EntreContos

Detox Literário.

A flor do hibisco amarelo (Swylmar Ferreira)

Ainda afastada pelas fitas amarelas e pretas do corpo de bombeiros, Lívia observa o que um dia foi uma casa, mais precisamente a sua casa. As colunas de fumaça que teimam em subir dos destroços apenas aumentam sua angústia e alimentam o medo. A chuva, que caía sem parar desde a madrugada, aumenta de intensidade fazendo com que ela olhe o céu cinzento, vislumbrando um risco de luz provocado por relâmpagos acima de sua cabeça. Automaticamente começa a contar, como seu marido havia lhe ensinado: um, dois, três, quatro, e o barulho do trovão ribomba alto assustando todos que estão no rescaldo do incêndio, quer estejam trabalhando, como os bombeiros e policiais, quer sejam apenas curiosos, como os poucos transeuntes ou vizinhos que saíram de suas casas no final daquela tarde. Lívia observa, torce e reza.

Os policiais do outro lado da rua parecem conversar com os vizinhos das casas próximas. Lívia os vigia de longe, sabe que as perguntas são sobre ela … e Bel.

O nome dele, Bel. Só de lembrar, as lágrimas teimosamente desabam de seus olhos e uma sensação de perda envolve seu peito, fazendo com que seu coração dê um nó.

Ouvir seu nome falado em voz alta a retira de seu devaneio.

– Sra. Van Tiesel, correto? Lívia Van Tiesel – pergunta o homem com colete da policia civil à sua frente.

Lívia ouve a voz do homem que naquele instante parece-lhe tão distante quanto um chamado do outro lado do mundo. Procura se recompor e aperta mais ainda o vaso de flor contra o peito.

– Sim, sou eu. Sou a sra. Van Tiesel – responde olhando o homem careca e a mulher loira, ambos de colete da policia civil – sempre fui.

Os policiais se olham.

– O Sra. tem onde ficar? A casa de algum parente aqui na cidade? Pergunta impacientemente a policial que anotava alguma coisa no celular.

– Sim. Tenho onde ficar, por quê?

A policial loira sorri, Lívia percebe que a impaciência inicial da mulher havia passado.

– Não pode ficar na chuva Sra. Van Tiesel, não pode ficar aqui na rua esperando. As paredes externas da casa desabaram e tudo ruiu. Os bombeiros estão fazendo o rescaldo e procurando por seu marido, mas a previsão de término é para amanhã, aí saberemos quem estava na casa.

O policial a olha de novo: – Tem certeza que seu marido estava só? Vizinhos disseram ter ouvido dois homens discutindo alto.

– Quando saí de casa pela manhã, Bel pediu que fosse buscar uma de suas flores premiadas na exposição. Estava na mostra que terminou ontem na praça da prefeitura – disse mostrando o vaso decorado ainda em seus braços – uma flor de hibisco amarela.

– Qual o negócio de seu marido?

– Construção – disse ela – uma empresa de construção. Flores são seu hobby.

– Onde é o local que pode ficar? Nós a levaremos lá – A policial demonstrava preocupação.

Durante o trajeto até o apartamento onde morou antes de casar há oito anos, Lívia ainda responde algumas perguntas feitas pelos policiais, escuta conversas estranhas entre eles, mas o que lhe chama mais a atenção é a cidade. Outrora sempre bela, cativante e colorida, estava estranhamente cinza, descolorida e triste. Ela olha pela janela do carro e sente apenas amargura.

Lívia entra no prédio indo direto aos elevadores e marcando o sexto andar. Abre a porta do apartamento, deixa o vaso com a flor em cima do aparador perto da porta e vai em direção à janela da sala. Abre as janelas e cortinas, permitindo ao ar fresco renovar o interior e olha na direção onde ficava sua casa, agora arruinada.

– Como chegou nessa situação? Como deixei isso acontecer?

Pega-se falando aos berros com a imagem no espelho da sala.  Lembra-se de Bel, Abelardo Van Tiesel, que nome … Abelardo. Sorri e estica as mãos em direção ao porta-retratos à sua frente.

– Que merda! Desculpe Bel – abraça o porta-retratos com a foto do homem sorridente cercado de hibiscos – não planejei bem e perdi tudo!

O casamento apesar de insosso ia bem. Casados há oito anos, ainda não tinham filhos. Bel era vinte anos mais velho e podia dar a ela os confortos da vida moderna sem que precisassem fazer sacrifícios. Ele gostava de seu trabalho, de sua empresa, de seu hobby e é claro dela, sua esposa. Tinham uma vida técnica.

Toma um banho com água bem quente, troca a roupa e senta no sofá. O que deu errado? Se pergunta.

Ela sabia. A resposta era outro homem, chamado Dani.

****

Conheceu Daniel Freeman Lopes em um passeio ciclístico pelo entorno da cidade, o grupo do qual ela fazia parte costumava fazer passeios semanais e pedalar forte. Eram pouco mais de vinte ciclistas e às vezes recebiam esportistas de outros grupos para passeios conjuntos. Em um desses encontros ela e Flora, uma das amigas de trabalho e que também era ciclista, foram designadas para fazer parte do grupo de socorro e pararam para ajudar atletas que tinham problemas nas bikes. Passavam por desgarrados e os ajudavam.

Um deles era Dani.

A atração foi mútua. Passou a andar de bike com ele todas as semanas, às vezes em duas, três ocasiões ou mais. Gostava da companhia dele e depois de algumas semanas estavam muito próximos. Um dia voltavam de um passeio e, passando pelo prédio onde morava, Dani a convidou para beber água ou energético em seu apartamento. Eles subiram, começaram a conversar, rolou um beijo, dois e … aconteceu. O sexo foi forte, apaixonado, violento.

Pensando bem ele foi uma escolha perfeita: jovem, bonito, bem empregado.

Passaram a sair com frequência, às vezes ele faltava ao trabalho para estarem juntos, fazia o que ela queria. Finalmente Lívia se sentia feliz.

Por outro lado Dani parecia querer mais e mais ficar em sua companhia, ele estava completamente apaixonado, ela sabia que não era apenas sexo e incentivava, mesmo que inconscientemente, o rapaz. Ele sabia que ela era casada, mesmo assim disse que não conseguia ficar sem vê-la, tocá-la, queria estar com ela, queria fazer amor todos os dias, todas as horas. Em uma das tardes de amor, após reclamar do pouco tempo que ficavam juntos ele disse que tinha uma solução. Voltariam a estudar, ao menos no papel. Mas essa estratégia tinha que ser colocada aos poucos no emprego de Dani e na casa de Lívia para que tivesse sucesso.

Dias depois, Lívia disse a Abelardo que havia se matriculado em um curso de pós graduação e que precisaria ficar em seu antigo apartamento durante alguns dias da semana. Bel não ficou satisfeito com a idéia, deixar a jovem esposa sozinha na cidade. Chegou a se oferecer para ir com ela para o apartamento, mas ela o convenceu que seria desnecessário, que era por pouco tempo e Bel acabou concordando. Mesmo assim ele ligava todos os dias para saber se ela havia jantado, se estava bem.

Agora fazendo a retrospectiva dos fatos, pensava: ou ele a amava muito e confiava nela ou não lhe tinha o menor apreço. Conhecendo-o bem, sabia que a primeira hipótese era a única possível. Afinal, estavam casados há vários anos.

A primeira semana que passou no apartamento transformou-se em lua de mel, muito sexo, juras de amor, Dani praticamente mudou para lá. Nas semanas seguintes ele começou a fazer planos para ficarem juntos, falava constantemente que ela não devia ficar naquela situação, mulher de dois homens, que não agüentava mais dividi-la com o marido.

Lívia de inicio não se incomodou com o que Dani falava, chegou mesmo a confrontá-lo, disse que não estava preparada para se separar de Bel. No fundo o apego excessivo de Dani começava a incomodá-la, sentia falta do espaço que Bel lhe dava em sua vida, a confiança que ele representava tanto econômica quanto afetiva.

Começou a se preocupar verdadeiramente com aquele relacionamento quando o pegou mexendo em sua bolsa. Dani estava com sua cartela de anticoncepcionais nas mãos e depois, durante o sexo, falou que ia engravidá-la. A partir daí uma luz de perigo se acendeu e Lívia começou a ir mais para a casa.

Em consequencia passou a atender menos os telefonemas de Dani, recusar seus emails e, por fim, cancelou todas as contas que possuía em redes sociais. Os seis meses mais belos de sua vida estavam se transformando em pesadelo. Ela precisava tomar uma atitude.

O que a levou a desistir de Dani e, para dizer a verdade, temê-lo, foi a primeira briga. Estavam em um restaurante jantando e encontraram Flora e seu namorado. Elas eram amigas há tempos e conversavam sobre a época de escola quando Dani surtou, começou uma discussão com o namorado de Flora alegando que o rapaz estava dando em cima da sua mulher. Lívia o havia apresentado como um amigo e que ela já o conhecia do passeio ciclístico. Flora estava desconcertada com a situação, os homens começaram a bater boca abertamente, acreditou mesmo que Dani chegaria às vias de fato com o rapaz, que era muito forte, mas acabou ficando só na discussão mesmo. Por fim acabaram sendo convidados a se retirar do local sob os olhos críticos dos demais clientes. Quando iam para casa, Dani ainda muito nervoso, chegou a agredi-la com tapas e desaforos, mas logo se arrependeu e pediu desculpas. Flora nunca mais ligou.

Evitou falar com Dani nos dias que se seguiram. Ele ligou inúmeras vezes, mas Lívia não respondeu.

No final de semana anterior aconteceu o que ela temia. Dani começou a rondar a casa e telefonou ameaçando bater à porta e contar tudo para Bel. Ela foi para a sala de estar e conversaram durante bastante tempo até convencê-lo que Bel não aceitaria aquela situação e que ela jamais diria ao marido que estava tendo um caso extra conjugal. Disse a Dani que precisariam conversar, mas ela já estava decidida a não deixar o marido. Dani simplesmente desligou o telefone e não voltou a ligar nos próximos dias. No dia anterior ele mandou uma mensagem dizendo que iria a casa dela e contaria ao marido sobre os seis meses de relacionamento.

Tinha que pensar rápido. Falou então a Dani que fosse no domingo pela manhã. Aí se sentariam como adultos e conversariam. Disse também que estava disposta a ir morar com ele, mas que precisariam um apartamento maior caso ele ainda estivesse disposto a ter filhos. Ela conseguiu perceber por sua voz não apenas satisfação, mas orgulho por tê-la convencido.

Seu próximo passo foi decidir o que contar a Bel. Ele estava em seu jardim na frente da casa cuidando de seus hibiscos premiados. Lívia sentou-se e o chamou a seu lado em um dos bancos e disse que precisavam conversar. Falou que há algum tempo vinha sendo perseguida por um colega do curso que inicialmente tentou fazer amizade e depois insistia em sair com ela. Falou a Bel que lhe dera diversos foras, mas que o rapaz não desistia por isso ela abandonou o curso. Chegou a pensar em ir a policia e registrar queixa, estava bastante preocupada, pois achou tê-lo visto na rua de casa. Bel ficou lívido, não disse palavra, seu rosto se fechou e falou a ela para não se preocupar, ele resolveria.

Na manhã seguinte Lívia saiu cedo repetindo sua rotina de domingo, foi à igreja, depois no mercado e no final passou na exposição e apanhou o hibisco amarelo campeão que Bel tanto prezava. Durante as quase três horas que esteve fora de casa sua mente fervilhava de pensamentos contraditórios sobre o que fez e questionamentos sobre o que poderia ter acontecido entre Bel e Dani. Sabia que tinha muito a ganhar, mas também muito a perder. Tudo dependeria de seu poder de convencimento.

****

Olha o relógio, eram três da manhã e não havia mais nada a ser feito. Toma um copo de água e vai dormir.  Acorda com o barulho insistente da campainha e isso a deixa nervosa. Vai até a porta e pelo olho mágico vê os dois policiais do dia anterior e abre a porta.

Eles entram, a policial loira para. Observa o vaso com a flor amarela que chama sua atenção, enquanto o homem careca vai até o meio da pequena sala.

– A Sra. está bem? Pergunta o policial ao ver que ela estava tremendo.

Ela olha para a porta, onde haviam mais três policiais. Fugir não era mais uma opção. Nunca foi, pensou.

– Sim – responde ao policial e abre um sorriso constrangido, afinal ainda estava de pijamas.

– Sra. Van Tiesel – o policial a olha diretamente nos olhos, ela sabe que aquele momento é crucial em sua vida.

– Os bombeiros recuperaram dois corpos nos destroços, ambos irreconhecíveis. Só com exame de DNA saberão a quem pertencem. Precisamos fazer algumas perguntas à senhora.

Continuou olhando-a fixamente – a Sra. conhece Daniel Freeman?

Lívia olha o casal de policiais nos olhos, abaixa a cabeça durante um par de segundos e quando volta a olhá-los uma lágrima solitária cai de seus olhos castanhos esverdeados, escorrendo lentamente pelo rosto.

– Sim …

A loira caminha lentamente em sua direção segurando o hibisco nas mãos. O rosto do homem estava fechado quando perguntou:

– A senhora teve relações amorosas com Daniel Freeman?

Lívia segura a respiração. Estaria em uma enrascada se mentisse ou descobrissem Flora, sua amiga.

– Sim – disse firmemente, procurando mudar a atitude. Sempre poderia dizer que pretendia se separar de Bel para ficar com Dani, pensa rapidamente.

A loira lhe entrega o vaso com o hibisco.

– Sra Van Tiesel – a policial loira falou sem olhar em seu rosto – os bombeiros encontraram resquícios de gasolina dentro da casa e um galão vazio com resíduo desse combustível no jardim.

– Quando decidiu, Sra. Van Tiesel?

Lívia estava paralisada. A policial sorri, retira as algemas do cinturão e refaz a pergunta.

– Em que momento decidiu matar os dois, Sra. Van Tiesel?

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Amor Bandido”, sujeito ao limite máximo de 2500 palavras.

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42 comentários em “A flor do hibisco amarelo (Swylmar Ferreira)

  1. Swylmar Ferreira
    30 de abril de 2015

    Meus caros escritores – avaliadores.
    De inicio agradeço a todos os comentários sobre o conto. Bem primeiro gostaria de falar sobre o tema que me coube. Reconheço que tive dificuldade em saber do que se tratava: amor bandido. Fiz consultas a diversas pessoas para saber suas opiniões sobre o que se tratava e sobre o meu entendimento. E a Anorkinda Neide está correta, venceu a ideia – minha também – de que alguém amar um bandido, daí comecei a bolar uma trama onde os personagens envolvidos se apaixonaram por uma bandida.
    Reconheço também que o limite de palavras que me foi dado para apresentação era mais que suficiente para fazer um conto inteligível por todos. Pelo comentário de alguns colegas, isso não aconteceu. Parece que algumas pontas ficaram soltas. Finalmente, optei por um conto policial que me pareceu ser o estilo mais crível para o tema. Ao menos no meu modo de pensar.
    Novamente meus agradecimentos e espero melhorar a cada dia.
    Abraço a todos.
    Swylmar Ferreira

  2. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Uouu! Encontrei uns errinhos ortográficos aqui, mas quando começou a narração da parte em que ela começa a contar sobre o caso amoroso eu já fiquei muito focada no conto para qualquer outra coisa. Tem umas oscilações de verbos entre passado e presente que me incomodaram, mas seu enredo está fantástico.
    P.s: amei o título.

  3. André Lima
    28 de abril de 2015

    A trama é bem interessante, mas você fez algo que não me agrada: escreveu utilizando o tempo presente.
    Não gosto desse tipo de leitura, parece que um narrador do Animal Planet está contando a história, como no trecho “Lívia observa, torce e reza.”.

    Mas o fato da trama ser interessante foi um ponto positivo.

  4. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Uma boa narrativa de suspense e envolvimento amoroso. Prende a atenção e se desenvolve em um ritmo agradável. O(a) autor(a) mostra certo domínio de escrita, embora eu tenha sentido falta de muitas vírgulas e percebido um pequeno problema com tempos verbais. Sobre o enredo, posso dizer que não encontrei muitos problemas, exceto o desfecho, que me pareceu fácil demais para os policiais. Talvez seja o limite de palavras, mas o desenvolvimento está corrido, muita informação em poucas palavras.

  5. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá! No começo, seu texto me pareceu um filme do Tarantino (Sin City). Tudo em escalas de cinza e apenas o amarelo das fitas de isolamento e da flor se destacando. Este clima meio que se perdeu no decorrer do conto, infelizmente. O final foi interessante e também retomou o melhor estilo Sin City: A Dame to Kill For. Parabéns, boa sorte!

  6. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Seu conto já começa emocionante, mencionando reminiscências com o marido, lágrimas e sensação de perda. Contos de traição podem ser atraentes, e você desenvolveu o tema muito bem, criando um verdadeiro “thriller”, ao estilo de Ruth Rendell. O título é excelente, instigante. Repito, mais uma vez, os contos de mistério fascinam as pessoas e quase não existem autores no Brasil. Para você, que evidentemente domina o estilo, é um nicho e tanto.

  7. Pedro Luna
    28 de abril de 2015

    Uma boa história dentro do tema. Mas fora dele, ficou meio clichê e batida. No entanto, é um bom conto. Não tem uma história e personagens que cativam, mas funciona bem pela escrita certeira e pela adequação ao tema.

  8. mkalves
    27 de abril de 2015

    A narrativa consegue fisgar porque instiga certa curiosidade. A linguagem não chega a encantar, mas também não atrapalha. Fui acompanhando bem aque que a frase “Sabia que tinha muito a ganhar, mas também muito a perder. Tudo dependeria de seu poder de convencimento” fez desandar o clima que estava se mantendo na narrativa. O final, embora não seja exatamente óbvio, não convence, porque em nenhum momento temos um sinal de personalidade tão fria em Lívia. E o que simbolizava o raio do hibisco? Não captei sua função no texto.

  9. Cácia Leal
    27 de abril de 2015

    Ela possuía a chave do apartamento ali? Por que saíra com as chaves, se ia apenas buscar as flores? Talvez fosse bom dar uma pincelada do que virá depois. Quando você fala sobre a manhã de domingo, não fica claro que o Dani apareceu na casa dela. Não gostei do final, está mal desenvolvido.
    Por que ela matou, também, o marido? Acho que você deveria rever esse final e explicar melhor, quem sabe.
    É preciso rever essa pontuação todos nos diálogos e revisar o conto, pois achei alguns erros.

    Notas:

    Gramática: 8
    Criatividade: 8
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 8
    enredo: 7

  10. Rodrigues
    27 de abril de 2015

    Muito bom. Esse conto prendeu minha atenção do começo ao final, que é uma surpresa boa, dá sentido à toda a narrativa sem cair num saída fácil. Essa personagem é muito interessante, a maneira como foi descrita, beirando à loucura e a fragilidade, foi magistral. Estou ainda na ressaca dessa trama, mais do que bem planejada e desenvolvida, os personagens estão muito vivos ainda, mas acho que isso não prejudicou minhas impressões, não achei defeitos, nenhuma falha gramatical, excessos, enfim, parabéns mesmo ao escritor. Você é foda.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    É… A Sra. Van Tiesel dançou… Tadinha. 🙂
    Não sei se foi a ideia do autor, mas peguei para mim que o Dani fez tudo de forma pensada; inclusive seu suicídio junto do Bel. Mas cabe, é claro, outras vertentes… O Bel pode ter planejado o mesmo e se matado juntamente do Ricardão (esta é a menos provável, mas vai entender homem apaixonado e traído…). Ou, ainda, a Sra. Van Tiesel dissimulou tanto que mentiu até pra gente, meros leitores! 🙂
    Bom trabalho!
    Boa sorte!
    Paz e Bem!

  12. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Gostei da trama, deu um bom suspense e não desconfiei do que tinha acontecido, a princípio. Ainda bem que o final foi condizente com o restante da história, isso me agradou. Pede uma boa revisão, no entanto, de pontuação e tempos verbais. Mas gostei bastante!
    Emoção: 2/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 0/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 9

  13. Fil Felix
    26 de abril de 2015

    Achei a história boa, porém desenvolvida de maneira um pouco simples =/ Legal a ideia de matricular num curso para se verem, de flores como hobby etc, mas tudo muito rápido. Tudo acontece sem muito se aprofundar, tbm não entendi bem dos nomes serem assim diferentes, me pareceu um pouco forçado =/

  14. vitor leite
    25 de abril de 2015

    história muito bem contada, que nos agarra até ao fim, e não consegui parar sem saber qual o desfecho, parabéns

  15. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Buenas, adorei esse texto! O único no desafio até agora que me fez prender a respiração e ansiar pelo desfecho. Eu realmente senti uma trama se desenrolando e queria saber o que aconteceria em seguida. Não é o tipo de leitura que costumo acompanhar, como um suspense ou slá, mas gostei muito. A narrativa certamente prende o leitor, a escrita é de fácil acesso e as descrições são suficientes. Cheguei a pensar que a “arma” do crime estaria escondida no vaso da planta… Parabéns e boa sorte.

  16. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (4/5) gostei do encaixe e de como a trama se desenrolou. Não saquei que ela tinha matado os dois até o momento em que foi revelado. A reviravolta funcionou comigo.

    ✍ Técnica: (2/5) achei crua e os erros incomodaram um pouco. O tempo verbal da narração também ficou estranho, pois escorregou diversas entre passado e presente num mesmo parágrafo. Na dúvida, prefira narrar sempre no passado. A narrativa no presente sempre me é estranho e, ainda por cima, mais difícil.

    ➵ Tema: (2/2) amor bandido (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) ganhou pontos pela resolução final criativa.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) como a reviravolta funcionou, terminei o conto com um sorriso no rosto 🙂

    Problemas que encontrei:
    ● A casa de algum parente aqui na cidade? *travessão* Pergunta impacientemente
    ● Construção – disse ela – *vírgula* uma empresa de construção
    ● estava estranhamente cinza (escorregada para o passado)
    ● Gostava da companhia dele e *vírgula* depois de algumas semanas *vírgula* estavam muito próximos
    ● Pensando bem *vírgula* ele foi uma escolha perfeita
    ● Por outro lado *vírgula* Dani parecia querer mais
    ● após reclamar do pouco tempo que ficavam juntos *vírgula* ele disse que tinha uma solução.
    ● agüentava (sem trema)
    ● No fundo *vírgula* o apego excessivo de Dani começava a incomodá-la
    ● A partir daí *vírgula* uma luz de perigo se acendeu
    ● consequencia (consequência)
    ● Em consequencia *vírgula* passou a atender menos os telefonemas de Dani
    ● conversavam sobre a época de escola *vírgula* quando Dani surtou
    ● No final de semana anterior *vírgula* aconteceu o que ela temia
    ● extra conjugal (extraconjugal)
    ● No dia anterior *vírgula* ele mandou uma mensagem
    ● as que o rapaz não desistia *vírgula* por isso ela abandonou o curso
    ● Olha o relógio, *são* três da manhã e não *há* mais nada a ser feito. (a frase começa no presente com “olha” e depois os outros verbos estavam no passado: “eram” e “havia”).
    ● A Sra. está bem? *travessão* Pergunta o policial ao ver que ela estava tremendo.
    ● Sra Van Tiesel – a policial loira *fala* sem olhar em seu rosto (mas uma escorregada no tempo verbal, já que essa parte do texto estava no presente)

  17. Thales Soares
    21 de abril de 2015

    Hm.

    Olha, antes de começar a ler o conto, dei uma espiada no tema e já fiquei meio receioso. Pensei que esta seria mais uma história água com açúcar que seria difícil para eu ler.

    Porem, comecei a ler e logo o receio passou. A leitura me prendeu bastante. Bem escrito, e seguiu uma ótima linha de narração. Gostei bastante da trama. A única coisa que me decepcionou um pouco foi o final. Por que a mulher botou fogo na casa? Ou melhor, o que fez a policial ter certeza absoluta de que foi a mulher que colocou fogo, só por ver uns galões de gasolina vazios no jardim? Não entendir…

  18. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    Legal esse seu conto policial, diferente dos amores bandidos “comerciais” da literatura. Gostei da ousadia em “subverter” o tema. A voz narrativa é a tradicional dos contos policiais e foi bem usada. A trama é interessante e só uma coisa me intrigou: o galão de gasolina encontrado fora da casa e a falta de tormento na mente dela por causa disso. É uma criminosa de primeiro crime (o adultério não conta, dadas as proporções) que arquitetou um duplo assassinato “maravilhoso” e para isso ser mais crível precisava de um tanto de pavor ao lembrar, em algum momento, desse vacilo, mesmo que sem entregar o jogo.

  19. Jowilton Amaral da Costa
    19 de abril de 2015

    Se a intenção do autor(a) foi deixar o leitor na dúvida de quem incendiou a casa, comigo ele foi bem sucedido. E aí eu refaço a pergunta da policial: “Em que momento decidiu matar os dois, Sra. Van Tiesel?”, por quê eu não percebi que momento foi esse. E será que um vaso de gasolina encontrado no jardim é prova suficiente para incriminar a senhora Van Tiesel? Eu acho que não. Pode ser que durante leitura eu não tenha captado o incendiário. Só se antes de sair para seus afazeres de domingo, ela colocou fogo na casa, mas, o texto não esclarece isso, a meu ver. Dizem que o escritor não deve subestimar a inteligência do leitor deixando tudo bem explicadinho, mas, neste texto, eu precisaria de uma dica. Fora isso o texto gramaticalmente me pareceu bem escrito, e tem um bom suspense. Boa sorte.

  20. Felipe Moreira
    19 de abril de 2015

    Uma boa trama para um triângulo amoroso. Mas tive a sensação de que a história necessitava de mais. Ao menos um parágrafo sobre Lívia explicando como chegou a cometer esse crime passional que arruinou também a sua própria vida.
    Ela é descrita como uma mulher convencional, sem oscilações de personalidade que pudessem supor uma atitude como essa. É apenas mais uma pessoa envolvida por um casamento mergulhado na rotina, e de repente, se viu atraída por outra pessoa. Tudo certo, caminhando muito bem.
    As coisas foram se afunilando e ela apenas despertou questionamentos éticos e morais quando Dani passou a demonstrar sua obsessão. Ela estava feliz com o romance, satisfeita com a distância do marido. Se dependesse apenas de Lívia, essa história iria ainda mais longe, mas as coisas foram ganhando outro rumo, se afunilando num terreno perigoso.
    Logo, o clímax da história é quando Lívia se vê encurralada sob a ameaça de ser desmascarada para o marido. Ela mente pra Bel sobre o que realmente está acontecendo.
    Eu gostei da ideia de ela ter provocado o incêndio, deixando suspenso no ar o porquê. Acho que gostei desse amor bandido ao ponto de querer que Lívia se entregasse um pouco mais, o suficiente pra nos dizer a razão, ainda que estúpida, desse crime.

  21. rsollberg
    18 de abril de 2015

    Li de uma vez só, sem travar em nenhum momento. Isso parece ser uma grande qualidade do autor.

    Penso que em algumas partes os nomes dos personagens foram repetidos em demasia. É um conto direto, sem muitas reviravoltas, com tudo armado para o final.
    O que achei bacana foi a escolha de uma protagonista assassina, indo na contramão da maioria das histórias de suspense.

    Gostaria de ter sentido um pouco mais a personagem, entrado mais na sua mente.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio!

  22. Virginia Ossovski
    17 de abril de 2015

    Uau! Gostei da trama, bem elaborada, muito bem contada. A história captou meu interesse, li com vontade e o final me deixou de boca aberta. A Lívia parecia tão boazinha, coitada… kkk gostei da forma como encerrou o conto, a frase causou impacto. Parabéns e boa sorte !!

  23. Tiago Volpato
    17 de abril de 2015

    Voz tem um estilo bom e soube construir bem a história. Não curti muito o enredo, não vi nenhuma novidade por aqui. Mas foi um bom texto.

  24. Sidney Muniz
    16 de abril de 2015

    Vamos lá, autor(a),

    A proposta do conto é boa, mas sinceramente a execução me deixou arrasado… risos, o desfecho tinha tudo para ser bom se tivesse sido melhor maquinado. Algo ficou estranho.

    Em determinado momento o policial diz: Só com exame de DNA saberão a quem pertencem?, Mas eles já sabiam sobre o amante e o nome dele. Isso soa estranho, muito estranho. Entendi como um das tantas falhas no enredo.

    O final realmente poderia ter sido melhor, ela ter deixado a bombona no Jardim foi muito vacilo, não que ela fosse perita, mas se pensou tanto, acho que poderia ter sido algo mais esperto, mas bem bolado. Esperava uma reviravolta no fim, mas desde o momento que ela é vista como a esposa já percebe-se que se trata de um caso de traição. Como não houve a reviravolta tudo ficou muito previsível. Aconselho a trabalhar melhor o suspense.

    Temos que ter muito cuidado em minha opinião com o uso de pronomes possessivos, pois os mesmos causam certo desconforto na leitura, principalmente quando muito utilizados como no parágrafo abaixo, além de causarem também sentido de ambiguidade, Ex: o narrador começa: Sua casa – Mas o sua é do leitor, ou do personagem.;. O parágrafo abaixo, na verdade o primeiro me pareceu muito carregado “deles” e cansativo.

    “Ainda afastada pelas fitas amarelas e pretas do corpo de bombeiros, Lívia observa o que um dia foi uma casa, mais precisamente a sua casa. As colunas de fumaça que teimam em subir dos destroços apenas aumentam sua angústia e alimentam o medo. A chuva, que caía sem parar desde a madrugada, aumenta de intensidade fazendo com que ela olhe o céu cinzento, vislumbrando um risco de luz provocado por relâmpagos acima de sua cabeça. Automaticamente começa a contar, como seu marido havia lhe ensinado: um, dois, três, quatro, e o barulho do trovão ribomba alto assustando todos que estão no rescaldo do incêndio, quer estejam trabalhando, como os bombeiros e policiais, quer sejam apenas curiosos, como os poucos transeuntes ou vizinhos que saíram de suas casas no final daquela tarde. Lívia observa, torce e reza.”

    Os policiais do outro lado da rua parecem conversar com os vizinhos das casas próximas. Lívia os vigia de longe, sabe que as perguntas são sobre ela … e Bel.

    Os policiais parecem conversar? Mas se ela os vigia e sabe que as perguntas são sobre ela então eles não parecem, correto? Eles conversam. Acho que o termo também poderia ser outro ao invés de conversa, por mais que não esteja completamente errado, poderia utilizar algo mais ligado a situação, como interrogam, ou coisa e tal. Fato é que o parecem está sobrando.

    repetição de “colete da policia civil” a segunda situação poderia ter outra discrição e não focar tanto nos coletes.

    Bom,

    No geral não gostei mesmo da estória, mas o autor(a) tem talento e isso é visto em algumas passagens , só precisa mesmo ter mais calma na conclusão e ater-se a detalhes que podem comprometer o enredo deixando pontas soltas ( o que para mim como leitor da realmente um amargo ao final da leitura).

    No mais desejo sorte no desafio e que você cresça com as críticas e dicas que os demais deixarem.

    Parabéns!

  25. simoni dário
    15 de abril de 2015

    O conto é bom, empolga e não cansa. O conflito de Lívia, a culpa pela traição e depois o medo do amante obsessivo foram bem transmitidos. Lá no final quando o suspense está se armando o autor deixa uma pista, um pequeno descuido, tornando previsível o desfecho. De qualquer maneira, é um bom texto.
    Boa sorte!

  26. Gilson Raimundo
    14 de abril de 2015

    Surpresa!!!! Um final surpreendente, muito bom o enredo, a história flui perfeitamente atiçando o leitor a buscar o paragrafo seguinte. Houve algumas repetições, os apelidos Bel e Dani acho que foram um pouco forçados, esta pegada “Tio San” também não agrada muito, gosto de valorizar o que é nosso, porém, insisto, um texto muito bem montado. Parabéns!

  27. rubemcabral
    13 de abril de 2015

    Lamento, mas não gostei. Não está mal escrito, embora haja muita repetição dos nomes dos personagens e a pontuação esteja às vezes falha, porém achei que faltou melhor desenvolvimento, que os diálogos ficaram meio artificiais, e que o “mistério” foi resolvido de maneira muito brusca e inverossímil.

  28. mariasantino1
    12 de abril de 2015

    Olá!

    Realmente não se espera que ela tenha matado ambos, uma vez que há sinalizações o tempo todo de que ela está arrependida de se envolver com o Dani. Não ficou muito claro os ganhos que ela obteria com as duas mortes. Não captei também o incremento da flor, muito menos a acusação dos policiais, faltou encontrar algum DNA dela no galão de gasolina. Por que acusá-la só por perceber esse vasilhame no jardim? A narrativa é boa, há ausência de acentos em algumas palavras como –>> colete da policia (polícia)… Lívia de inicio (início) não se incomodou. …, mas sinto que o que faltou foi um maior sofrimento, mais sentimentos nessas linhas e menos descrições e narrativas de fatos, para que haja alguma participação do leitor.

    Média –>>> Pelos motivos acima mencionados, a nota para esse conto será: 6 (seis)

    • mariasantino1
      12 de abril de 2015

      Ah! Acho que se deve evitar abreviações em diálogos, pois não se fala Sra., acredito que se possa usar abreviações na narrativa e não nos diálogos.

      • mariasantino1
        19 de abril de 2015

        Aff! Esqueça essa última observação medonha. Às vezes confundo pensamento alto com o que é para se dizer de fato. :/

  29. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Não é a primeira vez que leio isto que vou citar agora, eu gostaria de entender, se puder explicar fico grata.
    Como é que pode haver um incêndio a ponto de destruir tudo debaixo de uma chuva torrencial?
    Mais uma dúvida. Em que momento ela ateou fogo na casa, uma vez que saiu cedo?

  30. Anorkinda Neide
    7 de abril de 2015

    este foi o primeiro que eu questionei se está dentro do tema. Amor bandido pra mim é apaixonar-se por um bandido…rsrrs algo nesta linha.

    A história é boa, embora ficasse cansativa ali no meio, com a descrição do caso da protagonista com o amante. Achei que mencionou muito rapidamente o marido, queria conhecê-lo melhor. E também a Livia… que traços ela apresentava de distúrbio para culminar na ação trágica que ela cometeu? Queria livrar-se do problema, mas isso por si só não faz a pessoa cometer assassinatos… há que se ter uma mente perturbada. Gostaria de ver isto relatado no conto.

    São apenas estes os pontos, vc está de parabens pelo ótimo trabalho, em minha opinião 😉
    abraço

  31. Jefferson Lemos
    6 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo bem?

    Sobre a técnica.
    É boa. Não vi nada que me atrapalhasse no decorrer da narração. Vi algumas mais requintadas no desafio, mas a sua é bem linear, narrando com competência. Não há o que falar de ruim sobre ela.

    Sobre o enredo.
    É interessante. Mais um que se encaixaria em cotidiano. As pessoas parecem estar dominando bem essa coisa, de passar a verossimilhança nas situações descritas. A narradora funcionou bem e o desfecho da trama foi realmente muito bom, tendo em vista a inocência da protagonista no decorrer do conto.

    Sobre o tema.
    É um tema comum e estranho, como muitos têm sido. Mas ninguém vence o da vassoura…

    Nota:
    Técnica: 7,0
    Enredo: 7,0
    Tema: 7,0

    Parabéns e boa sorte!

  32. José Leonardo
    6 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Perdoe-me se a análise parecer um tanto negativa, generalizada.

    Há um conjunto de elementos que aparentemente minimizam os pontos positivos desta trama. Primeiramente, os personagens não demonstram vida, verossimilhança — são demasiado rasos, Dani e Abelardo, mas principalmente Lívia, o que torna nulo, inclusive, a aparência de desespero dela diante do resultado trágico daquele plano elaborado às pressas.

    O enredo é conduzido meio que superficialmente… Aquele trecho retrospectivo (o início do caso com Daniel e a obsessão deste) poderia ser reescrito sem o teor de relatório ou de descrição sintética de reportagem (afinal, ali está a situação-problema que terá como consequência o plano, a presumida briga e o incêndio). Quanto ao desfecho do conto: ele explicita a verdade acerca dos fatos ou é somente uma linha investigativa EQUIVOCADA dos policiais? Penso que a última possibilidade aproxima-se mais da realidade arquitetada, visto que não há indicativos de vingança da protagonista contra o próprio marido (claro, aquele choro diante do retrato podia ser pura dissimulação…). Existe também, a meu ver, uma atmosfera daqueles contos policiais britânicos, mas exceto num detalhe crucial: a partir da simples evidência (resquícios de gasolina), como os policiais podiam acusar Lívia peremptoriamente (e num tempo recorde) de ter orquestrado as duas mortes? Resumindo, autor(a): há pontas soltas capitais e comportamento emocional estranho da protagonista (se ela realmente tivesse premeditado a morte de ambos).

    Embora eu tenha feito algumas colocações, vejo que há tremendo potencial por parte do escritor de “A flor do hibisco amarelo). Nunca desista de aprimorar sua voz.

    Abraços e boa sorte neste desafio.

  33. Andre Luiz
    5 de abril de 2015

    Olha, certamente posso dizer que gostei da trama de seu texto, bem como da forma como a reviravolta acontece ao final. Mesmo com uma narração um pouco cansativa de ler, gostei da relação que você soube criar tanto entre Lívia e Bel quanto entre ela e Dani. O desfecho é muito interessante, e revela uma faceta que é pouco explorada em contos ainda, que é o clímax arrebatador, quando um grande mistério é revelado, porém não se faz nenhuma ou quase nenhuma suspeita dele no decorrer do texto. Como já disse, às vezes sua narrativa fica lenta e cansativa, porém o enredo é bom, então uma revisão nisto tudo acerta os detalhes e torna o conto digno de um dez.

  34. Eduardo Selga
    5 de abril de 2015

    A narrativa perde um pouco de ritmo mais ou menos em sua metade, recuperando-se no final com um desfecho pouco esperado. Uma ocorrência que pode ser atribuída a essa queda e/ou geradora dela é a cena de conversa para “acertar os ponteiros” entre a personagem feminina e seu amante ser usada duas vezes. Isso contribuiu para que nessa altura o conto se arrastasse um pouco.

    A composição dos personagens está muito boa, na medida em que eles estão bem humanos, ou seja, não há nenhuma característica posta com o intuito de supercaracterizar ou tornar o personagem inusitado ao ponto do caricato ou do pouco crível. Há um equilíbrio neles, mesmo no personagem desequilibrado pela passionalidade, tornando-os verossímeis em seu traços nem minimalistas nem exagerados.

    Curiosamente, os nomes escolhidos ou demonstram ausência de traço especial (“Lívia” lembra “lívida”) ou androginia (“Bel” e “Dani” parecem corruptelas de “Isabel” e Daniela” mas no conto se referem a personagens masculinos). Nos três casos reforça-se a ideia de que não se pretende supercaracterizá-los, muito embora eu acredite que a escolha dos nomes deveria falar mais de perto às personagens. A Lívia, por exemplo, não tem nada de lívida: é cerebral e ativa.

    GRAMATICALIDADES

    Em “Durante as quase três horas que esteve fora de casa […]” o correto seria HORAS EM QUE ESTEVE.

  35. Claudia Roberta Angst
    3 de abril de 2015

    Quem resolveu sugerir este tema, hein? Gente estranha rsrsrsrs.
    Bom, não sei se é bem essa ideia que tenho de um amor bandido, mas que a mocinha da trama agiu como uma bandida, agiu. Talvez como uma psicopata. Pensei que ela gostasse do marido, ou pelo menos, estivesse acostumada àquela vida. No entanto, parece que ela aproveitou para se livrar dos dois homens com uma cajada só, ou melhor, com um incêndio só. Não sei se é correto falar em “destroços” quando o fogo é o vilão. Bom, mas vá lá, pode ter ocorrido uma explosão devido a gás ou algo do gênero.
    O conto ficou com um ar de seriado policial americano, ou algo como Desperate Housewives mistuado com The Closer. Não sei se foi o sobrenome escolhido que deu mais ênfase a esse ponto. Acredito que o autor (ou autora) seja bem jovem e ainda no processo de lapidação de sua escrita (como todos nós, aliás). Continue firme e siga em frente, pois vontade e inspiração não lhe faltam.
    Seria interessante revisar de forma mais atenta:
    > onde haviam mais três policiais > onde HAVIA mais três policiais – o verbo HAVER no sentido de EXISTIR é sempre impessoal, sendo empregado no singular.
    Adoro hibiscos e os amarelos, alaranjados são lindos mesmo.
    Boa sorte!

  36. Fabio Baptista
    2 de abril de 2015

    Com exceção a uma ou duas crases, não há falhas gramaticais. A narrativa é bastante clara e a história, apesar de novelesca,não é ruim.

    Porém o jeito que a história foi contada deixou a desejar, na minha opinião.

    Ficou uma narrativa muito fria, praticamente jornalística. Não me envolvi emocionalmente em nenhum ponto.

    NOTA: 5

  37. Marquidones Filho
    2 de abril de 2015

    Um conto bem construído e com um final inesperado. A forma como a história se desenvolve também é interessante, parabéns.

  38. Alan Machado de Almeida
    2 de abril de 2015

    Olá! Achei que o texto teve um momento que chamo de “lacuna”. Logo no início da história, é relatada a forma com que Lívia está olhando os destroços e sua posição diante desses. De repente, é relatado que a mesma segura um vaso com hibisco. Quando essa flor apareceu? Imaginei que Livia estava com a flor antes, mas gosto de ler as histórias construindo as cenas e a presença da flor sendo relatada tardiamente quebrou a construção mental da cena.

    Por outro lado achei o final surpreendente. Me peguei arregalando os olhos e pensando “Olha só o final”.

  39. Brian Oliveira Lancaster
    2 de abril de 2015

    E: Texto intenso e cheio de emoção. Nota 9.

    G: A trama é bem policial, mas cadenciada e isso curti bastante. O que não gostei foi a história do passado entre os presentes. Soou um tanto corrida e, apesar de fazer parte do contexto, pareceu deslocada. Tem seu objetivo, claro. O final, com certeza, foi muito bem pensado – até pela disparidade da personalidade apresentada no início. Nota 7.

    U: Um “O sra.” escapou da revisão. Mas nada, além disso, chegou a atrapalhar. Nota 8.

    A: Uma forma bem criativa, por outros ângulos, de adequar a trama a um drama. A flor deu um toque especial nas cenas. Nota 9.

    Média: 8.

  40. Rafael Magiolino
    2 de abril de 2015

    O melhor conto que li no desafio até o momento e acho que dificilmente algum conseguirá superá-lo. As primeiras linhas logo me prendaram devido a atmosfera criada e forma da escrita empregada pelo autor.

    Confesso que achei algumas partes do meio um tanto mornas, sem emoção, mas a ideia foi muito boa e com um final, digamos, surpreendente em certos aspectos.

    Abraço e boa sorte!

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Informação

Publicado às 1 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .