EntreContos

Detox Literário.

O Futuro Desfeito (Tiago Volpato)

futuro

— Nove e oitenta —disse a moça e ele instintivamente colocou a mão sobre o bolso da calça.

“Ótimo, ainda está aí”, pensou enquanto sentia um ligeiro formigamento tomar conta do seu corpo. Sua mão completamente suada deslizava pelo jeans.

“Agora só falta a questão do conteúdo ”.

Ele hesitou em colocar a mão no bolso. E se aquela não fosse sua carteira? E se fosse só um artefato com o mesmo formato? uma caixa de madeira ou algo parecido que quando ele abrisse tivesse apenas um papel com um sorriso desenhado.

“Não”, pensou, “Ela está aí, posso sentir. Mesmo assim…”

Lembrou de um programa que assistiu na televisão, em que um sujeito colocava algumas faixas coladas em diversos pontos no chão, dependendo do ângulo que você os observasse seus sentidos eram enganados a acreditar que havia uma cadeira ali.

Anamorfose. Através de truques de perspectiva o artista pode induzir o observador a ver a obra sob uma ótica diferente. Imagens 2D que simulam 3D eram fáceis de serem reproduzidas.

“Não posso confiar nos meus sentidos. Então como saber?”

— Senhor? O senhor está bem? — disse a mulher do outro lado do balcão. Ele estava terrivelmente pálido e já sentia os espasmos no seu estômago.

— Sim, só preciso de um…— por fim enfiou a mão dentro do bolso.

“Definitivamente é a minha carteira”, tentou se consolar. Devagar ele a tirou. A mulher do outro lado do balcão olhava desconfiada.

Quando ele viu o objeto preto na sua mão respirou aliviado.

— Quanto é? — mexia no dinheiro com alegria, se sentia um novo homem. Seu rosto tinha recuperado a coloração original e já não tremia, o gosto ruim na boca também tinha sumido.

— Nove e oitenta — repetiu a mulher ainda desconfiada. Ele tirou uma nota de dez. — Tome, fique com o troco — sorriu. Era um sorriso honesto, de plena felicidade.

— Oh! Muito obrigado — ela disse de forma sarcástica entregando o pacote.

Guilherme saiu da loja remexendo a sacola. Ele se desviou de uma mãe carregando uma criança chorona que quase o atropelou. Seu bom humor o impediu de amaldiçoar aquela mulher.

Olhou a caneta Unipin de 0.1mm. Ela ia ficar feliz. Guilherme conheceu Taíssa no otakumatsuri, a garota vendia um mangá que tinha escrito e desenhado. Guilherme gostou, apesar da história não ser sensacional, a arte era muito boa e cumpria o papel de entreter. Mas do que ele tinha gostado mesmo foi dela. Taíssa era uma bela garota de olhos puxados, que sustentava um brilho de paixão no olhar. Instantaneamente se apaixonou por ela. A vontade era de se jogar aos seus pés e declarar todo seu amor.

Pelo calor dos seus olhos

Pelo frescor dos seus lábios

Pelo amor que brotará do meu coração

Desejo-te.

A semana seguinte passou mergulhado em um estado febril de paixão. As dezenas de poemas escritos se acumulavam em sua mesa, esperando a oportunidade de serem revelados. Naquela noite, tinha dito a ela o quanto adorou seu trabalho e sob o pretexto de acompanhá-lo, pediu seu contato no facebook.

Dia sim, dia não, falava com ela. Curtia todos os seus desenhos e sempre que podia a elogiava. Demorou mais ou menos três meses para construir intimidade suficiente e convidá-la para sair.

Hoje, era o terceiro encontro. Depois da animada troca de carícias entre os dois, no encontro anterior, ele achava que já podia lhe dar um presente. Queria mesmo era comprar toda aquela loja e dar tudo para ela, mas ainda não era tempo, qualquer demonstração mais exaltada poderia lhe causar má impressão. Um momento de paciência para evitar um grande desastre.

Ele a encontrou na porta do restaurante e como estava linda. Um vestido florido, um forte batom vermelho que contrastava com sua pele.

“Meu Deus”, pensou “essa é a mulher da minha vida”.

Os dois se beijaram e foram até a mesa.

A noite seguiu esplendorosa. Ela adorou o presente. Os dois conversavam como se fossem amigos de longa data, Guilherme fazia de tudo para que a conversa não caísse em um terrível vórtice de silêncio constrangedor.

— Estou satisfeita, que acha de pedirmos a conta?

E então ele sentiu. As horas tinham passado tão agradáveis que tinha deixado sua mente escapar do inferno que vivia. Como uma fera a espreita de sua presa, sentiu o medo se aproximar.

— C-claro — o ar lhe faltava — só preciso ir ao banheiro um minuto.

Entrou no banheiro e correu para a privada, onde deixou o jantar. Sentia seu corpo tremer em pequenos choques. Sua mão balançava apoiada no chão.

Lavou o rosto e se viu no espelho. Parecia um cadáver que se recusava a morrer.

— Eu acabei de comprar a caneta, o dinheiro tá lá — tentou se convencer.

Mas era isso o que eles queriam, deixa-lo numa situação desagradável. Diante seu grande amor, ele abriria a carteira e não teria nada. Taíssa seria obrigada a pagar toda a conta e ficaria com uma má impressão dele. Nunca mais a veria novamente. E eles ririam de sua desgraça, da sua vida miserável e por ter encontrado sua alma gêmea e a perdido.

Ele tocou o bolso, onde estava a carteira e por um momento não a encontrou. Vomitou novamente. Sentiu a forma retangular pressionar sua perna e pôs a mão sob o bolso outra vez.

“Viu, ela está aí.  Não tem nada a temer”.

Mas eles podiam parar o tempo. Podiam pegar a carteira do seu bolso e tirar tudo que tinha ali dentro. Ele não suspeitaria de nada. Na sua gana por impressioná-la, se ofereceria para pagar a conta sozinho e descobriria que todo o seu dinheiro tinha sumido. Seria uma vergonha  terrível.

— N-não — falou baixo — Não é possível…

Viu algumas estrelas na sua frente, pequenas criaturas luminosas dançando. E entendeu que ia desmaiar.

 

Quando acordou estava com algo no rosto. Já podia respirar melhor. Alguns homens lhe carregavam para fora do restaurante, em cima de uma maca. Taíssa observava assustada.

Ele tentou tirar a máscara, dizer algo, implorar por seu perdão. Mas não deixaram.

— Não se mova. Você vai ficar bem — disse um dos homens de branco.

Ele gritava na sua mente, implorava para eles, mas seu próprio corpo não obedecia. Mal conseguia se mexer.

— D-desculpe — ele disse pra ela. Mas ninguém ouviu.

 

 

 

A primeira vez que viu o nome foi por acaso. Entrou em um fórum na web e se deparou com a história de alguém que afirmava ser um homem do futuro. Seu nome era John Titor e ele vinha do ano 2036. Sua missão era recuperar um computador IBM 5100 no ano de 1975 necessário para decifrar alguns códigos no futuro. Antes disso (ou seria depois?), fez uma parada no ano 2000 para resolver alguns assuntos pessoais. John Titor se dizia fruto de uma sociedade pós apocalíptica. Depois de uma violenta guerra civil, os Estados Unidos da América foi bombardeado pela Rússia e teve seu território fragmentado em cinco, cada um com sua constituição e presidente específico. Ainda assim, Titor avisou que os fatos poderiam não acontecer, voltar no tempo teria afetado a linha temporal, desfazendo aquele futuro.

Era uma história boba, ainda assim, Guilherme via algo diferente. Sentia naquela áurea de mistério um certo desconforto, um medo profundo por algo que desconhecia.

— Como é possível alguém voltar no tempo? Isso é completa besteira — dizia na esperança de que falar aquilo em voz alta a tornasse verdade.

Na mesma época, seu pai se tornou alguém mais ou menos famoso. Ele tinha sido vítima de uma brincadeira de rua que foi exibida na televisão. Sua cara de susto tinha sido vista por milhares de pessoas e logo ele se tornou uma figura conhecida, principalmente por seus amigos, que adoravam apontar o fato de que ele provavelmente tinha se mijado.

Aonde quer que fosse, seu pai era o mijão. Na rua, no trabalho, no supermercado, as pessoas adoravam rir dele. O problema era que o pai de Guilherme vinha trilhando o caminho da autodestruição desde que sua esposa, mãe de Guilherme, tinha morrido durante o parto. Sua humilhação pública não ajudou muito. Um dia, ele se atirou de um prédio no coração da cidade.

Às vezes Guilherme sonhava com seu pai em cima do prédio olhando a cidade. Um último gole na garrafa de vodka, dedo do meio estendido e o pulo.

Ao mesmo tempo, os viajantes do tempo se tornaram uma obsessão para Guilherme. A mulher no filme de Chaplin, uma operária em uma filmagem de 1938, um homem na inauguração de uma ponte… Eram evidencias que podiam ser forjadas, ainda assim…

Os posts de Titor não eram simples bobagens, ele descrevia com detalhes os esquemas da máquina do tempo e mostrou algumas imagens do manual que ele trouxe do futuro. Algumas pessoas que entendiam de eletrônica disseram que as coisas contidas ali faziam sentido. Sem saber, Guilherme começava a acreditar que aquilo era possível. Alguns meses depois Titor desapareceu. Ninguém conseguiu encontrá-lo e não por falta de tentativa. Rastrearam o IP de sua máquina, mas não conseguiram obter um resultado satisfatório. Guilherme não entendia nada do assunto, mas garantiram que Titor tinha sido cuidadoso o suficiente para que ninguém o encontrasse.

Com a morte do pai, Guilherme foi morar com uma tia que jamais tinha visto. Não levou mais do que algumas roupas. Toda sua pesquisa sobre os viajantes do tempo foi jogada fora junto do seu computador. Sem nada pra fazer, além de ficar em um quartinho encarando as paredes, ele teve todo o tempo para pensar no assunto.

“As pessoas adoram sacanear os outros. Brincadeiras, pegadinhas, humilhações, nada mais dá prazer ao ser humano do que isso. Imagina então o que nós, no futuro, faríamos com a tecnologia de viagem no tempo.”

Um arrepiou percorreu sua espinha.

 

 

Aonde está você além do meu coração?

Por onde andas além de meu corpo?

Por que não podes me amar da mesma forma?

Apodrecendo na escuridão.

 

Já faziam duas semanas que não saia de casa. Depois daquele fiasco com Taíssa, não ousava sair dali. Aquele era o único lugar seguro, o único lugar que tinha total controle.

Comeu o último pacote de biscoito do armário. A comida de verdade tinha acabado há alguns dias. Ele amassou o último poema escrito e o atirou pra longe, aquilo já não funcionava mais. Como ele podia escrever trancado ali dentro? Sua alma clamava por coisas novas, pessoas, outros e limpos ares. Ele podia sentir sua mente corrompendo, não aguentaria muito tempo. Mas se saísse eles o pegariam. Tinha certeza de que estavam esperando ele colocar o pé fora de casa para agir. Suava quando pensava nisso.

No inicio da terceira semana não aguentava a fome, foi preciso mais dois dias até que finalmente conseguiu sair do apartamento. Ele estava muito pálido, com a barba grande e olheiras enormes. Na rua, as pessoas o olhavam com desprezo e ele retribuía, em pânico, preparado para correr.

“Eu preciso ser rápido, entrar e sair do supermercado, não enrolar”, planejava.

Em um beco que não lembrava de ter entrado, alguém lhe chamou.

— Ei palhaço! — gritou a voz masculina carregada de ódio. Guilherme virou-se lentamente, espiando sobre o ombro.

— Não vou deixar que você faça isso. Não mesmo! — era um homem bem vestido, com um bonito terno. Ele tinha o cabelo cuidadosamente penteado com gel. O rosto liso, bem barbeado, contrastava com o rosto descuidado de Guilherme.

— Jesus te ama — falou o homem se aproximando com um folheto na mão. Guilherme deu um passo pra trás, pensou em correr.

— Eu já fui como você. Um inútil, um pária, um criminoso violento. Mas Jesus me estendeu a mão e vai estender pra você.

Guilherme se virou para fugir, mas o homem bem vestido agarrou seu braço.

— Não vou deixar que você faça isso — disse agora com uma voz séria, profunda — Você não vai estragar a vida dela.

Dessa vez Guilherme o reconheceu.

— Olha pra você, um lixo, um verme, um inútil, um doente. O que você tem pra oferecer? — Guilherme sentiu o fogo se acender, lentamente seu estômago começava a borbulhar — Esse seu medo imbecil, ignorante, você é um idiota!

Mais uma vez tentou fugir, mas o sujeito apertava seu braço com força.

— Vinte anos! Vinte anos até você se curar. Claro que ela ficou do seu lado todo esse tempo, aquela era uma alma pura! Pura bondade! Ela nunca desistiu de você, nunca! — Guilherme viu as lágrimas caírem do rosto do homem bem vestido.

— No fim ela foi completamente destruída. Por você! Você a matou, com essa sua fobia idiota, esse seu medo irracional que corroeu a alma dela. Vinte anos pra sua doença ir embora e levar ela junto! Não vou deixar você fazer isso, não outra vez.

— Minha vontade era te matar, mas não posso arriscar, não tenho certeza do que vai acontecer depois disso.

Guilherme tremia violentamente, chorava junto do homem bem vestido. Seu corpo parecia um objeto que não lhe pertencia, um brinquedo quebrado que ele não queria mais.

— Se você se aproximar dela eu volto, faço todo mundo ver o que você fazia com aquele seu amiguinho…

O homem o largou e Guilherme correu.

 

Não sabia de onde vinha o vômito. Seu estômago já estava vazio há dias e ainda assim conseguia colocar coisas pra fora. Antes disso tinha sofrido violentas convulsões. O desespero na sua alma o fez se contorcer furiosamente no chão. Não conseguia enxergar nada por causa das lágrimas.

Ele sabia! Todos esses anos se preparou para aquele momento, era inevitável, só não esperava que seria ele o sujeito que iria estragar sua vida.

Por anos temeu os outros, temeu o mau caratismo alheio e ignorou o verdadeiro inimigo, aquele que mais o conhecia, que sabia tudo sobre ele. “É claro”, pensou, “muito óbvio”.

Então ele iria se curar, mas como? Ele voltaria com Taíssa, sabia que os dois tinham sido destinados. Mas e depois? “Vinte anos, eu disse, vinte anos pra me curar. E então vou destruí-la. Claro, a coitadinha foi sobrecarregada.”

Mas ele ia se curar e voltar no tempo. Ele podia ver claramente seus objetivos. Voltar no tempo para finalmente ficar com ela. Fechou os olhos e viu os dois juntos, agora que estava curado, os dois seriam felizes.

 

Ele estava sentado na cadeira de balanço, lia o jornal enquanto a brisa que vinha da janela acariciava seu rosto. Sentia o cheiro do bacon vindo da cozinha.

— Quase pronto amor — ela gritou.

Taíssa tinha desistido de desenhar mangás. Agora ela se dedicava à culinária e daqui uns dias, abriria um restaurante com uma amiga. Taíssa cozinhava maravilhosamente, Guilherme tinha engordado uns cinco quilos desde que tinha voltado. Tudo era tão delicioso, ele nunca tinha provado uma comida tão gostosa, nem na sua época.

Dobrou o jornal e ficou se balançando na frente da janela, curtindo o vento. Não acreditava que tinha conseguido.

Foram vinte terríveis anos, mas finalmente estava diante da felicidade.

Sem querer sua mente voltou àqueles tempos de loucura, trancado no seu apartamento.

 

Sem você eu não sou nada,

não há ar.

Sem sua vida não existo,

sem seu amor…

 

Foi seu último poema. Jamais tinha terminado. Tentava lembrar o porquê. Parecia tão óbvio e ao mesmo tempo tão incompreensível. Aqueles eram dias que tinham ficado pra trás e já não precisava pensar neles. Foram dias terríveis, mas finalmente tinha se curado. Vinte anos!

Percebeu que tinha se enganado. Tinham sido vinte anos ao lado dela. Vinte anos de dedicação, amor e ternura. Ela jamais tinha duvidado de que ele conseguiria.

“Se estou curado agora foi graças a ela.”

Sentiu seu eu sangrando do outro lado da cidade.

Chorou.

34 comentários em “O Futuro Desfeito (Tiago Volpato)

  1. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    O início é daqueles que temos que ler mais para entender. Bom, isso leva as pessoas a ler mais, até descobrir o que é, não? O conto é muito criativo, uma mistura de Matrix com Looper. O tema é a teoria do universo holográfico, de Alain Aspect. A Teoria diz que o Universo não pode ser visto em tempo e espaço, que são meras projeções, como você citou no seu conto. Ou seja, as aparentes estruturas não são mais que projeções holográficas, ou anamorfose, como você chamou. (mas parem, parem, não pensem muito nisso que essa não-existência pode realmente dar fobia). E na verdade a teoria estava certa, no seu conto, mas, como em um outro conto do desafio, a fobia era boa, e graças à falta de continuidade espaço-temporal deu tudo certo. É isso daí, eu bem que queria amanhã voltar para ontem e consertar o hoje. Parabéns. A ficção científica às vezes é difícil de entender, mas é por aí.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    13 de junho de 2015

    Eu gostei. A narrativa é muito boa, prende a atenção. Quando entrou a “viagem” da viagem no tempo, eu pensei, “que doideira”, mas, a história continuou fluindo muito bem. O final ficou um tanto nebuloso pra mim, mas, acho que entendi. A fobia é muito louca e original. boa sorte

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Olha, eu gostei demais do conto, a ponto de perdoar o final, rápido e com muitas pontas soltas, e também quanto a deixar o leitor (eu, rs), em dúvida quanto à fobia, vamos combinar que isso ficou meio obscuro. Mas eu gostei muito do plot do conto, e espero que você desenvolva mais esse texto, as personagens, sem tanta pressa como fez em alguns momentos aqui!

  4. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (1/4)
    A narrativa é interessante e fluída, mas o conto pareceu mal elaborado. Alguns trechos mereciam um melhor detalhamento, além de necessitar de mais descrições, o que teria tornado o plot twist mais impactante e não tão confuso. Outra questão que me incomodou foi que algumas informações, como o suicídio do pai, não pareceram relevantes para o desenvolvimento do conto, e poderiam ter sido retiradas para o melhor desenvolvimento de outros trechos. O poema pareceu ter sido incluído apenas pela exigência, não tendo muito impacto para a trama. Porém, toda a ansiedade envolvendo a fobia foi bem retratada.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Como já dito, o enredo foi mal elaborado, porém, interessante. O encontro do personagem com seu eu futuro (ao menos foi isso que interpretei) poderia ter sido melhor explorado, assim como a origem da fobia. Se tem relação com o suicídio do pai, isso poderia ser relacionado de maneira mais clara, o que teria tirado a impressão de “relato fora de lugar”. De qualquer forma, seu enredo não parece caber nas 3500 palavras; um conto mais longo ou mesmo uma novela teriam te dado espaço para explorar melhor a relação entre Guilherme e Titor e desenvolver todo o background do(s) personagem(ns). Titor também merecia ser melhor explorado, afinal, o que o levaria a construir uma máquina do tempo e viajar para resolver uma questão pessoal quando havia uma missão que parecia mais importante e urgente?

    3 – Criatividade (2/3)
    Gostei da parte da viagem do tempo relacionada à fobia. Máquinas do tempo, porém, aparecem muito frequentemente em histórias do tipo (o que não teria sido um problema se tudo o mais tivesse sido melhor desenvolvido).

  5. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    13 de junho de 2015

    Rui, que conto! Bom mesmo! Cheguei a pensar que era uma ficção científica e o cara viajava no tempo mesmo! Você contou bem tudo o que precisava até chegar no finalzinho, que me pareceu meio… talvez… tipo… como posso dizer? É que entrou no estilo “contodeamordeautoajuda”. Se essa parte é essencial para o seu conto, ela deveria ser diluída, sem perder o sentido e intensidade, no parágrafo após o último poema. Aliás, os poemas, para um cara tão apaixonado, poderiam ser mais apaixonados e menos óbvios, dada a imaginação dele. Curti mesmo esse conto e ele atende bem ao tema “fobia”.

  6. catarinacunha2015
    12 de junho de 2015

    TÍTULO remete à conclusão, o que é bom. Fecha o ciclo.
    O POEMA é fraquinho, mas como foi escrito por um “jovem apaixonado” está valendo e dentro do contexto.
    FLUXO DO TEXTO cansativo por repetição e sem grandes emoções. Desculpe-me, não me cativou.
    TRAMA ficou um pouco engessada, embora tenha o controle sobre ela.
    FINAL . Gostei desta construção poética: “Sentiu seu eu sangrando do outro lado da cidade. Chorou.” Como já comentei em outro conto por aqui, não gosto de explicações desnecessárias como nos dois parágrafos anteriores. Não precisava, o texto por si só já mostrava isso. Fica a dica.

  7. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Gostei da ideia principal do conto, mas sua construção não é equilibrada, não encontrei um clímax aqui, já que o final é confuso, acredito que as entrelinhas não soaram como o autor queria. Ainda assim, gostei de algumas cenas, achei bem narrado o medo. Como dica, uma releitura, para lapidação, algumas informações não são necessárias. Digamos que faltou o que não podia em certos trechos e em outros sobrou demais… principalmente ao fim dos diálogos. Além de algumas palavras, achei que alguns pronomes se repetiram demais, mas nada que uma substituição não resolva… é tudo questão de deixar o texto esfriar por um tempo. Boa sorte autor!

  8. Renato Silva
    11 de junho de 2015

    E aí, beleza?

    Olha, a primeira parte do conto não me empolgou. Tava me lembrando muito as histórias que eu escrevia quando eu era mais jovem, recém saído da adolescência e cheio de um romantismo pueril.

    A verdade é que o texto ficou mais legal na segunda parte, onde o narrador fala sobre supostas viagens no tempo e o caso “real” do Titor, uma espécie de John Connor do mundo real. Este lado “jornalístico” do conto ficou legal.

    Só não ficou claro o que afastou Guilherme de Taíssa. Foi apenas aquele encontro mal sucedido? Não vi outras situações que pudessem mostrar a gravidade do problema. Entendo que o espaço era curto para entrar em detalhes, mas isso não poderia ficar de fora.

    Apesar de tudo e um final meio que previsível, me agradou. O seu poema foi sendo exposto estrofes ao longo do conto; ficou bacana.

    Boa sorte

  9. mariasantino1
    11 de junho de 2015

    Olá!

    Pensei que fosse fobia a tocar em dinheiro :/

    ↓Algumas falhas de revisão atravancam a leitura, mas os colegas já expuseram as que percebi por aqui. Eis o problema dos comments abertos, você acaba perdendo o tesão de comentar, porque fica repetitivo apontar as mesmas coisas ou concordar com as mesmas coisas. Bem, também concordo com o Vitão e os demais parceiros que gostaram muito mais da primeira parte. Eu também curti, mas as explicações acabam criando meandros que mudam o curso do seu escrito, deixando uma coisa tanto explicadinha quanto rasa (no meu ponto de vista, claro). Seguir na linha de agorafobia, apostando mais no psiquê do personagem, deixaria mais encorpado o universo do personagem criado por você.

    ↑ Bom início.

    Boa sorte.

  10. vitor leite
    9 de junho de 2015

    adorei este texto até começar a viagem no tempo, então a descrição da cena do banheiro pareceu-me muito boa, mesmo excelente. No entanto, talvez seja bom repensar este texto sem viagem no tempo e pode resultar um textão. Muitos parabéns e boa sorte

  11. rsollberg
    7 de junho de 2015

    Então, Raí!

    Esse é o primeiro conto deste desafio que me desperta sensações conflitantes.
    Gostei do ritmo, de alguns trechos e da fobia.

    No entanto, grande parte do texto ficou nebulosa pra mim. Gosto do tom lacônico, mas nessa história me senti muito perdido.

    Não curti muito o poema, porém, me solidarizo pois também enfrentei imensa dificuldade e não curti também o que escrevi.

    Não vi equívocos, exceto por essa parte do diálogo, onde o mesmo personagem continua:

    “— Não vou deixar que você faça isso. Não mesmo! — era um homem bem vestido, com um bonito terno. Ele tinha o cabelo cuidadosamente penteado com gel. O rosto liso, bem barbeado, contrastava com o rosto descuidado de Guilherme.

    — Jesus te ama — falou o homem se aproximando com um folheto na mão”

    Espero ter tempo para reler e tentar me localizar melhor.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  12. Gustavo Castro Araujo
    3 de junho de 2015

    O que mais me chamou a atenção neste conto foi a desenvoltura da narrativa. A prosa é fluida, fácil de seguir, revelando uma perícia que nem sempre se vê. Evidentemente, a pessoa que escreveu conhece do assunto.

    O início foi bastante promissor. De certo modo me identifiquei com essa neura de ficar conferindo se a carteira está no bolso, se lembrei de colocar dinheiro lá, se o cartão está ali, etc. Achei que o conto teria uma pegada mais ligada ao cotidiano ordinário de uma pessoa comum. Na verdade, se seguisse essa vertente, estaria ótimo. Não que a viagem no tempo tenha ficado ruim. Foi apenas inesperada, me levando a um viés completamente diverso daquele que eu havia imaginado.

    Pelo que entendi, Guilherme encontrou a si mesmo no beco, ou seja, lutou consigo mesmo com o objetivo de vencer seus medos e ficar com Taíssa. Acho que é isso. Só “acho” porque essa parte ficou um pouco confusa para mim, assim como a caracterização da(s) fobia(s). Não ficou claro o motivo das fobias. Não sabemos por que, exatamente, ele tem essa neura com a carteira e tal… Uma ponta solta.

    De qualquer forma, um conto bacana e que certamente será bem avaliado.

    Boa sorte no desafio.

  13. Fabio D'Oliveira
    3 de junho de 2015

    ❂ O Futuro Desfeito, de Raí Barbitúrico ❂

    ➟ Enredo: Cara, fiquei dividido, sinceramente. Achei a essência muito interessante, assim como a premissa, principalmente pelo uso de uma lenda virtual, mas não achei a execução satisfatória. Além do ritmo desgovernado e falta de organização no texto, não há vida alguma nas linhas que li. É uma história para emocionar. O medo corroendo a vida do protagonista. O sofrimento. A perda. A superação. E, finalmente, a reparação. Eu poderia ler o texto mil vezes e não sentiria nada. Queria sentir, admito. Não sei se estou correto, mas você parecer ser um pouco inexperiente. Se for o caso, o tempo e a prática irão ajudá-lo. Agora, como dica, vou deixar o seguinte: seja extremamente crítico com você mesmo. Veja o texto como um terceiro, um desconhecido, e assim irá identificar defeitos que o ego deixa passar despercebido. Sobre a organização do texto, deixo outra dica: informe quando o tempo mudar. Uma mensagem informando “vinte anos depois” iria ajudar muito a acompanhar a história. Evite, também, colocar muitos clichês desgastados.

    ➟ Poema: Não gostei. E me parece que foi escrito apenas para se encaixar nos requisitos mínimos do desafio. Não há conexão com a história em geral, apenas com a paixão de Guilherme. Isso é ruim. Para mim, o poema deve ser como o tema, ou seja, ter conexão direta com o conto no seu todo.

    ➟ Técnica: Desleixado. Porém, senti um grande potencial latente na escrita. Sério! Enquanto algumas passagens são bem construídas, outras falham por completo. A dica clássica é: escreva, leia, escreva, leia, leia, escreva, escreva e leia ainda mais. Sem parar! A prática faz a perfeição.

    ➟ Tema: O primeiro conto que li, até o momento, que realmente me convenceu. Isso sim é uma fobia de verdade. O medo irracional. O medo que pode destruir vidas. Parabéns!

    ➟ Opinião Pessoal: A história alcança o cúmulo do clichê. Por isso, não posso falar que gostei. Mas não desgostei. Fico no meio termo, onde o potencial do escritor me encanta, e onde o enredo e a técnica me assustam. Mas deposito esperança em você, Raí!

    ➟ Geral: Enredo clichê e mal executado. Técnica desleixada, mas com potencial. Primeiro conto do desafio que me convenceu quando se trata do tema. Poema medíocre demais. Porém, merece um parabéns pelo esforço e foco!

    ➟ Observação: Caro Raí Barbitúrico, invista na escrita com peso, pois poderá colher ótimos frutos no futuro. Vejo que o solo é fértil!

  14. Virginia
    2 de junho de 2015

    Gostei do início, mas confesso que o meio do conto me deixou meio perdida. No começo o personagem me pareceu bem típico de alguém que sofre de uma fobia ou algo pior. Com uma segunda leitura, a história me pareceu mais clara, com exceção do final. Pelo que entendi, ele volta do futuro, espanta “a si mesmo” para ficar com a Taíssa, mas posso ter me enganado. Bem, é um conto criativo, parabéns !

  15. Brian Oliveira Lancaster
    1 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Tem uma pegada de fantasia urbana misturada com sci-fi. Esse clima me agradou.
    G: O enredo tem um enorme potencial, mas se perdeu um pouco nos vai e vens. Alguns fatos pediam um pouco mais de desenvolvimento. O início instiga a continuar e depois que entendemos que a viagem no tempo está presente, fica tudo muito mais interessante. No entanto, os fatos corridos e sem conexões tiraram todo o brilho do contexto. São ideias grandiosas que exigiam um pouquinho mais de cuidado do autor(a). Mas está quase lá! Basta organizar os caminhos.
    U: Escrita simples, que flui bem. Uns errinhos bobos não comprometeram a experiência, como letras minúsculas iniciando frases.
    A: Então. Os efeitos são muito bem descritos, mas onde está a causa? Certo, pode ser a viagem, mas isso não fica muito claro. Fobia de viagem no tempo é bem criativo, mas ficou subjetivo demais. No geral, é um texto com ótimas ideias e o autor está no caminho certo. Basta observar o que penei muito tempo para aprender também: a coerência. Depois de tudo resolvido, leia novamente e veja se faz sentido. Se exitir algo inexplicável, fora do contexto, tem algum problema ainda a resolver…

  16. Brian Oliveira Lancaster
    1 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Tem uma pegada de fantasia urbana misturada com sci-fi. Esse clima me agradou.
    G: O enredo tem um enorme potencial, mas se perdeu um pouco nos vai e vens. Alguns fatos pediam um pouco mais de desenvolvimento. O início instiga a continuar e depois que entendemos que a viagem no tempo está presente, fica tudo muito mais interessante. No entanto, os fatos corridos e sem conexões tiraram todo o brilho do contexto. São ideias grandiosas que exigiam um pouquinho mais de cuidado do autor(a). Mas está quase lá! Basta organizar os caminhos.
    U: Escrita simples, que flui bem. Uns errinhos bobos não comprometeram a experiência, como letras minúsculas iniciando frases.
    A: Então. Os efeitos são muito bem descritos, mas onde está a causa? Certo, pode ser a viagem, mas isso não fica muito claro. Fobia de viagem no tempo é bem criativo, mas ficou subjetivo demais. No geral, é um texto com ótimas ideias e o autor está no caminho certo. Basta observar o que penei muito tempo para aprender também: a coerência. Depois de tudo resolvido, leia novamente e veja se faz sentido. Se exitir algo inexplicável, fora do contexto, tem algum problema ainda a resolver.
    .

    • Brian Oliveira Lancaster
      2 de junho de 2015

      Esse comentário duplicado ^ pode ser apagado.

  17. Leonardo Jardim
    1 de junho de 2015

    O Futuro Desfeito (Raí Barbitúrico)

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (2/5) viagem no tempo é sempre complicado, tem o problema do paradoxo, por exemplo. Não entendi a trama do conto, preciso ser sincero. Não saquei muito bem o medo nem quem era o cara bem vestido. Faltaram algumas explicações.

    ✍ Técnica: (2/5) narra com eficiência, embora não possua muitos atrativos. Alguns erros de português citados abaixo, principalmente de pontuação. O diálogo com homem bem vestido ficou confuso, faltou indicação melhor de quem disse o quê.

    ➵ Tema: (2/2) pelo que entendi, ele tinha fobia de ter sua vida “sacaneada” por pessoas do futuro. Isso é estranho, mas está no tema (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a ideia do pouco que entendi é criativa, embora use alguns elementos batidos de viagem no tempo.

    ✎ Poema: (1/2) tiveram pouca relação com a trama e não foram muito profundos.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) achei que fosse gostar do conto, pois o tema é legal, mas boiei demais.

    Problemas que encontrei:
    ● Mas do que ele tinha gostado mesmo foi dela (frase estranha)
    ● *Na* semana seguinte *vírgula* passou mergulhado em um estado febril de paixão
    ● qualquer demonstração mais exaltada poderia causar má impressão (sem o “lhe”)
    ● Alguns meses depois *vírgula* Titor desapareceu.
    ● Um *arrepio* percorreu sua espinha
    ● Sem querer *vírgula* sua mente voltou àqueles tempos

  18. Fil Felix
    29 de maio de 2015

    Boa noite!

    Seu conto traz vários pontos positivos, mas acho que faltou um pouco de liga que desse mais coesão, algumas partes pareceram aleatórias e acabei não pegando direito a ideia do final.

    Essa fobia da falta de dinheiro afeta muitas pessoas, por isso já deixo ativado o cheque especial por medo de algum dia ficar sem e não perceber, pra não passar vergonha ahahaha Além de interessante, você a demonstrou com muita eficácia, em destaque a dor de estômago e vômitos, o delírio pessoal. Até a metade, quando se encontra com a Taíssa estava indo bem, até os poemas intercalados – apesar de simples – entregam o desejado.

    Quando chegou no John Titor e o contexto meio Exterminador do Futuro, acho que se perdeu um pouco. Poderia ter dado mais infos da personagem, já que é baseada num evento real, pro leitor saber que ocorre dentro de um contexto “verdadeiro”. O texto dividido por blocos passa a ideia de tempos diferentes, mas fica tudo muito superficial ainda, realmente não peguei a ideia dos 20 anos o.O

  19. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2015

    Gostei e não gostei… ^^
    A fobia de não ter dinheiro suficiente na carteira me é muito familiar… tive isso e ainda tenho em menor grau, por muitos anos. Atribuo a pobreza mesmo em que sempre vivi…rsrsrs
    Eu sabia q saíra de casa com dinheiro para fazer o que me propus a fazer..mas apalpava os bolsos, olhava a bolsa mil vezes pra me certificar de que realmente o dinheiro estava ali, até mesmo para pegar o ônibus, subir sem apalpar o bolso, jamais!!
    Mas nunca vomitei por causa disso!! Inclusive foi bom vc me lembrar dessa minha insegurança.

    Porém, parece que a fobia do personagem não era bem essa… ele tinha medo paralisante mesmo era de seu outro eu? de sua outra vida? Não ficou claro isso pq realidades alternativas e máquinas do tempo costumam confundir mesmo tanto o leitor como o autor, acredito 😛
    Não entendi o lance de ele ficar fechado no quarto, isso já seria síndrome do pânico…
    Apesar de gostar de historias com realidade alternativa, preferiria aqui neste desafio ver seu conto focado no medo da carteira lá…hehe
    e usar a viagem no tempo noutro conto 😛

    Gostei do primeiro poema:

    Pelo calor dos seus olhos

    Pelo frescor dos seus lábios

    Pelo amor que brotará do meu coração

    Desejo-te.

    Depois diz q ele tinha dezenas de poemas escritos esperando a oportunidade de serem revelados!! ahh que pena que a oportunidade não surgiu, queria lê-los!! rsrsrs

    Boa sorte, ae!

  20. Claudia Roberta Angst
    27 de maio de 2015

    Olá!
    Os errinhos que escaparam na hora da revisão já foram apontados pelos colegas com detalhes.
    O enredo é bem interessante e dá para sentir o sofrimento do personagem ao ter de lidar com a sua fobia. Gostei da cena no banheiro.
    O final ficou um pouco dúbio, o que não é ruim, ao meu ver. Pensei em algo como um mundo paralelo – em um mundo, Guilherme seguia a vida, lutando com a sua fobia, sem muito sucesso e por isso o choro do outro Guilherme que conseguiu vencer o medo e manter uma vida tranquila junto à amada. Foi isso? Bom, gosto mais dessa coisa de realidades paralelas do que a ideia de uma máquina do tempo. Enfim, o autor tem bastante criatividade.
    Como sempre, acho que o conto poderia ser um pouco menor, sem estender-se demais em algumas passagens que podem cansar o leitor. Chatice minha, tá?
    Boa sorte!

  21. Rubem Cabral
    27 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Vamos lá, não vou comentar os aspectos técnicos, pois muitos já o fizeram. Eu gostei MUITO do enredo, pois a mistura de elementos deu bastante densidade ao personagem principal. Fobias são mesmo assim: o fóbico vai – feito um esquizofrênico – criando justificativas e ilusões, para poder encarar o que não é racional. Uma tentativa de fazer plausível o que absolutamente não é. Isso ficou muito bom.

    Os poemas estão bonitinhos, mas poderiam ser melhores. Se pensarmos no contexto de poema escrito por um fóbico trancado num quarto pode, contudo, até passar verossimilhança.

    O final, no entanto, está confuso. Não fica muito claro o que ocorreu, se o Guilherme se casou com Taíssa, se ainda está trancado em casa, etc. Desenvolva um tanto mais a Taíssa, pois ela mal aparece na trama e a mudança de desenhista e escritora de mangás para exímia cozinheira e dedicada esposa/cuidadora foi brusca. Num momento eles estão ainda se conhecendo e pouco depois a moça aceita casar e cuidar de alguém com sérios problemas (e que ela provavelmente teria que sustentar materialmente). Tais coisas existem em relações estáveis, mas a relação dos dois não parecia ter atingido tal estado. Enfim, achei tbm que os diálogos com o possível viajante do tempo – Guilherme do futuro – estão confusos, pois o travessão abre muitas vezes para a fala da mesma pessoa.

    Resumindo: um bom conto, que com alguns ajustes pode ficar super.

  22. Cácia Leal
    25 de maio de 2015

    Algumas observações:
    Gramática: Cuidado com o uso adequado do ponto final e da vírgula. Ele está sendo usado diversas vezes equivocadamente os dois em seu texto. Há vários erros de português, talvez seria bom uma boa releitura do conto.
    Adequação ao tema: A cena do banheiro foi excelente. Muito boa mesmo, você conseguiu retratar muito bem a fobia e os sintomas que ela causa. Parece ter pesquisado sobre o assunto.
    Emoção: Acho que ficou bem trabalhado, mas a confusão da trama me atrapalhou um pouco.
    Enredo: Achei bastante confusa a trama, a parte de Titor, da morte da mãe, do suicídio do pai… não compreendi. Bastante confuso. Gosto de tramas complexas, mas acho que o escritor precisa dar algumas dicas para o leitor acompanhar o raciocínio também.
    O texto, no geral, estava legal, mas com uma trama muito confusa que não me agradou.

  23. Evandro Furtado
    25 de maio de 2015

    Cara, esse foi meu texto favorito até agora.

    Você usa uma linguagem simples, mas bastante clara. A história foi muito bem construída com um bom final e seus personagens são bem humanos.

    A história não é entediante em nenhum ponto, pelo contrário. E você ainda traz essa boa reflexão sobre o maior inimigo do homem ser ele mesmo.

    Parabéns

  24. Pétrya Bischoff
    25 de maio de 2015

    Buenas, Raí!
    Teu texto apresenta alguns problemas de pontuação, mas nada gritante. A escrita é simples e de fácil acesso. Gostei das descrições dos ataques do cara. Passou-me a sensação de sufoco e náuseas típicas de ataques de fobia.
    A narrativa esteve clara em vários momentos, mas essa situação de ir e voltar no tempo e haver diferentes momentos de narrativa me causou certa confusão. E, definitivamente, a estória está confusa, para mim. Digo, há algo entre esquizofrenia e, talvez, síndrome de pânico.
    Há o amor do cara pela guria. Há viagem temporal. Há múltiplas realidades. Há manipulação dessas realidades. Eu não consegui entender até onde havia realidade e onde começara a fantasia. E, pela linha que segui (ou deduzi) do conto, a fobia dele era de alguém intervir em sua vida, o que, de fato, ocorreu. Mas não o prejudicou, pelo contrário, o ajudou. Acabou meio cíclico, mesmo que com um futuro modificado. Aaaaaah, sei lá. Me causou certo incômodo essa confusão toda. Acredito que há possibilidade de uns três desenvolvimentos diferentes aqui. Boa sorte.

  25. simoni dário
    23 de maio de 2015

    Olá autor!
    Fiquei na dúvida entre Síndrome do Pânico e Esquizofrenia como os sintomas da doença que você apresentou para o personagem. Não consegui identificar alguma fobia durante a leitura.
    Concordo com o que já foi dito que até a metade do texto você narra um cotidiano com clareza, ficamos envolvidos na história, mas depois o conto toma um rumo confuso e de difícil compreensão.
    No geral faltou lapidação e acabou que não conectei com a trama.
    Boa sorte!

  26. Wallace Martins
    23 de maio de 2015

    Olá, Autor(a), tudo bem?

    Gostei muito do seu conto, da forma como soube prender o leitor, principalmente na primeira parte do conto, a sua escrita é simples e gostosa de se ler, não é cansativa, repetitiva, cria um ritmo intenso e necessário para sentirmos toda a tensão ou relaxamento em que o personagem principal se encontra. A Fobia é bem plausível e se mostra coerente para os dias de hoje, afinal, é algo que qualquer um de nós podemos sentir em algum momento da vida, contudo, não ao mesmo nível dele, mas senti falta de uma explicação maior da Fobia, do medo que ele tem, eu juro que fiquei em dúvida se ele tinha medo de perder os seus pertences ou de alguém tê-lo assaltado ou de estar sem dinheiro em público e passar por aquele pequeno constrangimento, eu senti falta de uma explicação maior, de deixar isso mais claro em seu texto.
    Outro ponto foi que a primeira parte era mais detalhada, a gente entendia perfeitamente o que você queria dizer, mas a segunda me pareceu que você ficou impaciente, quis terminar logo ou, pode ser que, como estivesse chegando perto do limite – estou supondo, não contei quantas palavras tem – precisou diminuir os números de detalhes e correr mais com a história, podendo ser também com medo do leitor cansar de lê-la, contudo, isso prejudicou bastante a compreensão da segunda parte, porque fica a dúvida: quem é aquele homem? Como ele voltou a ter relações com a Taíssa e viveu os próximos 20 anos com ela? Isso aconteceu mesmo ou foi somente obra da imaginação dele naquele momento de crise, onde, na verdade, ele acabou desmaiando, entra em coma ou morrendo ali naquele momento? Ficou uma lacuna muito grande neste aspecto.
    Alguns erros de português acabaram por passar despercebidos, algo que uma revisão, um pouco mais, minuciosa resolveria, nada grave que compremetesse o entendimento.
    Também não notei uma conexão do poema com a história em si, eles eram somente poemas que o personagem escrevia para a amada, mas que eles poderiam narrar mais a situação em que ele se encontrava, demonstrar mais da dualidade em que ele vivia de querer estar com ela, mas também de não querer encarar ninguém na rua, sabe?
    No todo, seu conto foi bom, mas esses aspectos citados fez com que ele não fosse o espetáculo que prometia ser no início.

  27. JC Lemos
    23 de maio de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo em cima?

    Confesso que a primeira metade do conto me atraiu muito mais do que a segunda. Consegui captar melhor o que você estava tentando passar. Foi muito mais claro do que na segunda parte, onde fique meio confuso com esse final. O homem era ele? Aceitar Jesus? Devo ter perdido algumas coisa e não percebi.
    A fobia é plausível, ainda mais se levarmos em consideração como as coisas funcionam hoje em dia. A propagação que a internet possibilita e os milhares e milhares de canais que promovem pegadinhas e disponibilizam na web. É normal alguém ter medo disso.

    Quanto a narração, é boa e cumpre seu papel principal, no entanto, cai de qualidade conforme o conto termina, causando a confusão que citei acima. O poema é simples, mas casou bem com a história, não ficando perdido no texto.

    No geral, é um bom conto, tirando o final confuso, ao meu ver.

    Parabéns e boa sorte!

  28. Fabio Baptista
    21 de maio de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 1/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************

    A técnica tem o mérito de fazer a história “andar” num ritmo até legal.
    Mas acaba caindo em alguns problemas que podem ser melhorados numa próxima oportunidade:

    Repetição de palavras: bolso, calça, mão, carteira, tinha sido, cidade, Guilherme…

    Uso frequente de “seu / sua”.

    – Diante seu grande amor
    >>> Diante de

    – sua esposa, mãe de Guilherme
    >>> poderia ter suprimido essa última informação…

    – Um arrepiou percorreu
    >>> arrepio

    – Já faziam duas semanas
    >>> fazia

    – Quase pronto amor
    >>> Quase pronto, amor

    Além disso, as subdivisões do texto não ficaram boas, gerando certa confusão. Poderia usar algum símbolo, tipo * * * para marcar mais claramente.

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************

    Então… a história desperta curiosidade, isso é inegável.
    Mas achei que ficou um pouco deslocada essa questão da viagem no tempo. Misturou muitos elementos.

    E a fobia do sujeito não parecia ser algo tão drástico assim, a ponto de justificar tamanho esforço.

    Mas a ideia foi criativa.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 1/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************

    Não curti a poesia não.

    Muito curta e com pouca relevância.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 1/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************

    Levarei em conta a curiosidade despertada pela leitura.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************

    A fobia (creio eu que inventada) teve grande relevância na trama, adequação total.

  29. Ana Paula Lemes de Souza
    21 de maio de 2015

    O enredo é bacana, a ideia é deveras criativa, mas, sinceramente, esse texto deixou a desejar pra mim, pois o autor não soube trabalhá-lo muito bem. Fiquei totalmente confusa com as cenas, não consegui amarrar a trama, mesmo em uma segunda leitura, e o texto não está lapidado, repleto de erros de português! Vejo potencial no autor do conto, mas é algo que tem que ser trabalhado e aperfeiçoado… Portanto, continue, você está no caminho certo, mas falta desenvolver algumas habilidades para coordenar seu potencial criativo e para lapidar o texto em termos de revisão.

    Alguns erros:
    * “— Nove e oitenta —disse a moça e ele instintivamente colocou a mão sobre o bolso da calça.” Disse ficou grudada com o travessão;
    * “formato? uma caixa de madeira”. Depois do ponto, veio letra minúscula;
    * “— Sim, só preciso de um…— por fim enfiou a mão dentro do bolso.” Novamente travessão grudado;
    * “Otakumatsuri” não deveria vir com letra maiúsucla?
    * “Diante seu grande amor” – “Diante de seu grande amor” seria a frase correta;
    * ” evidencias” – “evidências”. Faltou acentuação;
    * “Um arrepiou percorreu sua espinha.” – Um arrepio. Erro de digitação;
    * “não saia de casa” – “não saía de casa”. Saía virou saia. Faltou acentuação.

    Desejo-lhe boa sorte no desafio!

  30. Sidney Muniz
    21 de maio de 2015

    Olá autor(a),

    Mais uma obra onde o esforço em ser ousado(a) é o que mais me agrada, visto que o resultado em si não foi convincente, quando falamos de enredo, narrativa e personagens.

    Bom, não curti o conto, mas o tema está aí. Sugiro que releia o conto antes de postar, tente elaborar melhor as sentenças e se preciso leia em voz alta. A gente acaba captando mais. Algumas coisas ficaram confusas.

    Abaixo deixo minhas impressões e dicas.

    formato? uma caixa – “Uma”

    Lembrou de um programa que assistiu na televisão, em que um sujeito colocava algumas faixas coladas em diversos pontos no chão, dependendo do ângulo que você os observasse seus sentidos eram enganados a acreditar que havia uma cadeira ali. – A narrativa começa na terceira pessoa e de repente tem um você, trazendo a narrativa para segunda pessoa. Isso ficou estranho. Tirando o você acho que já fica bem melhor.

    Através de truques – Acredito que aqui “por meio de truques” fique melhor. Através da a sensação de atravessar, e não é o que o autor(a) está tentando passar.

    Ele se desviou de uma mãe carregando uma criança chorona que quase o atropelou – Isso aqui ficou muito confuso, da para deduzir, mas da forma que está, levando ao pé da letra, não sei se ele desviou da mãe e ele carregava a criança chorona, se a mãe quase o atropelou ou se foi a criança chorona que quase o atropelou. Sugiro uma reformulação.

    a garota vendia um mangá que tinha escrito e desenhado – Será que ilustrado não ficaria melhor? Bom, aqui fiquei na dúvida.

    Se jogar aos seus pés – poxa, até tentei não falar dos pronomes possessivos, mas eles são terríveis. Da um sentido de ambiguidade, onde não sabemos se ele se jogou aos pés dela, ou aos próprios pés. Sugiro evitar o uso desses pronomes em alguns momentos. Ler e reler a passagens ajuda a evitar isso.

    Depois da animada troca de carícias entre os dois, no encontro anterior, ele achava que já podia lhe dar um presente. – Outra frase a ser reformulada: Sugiro:

    No encontro anterior, depois da animada troca de carícias, ele achava que já podia lhe dar um presente. / “Não precisa de entre os dois” já subentende-se que é entre eles, ok?

    Sentiu a forma retangular pressionar sua perna e pôs a mão sob o bolso outra vez. – sobre o bolso, e não sob, correto?

    No inicio da terceira – início

    Não sabia de onde vinha o vômito. Seu estômago já estava vazio há dias e ainda assim conseguia colocar coisas pra fora. – O uso do pra durante a narrativa não parece correto, utilize “para”, já para os diálogos torna-se mais crível.

    Aqueles eram dias que tinham ficado pra trás e já não precisava pensar neles. – Novamente a utilização equivocada do “pra”

    Boa sorte no desafio!

    • Sidney Muniz
      21 de maio de 2015

      Quanto a poesia,

      Não achei nada ousada, mas se a exigência é ter uma, aí estão os versos, e estão adequados ao texto, conto, que é o mais importante em minha opinião.

      E mesmo que não tem um requinte, porém ficou boa para trama.

      Parabéns!

  31. Rogério Germani
    20 de maio de 2015

    *Errata= 3-onde esta escrito poemas, leia-se poema.

  32. Rogério Germani
    20 de maio de 2015

    Olá, Raí Barbitúrico (Sobrenome ideal para diminuir o efeito de certas fobias!)

    Como hoje estou com pouco tempo, vamos à análise do seu conto.

    Pontos fortes:

    1- A fobia e seus sintomas estão escancarados em seu texto. O medo de ficar sem dinheiro é apropriado para um país onde há tanta corrupção…rsrsrs

    2-A busca pelo amor ideal servindo de encorajamento para vencer a fobia funcionou para o desenrolar da trama.

    3-O primeiro poemas mínimo, estilo bilhetinho entre colegiais, foi bem inserido na fase da pré conquista.

    Pontos negativos:

    1- Muitas falas estão sem pontuação.

    2- A conjunção coordenativa adversativa “mas” é quase um refrão em seu conto. Além das repetições, chamou-me a atenção este trecho a seguir:

    … Mas do que ele tinha gostado mesmo foi dela…

    Repasso-lhe a dica de um professor meu dos tempos de cursinho: ” Se o “mas” vier no início de uma frase, como regra você deve intercalar uma outra frase no meio, que virá separada por vírgula”.

    3- Gosto pessoal mesmo: a ideia de máquina do tempo não me cativou.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

E Então? O que achou?

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Publicado às 20 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .
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