EntreContos

Detox Literário.

Crisálida (Jefferson Lemos)

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Quando jovem, eu buscava uma explicação – ou qualquer outra coisa – que pudesse justificar o sentimento de solidão que crescia internamente. Uma sombra negra se apossando das cores de minha felicidade, como uma árvore, florescendo conforme eu crescia. As raízes se engalfinhavam em meus ossos como trepadeiras. Nutriam-se com minha essência e adornavam cada pedaço de mim.

No início, pouca diferença fazia. Sentia aquela estranheza evoluindo conforme o meu progresso, sem causar estragos e com nada de interessante para me oferecer. No entanto, tinha a leve impressão da agitação. Um peixe, fora da sua época de reprodução, vagueando por um rio que não lhe dizia respeito. Tentava eclodir seus ovos em minhas ideias, gerando mais e mais peixinhos de desconfiança. Mas não era o tempo certo, e ele nadou para longe, espreitando na maré que subia. Aguardava o momento propício.

Apesar dos problemas comuns que qualquer um enfrenta, nunca tive do que reclamar. Quando criança, a vida era comum. Videogames em momentos de maior comemoração, namoradinhas no raiar da puberdade, e decepções necessárias para um ego inflado. Problemas de quem conhece o mundo e, em sua costumeira ignorância, acha que pode governá-lo.

E por um breve período, eu governei. O meu mundo, pelo menos.

Hoje, sentado nessa sala escura e fazendo o retrocesso da minha vida, consigo lembrar do quanto era feliz nessas ocasiões. Nos momentos em que eu era eu mesmo. Não vivi muito com essa identidade completa, porém. Hoje é o meu vigésimo quinto aniversário, e das lembranças que tenho saudade, nem mesmo as boas sensações perduram.

O que me resta agora é apenas medo. Aquele que me rodeou desde o dia em que adquiri meu “eu”. O que esperou durante todos esses anos, incubado, como um maldito vírus, apenas aguardando…

Aguardando…
Aguardando…

 

Se me perguntarem uma data, certamente não saberei especificá-la. Porém, tudo tem um começo. E lembro que os primeiros sintomas da minha condição começaram por volta dos 18 anos.

Eu era jovem, trabalhador e o principal naquela época; namorador. Nunca tive problemas com mulheres. Não até provar o sentimento mais amargo de todos, e sim, o clichê que todos esperam: Eu amei. E como amei.

E na consequência desse maldito amor, eu sofri. Escorraçado, deixado de lado e com um par de cornos adornando a cabeça. Foi duro, foi complicado.

Sobrevivi.

Na época, lembro de ter pensado que a volta por cima era inevitável, e que felizmente havia superado. Recomeçado como se nada tivesse acontecido. Como se o mundo tivesse parado e esperado que eu descesse de meu carrossel onírico. Segurando uma bolsa na mão, um algodão doce na outra e me dizendo que havia acabado a brincadeira.

Amor é um sentimento besta. Bobo, que transforma qualquer um em louco. Não estou aqui para pregar o ódio contra esse sentimento mortal e belo. E muito menos para exaltá-lo. Para os leigos, as marcas deixadas por ele podem ser apenas cicatrizes fantasmas. A gente pensa que existe, que está nos destruindo, mas quem está de fora diz apenas que é coisa da nossa cabeça.

E é coisa da nossa cabeça. Digo por mim, pelo menos.

O que você está fazendo?

Desabafando.

Com quem?

Com quem estiver disposto a ouvir.

Desculpe-me, mas eu não faço isso.

E eu peço desculpas por não ser você.

Ah, sim. Eu sou você sim. Mas é uma pena que ainda não tenha aceitado isso.

Cala a boca! Eu sou eu e mais ninguém, está me entendendo?

Ei! Está me entendendo?

Isso mesmo, suma daqui!

Desculpe incomodá-los.

Esse é o tal problema que venho passando. Não conheço casos relatados de algo parecido, então devo ser uma pessoa única. Já procurei em milhares de lugares, frequentei psicólogos e fiz terapias. Ninguém foi capaz de resolver meu problema, e sinto que a sanidade se esvai como areia em ampulheta.

Cada dia uma luta.

Uma maldita batalha pela busca de identidade – o esforço para me manter na linha imaginária que tracei. Um passo fora, e o futuro é incerto (minhas memórias permaneceram comigo quando eu me for?). E esse medo; essa dor que não tem cura, se mostram resilientes conforme o tempo passa.

Estou perdendo território.

Já não saio, e as pessoas se tornaram fantasmas. Espectros assombrando a cidade morta ao meu redor. Rostos que, após vistos, são arquivados como se minha consciência fosse um Hard Drive secundário.  O que vejo e o que faço, é jogado para segundo plano, enquanto um novo “eu” nasce do casulo que cultivei interiormente.

Uma borboleta que virou crisálida, somente para se tornar uma nova borboleta. A base e a armação são as mesmas, mas as cores mudaram. Transmutaram. Evoluíram.

O azul se tornou vermelho. A macarronada que eu tanto amava virou lasanha. Sábados ensolarados avançaram para domingos chuvosos.

E eu temo.

Temo por não ser mais eu mesmo. Sou assombrado por pesadelos em que observo meu corpo agir por vontade própria, e dentro dele, sou apenas um espectador. O reflexo que me olha do outro lado do espelho sorri enquanto penteia os cabelos. Feliz.

Feliz por ser que eu deveria ser, e fazer o que eu não gostaria de fazer. Cada noite é uma vida, e em cada vida sou todos, menos eu. Acordo com o despertador, suando frio e praguejando. O banho gelado não leva a dor; a dormência é intermitente e o entorpecimento me priva um sentido de cada vez.

Semana passada, após uma longa tarde de sono, acordei sentado em frente ao computador. Na tela, uma página de rede social aberta na área de edição de dados. A foto era minha (uma que nunca havia visto) e o nome desconhecido. Fechei, com o coração acelerado, rufando como um bumbo, e arranquei os fios da CPU. Afundei no sofá e permaneci ali durante horas, até lembrar que internet era um item indispensável.

Naquela noite, comprei um par de algemas em um sex shop online.

Alguns dias depois, passei a dormir algemado. O calmante servia para o nocaute, enquanto a chave lançada dentro da gaveta era uma tentativa incerta de contenção. Aparentemente funcionou.

– Não seja prepotente, meu caro.

– Suma daqui! Eu já disse para me deixar em paz!

– Se eu sou você, como poderia te deixar em paz?

– Não vou mais dialogar. Desapareça!

– Vou continuar aqui, e dizer que sabia muito bem onde estavam as chaves.


– Fiz, inclusive, até alguns passeios.

– …

– Não vai me responder?

– …

– Pois bem.

 

Onde paramos? Sim, algemas. Não me seguraram. Já aproveitei bastante desde que cheguei aqui, devo dizer. A vida é uma coisa engraçada. Antes eu nunca pensaria em existir, até porque não existia. Mas hoje, vendo o mundo e suas cores… é um lugar formidável.

O aprendizado, a forma como vemos as coisas, foi estranho. Aprendi com o tempo, claro, mas apenas na função de plateia. Um visitante, se assim preferir, ou um reserva, para o caso o jogador principal se cansasse. E acho que esse é o caso com que lidamos.

Certa vez, durante minhas escapadas noturnas, deparei-me com palavras enfeitando uma parede suja em um canto isolado da cidade. E elas diziam o seguinte:

Não tema o que há dentro de si,

pois o que guarda é tudo aquilo que lhe aprecia.

Liberte os desejos reprimidos pelo tempo.

Afinal, qual a vantagem de viver na dualidade?

 

Uma mariposa em metamorfose

que come, fala e ambula.

Vivendo e morrendo entre demônios e anjos;

Como é estranho viver com uma doença sem cura.

 

Apesar da bandeira representando o orgulho gay pintada logo abaixo dos versos, consegui sentir a clareza da mensagem. Depois de muito pensar, enquanto caminhava sob a luz letárgica do luar amarelado, cheguei à conclusão de que não existe eu e eu. É mais complexo do que isso. Somos duas partes de um só. Uma parte pode achar que viveu sem a outra, mas eu sei qual foi minha parcela de contribuição durante todo esse tempo. É tudo uma questão de mudanças, e de estar adaptado a ela.

– SAIA!

– …

– Ouviu?

– …

Os surtos ficam cada vez piores, e tenho medo de um dia não voltar. Perder minha identidade e viver no limbo do esquecimento, sem qualquer algema para me impedir de saltar de meu corpo. É um sentimento indescritível, o de se perder de si mesmo. Um oco que cresce no peito e vai aumentando, como se expelisse uma camada – a casca velha de uma cobra nova.

Ultimamente tenho pensado bastante, e o pavor cresce conforme formulo teorias. Mas há uma que me envolve e me afoga. Uma coisinha chata e insistente que martela na cabeça, inflando essa sensação terrível que incorpora como um demônio.

E se o que temo, já aconteceu?

E se já não sou mais eu?

Sinto-me em um universo de incertezas, onde meu dilema é como um planeta vermelho cercado por Phobos e Deimos.

O medo de perder quem eu sou.

E o terror de, inconscientemente, já ter perdido.

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39 comentários em “Crisálida (Jefferson Lemos)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)
    A narrativa é interessante, e o autor soube mesclar os dois “eus” de maneira a não confundir o leitor. A fobia foi bem trabalhada, mas o poema, apesar de não ser totalmente irrelevante, pareceu estar ali apenas para cumprir com os requisitos.

    2 – Enredo e personagens (2/3)
    Gosto muito de histórias que exploram o lado psicológico dos personagens, e isso você fez muito bem. Porém, achei que você poderia ter mostrado um pouco mais do outro eu. A relação entre a desilusão amorosa e a fobia também precisa ser revista; o que deu a entender é que esse outro eu “se libertou” devido ao desejo de vingança pela traição, mas não ficou muito claro.

    3 – Criatividade (2/3)
    Não achei o conto exatamente original, mas tampouco clichê. Exceto pela desilusão amorosa e o poema, você soube utilizar todos os elementos de forma interessante.

  2. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Gostei da leitura do conto, li a primeira vez logo que foi postado. Na época, achei que a fobia tinha ficado em segundo plano, pesou mais o conflito da personagem com ela mesma, esse drama cada vez mais comum. Mas você tem uma escrita bem “firme”, Duncan, sustentou o enredo. Parabéns!

  3. Wilson Barros
    13 de junho de 2015

    Frases belas, belas… Raízes engalfinhando, um peixe fora da reprodução… Mais uma vez me encanto com seu estilo inconfundível, minha cara. É como navegar de catamarã rumo às ilhas encantadas da Baía de São Marcos. Acho espantoso os leitores não identificarem-na… Um lindo conto, parabéns.

  4. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Duncan!
    Ah, a fobia ou sufoco é eminente no texto. Gostei da narrativa oscilando entre os “eus” sem confundir o leitor nas falas, ou pensamentos de ambos. A escrita apresenta alguns erros de revisão na ortografia e pontuação, mas nada que trave a leitura. A ambientação deixou um pouco a desejar, no entanto, consegui vislumbrar tudo acontecendo dentro da mente do cara, portanto, poderia ser realmente só uma “sala” escura e vazia.
    Citar um amor do passado deixou-me um tanto confusa, não entendi a referência a ele. Talvez ser enganado e deixado o fez criar (ou soltar) essa personalidade até então adormecida. Certo que é um caso clínico que múltiplas personalidades, mas o processo de anular-se não deixa de ser angustiante para aquela pequena parcela consciente.
    A primeira frase veio de encontro ao meu próprio passado, foi interessante.
    Parabéns e boa sorte.

  5. Jowilton Amaral da Costa
    12 de junho de 2015

    Gostei. O texto flui muito bem, quando percebemos já estamos envolvidos pela narração. O dilema do narrador nos deixa curiosos e expectantes, mas, no final o autor não nos mostra o resultado deste embate psicológico, ele continua lá, envolto em sua dualidade. Boa sorte.

  6. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    12 de junho de 2015

    Duncan Idaho, que trabalho bom! Esse conto poderia se encaixar também num desafio de “vozes na cabeça”, “delírios”, “coma”, “diálogo consigo mesmo”. Tem credibilidade esse conto. Quando muda a voz, quando o outro eu fala, você usou recursos de formatação. Não sou contra e se está dispoonível, por que não usar? Porém, pela fresta da porta eu gostaria de vê-lo resolver isso pelos recursos da literatura. Seria um bom desafio. Gostei das marcações que você fez, com frases curtíssimas, como se fossem títulos de capítulos; dá um efeito musical que bandas de heavy metal, tipo Black Sabbath, usam na cadência das músicas. Sobre a fobia, a de não mais quem é quem, se você é você ou você, foi bem mostrada no conto. Admirável seu trabalho fora do lugar comum.

  7. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Achei a narrativa interessante, tem um tão angustiante, mas ao mesmo tempo não achei que ela mostra medo e sim confusão… mas pode haver medo nisso ai também neh, enfim…

    O autor escreve muito bem, o que eu não gostei foi do desenrolar do texto, achei que o autor falou muito para contar pouco, não que a escrita seja ruim, o contrário, a narrativa é bem feita, mas ainda assim, o enredo não me conquistou. O poema é interessante, mas confesso que assim como a maioria dos que li aqui, parece estar só por estar. Boa sorte!

  8. mariasantino1
    11 de junho de 2015

    Olá!

    ↓O que eu poderia falar já foi mencionado pelos colegas, não concordo com tudo não, achei que o texto merece ser apreciado com mais atenção.

    ↑As viajadas que mostram a psiquê do personagem. Uma boa fobia, sem explicações desnecessárias e esse dialogar consigo mesmo (ou seu outro eu) foi interessante em grande parte.

    Um conto que tinha muito mais a oferecer, mas não fluiu em 100%. Achei a escrita firme. Boa sorte.

  9. catarinacunha2015
    11 de junho de 2015

    TÍTULO traduz bem a fase de inércia em que se encontra o personagem
    O POEMA é importante para a compreensão do texto, logo tem seu valor.
    FLUXO DO TEXTO . Escrever na 1ª pessoa exige domínio do personagem. Como o personagem é dúbio e o texto retilíneo, não deu liga.
    TRAMA não evoca a fobia. Parece um passeio tranquilo pelos pensamentos de um cara com dupla personalidade.
    FINAL . Gostei. Não precisava ser tão didático, mas o jogo do medo com o terror ficou bom.

  10. vitor leite
    11 de junho de 2015

    olá autor(a) vou fazer um comentário muito curto, pois me parece que o texto merece comentários longo e profundos. para mim está muito bem escrito, intimista, e, fluido mas denso. Muitos parabéns.

  11. Fabio D'Oliveira
    11 de junho de 2015

    ❂ Crisálida, de Duncan Idaho ❂

    ➟ Enredo: A proposta é interessante e a narrativa escolhida se encaixou com o enrendo, mas não achei a execução boa. Talvez a história não tenha futuro, por se tratar de um tema batido. Talvez, executado de outra forma, poderia mudar o resultado final. Da forma como está, não ficou muito bom. Apenas razoável.

    ➟ Poema: Encaixou-se com a história, isso é bom. Porém, devo dizer que não ficou muito bom. Seria melhor se fosse um poema mais clássico.

    ➟ Técnica: Muito bom. A narrativa é fluída, ou seja, não cansa. E é possível apreciar o que está escrito. Parabéns!

    ➟ Tema: Não se encaixou. Olha, não dá para sentir o medo no personagem. É uma conversa direta com o leitor e como foi executado, ficou muito superficial.

    ➟ Opinião Pessoal: Não gostei. A história não é promissora, é batida, de fato; e a superficialidade do texto me incomodou.

    ➟ Geral: Bem escrito, porém, enredo fraquíssimo. Poema meia boca. Não existe fobia. Não gostei.

    ➟ Observação: Não se contente com o razoável. Tente fazer o melhor, mesmo sabendo que nunca será o melhor, pois tal coisa não existe. Arrisque mais, também.

  12. rsollberg
    8 de junho de 2015

    É um texto super interessante.

    O estilo meio confessional, esse conflito psicológico do personagem.
    Vi alguma coisa de esquizofrenia, ou até mesmo um transtorno dissociativo de identidade. No entanto, também consigo considerar a fobia de perder a sanidade, ou, melhor dizendo, medo da loucura!

    Algumas analogias funcionaram muito bem, como neste trecho:
    “Um peixe, fora da sua época de reprodução, vagueando por um rio que não lhe dizia respeito. Tentava eclodir seus ovos em minhas ideias, gerando mais e mais peixinhos de desconfiança. Mas não era o tempo certo, e ele nadou para longe, espreitando na maré que subia”

    Outras nem tanto, como a da areia na ampulheta esvaindo… (e olha que eu já usei muito essa, rs. Hoje vejo como era comum e fácil). Mas tudo é uma questão de gosto.

    Gostei da poesia, bem como o título do conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  13. Fil Felix
    8 de junho de 2015

    Gosto muito da temática intimista, de questionar a si mesmo, de (aprender a) conviver com um lado seu que nem sempre é interessante, de admitir falhas, problemas e transformações. Desse exercício de pensar “quando fiquei assim”. Me identifiquei em alguns trechos, que aumentaram essa dose. É o ponto alto do conto. O poema é bom e lemos dentro do contexto, sem até perceber. O que é interessante, pois não destoa. O estilo rápido faz com que o tom mais depressivo não enjoe.

    Porém, acho que faltou lapidar um pouco. Uma formatação e revisão melhores, talvez construir outras frases/ flashbacks pra esmiuçar o protagonista, algumas parecem que estão pela metade. Acabou prejudicando o texto como um todo.

  14. Virginia Ossovski
    7 de junho de 2015

    Olá! Parabéns pelo conto! A fobia escolhida é inusitada e muito intrigante, precisei ler duas vezes para ter uma ideia do que se tratava. A técnica é boa e permitiu ler algumas coisas nas entrelinhas.

  15. Gustavo Castro Araujo
    5 de junho de 2015

    Bem, sou suspeito para falar porque gosto muito desses embates psicológicos. Ao mergulhar na dualidade que existe em cada um de nós — muitas vezes mais do que uma dualidade, mas várias correntes de pensamento se digladiando para ver qual prevalecerá — o autor acertou em cheio. Para mim, o resultado ficou muito bom. De fato, quantas vezes nos surpreendemos em debates acalorados com a gente mesmo? O que se sobressai? Como afogamos uma ideia que não nos parece a mais adequada?

    Creio que a existência de um dilema de fato, porém, tornaria esse embate mais real, como p.ex, se o protagonista tivesse que decidir se desligava ou não os aparelhos que mantinham viva sua mãe. Talvez a existência de uma questão de fundo fizesse com que o leitor se identificasse melhor com as agruras do narrador.

    O tom intimista, quase confessional, também ficou ótimo. Por isso, eu eliminaria o trecho em que ele diz que levou um “par de cornos”. Isso ficou deslocado, como quem conta uma piada num velório.

    O trecho “minhas memórias permaneceram comigo quando eu me for” também requer a mudança do tempo verbal utilizado para “permanecerão”, já que se refere ao futuro.

    O final, entretanto, merece aplausos. Essa ideia do “talvez aconteça, mas talvez já tenha acontecido” ficou muito boa, casando bem com o ritmo de desespero que vai gradativamente tomando conta do texto. É como vemos em Matrix: será tudo um reflexo do que já aconteceu?

    Boa sacada. Inteligente, instigante. Bem escrito no geral. Gostei.

    Boa sorte!

  16. Anorkinda Neide
    5 de junho de 2015

    Ahhh..na releitura eu saquei quem é o(A) autor(A)! hehehe
    Adorei reconhecê-lo(a)…
    um autor(a) muito querido(A) e bom de prosa.

    Eu gostei muito do conto, embora eu ache que não se adequa ao tema fobia.
    As reflexões estão muito bem elaboradas e puxa o leitor pra dentro delas, isso é talento! Gosto bastante deste seu estilo aqui puxado pra prosa pois cada parágrafo é trabalhado com muita sensibilidade,mais do que um outro estilo ae que vinhas nos mostrando em outros desafios 😉
    (já pensou se não é quem estou pensando? kkk mas não tem chance.!)

    o poema não ficou legal não, está completamente supérfluo na trama, a não ser pelo último verso que puxou uma reflexão bem conectada com a trama. e sinto ter sido um verso que veio lá da emoção do autor, nao é?
    devias a partir dele, ter elaborado o poema (aliás sugiro que o faça agora) para trazer à tona, pra vc,a emoção que este verso pinçou, vai doer, mas ficará lindo!

    Bjão
    e boa sorte em tudo

    • Ricardo Gnecco Falco
      9 de junho de 2015

      Obrigado, parceirinha! 😉
      Pena que não fui eu a escrever estas linhas… Rs!
      Abração e valeu o chute! 😛
      Paz e Bem!

      • Anorkinda Neide
        13 de junho de 2015

        ahhhhh manganão!
        alguem está querendo se passar por vc!!kkkkkkkkk

  17. Tiago Volpato
    4 de junho de 2015

    Olá. Bom o texto. Gostei do estilo de confidencia, você construiu bem esse clima de loucura e insanidade que o personagem mergulhou. Não gostei muito dos diálogos, pra mim não acrescentou muita coisa. O poema cumpriu o objetivo de estar no texto, mas só. No geral o seu texto é bem agradável.
    Abraços!

  18. Leonardo Jardim
    3 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (3/5) embora não muito complexa, é bem legal. Interessante esse medo de perder a própria identidade.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, sem nenhum erro ou problema, e com narrativa fluida. Interessante o uso da formatação do texto para separar as personalidades.

    ➵ Tema: (2/2) medo de perder a própria identidade (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) é criativo, principalmente pela fobia, mas não ganhou nota máxima porque reutilizar alguns elementos de dupla personalidade (personalidades divergentes, alternâncias noturnas, etc.)

    ✎ Poema: (1/2) bem encaixado na trama, mas não gostei muito da sonoridade.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto, das alternâncias entre as personalidades, mas senti falta de algum acontecimento mais marcante.

    Encontrei o seguinte problema:
    ● Feliz por ser *o* que eu deveria ser

  19. Brian Oliveira Lancaster
    2 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Uma construção bem interessante, em primeira pessoa. Leva-nos a divagar junto ao personagem.
    G: Esses tons intimistas levam o leitor a incorporar o que está lendo, o que é muito bom. As construções da esquizofrenia estão bem colocadas. No entanto, notei uma descrição maior nesse sentido do que na fobia em si, apesar de ficar bem explícita após o final. O poema também se encaixou bem, mas sem muita relevância à trama.
    U: Só notei um “que” no lugar de “quem”, mas nada demais. Escrita leve e fluente.
    A: Como um todo, gostei do tom. Já na adequação total, tenho algumas dúvidas.

  20. Claudia Roberta Angst
    1 de junho de 2015

    Então, autor, vamos lá. O tom intimista é algo que me atrai, mas sempre na linha tênue entre o agrado e o tédio. Aqui, funcionou bem.
    A fobia ficou implícita e, eu sou a rainha das imagens implícitas, logo considerei o medo de não ser ele mesmo, ou talvez a “fobia de si mesmo” dentro do tema proposto.
    O conto está muito bem escrito e a narração apesar de densa, é bem agradável.
    Boa sorte!

  21. Fabio Baptista
    1 de junho de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************
    Não há nada que desabone na gramática. A narração intimista fluiu bem, mas não teve um diferencial para a nota máxima.

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************
    Essas tramas que envolvem pensamentos conflitantes, multiplas personalidades e tal, são meio arriscadas. Quando o autor acerta a mão, tem grandes chances de sair algo espetacular. Mas quando erra (e é mais fácil errar), sai algo batido.

    Aqui achei que ficou no meio do caminho.

    Não foi ruim, mas não trouxe elementos novos.

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 1/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************
    Não curti muito. Nem vi tanta relevância para a trama.

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 0/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Desculpe, autor, mas não gostei do resultado.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Vou levar em conta esse medo descrito, embora não tenha encarado como uma fobia necessariamente.

  22. Cácia Leal
    1 de junho de 2015

    Muito bom!!! Adorei o conto, embora eu não ache que se encaixe muito bem no tema fobia, não encontrei muito a fobia aqui, achei mais outra doença: a dupla personalidade. E o modo como o autor descreve a dupla personalidade é espetacular. Um excelente escritor, mas eu falo isso de todos.. rs. Sobre a criatividade, muito criativo, embora a trama não tenha sido muito bem desenvolvida. Não achei o poema muito bem elaborado e, eu diria que, o que você tem de exímio escritor, não o tem como poeta… rs. No entanto, como o tema era fobia, tenho que analisar a obra dentro do tema, que acho que não foi muito bem trabalhado, infelizmente. Mas, quem sabe, os demais não pensem da mesma forma. Boa sorte!

  23. Evandro Furtado
    31 de maio de 2015

    Que loucura hein, Duncan?

    Não sei se o texto encaixou-se cem por cento no tema, mas o medo está aí.

    Gostei da maneira como você trabalhou a ideia de dualidade do personagem por meio da linguagem. Só achei que faltou uma história mais densa, considerando que é um conto.

    É um texto relativamente curto, o que facilita a leitura e, como já disse, essa ideia de loucura foi muito bem trabalhada.

    Boa sorte.

  24. Rogério Germani
    27 de maio de 2015

    Olá, Duncan!

    Sem mais delongas, vamos à análise do conto.

    Pontos fortes:

    1- Tom intimista bem aplicado, permite uma leitura agradável enquanto se adentra no vórtice da fobia apresentada.

    2-Usar desilusão amorosa como estopim para o drama interno da personagem foi uma boa sacada.

    Pontos negativos:

    1- A dualidade de interpretação para a fobia apresentada acabou deixando o texto confuso.

    2-O poema só pode ser considerado poema a partir da 2ª estrofe.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Sidney Muniz
      28 de maio de 2015

      Rogério,

      Olha eu querendo aprender mais, e como estou gostando muito das suas avaliações, queria que se possível me explicasse o porquê do poema só poder ser considerado poema da a partir da 2ª estrofe, pois meus conhecimentos acerca de poesia são limitados a ponto de não compreender seu comentário.

      Não gostei muito da pontuação na poesia, principalmente do interrogação pois o “por que” já nos mostra que é uma pergunta, e para poesia, realmente hoje sinto que não se faz necessário a utilização de tal recurso.

      Bom, se puder esclarecer, gostaria de entender sua análise.

      Agora vou ver se atualizo minhas leituras.

      Um forte abraço!

      • Rogério Germani
        30 de maio de 2015

        Olá , Sidney!

        Bacana ver que, assim como eu, você também entrou neste desafio para aprender os diferenciados estilos e técnicas aplicadas nos contos. Primeira vez que participo de um grupo de contista com tanta qualidade e… estou adorando…rsrsrs

        Bom, quanto ao poema usado no conto Crisálida, nota-se que o autor(a) pretendeu utilizar na 1ª estrofe a linguagem de versos livres (sem a necessidade de rimas ou métrica) e finalizou-a com uma indagação.

        “Não tema o que há dentro de si,

        pois o que guarda é tudo aquilo que lhe aprecia.

        Liberte os desejos reprimidos pelo tempo.

        Afinal, qual a vantagem de viver na dualidade?”

        Erroneamente, algumas pessoas acreditam que, já que não existem rimas e métrica, os poemas livres não utilizam-se de regras. Existem duas nos versos livres: unidade de conteúdo e ritmo. Nas 03 primeiras linhas, o mesmo pensamento imperativo é mantido com total segurança e, de repente, na quarta linha o eu-lírico precisa da confirmação do leitor como respaldo para tudo o que ele vinha afirmando . Este efeito funciona em poema longos, onde a única pontuação é posta na última frase ou, para evitar dúvidas, colocando pontuação no final de cada estrofe. Já o ritmo é obtido nos versos livres através de sons parecidos nas palavras empregadas internamente nas frases. Isto não ocorreu na 1ª estrofe… As frases apenas foram sendo aplicadas para manter o raciocínio do eu-lírico, sem preocupar-se com o ritmo na cadência dos versos apresentados.

        Veja um exemplo de um poema de verso livre:

        AMOR VIOLETA

        O amor me fere é debaixo do braço,
        de um vão entre as costelas.
        Atinge meu coração é por esta via inclinada.
        Eu ponho o amor no pilão com cinza
        e grão de roxo e soco. Macero ele,
        faço dele cataplasma
        e ponho sobre a ferida.

        ( Adélia Prado )

        Perceba que há unidade de conteúdo: o amor é violeta e o motivo dele ser assim para a autora. Também o ritmo é mantido, mesmo sem utilização de rimas, com a fonética aproximada das palavras

        debaixo-braço
        inclinada-cataplasma
        cinza-ferida

        e as rimas internas

        vão-coração-pilão

        E, na 2ª estrofe, o autor(a) do conto Crisálida mudou a abordagem do poema para o clássico sistema
        ABCB, onde a última palavra do segundo verso rima com a última palavra do quarto verso

        “Uma mariposa em metamorfose (A)

        que come, fala e ambula.(B)

        Vivendo e morrendo entre demônios e anjos;(C)

        Como é estranho viver com uma doença sem cura.”(B)

        Espero ter ajudado…

  25. Wallace Martins
    27 de maio de 2015

    Olá, meu caro Autor(a), tudo bem?

    Rapaz, a história é magnífica, assim como você, já me peguei me perguntando muitas vezes sobre isso, sobre como seria ter uma dupla personalidade, como elas sobreviveriam em uma mesma mente, se uma subjugaria a outra ou viveriam em harmonia, se uma seria esquecida em detrimento da outra existir, são questões bem pertinentes, contudo, não vejo isso como fobia, na verdade, isso se chama Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), apesar de haver um medo do seu personagem, onde, de fato, seria pertinente, onde que, caso você o colocasse em um nível mais absurdo, ou, caso essa segunda personalidade fosse inventada e ele tivesse um medo que isso, um dia, ocorresse, acho que poderia se encaixar mais em uma fobia, contudo, nesse caso, acho que seria somente um medo em uma pessoa que sobre de TDI.

    Tirando o supracitado, seu conto é maravilhoso, de verdade, sua escrita é de um refinamento incrível. É simples, com ótimos detalhes, com um ritmo maravilhoso, sem muitas repetições de palavras, gostei de verdade, alguns pequenos erros de português, mas que, claramente, foram apenas de digitação, se tivesse realizado uma revisão um pouco mais minuciosa e com tempo (algo que tem se tornado muito difícil no dia a dia de hoje, afinal, vivemos em uma sociedade que quer correr contra o tempo, busca fazer tudo ao mesmo tempo, tem que ser tudo rápido), teria consertado-os e o texto ficaria perfeito.

    O poema foi de um extremo refinamento e bom gosto que fiquei boquiaberto com a qualidade do mesmo, de verdade, muito obrigado por escrevê-lo e compartilhá-lo conosco, assim como o seu conto, parabéns.

  26. Rubem Cabral
    27 de maio de 2015

    Olá, autor(a).

    Gostei do tom intimista e do medo estranhíssimo do narrador. O conto é bastante instigante e a fobia do personagem me lembrou algumas síndromes estranhas.

    Achei, contudo, que a narração variou um tanto. Que às vezes soa culta e depois muito coloquial. Talvez fosse melhor fixar o tom ou utilizar tons diferentes para marcar os “eus” distintos.

    Quanto à poesia, a segunda estrofe é bem bacana, a primeira parece apenas texto não-poético.

    Bom conto!

  27. JC Lemos
    26 de maio de 2015

    Olá autor! Tudo em cima?

    Gostei do que fez aqui. É um conto intimista, algo que toca e faz refletir. Gosto dessa ideia de multi identidades para o texto. Parece até que incorpora a ideia do conto; Várias faces.
    A ideia de se perder de si mesmo parece boa, legítima e nova. Não vi algo parecido até agora.

    O poema também ficou legal, e assim como o restante, veio com a dualidade.

    Os erros a serem acertados já foram mencionados, então não vale a pena ressaltá-los.

    Parabéns e boa sorte!

  28. simoni dário
    26 de maio de 2015

    Olá autor

    Pela sua explicação ao comentário percebi que não tinha entendido nada. Achei que o personagem/narrador fosse homofóbico vivendo um conflito com ele mesmo (medo) de assumir a homossexualidade, e tinha gostado muito dessa ideia. Li todo o texto com esse contexto na cabeça e adorei o resultado,mas se a intenção foi mostrar uma dupla personalidade, com surtos de medo de se perder no “outro”, daí já não sei mais. Esse medo apresentado no texto e Fobia são coisas diferentes na minha opinião.Só que você escreve tão bem e tem uma narrativa tão fluída e delicada que só posso te dar os parabéns! Gostei muito!
    Abraço

    • Duncan Idaho
      26 de maio de 2015

      Último comentário, prometo.

      Como falei no comentário abaixo, escrevi baseado em meus pensamentos, mas isso não impede que o texto seja interpretado de outra maneira. Se é algo que te agradou e você viu motivos que corroboraram para sua interpretação , por que não? Na verdade, fico feliz por essa confusão.

      Já falei além da conta.
      Aos amigos leitores, leiam e tirem suas próprias conclusões. Ficarei feliz com a opinião de cada um.

      Abraços !

    • Sidney Muniz
      26 de maio de 2015

      Tive a mesma percepção.

      Concordo que isso tenha empobrecido o texto, devido a enquadramento junto ao tema.

      Uma pena, pois tudo indicava homofobia, até mesmo a Crisálida que simbolizava a mudança, a metamorfose do personagem, e com tantas alusões a namoro/gays/mudança depois dos 18 anos, os conflitos, a falta de aceitação e coisa e tal, realmente a subjetividade sugeria isso.

      É um caso que vai me dar dor de cabeça na hora de atribuir notas, pois gostei demais mesmo do texto.

      Bom, vamos ver o que vem pela frente.

      Reitero ainda assim meus parabéns ao autor(a), pois o trabalho é muito bom.

  29. Ana Paula Lemes de Souza
    26 de maio de 2015

    Olha, autor, vou ser muito franca. Eu amei o conto, de verdade. Você escreve de um jeito muito gostoso de ler. É meu estilo de leitura…

    Porém…

    Não me situei bem quanto à fobia do autor-personagem. Fiquei pensando se o medo, ou a fobia (não identifiquei se era medo ou fobia), era de se perder de si mesmo, e, se assim for, perder de si mesmo em decorrência do quê? Confesso que fiquei bem perdida na leitura… Perdida mesmo. Em uma releitura, o que identifiquei foi uma espécie de esquizofrenia, que não é fobia, frisa-se.
    De qualquer forma, aguardo seu posicionamento. Pois como eu gostei do conto, é importante você elucidar essa questão, ok?
    Abraço e parabéns. Desejo sorte nesse desafio!

    • Duncan Idaho
      26 de maio de 2015

      Oi, Ana Paula.

      Sem querer me alongar muito, é exatamente isso. Há uma dualidade que pode ser considerada esquizofrenia, mas também há esse medo de se perder. Não sei se é uma fobia existente, mas já passou pela minha cabeça algumas vezes, então achei válido usar no desafio.

      Como o texto incorpora alguns pensamentos meus, eu (autor) vejo que não é necessário um motivo aparente. Pode ser uma junção de vários problemas acumulados ao longo dos anos que, em algum momento, culminam nesse surto aparentemente inexplicável.

      Já imaginou o quão ruim seria você deixar de você mesma? Como uma dupla personalidade, só que sem a possibilidade de algum dia o seu “eu” verdadeiro retornar.

      É basicamente isso.

      Desculpa por ter dado a explicação. Vejo que o texto, por necessitar de esclarecimentos, está incompleto e confuso.
      Fica o aprendizado para os próximos certames.

      Obrigado pelo comentário!

      Abraço!

      • Ana Paula Lemes de Souza
        1 de junho de 2015

        Obrigada! Muito gentil você me responder!!! Boa sorte no desafio. Abraços!

  30. Sidney Muniz
    26 de maio de 2015

    Aguardando…
    Aguardando…

    Genial isso!

    (minhas memórias permaneceram comigo quando eu me for?) – permanecerão?

    essa dor que não tem cura, se mostram resilientes conforme o tempo passa – Não consegui captar o porquê de se tornarem resilientes conforme o tempo passa, Me parece incoerente, pois se há uma batalha, se o futuro é incerto, vejo que há uma divisão entre os dois “eus”, o que me remete a pensar que ele não está se adaptando a essas adversidades. Sendo assim, dentro de minhas percepções não consegui assimilar isso, mas pode ser por incapacidade minha.

    O que vejo e o que faço, é jogado para segundo plano, enquanto um novo “eu” nasce do casulo que cultivei interiormente. – Esse trecho soa desnecessário, e fora da ordem cronológica, visto que o “eu” já nasceu, e já está dentro da pessoa. Se fosse inserido anteriormente ao diálogo penso que estaria melhor ordenado.

    Feliz por ser que eu deveria ser – ser quem eu deveria ser

    O aprendizado, a forma como vemos as coisas, foi estranho – não consegui entender essa alternância do tempo, senti que ficou mal formulada – sugiro: forma como víamos as coisas, era estranho.

    Ambula? Ambulante sei que existe, mas ambula nunca vi essa conjugação, mas ambulante não é um verbo, e sim um adjetivo, conjugá-lo não ficou legal. Se pensarmos pelo ponto de licença poética, digamos que há sua dose de ousadia, mas para mim não contribuiu.

    Quanto a fobia, realmente foi muito bem explorada. os sentimentos, o medo, o conflito de “interesses” dentro de si próprio, digamos os conflitos… para ser mais objetivo. Achei muito inteligente essa abordagem sobre a homofobia, se é que entendi bem.

    No mais gostei do conto. É muito bom e o autor(a) tem muito talento.

    Desejo sorte no desafio e peço desculpas se me intrometi demais, é que mesmo que tenha gostado muito, sinto que da ainda para melhorar mais.

    Um forte abraço e muita sorte no desafio.

E Então? O que achou?

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Publicado às 26 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .