EntreContos

Literatura que desafia.

Túlio (Jowilton Amaral)

A história que vou contar

Acredita quem quiser

Elas podem te abalar

Preste atenção no que vou dizer.

 

Vou falar de criaturas astutas

Manhosas, e arteiras

Que amedrontam pessoas incautas

Nos dias treze das sextas-feiras.

 

Túlio se alimentava na cozinha quando percebeu os sapatos pretos de bico fino estagnarem bruscamente em cima da soleira de granito escuro. Não deu a mínima, aqueles pés não iriam adiante. O dono deles nunca dividiria o mesmo espaço com ele. Finalizou a refeição, lambendo o prato, encontrava-se faminto. Espreguiçou-se e matutou no que teria para almoçar, já que o que havia degustado a pouco eram os restos da refeição passada. Sonhava com um belo e suculento pedaço de atum.

Os fatos que se sucederam no dia anterior ainda embaralhavam-se na cabecinha de Túlio. Seu lar amanhecera conturbado. Um monte de gente desconhecida chegou na casa. Todos entrando e saindo do quarto da sua querida Judite. Uma sombra desfigurando o rosto deles. Ao passo que a mulher a quem ele estimava imensuravelmente era retirada de seu leito e colocada em uma outra cama, uma cama esquisita, forrada de flores brancas. Não sabia se ela havia retornado, estava com saudades dela, queria muito poder acorda-la como fazia todas as manhãs, ontem não conseguira. No entanto, a presença de Alberto, o homem dos calçados negros, imobilizado bem em frente a porta, esfriou o seu ímpeto.

Túlio não compreendia as reações que sua presença provocava naquele sujeito de cabelos de cor de algodão. Alberto congelava ao vê-lo. O primeiro impulso do homem era estancar seus passos onde quer que estivesse, não importando para onde quer que fosse; ele parava. Em seguida era acometido por suores e tremores. Seu tórax avolumava-se e esvaziava-se freneticamente, seguido de um chiar no peito muito parecido com o que Túlio emitia quando se encontrava contente. Mas, Alberto não estava feliz. Seus olhos chispavam ódio e medo de dentro das órbitas, uma fúria visivelmente maior do que a de costume.

Túlio sentiu a ameaça percorrer sua espinha de forma densa. Os pelos de sua nuca arrepiaram-se. Mesmo assim, deu dois passos curtos à frente, bem devagar, de forma dissimulada.

— Por aqui não, seu Demônio. — Alberto falou entredentes, recuando de forma vacilante e mostrando com suas mãos trêmulas o que escondia atrás de suas costas.

Túlio reconheceu de imediato o cinturão de couro cru, sobretudo a generosa fivela dourada, que muitas vezes estalou em seu lombo, causando-lhe muita dor. Desistiu de encarar seu opositor, girou nos calcanhares silenciosamente e dirigiu-se a janela. Não valeria a pena desafiar o grandalhão de cabeça branca. Deu um salto e atravessou a abertura sem encostar no resguardo. Pousou maciamente no gramado do quintal, no mesmo instante que sentiu uma súbita dor na garganta, acompanhada de uma angustiante falta de ar. De repente, foi alçado do chão e se viu pendurado pelo pescoço, através de um nó que o enforcava. Do outro lado da corda viu seu algoz a expor os dentes, numa careta de esforço e prazer.

Alberto, depois de alguns segundos de incerteza, saiu de sua paralisia e espreitou pelo vão.

— O que é pra fazer com o bichano, doutor? — Perguntou o funcionário da carrocinha, soltando uma risada irônica e piscando um olho.

— Churrasquinho! Sentenciou o dono da casa.

Alberto acompanhou pela janela a saída do seu amigo da zoonose levando o maldito bicho pendurado. Esticou a cabeça para frente, a fim de capturar os raios de sol, abriu um largo sorriso, o céu era de brigadeiro e sua felicidade imensa. “Um ótimo dia para mandar gatos para o inferno”; pensou.

Nem a morte de sua Judite no dia anterior conseguiu arrancar da sua alma a sensação de alívio que lhe arrebatava o peito naquele instante. Já havia derramado as lágrimas sinceras e necessárias ontem. Não via motivo para ser esmagado pela tristeza. A morte de sua esposa foi uma libertação, tanto pra ela quanto para ele. Alberto era cheio de defeitos, mas, a hipocrisia não era um deles.

Judite havia adoecido há sete anos. Seus rins pararam de funcionar em decorrência de uma doença autoimune de nome complicado; glomerulonefrite. Foram muitas hemodiálises nestes anos de padecimento, até sofrer o AVC hemorrágico que a matou. Agora ela descansará em paz, Arnaldo tinha certeza disso, e ele também poderia, enfim, viver em tranquilidade, pois, conseguira se livrar de seus maiores tormentos: Cuidar da mulher adoentada e dar um fim ao seu grande temor; Túlio.

Assim que percebeu que sua esposa estava realmente morta, a primeira coisa que fez foi ligar para Juarez, seu colega de copo do boteco da esquina, que era funcionário do centro de zoonoses do município, dizendo-lhe que chegara a hora de colocar o plano em prática. Juarez, ainda com voz de sono, o sol ainda não tinha dado as caras, disse-lhe que não se preocupasse, que tudo daria certo. Marcaram para o dia seguinte pela manhã. Juarez era um tremendo de um sádico. Alberto sabia que Túlio teria uma morte dolorosa e demorada. Não conteve outro largo sorriso ao imaginar a cena.

A fobia começou na infância, cercado de gatos por todos os lados. No início era só ciúmes e raiva, o pavor veio depois. Ele lembrava nitidamente do dia fatídico e chegava a ter calafrios com a recordação.

Ele fora criado por sua avó, que mantinha uma adoração doentia pelos manhosos bichos, e possuía mais de uma dúzia deles. Angorás, siameses, persas, bombaims, mestiços, vira-latas. De todos os tamanhos e cores possíveis.

Como toda criança, Alberto era manipulador e carente, por isso fazia de tudo para não dividir a atenção de sua vozinha com aqueles animais. Quebrava objetos estimados da casa, roubava comida, rasgava o sofá, sempre com a intenção de incriminar os bichanos. Contudo, nada do que ele se dispunha a fazer diminuía o mimo de sua mãe velha pelos felinos. Resolveu então usar de toda a sua maldade infantil e torturar os infames. E o fez muitas vezes e de muitas formas. Chutava-os quando estavam dormindo, pegava-os pelos os rabos e arrastava-os pelo cimento caraquento do quintal, molhava-os com a mangueira, misturava diabo verde na comida deles, inclusive matando alguns intoxicados.

Maltratou como pôde quase todos, menos um, o Cassius Clay, um Bombaim de porte médio, musculoso e de olhos cor de ouro claro. Ele era o único não estéril do bando. Um bicho desconfiado, que sentia de longe a aproximação do pequeno sádico e se retirava rapidamente.

Certo dia, depois de muito esforço, Alberto conseguiu acuar Cassius na dispensa. Ele vinha munido de um saco e uma corda, disposto a amarrar a miniatura de pantera negra, prendê-la no saco e jogá-la no canal que corria a dois quarteirões de onde morava.

O felino sentindo-se encurralado agiu mostrando todos seus instintos de defesa. Alongou a coluna numa espécie de arco, juntou as patas dianteiras às traseiras, eriçou seus pelos do dorso, as orelhas viraram para trás, e soltou um ruído assustador de sua boca escancarada mostrando seus longos caninos. Nem assim conseguiu diminuir o arroubo de seu perseguidor. O menino continuou avançando determinado. De súbito, Cassius Clay saltou na direção do rosto do garoto, arranhando violentamente suas faces, e voltou a se espremer no canto da parede. Alberto urrou de dor, e tentou chicotear o bicho com a corda. Foi seu grande erro. Como um raio, o bichano saltou novamente, desta vez aterrissou na cabeça do molecote, cravando profundamente suas unhas afiadas, de suas quatro patas, no couro cabeludo de Alberto, para em seguida pular para o outro lado e fugir, levando consigo cabelos e pele. Sangue e gritos jorraram.

Alberto foi tirado de suas reminiscências pelo toque do telefone. Praguejou baixinho, havia pedido para todos os parentes, que eram poucos, o casal não tinham filhos, que não o incomodassem no dia de hoje. Queria ficar só, que não se preocupassem, ele ficaria bem. Caminhou ao móvel do aparelho telefônico e o retirou o do gancho sem atender.

A asfixia de Túlio só foi aliviada depois de Juarez retirá-lo do laço do cambão e aprisioná-lo numa caixa com grades metálicas. Túlio conseguiu respirar mais aliviado e deitou-se por um momento para recuperar o fôlego. Imaginou que estivesse sendo levado para um passeio. Porém, nunca o tinham pego daquela forma tão sofrida. Judite abraçava-o, acarinhava seu pelo, dava-lhe beijos, conversava com ele com voz doce e só depois disso o acomodava, com carinho, na casinha de transporte. E quem seria aquele homem que o estava levando? Ele não conhecia, nunca o tinha visto.

A carrocinha, uma Pampa com a carroceria adaptada para apreender animais, encontrava-se vazia. Túlio viajava só. De dentro de seu claustro ele conseguia acompanhar o percurso que estavam fazendo. Sabia que não estavam indo para a casa de praia que visitavam aos fins de semana. O caminho da praia possuía cheiros diferentes daqueles que ele sentia. Os odores que sentia agora eram outros. Percebeu o cheiro de peixe do prédio do mercado, onde ele ia caçar vez ou outra, passaram pela praça onde encontrava suas parceiras sexuais e entrava em contenda com outros machos. Depois de um tempo não conseguiu reconhecer nenhum aroma ou cenário familiar, então, concentrou-se na nova paisagem que fluía por seus olhos. Estava com medo e só pensava em voltar rapidamente para segurança do seu lar.

Após meia hora de viagem o carro finalmente parou. O lugar expelia um ranço de tristeza, doença e sangue, Túlio pressentiu o perigo. Ficou atento aos sons. Queria estar preparado para a chegada do sujeito que lhe enforcara. Percebeu latidos, isto o fez estremecer. Cachorros não era exatamente o que ele gostaria de encontrar ao sair dali. Mas, também ouviu miados. Não compreendia onde estava, mas, sabia que ali haviam outros animais.

Juarez estacionou a camionete e desceu vagarosamente mastigando o último pedaço de um sanduíche de mortadela. Eram quase dez da manhã e sabia que só comeria depois das três da tarde. Havia muito serviço para fazer antes da diversão. A caldeira só estaria no ponto ideal dali a algumas horas. Deixaria o bombaim com nome de gente dentro do carro mesmo. “Túlio, que nome mais sem graça para um gato”; pensou. Ele não seria hóspede do local. Não havia motivo para tirá-lo de sua prisão agora.

Alberto aproveitou a tarde para tirar as pesadas cortinas do seu quarto. Ele gostava da luz, ao contrária da falecida, que em virtude do infortúnio nos rins trancava-se na escuridão. Amontou os pedaços de tecidos ao lado da cama. Saiu do quarto e andou por todo o andar de cima, vasculhando caixas, e retirando todos os cacarecos que sua esposa colecionava, depois simplesmente andou pela residência sem qualquer objetivo, apenas pelo prazer de poder circular pelo seu lar sem sobressaltos. Os tacos velhos do sobrado rangiam com seus passos. A umidade destruíra boa parte da estrutura da casa, podia ser vista nas paredes, e nas madeiras que compunham o esqueleto do pavimento superior. O casarão era antigo. Um monstro anacrônico em meio a uma selva de concreto. Quando chegou a cozinha assustou-se com um vulto negro que passou correndo pelos seus pés. Ficou imóvel por uns instantes, depois notou que era apenas um rato. E soltou uma risada de alívio.

A chegada de Túlio, segundo Judite, era para espantar os roedores que se multiplicavam pelo recinto. Contudo, ele sabia que não era. Judite descobrira, ele não entendia como, seu caso com a jovem diarista que vinha duas vezes por mês faxinar a casa. Como vingança apareceu com o animal, e disse que daquele dia em diante Alberto dormiria em outro quarto. E o pior de tudo era que o maldito animal parecia a reencarnação do gato que o atacara na infância. Era a mesma raça, o mesmo porte físico e os mesmos olhos auríferos.

Juarez terminou seu serviço muito depois do esperado, quando foi abrir sua quentinha do almoço, o sol começava a se esconder no horizonte.

Túlio passou o dia dando cochilos intermitentes e conturbados. A toda hora acordava espantado. Já escurecia quando ele ouviu passos e reconheceu pelo ar o homem que lhe prendera. Aquietou-se, como se estivesse dormindo. O instinto lhe dizia que ele deveria se acalmar, esperar a hora certa para dar o bote e fugir dali. Juarez abriu a portinhola do cárcere maior. Apanhou o boxe metálico que Túlio se encontrava e o levou para um forno crematório nos fundos do prédio. Colocou a caixa em cima de uma mesa de ferro. Olhou para o gato e disse:

— Então, seu pequeno demônio, pronto para virar churrasquinho. — Túlio estava deitado com a cabeça sobre as patas dianteiras e soltou um miado dócil, quase cúmplice. O gesto amável de Túlio não comoveu o homem, que pretendia queimá-lo vivo, mas, fez com ele baixasse sua guarda e aumentasse sua confiança na situação. Antes mesmo de pegar o cambão, resolveu abrir o cadeado e a pequena porta da caixa que prendia Túlio e retirá-lo com suas próprias mãos. Túlio não reagiu de imediato, esperou que todo seu corpo saísse de dentro da canastra e num movimento rápido e certeiro azunhou o olho esquerdo do Juarez, que o soltou dando pulos de dor. Túlio partiu em disparada, ele sabia muito bem como sair dali.

Depois de uma corrida desesperada de alguns minutos, Túlio sentiu-se confortável para diminuir o ritmo e se concentrar especificamente no que via e nos aromas que sentia. Sua memória visual e olfativa eram fantásticas. Quando encontrou o cheiro que procurava rumou para casa. Ele ainda estava muito longe, mas, no caminho certo.

Alberto estava confortavelmente acomodado no quarto e na cama, que há cinco anos não usufruía, assistindo o noticiário quando a luz faltou.

— Filhos de uma puta! — Esbravejou. Apesar de não ser novidade, há meses que a cidade sofria com apagões, ele sempre ficava muito irritado com o acontecido. Não ficou completamente na escuridão, a lua nova iluminava parcamente o ambiente, agora livre das cortinas, mas, o suficiente para que ele avistasse a cômoda onde Judite guardava uma caixa de fósforos e velas. Colocou uma em cima do criado mudo e desceu com outra a fim de confirmar se estava tudo trancado. Acabou esquecendo de fechar a janela da cozinha. Minutos depois subiu e acomodou a vela que tinha nas mãos ao lado armário e deitou-se para dormir.

Juarez, já no hospital, com um enorme curativo em seu olho esquerdo, segurava um telefone celular e efetuava ligações seguidas para casa de Alberto. Mas, era em vão. O telefone só dava sinal de ocupado.

A madrugada ia alta quando Arnaldo sentiu um baque em seu colchão. Levantou assustado e encandeado com a luz que voltara. A luminosidade queimava seus olhos, mas, ele pode ver bem de perto a figura negra de olhos brilhantes que lhe encarava por detrás do mosquiteiro. Era ele mesmo? O Maldito gato? Ou um fantasma que veio lhe assombrar. A paralisia o pegou de imediato, ainda sentado na cama, com seus olhos esbugalhados para aparição dos infernos. Seu coração batia numa velocidade alucinante, podia sentir ele pulsando em seus dentes travados. Sua respiração ofegou. Inspirava e expirava sofregamente pelo nariz, enquanto o bicho se aproximava lentamente.

Túlio só queria ver sua querida Judite. Queria subir na cama e lamber seu rosto. Ele estava com muita saudade. E aquele grandalhão com cabelos de nuvens não iria impedir. Pulou no criado mudo, neste momento o homem desesperado soltou um grito pavoroso, que parecia estar aprisionado há séculos dentro dele. Um urro gutural, que espantou o bichano fazendo com que ele derrubasse a vela acesa em cima das rendas do mosquiteiro, fazendo que a tela pegasse fogo imediatamente. O tecido inflamado derretia-se caindo por todo o corpo de Alberto. Que urrou novamente. Na tentativa de se livrar dos focos de tecido em brasa, tentando sair desesperadamente da cama, lançou fagulhas nos panos da cortina que se amontoavam do lado da cama, que rapidamente entraram em combustão. E em poucos minutos todo o quarto ardia em chamas com Alberto dentro dele.

Túlio, já fora da casa, observava fascinado a bola de fogo que saia do quarto de sua querida Judite. Olhou para o céu e viu as estrelas sumindo no horizonte e miou para lua fugidia. Um miado longo e doído. A sexta-feira treze amanhecia.

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33 comentários em “Túlio (Jowilton Amaral)

  1. Laís Helena
    14 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Gostei da narrativa mudando de ponto de vista (especialmente sob o ponto de vista do gato), apesar de ter faltado um indicador (pular uma linha, usar asteriscos) para tornar o texto não tão confuso. O poema foi interessante e a fobia, bem retratada.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    O enredo foi interessante e imprevisível devido à vingança não intencional do gato. O personagem Alberto foi bem retratado, ainda que fosse necessário mostrar um pouco mais do seu desequilíbrio, para que a justificativa de sua fobia fosse um pouco mais sólida.

    3 – Criatividade (3/3)

    A história ganha pontos pela narrativa sob o ponto de vista do gato, da qual gostei muito.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    14 de junho de 2015

    E aí, galera. Passando aqui para agradecer os comentários. Terminei este conto faltando doze minutos para o prazo encerrar. Por isso tanto erros passaram. Quando tenho tempo de revisar ainda passa, imagina sem. Sou campeão de mudar os nomes de meus personagens no meio da trama, acho que é um caso de estudo este meu problema, hehehehe. Gostei dos comentários que tive, foram muito mais positivos do que eu imaginava, Quanto as dúvidas sobre fobia ou ódio, está claro no texto que ele tinha os dois. Uma pessoa só com ódio por bicho já teria se livrado do gato há muito tempo. Pegaria o bichano pelo braço e se mandaria com ele, e depois daria uma desculpa qualquer para a esposa. Ele também tinha o medo paralisante, a fobia, ele não conseguia chegar perto do animal, e usava o cinturão como uma forma de machucar o bicho e fazer com que ele não se aproximasse. Nem todos que têm fobia deixam de conviver com os seus medos, evitam, claro, mas, se não for possível, vão ter que achar uma forma de se relacionar com aquilo. Acredito que seja assim, na grande maioria dos casos. Enfim, obrigado a todos.

  3. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá!

    ↓Deslizes gramaticais apenas.

    ↑Boa técnica. Achei excelente a forma como foi mantido sigilo e como foi revelado quem era o Túlio. Adorei essa construção: “Seus olhos chispavam ódio e medo de dentro das órbitas”. Mesmo sendo uma fobia repetida (a aversão a gatos) o conto foi delicioso de ler. Todo toque inocente por parte do Túlio é cativante demais. O Alberto era um peste, hein? Boa a estruturação dele.

    Parabéns! Gostei bastante desse conto. Boa sorte.

  4. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Túlio, de Túlio ❂

    ➟ Enredo: Gostei bastante do conto, principalmente do desfecho, hahaha, Que bom que Túlio conseguiu fugir e “matar” seu nêmesis. Como dica, seria bom dividir as mudanças de personagens e anunciá-las de certa forma, para facilitar a vida do leitor.

    ➟ Poema: Meia boca. Parece que foi inserido apenas para preencher os requisitos mínimos do desafio.

    ➟ Técnica: Muito boa, ao meu ver. A narrativa é fluída, o que é excelente. Só precisaria medir um pouco mais os parágrafos e lapidar o texto final.

    ➟ Tema: Apesar do medo não ser o ator principal, ele está lá. Porém, o desafio pede o tema como ator principal…

    ➟ Opinião Pessoal: Gostei muito. Amo gatos e já temia por Túlio. A inocência do animal é notada a todo o momento e torcemos por ele.

    ➟ Geral: História muito boa. Técnica excelente. Poema meia boca. E não se encaixou perfeitamente no tema.

    ➟ Observação: Não consigo entender por que algumas pessoas maltratam e torturam animais por prazer. É simplesmente ilógico…

  5. Leonardo Jardim
    13 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (4/5) muito boa, bem amarrada e um final, embora esperado, bem conduzido. Lembra muito o Gato Preto de Poe. Gostei.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, narração fluida, texto que prende a leitura. A mudança contínua de pontos de vista incomodaram um pouco.

    ➵ Tema: (2/2) medo de gatos (✔), mais uma vez marcando presença.

    ☀ Criatividade: (1/3) tem mérito por narrar no ponto de vista do gato em algumas situações (o início é legal, quando descobrimos que é um bichano), mas gatos pretos aterrorizando pessoas em sextas-feiras 13 é bem clichê, né?

    ✎ Poema: (1/2) versinhos meio infantis para um texto mais pesado.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) o final foi dentro do previsto, o que diminuiu o impacto, mas ainda assim o desgraçado teve o que mereceu! Boa Túlio! 🙂

    Problemas que encontrei:
    ● Churrasquinho! *travessão* Sentenciou o dono da casa.
    ● dar um fim ao seu grande temor *dois pontos* Túlio
    ● *Amontoou* os pedaços de tecidos
    ● pronto para virar churrasquinho? (Interrogação)

  6. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Que bom que o conto teve um final feliz, kkkkkkkkkkkk! Não vou negar, estava torcendo por Túlio! Então, não sei se o que o cara tinha era fobia, ele era neurótico, mal amado, narcisista, só pode. Queria as atenções só pra ele. Se fosse fobia, ele não teria conseguido conviver tanto tempo com o gato, teria dado um jeito nele na primeira oportunidade, algo do tipo. O final ficou corrido, talvez pelo prazo de envio estar acabando. Mas gostei da leitura e agora, com mais calma, faça uma revisão, seguindo as dicas do pessoal. Boa sorte!

  7. Wallace Martins
    13 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Então, seu conto não me agradou, simplesmente, porque fugiu do tema proposto, porque, na verdade, sentir raiva de algo não é ter fobia, é ter raiva, fobia é quando você sente medo, pavor, você não pode ver aquilo a centenas de metros de você que você já se apavora e começa a ter reações fóbicas, mas o cara convivia com um, sendo assim, não tem como ele ter fobia de gato, convivendo com um, a menos que seja sádico, e masoquista, o suficiente para querer ter reações fóbicas de taquicardia, sudorese e todas as outras reações todas as vezes que vislumbrar o bichano dentro dentro de sua casa, o que seria quase toda hora, algo que poderia levá-lo a morte, porque o coração aceleraria muito em poucos intervalos de tempo.

    A sua escrita é muito boa, a forma como conduz a narrativa também, é de um talento, realmente, admirável, houve sim alguns deslizes quanto a escrita que uma revisão, com um pouco mais de tempo e cuidado, poderia ter solucionado com facilidade.

    No mais, meu caro, quero lhe desejar boa sorte no desafio e meus parabéns por ter escrito o conto.

  8. Cácia Leal
    13 de junho de 2015

    Não simpatizei muito com o conto. Não senti a fobia. Ele odiava gatos, mas convivia com um. Isso não é fobia. Ele apenas odiava. Ódio, não é fobia. Acho que, se você queria descrever o gato como inocente no caso do incêndio, faltou algo a mais, não senti a inocência dele, como quem olha aqueles olhos do gato de botas… rs.
    Gramática: encontrei vários erros, mas apontei apenas alguns: “acorda-la” (acento); “frente a porta” (crase); “Churrasquinho! Sentenciou” (separar os dois termos por um travessão); “nestes anos de padecimento” (nesses); “temor; Túlio” (dois pontos, em vez de ponto e vírgula);
    Adequação ao tema: não encontrei a fobia no conto, apenas o ódio ao gato.
    Enredo: acho que foi um conto legal, mas não simpatizei com o personagens, nem com o gato.

  9. Fabio Baptista
    13 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 2 / 3
    Achei muito boa, narrativa gostosa. Simples e limpa.

    Alguns probleminhas de revisão, porém, acabaram comprometendo:
    – a pouco
    >>> há

    – dirigiu-se a janela
    >>> à

    – o casal não tinham filhos
    >>> tinha

    – e o retirou o do gancho
    >>> sobrou um o

    – ao contrária da falecida
    >>> contrário

    * TRAMA : 2 / 3
    Bem amarrada. As partes contadas no PDV do gato se destacam, foram muito bem executadas.
    O final “tragédia” é meio forçado, mas é bom.

    Só não entendi muito bem essa felicidade toda de Túlio a ver a casa pegar fogo. Ele não deveria ficar preocupado com a dona?

    *POESIA : 1 / 2
    Não é das melhores, mas se enquadra no conto.

    * PESSOAL : 1 / 2
    Gostei, foi um bom conto.

    * TEMA : x1
    Então… achei que puxou bem mais para o lado do ódio que do medo.
    Isso fez com que eu me desse conta de que não sei exatamente o conceito de fobia (é… antes tarde do que nunca kkkk), porque o termo “homofobia”, por exemplo, remete muito mais a esse lado do ódio que do medo.

  10. rsollberg
    13 de junho de 2015

    Boa noite, Túlio!

    Gostei do texto, ágil e bem fluido.
    Acho sempre bacana essa coisa de misturar gatos e sexta-feira 13, a história por trás então é sensacional.

    Acho que a grande sacada neste conto foi a perspectiva diversa que o autor empregou. O poema serviu, mas não deu qualquer brilho para o enredo.

    Parabéns e boa sorte!

  11. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, seu Túlio!
    Que conto interessante! Remeteu-me Gato Preto, de Poe.
    Já tivemos um conto com fobia de gatos aqui, mas agora tivemos um pouco da ótica do próprio gato, e foi genial. As descrições estão muito ricas e a narrativa me pôs nas cenas como um filme anos 50. Só percebi que era uma peça atual ao citar os celulares…
    Adoro gatos e nasceu em mim um empatia muito grande por esse bichano que, diante das circunstâncias, penso que viria a tornar-se um vira-latas.
    Parabéns e boa sorte!

  12. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Conto bem fechadinho e com um suspense muito legal, a gente fica impaciente querendo saber se o gato vai conseguir escapar ou não. Realmente consegue prender o leitor, o que é excelente. A leitura está fluída e gostosa, as descrições foram boas e mesmo a reviravolta, que poderia dar um ar de terror, passa algo de benevolência. O gato, mesmo sendo preto e com todo o misticismo em volta, só gostaria de ver sua antiga dona.

    Gostei do poema no início, criando uma abertura para o texto, um uso diferente e que não o deixa a toa. Só achei que o cara não tinha tanto fobia de gato, e sim raiva.

  13. Evandro Furtado
    13 de junho de 2015

    Eu normalmente não gosto de finais felizes, a não ser quando animais estão envolvidos, nesse caso prefiro.

    Adorei o que o gato fez com os agressores, ainda que sem querer. Foi bem bacana como você intermitou a história entre o homem e o gato sem utilizar qualquer marcação e, mesmo assim, deixando bem claro. Foi como se jogasse o leitor de um lado para o outro.

    Parabéns.

  14. Renato Silva
    13 de junho de 2015

    Olá.

    Confesso que torci o nariz quando l ia primeira parte do conto. Pensei, “Mais um conto sobre alguém que odeia gatos e pratica maus tratos”; eu não estava bem no dia para ler essas coisas.
    Depois, com o desenrolar da estória, entendi o que viria a acontecer. Gosto mais do suspense, do mistério do que do “gore”, por isso gosto muito daqueles filmes de terror que são baseados em contos. Vi um filme desses, onde uma das histórias era sobre um velhote rico que, que contratou um assassino para matar um gato que vivia em sua mansão. Esse velho (fraco, numa cadeira de rodas) era dono de uma indústria farmacêutica que chegou a matar milhares de gatos em anos e anos de pesquisa. O velho odiava mesmo animais; o gato pertencia às suas irmãs, duas velhas solteironas. O gatinho do filme era preto e, aparentemente, era um “enviado pelo demo”pois – segundo a narrativa do velho ao assassino – o gato matou suas irmãs e o seu motorista (outro velho ruim, que tentou matar o gato, levando-o numa caixa para jogá-lo de um penhasco). Resumindo: o assassino não conseguiu pegar o gato. O bichano correu pra cá e prá, tacando unha no pilantra, deixando-o nervoso. No final, ele entra pela boca do cara e o mata por dentro. Quando o gato saiu pela boca do cara que matou e foi na direção do velho, este tem uma parada cardíaca e morre. A cena termina com o gatinho se limpando, tranquilamente.

    Não percebi “maldade” no Túlio, em parte alguma. Ele apenas agiu como um gato normal faria. Derrubou a vela acidentalmente, algo muito fácil de acontecer quando se acende uma vela e usa nada para protegê-la. O que me encantou foi a pureza dele o tempo todo; talvez essa seja a parte mais “original” de tudo, já que não é mais um gato “enviado pelo demo” para se vingar.

    Eu só lamento não ter acontecido nada mais grave ao Juarez. Eu realmente tenho ódio mortal dessa gente que trabalha nos centros de zoonoses, que mais parecem campos de concentração (apenas troque seres humanos por outras espécies). Para quem acha a minha comparação absurda, entendam que para os nazistas, judeus, ciganos e outros grupos étnicos eram como cães. Tenho motivos para não gostar desses “tios” da carrocinha. Tive contato com alguns e, realmente, são seres humanos maldosos com outras pessoas.

    Não teve como passar despercebida a troca de nomes. Entendo que foi a pressa de enviar e a devida falta de revisão.

    O motivo da fobia de Alberto advém de sua maldade contra os bichanos. Pelo que entendi, ele não tinha medo de gatos, mas sempre os odiou. O fato de sua avó ter vários gatos era para ter despertado nele amor pelos bichos e não ódio por se sentir preterido por causa deles. Isso só mostra que, desde a infância, Alberto era um ser humano egoísta, mesquinho e vil. Os arranhões que levou foram poucos, mas justificam a fobia, pois isso dói mesmo (gatos atacam SOMENTE em casos extremos de ameaça).

    Eu só achei meio “batido” essa coisa de sexta-feira 13.

    Eu quase escrevi um conto sobre gatos para um concurso de fantasia, mas a falta de tempo me obrigou a fazer algo mais simples. Este conto me deixou inspirado. Gosto de escrever histórias sobre animais, tanto que já escrevi algumas fábulas.

    Parabéns pelo conto e boa sorte.

  15. Virginia Ossovski
    12 de junho de 2015

    Achei criativo contar a história do ponto de vista do gato, a história fluiu de um jeito interessante e simples. Acho que faltou um pouco de revisão, mas de qualquer forma, parabéns !

  16. Virginia Ossovski
    12 de junho de 2015

    Olá! Que grande ideia narrar do ponto de vista de um gatinho… A linguagem usada foi simples, talvez ficasse melhor com um pouco de revisão, mas a ideia é muito boa. Acho que a fobia do sádico poderia ser mais explorada no seu merecido fim, daria mais impacto. De qualquer forma, parabéns !

  17. Gustavo Castro Araujo
    12 de junho de 2015

    Muito bom o conto! O clima de suspense é muito bem trabalhado. O autor sabe como usar a psicologia a seu favor, fazendo de nós, leitores, reféns de um gato manhoso. Impossível não torcer pelo Túlio e impossível também não sentir raiva do Alberto (também conhecido como Arnaldo 😉 )

    O conto me remeteu àqueles filmes antigos, em que prisioneiros tentam escapar da morte certa em campos de concentração, dado o clima de tensão criado. Aqui há ainda o fator “bichano”, em que o Túlio, inocente, só percebe o que lhe espera na hora derradeira.

    Gostei também do modo como a fobia de gatos foi trabalhada. A remissão a um acontecimento de infância deu ao medo uma explicação bem convincente. O final casou bem com o restante do texto, criando-se um clímax perfeito (especialmente para o gato, rs). Também curti o poema, bem adequado à atmosfera aflitiva que permeia a narrativa.

    Enfim, um texto competente e que, apesar de um ou outro errinho, entretém e muito. Comecei a lê-lo no trabalho e só pude terminar em casa. No trajeto mal podia conter a vontade de concluir a leitura.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  18. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Achei que a narrativa começou meio fraca, com algumas sentenças estranhas, principalmente o parágrafo de abertura (esse não soou bem), mas insisti com o texto e confesso que tudo melhora do meio pra frente. No geral, o autor amarrou bem as ideias, construiu um enredo legal, que fisga a gente. Acredito que tomar cuidado com a repetição de alguns pronomes e quem sabe uma reformulação em pequenas sentenças, deixe o conto ainda melhor. Parabéns!

  19. Wilson Barros
    11 de junho de 2015

    Um poema realmente tétrico, criou um bom clima de terror e fobia. O conto se desenvolve muito bem, prendendo o leitor com aquela história de “saber o que há por vir”. As sensações dos personagens são nitidamente retratadas, o que é uma grande característica do autor. Aliás o conto inteiro passa uma sensação de adequação precisa. Gostei muito dos pontos de contato com “O Gato Preto” de Poe. Muito bom.

  20. vitor leite
    11 de junho de 2015

    história muito bem contada, mas faltou qualquer coisa para me prender, apesar de um certo humor requintado. talvez pela extensão do conto o(a) autor(a) tenha perdido o ritmo, começou muito bem mas perdeu gás, mas de qualquer modo parabéns, pois uma revisão geral consegue melhorar muito este conto, tornando-o num contaço! muitos parabéns

  21. Anorkinda Neide
    11 de junho de 2015

    Não sei se não estava prestando muita atenção, mas precisei reler umas tres vezes os primeiros parágrafos até me dar conta de quem era Túlio… rsrsrs
    acho q o nome me fez pensar em criança e demorei a desapegar desse pensamento…

    Depois a leitura me fisgou… amedrontada eu com a premissa de tortura (já li tanta coisa pavorosa com essa gente do EC, que me preparei para o pior!!)
    mas que alivio!!! Obrigada por poupá-lo e poupar-me! kkkk

    Achei a trama ótima, o casal que mal se aturava, provocando os pesadelos um do outro… infelizmente situação bem cotidiana… O final muito bacana, surpreendeu!
    Parabens!

    O poema além de fraquinho fraquinho, acho que não casou com o conto. Pretendeu ser uma introdução mas apontou pra uma coisa e veio outra, assim senti, ao menos,me fez pensar q seria um conto com clima de Dia das Bruxas.

    Mas é isso..Boa sorte ae!

  22. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    10 de junho de 2015

    Confesso que fiquei numa expectativa elevada para me identificar muito com seu conto, mas me parece que você gosta de gatos porque privilegiou a história do gato e não a fobia do Alberto/Arnaldo (me confundi, mas acredito que seja o mesmo coitado). Quando apareceu aquele conto “Odeio gatos” fui logo ler porque também odeio gatos (e também gosto da música que o autor usou como pseudônimo) e senti aqueles sinais de pânico descritos no conto ao ler ele. Fiquei satisfeito quando percebi que seu conto é sobre esse medo, mas a satisfação diminuiu bastante quando não encontrei os sinais da fobia do Alberto/Arnaldo, nem o medo que o desgraçado do gato deveria (merecia) passar! Mas deixando minha fobia (ailurofobia) de lado e falando de literatura, gostei de como você pula de um assunto para o outro sem arranhar a passagem de marcha e sem usar o artifício de separação dos trechos do conto, gostei também da linearidade e da credibilidade que o conto traz. Isso não dá para negar. Com relação ao poema, digo que ficou muito preso no mote do conto e não se desenvolveu tanto nessa arte deliciosa de poetar. Mas não dá para exigir isso de contistas. Enfim, gostei do conto como um causo de um homem que tem medo de gatos, manda dar um fim no gato da falecida esposa, o gato foge e volta para casa e eles se assustam mutuamente, o gato derruba a vela que põe fogo em tudo. Dá para acreditar que o Alberto/Arnaldo não conseguiu fugir do fogo porque ele ficava paralisado ao ver o gato e essa credibilidade bem resolvida durante o conto é respeitável; é uma credibilidade que tem credibilidade. Fobia é negócio difícil de escrever que dá até medo!

  23. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    AMEI o conto!!! Muito bacana mesmo! Nenhuma observação ou crítica negativa a ser feita. O ritmo é ótimo, o autor conduziu de forma bastante técnica a trama, com maestria. Enfim, é um ótimo conto!

    Alguns erros:
    – já que o que havia degustado a pouco eram os restos da refeição passada = já que o que havia degustado há pouco eram os restos da refeição passada
    – dirigiu-se a janela = dirigiu-se à janela
    – Amontou os pedaços de tecidos ao lado da cama = Amontoou os pedaços de tecidos ao lado da cama.
    – Quando chegou a cozinha = Quando chegou à cozinha
    – O Maldito gato = O maldito gato
    – Ou um fantasma que veio lhe assombrar. – Ou um fantasma que veio lhe assombrar?
    – fogo que saia = fogo que saía

  24. Claudia Roberta Angst
    8 de junho de 2015

    Gostei do ritmo do conto, a narrativa apresentou-se interessante. Gostei sobretudo do final, meio filme de terror.
    O poema não está um espetáculo, mas constou do conto. A fobia bem clara, claríssima. Os erros já foram apontados, podem ser sanados com uma revisão mais atenta.
    Foi tanta cena com gato que vou começar a espirrar com os pelos voando. O autor não ousou demais, a simplicidade foi um belo trunfo. Boa sorte!

  25. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Gostei do conto: história simples, mas bem conduzida. Não apreciei muito o poema de abertura, pois as tentativas de rima não foram lá muito felizes. Rimas acontecem devido à sonoridade, não tendo necessariamente a ver como as palavras terminam.

    Quanto à revisão, faltou um pouco mais de cuidado, há um “a” que deveria ter sido “há” em “já que o que havia degustado a pouco”, há alguns erros de concordância, feito em “o casal não tinham filhos”, letras maiúsculas depois de “:”, etc.

    Incomodou-me também a quantidade de “Túlios” no texto, uma boa parte poderia ser substituída: o bichano, o gato, o felino, o bicho, a criatura, o animal, a mascote, etc, etc.

    Resumindo: um bom conto!

    P.S.: acho que alguém andou lendo a Wikipédia, hehe.

  26. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    6 de junho de 2015

    Olá, Túlio. Tudo bem?

    Gostei do seu conto. De início, não levei muita fé, mas com a evolução da trama, fui sendo fisgado cada vez mais. Pensei que o gato iria se dar mal, e comecei a desgostar ai, mas quando vi que não seria assim, fiquei mais aliviado.

    A história é boa, e tem uma ótima evolução. A narração também é competente, prendendo o leitor e o carregado até o fim sem maiores problemas.

    O poema eu achei fraco, mas o conto se sobressaiu.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte!

  27. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O que as pessoas têm contra gatos? São quietos, inteligentes, misteriosos e ótimas companhias (eu tenho os 2: uma gata e uma cachorrinha que encara ela como mãe).
    G: Gostei do tom diferencial do ponto de vista do bichano. A história prende e demonstra muito bem a fobia. A curiosidade geral nos faz ler até o fim. A vingança do gato deu o ar de sobrenatural ao texto.
    U: Está muito bem escrito. Nada me incomodou.
    A: A fobia está ali, mas onde está a poesia? Não encontrei nem escondida no texto.

  28. Tiago Volpato
    4 de junho de 2015

    Muito bom o texto! Gostei demais. Está muito bem escrito, muito bem conduzido. Achei a fuga do gato e a morte do cara um pouco óbvio, talvez o único ponto negativo que eu poderia apontar. A passagem da perspectiva gato/homem é sensacional, achei que você conseguiu fazer isso muito bem no texto. Parabéns! Gostei deveras!

  29. catarinacunha2015
    3 de junho de 2015

    Adorei a alternância da narrativa de Túlio para Alberto e o suspense segurou a onda muito bem de um conto molhado. Faltou enxugar e revisar.
    Fora o fantasma que aparece no meio, um tal de Aroldo – ou Arnaldo? -, o conto é um dos melhores. O poema é fofo e lembra as trovas nordestinas. Legal.

  30. simoni dário
    2 de junho de 2015

    Olá autor
    Que bem feito pro Alberto/Arnaldo esse final. Você troca o nome do personagem lá pelas tantas e comete alguns erros do meio pro fim que de tão estranho, passa a sensação de que o texto foi escrito por duas pessoas (pelo menos pra mim).
    Mas o conto é bom, cansa um pouco, acho que podia ser menor, mas cumpre bem o papel. Estou estranhando essas fobias que causam esse tipo de reação nos personagens aqui desse desafio, sim, porque se uma pessoa tem medo de avião, não vai passar a vida querendo derrubar um. Entendo que a fobia paralisa o sujeito a ponto de ele querer fugir, sumir da frente do que lhe causa medo, mas enfim, avaliando no geral, é um bom conto.
    Parabéns e boa sorte!.

  31. Jowilton Amaral da Costa
    2 de junho de 2015

    Bom conto. A primeira metade está bem superior ao restante do texto. Não percebi qualquer erro no início, no entanto, do meio para o fim, parece que a revisão foi deixada de lado, o que enfraqueceu o texto. Achei o fim um tanto corrido, mas, verossímil. Boa sorte.

  32. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    Gostei muito da técnica do autor, em relação ao suspense foi um dos melhores.

    O medo, as fobias estão aí e a utilização do animal ficou muito boa e lembrou do conto “O Gato Preto” do Poe. Achei bem articulado e com a narrativa sempre aproximando muito bem o leitor da trama e das sensações.

    No decorrer da leitura senti algumas oscilações em relação a língua pátria, e em contrapartida o autor mostrou também muita qualidade.

    O que senti que realmente faltou foi uma pequena revisão, e quem sabe uma ou duas leituras a mais para que capturasse essas pequenas falhas.

    No mais eu curti esse conto, mesmo que o final tenha destoado.

    Agora quanto a poesia, uma das que mais destoou para mim. O autor poderia tentar fechar com mais alguns versos, pois os quatro primeiros me soaram insuficientes para julgamento.

    Espreguiçou-se e matutou no que teria para almoçar, já que o que havia degustado a pouco – há pouco?

    A morte de sua esposa foi uma libertação, tanto pra ela quanto para ele. – para ela

    Sangue e gritos jorraram. – O sangue jorrou, já os gritos, acho que não. Mas a tentativa é válida.

    Caminhou ao móvel do aparelho telefônico e o retirou o do gancho sem atender. – o retirou o – o 2° “O” está sobrando.

    A carrocinha, uma Pampa com a carroceria adaptada para apreender animais, encontrava-se vazia – Apreender pode ser usado em relação a coisas que se encontrem na posse de pessoas, como, por exemplo, “apreendeu-lhe os cigarros para que não fumasse”. significa “tomar posse por direito; confiscar”, outro exemplo de “a polícia apreendeu o contrabando de cocaína”. No sentido que o autor(a) quis explorar deve ser “prender”

    daqueles que ele sentia. Os odores que sentia agora eram outros. – repetição de “sentia”

    Cachorros não era exatamente o que ele gostaria de encontrar ao sair dali. – não eram – e o final o mais correto é; “sair de lá”

    O final foi muito abrupto, para um enredo que vinha bem sustentado o incêndio poderia ser mais elaborado, pois da forma que aconteceu ficou muito vago e pouco provável para mim. Ainda assim adorei o conto.

    No mais uma excelente leitura!

    Obrigado, parabéns e boa sorte!

  33. Rogério Germani
    1 de junho de 2015

    Olá, Túlio!

    O intuito de exibir a sexta-feira treze como coisa medonha surtiu efeito…

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes.

    1- A fobia sendo descrita pelo gato no terceiro parágrafo ficou bacana.

    2- As maldades realizadas por Alberto na infância foram bem exploradas, corroboraram com o sadismo na fase adulta da personagem.

    Pontos negativos:

    1- Falta de uma revisão mais aprofundada travou a trama. Exemplos:

    “imobilizado bem em frente a porta” “dirigiu-se a janela. ”

    Faltou crase.

    “— Churrasquinho! Sentenciou o dono da casa.”

    Nos diálogos, após as falas, as frases que indicam a forma como foram ditas as palavras sempre começam com letra minúscula.

    “o casal não tinham filhos”

    o casal não tinha filhos.

    “Caminhou ao móvel do aparelho telefônico e o retirou o do gancho sem atender.”

    Um “o” está sobrando.

    “— Então, seu pequeno demônio, pronto para virar churrasquinho.”

    Neste momento de completo sadismo do algoz de Túlio, acredito que a pontuação ideal seria um ponto de interrogação.

    “com seus olhos esbugalhados para aparição dos infernos.”

    Faltou um “a”.

    “Túlio, já fora da casa, observava fascinado a bola de fogo que saia do quarto de sua querida Judite.”

    saia= saía.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .