EntreContos

Detox Literário.

Beth Mann & Robin (Rubem Cabral)

bet.mann

Houve um dia a Faerie, e Titânia, e o poderoso Rei Oberon, e unicórnios, e fadas, e todos os outros seres que habitavam tal terra literalmente fabulosa. Um mundo além do vosso, muito mais vasto e escondido por encantamentos tão antigos quanto às primeiras estrelas. Florestas que brilhavam em todos os tons mais ácidos, com solos macios de musgo, troncos espessos como paredes de fortalezas, mesas e bancos de cogumelos, tochas azuis de fogo-fátuo. Cavalgávamos pássaros e morcegos, nadávamos agarrados a percas e salmões, falávamos em rimas, criávamos intrigas palacianas, encantos e maldições. Enfim, vivíamos intensamente… Foi uma época longa e feliz.

Contudo, desconectados dos humanos, que passamos a desprezar desde um sério incidente com os Celtas, resolvemos cerrar em definitivo nosso Portão de Wendel, no País de Gales. Decaímos e enfraquecemos, mas éramos por demais orgulhosos para suplicar por ajuda. Precisávamos de vossa fé, que ignoráramos que nos fosse vital. No penúltimo dia, todos jantávamos flores e bebíamos néctar e pregávamos peças como se não soubéssemos do porvir; no outro, estávamos perdidos na bruma da descrença, afogados nos pântanos do oblívio, e nos dissolvemos no ar; deixando para trás apenas um ardente perfume de mel – uma lembrança tênue de que um dia existimos.

Menos eu: o Puck, único representante de uma raça demasiadamente velha e dura, viva em excesso, incapaz de desistir mesmo depois que todos se fossem. Eu até tentei e dormi, esperando que o eficiente tempo me desgastasse também, pois mesmo um diamante dentre os seixos de um rio caminharia para o nada, bastava-me ser paciente. E por centenas de anos eu captei e sonhei vossas agitações que derrubavam A por B e que colocavam A outra vez no poder quando notavam que B não era melhor que o primeiro, e vice-versa. Movimentos que não logravam aprender com os erros do passado e requentavam e remendavam antigas ideias: mercantilismo, absolutismo, capitalismo, socialismo. Um tolo desfile de espadas, guilhotinas, mosquetes, tanques e bombas capazes de destruir cidades inteiras. E os resultados usuais: as raposas mais uma vez tomando conta das galinhas que as teriam elegido e outra revolução sempre engatilhada, pronta para deixar tudo novamente igual.

Dormiria alguns outros milênios, embalado pelo enredo enfadonho e pouco criativo de vossa história, não fosse pela música. Já apreciava esta arte humana ainda quando rústica e humildemente executada com flautas de osso pelo povo de cabelo claro que vivia em Neandershöhle. Nos anos sessenta de vosso século passado comecei a despertar com as canções melódicas e inocentes de quatro garotos da cidade operária de Liverpool. Do outro lado do oceano, um rapaz que requebrava os quadris e cantava como os negros que já me haviam cedido tantos momentos agradáveis fez-me sentir vontade de espiar o que estava a acontecer. Quase que hibernei outra vez nos anos setenta e oitenta, mas um louro baixinho e de voz rouca, que cantava músicas tristíssimas e estranhas, outra vez me agitou, ao salvar os anos noventa. Então, um tanto mais tarde, uma moça inglesa, descendente dos escravos do Egito e com voz de cantora de soul, novamente insuflou-me de vontade de viver, de consumir aquela melancolia linda, decantada, um melaço escuro e agridoce, servido num copo de sombras. Até que ela inesperadamente se calou…

Voltei ao meu estado de crisálida e minha consciência naufragou no abismo. Foi quando a percebi pela primeira vez, ecoando em algum lugar a noroeste do velho Portão. A voz poderosa, a moça, muito jovem, um bebê de vinte e poucas rotações ao redor do Sol, que solfejava como um rouxinol anunciando, com o peito inflado, a primavera. Sonhei com ela e li os cartazes nas estalagens: Hoje, Beth Mann, a cantora-revelação de Manchester. A foto dela, de perfil, trajando um vestido cor de mirtilo, magra, de cabelos castanhos claros e boca grande de fada. Estava de pé em meio à fumaça, agarrada a uma haste metálica, com os olhos semicerrados e lágrimas prateadas nos cantos destes. A garota destilava poesia e saudade, ou evocava as divas antigas e arrancava sorrisos do público ao entoar as primeiras frases de “Hey big spender”.

Chegara, finalmente, o momento de despertar. Antes que o tempo me roubasse esta ave rara também. Ah, a beleza provoca o ladrão mais do que o ouro!

***

Um receptáculo; era do que eu necessitava. Não podia transitar no mundo real trajando um corpo peludo e uma tanga de folhas. Minhas orelhas e dentes também chamariam atenção indevida. Como sempre fiz em tempos de outrora, busquei alguém em trânsito entre a realidade dos homens e os umbrais guardados pela irmã mais velha de Morpheus. Não precisei caçar muito e encontrei um menino, de dezenove, vinte anos, morrendo num banheiro de bar no Soho. Uma estrela que mal cintilou neste mundo, já apagando.

Espuma branca de pó, enfeitada por finas linhas escarlates, descia de suas narinas, vômito empapava a camisa de malha preta com estampa onde se lia “The Clash”. Ele tinha cabelos de cenoura, como eu, e tinha olhos de selva, como os meus também.

— Chama-me Robin, Robin Goodfellow, mortal – eu disse, surgindo no ar e arrancando um sorriso abobalhado do rapaz que sequer se espantou.

— “Chama-me Ismael” – ele respondeu, revirando os olhos e engasgando a seguir. — Sacanagem, cara. Hã, como é que você entrou aqui, no reservado? – Estendeu a mão trêmula. — Hum, sou o Gordon, mas meus camaradas me apelidaram de Sting, sabe, o mesmo nome escroto. – Suava em profusão e ameaçou vomitar novamente. — Eu, eu não tô me sentindo muito bem… Tu é feio pra cara…

— Vim oferecer-te um acordo. Aceita-o e viverás uma curta existência humana padrão, Ismael-Gordon-Sting. Não terás que morrer aqui.

Desde que transformara a cabeça de Bottom numa de asno e fizera Titânia se apaixonar por ele, desde o incidente eu fora proibido de usar mágica outra vez com humanos. Mas quem me cobraria o cumprimento da lei agora?

***

Eu caminhava lentamente pela rua calçada por pedras gastas, ainda aprendendo a conduzir minha marionete de carne. Chuva fina caía e me causou certa nostalgia por meu mundo que morreu. “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”, refleti.

— Necessitamos remover este odor pútrido de tua carcaça, humano. Onde fica a tua choupana?

Gordon estava sóbrio agora – ele já me explicara minha confusão com sua alcunha – e gritava alguma coisa no fundo de minha consciência: “Isso não pode estar acontecendo! Cara, essa é a pior bad trip que já ouvi falar! Ah, meu Deus… Será que vendi minha alma prum demônio quando tava viajando?”.

— Jovem, explicar-te-ei somente mais uma vez: sou de Faerie, não tenho relações com os servos de Lúcifer. O corpo, devolver-te-ei depois de conhecer Beth Mann, “a cantora-revelação de Manchester”. Daí, poderás matar-te outra vez com teu pó de folhas, se quiseres. Até lá, prioridades: lavar este corpo malconservado, ir a uma apresentação da Srta. Mann, conhecê-la, e o que eu decidir depois.

Meu hospedeiro mudou de tom, talvez tenha perdido o medo de mim, o que seria um tanto descuidado de sua parte.

“Beth Mann? Nunca ouvi falar. Esta caipira tá cantando aqui em Londres? Já pesquisou na internet?”.

— Eu não compreendo bem o teu linguajar. Sim, da última vez que a escutei ela se apresentava em Londinium. Por isso estou aqui. Permite-te-ei algum controle então, quiçá assim tudo será mais fácil, enquanto habituo-me a teu mundo.

Chegamos enfim à habitação de Gordon, um cubículo miserável, um buraco escuro numa torre de outras cavernas iguais. Um estábulo seria com certeza mais agradável.

Logo, com o auxílio de algo denominado “computador”, ele magicamente desvendou nosso próximo destino com o conselho de um druida chamado Google.

“Ela vai cantar hoje à noite, no The Drunken Cock. Fica em Luton e não me parece um bom lugar; pelo que vi costuma ser frequentado por motoqueiros metaleiros e foi um hangar na Segunda Guerra. Os ingressos pro show já tão esgotados.”

— Traduza; ou tu não és capaz de falar a Língua Comum?

“Ela vai cantar numa estalagem a norte daqui, não tem como irmos à apresentação, já venderam tudo. Hã, guerreiros violentos costumam ir ao local.”

— Tolice! Ser grande é abraçar uma grande causa. A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe. Vamos agora preparar-te e a tua choupana também; temos de estar dignos e apresentáveis. Milady Mann merece muito mais!

Ignorando os protestos de meu hospedeiro, criei uma grande pira no meio do cômodo que ele chama de “sala”, juntei tudo o que julguei indevido de suas gavetas: trapos imundos, substâncias estranhas comprimidas em botões cor-de-rosa com carinhas sorridentes esculpidas, flores tropicais secas, cogumelos não comestíveis, discos pretos com gravações de ruídos desagradáveis: Dead Kennedys, Sexy Pistols. Diante de suas lamúrias insuportáveis, salvei alguns de minha sanha purificadora: R.E.M., Nirvana, Ramones.

“Você é um maldito careta de alma norte-americana!”, ele não parava de repetir.

***

Depois de cinco banhos meticulosos, cheguei à conclusão de que não vestiria nenhum dos andrajos disponíveis. Forcei Gordon a ir a um estabelecimento comercial que ele chamou de “brechó” e finalmente adquiri vestimentas dignas: colete, chapéu, calças de couro austríacas, bengala, polainas.

Naturalmente, ignorei as reclamações do rapaz, pois julgando por sua coleção de camisas invariavelmente pretas era óbvio que ele não tinha bom gosto e não entendia que a moda clássica é atemporal.

Trinta minutos antes do início da apresentação transportei-nos ao campo gramado que ficava ao lado da estalagem. “Que nome estúpido”, pensei, intitular de “O Galo Bêbado” um lugar para a apreciação da arte musical.

Conforme Gordon comentara, guerreiros vestidos com coletes negros rebitados bebiam cerveja, não muito longe dali, montados em seus cavalos mecânicos. Ao passarmos por eles, jogaram-nos garrafas e copos de cerveja e chamaram-nos de nomes que acredito que pusessem nossa honra e masculinidade em dúvida. Não é este, prezados, exatamente o melhor caminho para se chegar ao meu coração.

— Senhoras e cavalheiros, não vos mostreis zombeteiros; se me quiserdes perdoar, melhor coisa hei de vos dar. Puck eu sou, honesto e bravo; se eu puder fugir do agravo da língua má da serpente, vereis que Puck não mente.

Fiquei esperando que retirassem as ofensas, porém os parvos, incapazes de entender minhas metáforas, apenas começaram a rir.

— Não liberto, assim, dos apodos, eu amaldiçoo a todos! Consomem-se na lareira as últimas acendalhas; o pio da ave agoureira fala ao doente em mortalhas. Na noite escura as pobres almas andejas se esgueiram da sepultura, rumando para as igrejas. Nós, os elfos, que a parelha de Hécate sempre seguimos, e da luz do sol, vermelha, como num sonho fugimos, de guarda estamos agora, pois dos fantasmas é chegada a hora.

Os espíritos que dormiam no subsolo daquela região outrora pantanosa foram por mim despertados e, como miasmas esverdeados, envolveram os guerreiros em cujos casacos o combalido dístico “Hells Angels England” podia ser lido. Logo em debandada e aos uivos aquela alcateia vil se retirava.

— São os espectros dos que morreram em combate aqui – expliquei para Gordon. — Fiz com que cressem que seus inimigos fossem os homens vestidos de couro. Não descansarão até que os tenham matado. Provavelmente continuarão a combatê-los no além-vida também. Gente dura, de tempos duros. Continuamos?

***

Não foi complicado convencer a mocinha que vendia ingressos a nos conseguir uma boa mesa junto do palco. Gordon pareceu-me mais que ansioso em ajudar.

Esperamos um pouco, as luzes se apagaram, fumaça branca começou a brotar de todo lugar e um feixe de luz cerúlea iluminou uma haste metálica e solitária. Então, surgindo da escuridão, Beth Mann, deslizando como se não tivesse pés num vestido vaporoso rosa e prata, começou a rasgar minha alma com uma canção estranha: “Strumming my pain with his fingers. Singing my life with his words…”. Quem era, eu matutei, sentindo um aperto horrível no peito, o maldito que a fazia sofrer assim?

Ao final do ato, aplaudindo até que minhas mãos ardessem e percebendo lágrimas quentes pela primeira vez em milênios, eu compreendi que estava perdido.

Alguém levou um buquê de flores ao palco. Beth aninhou-as como um recém-nascido, junto do seio, e desceu os degraus, passando pelas mesas e oferecendo um botão a cada espectador enquanto começava “Close to you”.

Olhou-me nos olhos, nos olhos de Gordon, porém iluminados por minha alma. Ofereceu-nos uma flor, após beijá-la. O rapaz me disse: “Aceita, o que está esperando?”.

— Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te – eu falei, recusando o presente gentilmente.

Surpresa, ela sorriu e continuou: “Just like me, they long to be close to you…”.

E o espetáculo seguiu, cada canção uma joia bem acabada. E Milady Mann transitou pelo soul, pelo jazz, pelo blues, como quem não fizesse esforço algum. Duas horas depois, um músico jovem, tocando sax, subiu ao palco para um arranjo especial.

“We only said goodbye with words. I died a hundred times… You go back to her. And I go back to black.”

Senti minha alma congelar, quase gritei quando Beth e o músico trocaram um beijo.

— Este é o meu garoto: Alfred Pennyworth! Palmas pra ele, anotem este nome! – Ela começou a falar. — Pois é, pessoal. Ontem decidimos parar de enrolar feito nos últimos três anos e, droga, casamos! – Ergueu a mão, exibindo o círculo dourado no anelar esquerdo. O saxofonista fez o mesmo.

O público ecoou num aplauso ensurdecedor. O casal sorria maniacamente. Algo dentro de mim se quebrou. Por instantes coléricos eu cogitei varrer aquele lugar da face do planeta. Gordon tentava, desesperadamente, acalmar-me. As luzes piscaram e alguns bulbos explodiram, um tremor leve fez tudo vibrar, alguns copos caíram das mesas e, num átimo, tudo parou.

“Cara, ela casou, e daí? Você é o todo-poderoso, pode fazer ela se apaixonar por você, pode fazer o tal Alfred pular a cerca na cara dura ou virar gay, sei lá. Tudo tem um jeito! Não precisa matar todo mundo! Controla esta dor!”.

— É fácil falar. Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Tu tens razão em parte, no entanto. Contudo, não seria honrado forçá-la a nada… Partamos!

***

Passaram-se mais de dois anos. Gordon e eu não perdemos um show sequer neste período. Em toda apresentação eu declino da flor, porém sou grato, por ter redescoberto o melhor de mim, por poder sentir esta coisa tão intensa, que dói incrivelmente, mas que me deu novo sentido. Dizem que a gratidão é o único tesouro dos humildes. Sei também que o amor humano é efêmero, é brisa. Eu irei, humildemente, esperar, pelo tempo necessário. Há tempos aprendi que não posso exigir o amor de ninguém… Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim… E ter paciência para que a vida faça o resto…

Ainda viverei, disso eu tenho a mais profunda certeza, uma bela história de Beth Mann & Robin.

***

“Mas se isso não foi a coisa mais brega que eu já ouvi…”

— Cala-te, mortal! Ou levo-te outra vez ao show-tributo do ABBA!

“Não está mais aqui quem falou… Ora, não sabe brincar, não brinca!”

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Fadas e/ou Gnomos (Mitologia Celta)”, sujeito ao limite máximo de 2500 palavras.

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41 comentários em “Beth Mann & Robin (Rubem Cabral)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Não encontrei muita ação, foi mais narração. Mas gostei do seu modo de escrita. Gostei muito da seguinte frase: “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”. Não me gerou nenhum tipo de emoção. Considero um conto bem mediano. A adequação ao tema devo dizer que está razoável, já que eu não o conheço muito. Mas, eis aqui eu e meu eterno problema com a literatura fantástica de novo. E acho que se o fim, a parte da preparação para o tal show atrapalhou um pouco. Não sei explicar. Eu gostei e me identifiquei mais com a primeira parte. Outro trecho que gostei bastante foi: Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

  2. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Confesso que fiquei meio decepcionado ao ler o título da história, pois achei a referência às criações de Bob Kane meio pobres. Mas ai, antes de começar a ler, eu fui bisbilhotar o título, e fiquei empolgado novamente, pois o tema me pareceu bastante épico!! Quando comecei a ler, fiquei desanimado novamente, pois o começo da história foi muuito lento… quase desisti da leitura. Mas depois voltou a ficar legal, na parte em que o elfo aparece na nossa época (apesar de um tanto cliche, pois há vários filmes que abordam essa situação, como Thor, por exemplo).

    O conto está muito bem escrito. Senti uma montanha russa de emoções… hora eu me desagradava… hora eu me agradava… Minha opinião final ainda está meio dividida. Terei que pensar bastante para dar uma nota.

  3. André Lima
    28 de abril de 2015

    Um Tolkien com salpicos de humor. Assim que defino seu conto. Bom, particularmente não sou muito fã de Mitologia Celta, ou aquele universo meio O Senhor dos Anéis, mas o seu texto conseguiu me prender até o final. Muito por conta do humor sutil que chama atenção.
    Parabéns.

  4. Cácia Leal
    28 de abril de 2015

    O conto não empolga muito. Fazer de um conto com personagens da mitologia celta uma simples história de amor, com lição de moral no fim me parece desmerecer o tema. Não gostei, desculpe. Além disso, achei alguns erros de português graves e você deveria rever para arrumá-los.

    Notas:

    Gramática: 7
    Criatividade: 7
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 5

  5. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Alfred! Bela miscelânea de Batman e Shakespeare você fez. Parabéns pela técnica, pelas referências e por ter aproveitado bem o tema. Muito carismático seu Puck kkkk.

  6. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Gostei muito do começo, lembra “Lâmia” de Keats:

    “UPON a time, before the faery broods
    Drove Nymph and Satyr from the prosperous woods,
    Before King Oberon’s bright diadem,
    Sceptre, and mantle, clasp’d with dewy gem,
    Frighted away the Dryads and the Fauns
    From rushes green, and brakes, and cowslip’d lawns…”

    Suas frases são lindas, como: “mesmo um diamante dentre os seixos de um rio caminharia para o nada.” Nesse estilo de fantasia você é perfeito. Mais uma vez acho seus contos parecidos com Richelle Mead, só que você tem uma linguagem mais apurada. Muito interessante a mistura da mágica com a computação, porque o que é mágica hoje é ciência amanhã. Seu humor anda em alta, se um dia eu montar um bar vou por o nome “Galo Bêbado”. Alfred realmente partiu meu coração, mas o ABBA ninguém merece, they kill me softly with their song.

  7. mkalves
    27 de abril de 2015

    Adorei o jeito como começa essa história. Começo cativante mesmo! E que bárbaro resumo alegórico da história na humanidade no terceiro parágrafo! Depois li todo o resto de um fôlego só, avidamente. Convincente, tocante e bem humorado. O segundo conto que mais me tocou até aqui.

  8. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Bem escrito, mas no começo não me envolveu muito. Aos poucos fui gostando mais, a coisa foi ficando mais interessante, pelo menos pra mim, que não sou muito fã dessa temática, embora eu ache que o tema tenha ficado um pouco em segundo plano… Agora, não dá pra negar que ficou criativo. Gostei do desfecho, engraçadinho, com direito até a ABBA, ou um show tributo, que não é tão legal quanto (ABBA é ABBA, né? ;)), rs. Bom trabalho!
    Emoção: 2/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 9

  9. Ricardo Gnecco Falco
    25 de abril de 2015

    Uma história bem fantástica; quase uma fábula. Muito bem escrita, conduzida e abordada. O interesse vai aumentando na medida em que avançamos na trama. Misturar música ao tema proposto também deu um gás na obra!
    Parabéns! Boa sorte!

    PS: Quando li o título pela primeira vez, fiquei pensando que este texto seria cômico, mas fui surpreendido! 😉

  10. vitor leite
    25 de abril de 2015

    neste texto não gostei de alguns cortes no desenvolvimento do texto, que prejudicam a leitura do conjunto, mas gostei como agarrou o tema e tem momentos muito bons.

  11. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) confesso que demorei a me envolver, o que só aconteceu mesmo depois que ele ocupou o corpo de Gorgon. Dali a história ficou boa. O final não foi como esperado, um anticlímax, mas a piadinha arrancou um sorriso.

    ✍ Técnica: (4/5) boa, sem nenhum erro que eu tenha encontrado, o texto flui com agilidade, principalmente, como disse, depois que o elfo toma o corpo do inglês.

    ➵ Tema: (1/2) não ganhou nota máxima, porque, segundo meus critérios, tinha um elfo na história, mas não era o foco principal da história.

    ☀ Criatividade: (2/3) achei criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei, mas não totalmente, como já expliquei acima.

  12. Pedro Luna
    23 de abril de 2015

    Muito bom. Gostei pra caralho. Divertido, bem escrito e imaginativo. Parabéns. Muito show mesmo. Esse autor escreveria livros de fantasia medieval com a mão nas costas.

  13. Rodrigues
    23 de abril de 2015

    Conto sensacional. Eu torci o nariz no começo, mas a história se desenrola de uma forma tão boa que acabei gostando muito do personagem, das referências pop, da mescla entre os dois mundos e dessa personalidade tão única e nobre do narrador. Parabéns ao autor!

  14. Jowilton Amaral da Costa
    22 de abril de 2015

    É um bom conto. No início achei que iria ser um texto bem chato, cheio de bichinhos fofinhos com poderes fofinhos e atitudes fofinhas. Mas, tudo mudou e acabei gostando muito do Puck, um tremendo de um déspota sádico e sacana. Um personagem excelente. O conto está muito bem escrito e narrado. Boa sorte.

  15. Fil Felix
    21 de abril de 2015

    Gostei muito ^^ De início, impossível não lembrar da história de Puck em Sandman, que gosto muito. E tem uma influência forte de HQs, como as alusões ao Batman e Robin e até ao Alfred. A história é bem contada, conduzida e estruturada. Não percebi nenhum erro de gramática, super bem escrita.

    Além de ser leve, é toda encaixada e faz refletir em algumas passagens, principalmente das músicas. Só não sei como ele não gostou dos anos 80, simplesmente a melhor década ever kkkkk Mas já percebi que o new wave não foi sua pegada. Ótimo conto (y)

  16. Pétrya Bischoff
    21 de abril de 2015

    Mais uma vez, o início me decepcionou, me enganou. Quando o personagem começa a falar de seu fascínio pela música e cita tantos dos meus próprios ídolos, prendeu-me a tenção. Quando se volta para o guri morrendo de overdose em um banheiro de hoje, senti-me conectada, pelo ambiente underground.
    Gostei da arrogância desse ser sublime, e de sua ignorância no que tange as coisas do nosso mundo. E sua maneira de falar é muito interessante.
    De maneira geral, a narrativa é meio cômica e a escrita, mesmo com cousas rebuscadas, ainda assim, é simples. Parabéns e boa sorte.

  17. Swylmar Ferreira
    20 de abril de 2015

    Conto interessante, usa a lit fan de maneira bem moderna.
    Atende ao tema e está dentro do limite estipulado.
    É bem escrito, linguagem em certos pontos é intrincada, em outros objetiva, a trama é tranquila levando o leitor a necessidade de saber o final.
    Parabéns!

  18. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    16 de abril de 2015

    O gnomo estava causando fora do seu habitat natural e isso quer dizer que a adequação ao tema foi… não foi… tipo… pera aí… Mas o conto ficou excelente e não fugiu ao tema já que gnomo esteve presente nele inteiro. Um vocabulário vasto, as descrições vivas e a linguagem fluente, sem “sustos”. Muito bom.

  19. Felipe Moreira
    16 de abril de 2015

    Ok. Um bom conto a meu ver. Você criou um ambiente apropriado e desenrolou a narrativa melhor a partir da metade. Antes pareceu um tanto travado. Puck me pareceu carismático, não só por narrar, mas pela maneira que interagiu com as outras personagens. Curioso no final, porque, talvez pelo conto ou pela maneira que foi escrito, mas fiquei com a sensação de havia mais de 2500 palavras. Isso indica que você conseguiu passar bastante informação sobre esse universo fantástico dentro de um pequeno limite. Achei isso bom também.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  20. Virginia Ossovski
    12 de abril de 2015

    Achei o conto bonitinho, gostei da ideia de trazer o elfo para os dias de hoje. Gostei da criatividade, fiquei com pena do Puck, coitadinho, ficou de coração partido. Adorei a linguagem que ele usa, achei muito bem construída e convincente. Parabéns e boa sorte !

  21. Jefferson Reis
    12 de abril de 2015

    Muito bom! Dei boas risadas e aguardei ansioso pelo desfecho. Gostei do caminho que a narrativa traçou, prometendo, a princípio, uma história feérica em um reino fantástico, e depois transportando o leitor para um mundo mais próximo, mesmo que pelos olhos de Puck. Como comentei anteriormente, aprecio a ficção que fala sobre Arte. Gostei das referências, principalmente Nirvana \m/

  22. mariasantino1
    11 de abril de 2015

    Bom desafio para você

    A breve crítica política que casa com a atualidade foi muito bem- vinda, junto com as rimas e demais tiragens para atrair o humor (imagino e respeito o trabalho). O personagem e sua ânsia por amor ficou bonito e a revisão é invejável.
    Parabéns pelo conto!

    A nota será: 8 (oito)

  23. Eduardo Selga
    11 de abril de 2015

    O conto tenta usar uma nova ambientação para um personagem pertencente ao reino das fadas e gnomos, e acredito que, ao menos parcialmente, consegue. Foge dos bosques encantados e se utiliza da urbanidade contemporânea.

    Digo “parcialmente” porque há algo que soa forçado no conto. Não a modificação ambiental, em si. Antes, a linguagem do personagem. Acredito eu que, na tentativa de demonstrar que o protagonista, por pertencer originalmente a outro mundo, fala de modo diverso (o que é correto), o(a) autor(a) comete o exagero de emprestar ao personagem uma linguagem mofada, pretensamente escorreita, carregada de mesóclises inexistentes na fala, e mesmo na escrita ocorre muito pouco. Claro, pode-se alegar que se trata de um texto escrito, daí a hipercorreção. Sim, mas a narração desse conto representa a fala oralizada do personagem. ou seja, não se trata do personagem escrevendo a estória e sim verbalizando-a.

    Ao falar assim, o personagem acaba por se identificar, linguisticamente, com o oposto do que ele, em tese, representa. Se ele é originalmente de outro mundo, e não alimenta grandes simpatias em relação aos humanos, uma linguagem arcaica remete às poeiras do tradicionalismo, ao conservadorismo linguístico, me parece anacrônico. Principalmente porque ao mesmo tempo em que o narrador usa a segunda pessoa e a mesóclise, ele não entende por completo a linguagem do personagem jovem. Ora, alguém que se mostra tão diligente no uso da linguagem não deveria conhecê-la por inteiro, em todas as suas variações? A não ser que ele esteja arraigado ao tradicionalismo linguístico humano (especificamente quanto à Língua Portuguesa). Mas essa situação fica estranha a um ser do reino de fadas e gnomos.

    Qual a solução? Se a intenção do personagem é camuflar-se no ambiente humano para ouvir sua cantora, a linguagem deveria se aproximar do coloquial.

    É bem verdade que no início há uma passagem que informa que o personagem e sua espécie foram “[…] desconectados dos humanos […]”, o que poderia justificar tanto arcaísmo na linguagem. Mas também é verdade que no decorrer das décadas ele penetra no espaço humano, por meio das músicas. E todas as composições e cantores referenciados usam ou usavam o coloquialismo. Logo, essa dureza na linguagem me parece pouco razoável.

    A respeito do uso dos intertextos que consegui perceber, acredito que as músicas “Killing Me Softly”, “They Long To Be ( Close To You )” e “Back To Black” se relacionam intimamente com o eixo central do enredo, principalmente porque o protagonista – e talvez o(a) autor(a) – se identifica com a arte musical e acompanha há décadas os humanos nesse particular. No entanto, a referência a Willian Shakespeare (“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”) me parece um pouco forçada. Não no contexto em que a citação ocorre, mas pelo fato de que, se nos guiarmos pelo gosto musical dele, o protagonista não parece ligado à literatura ou ao eruditismo. E aqui cabe ressaltar que o uso da mesóclise, da segunda pessoa e palavras de pouco trânsito não se ligam a qualquer eruditismo, e sim a um tradicionalismo linguístico, conforme já disse.

    GRAMATICALIDADES

    Em “Permite-te-ei algum controle então […]”, a construção da mesóclise está errada. Deveria ser PERMITIR-TE-EI.

    • rubemcabral
      29 de abril de 2015

      Olá, Eduardo.

      O personagem Puck/Robin Goodfellow é muito velho; daí o vocabulário mais pesado, o uso do “tu” e das mesóclises, ele fala como alguém antigo. As citações a William Shakespeare foram propositais, já que o Puck é importante personagem de “Sonhos de uma noite de verão”. As falas rimadas, por exemplo, foram adaptadas diretamente desta obra. O Puck não exibe cultura por conhecer Shakespeare, o escritor é que provavelmente o conheceu no passado e usou-o em sua peça.

  24. rsollberg
    7 de abril de 2015

    Muito original!!!
    É perceptível o trabalho de pesquisa por trás do conto.
    O universo comum do personagem foi criado com bastante competência.

    A estrutura é muito bacana. Consegui observar claramente os principais passos da jornada do herói! O mundo comum: descrita nos primeiros parágrafos. Recusa ao chamado, no caso as recusas… O encontro com o mentor, que na verdade é também o receptáculo, que possui consciência. A travessia do limiar, quando chega no banheiro de Soho. Testes, aliados e inimigos – ainda que bem passageiros: os motoqueiros e o próprio noivo. A provação no show e a jornada de autoconhecimento. A esperança renovada. O caminho de volta???

    A ortografia está impecável. O autor sobre brincar com a diferença de linguagem, criando ótimas piadas. As referências também foram muito bem empregadas, deixando o conto muito mais palatável.

    Mais uma vez ressalto a mudança brusca de tom do conto (algo utilizado com muito sucesso pelo autor Fabio Batista), começa morno e, em seguida, ganha força e agilidade. Vai esquentando até ferver no final. Ponto positivo.

    Os personagens são instigantes e, dentro do limite de palavras, foram muito bem desenvolvidos. ´Dá vontade de conhecer mais sobre as aventuras de Robin Goodfellow.

    Penso igualmente que Beetles e Amy foram divisores de água na história da música.

    Parabéns! Está empatado no meu primeiro lugar, até então,,,
    Boa sorte no desafio.

  25. Jefferson Lemos
    4 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo bem? Aquele fiozinho conectando à Sandman. Gostei!

    Sobre a técnica.
    Impecável. Além de prosa, em certos momentos é poesia. O autor demonstrou exímia habilidade com as palavras, e criou algo realmente belo. A personalidade de Puck ficou bem delineada, firme. Certamente uma personagem marcante.

    Sobre o enredo,
    Muito bom. A história toda é dotada de uma melancolia e de um tom que só os contos de fadas podem proporcionar. A trama se desenrolou muito bem, e no final achei que ele tomaria o corpo de Alfred. Mas até que ele foi bonzinho. hahah

    Sobre o tema.
    Gostei também. Ficaria feliz se tivesse pego esse, mas não conseguiria escrever algo com essa qualidade.

    Nota:
    Técnica: 9,0
    Enredo: 9,0
    Tema: 9,0

    Parabéns pelo excelente trabalho!
    Boa sorte!

  26. Andre Luiz
    1 de abril de 2015

    Olá, caro rei dos Trocadilhos! Gostei muito da sua produção dentro de um tema que eu não tenho nenhuma leitura(sim, seu conto foi o primeiro de mitologia nórdica que já li) e confesso que me deixou bem convencido de que o assunto é bom. Como já disse, percebi alguns – bons – trocadilhos em seu texto, que o deixaram humorado e muito bem dirigido. Apenas senti falta de uma fluidez que eu acho fundamental, visto que muitas palavras não tão usuais na narração foram aplicadas por você na fala dos personagens. Óbvio que a liberdade é sua, mas acho que limpar um pouco o texto destas palavras padrão(como “afogados nos pântanos do oblívio” e “Chama-me Robin, Robin Goodfellow, mortal”, que deixam respectivamente a narrativa e o diálogo lentos e dificulta a leitura plena) salientaria ainda mais a beleza do que você escreveu.

  27. simoni dário
    31 de março de 2015

    O autor sabe escrever, sem dúvida, e nesse quesito está de parabéns. Mas o texto é tão redondinho que chega a ser previsível, como quando você cita ABBA. Acho que começou bem, o primeiro parágrafo me agradou logo, mas depois seguiu pro lado meio comédia, meio besteirol, e não curti tanto. Preferia que tivesse ficado por lá, na floresta, com unicórnios, gnomos, fadas, ou então se aprofundado no tema Celtas. Contudo, inegável a sua criatividade.
    Boa sorte!

  28. Tiago Volpato
    31 de março de 2015

    Gostei muito. O conto tem bem a pegada do Gaiman mesmo, achei bem interessante a forma como você resolveu trabalhar o texto, uma pegada moderna a um tema tão batido. Parabéns!

  29. Claudia Roberta Angst
    30 de março de 2015

    Conto longo ou eu é que me arrastei pelo solo celta? Enfim, narrativa muito bem elaborada, conduzida com maestria e baseada em atenta pesquisa. O tom irônico, especialmente revelado no final, quebrou o ritmo mais truncado da saga do protagonista/narrador.
    O título também apresentou um toque de humor – Beth Mann e Robin – trocadilho com a dupla dinâmica Batman e Robin. Gostei mesmo é da cumplicidade/simbiose forçada entre o ser mítico e o cabeça de cenoura Ismael-Gordon-Sting. As realidades em paralelo também funcionaram bem.
    Enfim, o autor trabalhou bem e alcançou êxito. Parabéns.

  30. Neusa Maria Fontolan
    26 de março de 2015

    Um conto do tipo que eu gosto. Achei bom, fácil de entender e da pra se envolver, entrar no clima. Boa sorte.

  31. Anorkinda Neide
    26 de março de 2015

    correção: pessoal*
    e outra coisa que esqueci de dizer, o nome dos personagens batman e robin me fez pensar que viria algo super-heroico na trama e não veio, meio q decepcionei..rsrsrs

  32. Anorkinda Neide
    26 de março de 2015

    O nome dele é Robin ou é Puck? me perdi..mas estou com sono, descontemos esse fato…
    Sei lá, gostei da simbiose dele com Gordon, mas outras combinações não me caíram bem .. como as citaçoes de bandas e cantores e cantoras…não encaixou pra mim.
    O final ficou por demais conformista a um ser que parecia, como Gordon disse, tão poderoso.
    Mas acho q é questão de estranheza minha mesmo, pessoa. O texto é bom, parabens.

  33. Fabio Baptista
    26 de março de 2015

    Gostei da escrita, bem leve e divertida.

    Ficou algo confuso ali na mistura de nomes, me perdi um pouco com Gordon, Robin… mas foi só reler um parágrafo e tudo ficou claro.

    Acredito que o limite tenha impedido o autor de explorar um pouco melhor as piadas que seriam possíveis com esse mote do deslocamento de tempo, como foi feito por exemplo nos guerreiros vestidos com colete negro.

    Gramaticalmente, vi apenas uma crase indevida em “quanto às primeiras estrelas” e um permite-te-ei (permitir-te-ei). Nada que atrapalhasse a boa leitura.

    NOTA: 7

  34. José Leonardo
    26 de março de 2015

    Olá, autor(a). É uma bela prosa, bem dosada, meticulosamente estruturada. Porém, parece-me que Gordon e o Puck estão além da falta da natural falta de sintonia de dois homens (melhor, dois seres) de tempos, contextos diferentes. O final ficou aquém, a meu ver. Seria interessante se o enredo partisse do ponto de vista de Gordon, fazendo-se as evidentes adaptações (mas é só uma ideia). Adaptação ao tema (dentro do meu limitado conhecimento do mesmo) ficou ok. Tudo resumiu-se à dor furiosa do narrador e a constatação de que o tempo pode curar qualquer coisa (isso diminuiu minhas expectativas). Boa sorte e abraços.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    25 de março de 2015

    E: Fantástica, literalmente! Começa como um simples conto de fadas e vira uma fantasia urbana com toques bem humorados em cada parte. Nota 9.

    G: Curti e muito. Todo o tom efêmero aliado à lenda e transformado em cotidiano demonstra uma habilidade inata com as palavras. É uma escrita complexa sem complicação. Flui muito bem, desde a transição do mundo das fadas até o “nosso”. A parte cômica deu um charme especial à narração em primeira pessoa. Ponto para a criatividade com os nomes, título e referências musicais, como ao druida que utilizamos todos os dias. Nota 10.

    U: Nada me incomodou no quesito da gramática. Nota 10.

    A: Estas culturas diferentes sempre são interessantes. Embasar o texto sem pender para um glossário exige prática. Nota 9.

    Média: 9.

  36. Marquidones Filho
    25 de março de 2015

    Muito boa! A forma como a mitologia foi apresentada, a forma da história se desenrolar, os termos, os acontecimentos, a ideia de continuidade. Parabéns!

  37. Gilson Raimundo
    25 de março de 2015

    Opinião pessoal… O autor foi premiado com o tema e o limite de 2500 palavras, mas acho que não soube aproveitar. A babação à cultura britânica (esquecendo-se dos elfos) tornou o texto, para mim, um tanto enjoativo, muito bem escrito mas chato.

  38. Rafael Magiolino
    25 de março de 2015

    Não gostei. O tema não fez o meu tipo de leitura, pois evito o máximo possível de histórias sobre fantasia, muito menos por fadas. Portanto, sei que esta parte não é culpa do autor.

    Já quanto a escrita, achei um tanto maçante e que demorou para se desenrolar.

    Contudo, desejo sorte no resto desafio. Abraço!

  39. Alan Machado de Almeida
    25 de março de 2015

    Está muito bem escrito, o que achei legal é que personagens diferentes falam diferentes, algo raro e pra mim difícil de fazer. Só reclamo da falta de conhecimento da cultura celta, que é muito mais variada do que só fadas. http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/TheFairFolk

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Publicado às 25 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .