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Detox Literário.

Um Bocado de Saudade (Anorkinda Neide)

um bocado de saudade

Paredes corrompem os desejos
e eu me jogo contra elas
perdida entre obediência
e a satisfação arbitrária

Depende das horas mortas
o que extraio delas
rendida por uma paixão

Correntes não subtraem
nem vontades nem sonhos
metida nas entrelinhas
eu beijo giramundos

Rescende a perfumes
baratos a falta dele
repartida aos bocados

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24 comentários em “Um Bocado de Saudade (Anorkinda Neide)

  1. mariasantino1
    9 de maio de 2015

    Olá, Anorkinda!

    Ah! Eu tenho que ler mais, MUITO mais. Tuas palavras mesmo sem rimas tem sonoridade. Apreciei bastante, sobretudo quando se referes as paredes como barragem de paixões. Temos nossos freios. Sem eles a vida perderia certo encanto. Gostei bastante.

    • Anorkinda Neide
      14 de maio de 2015

      Obrigada pela leitura, querida! e pelo elogio 🙂

      O encanto de arremeter contra eles! hehehe
      Bjão

  2. Jefferson Lemos
    7 de maio de 2015

    Expert! Ai já é desleal! 😛

    Gostei bastante. Causa boas sensações, e essa dicotomia dá um ar diferente, estranho (mas de uma forma boa). Gostei!

    • Anorkinda Neide
      8 de maio de 2015

      hauhua expert nada!
      eu tentei fazer algo diferente aqui, sem rimas!
      mas seguindo a matematica, como o Vitor apontou lá no Beleza Fantasma!

      Abração
      Obrigada pela leitura

  3. Sidney Muniz
    7 de maio de 2015

    Eu gostei da estrutura dos versos e da formatação.

    Estrofes bem interessantes, singelas e muito interessantes.

    O que não concordo muito é que as paredes corrompam desejos, sei lá, acredito que os muros só nos deixem com mais vontade de espiar. de experimentar. Limites corrompem o físico, mas o desejo, a mente, eles exercitam, atinam… incitam.

    A poesia está dentro de todos, mas em alguns mais que os outros. Senti que aqui ela faz morada, autora.

    Ah, quanto a última estrofe, achei que os versos estão “picados” de maneira indevida… Mas nada disso atrapalhou minha compreensão e captura da essência de suas letras.

    Gostei também da mistura de ingenuidade e promiscuidade! Excelente mesmo!

    Parabéns pela bela correnteza de sentimentos e sucesso sempre!

    • Anorkinda Neide
      7 de maio de 2015

      Obrigada… hummm ingenuidade/promiscuidade… é vc captou! hehehe

      Quanto a psicologia das paredes… sabe… eu acredito que sim… muitas vezes,a pessoa se encontra numa situação ‘parede’ que lhe tira os desejos, num mergulho de falta de auto-estima.

      Abração, guri, obrigada pela leitura!

      • Sidney Muniz
        8 de maio de 2015

        Risos…

        Adorei o “guri”

        Regionalismos me agradam, me divertem.

      • Anorkinda Neide
        8 de maio de 2015

        Eu tô numa fase de chamar todo mundo de guri!…kkkk

  4. Wender Lemes
    6 de maio de 2015

    Sentimento puro… gostei, Anorkinda. Parabéns pela expressividade!

    • Anorkinda Neide
      7 de maio de 2015

      Obrigada, Wender!
      Vindo de sua sensibilidade, fico muito satisfeita com o elogio!

      Abraçã

  5. Fabio Baptista
    6 de maio de 2015

    Ainda estou com a “lógica” dos contos na cabeça. Sei que são estruturas completamente distintas, mas é difícil desvincular.

    Os versos foram bem aplicados, bonitos.

    Mas fiquei com a impressão de um final muito abrupto, como um conto que termina do nada, sabe? :/

    • Anorkinda Neide
      7 de maio de 2015

      Sugiro-te (ói que formal)
      que releias algumas vezes, até
      mas devagar…respira… rsrsrs

      Pq este tipo de poema pode, muitas vezes, não ser fechado como um conto, mas a cada verso ou estrofe ou pensamento q faça algum sentido ali, pode levar a uma reflexão diferente, a uma imagem diferente, a uma emoção diferente.

      E no final, faz sentido ou não… é a mágica do poema… 😛
      E também faz muito sentido entender nada hj e ‘pescar’ algo noutro dia, noutro ano, noutra vida…kkkk

      Abração

  6. José Leonardo
    6 de maio de 2015

    Olá, Anorkinda Neide. Dos poucos tipos que li durante a vida (fora leituras obrigatórias de colégio, claro), eram poemas como esses que mais prenderam minha atenção. Gostei bastante.
    Abraços.

    • Anorkinda Neide
      7 de maio de 2015

      Que bom, guri!! 🙂
      É bom quando o poema nos pega pela mão e nos leva a passear!

      Abração

  7. vitor leite
    6 de maio de 2015

    para mim é poesia pura, seja isso o que for. gostei muito das imagens. parabéns anorkinda. gostei muito

    • Anorkinda Neide
      6 de maio de 2015

      Vitor, é realmente impossível definir o que é poesia, seja isso o que for…rsrsrs

      Que bom que gostou, fico feliz.
      Abração

  8. Neusa Maria Fontolan
    6 de maio de 2015

    O que é giramundos? Tenho que beijar pra saber. (desculpe a brincadeira, Anorkinda)

    • Anorkinda Neide
      6 de maio de 2015

      ó.. Neusa!! pra relembrar!! kkk

      http://letras.mus.br/os-incriveis/682922/

      Beija mesmo, nas entrelinhas, sempre tem giramundos disponíveis! 😉

      abraço, lindona!

      • Neusa Maria Fontolan
        7 de maio de 2015

        Mas tinha que ser logo os Incríveis? Tenho que passar para o outro plano para beijar!
        Girava o mundo, sempre a cantar, as coisas lindas da América.

      • Anorkinda Neide
        7 de maio de 2015

        hauiaha joguei no google e veio a música…só pra ilustrar e balançar o beijo!

  9. Ricardo Gnecco Falco
    6 de maio de 2015

    Hey… Cadê as rimas? 😀
    Paredes são sempre uma boa metáfora para limites (assim como muros).
    Aqui, além desta imagem, as paredes também remetem ao cárcere. Mas não qualquer prisão; na obra exposta contendo apenas o físico. O corporal.
    Nas entrelinhas é que reside o amor…fo! 🙂
    Show!
    😉

    • Anorkinda Neide
      6 de maio de 2015

      Eu quis me desafiar…já q tá todo mundo ralando… vou ralar tb e escrever sem rimas, no final dos versos, pq tem rima entremeada ali, pode ver…hehehe
      adooooooooro

      Obrigada pelas reflexões, pela leitura e pelo carinho! Show!
      Abração

  10. Claudia Roberta Angst
    5 de maio de 2015

    Hummm… a paixão está no ar e nos versos. Como é beijar giramundos? Gostei da imagem. Muito bom, Anorkinda.

    • Anorkinda Neide
      6 de maio de 2015

      Guria.. só beijando pra saber!!! kkkk

      Que bom que gostou e me mostrou q não sei dissimular uma paixão… afff

      Bj!

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Informação

Publicado às 5 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .