EntreContos

Literatura que desafia.

Anastácia (Roberto Noir)

                         “Mas quando a morte conduzir-te a sepultura

                                Tirar todo o seu talento e formosura

                                 O teu orgulho em pó reduzirá”

                                                    José M. Lacerda, “TALENTO E FORMOSURA”

 

Olhem todos para ela!

Não vêem o quão feliz ela fica?

Quando para ela vós olhais

Sua mente de fantasias está rica

 

Em seu íntimo narcisista

Deseja por todos ser cobiçada

Nada mais na vida lhe importa

Senão ser compulsivamente desejada

 

Sua beleza é seu maior patrimônio

O seu bem mais valioso

Isso faz com que ela esqueça

Que tornar-se-á um ser horroroso!

 

Um banquete fúnebre para os vermes!

Todos dirão: ”Bela foi enquanto viveu

Provocou paixões, agora só asco

Tão feia tornou-se agora que morreu!”

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6 comentários em “Anastácia (Roberto Noir)

  1. Anorkinda Neide
    22 de junho de 2015

    Eu gostei, Roberto!
    Somente na construção do poema, acho que vc começou nos moldes de antigamente com um linguajar rebuscado (ficou quase bom) mas depois veio pro cotidiano.

    Mas gostei do tema, da abordagem e da inspiração.
    Parabéns!

  2. Rogério Germani
    16 de maio de 2015

    A efemeridade da vida é um tema, digamos, “zumbi”: tão usado, batido mesmo, que é mote morto e, no entanto, sempre ressurge. Daí o risco de escrever sobre algo tão clichê… Ou apresentamos o poema com roupagem original, com riqueza de imagens e lirismo ou, infelizmente, a fênix nunca saíra das cinzas. Lamento não ter escutado a canção da divina ave em seu poema aninhado em lugar-comum.

  3. Erilva Leite
    11 de maio de 2015

    Achei tão perfeitamente escrito que parece ter sido uma pessoa so que o fez.Parabéns a dupla!

  4. Wender Lemes
    10 de maio de 2015

    A ideia da efemeridade da vida e dos desejos de cada um é interessante. A morbidez é um mecanismo que potencializa, sem dúvidas, essa ideia. Parabéns.

  5. Fabio Baptista
    8 de maio de 2015

    Olá, Roberto.

    Não curti muito essa não.
    Achei as rimas um pouco forçadas e a métrica “engessada”.

    A temática também não me agradou.

    Abraço!

    • Roberto Noir
      11 de maio de 2015

      Não há métrica no poema,Fábio Baptista. Grato pela atenção!

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Publicado às 7 de maio de 2015 por em Poesias e marcado .