21. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O texto tem um jeitão de crônica que me atraiu de cara. Algumas construções de frase soaram estilo “o rato roeu a roupa do rei de Roma”, mas isso em nada tira o brilho da escrita, que a meu ver, é lusitana (“gajo” entrega qualquer um).
    G: As frases soaram bastante poéticas, por si só. Em algumas tive de recuperar o fôlego, mas nada de mais. Ponto para a criatividade da fórmula. Mas, e a fobia? Houve um antônimo disso, o desejo inerente de algo. Fui percebê-la somente perto do fim (aliás, o texto cansa um pouquinho, mesmo bem escrito). Notei uma quebra brusca de estilo no fim do segundo ato. O terceiro teve um tom cômico que não combinou bem com o restante. Gostei da síndrome da supermemória – daria um ótimo conto a parte.
    U: Escrita muito aplicada, não tão fluente, mas dá o tom certo ao enredo.
    A: Desenrolar perfeito, mas a fobia ficou em segundo plano, assim como o poema. É um texto de difícil digestão, mas altamente criativo. Vamos ver o que a Tamara “verdadeira” acha disso, hehe.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      5 de junho de 2015

      Olá, Brian Azeite de Oliveira Contouré. O Da Júlia me pediu para passar e deixar um alô.

      Veja, as armadilhas criavam um desejo, uma compulsão por algo, mas a Ângela desenvolveu uma fobia por tudo, por ter receio de disparar uma armadilha contra si a qq momento, já que elas podem vir em quaisquer formas. As armadilhas não são geradoras de fobias, já que em geral suas vítimas de nada sabem. Contudo, ter conhecimento do “plano” que está por trás de tudo, isso sim, é um gerador de fobias. Por isso Ângela lamentava ter boa memória e mente afiada. Às vezes a ignorância não é de todo má.

      Ah, apesar d’eu não dispensar um bacalhau, não sou da terrinha dos galinhos de Barcelos, usei “gajo” de propósito, pois estava me referindo ao personagem português. Usei tbm o vocabulário lusitano nas falas do José: perceber (entender), sítio (lugar), parvo (tolo), etc.

      Obrigado pela leitura e comentário e cuidado com os perfumes do Boticário!

  22. Simoni Dário
    2 de junho de 2015

    Olá
    Adorei o conto,do início ao fim. Indo na contramão digo que o final me agradou bastante. Que habilidade a sua, hein? Meus parabéns pela excelente narrativa, criatividade e bom humor.
    Abraço

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      5 de junho de 2015

      Olá, Simoni. Puxa, achei o seu comentário superfantástico! 😀

      Muito feliz que o conto tenha lhe agradado. Obrigado mesmo…

      O Da Júlia mandou um abraço!

  23. Ana Paula Lemes de Souza
    1 de junho de 2015

    GOSTEI DEMAIS! E receio conhecer essa autoria…
    O autor é com certeza um dos mais talentosos do desafio, além de muito criativo. O tema foi abordado bem de leve, mas isso sinceramente não me incomodou. Creio que se houvesse mais espaço dava pra desenrolar muito mais a trama, talvez em um romance, quem sabe.
    Você é mesmo muito bom mesmo no domínio das palavras, dos personagens, da técnica. Parabéns! Só tenho uma observação a fazer… O final é muito apressado!!! Dava para alongar mais um pouco e não deixar interrogações.
    O que significa aquele “sonho de valsa” lá no final?
    Abraço, parabéns e boa sorte!

    Duas observações:
    * cinquenta Reais – reais deve vir em minúsculo;
    * –mais tarde massacrado pela crítica – mais veio grudado do traço.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      2 de junho de 2015

      Olá, Ana Paula, Da Júlia me pediu para agradecer a leitura e comentário. Muito feliz por vossa apreciação. Fernandinha Montenegro não gostou muito e fui obrigado a mexer meus pauzinhos e colocá-la numa novela que é um barco furado, veja só.

      Sim, sim, também estou de acordo que o final está corrido, vou melhorar esta parte, pode deixar.

      Quanto ao “Sonho de…” (não ouso completar o nome), dê uma olhadinha no 3° parágrafo do conto (em 1. José). Eu, se fosse você, olha, evitaria certa guloseima embalada em lindo papel lilás (embora eu não tenha certeza que vá adiantar).

      Obrigado pelos apontamentos: vou corrigir o original.

  24. Fabio Baptista
    1 de junho de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 3/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************

    Não tem o que falar aqui.
    Aliás, tem sim – você escreve melhor que eu, Sir Alberto Roberto. Parabéns!

    Só pra não abandonar totalmente a chatice:

    – a discussão seguiu o seu caminho esperado
    >>> tiraria esse “seu”

    – num time da futebol
    >>> de

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************

    – José
    Muito bem descrito, mas dependendo do estado de espírito do leitor pode ficar um pouco pesado. Eu li o conto duas vezes. Na primeira não estava num “bom dia” e achei bem cansativa essa parte. Porém o capítulo do Pablo me convenceu a ler de novo… e agora pude apreciar da maneira devida.

    – Ângela
    Dessa eu realmente não gostei. E justamente a personagem “principal” da história, pois ela que faz o conto se adequar (ou não) ao tema.

    – Pablo
    Essa parte é genial. Realmente muito engraçada. “Habiba Rainbow” me fez rir alto.

    – Colisão
    Eu gostei. Achei muito boa a sacada dos seres do “outro plano” terem (talvez) caído numa ratoeira também.

    Só não vi muita relevância do José para a trama. Não sei se perdi algo… mas talvez ele pudesse ter participado aí desse desfecho.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 2/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************
    Muito bem construída e com relevância para a trama.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 2/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Meu preferido até agora.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Foi uma decisão difícil aqui. Estava mais inclinado a considerar adequação parcial, mas meu… a criatividade da fobia de tudo e, principalmente, da “Angelafobia”, fez valer a nota cheia.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      2 de junho de 2015

      Da Júlia me pediu para agradecer pela leitura e comentário, Fabio!

      Eu tenho colhido impressões diversas e interessantes. Vou tentar deixar deixar a “Ângela” mais divertida ou menos chata. Vou esticar um pouquinho o final tbm.

      Eu havia introduzido umas brincadeiras no capítulo do José, feito a equação e o triste destino do turista austríaco, mas quis me concentrar no medo da Dona Ângela, talvez tenha sido a razão desta parte ficar mais arrastada. Já com o Pablito eu, obviamente, escancarei de vez; era até arriscado, pois podia resultar num ame ou odeie.

      Bem, eu tenho que continuar com minhas aulas de interpretação e o Hopkinsinho e o Daniel Dei-de-jeans, digo, Day-Lewis estão esperando o professor.

      Da Júlia me mandou mandar um abraço.

  25. Cácia Leal
    28 de maio de 2015

    Excelente abordagem. Sem contar com o português muito bem desenvolvido e muito bem escrito, a mesclando com uma linguagem matemática foi show!
    Gramática: Encontrei alguns errinhos, como “mega-sena”, mas muito poucos, talvez porque eu estivesse muito envolvida na história, quem sabe… rs. Vale reler com muita atenção.
    Criatividade: Bastante criativo e elaborado.
    Adequação ao tema: Achei que abordou muito superficialmente o tema, fiquei um bom tempo perdida, antes de compreender bem do que se tratava.
    Enredo: Achei o enredo bastante enrolado e de difícil compreensão. É interessante como você interligou a vida dos personagens, mas a teia ficou bastante confusa. Talvez valesse mais a penas facilitar um pouco mais para seu leitor, dando pequenas pistas no decorrer da história. Gostei da ideia de colocar os personagens e interligar seus caminhos depois, só achei que como foi desenrolado isso é que ficou enrolado… rs.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      2 de junho de 2015

      Muito obrigado pela leitura, Cácia Leal.

      Vi outro dia na tevê que, assim como você (que é leal), as acácias (suas quase xarás) também o são (umas com as outras). Quando uma girafa começa a comer as folhas e galhos de uma acácia, ela emite acetileno e isso avisa as irmãzinhas (na direção do vento) e faz com que elas se tornem tóxicas para os pobres camelídeos. Contudo, as girafas não são tontas e só comem das acácias que estão na direção contrária do vento.

      Por que comentar sobre isso tudo? Eu não sei e Da Júlia também não sabe… Eu deveria tomar meus remédios.

      Que bom que você gostou da equação! Imaginei que muita gente talvez não a lesse ou entendesse, e eu quis criar uma espécie de poesia concretista com ela.

      Bem, tentarei desenrolar um tanto mais a trama no final. O enredo é até simples: existem armadilhas implantadas por “deuses”. José cai em uma, Dona Ângela ao atender vários sem-teto desconfia do “esquema” e fica fóbica e reclusa. Pablo e Farid recebem/transmitem o sonho/poema (uma armadilha para Ângela). Ela reconhece elementos do seu sonho quando é abordada pelo poetinha e foge, escapando por um triz de ser atropelada. Como o plano falha, os “deuses” desconfiam da incrível coincidência que salvou Dona Ângela e temem que alguém (acima deles) armou uma armadilha sobre a armadilha e que agora Ângela possa ser um instrumento de vingança. Ufa! Viu? Simples, simples…

      Abraços e Da Júlia mandou um alô.

  26. Evandro Furtado
    28 de maio de 2015

    Olá camarada

    De início achei que o texto não se encaixaria no tema. Me arrependi terrivelmente de ter pensado nisso, mesmo que por um instante.

    Você conseguiu construir uma fantástica mini-novela, com uma linguagem simples e ao mesmo tempo poética, personagens muito bem construidos e complexos e uma história pra lá de interessante.

    Li do início ao fim com grande interesse.

    Parabéns.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      2 de junho de 2015

      Oá, Evandro. Espero que logo a polícia devolva o que lhe foi furtado! A coisa está feia mesmo no Brasil.

      Da Júlia me mandou agradecer pela leitura e comentário. Muito feliz por sua apreciação.

      Grande abraço!

  27. Wallace Martins
    27 de maio de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Primeiramente, perdão pelo comentário anterior, o touchpad do meu notebook, sem querer, clicou em publicar comentário, enquanto eu digitava, criando aquele comentário sem qualquer fundamento e eu não encontro como apagá-lo, sendo assim, mil perdões.

    Agora, falando sobre o conto, rapaz, eu gostei muito do texto, é de uma originalidade absurda, parabéns por sua criatividade e domínio da escrita para conseguir criar um conto magnífico que encanta aos olhos. No entanto, não sei se por conta do cansaço ou do alongamento do texto, percebi uma queda de qualidade gradativa ao que se passavam os atos, o primeiro ato tem uma linearidade, um domínio e uma condução da escrita magnífica, enquanto, no decorrer do conto, isso vai se perdendo, em algumas partes, a construção da frase ou do parágrafo faz com que a gente trave um pouco, tenha que voltar, reler, para poder entender alguns aspectos, por conta do emprego de algumas palavras ou de algumas pontuações fora de lugar.

    Nada que comprometesse a sua belíssima e incrível estória, foi de encantar os olhos poder ler este conto, de verdade, parabéns por tê-lo criado, o poema também perfeitamente colocado e criado.

    Contudo, fiquei muito decepcionado com este final e, ao ler os outros comentários, percebi que não foi somente eu, acredito que, por conta do tamanho e o cansaço tenha o feito correr e criar este final sem muito cuidado, mas, por favor, reescreva-o, porque seu conto é maravilhoso e precisa de um final tão bom quanto.

    Parabéns por tê-lo escrito e muito obrigado por compartilhá-lo conosco.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      2 de junho de 2015

      Olá, Wallace. Da Júlia me pediu para agradecer pelos comentários.

      Outro dia revi o filme do seu xará escocês. Que coisa, não? Nunca associei que usar saia e pintar a cara de azul fizessem as pessoas guerrear mais. Contudo, aquele final, hum, me deixou “dividido” (hã, hã?!) 😀

      O final do meu conto está realmente um pouco abaixo do restante e vou ajeitar, pode deixar.

      Grande abraço, o Da Júlia mandou um alô.

  28. Claudia Roberta Angst
    27 de maio de 2015

    Olá! Gostei bastante do começo, da “loucura” de gastar uma grande quantia de dinheiro em um queijo só pelo deleite e lembrança. O personagem se permitir essa infração e acabar se dando muito mal por causa de um queijinho.
    A parte da Ângela já deu mais agonia, uma angústia crescente, medo sem hora marcada. A fobia não ficou bem evidente, mas as sensações sim.
    O poema pareceu-me uma tentativa de poesia concreta – seria uma taça ou um troféu? Tâmaras lembram baratas, né? Já comi e nem tinha me tocado disso.
    Acho que o poema encaixou-se bem ao contexto.
    Também fiquei com vontade de comer um bombom sonho de valsa. Sacanagem sua!
    Conto bem criativo, com recursos gráficos interessantes e narrativa com vocação de algo maior, um romance, talvez.
    O melhor foi conseguir ler tudo sem me cansar e ficar interessada até o final.
    Boa sorte!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      29 de maio de 2015

      Olá, Claudia Medo.

      Obrigado por ler e comentar. A fobia da Ângela seria meio inédita, uma espécie de fobia de tudo, por achar que poderia sem querer a qualquer momento disparar uma armadilha contra si.

      O poema é poesia concreta e tbm introduz o conceito de algo poderoso e exótico. Basiliscos, por exemplo, matam com o olhar, cocatrices transformam em pedra sua vítimas (uma vem do folclore árabe e outra do europeu – as referências ao sul da Europa e à cultura árabe aparecem o tempo todo no poema).

      No Éden existiam duas árvores: a do conhecimento e a da vida. Eva teria comido e compartilhado o fruto da primeira. O que aconteceria se coméssemos novamente do fruto do conhecimento (onisciência) e agora do da vida tbm (imortalidade)?

      Ops, você enxergou uma mensagem cifrada no texto?! Humm, foi legal ter conhecido você…

      Novamente, muito agradecido pela leitura e comentário. Da Júlia mandou um alô.

      • Claudia Roberta Angst
        3 de junho de 2015

        Se entregou nesta, autor!

      • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
        5 de junho de 2015

        Ué, tem no conto “miríade” ou palavras terminadas em “u” com acento? Foi por causa do Pitú?

  29. Rogério Germani
    27 de maio de 2015

    Olá, Alberto Roberto!
    Já que existe um eborense em seu conto, entrego-lhe um sopro da terrinha:

    “Não há ninguém sem o seu pé de pavão.” Provérbio português.

    Agora, vamos à análise do texto.

    Pontos fortes:

    1- Domínio profundo da língua pátria.

    2-Narrativa primorosa, rica em detalhes e fluidez, principalmente no capítulo destinado ao personagem José.

    3- O poema é plausível, condiz com a verborragia extraída após o porre de arak.

    Pontos negativos:

    1-Apesar de bem escritos, os contos subdivididos em capítulos para apresentação de inúmeros personagens não convencem, ficam com ar de rascunho para um futuro romance. No caso específico do seu conto, só fariam sentido as delongas com as personagens auxiliares se, e somente se, estes também desenvolvessem os mesmos sintomas de fobia da protagonista.

    2- Aqui, encaixa-se o provérbio do pé de pavão: muitos floreios, recursos visuais exagerados… Apenas truques de ilusionista experiente para que o leitor perca o foco do tema, para que os olhos se encantem com a beleza estrutural e não percebam que, no rodapé do texto, em seu final, a mágica revela um efeito que destoa do resto do espetáculo.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      29 de maio de 2015

      Olá, ῥ-gério.

      Veja – peloamordedeus, não quero soar como alguém que não aceita críticas – mas a intenção nunca foi me valer de cortinas de fumaça, apenas quis divertir quem leria (e me diverti escrevendo tbm), pois o texto é cheio de brincadeiras e pegadinhas e, efetivamente, contém um enredo interessante. Não acho que seja um algodão-doce em forma de conto…

      Claro que, como toda pessoa, eu tenho alguma vaidade, mas acredito que de pavão eu até tenha bem pouco, haha… Digo, o texto é relativamente coloquial, há algumas invenções, mas elas fazem parte do que costumo escrever, não são deliberada exibição de malabarismos.

      Talvez o ditado lusitano que me inspirou tenha sido: “Com vinagre não se apanham moscas”. Muni-me de muito açúcar (carinho) ao escrever e provavelmente tenha errado a dose. Creia, os exageros narrativos tiveram função humorística, tão-somente.

      Eu sei que o texto tem problemas e também achei o final apressado. Não concordo, contudo, que todos os personagens secundários teriam que desenvolver fobias, pois talvez pensassem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, quem sabe.

      Enfim, obrigado pela leitura e comentário. Boa sorte para ti também. Da Júlia mandou um alô.

  30. Rubem Cabral
    27 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Minha nossa! Quanta loucura, não?

    Olha, peloamordeDeus, retrabalhe o final. O conto vinha ótimo, a abertura é fantástica, a fobia inédita da Dona Ângela é convicente, o capítulo do poetinha é engraçadíssimo, mas os últimos parágrafos deram uma acelerada absurda e o final ficou fraco.

    Não me entenda mal: 98% do conto é muito bom, e o final bolado não é ruim, mas precisaria de um pouco mais de desenvolvimento. Se for para ainda caber no limite do desafio, dê uma enxugada nos capítulos iniciais, poupe um tanto de palavras e estique mais o epílogo.

    Ah, o poema cumpre o papel de ser algo maluco e gostei (muito) da última estrofe cheia de Ts.

    Resumindo: conto muito, muito bom, com final rápido demais.

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      29 de maio de 2015

      Olá, Seu Rubem.

      Feito comentei com o JC (logo abaixo) o problema foi a fadiga. Com certeza vou reescrever o final com mais detalhes.

      Muito agradecido pela leitura e comentário. Da Júlia mandou um alô.

  31. JC Lemos
    26 de maio de 2015

    Olá autor! Tudo bem?

    Você escreve muito bem. O primeiro ato é descrito de forma magnífica. Li e saboreei cada parágrafo, como se estivesse comendo aquele queijinho infame. Os outros atos seguiram a mesma qualidade, mas impressionando menos do que o primeiro.
    Algumas passagens pareceram se arrastar além da conta, mas nada demais.

    A fobia é meio confusa, mas está aí. O poema também é legal e bem criativo. Confesso não ter curtido muito o final, pois ao meu ver, fugiu um pouco da qualidade que o texto manteve durante quase toda narração.

    De qualquer forma, é um excelente trabalho, de um autor que sabe o que faz.

    Parabéns e boa sorte!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      29 de maio de 2015

      Olá, Jefferson. Obrigado por ler e comentar! A fobia em questão é simples: medo de tudo, porque em tudo podem existir armadilhas mortais. O final ficou abaixo do restante mesmo but now it’s too late, baby. O problema foi ter escrito tarde da noite e então, feito o seu xará JC, eu estava pregado…

      Grande abraço e boa sorte pra você também. Da Júlia mandou um alô.

  32. Alberto Roberto - o símbalo cessuau
    26 de maio de 2015

    Da Júlia me pediu para explicar a fórmula matemática aos que não são tão lindos e inteligentes feito eu:

    Somatório dos pequenos erros (de 0 a infinito) vezes longo desemprego dividido por contas vencidas vezes o limite da paciência quando X tende a 0 + delta queijo caríssimo é igual a divórcio união depressão união alcoolismo, logo, conjunto vazio.

    Apesar do corretor ortográfico ter corrigido toda esta postagem do meu português irretocável, foi o que eu quis dizer a vocês, pequenos fãs de meu incomensurável talento.

    Com licença agora, pois tenho que dar algumas aulas de representação pr’aquela menina, a Fernandinha Montenegro.

  33. Sidney Muniz
    25 de maio de 2015

    exíticas – leia-se exóticas… haha

  34. Sidney Muniz
    25 de maio de 2015

    De fato é um baita trabalho. Divertido, engraçado, uma sátira muito interessante. Eu gostei muito, mesmo não sendo esse o tipo de conto que me agrada, porém digo que aqui o autor(a) me convenceu, brincou com personagens inclusive que admiro, deu aquela ridicularizada e ainda me cativou muito.

    Confesso que a linearidade do primeiro capítulo é fantástica. Foi a que curti mais. Depois a leitura carregou um pouco, tem algumas repetições, algumas peculiaridades que travam um pouco a narrativa, mas que em contrapartida são sacadas inteligentíssimas, e que deram um tchan ao texto, por outro aspecto, que é o da originalidade.

    Algumas poucas repetições durante o texto, como “onírico” penso eu que são vícios, palavras que costumamos adotar sem perceber, por se mostrarem um pouco mais exíticas, bem, não sei, mas isso acontece com muitos. Penso que pode ser evitado. Mas isso só é visto quando alguém aponta. Eu tinha uma mania de “Deveras” e “Quiçá” que vou te contar… haha, mas talvez não seja nada disso e eu esteja vendo coisa onde não tem.

    Gostei do sonho de valsa, deu vontade foi de comer, pois adoro!

    Parabéns pelo excelente conto, técnica incrivelmente apurada, estrutura , enredo, zelo e tudo o mais que eu pudesse elogiar.

    Mais um conto excelente para o certame.

    Parabéns e boa sorte, acho que não precisará muito, mas de certo ajuda.

    Um forte abraço!

    • Alberto Roberto - o símbalo cessuau
      29 de maio de 2015

      Obrigado por ler e comentar. Embora acostumado ao aplauso e as luzes da ribalta, eu, Alberto Roberto, ainda consigo me emocionar com sinceras manifestações de apreço.

      Sidney, curioso que toda vez que escuto o seu belo nome sou assaltado por lembranças cigano-chacrinianas-rebolativas, quando eu, munido de uma peruca da minha avó e usando uma camisa cheia de frufrus, gesticulava em frente ao espelho cantando “Se te pego com Sandra Rosa Madalena o meu sangue ferve por você”.

      (Tenho quase a certeza que certa metrópole australiana só ganhou o nome atual em referência ao cabeludo cantor, que, após um show, destruiu a cidade antiga (provavelmente então ainda chamada Wanderley)).

      Enfim, puxa, têm 2 míseros “oníricos” no conto, haha. Feito Da Júlia costumava comentar: “ô povo exigente, sô!”.

      Deixando as brincadeiras de lado, registro aqui meu muito obrigado. Fico muito contente que tenha gostado da história. Boa sorte no desafio!

      Abraços!

      • Sidney Muniz
        9 de junho de 2015

        Pois é… é que acho tão refinada essa palavra que “duas” para mim já é exagero. risos… Estou aqui relembrando os contos para confirmar meus votos. Esse eu precisava reler!

E Então? O que achou?

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Publicado às 25 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .