EntreContos

Literatura que desafia.

Brasil em Cor-de-Rosa Choque (Fil Felix)

Abrindo Arquivo Multimídia da TV Aberta Brasileira.

Pasta: Brasil em Cor-de-Rosa Choque.

Episódio: #347

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Brasil, 27 de Novembro de 2099. Sexta, 20h.

– Boa noite queridos telespec-choques! No programa de hoje vocês verão o inexplicável, o grotesco e inquietante caso da Sauna do Interior! Eu sou Regina Choque e está começando mais um: Brasil em Cor-de-Rosa… CHOQUE!

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E assim começou mais um episódio deste programa cuja alma, carimbada em seu formato, é o sensacionalismo. Às sextas-feiras, cidadãos do Brasil inteiro pararam em frente às suas tevês inteligentes e paper-books de alta tecnologia para presenciarem, mais uma vez, as desventuras de Regina Choque pelo país, investigando casos envoltos em mistérios e superstições, mas nem sempre verídicos.

Apesar das suspeitas de fraude, de casos fabricados e pagamento de cachês aos participantes “da vida real”, o sucesso do programa é incalculável. Após a quebra da Lei de Direitos Autorais e Exportação de Conteúdo Cultural em 2096, BCC (como o show também ficou conhecido) tomou o mundo, com legenda e tradução simultâneas para diversas línguas pelo patrocinador FOOgle.Com, ganhando fãs ao redor do globo. Transmitido essencialmente pela internet, o próprio estúdio de BCC – o Esfera Comunicações – construiu pontos de Wi-Fi com alcance de quilômetros em cidades-chave, para que ninguém pudesse perder a exibição em tempo real. Seja em seus braceletes ou visores digitais, todos estavam conectados à Regina. E as fraudes? Em 2099 não importava a legitimidade ou veracidade dos fatos, e sim o CHOQUE de valores – o Shock Value, ou Pontos de SV, medidos através de uma barra em cada episódio.

Numa sociedade em que o ser humano se esforçava cada vez menos para fazer até a mais simples das atividades – como lavar uma louça, graças ao auxílio de avançados eletrodomésticos (como a multi-ajudante Kitchen Express Plus). E onde o índice de pessoas acima do peso superou a marca de 2/3, o único entretenimento puro e palpável da população estava no sensacionalismo. Nos programas que – e nessa parte recorremos aos verbetes de História – sempre foram um sucesso.

A esquete de abertura de BCC chegou ao fim, depois de 2 minutos mostrando Regina escalando montanhas de Minas Gerais a procura de OVNIs; mergulhando nos Recifes de Corais do Nordeste investigando aparições de bestas marinhas; entre outra viagens, acompanhadas pela porcentagem de SV, os pontos de CHOQUE. Terminando com o título do show e a figura de Regina, em pé e com os braços cruzados.

A apresentadora nunca foi considerada das mais bonitas ou elegantes, diga-se de passagem. De sobrancelhas grossas, sorriso torto, nariz avantajado, desajeitada e de personalidade surtada, além do modo de falar rápido e destrambelhado, Regina ainda utilizava um antiquado capacete multi-função na cor preta, com uma câmera acoplada em seu topo, capaz de filmar em 360º – inclusive no escuro.

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– Estamos de volta, na frente da casa de Seu Nicolas, como é conhecido aqui em Curucuaçu, interior de São Paulo. Ele é o dono da Sauna Selfieless, que vem na vanguarda das casas de entretenimento adulto apresentando um novo conceito de sauna digital. Mas dizem, segundo relatos deixados em sua página oficial na Rede Social, que aqui dentro – sim, queridos telespec-choques – aqui dentro ocorre prostituição e drogas via fibra ótica! Seria esse o novo conceito que a Selfieless está criando? Se for, a polícia curucuaçuence vai adorar saber! Já começamos o programa com 10 pontos de SV, marque aí produtor!

Regina tocou a campainha de um luxuoso sobrado. Um dos câmera-drones da produção passou a sobrevoar o local, filmando uma piscina olímpica no fundo da residência. Ao perceber a porta abrir, outro drone automaticamente capturou a imagem para os telespectadores. Um senhor, na casa dos sessenta, saiu do sobrado mas, ao perceber quem estava do outro lado da porta, tentou imediatamente fechá-la. Regina, perspicaz, forçou a abertura.

– Seu Nicolau, aqui é Regina Choque! Queremos apenas uma palavrinha com o senhor!

– Eu sei quem você é! Não tenho nada a dizer.

Os dois deram início à uma luta pelo controle da porta. Ela tentando abrir; ele, tentando fechar.

– É verdade que você está metido com drogas e prostituição, seu Nicolas? O povo quer saber!

– Tenho nada a declarar….

Enfim, ele venceu a luta. Regina ficou perplexa e imóvel. Tudo estava sendo transmitido online.

– Essa, meus caros amigos, não é a primeira vez que fecham as portas para o Cor-de-Rosa. Tampouco será a última! Mas somos brasileiros e a verdade é a nossa única meta! Depois do comercial, iremos diretamente à Sauna Selfieless averiguar o que anda acontecendo por lá. O que será que Seu Nicolas está escondendo? Como funciona essa tal de fibra ótica? Nos vemos em cinco minutos!

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Os comerciais de BCC eram maiores que o comum (de um minuto), devido ao seu formato de investigação, muitas vezes precisando que Regina fosse de um lugar ao outro, nem sempre perto. A quantidade de anunciantes do programa era imensa, todos queriam ter seu produto relacionado à ele. E como a atenção das pessoas foram diminuindo com o passar do tempo, chegando a 5 segundos em que conseguiam focar em algo, todos eram recebidos por uma enxurrada de micro-propagandas em suas residências ou acessórios digitais. Grande parte delas eram apenas esquecidas, enquanto outra parte passava despercebida. Apenas uma fração destes produtos efetivamente seriam adquiridos. Devido à isso, também não era surpresa que algum anunciante comprasse, no lugar de um espaço de 5 segundos, um espaço de um minuto onde passariam, ininterruptamente, o mesmo anúncio.

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– Queridos telespec-choques, acabo de ser avisada sobre a questão da fibra ótica! Ela foi uma ferramenta utilizada pelo povo do início desse milênio para a transferência de dados. E como todos sabem, o Cor-de-Rosa vem apresentando um especial sobre o Novo Milênio, sobre o que acontecerá no ano 3000. Será que tudo realmente vai parar? Eu tenho minhas teorias, quais são as suas? Fiquem ligados no Extraordinário deste domingo, quando vai ao ar a segunda parte de “Ano 3000, o Fim do Mundo?”.

Um dos câmera-drones que estava filmando distanciou-se um pouco, mostrando ao fundo e atrás de Regina um imenso casarão púrpura, com uma fachada em neon vermelho escrito Sauna Selfieless.

– Mas voltando ao caso “A Sauna do Interior”, estou em frente à sauna de Seu Nicolas. Seria esta fibra ótica um claro caso de golpe saudosista? Querendo trazer as mazelas daquele tempo para os dias atuais? É o que vamos descobrir, vem comigo!

Regina aproximou-se da porta do casarão, que surpreendentemente estava aberta, entrando no imóvel e ligando a câmera de seu capacete.

– De agora em diante, telespec-choques, entramos oficialmente em modo CHOQUE de valores!

A filmagem foi trocada, os drones permaneceram do lado de fora da Sauna e as pessoas ligadas ao programa passaram a receber imagens a partir do capacete da apresentadora. No canto inferior direito da tela, surgiu a palavra “choque” numa fonte garrafal. A barra de SV, também ao lado direito da tela, foi preenchida com mais dez pontos.

– Amigos, estou entrando na Sauna Selfieless. Como podem ver, tudo aqui dentro é iluminado pela cor vermelha. Pelo que parece, não há recepção, você só precisa colocar sua digital num desses displays e escolher entre uma cabine individual ou coletiva. A conta deve vir, bem provavelmente, no Cadastro Único de cada cliente. Um lugar curioso, eu diria…. Olhem! Encontrei informações sobre a fibra ótica!

Fixado numa das paredes da Sauna, um aviso digital: “Venha conhecer nosso mais novo conceito em prazer extra-sensorial! A incrível fibra ótica intravenosa, capaz de trazer à tona seus mais profundos desejos, lhe apresentando sensações que jamais teve em toda a sua vida. E o melhor de tudo, você só paga 2 créditos a mais sobre a cabine que escolher”.

– Confesso a vocês que estou, literalmente, em choque com esse anúncio! Produção, mais dez pontos pra nossa barra de Shock Value. E eu ainda nem entrei, só de imaginar o que pode me aguardar já fico toda arrepiada, vejam os pelos do meu braço.

O público teve um vislumbre do braço magro de Regina Choque, para logo em seguida visualizarem junto à ela todo o local. Decoração simples, nada de muito especial. Não fossem a luz vermelha e a tabela de preços numa parede, poderia ser confundido com qualquer estabelecimento.

Regina, sem pestanejar, apoiou sua mão num dos identificadores de digitais e liberou a segunda entrada da Sauna, revelando um corredor repleto de pequenas portas que dão, provavelmente, às cabines informadas. Ela, receosa, avançou corredor adentro.

– Esta casa não parecia ser assim tão grande por fora. Estou tão nervosa que nem reparei se desci um nível ou não. Mas que isso pode estar abaixo do nível da rua, isso pode! Venham comigo. Estão escutando esses sons? Parecem gemidos de pessoas, não sei distinguir se de dor ou de prazer. Mas alguma coisa estranha, com toda certeza, está acontecendo nessas salas.

Ela parou em frente à uma porta do lado esquerdo do corredor, empurrou delicadamente a mesma e surpreendeu-se ao descobrir que estava destrancada. Regina, assim como seu público, entrou em polvorosa ao descobrir o que havia dentro: no cômodo pequeno, ainda iluminado pela cor vermelha, um homem estava deitado numa cadeira semelhante à dos dentistas, com vários fios conectados à seu corpo nu, vindos de uma máquina no canto do quarto. Em pequenos intervalos, a máquina piscava e lançava uma carga de energia no cliente, fazendo com que balbuciasse palavras. Em sua face, o olhar de quem estaria recebendo o maior dos prazeres.

– Em mais de seis anos de programa, nunca pensei ver algo tão grotesco em toda minha vida! Estamos presenciando a fibra ótica em ação. Olhem para este homem! Vejam seu semblante sofrido, esta máquina definitivamente está torturando-o.

Regina correu de um lado ao outro, seus telespectadores não conseguiam mais distinguir com exatidão o que estava ocorrendo, devido às imagens trêmulas. A apresentadora, numa espécie de xeque-mate, fez seu último movimento: causar reboliço na fanbase.

– Telespec-choques, estamos diante de uma cena pouco comum no programa. Preciso lutar em busca da verdade, mas não posso interferir na vida das pessoas. Então cabe à vocês decidirem! Devo desligar esta máquina para entrevistar este homem: sim ou não! Comentem, pois em cinco minutos estarei de volta.

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A interação entre programa e público foi algo essencial para o sucesso de qualquer programa, criar esta conexão. Sempre foi, seja com as antigas ligações, com as mensagens digitais ou até mesmo com a recente Rede Social, todas visavam um entrosamento entre criador e criatura. Quase uma simbiose. BCC utilizava todos os canais existentes para criar esta ponte entre o programa e seu público. As famosas enquetes antes do último bloco aceitavam respostas de todos eles. Devido a quantidade de informação não padronizada recebida, seria difícil saber com exatidão a opção escolhida (geralmente duas). Mas disto, o programa nunca reclamou.

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– Estamos de volta e, produção, pode colocar mais dez pontos de SV à nossa barra porque eu, Regina Choque, estou prestes a desvendar o mistério da Sauna do Interior! O público votou e escolheu: desligarei a máquina e entrevistarei este homem.

A máquina, entretanto, não possuía qualquer botão de “liga/ desliga”. Semelhante à uma grande raque, ela também não apresentava qualquer sinal de um cabo de energia. Regina tentou, então, pelo modo tradicional: desconectou todos os fios que ligavam a maquina ao homem.

– Este homem balbuciou diversas palavras enquanto estávamos no comercial, não pude entender com clareza, mas pude perceber que não estava aqui por conta própria. Tirando os fios desta máquina, acredito que possa voltar à si e nos explicar o que aconteceu.

Passou-se um minuto inteiro de silêncio. Regina ficou imóvel aguardando algum sinal, seja do homem ou da produção. Seus telespectadores, na expectativa do próximo choque. O que seguiu-se foi completamente rápido: a máquina, num curto-circuito inesperado, explodiu e lançou os corpos de Regina e do estranho para o canto do quarto. Uma nuvem de poeira pirotécnica tomou conta do ambiente, com raios fosforescentes partindo de todos os lados, pedaços do teto e da parede começaram a desabar. A câmera no topo do capacete de Regina passou a falhar, enviando apenas fragmentos ao seu público, que observava a tudo boquiabertos.

De repente, tudo escureceu. Uma tela preta substituiu toda a transmissão de BCC. Na Rede Social ninguém comentava sobre outra coisa, todos queriam saber o que aconteceu à Regina Choque. Teria morrido? Seria este acidente a prova de que não há fraudes no programa? Teorias vieram em alta velocidade durante a ausência de transmissão, que durou exatamente três minutos.

Um dos drones do lado de fora da Sauna Selfless ativou sua câmera e voltou a transmitir para todos o BCC. A imagem, não menos chocante que a explosão, mostrou a frente do casarão, aparentemente intacta. Sobrevoando sua lateral, os drones avistaram o local onde houve o acidente: um ponto na extensa parede estava totalmente destroçado, como se uma bola de demolição tivesse sido jogada ali.

E em meio aos escombros, o corpo de Regina emergindo e tentando se livrar dos concretos. O drone aproximou-se.

– Acho que esse foi o maior choque de todos. Não quero admitir, mas desta vez é bem capaz que eu fique manca de uma perna! Tudo veio abaixo em questão de segundos, não tive tempo nem de esquivar. Dando uma olhada por cima, não encontro o corpo do homem ou o resto da máquina, bem capaz que Seu Nicolas tenha sabotado a nossa investigação! Enviaremos à polícia nossa filmagem sobre a fibra ótica e sua tentativa de golpe para o Novo Milênio, não deixaremos que isto afete a família brasileira! Eu sou Regina Choque e este foi mais um Brasil em Cor-de-Rosa… CHOQUE! Até o próximo programa, se eu conseguir sair daqui, é claro. Produção, me ajude…

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Os créditos finais tomou conta da transmissão, rápidos demais para que alguém pudesse ler. Durante a semana seguinte, ninguém falaria em outra coisa. Regina Choque conseguiu, mais uma vez, atenção suficiente para seu próximo programa. A explosão, entretanto, continuou um mistério. Desses incidentes midiáticos que todos evitam falar algum tempo depois.

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Fechando Arquivo Multimídia da TV Aberta Brasileira.
Toda e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Com o passado e futuro, também.

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Este texto foi baseado no tema “Cyberpunk”, sujeito ao limite máximo de 3000 palavras.

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39 comentários em “Brasil em Cor-de-Rosa Choque (Fil Felix)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Aa, divertido esse programa rosa choque! E a regina, seria uma versão regina casé? Criativo o seu conto. E as fibras óticas, fiquei querendo ver a entrevista com o cara! Escrita boa e a cena ficou toda se passando na minha mente. Mas confesso que com o título fiquei imaginando algo relacionado a política. Me surpreendeu

  2. André Lima
    28 de abril de 2015

    Bom, mais um texto com o tema Cyberpunk! Esse, em minha opinião, foi o melhor deles!

    Adorei a estrutura que você utilizou para contar a história. Principalmente o último parágrafo. Foi um bom final digno de um ótimo conto! Meu preferido do tema!

  3. Thales Soares
    28 de abril de 2015

    Gostei.

    Adoro o tema Cyberpunk! Aqui o conto conseguiu aproveitar-se da raiz e de todos as melhores qualidades do tema. O resultado foi uma história totalmente maluca e bizarra! Houve algumas sacadas geniais, como a linha de narraçao ocorrer como se fosse um programa de tv, com direito até a comerciais, e o sistema de pontuação tbm foi mto bem implementado.

    A Regina Choque me pareceu aquelas repórteres irritantes, que busca desesperadamente por um furo. Eu estava torcendo para ele ter morrido no final, com a explosão. Aliás… achei o final meio, sei lá, xoxo… Eu estava esperando por uma surpresa, ou algo bem chocante, que até arrepiaria o leitor.

    O conto como um todo foi muito bom, acima da média, devido a maluquice e criatividade do autor. Parabéns.

  4. Swylmar Ferreira
    28 de abril de 2015

    Texto bem escrito, linguagem adequada.E um conto no tipo cyberpunk, bastante interessante. Pena que o final não foi surpresa.
    Boa sorte

  5. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Muito legal a quantidade de novas tecnologias com que você bombardeou, logo no início, tevês inteligentes, paper-books, wi-fi de quilômetros. braceletes digitais… Isso criou um clima altamente futurístico logo de saída, preparando o leitor para a “fibra ótica intravenosa”. A “Regina Choque” é engraçadíssima e fascina desde o começo com suas aventuras fantásticas e seus acessórios. Todo o conto é muito criativo, e a escrita em forma de script dá um toque sensacional. Muito bom.

  6. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Brasil em Cor-de-Rosa Choque (Kátia Flávia) 9,00

  7. Jefferson Reis
    28 de abril de 2015

    Uma narrativa divertida, com leve tom crítico. A personagem Regina Choque é interessante, mas a melhor característica de “Brasil em Cor de Rosa Choque” é que a narrativa não exagera nos avanços tecnológicos e na organização da sociedade. As pessoas não nascem de inseminação artificial, como em “Admirável Mundo Novo”, e não há uma censura direta como em “Fahrenheit 451”. O que temos é um agravamento de um problema atual, a perda do censo crítico diante do sensacionalismo da mídia. Isso é bastante aceitável para 2099. Se bem que na ficção quase tudo pode acontecer.

  8. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá! Não consegui deixar de ler todas as falas da Regina ouvindo a voz da Regina Cazé kkkkk. Se me permite o trocadilho, seu conto vai além do humor explícito, seu conto é chocante. Parabéns e boa sorte!

  9. Rodrigues
    28 de abril de 2015

    Achei bem legal, tanto com crítica aos programa “tudo-pela-audiência” como ao futuro incerto do avanço tecnológico. Passou pela minha cabeça a imagem desse programa, bem nítida, e as pessoas votando e comentando a todo vapor. Regina parece uma apresentadora sem escrúpulos, mas que tem algo escondido, alguma aspiração maior. A descrição da tal sauna foi bem colocada, assim como a cena do homem tendo prazer através da máquina. Acho que daria pra ter explorado um pouco mais o tema com as 3000 palavras de limite, mas achei bom.

  10. mkalves
    27 de abril de 2015

    Acho que nunca li cyberpunk, então fica difícil avaliar o grau de aderência ao tema. De toda sorte, o enredo prende até quase o final, depois decepciona um pouco. Senti algo parecido com o outro conto que fala em futuro, o da garotinha modelo. Num futuro tão distante, situações muito parecidas com o que vivemos hoje faz perder um pouco da verossimilhança.

  11. Bia Machado
    27 de abril de 2015

    Gostei, me divertiu. Também foi de fácil leitura, uma leitura que não cansou… Os diálogos também ficaram bons, a meu ver. Ali no final, vi um “Os créditos finais tomou conta da transmissão, rápidos demais para que alguém pudesse ler…”, no caso “Os créditos finais TOMARAM conta…” e finais/demais me soou um tanto incômodo… Acho que para ser “cyberpunk faltou alguma coisa mais “hard”, digamos…

    Emoção: 1/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 2/2
    Adequação ao tema proposto: 1/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite: 1/1
    Total: 8

  12. Pedro Luna
    27 de abril de 2015

    Meu amigo, desculpe, mas essa Regina Choque é uma tremenda MALA SEM ALÇA.. hahahaha. O conto é maluco e interessante, fica um pouco chato no meio, principalmente com algumas inserções entre os blocos comerciais, mas termina em uma cena engraçada e medíocre (não o trabalho do autor, mas a cena mesmo que aconteceu no conto.). Não gostei muito, mas bom trabalho.

  13. Anorkinda Neide
    26 de abril de 2015

    Olha, gostei. Texto informal que nos remete ao que conhecemos e ao mesmo tempo trazendo novas imagens.. não simpatizei com o termo ‘telespec-choques’, mas tudo bem… rsrsrs
    Acredito ter uns errinhos de concordância espalhados pelo texto.
    Não conheço sobre cyberpunk mas desconfio que não ficou bem dentro do tema… eu acho…não posso avaliar por esse caminho…

    É um texto descontraído, parabens.
    Abraço

  14. vitor leite
    25 de abril de 2015

    foi engraçado ler um tema idêntico ao meu e o modo diferente como desenvolvemos o mesmo título. a primeira coisa que me parece é que não precisamos de 70 anos para chegar a esta realidade, já estamos a viver os acontecimentos descritos, parece muito semelhante à realidade actual. Talvez falte a este texto alguma atmosfera negra, não sei. não? mas gostei muito deste texto, parabéns

  15. Pétrya Bischoff
    25 de abril de 2015

    Um conto inquietante, fiquei com nojo dessa apresentadora metida, haha. Narrativa sensacionalista, como deveria ser, escrita e descrições simples mas suficientes para o entendimento. A abordagem do tema também foi simples, sem muita ficção além do próprio futuro. De maneira geral, sabemos que tudo só irá piorar em escala, mesmo que já vivamos esse mundo bizarro. Parabéns e boa sorte.

  16. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) divertida, mas confesso que esperei mais. Esperei que o mistério da fibra ótica fosse solucionado ou que, não sendo, o final fosse mais impactante, tipo, o cara estava lá se divertindo e ela o matou. Achei, também, a participação do dono da sauna desnecessária, já que ele não faz muita coisa. Mas eu gostei. Só estou reclamando porque achei que gostaria mais 😦

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, sem nenhum erro ausente, com narração bem conduzida e diálogos naturais.

    ➵ Tema: (1/2) tem “cyber”, mas não vi o “punk”. É que, quando pensamos em cyberpunk (e eu fui um dos que sugeriu esse tema), imaginamos um mundo mais sombrio, com as diferenças sociais muito mais fortes, com a tecnologia e as grandes corporações massacrando o povo que não pertence à elite e coisas do tipo. Seu texto é um bom texto futurista, mas faltou um pouquinho pra ser cyberpunk.

    ☀ Criatividade: (3/3) achei muito criativa a abordagem, mesmo que inspirada em programas de hoje.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) como já disse na trama, eu me diverti bastante, mas não me empolguei totalmente com o texto.

  17. Felipe Moreira
    23 de abril de 2015

    Não muito certo se gostei da trama. Claro que possui boas analogias, embora eu considere esse cenário improvável pra data mencionada no conto. As referências, em parte, são bem divertidas. Regina Choque, não só pelo nome, mas também pela descrição física e compostura, lembrou-me da nossa famosa do Esquenta, com atributos de Gugu e Luciano Huck e etc.
    A ideia utilizada nesse cyberpunk é boa, revelando o contro da mídia sobre a sociedade, fornecendo capacidade de conexão de maior qualidade unicamente para não perder o alcance. A narrativa também não é ruim, afinal. O que não me agradou foi o ritmo, aliás, bem cansativo pra mim. Tive que voltar alguns parágrafos para não me perder dos eventos. O narrador, sobretudo, parece um viajante no tempo e não alguém que de fato faça parte desse universo criado, visto por algumas passagens, como a da referência pela cadeira de dentistas, por exemplo.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. rsollberg
    23 de abril de 2015

    Bom, nem vou entrar muito no mérito do tema pois não sou um profundo conhecedor, mas como disse em outro conto, vi muito Cyber e pouco Punk.

    Olha, pra ser bem sincero, não consegui me conectar muito com a história, a protagonista é uma mala, a tal surpresa que tanto fiquei esperando não aconteceu.
    Parece apenas um pequeno relato, com muita crítica e pouco entretenimento, a meu ver, é claro!

    Teve uma hora que eu já estava de saco cheio do “telespec-choques”, mas acho que essa era intenção do autor, portanto um acerto.

    Encontrei um pequeno paralelismo “Dão” ao invés de “Davam”.
    Um “S” que faltou no “outra”
    E “os créditos finais tomou”, fora isso não pude perceber mais nada.

    Espero que outros apreciem mais do que eu.
    De qualquer maneira, parabéns e boa sorte no desafio.

  19. Ricardo Gnecco Falco
    21 de abril de 2015

    O mais interessante é que durante toda a “transmissão” vinha à minha mente um programa realmente de verdade, com um entrevistadora homônima! (rs!)
    Não gosto muito de narrativas entrecortadas, porém o contexto televisivo (e seus cortes) trouxe veracidade e motivação para o formato escolhido pelo(a) autor(a).
    Parabéns! Boa sorte!
    Paz e Bem!
    😉

  20. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    20 de abril de 2015

    Abordagem inusitada do tema! Não me agradou tanto assim pelo tom de deboche usado; não o deboche, mas o tom que ele assumiu. Analisando a abordagem, sem levar em conta esse “deboche”, é claro que ficou boa, com pouquíssimos errinhos bobos que nem levaria em conta se o desafio fosse em outro formato. Valeu a leitura por sair do lugar comum. Dou meus parabéns pela coragem.

  21. Andre Luiz
    18 de abril de 2015

    Olha, cara Katia Flavia, gostei bastante de sua produção; realmente uma ótima leitura e que me motivou a buscar explicações para o que aconteceu com Regina Choque e todo o seu mundinho midiático bem ao estilo Cyberpunk. Gostei da alienação que você embutiu em suas palavras, bem como da interação homem-máquina que superou a inteligência humana propriamente dita. Uma ótima crítica em um ótimo texto. Parabéns!

  22. Virginia Ossovski
    18 de abril de 2015

    goste. Achei divertido, entretanto me parece que ficou faltando algo ao final. O programa da Regina ficou muito engraçado e adorei as reflexões e projeções sobre o sensacionalismo. Atendeu bem ao tema, gostei do formato também, parabéns!

  23. Gilson Raimundo
    18 de abril de 2015

    Realmente um texto sensacionalista, as siglas e termos técnicos atrapalham um pouco a fluidez do texto, como no programa do João K as coisas também são assim, uma quebra de sequência que irrita o leitor, mas foi bem fiel ao enredo.

  24. Cácia Leal
    16 de abril de 2015

    Muito bem escrito o conto. Gostei muito, da trama e de como o autor conduziu a narrativa. Encaixou certinho dentro do tema. Há alguns poucos errinhos de português. Enfim, um conto excelente! Parabéns ao autor.

    Suas notas:

    Gramática: 9
    Criatividade: 10
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 10
    enredo: 10

  25. mariasantino1
    16 de abril de 2015

    Bom desafio para você, autor (a).

    As críticas quanto à perda total de privacidade, a falta de respeito do ser humano, falta de controle no dosar o conforto causando sedentarismo, deram importância ao seu texto, bem como chamou a atenção para o sedentarismo (apatia) mental da sociedade. Segue alguns trechos que repassaram essa crítica e que são bem reflexivos >>>>>>> E as fraudes? Em 2099 não importava a legitimidade ou veracidade dos fatos, e sim o CHOQUE de valores […] Numa sociedade em que o ser humano se esforçava cada vez menos para fazer até a mais simples das atividades. […] Os dois deram início à (sem crase) uma luta pelo controle da porta. Ela tentando abrir; ele, tentando fechar. […] Olhem para este homem! Vejam seu semblante sofrido, esta máquina definitivamente está torturando-o.[…] Os créditos finais tomou conta da transmissão, rápidos demais para que alguém pudesse ler.
    Textos que são passiveis de acontecer, bem amarrados e reflexivos são os mais atrativos. Essa invasão querendo chocar a sociedade, desejando a qualquer custo ser notado, chamar atenção para si, para seu produto/serviço, é perfeitamente crível e atual, e causam certo temor para a perda da sensibilidade, desumanização e frieza da sociedade. Perceba que no passado as pessoas iam ver os enforcamentos, as mortes na fogueira da inquisição e ainda hoje se assiste execuções e em muitos casos isso é mostrado indiscriminadamente na internet ( Saddam Hussein, egípcios decapitados, e tantos outros que pipocam na rede acima e abaixo do radar – deep web), como se fosse um retrocesso, ou como se isso estivesse incrustrado dentro de alguns, esse desejo de se sentir #CHOCADO, enfim, só o fato de se chamar atenção e fazer refletir sobre esses assuntos, já dá valor ao seu texto.

    A distorção da informação também é outra crítica muito bem-vinda, e as comparações da apresentadora remeteu à detentora da audiência da TV aberta brasileira, no entanto, eu (EU) preferia algo menos caricato (seu texto não precisaria dessa muletinha para brilhar, pois o cerne, por si só já é muito bom).

    Média – Pelos motivos acima citados, a nota para esse conto será: 9 (nove)
    Obs —- Há misturas quanto ao tempo verbal, desacertos gritantes quanto ao uso da crase >>>>>>> relacionado à ele … semelhante à dos dentistas … conectados à seu … cabe à vocês (sem crase em todas essas passagens) >>>>> misturas de numerais quando o correto seria escrever por extenso >>>>> chegando a 5 segundos. Dentre outros.

    Abraço!

  26. Eduardo Selga
    16 de abril de 2015

    Talvez a qualidade mais interessante do conto seja a demonstração de uma característica da sociedade capitalista pós-moderna, o espetáculo. Não uso do termo aqui como usamos no senso comum: trata-se de uma construção ideológica que, ao transformar as pessoas em coisas e as relações interpessoais em mercadoria, faz da vida num eterno e falso ‘happy hour” cheio de”repibárdei” fabricado pela mídia. Estou falando de algo chamado sociedade do espetáculo. Quem se interessar sobre o assunto indicaria a leitura de Guy Debord “A Sociedade do Espetáculo”. Nela tudo é falso, tudo é fachada (cor-de-rosa ou não). Como, por exemplo, a reação da protagonista ao fim do conto. Como se o acidente não tivesse sido nada (e será que foi?), ela diz: “Eu sou Regina Choque e este foi mais um Brasil em Cor-de-Rosa… CHOQUE! Até o próximo programa, se eu conseguir sair daqui, é claro”.

    O conto capta bem o discurso midiático típico do auditório e do “jornalismo-mentira”, programas que usam muito o recurso do “gancho”, ou seja, a pergunta retórica (não raro vazia) cuja única intenção é manter o telespectador ligado na atração. A personagem, talvez inspirada em Regina Casé ou em alguma outra bobagem televisiva, constantemente lança no ar perguntas desse tipo.

    Também é interessante a demonstração do automatismo ao qual nos conduz uma sociedade que sobrevaloriza a tecnologia como se fosse um fim em si mesma e não apenas um instrumento. O fato de as pessoas, no conto, conseguirem concentrar a atenção em qualquer coisa por no máximo 5 segundos é bom exemplo disso.

    Mas a construção narrativa precisa ser melhor trabalhada, uma vez que apenas a demonstração da vacuidade que toma conta da sociedade ocidental não basta para fazer de um conto uma peça literariamente firme. Faltou melhor trabalho sintático, e por isso o texto está muito “oralizado”. Para a protagonista essa linguagem é perfeita, mas o narrador precisa ser mais sofisticado sem, contudo, cair no rebuscamento.

    GRAMATICALIDADES

    Em “A quantidade de anunciantes do programa era imensa, todos queriam ter seu produto relacionado à ele” não existe CRASE por dois motivos: ELE é palavra masculina e PRONOME PESSOAL DO CASO RETO.

    Em “Devido à isso […]” não existe CRASE porque ISSO é PRONOME DEMONSTRATIVO.

    Em “E como a atenção das pessoas foram diminuindo com o passar do tempo […] a CONCORDÂNCIA do verbo IR está errada. Como se refere a ATENÇÃO (substantivo no singular), o correto é FOI DIMINUINDO.

    Em “Os créditos finais tomou conta da transmissão”, o correto é TOMARAM, porque se refere a CRÉDITOS FINAIS.

  27. Jowilton Amaral da Costa
    15 de abril de 2015

    É uma boa estória, bem futurista e usando elementos de alta tecnologia como pede o cyberpunk, que eu não entendia nada, por isso tive que dá uma pesquisada. No entanto, pelo que entendi na pesquisa, este gênero pede algo um pouco mais sombrio, denso. Talvez você tenha criado um conto cyberpunk light, quem sabe. Boa sorte.

  28. rubemcabral
    15 de abril de 2015

    Conto divertido e louco, mas com algumas falhas de revisão (“Os créditos finais tomou…”). Há um erro no enredo: a virada do novo milênio aconteceria em 2999 e não em 2099. Acho também que o texto só resvalou no tema cyberpunk. De qualquer forma, achei criativo.

  29. Tiago Volpato
    13 de abril de 2015

    Ideia interessante. Algumas piadas não me agradaram, mas isso é questão de gosto. Só achei que você trabalhou mais um tema futurista do que ciberpunk.

  30. simoni dário
    13 de abril de 2015

    Eu gostaria que daqui a 84 anos não existissem mais canais de TV, sinceramente, um outro formato de mídia poderia ser criado (e acredito que com a velocidade tecnológica de hoje, muitas serão, a exemplo dos canais do youtube de hoje). Penso que este tipo de programa, que protagoniza o conto, não vai render tantos SVs em audiência assim, num futuro distante. O autor conseguiu conduzir bem o texto, me colocou assistindo o programa, mas não me conduziu para 2099, não consegui sentir que estava lá. O tema “Cyberpunk” não é o meu forte, como já comentei em outro texto, e não quero cometer injustiças, mas realmente não gostei do conto. Gostei do nome “Extraordinário” , o programa de domingo (que eu também espero que não exista mais) e o nome da Sauna “Selfieless”, foi bem sugestivo e criativo. Mas, como considero difícílimo escrever sobre o tema, de qualquer maneira dou os parabéns! Desejo sorte!

  31. José Leonardo
    11 de abril de 2015

    Olá, autor(a). Logo de cara, temos duas referências claras ao músico e escritor Fausto Fawcett (o pseudônimo Kátia Flávia e Regina Choque — se bem que esta lembra mais R. Casé que Regininha Poltergeist, esta, com sobrenome artístico vindo do romance “Santa Clara Poltergeist”, um cyberpunk espetacular e infelizmente pouco divulgado, escrito há 24 anos). A cena da sauna, do homem conectado a vários fios é (plasticamente) bem semelhante à do personagem Mateus (o N.E.I. — Negão Eletricista Informático) do romance.

    Analisando o conto, vejo que há um detalhe impossível de ser ignorado: o início é abertura do arquivo de um dos programas BCC mesmo que haja adendos do narrador onisciente (não-participante do enredo). No entanto, os cortes do texto não são totalmente eficazes, fazendo com que o registro do arquivo e as intervenções críticas do narrador se misturem.

    No geral, autor(a), achei o texto um tanto raso e com os mesmos lugares-comuns, em 2099, usados pelos apresentadores de 2015 (pode ser oriundo do teor sensacionalista citado pelo narrador, claro, mas mesmo assim ficou forçado). Aconselho uma pequena revisão (por exemplo, quanto a concordância) se assim lhe aprouver. Abraços e boa sorte neste desafio.

  32. Claudia Roberta Angst
    11 de abril de 2015

    Os créditos finais tomou conta da transmissão? Pode isso, produção? Tomaram…
    Enfim, o conto foi escrito baseado em pesquisa, trabalhado sobre o tema proposto, tudo bem estudado. No entanto, a leitura não conseguiu me ganhar. Não consegui me concentrar na trama apresentada. Acho que é essa coisa cyberpunk que me cansa um pouco. Sei que está bem bolado e muitos vão gostar do seu conto. Boa sorte!

  33. Jefferson Lemos
    8 de abril de 2015

    Olá, autor(a)! Tudo na boa vibe?

    Sobre a técnica.
    Nada a reclamar. Narrou muito bem, contando o que deveria contar e deixando o clima bem diferente, futurista.

    Sobre o enredo.
    O clima futurista está ai, com certeza. A história se desenrola bem, e me faz até lembrar Wall-E. O artifício do sensacionalismo é interessante, mas senti falta de um pouco mais de cyberpunk. Esperava um conto mais brutal, com a tecnologia tomando conta a anarquia se estabelecendo.

    Sobre o tema.
    Foi o que eu indiquei! hahaha
    Acho que dei um bom limite, também. Gosto bastante desse tema, e tenho tentado trabalhar com ele.

    Nota:
    Técnica: 8,0
    Enredo: 6,0
    Tema: 7,0

    Parabéns e boa sorte!

  34. Fabio Baptista
    8 de abril de 2015

    Olá,

    Achei divertido, uma leitura que flui descompromissada.
    Está escrito dentro da média, só precisando se atentar melhor ao uso da crase. Nunca utilize antes de palavras masculinas e, na dúvida, troque a palavra feminina por uma masculina: se o “a” virar “ao”, então esse “a” leva crase.

    a ela
    a ele (não virou “ao”, não leva crase)

    Também vale lembrar: “fui ‘a’, voltei ‘da’, precisa crasear. Fui ‘a’, voltei ‘de’, crasear pra quê?” 😀

    Não entendi muito bem o conceito dos pontos na barra da TV e acho que a temática, não se encaixou muito ao “Cyberpunk”.

    Tem uma coisa estranha também: o conto se passa em 2099… mas estão fazendo documentário sobre o ano 3000? Deveria ser 2999…

    NOTA: 5

  35. Neusa Maria Fontolan
    8 de abril de 2015

    Achei razoável, talvez seja minha antipatia quanto ao tema. Boa sorte.

  36. Marquidones Filho
    7 de abril de 2015

    Que forma de representar as coisas! Muito bom. A estrutura, a forma como foi dividida, o foco no fator “programa”, além, claro, das referências e relações com o que acontece hoje também ajudam a dar um ar de familiaridade com a coisa toda. Parabéns.

  37. Brian Oliveira Lancaster
    7 de abril de 2015

    E: Divertido e quase realista. Nota 10.

    G: Um cyberpunk brasileiro bem assustador, pois já temos coisas bem parecidas. Nunca imaginei que alguém conseguisse adaptar esse cenário para as nossas terras. A sensação de estranhamento e ao mesmo tempo reconhecimento dos padrões foram o ápice. As conexões homem-máquina foram bem retratadas, lembrando até a animação do Wall-E. A apresentadora utilizada foi uma ótima referência e me fez rir várias vezes. Quem ia querer um futuro desses? O pior é que não falta muito, com a mídia focada apenas no que dá audiência. Parabéns à imaginação do autor. Nota 9.

    U: As divisões ficaram legais, pois esclarece o que é fala do programa e o que é fala do anunciante-onisciente. Mas algumas quebras destoaram um pouquinho e notei o nome do local escrito diferente várias vezes. Nota 7.

    A: Diferente e inusitado. Um Matrix brasileiro, apesar de fugir de algumas convenções do gênero. Nota 8.

    Média: 8.

  38. Rafael Magiolino
    6 de abril de 2015

    No início, quando vi a visão do futuro transmitida pelo autor, achei que seria um ótimo conto. Compartilho da mesma ideia de que estamos ficando cada vez mais alienados e os anos que seguirão, em especial para a próxima geração, me deixam com medo.

    Porém, foi uma leitura sofrível. A escrita ficou boa, detectei poucos erros, mas a ideia simplesmente não me agradou em nada. Com um tema bom, apesar de repetitivo, você poderia ter criado uma história muito melhor e não algo um tanto quanto sem sentido quanto este.

    Considerei parar a leitura na metade, mas acabei decidindo ir até o final para caso e algo me surpreender, o que não aconteceu.

    Abraço e boa sorte!

  39. Alan Machado de Almeida
    5 de abril de 2015

    Uma das metas do Cyberpunk além de mostrar coisas futurísticas decadentes é fazer uma critica social a sociedade contemporânea. Seu conto me prendeu por ter conseguido isso. Parabéns.

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Publicado às 4 de abril de 2015 por em Multi Temas e marcado .