EntreContos

Detox Literário.

Efebofobia (Rogério Germani)

Talvez eu já esteja morto quando este mapa de infortúnios estiver tatuando amargas lembranças em seus olhos, curioso leitor. Mas, acredite, os relatos macabros que, de agora em diante, irão povoar os seus sonhos, existiram e existem desde os tempos em que a primeira lua cheia cobrira a face com sangue.

As pistas aqui deixadas o levarão a minha cidade natal, Centralia, no estado da Pennsylvania. Tida como uma das maiores reservas de carvão americano, Centralia fora um lugar pacífico, ideal para os homens sonhadores como eu cultivarem esperança na humanidade; verdadeiro diamante bruto que iria expor sua grandeza ao mundo não fosse o fatídico Halloween de 1962.

Na época, devido ao excesso de trabalho e ao fato de a solidão ser fiel companhia dos meus dias insólitos, como de costume, permaneci escavando nas minas, mesmo ouvindo a balbúrdia da cidade vestida para a festa pagã atiçar meus sentidos temerosos.

Para que haja fácil absorção dos acontecimentos que irão escorrer de meus dedos trêmulos, devo confessar-lhe, meu atento leitor, que a beleza nunca fora meu cartão de visitas e, no entanto, desde que me nasceram os primeiros pelos pubianos, o assédio feminino impera em minha jornada. Ainda sim, nenhuma lady conseguira pintar um retrato de família feliz nos amplos cômodos vazios de meu peito. De certo modo, isto prova que amo mulheres e seus enlevos; minha aversão provém de seus frutos: filhos. Principalmente, adolescentes. Tais criaturas gelam meus pensamentos, embaralham o alicerce de meus ossos enquanto as luzes do pânico, diuturnamente, produzem sombras nos contornos lascivos de meu rosto.

Efebofobia 1

Fobia exposta numa bandeja de prata, prossigo narrando os horrores que se espalharam no último Halloween de Centralia. Para minha tristeza, os versos satânicos recitados em frente à mina onde eu trabalhara naquela noite são eternos açoites dentro dos ouvidos:

John Slave,

Hoje a sua alma treme!

O inferno está morno,

Os vermes estão com fome

Esperando o seu corpo!

John Slave,

Cuidado com os adolescentes!

Com sangue escreverão seu nome

E, com seus ossos, palitar os dentes!

Dentro de mim, um abalo sísmico iniciara após a música infernal. O coração descompassado suplicava oxigênio, os órgãos espremidos abandonavam suas funções. O caos interno clamaria eutanásia não fosse a intervenção de uma pedrada em minha cabeça. Com o impacto do pequeno projétil , os pensamentos novamente ganharam lucidez, faísca racional suficiente para compreender que a mina estava desmoronando e que, se ainda desejasse viver, eu deveria sair correndo de lá. Lembro que só tive tempo de juntar uma lamparina e uma espingarda Imbel calibre 28…

Do lado de fora, já nos domínios da noite, a amargura secava meus olhos diante do fim de meu local de trabalho, da mina de carvão que encrustara em meus poros, além de negrume e sustento, uma certeza mortal: iria caçar o causador de minha desgraça nem que fosse no inferno!

Revestido de ódio, espuma lancinante nos cantos da boca, olhei ao redor, em busca da pessoa ou criatura que, emitindo música tão nefasta, causara a ruína de uma vida isenta de amigos. O silêncio como resposta servira apenas para expandir a minha cólera na terra fria, tapete encoberto pela escuridão. Nem o pio agourento de uma coruja, segundos depois, cessara a ânsia por vingança, instinto animal aflorando em meus pelos em estado de alerta.

John Slave,

Cuidado com os adolescentes!

Com sangue escreverão seu nome

E, com seus ossos, palitar os dentes!

Os últimos versos zombavam de meus neurônios; um mantra sinistro que ecoara nos galhos secos das árvores centenárias , espécie de ópera medonha que pregava peças em meus sentidos, criando vultos de média estatura por toda a área circunvizinha dos escombros da mina.

– Apareçam, criaturas das trevas!- bradei aos ventos, enquanto engatilhava minha velha Imbel.

Folhas trepidaram. Um riso pueril, como se vindo das profundezas da floresta, rasgou o céu e tingiu de vermelho os arredores.

– Apareça, desgraçado! – busquei coragem na raiva ardente em minha pele- Hoje irei pendurar sua cabeça nos portões do inferno!

Por detrás de uma sequoia toda lanhada por animais selvagens, um menino loiro, olhos esbugalhados, surgira segurando uma pequena cesta repleta de víboras agitadas:

– Doces ou travessuras?- veio a indagação envolta em sarcasmo.

Não respondi. Atirei, coração disparado, no centro da testa do adolescente que caiu já sem vida. Elevei minha mão esquerda até a altura da minha boca e fiquei em transe, contemplando o troféu noturno, enquanto o choro dominava meu corpo. Se não fosse ateu, cúmplice leitor, neste momento, ofereceria uma prece à alma de meu inimigo.

Subitamente, um vento gelado e fétido invadira minhas narinas, quase provocando vômito em meu corpo debilitado. Olhei para trás e uma cena horripilante fizera com que eu derrubasse a espingarda longe do meu alcance. Lado a lado, uma dúzia de clones do menino loiro, todos com um buraco de bala escorrendo pus no meio da testa, olharam, fixamente, para mim. Suas expressões de anjos malévolos assustariam até os homens mais valentes do mundo.

– Pena que você tenha escolhido travessuras!- gargalhara o coro demoníaco, já reerguendo a minha vítima reestabelecida.

Perplexo, tentei gritar alguma bravata em vão; como se uma navalha invisível tivesse esquartejado minhas cordas vocais, descobri que, naquele momento, as palavras me eram leões inúteis. Acuado, corri como um coelho fugindo de lobos. “Fuja, John Slave!”fora a única ordem vibrando em meus pensamentos. “Fuja para o centro da cidade!”

John Slave,

Cuidado com os adolescentes!

Com sangue escreverão seu nome

E, com seus ossos, palitar os dentes!

As trezes almas perdidas se divertiam enquanto lançavam abóboras com velas acesas dentro, em minha direção. Na estrada deserta, a silhueta dos monstros vegetais atirados se agigantara em meu encalço, verdadeira procissão em honra e glória ao deus Hades.

Efebofobia 2

Quase sem fôlego, consegui chegar ao cemitério de Centralia, lugar medonho, por culpa de seus anjos barrocos deformados e por conta da lenda das crianças enterradas vivas, nos idos tempos da escravatura americana. Nenhum ser vivo viera em meu socorro, nem mesmo nas diversas minas de carvão, próximas ao cemitério, houvera vestígios de ajuda. Ermo, o cemitério ganhara melancolia em meus olhos suplicantes; fantasmagórico cenário digno do Halloween mais triste que uma mente insana conseguisse conceber.

Ainda arfando, sentei numa lápide de um moribundo qualquer. Sem muitas expectativas de vida, ouvi o sibilar das víboras se aproximando lentamente. Se ainda tivesse a Imbel em meus domínios, gastaria toda a munição nestes filhos das trevas. Minha única arma, no entanto, fora a lamparina ainda acesa, decerto, por um conspiração cósmica favorável à minha sina de solitário guerreiro.

– Venham me pegar, demônios!- exasperei, assim que percebi minha voz retornar timidamente.

De modo frenético, corroborando com as parcas faculdades mentais que me restaram, deitei o fogo da lamparina em tudo o que pudesse se transformar em cinzas. Imediatamente, as labaredas se alastraram; ouvia-se o ranger das folhas secas, o estalar dos ossos dos defuntos em suas covas e a revoada dos corvos fugindo para terras mais acolhedoras. Através das vias das minas de carvão, as chamas se avolumaram, chegando rápido aos arredores da pequena igreja matriz de Centralia. Por meio de fendas no solo, a fumaça nociva se propagara, colocando todos os habitantes no foco do grande incêndio que consumira a tudo sem piedade.

Rindo como um louco e sentindo meu sangue explodir nas veias, devido ao calor excessivo, ainda tive tempo de verificar a presença dos 13 adolescentes demônios saboreando o meu desfalecimento, cantando em círculos a última melodia, soprando em meus olhos o pólen do sono eterno, a explicação para minha efebofobia:

Efebofobia 3

John Slave,

Hoje a sua alma treme!

O inferno está morno,

Os vermes estão com fome

Esperando o seu corpo!

John Slave,

Cuidado com os adolescentes!

Com sangue escreverão seu nome

E, com seus ossos, palitar os dentes!

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41 comentários em “Efebofobia (Rogério Germani)

  1. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    13 de junho de 2015

    Caro John Slave, compartilho do seu medo não por ter elebofobia, mas por ser precavido e fugir de pessoas com cobras dentro de uma cesta. Esse universo fantástico de terror que você criou, acabou por tirar o gosto de fobia e em seu lugar oferecer um gosto de medo que qualquer um teria. Sendo assim, se você não oferecesse, numa bandeja de prata, a palavra elebofobia, apenas desconfiaríamos que sua fobia era essa, mas sem ter certeza. Qualquer pessoa ajuizada das ideias teria medo dessas criaturas que você nos mostrou. Digno de nota é sua técnica de escrita, mesmo que alguns adjetivos não combinem com a realidade da situação narrada, figurando apenas como palavra de efeito.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    13 de junho de 2015

    Gostei, Terrozão clássico, bem conduzido e com a ação muito bem feita. A leitura fluiu fácil, sem contratempos. Gosto de contos de terror. Boa sorte

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Em uma rápida segunda leitura, hoje, posso dizer que gostei um pouquinho mais do conto. Antes, a leitura não me disse grande coisa. Gosto de contos narrados por personagens que conversam comigo, mas aqui a empatia não tinha acontecido. No entanto, em minha opinião você escreve bem. Poderia ter desenvolvido um pouco mais para fazer a fobia aparecer melhor caracterizada, acho que ela ficou em segundo plano. Mas parabéns!

  4. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1- Narrativa, gramática e estrutura (2/4)
    Talvez tenha sido o limite de palavras, mas achei a descrição das ações um tanto apressadas em alguns trechos. O texto não me fez sentir dentro da história, não conseguiu me passar a sensação de medo do personagem. A descrição dos treze jovens, por exemplo, poderia ter sido melhor elaborada. Não notei muitos erros, exceto por algumas vírgulas fora de lugar logo no primeiro parágrafo (Mas, acredite, os relatos macabros que (,) de agora em diante (,) irão povoar os seus sonhos (,) existiram e existem desde os tempos em que a primeira lua cheia cobrira a face com sangue.). O poema se encaixou bem com a trama mas, talvez devido à narrativa um tanto apressada, não passou toda a carga de medo e tensão pretendida.

    2- Enredo e personagens (2/3)
    Achei que a fobia de seu personagem por jovens poderia ter sido melhor explorada, a sensação de medo dele poderia ter ficado mais evidente. Apesar disso, gostei do final em aberto e também do tom de subjetividade, deixando a cargo do leitor decidir se realmente aconteceu ou era apenas uma alucinação do personagem.

    3- Criatividade (2/3)
    A escolha da efebofobia foi interessante, especialmente tendo sido relacionada ao Halloween, porém, creio que seu impacto teria sido maior se melhor explorada.

  5. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    O início parece com Lovecraft, embora seja mais coloquial e espontâneo que os textos do criador de “Ctulhu”. O poema é de terror, como todo o texto, um gênero que sempre agradou milhões de leitores, inclusive a mim. O conto é um perfeito exemplo do terror que os amantes do gênero adoram, dá pra imaginar o prazer de alguém lendo em uma noite escura. Se você gostar de dinheiro, escreve um livro com, digamos, uns treze contos iguais a esse, que tenho certeza que, principalmente, os adolescentes irão comprar até esgotar a edição. O que, certamente, porá fim a sua efebofobia.

  6. catarinacunha2015
    12 de junho de 2015

    TÍTULO já entregou o ouro, mas não prejudicou a trama.
    O POEMA é tão trash que adorei!
    FLUXO DO TEXTO hilário e empolgante, prendeu a leitora aqui..
    TRAMA . O sarcasmo dramático foi um pouco exagerado. Mas pode ser questão de estilo.Cansou um pouco.
    FINAL de clímax intenso. Eu já não gostava de “aborrecentes”, agora então…

  7. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Particularmente não gosto quando vejo um autor aqui na internet fazendo uso desse tipo de vocabulário… Sei que tem todo um contexto, uma ambientação, a tentativa de seguir uma tradição, mas escrever terror dessa forma para mim já deu, por mais que o cara faça muito bem. Nesse aspecto, a forma como a história é contada não me convenceu. Ainda assim, a ideia é boa e a fobia muito interessante, tão boa que eu gostaria de ter sentido mais ela na pele, durante a leitura. Quanto ao poema, tem um estilo canção, fica na cabeça, achei bem legal. Parabéns ao autor e boa sorte!

  8. Renato Silva
    10 de junho de 2015

    Gostei da ambientação (local da estória e época), da descrição do cenário e das sensações do personagem. Achei meio nada a ver essa “efobofobia”, pois a tal fobia de adolescentes seria mais uma aversão do que um medo em si. Achei estranho seu personagem ser ateu, pois esse tipo geralmente era protestante, muito supersticioso, do tipo que vê mais do que aquilo que realmente está acontecendo.

    Acho que você poderia ter aproveitado o fato do seu personagem ser ateu para mostrar o quanto tudo aquilo era surreal para alguém que não acredita em nada.
    O poema achei um tanto simples. Você poderia ter escrito mais alguns versos; deixaria a história ainda mais sombria.

    No geral, achei seu conto muito bom. Parabéns.

    Sugestão: Procure ler o conto ouvindo isso aqui

    O clima da música se encaixou perfeitamente com o do conto.

  9. vitor leite
    9 de junho de 2015

    este conto parece-me bem escrito e conseguindo transmitir a imagem de horror. Parece-me que o autor está muito agarrado aos temas clichés, mas a escrita mostra bem que está na hora de avançar com mais originalidade. Força! Apesar do tema não me entusiasmar fiquei atento ao desenrolar da história e em conclusão: parabéns.

  10. mariasantino1
    9 de junho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Resumindo:

    ↓ Não consegui me importar com o Jhon Slave (Por que do nome? Não captei mesmo o lance de escravo – Slave– Acho que perdi algo).
    “Os relatos MACABROS…”, “Meus dedos TRÊMULOS…” É muito mais interessante descrever ao ponto de deixar que o leitor perceba que tal relato é macabro, que mostre o motivo dos dedos trêmulos ao invés de só falar deles. Quando se induz algo ( uma reflexão, visão, opinião…) e não entrega de bandeja deixando o leitor ser somente expectador, então se compra a ideia, se sente, e o texto é melhor assimilado 😉

    ↑ Algumas imagens deixou um climão de filme dos anos 80. Algumas construções frasais são ótimas e repassam bem a agonia, embora EU tenha achado gratuito pela falta da criação de vínculo com o personagem. Curti imaginar o que vem depois do término do conto.

    Boa Sorte!

    Abraço!

  11. rsollberg
    5 de junho de 2015

    Boa noite, John Slave.

    Primeiramente, reconheço algo de Poe no seu conto. Esse diálogo com o leitor, sendo pontuado por analogias e observações do personagem… Achei bem bacana.

    Gostei da originalidade da escolha no que diz respeito a fobia. No entanto, a meu ver, a história não soube usá-la da maneira mais instigante. Algumas passagens ficaram bem clichês, imagens claras de alguns filmes estadunidenses, cemitério, haloween, crianças amaldiçoadas (Legal que me lembrei do Christopher Reeve). Sei lá, acho que mesmo dentro do terror é possível trazer algumas coisas novas, mesclar um pouco mais.

    O poema funcionou bem, o único “porém” foi o “Com sangue escreverão seu nome

    E, com seus ossos, palitar os dentes!” – Palitarão os dentes.

    De qualquer modo, é um conto que entretém!
    Parabéns e boa sorte!

  12. Gustavo Castro Araujo
    2 de junho de 2015

    O ponto forte do conto está na utilização de uma espécie de fobia bastante incomum — pelo menos até onde eu sei, rs Claro que o medo de adolescentes pode vir de qualquer um, especialmente daqueles que preferem paz e tranquilidade num shopping, por exemplo; mas, tratado como doença, é a primeira vez que vejo.

    O enredo se desenvolve de maneira satisfatória, ainda que suspense pretendido fique apenas na promessa. A sensação que tive durante a leitura foi de estar assistindo a “A Volta dos Mortos Vivos”, onde não há exatamente um clima de angústia, mas uma descrição de passos cuja direção o leitor pode facilmente adivinhar. O resultado disso foi que não consegui sentir a tensão que — imagino — o autor tentou passar. Como peça de ação, contudo, a narrativa cumpre sua função. Não achei chata ou enfadonha, ainda que não tenha me empolgado.

    O que me incomodou de verdade foi a falta de paralelismo verbal em várias passagens. Vou citar um como exemplo:

    “Subitamente, um vento gelado e fétido invadira minhas narinas, quase provocando vômito em meu corpo debilitado. Olhei para trás e uma cena horripilante fizera com que eu derrubasse a espingarda longe do meu alcance. Lado a lado, uma dúzia de clones do menino loiro, todos com um buraco de bala escorrendo pus no meio da testa, olharam, fixamente, para mim.”

    Repare que nesse único parágrafo o autor usa o pretérito mais-que-perfeito, depois vai ao perfeito, volta ao mais-que-perfeito e, termina no perfeito. Esse vai e vem não se justifica. Normalmente as histórias são narradas usando o pretérito perfeito – p.ex, “o menino não conseguiu saltar a poça d’água”. Somente se usa o mais que perfeito para descrever uma situação que ocorreu antes do fato primeiramente referido. “o menino perdera a perna num acidente.”

    Do jeito que está apresentado no conto, o uso do mais-que-perfeito com o perfeito ficou bem estranho, para não dizer errado. Seria bom atentar para esse tipo de detalhe na próxima vez.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi o uso da Imbel. O conto trata de um fato ocorrido em 1962, nos Estados Unidos, durante o Halloween, certo? Bem, se for isso mesmo, era impossível existir uma pistola imbel porque esse tipo de armamento foi criado depois de 1975, quando a empresa que a fabrica teve sua constituição autorizada pela Lei 6.227, de 1975. Sim, a Imbel é uma empresa brasileira, que fabrica armamentos brasileiros. Mesmo que relevássemos o aspecto temporal, dificilmente um americano compraria uma arma feita no Brasil, né? Talvez seja interessante pesquisar um pouco mais sobre determinados aspectos antes de colocar a ideia no papel, para evitar esse tipo de furo.

    De qualquer maneira, o resultado é um conto interessante, ainda que lhe falte brilho. Cumpre a função de entreter, o que não é pouco. No geral, portanto, uma leitura agradável.

    Boa sorte no desafio!

  13. Virginia
    2 de junho de 2015

    Gostei da escrita, me lembra Poe com as metáforas fortes que dão brilho ao texto. A história logo me lembrou “Cidade dos Amaldiçoados”, claro, talvez uma sequência com os diabinhos já crescidos. Não me prendeu muito, acho que poderia explicar um pouco mais sobre as aparições. Mas gostei do poema. Parabéns pelo conto !

  14. Fabio D'Oliveira
    1 de junho de 2015

    ❂ Efebofobia, de John Slave ❂

    ➟ Enredo: Fraquíssimo. O ritmo acelerado deixa tudo muito nebuloso. Quem são essas crianças? Por que estão fazendo isso? Qual é a razão? Não há respostas para essas perguntas. Às vezes, deixar espaços vazios na história é bom, porém, para dar certo, tem que existir um motivo. Tem que haver planejamento. O protagonista é clichê. A trama é clichê. Tudo é clichê. E mal construído. Para melhorar esse texto, teria que aumentá-lo, desenvolver o personagem, mostrar a cidade e criar, enfim, um enredo de verdade; com início, meio e fim.

    ➟ Poema: Não me parece um poema. Parece apenas uma canção sinistra. E isso é ruim, pois a proposta era fazer um poema. Não precisa ter ritmo, não precisa rimar, não precisar ser clássico. É preciso ser um poema em si. Quando parece ser apenas uma canção, perde a força. Se você criar uma história com fundamento em cima dessa premissa, será necessário fazer um novo poema.

    ➟ Técnica: Sinceramente, achei o texto muito bem escrito. A narrativa e o desenvolvimento combinou com o ritmo acelerado. Devo salientar que comparando a história com a técnica, cheguei à conclusão que você foi apressado demais. Ansiedade, talvez. Faça as coisas com mais calma da próxima vez!

    ➟ Tema: Não combinou. É uma fobia interessante. Um medo incomum. Mas tem que haver uma boa justificativa. O medo de ter filhos não funcionou. É vazio. Sem mencionar que o protagonista não pareceu, em nenhum momento, ser portador dessa fobia. Parecia que ele estava com medo da situação, não dos adolescentes.

    ➟ Opinião Pessoal: O clichê nunca é um problema para mim. Da forma como vejo e leio, quase todas as histórias são clichês. O que muda é a ambientação, os personagens e a forma como é contada. O problema é sempre a falta de habilidade e vida. Nesse caso, havia habilidade. Mas não havia vida. Isso prejudicou o resultado final. É uma história apressada. Não dá para apreciá-la. O personagem é uma simples marionete nas suas mãos. E os adolescentes não são sinistros como deveriam ser. Por isso, não gostei do conteúdo geral, apesar de ter apreciado a forma como a história foi escrita.

    ➟ Geral: História nebulosa e execução medíocre. Narrativa apressada. Início e meio razoáveis, fim desapontador. Muitas perguntas que deveriam ter respostas. Escrita muito boa, tão boa que consegui apreciar um pouco a leitura, mesmo o conteúdo final sendo tão ruim.

    ➟ Observação: Grande potencial, John Slave!

    • John Slave
      2 de junho de 2015

      Hello, little boy!

      Prometi aos demônios que habitam meus sonhos que não mais iria gastar pólvora com diabretes, mas, já que fui atormentado novamente, aos diabos a minha jura!

      Não é de hoje que vivo um misto de ódio e fobia por “aborrecentes”, principalmente os jovens coca-cola, criaturas que chegam cheios de gás, imaginando ser a melhor coisa existente na terra e, na realidade, não passam de xaropes que vivem arrotando o pouco conhecimento de vida que possuem como se fosse a verdade suprema.

      Mesmo sem necessidade (é como se precisasse explicar uma piada para uma parede!), irei discorrer sobre as crianças: Quem são? Diabretes! Por que estão fazendo isto? É Halloween, época em que os demônios se divertem no mundo dos vivos. Qual é a razão? A princípio, não existe motivo racional para um demônio nos atacar numa noite de Halloween mas, por eu ser a única alma viva trabalhando na mina próxima ao cemitério, conforme claramente expus, imagino que isto me fez de alvo das “travessuras”.

      Se eu não possuo efebofobia, o que será que eu quis dizer com este trecho de minha narração:

      ” Principalmente, adolescentes. Tais criaturas gelam meus pensamentos, embaralham o alicerce de meus ossos enquanto as luzes do pânico, diuturnamente, produzem sombras nos contornos lascivos de meu rosto.”

      Quanto ao fato de minha trajetória parecer-lhe clichê- soa como chiclete na boca dos jovens demônios!- só posso dizer uma coisa: A vida é clichê. As pessoas nascem crescem e morrem. A única diferença é que algumas pessoas serão lembradas pela humildade em que tratam os seus semelhantes.

      Fogos de minha Imbel em sua homenagem!

  15. Leonardo Jardim
    1 de junho de 2015

    Minha avaliação antes de ler os demais comentários:

    ♒ Trama: (2/5) não gostei muito. Explicou pouco, foi narrada apenas como uma cena de terror. Não percebi uma trama por trás dessa cena.

    ✍ Técnica: (3/5) tem mérito pelas boas metáforas e pelo belo trabalho linguístico em certos momentos. Mas em algum momento ficou cansativo, exagerado, em minha opinião. Outra coisa que incomodou foi o uso do tempo verbal. O pretérito mais-que-perfeito deve ser usado apenas para descrever alguma coisa que ocorreu antes do tempo da narrativa, o passado do passado. Em vários casos, o uso foi equivocado.

    ➵ Tema: (2/2) efebofobia (✔), o medo de adolescentes marcado desde o título.

    ☀ Criatividade: (1/3) não achei muito criativo. Contém muitos elementos comuns do gênero de terror. Faltou algo que o diferenciasse dos demais.

    ✎ Poema: (1/2) é encaixado na trama, mas não gostei da sonoridade e da escolha das palavras. O último verso também ficou com tempo verbal estanho: o anterior estava no futuro (escreverão) e o último ficou no infinitivo (palitar).

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) não gostei muito do conto, não senti a tensão que um conto de terror precisa passar 😦

  16. Brian Oliveira Lancaster
    29 de maio de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O início me lembrou do narrador de Cidadão Kane (“aqui é a mansão do magnata…”), o que não é ruim, mas não consegui mais tirar a voz de locutor de rádio da cabeça. A imagem escolhida tanto no início quanto fora, é bem apavorante e causa o efeito desejado. Só tive que pesquisar para ter certeza que se tratava de medo de adolescentes.
    G: Se o objetivo era ser assustador, conseguiu. O texto prende desde o início, mesmo sentido um leve deslocamento de estilo após a primeira imagem. Faz sentido a fobia explicar o poema, mas (também tive esse dificuldade), não notei muito da fobia permeando o texto em si. O final não me agradou muito, apesar de sabermos o que vai acontecer (ou não). Achei um tanto brusco.
    U: A linguagem narrativa empregada é bem agradável, sem erros aparentes. Flui muito bem e nos faz querer acompanhar o restante da leitura.
    A: Então. A fobia está ali. Mas ao mesmo tempo não está. Não achei muito justificada por suas ações. O personagem pareceu ter mais medo de festas de halloween e abóboras, do que jovens inconsequentes. Mas ganha muitos pontos pelo clima.

  17. Fil Felix
    26 de maio de 2015

    Fobia bem estranha essa o.O Acho que também tenho hahaha

    A fobia está aí, o poema está aí e com imagens pra complementar (depois do conto do Sherlock, será tendência, eu avisei :3), mas acho que não foram bem estruturados. A fobia aparece, mas não há muita explicação (não que precise), mas acaba caindo no superficial. Talvez se tivesse explicado melhor o trauma, os casos dele, ter estendido um pouquinho essa parte, dar uma justificativa mais plausível. O poema ficou bem legal, passa essa ideia de música que se repete. Me lembrou Freddy Krueger de Hora do Pesadelo, com a musiquinha macabra, é o ponto alto da trama.

    Talvez o que prejudicou o conto tenha sido o lugar-comum, há muitas características típicas de história de terror, ficando até caricato em alguns momentos. Pensilvânia, Halloween, abóboras, cemitério e crianças loiras com olhos brilhantes. Super Cidade dos Amaldiçoados, inclusive a capa é uma montagem (muito legal, por sinal) da versão original de 1960. Não sei se foi inspiração ou homenagem, mas caiu um pouco no clichê do gênero.

  18. rubemcabral
    26 de maio de 2015

    Olá. Vamos aos trabalhos…

    Pontos positivos: o conto está bem escrito, com poucos deslizes. A história é coerente e adequada aos requisitos do desafio. O poema é bem bacaninha.

    Pontos negativos: achei a ambientação clichê (Centralia, Halloween, etc.). A razão da fobia é mal-explicada, o aparecimento dos clones adolescentes tbm. O uso das imagens foi ruim. Só a imagem que fecha o conto é interessante, as outras deram um ar trash para um conto que evoca (com certa pompa) o estilo do Poe (narrador em 1a pessoa, que conversa com o leitor e tudo mais).

    Resumindo: pela soma de fatores, achei o conto regular.

  19. Cácia Leal
    25 de maio de 2015

    Texto muito bem escrito, mas lúgubre e meio tétrico demais. Esse tipo de narrativa não me atrai muito.
    Observações: peraí, Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil), criada em no Brasil em 1975, não poderia ter feito essa espingarda em 1962 usada na Pensylvânia!!!! Sugiro trocar pela “Winchester”.
    Dúvida: ele estava sozinho na mina? Pra onde foi todo mundo que só ele aparece depois? E ninguém veio em socorro dele depois do desabamento da mina?
    Bem, outros comentários:
    Gramática: Encontrei alguns erros gramaticais, talvez valesse uma leitura atenta e uma boa revisão.
    Criatividade: excelente criatividade, adorei esse aspecto.
    Adequação ao tema: Achei pouco explorado a questão da fobia, me pareceu mais uma história de fantasmas. Não me pareceu muito claro o medo de adolescentes.
    Riqueza textual: Achei bastante rico e o modo como as palavras são trabalhadas enriqueceu bastante o texto e seu desenvolvimento.
    Emoção: Foi bem trabalhada e é possível sentir bem a emoção no texto.
    Enredo: Bem trabalhado e bem elaborado.
    No geral, um ótimo conto.

  20. Anorkinda Neide
    25 de maio de 2015

    Olha, gostei muito não. É uma história de terror, a fobia por adolescentes não ficou clara pra mim. Pra mim que ele evitava a sociedade por sofrer bullyng e qt mais recluso, pior…hehehe Mas isso não é fobia.
    Achei na narrativa uma tentativa de rebuscamento, mas não rolou muito bem, não. Acho que uma linguagem informal cairia até melhor.
    Inclusive a linguagem usada me fez confundir vários trechos e simplesmente não entender… como por exemplo, nao entendi se John Slave era feio ou bonito…rsrsrs
    Também não gostei das imagens em meio ao texto e o poema, não é um poema, é uma musiquinha macabra com o erro em ‘palitar’ já apontado pelos colegas…

    Abração!

  21. Evan Callaway
    23 de maio de 2015

    E aí John?

    Pois é cara, sua técnica de escrita é, para mim, a mais pura arte. Seu texto, bem cheio de metáforas e alegorias é realmente sensacional. Só senti que a trama acabou ficando um pouco de lado. Não que seja ruim, pelo contrário, mas acho que podia ter trabalhado um pouco mais.

    De qualquer forma, dizem que não é a história em si, e sim a maneira de contá-la que faz bons escritores.

  22. Wallace Martins
    23 de maio de 2015

    Olá, meu caro Slave.

    Então, rapaz, seu conto conseguiu me prender em alguns pontos, mas em outros ele me fazia querer me afastar um pouco, não por conta da história de horror misturada com a fobia, mas por conta de você se estender demais em algumas frases, uma dica que lhe dou é buscar encurtar algumas frases, porque o texto irá manter o ritmo e você não perderá o efeito delas, fazendo com que o êxtase e o ritmo mantenha-se o mesmo, você mantem forte e vibrante as emoções no leitor e ele fica ávido para prosseguir, mesmo sentido certo incomodo, por conta do horror presente na história.
    Outro quesito que não me apeteceu muito foi a questão de aparecer o jovem morto atrás dele e tudo mais, acredito que, como existiam muitos jovens na cidade, poderia tê-lo usados, seria mais verossímil, mais palpável, entende?
    Nos pontos positivos, cito que trouxe uma fobia, um tanto quanto, inusitada, não a conhecia e a abordagem que fez fora muito boa, mostrando os problemas que o homem enfrentava e toda a loucura que essa fobia o fez criar e vivenciar neste Halloween. Gostei de como fez a interação da narrativa com o poema, houve uma boa sincronia e enlace.
    Parabéns pelo seu conto!

  23. Jefferson Lemos
    21 de maio de 2015

    Olá, John! Tudo bem?

    Esse mês será o mais aterrorizante do EC. Pode anotar!
    O conto tem seus méritos por conseguir aproximar o leitor da história, convidando-o a embarcar nas loucuras do protagonista. A narração é boa, no geral, mas em alguns momentos se estende demais, tirando o efeito de certas frases, ou diminuindo o impacto.

    A história, apesar do bom e velho terror, não me agradou muito. Senti falta de mais explicações no decorrer da trama, e gostaria de ter visto um desfecho melhor, O poema também não encheu muito os olhos, mas tem seu valor.

    Ao final, ao meu ver, o conto ficou um pouco abaixo da média. A narração consegue se sobressair em alguns pontos, mas a história deixou a desejar.

    De qualquer forma, merece os parabéns!
    Boa sorte!

  24. Tiago Volpato
    20 de maio de 2015

    Olá John!
    Primeiro o que gostei do conto. O poema ficou bem interessante e casou bem com a narrativa. Também gostei do protagonista conversar com o leitor, deu um ar interessante ao texto. A história não foi a mais sensacional, mas agradou. O clima de terror foi muito bem explorado.
    O que não gostei:
    Achei que você se estendeu muito nas frases, você podia ter deixado o texto mais enxuto. Na minha opinião, a história ficou um pouco bagunçada, as coisas aconteciam só por acontecerem, sem nenhum ‘motivo lógico’.
    É isso. Um forte amplexo.

  25. Pétrya Bischoff
    20 de maio de 2015

    Buenas, seu Slave!
    Problemas de concordância no poema já citados. Passo, então, às minhas sinceras impressões. Eu adorei a narrativa, remetendo-me aos contos de Poe! A escrita é de causar inveja. Conforme eu lia só pensava que não há como disputar com uma escrita assim. Ainda bem que nossas abordagens são diferentes hahaha.
    Quanto à estória em si, adoro quando mesclam história nos contos, logo no início do texto, pensei que viria algo com uma pegada de Silent Hill. Mas contar como teria começado o pesadelo em Centralia foi uma ótima abordagem. É uma daquelas situações bizarras no mundo que me chamam muito atenção.
    Acredito que o autor também foi feliz na ambientação Halloween/cemitério/crianças dos olhos sinistros do clipe Total Eclipse of the Heart. Só o que não me agradou realmente foras as imagens inseridas ao longo do texto, acredito que tenham ficado esteticamente estranhas.
    De maneira geral, adorei mesmo a escrita e narrativa, e a estória tem seu mérito. Parabéns e boa sorte.

  26. simoni dário
    19 de maio de 2015

    Fobia e terror no sentido literal não conectam, na minha opinião. Gostei até a parte onde o poema aparece pela segunda vez. Destaco essa passagem como muito bem construída e digna de um conto sobre Fobia “Ainda sim, nenhuma lady conseguira pintar um retrato de família feliz nos amplos cômodos vazios de meu peito. De certo modo, isto prova que amo mulheres e seus enlevos; minha aversão provém de seus frutos: filhos. Principalmente, adolescentes. Tais criaturas gelam meus pensamentos, embaralham o alicerce de meus ossos enquanto as luzes do pânico, diuturnamente, produzem sombras nos contornos lascivos de meu rosto”. Achei perfeito ( até acabei aplaudindo aqui, sozinha),me entusiasmei, mas daí a narrativa foi para o lado do terror e acabei perdendo o interesse.
    Desculpe John Slave, você escreve muito bem, mas Fobia pra mim é um assunto delicado, e acredito que fazer um pouco de humor sobre alguma fobia até combina, mas terror pra mim não funcionou.
    Ainda assim, parabéns pela criatividade e bela narrativa!

  27. Ana Paula Lemes de Souza
    19 de maio de 2015

    Primeiramente, parabéns ao autor! Tem uma ótima técnica e conduziu muito bem o conto. Contudo, em que pese esse meu reconhecimento, e isso é algo que já comentei aqui algumas vezes, o que não é novidade para o pessoal, terror realmente não é algo que me fisgue enquanto leitora… Prefiro outros estilos de leitura.
    Algumas passagens merecem ser mencionadas:
    * “Com sangue escreverão seu nome. E, com seus ossos, palitar os dentes!” – Creio que palitarão soaria melhor e o tempo verbal estaria perfeitamente casado;
    * “árvores centenárias , espécie de ópera” – Confesso que sou uma leitora com um inevitável TOC. Essa vírgula voando me incomodou, já que o correto seria juntá-la com centenárias;
    * “Apareça, desgraçado! – busquei coragem na raiva ardente em minha pele- Hoje” – O traço ficou grudado com pele;
    * “Fuja, John Slave!”fora a única ordem vibrando em meus pensamentos. = fora se juntou às aspas;
    * “Venham me pegar, demônios!- exasperei, assim que percebi minha voz retornar timidamente.” – Dessa vez, o traço veio grudado com o exclamação.
    Boa sorte no desafio, espero ter te ajudado!

  28. Fabio Baptista
    18 de maio de 2015

    *****************************
    >>>>>>>>>>TÉCNICA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Fluidez narrativa, correção gramatical, estrutura da história, estética)
    *****************************

    Confesso que essa pegada meio Edgar Allan Poe não me agrada muito. Daí já fica difícil estabelecer um vínculo perfeito com a narrativa. Achei que alguns pontos ficaram demasiadamente rebuscados.

    Algumas anotações:

    – a minha cidade
    >>> à

    – tempos em que a primeira lua cheia cobrira a face com sangue
    >>> Face de quem? Da lua? Do leitor? Do personagem?

    – dias insólitos
    >>> Insólito não é uma palavra que combina no contexto, mesmo levando em conta os eventos sobrenaturais ocorridos posteriormente.

    – sentei numa lápide de um moribundo qualquer
    >>> Moribundo está prestes a morrer, não morto!

    – por um conspiração
    >>> uma

    Destaque positivo, algumas passagens foram bem inspiradas:
    – “Ainda sim, nenhuma lady conseguira pintar um retrato de família feliz nos amplos cômodos vazios de meu peito”

    *****************************
    >>>>>>>>>> TRAMA – 2/3
    (Pontos de avaliação: Motivações dos eventos, verossimilhança, desenvolvimento dos personagens)
    *****************************

    Gostei do desenrolar da ação do conto.
    Mas até chegar ali, as coisas ficaram um tanto jogadas. Tipo, em uma frase o sujeito explica a fobia e bora pra perseguição.

    – Se não fosse ateu, cúmplice leitor
    >>> Achei estranha essa afirmação, depois de tantas alusões ao inferno

    Não sei se entendi bem o final da história. O cara ateou fogo na cidade e morreu?

    Se sim, como ele diz que está escrevendo depois?

    *****************************
    >>>>>>>>>> POESIA – 1/2
    (Pontos de avaliação: a poesia em si e a relevância para a trama)
    *****************************

    – treme / morno / fome / corpo
    >>> Acho que ficaria melhor com rimas

    – John Slave, (também foi inevitável não ler “Jon Snow”)
    Cuidado com os adolescentes!
    Com sangue escreverão seu nome
    E, com seus ossos, palitar os dentes!

    >>> “palitarão” ou “vão palitar” caberia melhor ali

    *****************************
    >>>>>>>>>> PESSOAL – 1/2
    (Pontos de avaliação: 0 – Não gostei / 1 – Gostei / 2 – Gostei pra caralho!
    *****************************
    Comentei na história anterior sobre meu gosto para o terror.
    Mas o conto é agradável.

    *****************************
    >>>>>>>>>> ADEQUAÇÃO AO TEMA x 1
    (0 – Não se adequou / 0,5 – Parcial / 1 – Total
    *****************************
    Aqui fiquei meio balançado a ir no “parcial”, mas vou evitar isso.
    O cara tinha medo de adolescentes e eles estavam lá, provando que o medo não era infundado.

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Hello, Fábio!

      Pensei que o preconceito não existisse mais depois do fim da escravatura americana… Sorte minha você não estar entre os líderes da Ku Klux Kan literária!

      Agora, falando sério, realmente deixei de anotar crase no trecho indicado por você. Culpa do meu inglês maldito que não usa este raio para nada!

      >>> Face de quem? Da lua? Do leitor? Do personagem?

      Como sempre existiram e existem tempos rubros, tempos de violência e atrocidades, fica ao seu critério. Só tenho certeza de uma coisa: há sangue farto para todo mundo desde o princípio da criação da Terra.

      -dias insólitos

      Além dos significados “sobrenatural”, “extraordinário”, insólito também é usado como “estranho”, “fora do comum”. Oras, apenas eu, John Slave sei o quanto meus dias eram tidos como incomuns para uma cidade onde a rotina era estar reunido com todos os seus habitantes, inclusive com os malditos adolescentes! Desculpe-me falar, mas viver foragido em minas de carvão nunca fora moda bem aceita em Centralia!

      >>> Moribundo está prestes a morrer, não morto!

      Moribundo também significa “o que está deixando de existir”. Sabendo-se de uma iminente destruição no cemitério que, logo em seguida, se confirmou com o incêndio, entendo que é válido usar “moribundo” para este fim:

      …Imediatamente, as labaredas se alastraram; ouvia-se o ranger das folhas secas, o estalar dos ossos dos defuntos em suas covas e a revoada dos corvos fugindo para terras mais acolhedoras…

      – por um conspiração
      >>> uma

      O duelo está ficando interessante… Ponto para você, forasteiro! Devido ao medo do momento, acabei não acrescentando a letra “a” no final da palavra “uma”. Tem horas em que as mãos não acompanham a velocidade do cérebro…

      – Se não fosse ateu, cúmplice leitor
      >>> Achei estranha essa afirmação, depois de tantas alusões ao inferno

      É o que os ateus fazem de melhor: adoram usar os cenários cristãos para, assim, tentar justificar as desgraças no mundo. “Se há catástrofes, culpa de Deus! Se pessoas morrem de fome, por que Deus não vê isto?! Se existem guerras, Satanás entrou no coração dos homens !” A humanidade egoísta nunca é responsável pelos próprios atos…

      Como pode perceber, não morri ,não naquela noite! Quando os 13 demônios adolescentes me cercaram, apenas desmaiei e, para minha sorte ou desgraça, o pólen do sono eterno é uma espécie de transe demoníaca que me faz perder os sentidos toda vez que me aproximo de adolescentes.

      .
      >>>>>>>>>> POESIA – 1/2

      O que dizer desta música maldita feita por diabretes adolescentes? Demônios nasceram com o dom de apavorar almas amaldiçoadas, como a minha, não com o dom da música! Sinceramente, acredito que você só usará apenas uma de suas mãos para enumerar a quantidade de jovens malditos que escrevem músicas perfeitas em sua terra natal.

      Fogos de minha Imbel em sua homenagem!

  29. Claudia Roberta Angst
    18 de maio de 2015

    Fobia novamente relacionada a um climinha de horror. Bom, fobia é um terror mesmo, né?
    John Slave, João Escravo, trabalhando em uma mina e atormentado por adolescentes (Poxa, poderia ser um professor rs).
    A passagem que já citaram: “Ermo, o cemitério ganhara melancolia em meus olhos suplicantes; fantasmagórico cenário digno do Halloween mais triste que uma mente insana conseguisse conceber.” poderia ficar assim: (…) mais triste do que uma mente insana conseguiria conceber/conceberia.
    O cenário é de Halloween, o que nos remete a um filme de terror americano.
    O poema ficou bom, com tom de cantiga de roda maldita. Esses adolescentes não são de brincadeira, não.
    Pode ser impressão minha, mas acho que o tema fobia ficou soterrado pelas abóboras. Não teve o destaque que esperava como trama central. De qualquer forma, foi uma leitura fácil e agradável.
    Boa sorte!

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Hello, Cláudia!

      Nunca em minha vida eu iria ensinar alguma coisa para adolescentes, verdadeiras criaturas das trevas; foi por causa desses demônios que me tornei John Slave, o “João Escravo” de minha fobia!

      Ok. Todos já viram os efeitos do medo em minha conjugação do verbo conseguir. Mais uma vez, culpa dos diabretes que me perseguiram até o cemitério maldito.

      Achei interessante colocar as abóboras justamente para intensificar a efebofobia, para explicar que uma travessura real, além de causar constrangimento, abala o psicológico de qualquer indivíduo que tem a desgraça de encontrar um adolescente estúpido no caminho.

      A música macabra… Terei que abrir um salon para abrigar tantos atiradores certeiros! Cláudia, estes versos amaldiçoados urram em meus ouvidos constantemente.

      Fogos de minha Imbel em sua homenagem!

  30. Rogério Germani
    17 de maio de 2015

    Caro, John Slave!
    Só uma pergunta: você é fã do filme A hora do pesadelo? Percebi semelhança em seu poema com os clássicos versos de Freddy Krueger.

    “ Um, dois, Freddy vem te pegar,
    Três, quatro, feche bem o quarto.
    Cinco, Seis, pegue o crucifixo ,
    Sete, oito, fique acordado até tarde.
    Nove, dez, não durma nenhuma vez” …

    Deixando a curiosidade de lado, vamos aos pontos positivos e negativos em seu conto.
    Comecemos pelos “efeitos” menos atraentes do texto:

    1- Ao meu ver, faltou uma justificativa para que o personagem estivesse trabalhando sozinho, na noite de Halloween, dentro de uma mina de carvão. A mina era de propriedade dele?
    2- Assim como foi apontado pelo amigo Sidney Muniz, também percebi que a conjugação do verbo “conseguir” soou estranha.

    “Ermo, o cemitério ganhara melancolia em meus olhos suplicantes; fantasmagórico cenário digno do Halloween mais triste que uma mente insana conseguisse conceber.”

    3- O título poderia ser mais misterioso, fazendo suspense ( já que se refere a um conto de horror trash) para revelar de qual fobia se trata o texto.

    Agora, os pontos fortes do conto:

    1-O diálogo com o leitor, estilo Lovecraft, foi bem trabalhado, mantendo os olhares atentos, presos ao texto de acordo com o suspense apresentado na trama.

    2- A passagem do texto em que os adolescentes atiram abóboras em John Slave deu a pitada certa de humor para este tipo de enredo. Fiquei rindo, imaginando a cena…

    3- O poema, para mim, foi o ponto alto. Também a percebi como uma canção de diabretes se divertindo na noite de Halloween.

    Parabéns pelo conto! Espero ter ajudado com minhas análises.

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Hello, Rogério!
      Se este cara, o tal Freddy Krueger persegue adolescentes como você descreveu, já sou fã dele desde agora.

      Deixa eu contar os segredos das minas de carvão: Centralia possuía uma das maiores reservas de carvão americano, existiam minas que eram de propriedade de empresas mineradoras e, como é o caso apresentado no meu relato, também havia mais de uma dúzia de minas sem dono; cavernas ideais para um americano recluso.

      Disse a mesma coisa a um outro cara lá trás a respeito da conjugação do verbo conseguir, mas volto a repetir: o pavor paralisou a minha lógica no momento em que entrei correndo no cemitério. Para dar mais credibilidade aos efeitos da fobia, tentei manter, na escrita, a minha agonia.

      Iria mudar o título do meu causo, mas daí,pensei ” Quem, diabos, sabe o significado de Efebofobia logo de cara?” A palavra ecoa mistério em meus ouvidos…

      Depois que Centralia tornou-se uma cidade fantasma, preciso conversar com pessoas, adultas, do mesmo modo que uma coruja necessita de escuridão para sobreviver…

      Outro cara bom de tiro… Eita terra de pistoleiros! Rogério, a música macabra dos 13 demônios adolescentes me persegue até hoje.

      Fogos de minha Imbel em sua homenagem.

  31. Sidney Muniz
    17 de maio de 2015

    Olá autor(a),

    Gostei da escrita, e da narrativa. Há algumas repetições durante o decorrer dela, mas nada que prejudique a leitura, me pareceram mais vícios do autor. É que às vezes gostamos tanto de algumas palavras que acabamos adotando-as para nossos textos, e isso pode nos prejudicar um pouco. Sugiro que releia o texto algumas vezes e repense sobre isso.

    A inserção de Hades na estória não me convenceu, pois não vi nada relacionado a tal crença no personagem, fora o inferno em si, citado no poema. Até pode ser usado, não está errado, mas para solidificar me faltaram elementos, já que o conto é americanizado, e não dentro da mitologia.

    Outro ponto que me decepcionou um pouco foi que o autor resolveu contar aqui como a fobia surgiu, deixando que o conto se tratasse mais de uma espécie de assombração ou maldição do que da fobia em si, já que a mesma se deu do ocorrido em diante. Penso que dessa forma, não que tenha fugido ao tema, mas o tenha descentralizado da narrativa tornando o texto assombroso, porém pouco certeiro. Esperava um pouco mais, confesso.

    Ermo, o cemitério ganhara melancolia em meus olhos suplicantes; fantasmagórico cenário digno do Halloween mais triste que uma mente insana conseguisse conceber. Não acho que conseguisse esteja no tempo correto da narrativa. Talvez “poderia” “conseguiria”…

    O desfecho passa uma imagem de que o personagem desmaiou, mas também deixa parecer que ele se foi, pelo sono eterno, vou ficar com a primeira, pois se ele morreu não teria quem contasse a estória.

    Bem, senti aqui que a alucinação, ou visão fantasmagórica criada não passou tanto medo assim ao indivíduo, o que não me deu aquela sensação de “fobia” que eu queria encontrar nesse tipo de conto, já que o autor optou pelo gênero horror, meio trash, justificado pelas abóboras sendo jogadas, que de fato me me fizeram sorrir.

    No mais foi sim uma boa diversão.

    A poesia destoou bastante do conto, a meu ver, e o estrangeirismo imposto também não me agrada, acho que se a trama fosse passada em território brasileiro me seria mais atrativa. O estrangeirismo, lembrou-me Freddy Krueger.. acredito que o “inferno morno e os vermes com fome” soou contraditório, buscando uma rima forçada com “corpo”, e quanto a “palitar” não sei essa conjugação fez bem para o verso, pareceu-me solto do restante, mas apenas pela conjugação. Acho que ficaria melhor de outra forma.

    No mais é só minha opinião de leitor mesmo. Espero poder participar dessa edição, mas se não conseguir tentarei ler os textos, com mais sucesso que na última edição, da qual ainda devo muitas leituras. pela escassez de tempo.

    Um forte abraço e boa sorte no desafio!

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Hello, Sidney!
      As repetições, por incrível que pareça, servem de alerta para um sobrevivente como eu; são os ecos das palavras que confessam que o terror ainda me espreita.

      Nos Estados Unidos, Hades é tão comum que até o Mickey Mouse fez um desenho com o deus do inferno: Halloween with Hades. Já faz parte da cultura americana…

      Apesar de comentar pouco a respeito de meu passado,deixei escapar que a efebofobia me acompanha desde os tempos de minha adolescência. O ocorrido na noite de Halloween de 1962 só serviu para agravar o meu conturbado estado mental. Vivo escondido até hoje por causa do pavor que tenho dos 13 demônios adolescentes… Confira, mais de perto, o 4º parágrafo e notará que falo a verdade:

      …De certo modo, isto prova que amo mulheres e seus enlevos; minha aversão provém de seus frutos: filhos. Principalmente, adolescentes. Tais criaturas gelam meus pensamentos, embaralham o alicerce de meus ossos enquanto as luzes do pânico, diuturnamente, produzem sombras nos contornos lascivos de meu rosto.

      Quanto ao erro de conjugação do verbo conseguir, confesso que, ao entrar no cemitério, a fobia bloqueou-me certas regiões do cérebro que lidam com a gramática; o pavor era imenso, mal tive tempo para pensar.

      Percebo que você também pratica tiro ao alvo,Sidney: acertou, de primeira, o desfecho de minha trajetória! Não morri ( não naquela noite…) quando os 13 demônios adolescentes me cercaram, apenas desmaiei e, para minha sorte ou desgraça, o pólen do sono eterno é uma espécie de transe demoníaca que me faz perder os sentidos toda vez que me aproximo de adolescentes.

      Para um americano temeroso como eu, nada mais efebofóbico do que as travessuras de um Halloween invadindo todo o território ianque!

      A música do demônio?? Por serem demônios adolescentes, acredito que eles não se preocupam muito com rimas lá no inferno; a intenção é paralisar suas vítimas com seus versinhos satânicos, encher de pavor os seus ouvintes amaldiçoados…

      Fogos de minha Imbel em sua homenagem!

      • Sidney Muniz
        19 de maio de 2015

        Fala John,

        Entendi perfeitamente suas justificativas, mesmo não concordando com algumas.

        Foi apenas minha percepção de leitor, e respeito seus pensamentos, até porque o texto é seu, mas minha percepção do que li, sinceramente fugiu ao que você pretendia passar, e não o culpo, culpo a mim mesmo, certamente tudo que você queria passar está aí e eu provavelmente tenha sido incapaz de absorver, acho que continuo sendo.

        Quanto a Hades, sinceramente, vejo tantos personagens entrando e saindo dos desenhos, e nada disso prova que eles estejam dentro da cultura, do contrário Ronaldo seria americano por participar dos Simpsons. Mas talvez o mundo inferior seja os Estados unidos e eu não saiba… (essa foi uma piada ridícula) eu sei!

        Nesse caso continuo discordando que Hades esteja inserido na cultura americana a ponto de alguém rogar por ele, ou algo do tipo. Um americano fazendo isso para mim é um tanto cômico mesmo, por isso não curti. Mas isso não impede que você o faça, afinal crença é crença, só que misturar uma festa tão enraizada, como o halloween com mitologia grega me soou estranho demais, entretanto respeito sua escolha, e sei que muitos gostam desse tipo de cartada.

        Sobre o transe, para mim isso já tinha vindo a mente, mas algumas coisas que o autor colocou só se tornam certeiras, para mim, com a justificativa… E saiba que não precisam ser certeiras, eu preferia continuar imaginando as coisas e que você não tivesse me contado tudo aqui no comentário… hahaha, prefiro ter minha interpretação quando o autor deixa isso, de certo modo, a mercê do leitor.

        Mas parabéns, pois você é muito talentoso(a).

        No mais agradeço pelas respostas, algumas delas foram esclarecedoras.

        Continuo desejando muita sorte a você!

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Ok. Não irei insistir na questão “Hades”.
      Mas me diga, cowboy, “Ronaldo” é um demônio que aterroriza os povos do sul? LOL

      • Sidney Muniz
        19 de maio de 2015

        kkkkkkkkkkkkk…

        Eu adoro essas respostas, vindo diretamente do personagem. Me divertem muito.

        Quanto ao Fenômeno, não não. ele só fazia isso com as defesas adversárias, e com um trio de cantores que não usavam microfones da maneira convencional… risos… (sem preconceito)

        Mas esse não é o ponto, e você acabou insistindo viu…haha

  32. Andre Luiz
    17 de maio de 2015

    Caro John Slave, li seu conto como se estivesse lendo um conto do Poe ou do King, com certa apreensão em saber qual fim teria John Slave(nome que, a todo momento, faz-me lembrar John Snow) e também no que daria toda essa efebofobia. Gostei do resultado final e de passagens esplendorosas, como ” Se ainda tivesse a Imbel em meus domínios, gastaria toda a munição nestes filhos das trevas. Minha única arma, no entanto, fora a lamparina ainda acesa, decerto, por um conspiração cósmica favorável à minha sina de solitário guerreiro.” O poema também soou como uma canção a meus ouvidos, ressaltando o terror embutido no conto. Boa sorte!

    • John Slave
      19 de maio de 2015

      Olá, André Luiz! Bom saber que minha tragédia causou ecos positivos além do território americano.
      Daqui da cidade fantasma de Centralia, eu e os corvos que insistem em não abandonar as minas de carvão o saudamos.
      Só por curiosidade, meu nome de batismo é John Young. Após entrar na adolescência, decerto por eu ser sempre uma alma solitária, transformei-me em John Slave, apelido dado pelos jovens baderneiros de Centralia quando descobriram que minha reclusão social era o oposto do estilo de vida deles…
      Fogos de minha Imbel em sua homenagem.

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Publicado às 16 de maio de 2015 por em Fobias e marcado .