EntreContos

Detox Literário.

Medo de que? (Simoni Dário)

noiva com orquídeas

“Não, por favor, to preso aqui…cadê o ar apertar botão de emergência anel de noivado Júlia celular…934…sem sinal soco soco soco pelo amor de Deus um dois três inspira quatro cinco seis expira alguém me ajuda mãe Senhor prometo ajudar crianças carentes me  tira daqui Ramon mãe ar ta acabando ar…”

Luz…

˗˗ Senhor, tá tudo bem, já passou, me dá a mão – um rapaz de uns vinte anos, com óculos de grau e cabeleira farta se aproximou ajudando o colega de trabalho a levantar.

Com a camisa encharcada de suor e nó da gravata solto, cabelo totalmente desgrenhado, Juan mal conseguia caminhar.

˗˗ Rápido, me tira daqui, rápido, rápido.

˗˗ Um copo de água, já vai passar, foi só um susto! – ofereceu Catarina, a senhora da limpeza que veio para ajudar.

O colega ajudou o Contabilista a subir os dois andares que faltavam até o escritório.

˗˗ O senhor está bem? Posso fazer alguma coisa pra ajudar?

˗˗ Obrigado, você ajudou bastante. Só preciso tomar um ar ˗˗ abriu a janela e inspirou com uma vontade como se não respirasse há décadas. Puxou a cadeira e ficou ali por um tempo, tentando organizar a bagunça emocional que aquilo tinha provocado. Precisava aplacar o constrangimento diante dos colegas.

Seria impossível para Juan trabalhar no décimo primeiro andar do Edifício onde ficava seu escritório, e subir pelas escadas diariamente. E todos os dias era a mesma angústia, mas não dava para fazer corpo mole, tinha que encarar os medos para superá-los. Ao menos era o que o Flávio, seu terapeuta dizia.

Naquele dia deu azar. Geralmente subia de elevador quando chegava, descia pelas escadas para almoçar e na volta subia de elevador. Caso estivesse bem disposto, arriscava subir os onze andares pela escada, “assim fazia algum exercício”, pensava.

Mas, recebeu uma ligação da portaria no dia do incidente. Seu João avisava que chegara correspondência para Juan e que precisava da assinatura de recebimento do próprio. E, justo naquela tarde, logo depois de ter almoçado e encarado a escadaria de volta ao trabalho, teria que descer de novo. Encarou a descida pelas escadas, mas na volta, já cansado, entrou no elevador um pouco mais tenso do que de costume, como se alguma coisa o estivesse avisando da tragédia. Com ele entraram um casal e uma jovem de uns doze anos. Desceram um andar antes do ocorrido.

˗˗ Problema em um dos cabos – relatou o encarregado da manutenção. Vamos verificar, e será reativado tão logo quanto possível.

O pior momento dentro de um elevador para o moço, era aquele instante em que a porta fechava, parava tudo por uns três segundos e aí subia. Era uma característica dos mais antigos, como era o caso daqueles do Edifício Diplomata onde trabalhava. Quando chegava ao andar de destino, o mecanismo se repetia, parava tudo, três segundos, e ufa! Mas naquele dia…

Juan precisou ir para casa, não teve mais condições de trabalhar, e teria dificuldades de voltar ao escritório no dia seguinte se não ligasse para o terapeuta.

Antes, queria ouvir a voz de Júlia, que lhe transmitia uma calma que mais ninguém no planeta conseguiria.

˗˗ Pois é amor, aconteceu hoje, dei azar, problemas nos cabos, pessoal da manutenção tá  lá, mas não consegui ficar e me concentrar no trabalho.

˗˗ Pena, e como o pior já passou, aproveita para descansar, mais tarde podemos pedir pizza, tenho um vinho maravilhoso em casa, vai ajudar também. Conversaremos a respeito e você me conta tudo. Combinado?

A sorte era que Júlia morava no quarto andar de um prédio sem elevador, só que a cota de exercícios de Juan para o dia estava quase acabando. Mas dizem por aí que o amor cura tudo, logo, o esforço compensaria.

Foi uma noite agradável, Juan relaxou e o acidente daquela tarde já estava começando a ir para aquele lugar na mente, onde ficam depositados os arquivos “a esquecer”. Despediram-se e o moço foi para casa. Dormiam juntos só nos finais de semana. Júlia e Juan preferiam assim. O casamento seria no próximo ano, tinham tempo para despedirem-se das vidas de solteiros.

Dia seguinte, de volta ao trabalho, o moço já estava com tudo esquematizado. “Hoje, só pelas escadas minhas amigas pernas, por favor, colaborem. Bom que é sexta feira, amanhã deixo vocês em paz”.

E por algumas semanas foi assim, escadas e somente escadas. Consultas dobradas com Dr. Flávio e muito ar puro nos finais de semana.

A noiva começava a ter preocupações novamente. Ele havia estado tão bem, um incidente daqueles o fazia regredir muito na terapia. O medo de locais fechados voltava com a força de um paraquedas ao ser aberto em queda livre.

Juan não era de sair, lugares fechados com grande público o casal já não frequentava há bastante tempo. Geralmente escolhiam restaurantes que possuíssem alguma varanda ao ar livre. Júlia tinha algumas preocupações para o futuro caso Juan não apresentasse uma grande melhora com o tratamento terapêutico.

Estranho é o que acontece com quem apresenta algum tipo de fobia, parece que essas pessoas são perseguidas por algum tipo de azar, ou azarão.

Final de semana bem aproveitado, hora de voltar. Mais calmo e com os pulmões transbordando confiança, o moço retornou ao trabalho, mas naquela rotina ainda, “escadaria nossa de cada dia”. Estava bem, conseguia sorrir e os colegas mais próximos colaboravam no que podiam. Só que Juan, depois de tanto esforço para relaxar, combinado com as doses de ansiolítico que vinha tomando novamente, perdeu-se nos cuidados com os pertences e acabou esquecendo a carteira em algum lugar durante a semana. Ligou para Júlia e não estava no apartamento dela, vasculhou tudo no trabalho e no seu próprio apartamento, que ficava no primeiro andar de um prédio de dez, e nada.

O claustrofóbico teria que enfrentar um dos piores desafios, ir ao Banco.

Depois de ir à Polícia, precisava ir ao Banco pessoalmente levar a ocorrência e assinar novamente alguns papéis para sua nova conta. E foi o que fez, logo, antes que a coragem necessária e urgente passasse. Ligou e argumentou com o gerente quanto a mandar outra pessoa fazer isso por ele, daria autorização, faria o que fosse necessário, inventou problemas de saúde, mas não conseguiu revelar o pânico de ir até a agência. Não conseguiu.

˗˗ O senhor precisa assinar muitas coisas aqui Seu Juan, infelizmente não podemos ajudar de outra maneira.

E lá foi o pobre, com suor dando cria nas mãos e faces, enfrentar um lugar onde fazia tempo não dava as caras.  “Benditos caixas eletrônicos espalhados em todos os lugares”, pensou dando um sorrisinho torto para si mesmo.

O ritual não mudaria nem com a melhor das terapias. Esperava na frente da porta giratória até não ter ninguém mais para passar. Isso durava uma eternidade em certos dias, mas Juan escolheu um daqueles de pouco movimento, num horário quase tranqüilo em se tratando de agências bancárias, tudo ajustado premeditadamente.

Esperou, esperou, esperou, ficou vidrado e concentrado girando a cabeça conforme a porta ia e vinha. “É rápido Juan, tiro curto, coragem”, conversava mentalmente consigo mesmo, como o instruíra o Dr. Flávio. Com as mãos geladas e frio na espinha conferiu se não tinha mais ninguém, respirou fundo diante da linha amarela antes de entrar, e foi.

Só ouviu dois bips ensurdecedores e sentiu a porta travando. Olhou para o guarda da agência que batia no vidro, gesticulava e dizia alguma coisa, mas não conseguia ouvir. O suor escorria pelas costas como uma cachoeira, a visão foi escurecendo, e o guarda, percebendo que tinha alguma coisa estranha acontecendo, liberou a trava. Juan foi puxado por dois seguranças, e pela palidez do cidadão, não lhes restava alternativa a não ser chamar uma ambulância.

O tumulto das pessoas em volta, dando palpites, começava a incomodar e atrapalhar a clientela que dava aquela escapada rápida do trabalho para conferir extratos ou pagar contas. A ambulância levou um tempo considerável para chegar e o homem foi levado num estado de confusão total, como se estivesse embriagado.

No hospital, depois de medicado, e com a lucidez voltando à conta gotas, conseguiu pensar em ligar para Júlia. Imaginou onde estaria o celular, já que os clientes precisam depositar numa urna ao lado da porta giratória nas agências. Começou a pensar, nisso tateou o bolso e deu-se conta do motivo da porta ter travado. Bateu com a mão na testa e se irritou com a própria distração. Não sabia mais o que fazer, talvez não pudesse mais ir a lugar nenhum sozinho, tinha virado uma criança indefesa novamente.

Sacou o aparelho, falou com a noiva, explicou tudo e disse que precisava de ajuda mais uma vez. Júlia, do outro lado da linha, com toda a calma do mundo refletiu e percebeu que quem precisaria de terapia dali para frente seria ela. Começava a cansar daquilo tudo depois de alguns anos colaborando para que Juan não entrasse em contato com o que quer que pudesse desencadear a fobia.

Começou a lembrar o dia em que o noivo contou quando teve medo pela primeira vez. Júlia sentiu compaixão quando ouviu o relato. Ele era tão bonito, alto, um perfil físico que não combinava com aquilo. Gostou de tudo nele e sentiu que podia dar conta de cuidar do namorado, sentiu um instinto quase maternal de proteção instantaneamente.

Juan tinha apenas dez anos quando ficara preso no elevador no edifício em que morava o pai, que era Argentino, em Buenos Aires. Seria a primeira vez de férias escolares que ficaria com o pai, depois da separação. Ramon era advogado bem conceituado na metrópole, e pouco pudera ficar com o filho durante a semana. O menino ficava no apartamento com a avó que o fazia ir na mercearia todos os dias.

Num destes dias, Juan entrou no elevador, apertou para descer, o elevador fechou a porta, desceu por uns dez segundos e parou. No escuro, não ouvia vozes, silêncio total. Bateu na porta por muito tempo até que voltou a energia, mas o teleférico manteve-se imóvel. De tanto apertar os botões de emergência, a porta se abriu. Só que o maldito transportador de pessoas havia travado entre dois andares, ficando uma fresta do andar mais de cima à mostra. Suando frio e querendo sair dali o mais rápido possível, o menino resolveu se arriscar. Quase sufocando com o coração na garganta, se alongou o quanto pôde para alcançar o andar, uma mão, a outra, as pernas e… o ascensor  começou a funcionar novamente. Sentou no corredor daquele andar desconhecido e começou a chorar. Sentiu saudades da mãe no Brasil, queria voltar para casa e nunca mais sair de lá.

Júlia saiu das lembranças com um suspiro, mas não sabia mais o que sentia. O noivado, as expectativas, as viagens que gostaria de fazer ˗˗ Nova Zelândia, sozinha possivelmente ˗˗ e que provavelmente seriam sempre por perto e em terra firme. O noivo estava piorando, isso era evidente, e Júlia foi procurar ajuda para entender qual o rumo daqueles questionamentos. Não tinha feito outra coisa durante os três anos de namoro, a não ser olhar para os medos de Juan.

Seis meses depois tomou a difícil decisão. No dedo anular da mão direita, apenas um contorno opaco de lembranças e expectativas. Estivera adoecendo nos últimos meses e não dera-se conta. Juan fora um grande amor, mas não viveria mais à sombra dos medos de ninguém. Também precisava respirar, encher de vida o seu destino e cuidar-se mais do que aos outros. O Tempo ajudaria a passar o tempo.

Juan tinha certeza que não conseguiria tocar a vida sem seu porto seguro. Júlia tinha sido a melhor coisa que acontecera com ele nos últimos tempos. Ele sabia que ela tinha razão em todos os argumentos que havia colocado na mesa para continuar solteira. Não iria desistir do amor, assim como não desistiria de si, nem que gastasse todo o salário em sessões de terapia.

Iria começar pelas aulas de natação, que Dr. Flávio já vinha insistindo no uso com bons resultados nesse tipo de fobia. Começaria a ler tudo o que fosse possível para tomar consciência e melhorar o mais rápido. Tinha tempo, sabia que o amor que sentia era recíproco. Com uma boa dose de esperança e muita disciplina traria Júlia de volta.

Começou a praticar corrida com a ajuda de um profissional da área. A ordem era manter os pulmões sempre turbinados. Praticou Ioga e meditação. Ligou para o pai, depois de cinco anos sem fazer contato.

E foi assim, que sete meses, e onze dias depois, tomou coragem e, sentindo uma confiança inédita, tomou coragem e mandou flores para Júlia. Pediu para que a entrega fosse feita durante o expediente da dentista que mais amava. No cartão, arriscou, guiado apenas pela emoção:

 

A saudade é tortura enclausurante

O amor verdadeiro transforma

Com a saudade morri mil vezes

No amor quero viver eternamente

 

Quando as flores preferidas de Júlia chegaram, ela tomava uma água entre uma hora marcada e outra. Não duvidou, em momento algum quem seria o admirador. Leu o cartão com os olhos marejados. Sentiu saudades também, mas não sabia se estava pronta para aquilo tudo novamente. Havia um clips prendendo o cartão a outro envelope. E outro cartão convidava:

“Quer vir comigo para esse cenário paradisíaco? É só um começo, prometo!”

Júlia abriu o envelope e não acreditou. Duas passagens de avião para Fernando de Noronha?! Muitas dúvidas a espreitavam nos entremeios do belíssimo arranjo de flores. Sentou, apoiou o braço na ponta da escrivaninha e pediu à secretária um café. Estava feliz e apreensiva ao mesmo tempo. Sim, queria ir com Juan, mas e depois? E será que ele daria conta de uma viagem desse porte? O esforço do homem que amava era inegável. A dentista determinada estava dedicando-se integralmente à profissão. A carreira estava em primeiro lugar em sua vida naquele momento. Mas e sua vida, que lugar teria na sua existência?

Pois é, a vida. Tem esses momentos difíceis, mesmo. Medo, todo mundo tem, em menor ou maior grau. Juan estava disposto a enfrentar os seus, que não eram pouca coisa, em nome do amor, mas e Júlia, enfrentaria os dela? Seriam os da moça mais difíceis de encarar? Pode ser, mas uma coisa é certa, na zona de conforto é que não são curados.

Júlia decidiu arriscar. Juan, com a ajuda de boas doses de ansiolítico conseguiu passar pela primeira etapa. Suor frio nas mãos ao viajar de avião, muita gente tem. No mais, só ele, o famoso tempo, traria respostas.

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32 comentários em “Medo de que? (Simoni Dário)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A fobia foi tratada de maneira satisfatória, mas o poema, mais uma vez, está aí apenas para cumprir com os requisitos, pois, ainda que faça sentido dentro da trama, não traria prejuízo algum se não existisse. A narrativa é fluída, mas em alguns trechos mais relata do que mostra.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Não gosto muito de romance, entretanto, não posso dizer que o enredo é ruim, exceto pelo final que ficou com um ar de lição auto-ajuda. A maneira como você relacionou a fobia dele e o medo (pois ao meu ver não chega a ser uma fobia) de Julia foi interessante.

    3 – Criatividade (1/3)

    Também não vi nada extremamente original no enredo. Medo de elevador, superação de medos, o romance que dá certo no final: coisas muito comuns em outras histórias.

  2. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Outro conto que li há alguns dias e relendo agora não mudei de opinião: gostei no início, esperava que pudesse ser assim até o final, mas depois a coisa foi ficando cansativa, até que chegou “esse” final. Como sugestão, rever o enredo, para que a ideia fique mais bem executada.

  3. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Otis!
    Baaaaaaah! Aquela última frase foi um soco no peito, eihn! A própria noiva enfrentaria sua fobia pelo cara, que estava tentando fazer o mesmo por ela… Gostei disso, pois não imaginava que pudesse acontecer algo assim.
    A narrativa é simples, bem como a escrita, mas conduzem o leitor de maneira correta. As descrições são boas, nos põem dentro do elevador com aquele aperto. Eu moro em uma cidade com pouco edifícios que necessitam de elevador e, as poucas vezes que preciso usar um deles, opto pelas escadas. Não que seja um grande medo, mas não confio nesses mecanismos…
    Creio que a fobia esteja evidente e o poema também, mesmo que não apresente tanto mérito.
    Parabéns e boa sorte!

  4. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Bom dia! Uma história de amor com toque de fobia, gostei. Esse desafio ficou difícil com a inclusão do poema, muitos contos acabaram se perdendo por conta disso, mas não acho que deva ser um agravante na hora da análise. Durante todo o conto fiquei imaginando “quero só ver como esse poema vai aparecer”, e se não é brilhante, também não é de todo ruim e aparece de uma boa forma (como bilhete apaixonado). Eu mesmo já fiz isso -_-

    Concordo que também foi uma das fobias mais bem explicadas, com um background convincente. A narrativa é tranquila e bastante crível, todos os cenários são realistas, desde como enfrentar o medo até a ida ao Banco. Só melhoraria os ganchos de um personagem pra outro, cheguei a me perder ali.

    Não sei se é porque estou passando por algo semelhante, mas seu conto realmente me tocou hahaha Passou muito bem a sensação de namoro caindo em acomodações, de um sustentar o outro, de querer ter um vida novamente. Não entrou em detalhes pra não alongar, mas ficou bem legal.

  5. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá!

    ↓Sabe quando você gosta desgostando ou não entende o motivo de não ter gostado? Pois é, nem eu. Não sei bem o que dizer e não quero parecer que procuro pelo em ovo, mas alguma coisa aqui não deixou que o conto permanecesse quente como no início. Começa muito bem, mas o termômetro vai caindo e oscila entre picos de calor e mornidão. Talvez as descrições batidas comuns sejam as partes que me incomodaram e deixaram que o escrito se tornasse mais longo do que realmente é. Eu realmente não sei o que foi, e me desculpe por não saber fundamentar melhor os meus motivos.

    ↑ Ótima revisão, cheguei até a pensar que as cacofonias fossem para disfarçar a autoria (acho que estou pensando demais…). Gosto de histórias de amor e gostei bastante da sua. Da concepção dos personagens, da fobia muito bem repassada, da técnica do início (ausência de vírgulas, por exemplo) que auxiliam no repasse do que o Juan estava sentindo e da trama também com o fator que desencadeou as situações e os flashes bem dosados para apresentar o universo do muchacho.

    Boa sorte.

  6. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    O início do conto é promissor e abre um campo enorme de possibilidades pra se explorar. Mas por algum motivo, a escolha do autor não me agradou, achei água com açúcar, chegando ao ponto de não me deixar interessado.

    A escrita é limpa, clara, mas só isso não basta.

    Boa sorte autor!

  7. Fabio D'Oliveira
    12 de junho de 2015

    ❂ Medo de que?, de Otis ❂

    ➟ Enredo: Acredito que foi bem executado. As sequências estão boas. E os desenvolvimento da história também. O que incomoda é a superficialidade dos personagem. Não há vida neles. Meros marionetes. E isso prejudica o texto, que poderia ser bom. O enredo escolhido não impressiona, também.

    ➟ Poema: Bom, mas um pouco forçado. Não entrou no contexto do conto. Poderia ser descartado facilmente. E isso é ruim.

    ➟ Técnica: Razoável. Pela história e sua construção, sinto que o autor tem potencial. Porém, ainda falta muito para alcançar seu ápice. Oriento que pratique mais. Leia bastante, também. Invista nisso!

    ➟ Tema: Sim, se encaixou. A fobia está o tempo inteiro na história, envolvendo os personagem e influenciando na vida deles. Muito bom!

    ➟ Opinião Pessoal: Não gostei. A história ficou superficial demais. Sem falar que a técnica tem muitas falhas que realmente prejudicam a leitura. É, não foi dessa vez. Mas não desista!

    ➟ Geral: História medíocre, porém, bem construída. Técnica deve ser aprimorada ainda. Poema fora de contexto, podendo ser excluída com facilidade. Fobia simples e ultrapassada, mas muito bem aplicada.

    ➟ Observação: Nada a declarar!

  8. vitor leite
    12 de junho de 2015

    Oh! estava à espera de outro rumo, sei lá!… O(a) autor(a) tem potencial, sabe escrever, mas deu liberdade aos personagens e perdeu a mão, será? Mas gostei, vamos ver o próximo conto como sai. Mas de qualquer modo, muitos parabéns.

  9. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    O conto explora bastante o tema fobia. Na verdade, de todos que eu li é o mais genuinamente fobiófico. Por sinal que a claustrofobia é a fobia mais fobia de todas, ao meu lado, no momento, vejo uma claustrófoba anônima. Por isso, esse conto foi o mais realista.
    Na verdade, essa fobia de lugares fechados é extremamente incômoda, e o autor retratou isso muito bem. Tudo isso que aconteceu no conto é bem verossímil, e o autor mostrou a realidade com maestria. Os parágrafos são bem escritos, claros. Parabéns.

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    11 de junho de 2015

    Otis, compartilho da sua fobia, mas nem tanto assim! Se puder ir de escada, vou com certeza! Se tiver que entrar no elevador, prefiro que seja com mais alguém! Dou-lhe os parabens pelo seu conto, que se tivesse mais espaço, com certeza seria um contaço, onde você poderia esparramar melhor essa fobia e seus sintomas. Com relação ao que o Juan sente, o piripaque, queria mais, bem mais, muito mais e só tive esse gostinho lá no primeiro parágrafo. Você tem medo de locais fechados também? Se tem, peço desculpas pelo comentário acima, porque sei que não é fácil escrever sobre a própria fobia. Se não é seu caso, poderia me dar mais disso. O último parágrafo é como se fosse a sinopse do que o romance a ser escrito nos traria dali em diante.

  11. Evandro Furtado
    11 de junho de 2015

    Olá Otis

    Gostei bastante do seu texto. Linguagem clara, trabalhou bem a fobia, personagens bem realistas e carismáticos.

    Gostei também da maneira como trabalhou a história. O primeiro parágrafo, em texto corrido, ficou muito bom. Depois você trabalhou alguns flashbacks e quebrou a linearidade, o que também se encaixou muito bem.

    Parabéns.

  12. Tiago Volpato
    11 de junho de 2015

    Um bom texto. Bem construído, linguagem agradável, conseguiu me prender. A fobia foi bem trabalhada, um dos poucos textos que mostra realmente a fobia do personagem e não a deixa em pano de fundo, você explorou tudo muito bem. Achei que você construiu a história de forma satisfatória e soube conduzir tudo até o final. Muito bom.
    Como ponto negativo eu diria que a história é bem simples, sem muitas surpresas, provavelmente eu não a leria novamente (ok, talvez não seja algo ruim). Falo isso porque apesar de ser um ótimo texto, acho difícil que ele fique em primeiro, mas isso não quer dizer que ele não seja bom. Você deve se orgulhar porque escreveu um bom texto. Parabéns!

  13. Virginia
    10 de junho de 2015

    Olá! Achei o final bem fofinho. O poema está bem integrado ao contexto, nada melhor que um ex namorado arrependido que ainda manda umas flores. A fobia ficou bem delineada e o medo de elevadores não me é estranho, rs. Parabéns pelo conto e boa sorte !

  14. rsollberg
    10 de junho de 2015

    Boa tarde, Otis (boa sacada, não deixe Schindler ficar sabendo)

    Um conto bem fofo.
    Gostei do prólogo, dessa confusão narrada, sobrou até um alivio cômico “prometo que ajudo as criancinhas” rs.

    No entanto, logo em seguida, me pareceu que o elevador estava descendo, o texto foi perdendo ritmo, a história foi ficando simples. Penso que o personagem claustrofóbico poderia ser melhor explorado, mesclar a tensão das situações com o humor de equívocos.

    A poesia não me encheu os olhos, mas como foi escrita pelo personagem, creio que se enquadrou bem na proposta.

    O final é água com açúcar, sem reviravoltas marcantes. Típico das comédias românticas de hollywood. (que tem imenso público e valor, só não é minha praia).

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  15. catarinacunha2015
    10 de junho de 2015

    TÍTULO sem grandes pretensões, embora me agrade títulos interrogativos.
    O POEMA… ai, ai, ai, digno de um cartão de flores escrito por um contador. Passou bem só pelo contexto.
    FLUXO DO TEXTO bem dominado, mantém o ritmo. O estilo não é inovador e não imprime personalidade. Lembra novelas para adolescentes. Quem domina este estilo fica rico. Eu não tenho esse potencial e nem gosto; logo continuo pobre. Rsrsrs…
    TRAMA simples, eficaz e previsível, como as novelas. Fala com emoção e a cena do “defeito” do protagonista na porta panda foi um climax a parte.
    FINAL morninho, fofo, cheio de esperanças. Parabéns, você vai longe!

  16. Anorkinda Neide
    10 de junho de 2015

    O conto estava ótimo!
    Eu estava nervosa com a fobia do cara.. afff que vida tensa!
    Tenho um pouco deste medo, não de elevador…mas de lugares fechados, sem janela… bancos… hum… prefiro não visitá-los…hehehe

    Mas, de repente, vc focou na dificil tarefa de ser namorada/noiva/esposa do cara doente e o conto desceu a ladeira, faltou tempo e/ou espaço pra finalizar no ritmo que estava no começo, mesmo q vc trilhasse por esse esquema da desistência da moça e do final feliz, faltou texto para ‘casar’ essa parte com a primeira parte?
    deu pra entender? tá quase amanhecendo aqui e eu tentando ser racional…:P

    Bem… retrabalhe este conto, por favor!

    e sem o desafio do poema, retire-o! Ele não sabe o que faz aí… kkkk

    Abração!

  17. Simoni Dário
    9 de junho de 2015

    Bom texto, você descreveu muito bem a fobia. A ansiedade e medos do Juan estão bem narrados. pude sentir o sofrimento do Juan menino, sozinho, com saudades da mãe, passando por uma situaçào daquelas. Gostei da Júlia também, dos medos de uma pessoa comum pelos caminhos da vida que você atribuiu à personagem, e que não deve ser fácil viver ao lado de alguém prisioneiro de uma fobia dessas. Interessante o final meio aberto, já que o seu texto trabalha com boas doses de realidade, e no cotidiano de qualquer um o tempo é que vai determinar a história. O conto me prendeu do início ao fim. Muito bom.
    Parabéns e boa sorte!

  18. Jowilton Amaral da Costa
    9 de junho de 2015

    É um conto guti-guti, com final feliz e tudo. Pessoalmente, não é minha praia. O conto está bem escrito no todo, poucas falhas, trama simples, nada de impactante. A fobia foi bem explicada e guia toda a história. Boa sorte.

  19. Cácia Leal
    8 de junho de 2015

    Não gostei. Não simpatizei com a trama. Muito comum, meio romance. Uma história corriqueira, comum. Não há uma trama elaborada e trabalhada. A trama não envolve o leitor, pelo menos não da maneira que eu gostaria que tivesse me envolvido. O modo como a narrativa é desenrolada se torna enfadonha, pela série de situações criadas desnecessariamente. Acho que a trama precisaria ser mais bem trabalhada e lapidada, como um diamante. Alguns trechos não fariam falta. Você deve se perguntar sobre a necessidade de cada subtrama dentro do contexto e ver se é o caso de mantê-la.
    Adequação ao tema: sobre esse quesito, acho que ficou bem característico a fobia e bem trabalhado. Penso apenas que ele se tratou rápido demais, no entanto, quando viu que perderia sua noiva, precisava fazer alguma coisa, claro.

  20. Ana Paula Lemes de Souza
    8 de junho de 2015

    Hm, difícil falar sobre o conto. Eu estava amando, amando mesmo, do início ao meio. Gostei demais da história do casal e da construção da fobia do Juan. Contudo, do meio para o final a história desandou. Não houve qualquer tipo de sobressalto que embelezasse a narrativa, ou que me empolgasse. A volta de Juan e a superação do medo me soou um pouco ruim, a parte foi corrida mesmo. Faltou emoção ou um ponto alto na trama, que é algo fundamental para os contos.
    De qualquer forma, é um bom conto e bem escrito.
    Achei um errinho: “O Tempo ajudaria a passar o tempo”. Tempo veio com letras maiúsculas.
    Desejo-lhe sorte!

  21. Gustavo Castro Araujo
    8 de junho de 2015

    Na minha modesta concepção, todo conto precisa de início, meio e fim. Claro, é minha ideia, só. Muita gente não pensa assim. Há quem invente, distorça, subverta. Mas eu sou um reacionário conservador miserável quando se trata disso. Não que eu torça o nariz para inovações — às vezes gosto de ser surpreendido pela ousadia.

    Este conto segue o padrão clássico — início, meio e fim. Eu, então, tinha tudo para gostar dele. Só que alguma coisa desandou. Vou tentar explicar. O início é bem promissor. A demonstração da fobia de Juan, ou melhor, as demonstrações, são bem verossímeis, fáceis de imaginar. Pude me sentir ao lado dele no elevador. Pude, aliás, me identificar com esse medo pungente, já que eu mesmo, quando menino-criança, me vi obrigado a usar as escadas em detrimento do elevador do prédio em que eu morava, receando uma parada inopinada (que aconteciam quando o porteiro-sádico decidia me pregar um susto).

    Voltando ao conto, apesar da construção inicial funcionar muito bem, favorecida pela prosa fluida e agradável do autor, a metade final ficou muito a desejar. Especificamente falando, a partir do trecho em que Júlia passa a ter dúvidas quanto a levar o relacionamento adiante, a narrativa perde força. E isso se agrava quando se vê que, bastou Juan procurar ajuda profissional e mandar flores, para que ela o aceitasse de volta. Fim.

    Senti falta de um obstáculo, de detalhes, de dilemas psicológicos. Ficou um pouco corrido, na verdade, com ares de folhetim, lembrando por vezes um relatório.

    Enfim, o conto promete muito mas entrega pouco. E o que frustra ainda mais é perceber que o autor tinha cacife para elaborar algo bem mais impactante. Ao optar por um desfecho pasteurizado, demonstrou falta de ousadia. É essa minha sugestão para os próximos texto: ouse, inverta, subverta, deixe a imaginação explodir. Histórias românticas são ótimas, mas é preciso algo que nos faça torcer pelos personagens.

    De todo modo, boa sorte no desafio!

    • Gustavo Castro Araujo
      8 de junho de 2015

      Quando vi o pseudônimo, aliás — Otis — achei que fosse uma homenagem à conhecida marca de elevadores, rs

  22. Leonardo Jardim
    8 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) achei legal. É bom ler uma história com final feliz de vez em quando. O interessante é que me peguei torcendo pelos personagens. O final, mesmo feliz, podia ser menos corrido.

    ✍ Técnica: (3/5) é simples, mas boa, narra com eficiência e, como já disse, conseguiu fazer com que eu me envolvesse na trama. Alguns problemas, porém, escaparam (ver alguns abaixo).

    ➵ Tema: (2/2) claustrofobia (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) acabou por reutilizar vários elementos batidos de histórias românticas. Funciona, mas não deixa de ser clichê.

    ✎ Poema: (1/2) é encaixado na trama, mas não gostei muito da rima. É muito simples.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) Fiquei feliz pelos personagens 🙂

    Problemas encontrados:
    ● Pois é *vírgula* amor
    ● Júlia tinha algumas preocupações para o futuro *vírgula* caso Juan não apresentasse uma grande melhora
    ● precisa assinar muitas coisas aqui *vírgula* Seu Juan
    ● *tranquilo* (sem trema)
    ● *conta-gotas* (com hífen)
    ● *tomou coragem* e, sentindo uma confiança inédita, *tomou coragem* e mandou flores para Júlia (repetição)

  23. Claudia Roberta Angst
    3 de junho de 2015

    Olá, autor. Então… O tema fobia está bem presente, sem dúvida. A poesia também está aí,embora economicamente encaixada.
    Quanto ao enredo do conto, algo me puxava para trás,enquanto a curiosidade me empurrava para ir em frente com a leitura. Considero que o conto alongou-se mais do que deveria, dando algumas voltas desnecessárias. Perto do final, me empolguei e fiquei curiosa com o que iria acontecer, mas o the end foi um tanto decepcionante. Muito certinho, com jeitinho de conselho de tia (Tudo vai ficar bem, crianças, é só ter fé e boa vontade). Enfim, a narrativa teve seus pontos altos e baixos. Boa sorte!

  24. Brian Oliveira Lancaster
    3 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Este texto tem um “Q” de crônica, baseando-se completamente no cotidiano.
    G: Outro texto de um escritor que está começando a trilhar o caminho tortuoso dos grandes enredos. A história é bem interessante, começa direto na fobia, mas foi um tanto apressada demais. A narração precisa ser um pouco mais cadenciada, para dar um fôlego. Aconteceram muitas coisas rapidamente. No entanto, deu para notar que o autor tem bastante criatividade e consegue desenvolver textos mais longos – basta apenas um pouquinho mais de prática.
    U: Algumas colocações incomodaram um pouco, mas não sou tão chato quanto a isso.
    A: Dentro da proposta, se adequou bem ao tema, apesar da poesia ser simples. Mas ela se encaixou muito bem no contexto.

  25. Rubem Cabral
    3 de junho de 2015

    Achei a escrita direta e o enredo também foi relativamente simples, contudo, com algumas partes muito interessantes e tensas, feito a ida ao banco.

    Não gostei muito da poesia, mas achei bem contextualizada, embora sem muita importância à trama.

    O tema “fobia”, definitivamente, está presente. Identifiquei-me, inclusive, com o Juan, pois já fui um pouco claustrofóbico e já tive um incidente com um elevador que me deixou com medo de altura por uns bons anos.

    Resumindo: um bom conto!

  26. Fabio Baptista
    3 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 2 / 3
    Escrita sem firulas, bem objetiva.
    Admito que gosto de umas frases mais elaboradas de vez em quando, mas a leitura foi agradável.

    Só um “ela tinha” me incomodou ali mais pro final.

    * TRAMA : 2 / 3
    Optou-se pela simplicidade, assim como na escrita.

    Também prefiro um enredo mais elaborado, mas o resultado não ficou ruim.

    Acho que foi a fobia mais detalhada até agora.

    * POESIA : 0 / 2
    Infelizmente aqui a simplicidade veio em excesso.

    * PESSOAL : 1 / 2
    Não uma das minhas preferidas, mas ainda assim uma boa leitura.

    * TEMA : x1
    Adequação perfeita.

  27. Rogério Germani
    2 de junho de 2015

    Olá, Otis!

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes.

    1-Para aqueles que gostam de mínimos detalhes, seu conto esmiúça todos os pormenores na vida do protagonista.
    2-Novamente, o amor veio para amainar a fobia.

    Pontos negativos

    1- Revisão gramatical em diversos trechos do conto, a começar pelo título.

    “Medo de que?”
    O “que, quando está no final das frases interrogativas, leva acento circunflexo.
    = Medo de quê?

    “˗˗ Rápido, me tira daqui, rápido, rápido.”
    Pelo teor da frase, a pontuação correta seria exclamativa.
    = ˗˗ Rápido, me tira daqui, rápido, rápido!

    2- Trechos confusos

    “Quando as flores preferidas de Júlia chegaram, ela tomava uma água entre uma hora marcada e outra.”

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  28. Wallace Martins
    31 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    Sinto muito ter de lhe dizer isso, mas eu realmente não consegui gostar do seu conto, infelizmente.

    Aquele início eu tive que reler umas 3 vezes para tentar entender o porque daquilo, tentei compreender como uma opção de escrita do autor, contudo, se foi para passar a sensação de prisão, claustrofobia, do pânico, acho que acabou saindo o contrário, poderia ter usado de outra maneira, até mesmo com pausas, com interrupções do narrador, quem sabe, para falar como ela se sentia ou descrever ações desesperadas dela para tentar sair do lugar, entende? Ao meu ver demonstraria melhor o que quis passar.

    Algumas repetições e redundâncias durante o texto acabou por quebrar completamente o parágrafo, sendo assim, o ritmo que o conto vinha ganhando, o que faz o leitor perder o foco.

    Não gostei de como encaixou o poema, não percebi uma boa sintonia entre ele e o conto, ficou meio sonto.

    O enredo pareceu mais uma telenovela mexicana, com o mesmo final corrido e bem decepcionante, diga-se de passagem.

    Infelizmente, não consegui gostar, mesmo relendo 3x, é isso, desejo-lhe boa sorte e obrigado por compartilhá-lo conosco.

  29. JC Lemos
    31 de maio de 2015

    Olá, Otis. Tudo bem?

    Não curti muito o conto. Mais pelo final, porque meio que acabou abruptamente. O conto começou meio lento e foi se desenvolvendo, e quando comecei a gostar, acabou.

    A narração é meio simples, mas cumpre bem seu papel. O poema combinou com a situação, sendo curto e direto.

    O resultado geral foi mais negativo do que positivo. De qualquer forma, parabéns pelo conto!

    Boa sorte.

  30. Sidney Muniz
    30 de maio de 2015

    Não curti muito não, achei bem novela, muita enrolação, idas e voltas, e o final também não me agradou.

    Agora algumas observações:

    “Não, por favor, to preso aqui…cadê o ar apertar botão de emergência anel de noivado Júlia celular…934…sem sinal soco soco soco pelo amor de Deus um dois três inspira quatro cinco seis expira alguém me ajuda mãe Senhor prometo ajudar crianças carentes me tira daqui Ramon mãe ar ta acabando ar…” – entendi o recurso da falta de pontuação para passar a sensação, mas há outras formas de se fazer isso sem deixar a leitura enjoadinha como ficou, logo para o primeiro parágrafo. Mesmo não curtindo, digo que há ousadia aqui, e isso me dá novas perspectivas. Se o autor justificar bem quem sabe ao fim do conto eu diga que gostei disso… risos

    Contabilista – não seria minúsculo?

    sentiu um instinto quase maternal de proteção instantaneamente. – Esse “de proteção” é desnecessário. Ficou redundante, já que sentido maternal já nos remete a proteção.

    tomou coragem e, sentindo uma confiança inédita, tomou coragem e mandou flores para Júlia. – Repetição de “tomou coragem”.

    Pois é, a vida. Tem esses momentos difíceis, mesmo. Medo, todo mundo tem, em menor ou maior grau. Juan estava disposto a enfrentar os seus, que não eram pouca coisa, em nome do amor, mas e Júlia, enfrentaria os dela? Seriam os da moça mais difíceis de encarar? Pode ser, mas uma coisa é certa, na zona de conforto é que não são curados. – Me lembrei da José Wilker narrando a vida como ela é… Não gostei dessa entrada do narrador, ficou forçado.

    Poesia descontextualizada, do tipo que não acrescentou em nada ao conto para mim. Ele manda um cartão para ela falando justamente de sua fobia… ah, se fosse eu não voltava mesmo… risos…

    É, continuei não gostando do início, é não curti o enredo. O final foi frustrante para mim, sei lá, disse e não disse nada. Ele venceu o medo, e depois de tantos anos a ideia que o autor(a) passou de que o Juan tinha vencido, de repente vai por agua a baixo com a frase final. Não curti o conto.

    Desejo sorte ao autor(a), mesmo que dessa vez não tenha me cativado.

    Um abraço!

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 30 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .