EntreContos

Detox Literário.

Azarão (Wender Lemes)

azarao

Meu cavalo tentava achar algum vestígio de grama entre pedras e pegadas na entrada de Alcázar. Não, não falo do castelo Sevilha, falo de uma casa empoeirada na periferia de Rosales – e de um ego ironicamente reluzente. Não importa muito o estado da casa, no entanto – não para mim, nem para os nossos clientes. No final das contas, pó é algo que a maioria vem buscar aqui. Também buscam pernas, colos, seios, qualquer pedaço de carne com uma fissura ou um orifício onde possam acomodar seus membros. Quem me dera ter a mesma tranquilidade destas moscas.

***

Don Leon Hiralles me “adotou” quando eu ainda era um moleque roubando quitandas. Não me arrependo destes dias, tive comida para boa parte das noites, até que entrei na quitanda certa com o cliente errado. Deslizei algumas broas para dentro das mangas do casaco, paguei por duas das cinco que levei com moedas subtraídas de uma fonte de desejos qualquer. O dono da quitanda nem percebeu (desconfiam menos quando você paga), mas os olhos de Leon não eram tão lentos. Ele estava comprando bebida, ou cigarros, ou qualquer porcaria na birosca e saiu logo atrás de mim.

– Ei! Niño!

Apressei o passo, olhando para trás vez ou outra para ter certeza de que ele não me seguia – e não seguia. Meus músculos vibravam, imploravam para que eu corresse logo e desaparecesse nos becos da cidadela, mas o robusto senhor continuava a me observar, imóvel, da porta do armazém. Quando dei por mim, havia olhado para trás por tempo demais. A princípio, achei que tivesse topado com um muro de concreto, mas era um homem. Um gigante, comparado a mim, segurando um saco de papel.

– Isto é seu. Com os cumprimentos de Don Leon – e me empurrou a embalagem com força suficiente para quase me derrubar – sabe onde fica Alcázar?

Claro que sabia. A casa de Don Leon era famosa por todo o México, acreditava-se. Limitei-me a balançar a cabeça afirmativamente, embasbacado.

– Terá mais disso aí, se for lá. Vá por sua conta.

– T-t-tá… – vi o gigante se afastar lentamente com um gingado estranho, como se uma parede criasse pernas. Mais tarde, acabei descobrindo que este era seu nome: Omar Paredes.

Fui incapaz de me mover enquanto as silhuetas do patrão em sua caminhonete e de seu monstruoso braço direito não sumiram pela esquina. Abri vagarosamente o pacote de papel. Algumas broas, das mesmas que eu havia “comprado”, uma garrafa de vidro com leite e, no fundo, um brilhozinho amarelo inconfundível: um cordão de ouro. Não me atrevi a removê-lo dali de dentro, não ali.

Passei a tarde no porão da casa abandonada que costumava usar de abrigo, comendo broa, tomando leite e rindo como uma criança com um brinquedo novo toda vez que olhava para o cordão. O grunhido rouco da parede ambulante ecoava por meus pensamentos.

“Terá mais disso… Vá por sua conta.”.

Fui, ao anoitecer, embriagado pela esperança de algo mais, como a criança jogada em algum canto dentro de mim.

***

Alcázar era então bem mais vistosa do que é hoje, com suas paredes brancas e jardins tão verdes quanto a aridez da terra vermelha permitia. Homens entravam e saiam continuamente, por vezes sozinhos, outras acompanhados – nenhum menos feliz que o outro. Mechas de luz, vermelha como sangue, amiúde escapavam pelas portas e janelas da casa. Acreditem, nada de bom pode vir de um lugar com luzes como aquelas. A cabeça de um leão de mármore branco repousava, observadora, sobre o batente do portal principal: olhos bem abertos, presas bem escondidas.

Fui parado logo na entrada. Pensei que fosse o próprio brutamonte de antes, mas, reparando bem, o desta vez era um pouco menor.

– Só entra se puder pagar.

Se eu ganhasse uma moeda para cada lugar que não podia frequentar por não ter dinheiro, teríamos um paradoxo.

– Ele é convidado – soou uma já conhecida voz gutural – deixe-o passar, ou converse logo com o patrão.

Gostei mais daquela montanha de músculos depois desse episódio, não que Paredes se importasse comigo. O outro gorila ficou me olhando com ar de poucos neurônios. Foda-se ele. O recanto de Don Leon era, visto de dentro, dez vezes mais interessante que de fora. Via seios e bundas por todos os lados, principalmente bundas: felizes e arrebitadas, tristes e caídas, jovens e vigorosas, velhas e enrugadas, lisas, peludas… vocês pegaram a ideia, tantas bundas que mal pude ver a mobília ou os clientes.

Don Leon estava sentado sobre almofadas rechonchudas ao fundo do salão – bebendo, fumando e rindo com algumas jovens disputando suas ligeiras mãos. Tentou parecer surpreso ao me ver:

– Niño! Então resolveu visitar meu casebre! – dentes amarelos davam o ar da graça sob os pelos grosseiros do seu bigode. León era uma mistura de leão e porco. Carne gorda acumulada por todo o corpo, uma juba preta sebosa que chamava de cabelos, mas os olhos… os olhos eram frios e negros olhos de predador, duas manchas paralisantes.

– Sim, senhor, mas não sei bem o que vim fazer aqui… o que significava aquele pacote?

– Ora, mas direto ao ponto?! Vê, Gonzales? É deste tipo de gente que eu preciso, não dos lambedores de ovos que você me traz – disse rindo enquanto seu olhar corria todo o espaço incessantemente. Percebi, pouco depois, o homem enterrado no meio de duas senhoras corpulentas, um sujeito magricela já para lá da metade da vida, com a face deformando-se em esgar sempre que me olhava.

Don León me ofereceu uma de suas mulheres, uma mais pra bonita que pra feia, com os seios despontando, não devia ter mais de dezesseis anos. Enchi a barriga de cerveja e carne de porco, as mãos enchi com a luxúria de Luna Maria. Permaneci ali até que o anfitrião resolvesse responder o que eu havia perguntado a princípio.

– Você sabe, niño… um hombre que nunca passou fome imagina como o mundo pode ser duro, imagina o valor das coisas. Só um que passou fome sabe quanto vale uma broa quente. Honra, vaidade, orgulho, não ligo para esse tipo de coisa, mas você tem uma virtude muito difícil de se encontrar: esperteza! Já ouviu falar de um tal Darwin, criança?

– Eu… acho que não.

– Claro que não, – ele riu – era só um velho metido a inteligente, tanto faz. Em todo caso, ele sabia de algumas coisas. Cada porcaria viva nesse mundo é a evolução de alguma outra anterior. A maioria dos homens parou de evoluir porque tem tudo que quer nas mãos, e o que cabe nas mãos é muito pouco para outros como nós, niño! Você é como eu era na sua idade: uma criança desnutrida e ambiciosa. Esses meus olhos não me enganam, eu sei. É por isso que eu te quero aqui comigo!

Eu não sabia se podia confiar naquele homem, mas ele estava certo. Eu era um desnutrido ambicioso, ele era o caminho para algum lugar. Por que não?

***

Acabei me revelando mais uma jogada certa de Don Leon. Aprendi tudo que poderia aprender dos seus negócios – e mais. Um puteiro não é algo assim tão difícil de se entender: quem quer meter, paga; quem não paga, não mete (literalmente, Paredes não era muito gentil com as genitálias dos maus pagadores);

Ganhei importância dentro da casa. Nos primeiros meses, fui um aliciador. Com um pouco de trato eu até ficava apresentável, lábia não me faltava. No fim das contas, todo mundo deseja alguma coisa, eu apenas moldava desejos em coisas pelas quais Leon pudesse pagar. Às vezes, penso se não fui mais um aliciado. Ora, mas claro que fui! Quem liga?! Fato é que cresci, passei a gerenciar as mulheres dentro da casa, juntamente com os demais homens de confiança de Leon. Alcázar ia de vento em poupa.

***

A desgraça da casa de amores veio pelas mãos de duas das minhas rameiras favoritas.

Luna – lembram-se da minha primeira? – envelheceu em Alcázar como eu envelheci. Porém, enquanto eu acumulei gordura e sabedoria, ela acumulou luxúria e habilidade. Era a única capaz de me apresentar coisas diferentes das que eu estava cansado de ver, a única que ia além da carne e do instinto. Isto até conhecer um tal de Jeremias (traficante de renome). As drogas minguaram sua beleza, os olhos afundaram em duas crateras tristes, até ela se transformar em um esqueleto vivo. Logo, ela não era mais útil à casa, nem a Leon, nem a ninguém, mas a semente de seu amante germinou no coração ganancioso do Don.

– Nós damos prazer às pessoas, ora essa! Se elas gostam de entupir seus narizes de farinha e nós podemos ganhar com isso, deixe-as! Que morram de pau duro e nariz descascado, mas morram longe daqui! – ele dizia.

Se alguém morreu, foi realmente longe, ou foi levado para longe. Pelo que os olhos não veem, os homens não prendem.

Falando nos homens que prendem, minha segunda rameira favorita era Julieta – outra soterrada até o pescoço na “indústria farmacêutica” de Don Leon. Tinha o dom de se ferrar com os policiais. Eu mesmo tive que pagar fiança pela sua soltura algumas vezes – ela me devolvia cada tostão em carícias. Um dia a peguei chafurdando na papelada do escritório. Imaginei que procurasse alguma balinha reserva, ou algum papelote escondido. Ela ficou mais branca que um albino quando me viu. Algo naquela reação me incomodou.

Vocês me dirão que qualquer um reagiria da mesma maneira, e eu admito que sim, mas Julieta estava muito além de qualquer um para se importar em ser pega procurando restos. Não, havia algo mais genuíno em seu medo.

Nos próximos dias, procurei mantê-la no alcance dos olhos, observando seus gestos, suas manias de drogada, seus clientes… Os homens que a possuíam não eram sempre os mesmos, mas notei que três deles o faziam com determinada frequência: um gordo leitoso, mais pra hipopótamo que pra homem, Jeremias (maconheiro sem vergonha), e, para fortalecer as pulgas que se banqueteavam das minhas orelhas, Gonzales (o velho e magricela “conselheiro” de León).

Isto me traz de volta a tempos modernos.

***

Como disse a princípio, meu cavalo pastava – ou tentava – na entrada de Alcázar, e eu só disse isto para dar um ar faroéstico à história e para me gabar do meu pangaré, pois a imagem é sua única utilidade aqui. Façam-me o favor de imaginá-lo grande e saudável.

***

Era um dia árido, como todos os dias no México. Vi Julieta se esgueirando pelos fundos da casa e resolvi segui-la até vê-la entrar em um casebre pichado, a cinco quarteirões do nosso lar, todas as janelas bloqueadas por tábuas velhas. Crianças jogavam bola de gude embaixo de uma das janelas. Vi o gordo leitoso chegando também, pouco depois Jeremias, e algo me dizia que um quarto integrante estava por chegar.

Demorou um pouco e eu já saía das sombras que me acobertavam quando fui obrigado a voltar. Lá vinha ele, com os trejeitos de quem teme ser reconhecido: Gonzales.

Aproximei-me das crianças com suas bolas de gude.

– Vinte pratas para vocês ouvirem o que o pessoal ali dentro está conversando e me contarem depois, mais dez se eles não perceberem.

Um menino ranhento se levantou com o olhar desconfiado.

– Dez adiantado, sinhor.

Esses malditos aprendem cedo. Tirei dez pratas do bolso e aproveitei para mostrar aos meus pequenos espiões que tinha o suficiente para cumprir com minha promessa, não mais.

***

Voltei para Alcázar muito mais tarde. Passei a tarde e boa parte da noite refletindo sobre o que descobri e sobre o que fazer a respeito. No fim das contas, só tive certeza de que algo precisava ser feito.

Os malditos planejavam tomar Alcázar dali a três dias. O gordo leitoso era policial, um dos muitos que Julieta devia ter conhecido. Com a ajuda de Jeremias, eles encheriam os aposentos de Leon de drogas. Os amigos do gordo teriam provas o suficiente para tirar meu patrão do jogo por um bom tempo – levando em consideração a idade do velho, provavelmente pelo resto de sua vida. Com Leon fora, Gonzales assumiria a casa.

A questão era: qual seria o MEU papel nisso?

Gonzales nunca gostara de mim, eu tinha certeza. Eu seria um dos primeiros a cair, se Leon fosse preso.

***

No dia do golpe, as serpentes estiveram juntas em Alcázar por alguns instantes, vi o velho leão espalhar seu olhar negro pela casa uma última vez. Os quatro conspiradores saíram, um por um. Provavelmente, não queriam estar ali quando a cavalaria chegasse. Eu os segui até o casebre pichado mais uma vez – desta vez eu também entrei, desta vez com uma garrafa de gasolina.

Esgueirei-me pelos aposentos até ouvir as vozes dos traidores. Estavam os quatro sentados à mesa de um cômodo escuro, mais parecido com uma cozinha, Jeremias e o gordo com os copos cheios de vinho, Julieta no colo de Gonzales – rameira ardilosa. Riam e brindavam o fim do “velho porco”. Não sabiam da proximidade de seus próprios fins.

Travei a única porta do cômodo sem que eles percebessem. Comecei a despejar o líquido pelos quatro cantos da casa. Aparentemente, a puta foi a primeira a perceber algo de errado. Ouvi seus gritos de “Olá?!”, “Quem está aí?!”, “Abra a porta!” acompanhados de batidas incessantes. Tarde demais, vadia.

Palito de fósforo, fagulha. A luz vermelha natural de Alcázar pôde ser vista pelas frestas do casebre, como se o fogo e o sangue metafóricos da casa de amores alcançassem, por um instante, o ápice da materialização a cinco quarteirões de sua fonte.

Observei o incêndio do outro lado da rua até que o vermelho se transformasse em negro e encobrisse as pichações das paredes. Uma delas dizia: “el destino es un iho de puta”. Concordo.

Leon foi preso naquele mesmo dia, com duzentos quilos de cocaína embaixo de seu sofá favorito – um toque de requinte dos malditos, devo admitir.

Quando retornei a Alcázar, Paredes me olhava da porta, mais desolado que um cão faminto.

– Eles levaram o patrão… – choramingou. A visão de um homem tão grande tangendo o desespero era, de uma forma bizarra, aterrorizante.

– Quem? Quando? – deveriam me dar um oscar pela minha expressão de surpresa.

– Os homens, alguém armou para ele… se eu descubro o desgraçado, abro seu crânio com as mãos.

– E a casa?

– Vai ficar fechada, por enquanto…

– Paredes?

– Que é?

– Um dia, nós vamos tirar o leão da jaula. Alcázar será novamente o palácio que sempre foi – aquele lugar nunca foi um palácio, nem eu moveria um dedo pelo maldito cafetão, mas Paredes podia ser útil nesta nova fase.

– Tem o meu apoio para isso, moleque – a face dividida entre a lástima e a esperança.

Três meses depois, Alcázar abria suas pernas… portas, abria suas portas novamente. Reinei sobre os homens e seus amores por anos.

***

Um dia, fui à mesma quitanda em que Don León me encontrou – um hombre que se esquece de seu passado é oco como uma porta carunchada, ele havia me ensinado. Para minha surpresa, achei meu espião ranhento de tempos atrás afanando broas, como eu fizera um dia.

– Niño! – gritei quando ele saiu. O moleque era mais esperto, correu imediatamente, sem olhar para trás.

– Quer que eu o pare? – ouvi o raspar de tijolos, conhecido como voz, de Paredes.

– Não. Deixei-o ir.

O destino é mesmo um filho de rapariga.

…………………………………………………………….

Este texto foi baseado no tema “Espionagem”, sujeito ao limite máximo de 4000 palavras.

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38 comentários em “Azarão (Wender Lemes)

  1. Wender Lemes
    30 de abril de 2015

    Obrigado a todos que leram e comentaram. Perdão pelo portunhol canelado (estava sem acesso ao tradutor e acabei esquecendo de conferir nas revisões 😦 mas valeu a tentativa). Não conhecia o “Lazarillo de Tormes”, Eduardo Selga, o que me deixou um pouco assustado pelas coincidências Òó. Entrou para minha lista de leituras com o seu comentário.

    Que venha o próximo desafio 😀

  2. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Gostei. Um conto muito bem descrito, principalmente a casa de prostituição. E o destino do menininho pobre foi bacana, apesar de ele ter assassinado os traidores. Geremias ficou me lembrando a música Faroeste Caboclo do Legião Urbana. Esse desafio está me gerando diversas associações.

  3. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Gostei, um pouco.

    Acho que, na verdade, teve muita coisa que eu fiquei meio boiando. Confesso que não entendi perfeitamente ás referências ao cavalo (ele inclusive está na imagem de acompanhamento do conto), e também não compreendi perfeitamente o tema aqui. Me pareceu que o tema foi deixado meio de lado, fazendo menção a ele hora ou outra, apenas para não perdê-lo de vista. Mas a história, em si, não é sobre espionagem. Havia 4 caras tentando aplicar um golpe no puteiro, mas o personagem principal tacou fogo no plano deles e em todo o resto, e tornou-se o grande chefão porque o seu antigo foi preso. Não senti aquele clima de filme do James Bond…

    Os pontos positivos é que a história foi muito bem escrita, leitura prazerosa, me prendeu até o final. Gostei da forma como o texto foi estruturado, e dos pulos na linha do tempo hora ou outra.

  4. Swylmar Ferreira
    28 de abril de 2015

    O texto atende perfeitamente ao tema e está dentro do limite estipulado.
    Bem escrito, linguagem objetiva, trama linear boa cronologia.
    É um conto interessante! Até certo ponto cômico dependendo do ponto de vista.
    Parabéns!

  5. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Esse conto épico foi escrito com um estilo muito preciso, profissional. Interessante a carreira em Alcázer, começa como aliciador e progride para outra função. “Mais para hipopótamo que para homem”, “Alcázar abria suas pernas… portas”, “passado oco como uma porta carunchada” são ótimos, a história toda é muito boa. P.S. com esse são três. Vamos fazer uma “antologia cabarés”.

  6. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Achei regular, não teve nada que me surpreendeu muito e a escrita é ok. Acho que a história deixou um pouco a desejar e essas inúmeras reviravoltas não mudam muita coisa. Gostei desse tom meio filme de máfia, homem retirado da rua que cresce em meio aos pilantras, isso foi legal, mas acho que o autor podia ter focado mais nisso, no relacionamento entre os bandidos, suas artimanhas e outros aspectos. A inserção dos garotos como espiões foi interessante para adequar o conto à temática.

  7. André Lima
    28 de abril de 2015

    O tema “espionagem” geralmente nos remete a um cenário investigativo, com bastante ação e clima tenso…
    Mas esse conto desconstruiu isso com seu aspecto divertido e leve. O humor é bem sutil, o que me fez gostar bastante.
    O estilo de linguagem, algo que estou avaliando bastante nos textos, casou perfeitamente com o enredo da história. Um conto muito divertido de se ler!

  8. mkalves
    27 de abril de 2015

    Muito bom. A linguagem converge com o tema. Gostei do humor sutil e embora não haja nada de propriamente surpreendente no final, a história se sustenta. O destaque fica para a capacidade de fazer o leitor imaginar vivamente todos os cenários e personagens. Gosto disso.

  9. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Gostei! E não vi nem um errinho assim que se “destacasse”. Gostei do ritmo da narração, a leitura foi rápida, bem fluída! Parabéns! Só uma ressalva quanto ao tema, acho que não atendeu muito bem a “espionagem” por não ser o cerne… De novo, gostei muito da leitura!
    Emoção: 1/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 8

  10. Fil Felix
    27 de abril de 2015

    Gostei do conto, leitura gostosa e tranquila, não enche linguiça. Isso é bom, porque não cansa. Não sei porque, mas o ambiente da história me lembrou de Alladdin o.O Tem uma pegada de história clássica, do modo como foi desenvolvido. Menino é ajudado, toma o lugar de seu mentor e volta às origens pra buscar outro. O legal é que, ao final, o destino lhe pregou uma peça.

    *O chefão tem o nome trocado em alguns momentos: Leon e León.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    Muito bom! História redondinha. Começo, meio e fim. Bem escrita; voz narrativa bem simpática e, mesmo oriunda de um personagem com moral, digamos, questionável, que acaba por conseguir a simpatia do leitor. Uma abordagem do tema proposto feita com bastante criatividade, saindo do lugar comum esperado. Sim, eu “espio” o tema antes de iniciar a leitura! 😉
    Parabéns!
    Boa sorte!
    🙂
    Paz e Bem!

  12. Pedro Luna
    27 de abril de 2015

    Interessante abordagem do tema. Fugiu do que certamente outros fariam. A história é interessante. Gosto desse cenário, putas, personagens filhos da puta. Teve êxito. Só o que me incomodou e nem sei porque diabos, foi o Maconheiro sem Vergonha após a aparição do nome: Jeremias. Achei que não precisava disso e tirou um pouco, por um segundo, do clima da escrita.

  13. vitor leite
    25 de abril de 2015

    história bem contada mas parece-me que falta alguma coisa, talvez devesse falar mais na vida dentro do bar, ou mais das drogas, ou nos mafiosos, não? acaba por ser uma história light, falta fumo e mau cheiro, não?

  14. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Eita, cada conto mais emocionante que o outro! O tema aparece nesse texto em dois ou três momentos singelos, mas a estória é boa e a narrativa prende a leitura. Escrita e descrições permitem o leitor criar belas imagens mentais. Gostei, especialmente, do final, onde o cara tem a oportunidade de aliciar o guri e não o faz. Parabéns e boa sorte.

  15. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (4/5) divertida e com começo, meio e fim. Gostei bastante. Só não ganhou nota máxima nesse quesito pela ausência de uma grande reviravolta ou um final arrebatador.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, sem erros e um ritmo narrativo muito gostoso de ler. Um daqueles textos em que a imersão é total.

    ➵ Tema: (1/2) tem espionagem no conto, mas não é um conto de espionagem.

    ☀ Criatividade: (2/3) é criativo, mas não é uma ideia daquelas de dar inveja.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) seguindo a linha dos outros quesitos, me diverti lendo o conto, mas faltou apenas aquele “choque” para ser um impacto ainda maior.

    ● Gostei muito dessa frase: “Se eu ganhasse uma moeda para cada lugar que não podia frequentar por não ter dinheiro, teríamos um paradoxo”.

  16. Felipe Moreira
    23 de abril de 2015

    Um bom conto. Gostei do teor de humor atribuído ao texto. A imagem do conto, o título e o início da narrativa juntos realmente me fizeram projetar outras imagens pelo texto. Foi desmonatando aos poucos. Você criou uma atmosfera interessante, de relações com ambiente e personagens que deram certa profundidade na história. Está bem escrito e bem descrito. Não esparava que o tema fosse espionagem, afinal.

    E esse final aí? Achei hilário.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  17. Tiago Volpato
    22 de abril de 2015

    O texto está bem escrito, no entanto não gostei muito. É questão de estilo mesmo, apenas não o achei interessante.

  18. rsollberg
    22 de abril de 2015

    KKKKK
    Gostei bastante!
    Uma história de espionagem diferente, que foge das ambientações óbvias e da tal “inteligência” bondiana.

    A jornada do herói também está bem definida neste conto, com inicio, meio e fim.
    A narrativa é muito divertida, o autos sabe bem o que está fazendo. Abrindo espaço na hora certa para o diálogo com o leitor, usando bem o humor!

    “Como se uma parede criasse pernas. Mais tarde, acabei descobrindo que este era seu nome: Omar Paredes.” Isso é muito bacana.

    “Se eu ganhasse uma moeda para cada lugar que não podia frequentar por não ter dinheiro, teríamos um paradoxo.” essa é uma ótima sacada, um humor mais refinado, assim como esse trecho “O outro gorila ficou me olhando com ar de poucos neurônios”

    Mesclando bem com as piadas mais infames “Três meses depois, Alcázar abria suas pernas… portas, abria suas portas novamente”.

    Meu único “porém” é o (traficante de renome), penso que a piada não funciona porque foge do universo e do próprio jeitão da narrativa. Afinal, o texto é a memória em primeira pessoa de um sujeito mexicano, um garoto pobre que sobe na vida do submundo do crime. Portanto, penso que por não ser uma piada universal, e não fazer parte do contexto, ela fica bastante deslocada.

    Mas falando de coisas boas, me diverti bastante lendo esse conto.
    Na minha opinião, um dos melhores desse ótimo desafio.
    Parabéns e boa sorte!

  19. Cácia Leal
    20 de abril de 2015

    Legalzinho o conto, simpático, mas não muito atrativo. A trama não me atraiu muito. O ~tema, espionagem, está mencionado de leve, cheguei a pensar, em determinado momento, que o tema fosse luxúria. Achei alguns erros de português e de espanhol também (é “hijo” e não “iho” de puta. Mas a leitura valei a pena. O final foi interessante.

    Nota:

    Gramática: 8
    Criatividade: 8
    adequação ao tema: 8
    utilização do limite: 10
    emoção: 5
    enredo: 6

  20. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    Não sei se espionagem é o mesmo que aproveitar oportunidades de assumir o controle de um negócio como esse… Acredito que você usou como base para essa abordagem do tema a etimologia da palavra que, no final das contas, é só espiar, mas o significado prático é com relação ao que conhecemos pelos filmes e livros (tipo 007 e essas coisas assim). Falando do seu conto, sem levar em conta o tema, tenho a dizer que é um conto que prende o leitor e o diverte. E isso não é pouco; aliás, é para poucos.

  21. Virginia Ossovski
    18 de abril de 2015

    Gostei muito! Gosto do estilo meio debochado, kkkk. Adorei a ambientação, as frases em espanhol. O desenvolvimento da trama de traições ficou impecável. Parabéns pela obra !

  22. Eduardo Selga
    18 de abril de 2015

    O conto faz referências intertextuais a duas fontes: “Lazarillo de Tormes”, obra espanhola e anônima, precursora do gênero romance e ao Legião Urbana. No segundo caso, certamente foi proposital, devido a contemporaneidade da banda de rock e porque o modo como a referenciação foi feita é nem explícita; no primeiro, contudo, não se pode afirmar com certeza, apesar das muitas coincidências.

    Algumas dessas coincidências:

    Ambas as obras são narradas em primeira pessoa pelo próprio protagonista.

    “Lazarillo de Tormes” é uma obra escrita em espanhol, e no canto há frases nesse idioma.

    O título “Azarão” tem sonoridade similar a “Lazarillo”; na obra espanhola, o protagonista é um menino que para sobreviver praticava pequenos furtos, e no conto o personagem também é, no passado, uma criança que pratica furtos.

    Apesar de todos os fatores atuarem contra, Lazarillo consegue uma vida adulta menos miserável (mas não muito), enquanto no conto o personagem tem um pequena ascensão social.

    No livro espanhol, Lazarillo se casa com uma mulher que se comporta como uma prostituta, e existe uma “continuação” da obra, em que Lazarillo trabalha para uma meretriz. Assim, o prostíbulo de “Azarão” encontra eco.

    Neste conto há uma prostituta que se chama Luna Maria; o autor da “continuação” do “Lazarillo” chama-se Juan Luna.

    Quanto ao Legião, como disse, a aproximação é bem mais visível. As frases “Isto até conhecer um tal de Jeremias (traficante de renome)” e “[…] Jeremias (maconheiro sem vergonha) […]” são referências explícitas à música Faroeste Caboclo. Refiro-me aos versos “Mas acontece que um tal de Jeremias
    Traficante de renome, apareceu por lá” e “Jeremias, maconheiro sem-vergonha
    Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar”.

    Os intertextos foram bem usados. No caso relativo ao Legião, a música se refere a um sujeito cuja única intenção é subir na vida, custe o que custar, e o Jeremias da letra é seu antagonista. No conto, como se o personagem ocupasse o lugar do protagonista da música, Jeremias também é um obstáculo.

    Há um erro na frase escrita em espanhol “el destino es un iho de puta”. O correto seria HIJO.

  23. Gilson Raimundo
    17 de abril de 2015

    Cativante desde o começo,estranhamente gostei da ambientação no México, talvez seja pela lembrança do Santo Cristo que deu um tom especial á trama.

  24. Andre Luiz
    17 de abril de 2015

    Olha, caro Alípio! Gostei muito de seu texto, principalmente a veia escrachada e humorada que você traz com ele. Paredes também é um ótimo personagem, bem como aquele guri do final reiniciando o ciclo de Don León e seu “bordéu”. Enfim, uma leitura prazerosa e fluida. Parabéns!

  25. Jowilton Amaral da Costa
    15 de abril de 2015

    Conto muito bom. Bem conduzido, com ótimas sacadas, piadas e reflexões. Vi pouco de espionagem no texto, ao menos a espionagem clássica. Boa sorte.

  26. mariasantino1
    15 de abril de 2015

    Olá!

    Esse foi o primeiro conto que li sem rodar para ver o tema. Gostei do efeito, pois não achei que se estivesse falando de espionagem.
    A narrativa segue firme do início ao fim, desvendando novos fatos e não dando voltas e mais voltas. As palavras cultas e despojadas foram muito bem dosadas atraído o humor sem ser escrachado demais. As frases da letra de Faroeste Caboclo mostram nova visão se for comparado a canção, temos o apadrinhado, o padrinho (Pablo= Don Leon) e os antagonistas, mas Alcázar também é personagem e a narrativa e trama não usa a canção como muleta (o que é bom — embora transcrições não me desagradem nenhum pouco). O ciclo no fim, as reflexões sobre evolução a construção dos personagens foram competentes, críveis, bem marcadas e cativantes. O tema bem conduzido bem como o conto todo :Nem muitas explicações e nem muitas lacunas.

    Média — 9 (nove)

    Abraço!

  27. rubemcabral
    15 de abril de 2015

    Um conto divertido, embora eu tenha achado a ambientação mexicana meio superficial. Foi, contudo, uma abordagem diferente e criativa ao tema proposto.

    Resumindo: bom texto!

  28. Anorkinda Neide
    15 de abril de 2015

    Outro conto perfeito. Tá… não se empine tanto, caro autor(a), mas a madrugada está generosa, o conto fecha de forma muito bacana, sem sem óbvio, mas inteligente.
    Vi as cenas com clareza e com os olhos vivos de curiosidade pela trama, pelo texto.
    Parabens.
    Abração

  29. simoni dário
    13 de abril de 2015

    O texto tem um desenvolvimento dinâmico e um enredo um pouco batido. A leitura não cansa, mas a impressão que dá é a de que “já vi esse filme”. Mas o autor tem habilidade com as palavras e soube finalizar bem.
    Boa sorte!

  30. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). É o primeiro texto que leio no Multitemas cujo título é absolutamente dispensável (presumo “Azarão” como o nome do cavalo — outra figura acessória). Apesar disso, seu conto possui um brilho diferente. A narrativa não é rebuscada, intrincada, mas também não é simples, pouco expressiva ou clichê. Atingiu-se um meio-termo a contento. Sinceramente, a forma de narrar se sobrepõe à trama propriamente dita: o texto é devorado sem sinal algum de cansaço ou enfado por parte do leitor. Ao final, o narrador-personagem (que começou a “triunfar” na vida cometendo pequenos roubos) é o grande beneficiado — inclusive da má sorte do seu empregador.

    Quanto à adequação ao tema, penso que foi parcial. Talvez você já tivesse um enredo encaminhado (ou pré-selecionado) para participação e viu a possibilidade de adaptá-lo à proposta “Espionagem”). De qualquer forma, é um bom conto. Abraços e boa sorte neste desafio.

  31. Jefferson Lemos
    8 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo bem? Um bom conto que temos aqui, hein. O pé de pano foi meramente ilustrativo. haha

    Sobre a técnica.
    Gostei, cadenciou bem os momentos do texto, e fez um bom passeio entre o passado e o presente. Apesar de longa, a trama se desenrola direto, contando a história sem muitos floreios.

    Sobre o enredo.
    Gostei. Apesar do tema espionagem passar um pouco despercebido, a história e boa. Instiga a continuar. Li de uma vez só. Gostei do garoto e sua esperteza lhe rendeu uma boa posição. Foi errado o que fez, mas ladrão que rouba ladrão…

    Sobre o tema.
    Eu imaginaria alguma espionagem tradicional, mas você se saiu muito bem aqui. É um bom tema, e o limite também é generoso.

    Nota:
    Técnica: 8,0
    Enredo: 8,0
    Tema: 8,0

    Parabéns e boa sorte!

  32. Fabio Baptista
    8 de abril de 2015

    Porra, muito bom!

    Comecei a ler dois parágrafos, mas estava fora de sintonia. Retomei a leitura depois de um tempo e daí tudo fluiu alucinadamente, com todas as frases e ideias se encaixando até o final.

    A escrita está praticamente perfeita, de um jeito que eu gosto muito – sem firulas, com humor. Só achei um “de vento em poupa”… o correto é “popa”.

    Porém o tema ficou meio em segundo plano, na minha opinião. O moleque da bola de gude ir ouvir a conversa não foi suficiente para uma espionagem. A prostituta, também, fez mais o papel de traidora que de espiã (é uma diferença sutil, eu sei).

    Em algum momento pensei que rolaria algo estilo “os infiltrados”, com o narrador sendo espião, treinado desde criança e tal. Seria sensacional.

    O resultado, não deixou de ser sensacional, mas sem adequação completa ao tema, infelizmente.

    Mesmo assim, um ótimo conto.

    NOTA: 8

  33. Claudia Roberta Angst
    8 de abril de 2015

    A imagem me fez pensar em desenho animado, algo mais infantil, mas a narrativa apesar de divertida em vários momentos, não tem nada de pueril. A trama está bem exposta, embora não considere que o tema “espionagem” muito presente.
    O conto está bem escrito e com ritmo. A leitura flui de forma agradável. Não encontrei erros gritantes, nem silenciosos…rs. Bom conto!
    Boa sorte!

  34. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Que moleque oportunista esse, não? O conto ficou ótimo. Parabéns.

  35. Marquidones Filho
    7 de abril de 2015

    Noooossa mano! Simplesmente genial. Adorei a história, a forma como se desenvolveu, os personagens e a forma como acabou. Excelente conto! Parabéns! (interessante as referência a Faroeste Caboclo e a frase pichada)

  36. Brian Oliveira Lancaster
    7 de abril de 2015

    E: Envolvente, sem dúvida. Nota 10.

    G: Uma história que começa de forma despretensiosa, mas nos deixa curiosos a partir do segundo parágrafo. Foi bem fácil criar empatia pelo garoto e acompanhar sua jornada até fechar o ciclo. Um cotidiano retratado de forma diferente, mais pessoal e intimista. Gostei do tom, apesar de não curtir textos mais viscerais – mas o autor soube balancear bem passagens poéticas com palavrões mais comuns. A parte da explicação do cavalo foi bem divertida e deu uma boa pausa para retomar o fôlego para a parte final. Nota 9.

    U: Não tenho do que reclamar. Escrita agradável e fluente. Nota 10.

    A: Confesso que fiquei confuso quando vi o tema (vejo apenas no final). É uma história de potencial enorme, mas a adequação ficou um tantinho à parte, reservado mais para um evento final do que permeando o texto. Nota 7.

    Média: 9.

  37. Rafael Magiolino
    6 de abril de 2015

    Um conto muito criativo. De todas os enredos possíveis de se criar utilizando este tema, o autor conseguiu criar algo em um cenário que nunca tinha lido antes. A história foi bem humorada e cativante, muito em conta pela boa escrita além da excelente criatividade.

    Confesso que achei o início parado e abaixo da média, mas conseguiu me surpreender ao longo do desenvolvimento.

    No entanto, senti que a parte final poderia ter sido melhor desenvolvida. Não sei se o limite estava terminando ou você quis terminá-lo rapidamente, mas tente aproveitar o material que restou na oportunidade em que for reescrevê-lo.

    Abraço e boa sorte!

  38. Alan Machado de Almeida
    5 de abril de 2015

    Acho que fugiu um pouco do tema espionagem para velho oeste, me lembrou um pouco Era Uma Vez No México. Mas ficou bom.

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Informação

Publicado às 4 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .