EntreContos

Literatura que desafia.

Forrou a Cama e Matou-se (Fil Félix)

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“Se fosse possível voltar no tempo… será que eu teria feito diferente?”.

Mais nada passava pela cabeça de Ricardo, além desta frase. Tantos anos juntos, tantas conquistas e possibilidades que conseguiram para, agora, encontrar-se sozinho em sua cama. Tanto tempo e sentimentos investidos durante essas duas décadas para perceber o quão solitário – e dependente – tornou-se.

Ainda deitado, tocou com as mãos o lado da cama onde a esposa costumava dormir. Acariciando o forro, lembrando das noites que viraram conversando, ou até mesmo discutindo. Nessa altura de seu estado emocional, tanto as brigas quanto os defeitos um do outro passaram a dar saudade. Ricardo não perdeu apenas a esposa, via nela sua melhor amiga, melhor companheira. Por ela e, mais tarde, pelos filhos, abandonou seus sonhos e anseios da juventude.

Criando um pouco de coragem, sentou-se na cama, olhando para o vazio da parede à sua frente com olhos inchados e vermelhos. Há uma semana que não fazia nada além de chorar e lamentar o abandono de Rita. Até seus filhos adolescentes, Clara e Jorge, encararam a situação com mais maturidade. Eles, inclusive, estavam reunidos no quintal da casa montando uma piscina, no intuito de animar o pai logo pela manhã.

Não sabiam, porém, que o gesto acabou por ferir ainda mais Ricardo. “Como podem correr e se divertirem num momento desses?”. Sentado, observou sobre o criado-mudo o livro As Horas, que vinha lendo a passos curtos, com pouca energia, como quase todas as atividades diárias. Pela primeira vez em duas décadas, precisou enfrentar seu maior medo: a solidão…

***

Durante a adolescência, crescendo em meio ao cenário oitentista paulistano, frequentando as festas mais comentadas e portando um físico invejável, Ricardo nunca teve dificuldades em atrair olhares alheios. Entrava de cabeça em relacionamentos, sem pensar ou refletir, por carência ou por necessidade. Mas nem sempre por amor. Encontrava em suas namoradas algo que faltava em si, não apenas uma cara metade ou alma gêmea, mas também alguém que preenchesse um espaço afetivo em seu peito.

Seus desejos mais íntimos e sonhos para o futuro não encontravam respaldo naquela época. E o medo da solidão, do abandono, de sentir-se rejeitado, o empurrava para tais encontros passageiros. Só de imaginar uma vida solitária pela frente lhe dava calafrios, como se um arame passasse por sua espinha.

E assim encontrou Rita da Silva, uma moça de estatura alta, cabelos longos e negros, olhar profundo. Não foi paixão a primeira vista, mas por estarem com a mesma idade, passando pelas mesmas experiências envolvendo planejamento de faculdade e vida profissional, acabaram muito próximos. Por pressão dos pais dela, que não gostavam da fama de Ricardo, ambos acabaram casando aos 21 anos, com 7 meses de namoro.

Durante o casamento, conceberam duas crianças – Clara, dois anos após a cerimônia; e Jorge, 4 anos depois. O convívio entre eles foi o que segurou o casamento durante as duas décadas seguintes. Aos poucos, o que parecia algo forçado, foi tomando forma. Por inúmeras vezes nos dois primeiros anos, Ricardo planejou escapar. Mas o medo da solidão o impedia e, com os filhos, a compra da casa e demais planos em conjunto, a chance de ter uma vida diferente passou a esvair-se.

Em sua cabeça, na verdade, não podia compreender que possuía uma casa própria, esposa linda, filhos saudáveis e um bom emprego, mas, mesmo assim, levar uma vida infeliz. Perdeu-se nas brumas de seus próprios desejos, com receio de sofrer a rejeição e abandono. Passou, com o tempo, a enterrar todas essas expectativas e pensamentos abaixo das últimas camadas do inconsciente.

As crianças cresceram, tornaram-se mais independentes dos pais como Ricardo nunca tornou-se durante a juventude ou mesmo na vida adulta. Com menos preocupações, a vida de marido e mulher foi melhorando. Admitia que não era das melhores, mas longe de ser ruim. Porém, nos últimos meses, percebeu um afastamento de Rita. Como se houvesse perdido o interesse de até mesmo conversar, de contar sobre seu dia e dividirem uma refeição.

E uma semana atrás, na última segunda-feira, Ricardo acordou e não encontrou sua esposa ao seu lado na cama. Desceu as escadas e não a achou em lugar nenhum. De início não preocupou-se, imaginou algum compromisso de urgência. Mas não demorou para perceber que, além de sua ausência, boa parte de suas roupas, pertences pessoais e objetos também haviam sumido.

Rita abandonou a família. Sem motivos aparentes, pensava ele. Mas os vizinhos fofocavam sobre a existência de um outro homem, o que fez com que pensasse em sua vida sexual com a parceira. “Mas e o convívio, não possui importância?”, indagava. “Ou teve a coragem de fazer agora algo que deveria ter feito há muito tempo?”.

A dor da perca foi maior do que pôde superar. Encontrou-se sozinho pela primeira vez em 20 anos, sem alguém para poder conversar ou desabafar, como se um pedaço seu houvesse sido arrancado. Uma compressão no peito, ansiedade e carência mesclados num turbilhão de emoções e lágrimas. Tudo na casa lembrava Rita. Além da esposa e companheira, perdeu seu alicerce. A família e os filhos não bastavam neste momento, pelo qual perdeu também toda a racionalidade.

Permaneceu assim durante uma semana. Deitado, comendo pouco, chorando e lamentando-se para quem quisesse ouvir. Imaginou que jamais possuiria uma nova vida, uma nova chance. Até que, na manhã deste domingo, percebeu que teria que mudar. Precisava mudar.

 

***

 

O livro no criado-mudo não o distraia. Identificava-se com as personagens, é verdade, pensou até que poderiam lhe auxiliar com a perda, mas observou apenas três caminhos através das três protagonistas: suicidar-se como Virginia Wolf, que não aguentou as vozes em sua cabeça, a loucura iminente e preferiu encarar a morte à virar um peso para o marido, pelo qual sempre amou; ou fazer como Laura Brown, a dona de casa cuja vida não poderia ser mais perfeita, mas que optou por abandonar a família e seguir os próprios sonhos – e acabar por repetir as ações de Rita; ou até mesmo enfrentar a situação de frente como Clarissa Vaughn, enfrentar o abandono e morte de sua maior inspiração.

 

Sentado na cama, achou inviável todas as opções. Lagrimas escorreram por sua face. Resolveu abandonar a leitura de As Horas, guardando-o numa gaveta. Levantou-se da cama, dirigiu-se à janela, passou a observar os filhos adolescentes montarem a piscina. Pensou que logo o chamariam para entrar na água, tentando distraí-lo para esquecer a esposa que, segundos eles próprios, “não valeria mais a pena lamentar”.

Passou a fitar o nada através da janela e, num relance, um vislumbre de sobriedade lhe passou pela mente e desencadeou a lembrança do sonho que teve na noite anterior. Nele, Ricardo encontrava-se à beira de um penhasco, olhando para baixo e visualizando um grande baú fechado. Apesar de não enxergar o que havia dentro, sabia que estavam ali seus grandes sonhos. Olhou para trás e encontrou uma multidão de rostos disformes, mas que mesmo assim conseguia identificar: família, antigos amigos e muitas das pessoas que já passou por sua vida. No sonho, Ricardo optou por enfrentar o medo da solidão. Jogando-se do penhasco e acordando em seguida.

 

Apoiado sobre a janela, parou para refletir, com mais maturidade, sobre o ocorrido. Rita foi corajosa, provavelmente lhe trocou por um homem viril, que pudesse satisfazer todos seus desejos como mulher. Provavelmente cansou-se de esperar por Ricardo toda noite, de não lhe incitar mais nada – se é que um dia ela lhe incitou algo. Sentiu-se sufocada. A gota d’água talvez veio com a chegada de um encomenda três meses atrás, que ela abriu – por força do hábito – e desencadeou uma longa discussão devido o conteúdo.

 

No vislumbre onírico, observando os filhos se divertirem, também pensou em tudo que sufocou na vida, de como teria sido diferente caso não tivesse casado. Apesar de sentir-se um tanto quanto egoísta, conseguiu um momento de paz nesta longa semana. E tomou uma grande decisão.

 

Como num ritual, entrou no banheiro para fazer a barba, tomar um banho demorado e ao sair, ainda de toalha, pegou uma folha dum caderno sobre a escrivaninha e tentou utilizar tudo que aprendeu durante seu trabalho com jornalismo, do qual estava afastado, e das recentes leituras para escrever uma mensagem.

Queridos filhos, não sei se um dia chegarão a me perdoar

Logo já peço mil perdões por esta confissão

Saibam que em nenhum momento os deixei de amar

Mas, em meu peito, há a dor do abandono e da rejeição

 

Entendo que não compreendam, que irão me difamar

Mas algo me corrói por dentro, numa eterna escuridão

Preciso encarar a vida de frente, ter coragem de proclamar

Aceitar-me, recusar a comodidade e enfrentar esta imensidão

 

É escolher entre seguir em frente ou me acovardar

E pela primeira vez não possuo medo da solidão

Não há a ansiedade, não há mais o que lamentar

Há, agora, o simples desejo de emancipação…

 

Deixou a carta sobre o criado-mudo, ao lado de um cartão de Banco com a senha anotada num post-it. Seus filhos certamente passariam os próximos anos de maneira tranquila com o dinheiro da poupança, além de poderem contar com seus avós. Ricardo forrou a cama, organizou todo o quarto e dirigiu-se ao espelho de mesinha da sua (ex) esposa.

 

Preparou para encarar seu medo frente a frente, superar a solidão e jamais pensar novamente no abandono ou em decepções. Estava pronto para realizar tudo que deixou para trás. De encarar a vida, a sua vida… como ela é.

Pegou um batom escarlate de Rita e, com todo o cuidado do mundo, passou sobre os lábios, observando no espelho as pequenas rugas que começaram a tomar forma ao redor dos olhos. Pegou a caixa da encomenda recebida, retirou uma linda cabeleira negra de dentro e a pôs sobre sua cabeça, em seguida agarrou um vestido de Rita e o provou. Olhou para o espelho uma outra vez e percebeu que a vida lhe sorria novamente, que tudo bem ter medo das novidades, do incerto, de conviver com si mesmo 24h por dia, sem ninguém para lhe segurar ou apoiar. Não precisava ter mais medo.

Chamou um taxi enquanto fazia as malas. Saiu pela porta dos fundos, sem ser visto por ninguém e, pela primeira vez, sentiu-se livre. Pela primeira vez pensou em si como um indivíduo. E assim como Rita, nunca mais foi visto.

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32 comentários em “Forrou a Cama e Matou-se (Fil Félix)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (1/4)

    Exceto por um “perca”, não encontrei muitos erros. A narrativa, entretanto, não me agradou devido à sua forma de relato. O poema de início parece irrelevante, mas logo depois se mostra essencial à trama. A fobia pareceu ficar um pouco de lado.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    O enredo, por culpa da narrativa, pareceu pouco interessante, mas o final me surpreendeu de forma positiva, com um final totalmente inesperado.

    3 – Criatividade (3/3)

    Como já disse, o final inesperado traz muitos pontos neste quesito.

  2. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Não encontrei a fobia: qual era? Desculpe, tentei mas não consegui identificar. O conto é curto, mas por muitas lamentações acaba tendo um ritmo arrastado. O final foi interessante, mas como não entendi a questão da fobia, fiquei me perguntando qual seria o real significado, acho que não consegui alcançá-lo, desculpe.

  3. Wallace Martins
    13 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Um conto que me agradou muito em certa parte, mas, em outra parte não, mas a parte que me desagrada foi bem menor que a parte que me agrada, infinitamente, pode ficar tranquilo.

    Admito que você tem um talento gigante e maravilhoso, sabe usar bem as palavras, conduzir a narrativa em um ritmo muito bom e intimista, fazendo a gente estar na pele do personagem, mesmo que a gente não o conheça muito. As escolhas das palavras são muito bem colocadas para dar este efeito. Alguns pequenos erros, mas nada demais, não me atrapalhou muito no decorrer da leitura.

    O que me incomodou mesmo foi não encontrar a fobia, teve sim, de fato, um medo, mas faltou àquele medo irracional, que te deixa fora de si e você tem sudorese, falta de ar, taquicardia e afins, precisou de algo mais radical nesta fobia e eu, acompanhei até o fim, buscando-a e não encontrei, então deixou um buraco sem preencher dentro de um conto tão maravilhoso.

    O poema também não se enquadrou bem, porque senti mais que foi um aviso, um bilhete ou algo parecido do que um poema, uma mensagem bem simplista, algo bem dado, que não é tão característico de um poema, sei que foge bastante do ramo de quem escreve contos, mas vejo como um dos desafios primordiais aq

    • Wallace Martins
      13 de junho de 2015

      Aqui presentes.*

      Desejo-lhe toda a sorte no desafio, os parabéns e um muito obrigado por tê-lo compartilhado conosco.

      PS: Perdão pelo comentário cortado, sem querer ele acabou sendo enviado antes de eu finalizar, por um clica, sem intenção, no touchpad do notebook.

  4. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Pois bem, Nelson…
    Um enredo interessante. Não imaginei o que aconteceria até ele passar o batom.
    A princípio e apesar da dor da separação/abandono, estive achando que era muito chororô, muita melancolia, e eu não havia sido inserida nessa onda. Mas na finaleira, entendi e gostei do texto.
    As descrições são simples, mas suficientes, bem como a escrita. E a narrativa, apesar da choradeira, está legal.
    Parabéns e boa sorte.

  5. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Forrou a Cama e Matou-se, de Nelson ❂

    ➟ Enredo: Outro texto bastante intimista. Esse, porém, tem uma narrativa mais simples, capturando um grupo maior de leitores. O protagonista é um homem fraco. Nunca fez nada para si, apenas para os outros. E mesmo assim nunca satisfez alguém. Como podemos dar algo que não temos? Impossível. Não conhecemos mais ninguém no conto. Isso, em partes, é bom. Mas também é ruim. Vantagens e desvantagens. O final surpreendeu. E como acabou, deixa uma mensagem bonita e feia, ao mesmo tempo. Não acredito que devemos abandonar o que temos para seguir nossos sonhos.

    ➟ Poema: Não é bem um poema. As pessoas confundem isso. É um bilhete. Uma mensagem direta e simples para seus filhos. Colocar em versos e escrever palavras mais bonitas podem disfarçar, mas nunca ocultar a verdade.

    ➟ Técnica: Muito boa. Sinto um talento inato na forma de escrever. O único conselho que posso te dar é: arrisque mais! Entre na imensidão de sua mente e tome um banho de criatividade.

    ➟ Tema: Não encontrei a fobia no texto. Sim, tem medo, vários medos juntos, mas nada intenso.

    ➟ Opinião Pessoal: Gostei do texto. A leitura simples e narrativa intimista me conquistaram.

    ➟ Geral: História intimista e narrativa simples. Ótimo. Talento inato, mas falta ousadia. Técnica muito boa. Poema que não é poema. E não é possível encontrar a fobia no mesmo.

    ➟ Observação: Nada a declarar!

  6. Rogério Germani
    13 de junho de 2015

    Olá, Nelson!
    A leitura- viagem pelo psicológico da personagem ficou interessante!

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes

    1-Trama intimista bem elaborada.
    2-Técnica apurada para diferenciar as etapas vividas e sonhadas pela personagem.
    3- Bela escolha de título para o conto

    Pontos negativos

    1-Sinceramente, não encontrei a fobia no texto. Percebo que, em muitos casos, homens da vida real também possuem estas inseguranças perante o casamento e, talvez por isso, privam-se da própria felicidade em nome de um enlace “exigido” pela sociedade.

    2- “Como podem correr e se divertirem num momento desses?”
    Neste caso, o verbo poder, já conjugado na 3ª pessoa do plural, permite que esta forma escrita:

    “Como podem correr e se divertir num momento desses?”

    3-“A dor da perca foi maior do que pôde superar.”
    = perda.

    4- O fato que mais chamou a atenção: como alguém, na hora da despedida escreve um poema para os filhos? Ainda mais quando a personagem diz que “tentou utilizar tudo que aprendeu durante seu trabalho com jornalismo, do qual estava afastado, e das recentes leituras para escrever uma mensagem.” Ficou inverossímil.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  7. Anorkinda Neide
    13 de junho de 2015

    Achei um tanto enfadonho, sabe…
    Mas não muito a narrativa seguiu sem maiores preocupações ou emoções de minha parte… ainda mais pq ele nao estava sofrendo por amor…
    e muitos maridos ficam de mimimi por estas mesmas razões ae…acomodação, medo de ficar sozinho e blablabla…
    entao essa tematica me afastou do personagem, por irritação mesmo com este tipo de comportamento que muito já observei na vida real.

    achei muito abrupta a decisão dele em ir embora, vestido de mulher…kk essa parte foi engraçada…nao tem como nao visualizar o Laerte ali :p
    abandonar os filhos dessa maneira nao me pareceu crível, a pessoa poderia tomar a decisão de mudar de vida, sim..mas ali em meio à familia mesmo, aos poucos (particularmente eu o fiz e mais meio bilhao de pessoas no mundo…heehhe)

    o poema está fraco demais, muito clichê. Igual outros que apareceram neste certame.. o que vc escreveu poderia tranquilamente vir em prosa, sem o formato de poema… mesmo casando as rimas, nao deu um vestido de poesia às palavras.

    Vc escreve bem, contos… hehehe só faltou mesmo me conectar à trama, coisa que não foi possível desta vez.

    Abraço

  8. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    De todos os contos este tem o título que mais me chamou atenção, quem sabe eu até roube ele pra mim um dia hahaha

    Deixando as brincadeiras pra lá, vamos falar do conto.

    Como um todo é muito interessante, a ideia é boa, o final é muito forte. Mas existe um conflito, um desequilíbrio de narrativa que estraga tudo, infelizmente, vou explicar mais ou menos o que eu pensei sobre o conto.

    Você no começo passar a trabalhar o psicológico do personagem e fez isso muito bem, com certeza você aprendeu alguma coisa com a leitura de As Horas. Mas, depois da pare do meio, que ficou bem explicativa, temos um quase retorno psicológico, digo quase, pois o final para ser perfeito, deveria haver um mergulho total nas angústias, intenções, fluxo de pensamento do personagem, para assim justificar as suas ações que acabaram soando totalmente no-sense, por falta dessas justificativas.

    Mas que fique claro que seu texto é muito promisso e que faz muito o meu tipo de leitura, mas da minha parte, houve um erro durante a construção. Parece que o autor tinha tudo na cabeça, mas assim como o Ricardo, ele não soube se justificar.

    Abração e sucesso!

  9. vitor leite
    12 de junho de 2015

    Esta história parece-me muito bem contada, proponho só uma revisão da parte inicial, a que menos me entusiasmou, e quem escreveu este conto mostra capacidades para fazer um texto de primeira linha. Muitos parabéns e votos de boa sorte para este desafio.

  10. Cácia Leal
    12 de junho de 2015

    Escuta, você, autor ou autora, está escrevendo na voz de um personagem homem, deve incorporar um personagem homem. Por que nas leituras dele ele está se identificando com 3 escritoras “todas mulheres”? Ele não encontrou exemplos masculinos para seguir? Normalmente um homem que está sofrendo vai procurar se inspirar em outros homens que estão sofrendo. E quando ele escreve uma mensagem para os filhos, você colocou um poema? Era uma carta ou um poema? Talvez o mais adequado, nesse momento do conto, seria uma carta, ou uma mensagem.
    Gramática: “A dor da perca” (perda – no Brasil). “A dor da perca foi maior do que pôde superar” (acho que ficaria melhor usando o verbo “suportar” em vez de superar). É preciso rever algumas conjugações verbais e alguns períodos. O texto precisa de uma boa revisão.
    Adequação ao tema: acho que o autor não abordou tão profundamente o tema, ficou muito superficial. Cadê a fobia dele? Não me pareceu bem uma fobia? Ele apenas estava fugindo do compromisso de assumir os filhos sozinho.
    Enredo: Acho que faltou trabalhar algumas questões. Talvez reescrever algumas partes. Não gostei da trama e do desfecho. Mas é uma opinião pessoa. Boa sorte.

    • Nelson
      13 de junho de 2015

      Cácia, bom dia! Obrigado pelos comentários, mas não concordo com o que diz sobre um homem ter que se conectar com a história de outro homem ou uma mulher só pode se conectar com a história de outra mulher. É meio que dividir o que pode ou não ser seguido por um ou por outro. Muitas vezes a gnt se identifica com o psicológico, contexto e dramas de determinada personagem, sendo homem ou mulher. E digo por experiência própria, em partes até em relação ao conto.

  11. Virginia
    12 de junho de 2015

    O autor teve uma boa ideia, adequada ao tema. eu particularmente gostaria de ver mais da trama, e acho que a técnica pode melhorar. O ponto alto ficou para o poema, bastante adequado, e o final, cara, o homem vestindo as roupas da esposa me deixou em choque ! Fez valer a leitura. Parabéns e boa sorte !

  12. Nelson
    12 de junho de 2015

    Dando uma passadinha tímida pra deixar um comentário. Antes, já agradeço os prós e cons que postaram e perdão pelo “perca” haha.

    Percebi que alguns acharam a mudança tresloucada ou forçada (ou até engraçada haha), mas a intenção aqui foi tratar a coragem de ser quem é, mesmo se precisa deixar muitas coisas pra trás, de ter um recomeço, das atitudes que vem repentinas na mente, passar a não se arrepender mais pelas coisas que (não) fez. Deixando de lado a caricatura. Relacionando com outra frase de As Horas: “Era a morte. Escolhi viver.”, sobre o abandono mesmo dos filhos, simbolizando aquilo que nos sustenta ou querem nosso bem.

    *Outro erro que deixei passar: Virginia WoOlf. Com dois o’s.

  13. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    De cara, o tema é interessante, e muito atual, da “sofrência”. O comecinho é muito bem descrito, em cenas comoventes, com os filhos querendo animar o pai. O conto também é muito criativo, escrito no estilo contemporâneo. A história consegue passar uma atmosfera de expectativa tenebrosa. O final é surpreendente, dando vigor ao conto. Excelente.

  14. rsollberg
    11 de junho de 2015

    Boa Tarde, Nelson!

    Bom, esse conto me despertou algumas coisas ( não, não vou virar o Laerte)…
    O começo é muito bom, no entanto, no meio da narrativa o texto perde o seu vigor, e só recupera lá no finalzinho.

    Certamente faltou um tantinho de revisão, sobrou um “perca” ali no meio, que dependendo da exigência do leitor, desestimula completamente a leitura. Bem, eu segui e o desfecho valeu a pena.

    A poesia cumpre o papel, mas dada a densidade do texto, penso que poderia ser melhor confeccionada. Nelson foi uma boa escolha de pseudônimo, afinal o texto é cruel, mas não deixa de ter algo cômico e insólito apesar de tudo.

    Vejo muito potencial nesta história, creio que se melhor trabalhada renderá ainda mais elogios.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  15. Evandro Furtado
    11 de junho de 2015

    Olá Nelson, Aliás,que responsa esse nome hein?

    Realmente gostei da história. A coisa vai avançando lenta e gradual pra um final muito. Infelizmente seu conto ficou um pouco comprometido porque acabei de ler um outro que usou da mesma estratégia. Mas isso não tira o seu mérito.

    Parabéns e boa sorte.

  16. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    10 de junho de 2015

    Nelson, que conto maluco! Tenho uma colega de trabalho que casou-se (naquele momento) pelo medo de ficar sozinha. O tempo e o esforço compensaram o investimento. A ideia do seu conto é excelente e você falou do medo da solidão (física) muito bem, conduzindo o leitor na palma da mão. Admirável esse talento. O conto ficou curto porque o final foi corrido e alguma coisa se perdeu nessa virada de mesa. Acredito que para dar mais credibilidade a essa postura (quase sem volta) tomada pelo ex-marido você poderia ter trabalhado, nessa transição, o que aconteceu com a chegada e abertura da encomenda. Desse jeito corrido, como está, é como um link quebrado, mesmo com as dicas (sutis) que você deu. Seu talento, técnica e esforço são admiráveis e só faltou um pouquinho de investimento nesse final. E sua mundo das ideias para contar um causo diferenciado é surpreendente. Parabéns!

  17. Gustavo Castro Araujo
    10 de junho de 2015

    O início é muito bom. A construção da personalidade de Ricardo é promissora e essa sensação de domínio psicológico do autor sobre sua criação mostra-se evidente.

    O trecho seguinte, em que se conta a história do casal não é brilhante, mas também não se mostra ruim. Adquire ares de relato quando se fala de Rita, com tudo passando rápido demais. Não há profundidade nela, tendo o autor preferido tratá-la com certo mistério.

    Essa estratégia, contudo, não ficou legal. Em vez de curioso, o leitor se sente refém, roubado, pois não tem como saber por que ela se foi. O fim ficou interessante, com a surpresa de que, em vez de se matar (como sugerido no título), Ricardo libertou seu lado “priscila-a-rainha-do-deserto”.

    Claro, ficou engraçado, mas a impressão que tive foi que o autor, de última hora, resolveu jogar fora toda a construção psicológica anterior com o intuito único de surpreender. Não consigo imaginar alguém como Ricardo abandonando os filhos assim, sem mais nem menos, para nunca mais voltar.

    Poderia “soltar a franga” de vez, mas não creio que para tanto tivesse que dizer adeus para sempre a eles.

    Ou seja, o final, apesar de engraçado, não rima com o início.

    De todo modo, é um texto interessante. Boa sorte no desafio.

  18. Leonardo Jardim
    10 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (4/5) achei legal, bem amarrada, com final impactante. Fiquei o tempo todo torcendo para ele não se matar (final que estava entregue de bandeja no título) e gostei de ser atendido 🙂

    ✍ Técnica: (3/5) narra bem, com bastante eficiência, fez um bom apanhado do que levou o personagem até aquele ponto. Não fosse um “perca” e outros erros, teria nota melhor.

    ➵ Tema: (1/2) não vi uma fobia, apenas medos comuns na vida das pessoas.

    ☀ Criatividade: (1/2) embora tenha funcionado como clímax impactante, sair do armário após desilusão amorosa é algo já batido.

    ✎ Poema: (1/2) encaixado na trama, rimas interessantes, mas estrofes muito longas tiraram a sonoridade.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) a surpresa no final funcionou comigo, mas o meio atrapalhou um pouco.

    Problemas encontrados:
    ● tanto as brigas quanto os defeitos do outro passaram a dar saudade (fica melhor sem o “um”)
    ● Como podem correr e se *divertir* num momento desses
    ● A dor da *perda* 😦

  19. Tiago Volpato
    9 de junho de 2015

    Um bom texto, a escrita é bem simples e fluída, me agradou. Você conseguiu criar uma expectativa pra um final que eu não esperava, parabéns. Ainda assim, achei o conto bem simples, não vi nada de muito extraordinário nele. Não me leve a mal, é um conto muito bom, mas achei que faltou algo pra deixá-lo além disso. E quanto a fobia, não achei que ela foi muito explorada. É isso.

  20. Simoni Dário
    9 de junho de 2015

    A ideia é boa, só achei os personagens extremamente frios e egoístas e da forma que você descreve o companheirismo dos dois durantes as duas décadas que estiveram juntos, a história se desenvolveu meio estranha.A esposa abandona sem dar satisfações, depois ele abandono filhos deixando apenas uma carta, não sei, da maneira que você narrou a vida do casal, a coisa meio que desanda de uma forma sem sentido,enfim, não senti a fobia exatamente, medo da solidão quase todo mundo tem. Mas a ideia é boa e o conto tem seus méritos.
    Parabéns e boa sorte!

    • Simoni Dário
      10 de junho de 2015

      * durante, sem o s, foi o que eu quis dizer

  21. catarinacunha2015
    9 de junho de 2015

    O conto é morno como a vida do protagonista. Não senti a intensidade da fobia. Acho que ficou implícita em ele ser gay e se manter casado com uma mulher para não ficar só. Ou ele a amava? Ah, sei lá. Mas gostei da surpresa no final. O título induz ao erro, isso é bom. O fim ficou meio apressado, poderia ser mais bem trabalhado.

  22. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    É um conto que envolve do início ao fim, mas que não nos faz amar. Talvez seja porque os personagens não me cativaram. Só senti um pouco de raiva, com misto de pena, do casal. O final é bacana, mas eu fiquei realmente comovida com a imaturidade dos dois, que só pensaram em seus próprios umbigos. Pena mesmo dos filhos, que não tiveram culpa pela inconsequência dos pais. Fazer o que…
    Desejo-lhe sorte nesse desafio! Um abraço!

    Alguns erros:
    – paixão a primeira vista = paixão à primeira vista
    – não o distraia = não o distraía
    – encarar a morte à virar um peso para o marido = encarar a morte a virar um peso para o marido (proibida a crase nesse caso)
    – chegada de um encomenda três meses = chegada de uma encomenda três meses
    – discussão devido o conteúdo = discussão devido ao conteúdo

  23. Claudia Roberta Angst
    8 de junho de 2015

    E laiá, o “perca” apareceu de novo para o desgosto desta leitora. Eu estava tão embalada na leitura, que foi um balde de água fria. Frescura minha, talvez, mas doeu um pouco mesmo.Acredito que tenha sido um erro de digitação.
    Também apareceu um uso indevido de crase em: ” a morte à virar um peso” Antes de verbos NUNCA devemos empregar a crase.
    No entanto, apesar dos tropeções, a leitura foi bem agradável e não me cansou.
    O poema é uma carta com rimas. Vou considerar válido. Vi o filme AS HORAS, duas ou três vezes, e adorei. Então, a citação do livro me fez sorrir. Quanto à fobia, achei meio forçadinha, meio diluída no enredo. Boa sorte!

  24. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Achei a ideia por trás do conto muito interessante, mas vários pontos me causaram incômodo:

    – revisão, feito “A dor da perca…”;
    – mais capricho nas descrições seria bem-vindo, para podermos visualizar melhor as cenas;
    – a carta-poema, pois não imagino alguém deixando um poema de despedida assim.

    Acredito que se você “esticar” um pouco mais o conto poderá Introduzir os elementos da história de forma mais orgânica e natural, para o final não sair da manga feito uma carta escondida.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  25. Fabio Baptista
    7 de junho de 2015

    * TÉCNICA: 1 / 3
    Eu realmente gostei do primeiro trecho. Cheguei até a abrir um sorriso, pensando “um dos contos escritos do jeito que eu gosto!”. Mas daí veio a segunda parte e tudo foi tão corrido e “didático” que acabou quebrando o clima.

    Logo em seguida veio um “A dor da perca”… e daí comecei a notar mais problemas (ou talvez eles começaram a aparecer com mais frequência devido a uma revisão apressada):

    – lagrimas
    >>> Lágrimas

    – segundos eles
    >>> segundo

    – muitas das pessoas que já passou
    >>> passaram

    – chegada de um encomenda
    >>> uma

    – conviver com si mesmo
    >>> Não sei se desse jeito está certo, mas soou estranho. “Consigo” ficaria melhor na minha opinião.

    * TRAMA: 2 / 3
    O grande mérito aqui é retratar, de fato, a vida como ela é.
    Acho que essas reflexões fazem parte de todo relacionamento duradouro e o autor soube explorar bem, embora tenha ficado muito corrido em alguns pontos.

    Acho que poderia ter pulado toda aquela parte que resume a vida do cara, mas enfim.

    Não gostei muito do final, achei meio forçado para causar impacto.

    * POESIA: 1 / 2
    Bom… só faço a ressalva que não acredito que na situação descrita a tal da carta fosse escrita em forma de poema.

    * PESSOAL: 1 / 2
    Vou considerar as reflexões geradas pelo conto.

    * TEMA: x1
    Medo da solidão, que acabou moldando a vida do sujeito. Ok!

  26. Jowilton Amaral da Costa
    5 de junho de 2015

    Ui. É um bom conto. A trama é simples, embora o desfecho surpreenda. Em nenhum momento percebi a homossexualidade do protagonista. Parecia ser apenas um casamento de muitos anos que havia esfriado, depois descobrimos, que na verdade, nunca fora quente. Boa sorte.

  27. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Chamou atenção já pela imagem de capa, muito bem escolhida, por sinal. Utilizou um conceito diferente, misturado ao cotidiano.
    G: O texto é bem interessante e instiga o leitor a acompanhar, ainda mais pelos flashbacks bem pontuados. No entanto, a fobia não ficou muito clara. O final realmente foi muito bom, pois deu aquele choque de mudança de padrões, mas o texto em si foi até simples demais.
    U: A escrita é leve e fluente. Tem alguns errinhos, mas que não chegam a atrapalhar. Mais uma revisão e estaria perfeito.
    A: A poesia foi muito bem colocada e faz toda a diferença no enredo, foi o ponto alto. Pena que a fobia não seguiu o mesmo caminho. O título faz pensar. Fiquei remoendo depois da leitura.

  28. JC Lemos
    2 de junho de 2015

    Olá, Nelson. Tudo em cima?

    Bom conto. Gostei do tom intimista da narrativa e da forma como chegou ao final, mais uma vez, inesperado.

    A história é boa e convence, pois é palpável a angústia da personagem. A fobia também está ali, e se mostra doentia no final.

    O poema também é bom, se encaixando na trama é tendo boa relevância.

    É um bom conto.

    Parabéns e boa sorte!

  29. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    Interessante, a sacada é boa, é um bom conto e isso mostra que temos várias vertentes para uma mesma fobia. Gostei do conto, há algumas oscilações na narrativa, principalmente no início do conto, mas depois melhora e num geral me agrada.

    A poesia/bilhete não me agradou tanto, mas cumpriu bem o papel, mas é que não imagino um pai deixando uma poesia assim para os filhos.Ficou bem descontextualizado para mim.

    Abaixo deixarei algumas observações que podem ou não lhe acrescentar. Desculpe pela intromissão no conto… O seu trabalho é muito e se lapidar um pouquinho ficará ótimo, pois o autor(a) é muito talentoso.

    via nela sua melhor amiga, melhor companheira. – A repetição do melhor não está errada, entendi sim o motivo, porém penso que ficaria melhor: via nela sua melhor amiga e companheira.

    Criando um pouco de coragem, sentou-se na cama, olhando para o vazio da parede à sua frente com olhos inchados e vermelhos. Acho que cabia uma vírgula depois de frente, para que os olhos não sejam da parede, mas peraí, paredes não tem olhos… haha, ah, mas se elas tem ouvido… sei lá, achei que faltou, mas como de praxe eu posso estar errado.

    “Como podem correr e se divertirem num momento desses? – Como podem correr e se divertir num momento desses? Pois ficou um verbo em uma conjugação e outro noutra, não seria melhor unificar? correrem/divertirem acho que fica ruim, pior isso a sugestão da outra conjugação.

    Entrava de cabeça em relacionamentos, sem pensar ou refletir, por carência ou por necessidade. – acho que se entrava de cabeça, já era sem pensar, e se já era sem pensar, também já era sem refletir. E se era por carência, já era por necessidade. – achei isso tudo redundante demais.

    Sugiro: Entrava de cabeça em relacionamentos, e nem sempre o fazia por amor.

    Uma cara metade ou alma gêmea – acho até que foi proposital, mas essa jogada não me agradou, como leitor. Cara metade e alma gêmea não são a mesma coisa? não é um ou o outro, já que os dois são a mesma coisa. Achei redundante.

    medo da solidão – abandono – rejeitado – idem, até usaria dois dele, para dar ênfase, mas três foi um baita exagero… haha, Exageros ás vezes são bons, eu não gosto. Outros se deliciarão com a leitura.

    acabaram muito próximos – acabaram se aproximando – acabaram muito próximos, quer dizer que acabaram juntos.

    jamais possuiria uma nova vida, uma nova chance. – para não repetir o nova, sugiro que utilize “outra” em alguma das ocasiões.

    família, antigos amigos e muitas das pessoas que já passou por sua vida. – não seria “passaram”?

    de conviver com si mesmo 24h por dia, sem ninguém para lhe segurar ou apoiar. Não precisava ter mais medo. – consigo?

    Parabéns e boa sorte!

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .