EntreContos

Literatura que desafia.

A Rua das Assombrações (Jefferson Reis)

Havia aquela rua no final do bairro, próxima ao pasto íngreme que ficava pantanoso conforme o declínio. Era verão, e a chuva deixara de cair somente nos fins de tarde para abrir também os dias, aumentando o volume do pântano. A água empoçava na Rua das Assombrações, onde o asfalto era antigo e abandonado. Às vezes a água avançava até os quintais das casas, submergindo os mortos jardins.

As crianças foram as primeiras a apelidar a rua dessa forma, por causa das casas abandonadas e pelas imensas criaturas chifrudas que afirmávamos ver andando pelo brejo nas madrugadas. Com o tempo, os adultos também passaram a usar esses termos para se referir ao lugar. Os mais jovens não vivenciaram o período em que a rua ainda fazia parte do mapa da cidade.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

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38 comentários em “A Rua das Assombrações (Jefferson Reis)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Oh, quantos contos bons nesse desafio. Já estou virando clichê com o muito bom e o gostei demais, mas é a realidade! Fui levada de volta a infância com esse conto. E também me senti lá na rua das assombrações com as crianças. Acho que todos nós tivemos na vida alguma história de assombração, né? Seu estilo narrativo está muito bom. Gramática razoável, encontrei alguns errinhos, mas nada que prejudique tanto o texto, e acho que cheguei a sentir um pouquinho de receio com o que as criancinhas encontrariam… E que final nostálgico. Parabéns!

  2. André Lima
    28 de abril de 2015

    Nossa! Um conto muito legal, muito legal mesmo! Me prendeu do início ao fim e em cada parágrafo eu ficava ansioso para chegar até o grand finale.
    E esse grand finale não me decepcionou nem um pouco.

    O suspense do conto é ótimo e certamente foi um dos meus preferidos!

  3. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Muito bem lembrada essa Lenda Urbana, recordo-me de várias ruas assombradas no bairro em que eu morava, que até hoje frequentam meus sonhos. Todos nós também, creio , sonhamos que estamos no interior de alguma casa chave. Seu conto é muito Freudiano. A lenda do vazio é o que Jung chamou de arquétipos, de inconsciente coletivo. O seu conto parece muito com o suspense psicológico de Henry James, e com os filmes de terror atuais, baseados nesse autor, que provocam pulos na cadeira. Muito interessante, Pedro Alvarenga.

  4. Cácia Leal
    28 de abril de 2015

    Achei que o linguajar das crianças não condiz com falas de crianças. De onde o personagem tirou a ideia de que a criatura era uma criança? Acho que merece uma explicação.
    Mas, no geral, gostei do conto. Achei alguns erros de português também.

    Notas:
    Gramática: 8
    Criatividade: 8
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 8
    enredo: 8

  5. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Pedro! Bem interessante o mundo que você criou. Os personagens não me cativaram muito, mas o enredo é bom. Talvez pudesse acrescentar alguma reviravolta na trama para que o foco não ficasse majoritariamente no espaço da parte mal assombrada da vila, como ficou. Parabéns e boa sorte!

  6. mkalves
    27 de abril de 2015

    onita a história. Embarquei junto com o garoto que se impressionava com histórias de assombração e me comovi com a frase final. Talvez o impacto da história da menina pudesse ser melhor explorado nas emoções do garoto, mas gostei do conto o suficiente para não me deter em eventuais lacunas durante a leitura.

  7. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Gostei do conto, um enredo que prendeu minha atenção, com boas descrições, sem atropelos. Porém, pede uma revisão mais atenta, na gramática e em alguns pontos que achei estranhos, como a questão dos pais e da água do chafariz… Agora esqueci exatamente o que era, mas outros devem ter apontado, era algo relacionado a cor, enfim, mas eu reforço que gostei muito!
    Emoção: 2/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 10

  8. Ricardo Gnecco Falco
    27 de abril de 2015

    Show! Muito bem escrito e apresentado (somente duas falhas de revisão: “Crescemos fascinados pela a decadência” e “alcançamos o asfalta da Rua das Assombrações.”). Curti as frases curtas entre os parágrafos, mais para o início da obra (gosto disso! 🙂 ). O tema foi certeiramente abordado e o resultado foi que não consegui parar de ler, até chegar ao final. O garoto protagonista conseguiu criar a conexão, mesmo sendo o único a não possuir um nome. Gostei disso, também!
    Parabéns pela obra! Boa sorte!
    🙂
    Paz e Bem!

  9. Fil Felix
    25 de abril de 2015

    Gostei do conto, achei leve e tranquilo de ler. Me passou um ar daquelas histórias de terror da coleção Vagalume. Ideal para um público mais jovem, apesar de trazer lembranças pros mais crescidos kkk Quem não gostava de, quando criança, invadir essas casas abandonadas, procurar por mistérios e cia.

  10. vitor leite
    25 de abril de 2015

    gostei muito deste texto principalmente pela linguagem poética, as memórias e a partilha sem recorrer a qualquer lamechismo, trama muito bem desenvolvida, muitos parabéns

  11. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (4/5) achei muito legal, a introdução, o desenvolvimento e o final. É daquelas histórias quem prendem pela tensão. Muito legal!

    ✍ Técnica: (3/5) boa, com boas metáforas e soube criar e manter a tensão.

    ➵ Tema: (2/2) fantasia urbana (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) achei criativo, mas alguns elementos de criação do clima (noite, chuvas, lanterna, etc.) são batidos.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) me prendeu do início ao fim e, como já disse, consegui manter a tensão.

    ● Essa frase não ficou muito boa: “A maioria dos pais era clara como a água do chafariz da praça em se tratando daquela rua: suja, perigosa, onde já se viu?” (a comparação com chafariz ficou grande e criou um contraste estranho com a sujeira da rua).

  12. Rodrigues
    23 de abril de 2015

    Que inveja da organização e capacidade desse autor em manejar vários personagens, coisa que dificilmente eu consigo fazer. Gostei dos personagens, desse pequeno mundo criado e da descrições perspicazes. A ação me lembrou bastante livros de quando estava na escola, que sempre tinham um mistério. Ali pelo meio algo se perde, mas logo retorna com vivacidade e a partir do momento em que aquela criatura medonha aparece, o conto chega em seu melhor momento. Gostei bastante.

  13. Pedro Luna
    23 de abril de 2015

    Esse foi um dos primeiros contos que eu li, mas só estou comentando agora. Achei bem escrito, com cheiro de infância e aventuras de filmes como Goonies, Deu a Louca nos Monstros, que ficaria bem melhor se as personagens mirins (tirando o protagonista) tivessem mais desenvolvimento. Acho que seria uma ideia bacana pra um livro de terror juvenil estilo Goosebumps ou Rua do Medo. Mas digo que funcionou como conto também. Bacana. Parabéns.

  14. Eduardo Selga
    23 de abril de 2015

    A diferença que faz quando quem escreve um conto domina a técnica e possui engenho é toda. É o caso desse texto.

    Com muita habilidade o(a) autor(a) consegue criar um universo a partir do ponto de vista do narrador infantil. Este ficcionaliza muito do que ocorre em seu entorno. Por exemplo, as descrições feitas do espaço alagado criam a sensação próxima das ambientações de certos contos infantis, carregados de florestas e pântanos. Ambas as palavras são bastante carregadas de significado. “Floresta” dá a sensação de um enorme espaço de mata fechada e “pântano” nos conduz à impressão de uma grande quantidade de água estagnada. No entanto, ao que me parece, tanta grandeza se encontra muito mais na paixão que narrador tem pelos espaços abandonados, com a qual consegue inclusive, em alguma medida, influenciar as outras crianças.

    Do ponto de vista narrativo é muito rico construir um personagem que narra a estória que ele ficcionaliza como se fora verdade. E é mesmo verdade, para ele. a desenvoltura que ele demonstra ao se apropriar da história de Mariana e preencher os espaços vazios dela com suas criações é coisa de escritor. O que ele faz é, no presente, “restaurar” um passado não a partir da memória (e nem seria possível, ele não é Mariana), mas a partir de seu impulso criativo. Ou seja, ele inventa o passado alheio ao seu modo. A Mariana “real” passa, desse modo, a ser uma personagem dele.

    A grande mola propulsora da criatividade do narrador está nos espaços vazios. Supostas ausências que, na verdade, se constituem em presenças muito fortes para ele e para as outras crianças, em grau menor. Nesse sentido, a explicação que dá para a sua fauna e floras internas é lapidar: ” As pessoas foram embora, a energia do lugar passou a emanar somente das coisas esquecidas. Sobraram apenas resquícios da vida humana por aqui. Nada mais preenche o vazio além das lembranças. As criaturas vieram de lá.”

    As criaturas vieram do vazio, portanto? Não. Vieram dele. O substrato “real”, a alimentar a imaginação infantil, domina o narrador a ponto de ele (e apenas ele) enxergar as criaturas. Não é, pois, um narrador confiável, mas isso não tem a menor importância. Ou melhor, tem sim: é um dos charmes do texto.

    Algumas construções me chamaram muito a atenção, como essas duas belíssimas metáforas:

    1) “Nos encontramos certa manhã na Rua Jerônimo Nunes, olhando O BREJO QUE ENGATINHAVA, AINDA BEBÊ, em nossa direção”.

    2) “Um trovão escapou pela boca do caos”.

    E essa, particularmente inspirada, de quando o narrador tenta explicar, absolutamente convicto, a razão das criaturas: “A água expulsou as pessoas. Toda vez que uma família deixava uma casa, A PONTE ENTRE O NADA E O ALGO CRESCIA. Coisas começaram a escapar”.

    E aqui um recurso que não vejo com frequência no Entrecontos, a mistura de discursos diferentes num mesmo enunciado: “A maioria dos pais era clara como a água do chafariz da praça em se tratando daquela rua: suja, perigosa, onde já se viu? Filho meu está proibido de ir até lá”. Inicialmente a voz é do narrador, mas logo em seguida, com maestria (e isso é fundamental no trecho), o turno é passado a uma voz geral, representando o discurso materno (a expressão “filho meu” é típica de mãe zelosa, mas não apenas).

  15. Swylmar Ferreira
    22 de abril de 2015

    Bom conto. Atende ao tema proposta e está dentro do limite de palavras.
    A linguagem é objetiva, de fácil compreensão e o texto tem boa estrutura.
    Um conto infantil leve e muito bom. Boa sorte!

  16. Pétrya Bischoff
    21 de abril de 2015

    Ah, que conto meigo. Como uma literatura infanto-juvenil, algo que eu leria na infância… As descrições são ricas e a narrativa prende a leitura. A escrita é de fácil acesso e a estória é interessante, intriga (como qualquer lenda urbana). Vejo muito potencial nesse texto e possíveis fãs juvenis. Parabéns e boa sorte.

  17. Felipe Moreira
    18 de abril de 2015

    O texto carrega uma atmosfera harmoniosa. É lindo caminhar junto com a história, sentir as mesmas sensações que os jovens curiosos. Pude sentir na pele as descrições do ambiente, os detalhes. Caiu perfeitamente com o tema. E o que foi esse final? Tão eloquente quanto às análises do protagonista e Lucas sobre as causas do pântano no bairro. Um dos melhores textos até aqui.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  18. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    18 de abril de 2015

    Quando chegou no momento que o menino falou da escuridão como vazio, pensei comigo que aquele vocabulário não combinava com uma criança de jeito nenhum. Aí a narrativa foi adiante, soberba, e saquei que era a narrativa de uma pessoa com mais idade, talvez um jovem de mais de vinte anos, contanto esse causo fantástico da sua infância. A adequação ao tema difícil é de tirar o chapéu!

  19. simoni dário
    17 de abril de 2015

    O texto é bonito, tem uma história envolvente e você transmitiu bem os detalhes que me colocaram na Rua das Assombrações. A leitura flui, tem alguns descuidos com a revisão, mas nada comprometedor. Os personagens estão bem descritos e as fantasias criadas pelas crianças em relação às assombrações foram gostosas de ler. O final está digno de um conto. Boa sorte!

  20. Thales Soares
    17 de abril de 2015

    Gostei um pouco.

    O conto está muito bem escrito. Se encaixou perfeitamente com o tema e aproveitou bem o limite proposto. Entretanto, achei que algumas partes ficaram muito enroladas e cansativas. Poderia ter ido direto ao assunto em alguns momentos. Gostei do clima construído, estilo aqueles filmes de seção da tarde. A historia teve um bom final, fechando mto bem o ciclo iniciado.

  21. Virginia
    14 de abril de 2015

    Gostei de ler, a história é simples mas prende a atenção pelo tom leve. Também fiquei curiosa sobre essa rua cheia de mistérios. Acho que por isso mesmo esperava um pouco mais do final. Mas foi uma boa obra bem legal de ler, parabéns !

  22. rsollberg
    13 de abril de 2015

    Um estilo que me fez lembrar dos contos que lia na infância.
    Achei muito interessante a teoria do protagonista sobre as criaturas surgindo do vazio.

    O texto tem bom ritmo e é gostoso de se ler.
    Gostei muito desta frase: “A linguagem da tempestade cobria qualquer som.”
    Talvez, para ficar ainda mais dinâmico, seria legal diminuir o número de personagens, juntando as características. Penso que não teria qualquer prejuízo para a trama.

    No entanto, a meu ver, houve uma pequena fuga ao tema. Não vi a história como uma fantasia urbana (posso até estar enganado). Entendi que é uma rua afastada de um bairro, mas penso que o tema exigia um pouco mais, Tipo mais Ghostbusters, menos A última casa a esquerda!

    Sei lá, apenas uma opinião.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio.

  23. mariasantino1
    11 de abril de 2015

    Bom desafio, autor(a).

    O amigo, José Leonardo disse que sentiu cheiro de infância nesse conto (lá no grupo do FB) e eu também senti evocação das coisas de minha infância. É carismático o narrador personagem e confesso que quando li essa construção aqui até suspirei “éramos apenas um. Um corpo grande e esticado, cheio de pernas e braços, mas com apenas um coração infantil.”. O conto é bem ambientado, caracterizado, bem escrito, diálogos críveis e dentro do universo infantil (digo que não destoa em uma linguagem curada demais e despojada demais). O ponto negativo ficou por conta de haver mesmo assombrações ao invés de ser somente coisas de criança. Caberia mais aflição trazida pela tempestade e então as visões poderiam ser recebidas como delírios de medo e não algo real. Mas a melancolia e toda caracterização das crianças ficou muito bonita, assim como as casas e a trama em si. Parabéns!

    Média — A nota para esse conto será: 8 (oito)

    Obs: Alguns desajustes — A criatura também entendeu (ESTENDEU) seu braço comprido — grossas gotas geladas caiam (CAÍAM) sobre o pântano. (só alguns exemplos).

    Abraço!

  24. rubemcabral
    8 de abril de 2015

    Gostei bastante do conto, pois o desenvolvimento é bem seguro e a trama e as personagens são criativas e bem descritas.

    Para passar um último verniz, eu sugeriria rever alguns diálogos, que não soaram naturais nas bocas de crianças. Por exemplo: “– Quando essa rua ainda era habitada, há mais ou menos vinte anos, o vazio não imperava por aqui, porque as pessoas, lúcidas e vivas, preenchiam tudo com suas energias humanas; então o pântano cresceu, tomando conta de tudo. A água expulsou as pessoas. Toda vez que uma família deixava uma casa, a ponte entre o nada e o algo crescia. Coisas começaram a escapar. As pessoas foram embora, a energia do lugar passou a emanar somente das coisas esquecidas. Sobraram apenas resquícios da vida humana por aqui. Nada mais preenche o vazio além das lembranças. As criaturas vieram de lá..”

  25. Tiago Volpato
    7 de abril de 2015

    Um bom conto dentro de tema proposto. Bem escrito e bem montado. Parabéns.

  26. Jefferson Lemos
    5 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo bem? Seu conto lembrou-me o estilo de um amigo de letras, que costuma usar esse tom em suas narrações. Esse final me lembrou algumas histórias do Neil Gaiman, e seu fascínio pela infância.

    Sobre a técnica.
    Gostei. Não tive dificuldades com a leitura, e consegui imaginar os cenários da forma que deveriam ser. Além disso, gostei do personagem principal, e como já falei mais acima, você parece ter tido uma influência de Neil Gaiman. Ficou bom.

    Sobre o enredo.
    Interessante e bem estruturado. Os amigos aprontando juntos lembraram-me os do filme A Casa Monstro. Esse tom meio sombrio e fantástico acaba remetendo às coisas que já conhece dentro do estilo. A história se desenvolveu muito bem, e a interatividade da personagem principal com os outros, funcionou. Gostei do final e de como a história da Marina serviu de gancho.

    Sobre o tema.
    Um tema muito bom, e que soube ser aproveitado. O limite também é bem generoso, então creio que você conseguiu alcançar seu objetivo.

    Nota:
    Técnica: 8,0:
    Enredo: 9,0
    Tema:7,0

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte!

  27. Anorkinda Neide
    4 de abril de 2015

    Gostei muito desta aventura infanto-juvenil!
    Muito gostosa de ler, nem senti q o texto era grande.. me envolveu! Parabens!

    O final foi a cereja do bolo! 🙂

  28. Gilson Raimundo
    3 de abril de 2015

    Uma história muito boa, de caráter juvenil, lembrou-me Ponte Para Terrabytia, ou mesmo aquelas histórias da coleção vaga-lume que li muito quando criança.

  29. Andre Luiz
    2 de abril de 2015

    Olha, caro Pedro, gostei do seu conto em partes, pois me cansei de ler em alguns pontos. Contudo, esta sua ideia de tratar tudo da visão de uma criança foi muito boa e bem executada, visto que me cativou. Você soube conduzir o texto sem muitos deslizes e fez com que o final fosse muito bom, porém, aludindo a meu colega Fábio Batista, não foi um “Blockbuster”.

  30. Rafael Magiolino
    31 de março de 2015

    Muito bom. A narrativa em primeira pessoa costuma funcionar bem em contos de terror deste tipo e você conseguiu conduzir muito bem. Apesar de ter gostado da atmosfera de terror adolescente, achei as coisas forçadas.

    Não acredito que todos se portariam de tal maneira perante um cenário como aquele. Mesmo havendo a obsessão do narrador com o pântano, acredito que os demais não teriam coragem de acompanhá-lo. Porém, é apenas minha opinião.

    Abraço e boa sorte!

  31. Jowilton Amaral da Costa
    30 de março de 2015

    Contaço. Uma condução suave, mas, mantendo o suspense com habilidade. Ótimas descrições do ambiente. Um conto clássico ao estilo do King, Tem uma pegada de Conta Comigo e A Coisa. Vi um “asfalta”, foi o único deslize que reparei. Parabéns.

  32. Neusa Maria Fontolan
    30 de março de 2015

    Este conto me fez vasculhar minhas memórias. Tentei lembrar-me se eu vivi algo tão inocente e ao mesmo tempo travesso, o que é natural em uma criança. Não encontrei nada! DROGA! Acho que não tive infância. Deve ser por causa disso que depois de velha sou tão infantil. Mas isso não vem ao caso aqui.
    Bom conto. Fez com que eu fantasiasse, me visse no meio daqueles meninos. Obrigada por uma boa leitura.

  33. José Leonardo
    30 de março de 2015

    Olá, autor(a). Seu desenvolvimento sobre o tema causa grande nostalgia no leitor que vivenciou algo ainda que meramente parecido na infância ou, pelo menos, a vontade de ter passado por tal experiência. Embora o enredo fosse manobrando por aparentes clichês de histórias de fantasmas, a escrita é agradável e sabiamente pensada, além de proporcionar à maioria dos leitores aquele “crescendo” de expectativa conforme avançamos no mistério. Talvez devido ao próprio ambiente do clímax mais o contexto e a linguagem, alguns sentirão um prazer semelhante ao sinestésico, altamente revigorante — como nos bons contos de nossa infância.

    Encerro recomendando revisão posterior (“conclui” é CONCLUÍ; “a criatura também ESTENDEU seu braço” etc.). Abraços e boa sorte neste desafio.

  34. Marquidones Filho
    30 de março de 2015

    Nossa! Que relato legal! A forma como as palavras dão peso à situação cria todo um clima de suspense. Muito bem escrito, parabéns.

  35. Claudia Roberta Angst
    30 de março de 2015

    Conto muito bem escrito, sem falhas na narração, pelo menos nada que eu tenha percebido. A trama está bem elaborada e instiga a curiosidade do leitor, conduzindo-o ao pântano misterioso.
    Não é um conto curto, mas nem por isso a leitura torna-se cansativa. O autor soube lidar com habilidade com as palavras e construiu imagens bem interessantes. Nada de muito impactante acontece, no entanto, o leitor tem a sensação de ser fisgado sem chance de se debater. Muito bom!

  36. Brian Oliveira Lancaster
    30 de março de 2015

    E: Melancolia, saudosismo e outras camadas subjetivas muito bem exploradas. Nota 9.

    G: Tom intimista e infanto-juvenil muito bom, gracioso. Essas aventuras de crianças sempre lembram a Sessão da Tarde e seus filmes aventurosos (Super 8 foi o último a resgatar esse sentimento). O começo é levemente travado, mas depois fica interessante quando a expedição realmente começa. O final chega a ser poético, e compensa qualquer revisão anterior. Nota 8.

    U: Algumas coisinhas incomodaram, mas nada muito sério. As primeiras construções não ficaram fluentes ou suaves. Nota 8.

    A: Então. Não sou nenhuma autoridade nesse campo e desconheço os meandros da fantasia urbana. Sei apenas que, nestes casos, as coisas fantasiosas são aparentemente normais e comuns. Em seu texto, apesar de muito bem escrito, foi uma fantasia “normal” em minha opinião – pois volta à realidade no final. Nota 7.

    Média: 8.

  37. Fabio Baptista
    29 de março de 2015

    Olha, venho dizendo que esse desafio está o melhor em termos de qualidade técnica. E cada novo conto que aparece mantém essa minha impressão.

    Aqui, porém, acho que o autor conseguiu ir um pouco além dos demais até o momento. Criou uma narrativa sensacional, com uma ambientação que beirou a perfeição. Só pra não perder o costume, destaco um “a” que ficou sobrando em algum lugar (é no começo, desculpe, mas nem anotei, de tão absorto que estava na leitura) e dois verbos que seria melhor se ficassem no singular. Um deles foi em: “Eles queriam que eu os acompanhassem”. O outro um pouco antes, mas também não anotei pelos mesmos motivos do “a”. Desculpe.

    Fiquei imaginando, durante a leitura, até que ponto o autor flertaria com o fantástico. Pensei, como tem sido inevitável na maioria das vezes, em como eu conduziria a história. Acredito que o autor caminhou numa linha tênue ao escrever o clímax desse conto, pois um passo a mais para “lá” ou para “cá” seria suficiente para estragar todo o clima construído com maestria até então.

    E o resultado ficou na medida certa.

    Excelente conto, meu preferido até o momento.

    NOTA: 9

  38. Alan Machado de Almeida
    29 de março de 2015

    Lembrou o espírito de Goonies e o desenho A Mansão Mal Assombrada. Interessante, principalmente pelas assombrações serem originais sendo que no tema fantasia urbana geralmente usam as batidas criaturas lobisomem, fantasma e vampiro

E Então? O que achou?

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Publicado às 29 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .