EntreContos

Literatura que desafia.

Odeio Gatos (Carlos Henrique Gomes)

Fobias-Odeio gatos

“Atirei o pau no gatô tô

Mas os gatô tô

Não morreu reu reu

Puxei o revolver ver

Atirei nelê lê

E o gatô tô

Morreu reu reu”

Cantiga impopular

 

Odeio gatos e tudo que se assemelhe!

Por isso odeio a Milena!

Tira tudo da cabeça de um gato, só deixa os olhos e a boca; tira tudo: pêlos, bigodes, nariz, orelhas e não esquece aquela pele rosada, fina e nojenta! Só deixa os olhos, verdes tipo vidro, e a boca pequena. Agora vamos montar a cara dela: você sabe que esse bicho tem a cabeça em forma de losango — aquela figura que parece um balão de festa junina meio achatado — então estica um pouco a figura puxando a ponta de cima e segurando as pontas laterais. Aí, tá bom assim. Agora arredonda as pontas. Aí, tá bom. Pronto. Os olhos e a boca estão no lugar certo, agora coloca um nariz pequeno e arrebitado entre eles, põe duas sobrancelhas finas, orelhas pequenas, pele bem branca e cabelos loiros, lisos, curtos e uma franja ridícula jogada para a esquerda. Ficou feia? É assim mesmo; essa cara de gato que me causa repulsa!

É uma repulsa que me afasta do bicho! Saio de perto e pronto, resolvido o problema.

Resolvido porra nenhuma!

Milena me causou repulsa assim que a vi entrando no prédio da empresa. Deixei que fosse na frente, mas ela insistiu em segurar a porta de vidro para que eu entrasse; demorei para ver se ela desistia, só que não. Segurou a porta do elevador até que eu chagasse; demorei ainda mais e ela não desistiu. Só nós no elevador, só uma luz acesa no painel: nono andar. Tentei lembrar da novela, do jogo, do jornal, tentei me concentrar. As mãos já suavam e tremiam — é o primeiro sinal. Encostei-me no canto oposto, encurralado. O coração disparou, os joelhos tremeram. Parecia que ela ia puxar assunto. Tlimmm. A porta do elevador nem abriu direito, saí quase correndo para a minha sala sem olhar para trás.

Tremia, suava, pernas moles, coração tututututu! Caí sentado na cadeira, afrouxei a gravata, respirei fundo várias vezes, tentando pensar em coisas diferentes de gatos, mas os desgraçados apareciam na minha mente! E com a cara da Milena! Abri a janela e senti o vento forte do nono andar. Fui me acalmando… acalmando… tumtumtumtum… coração se acalmando… respirando… respirando… tremendo menos… tum… tum… tum… quase bom… ainda tremendo um pouco…

Cícera, minha secretária, escolhida com critérios nem tanto profissionais, fez sua visita matinal na minha sala. Bandeja com café, água, cookies que ela mesma fazia — terapia ocupacional, chefe — a pasta do expediente do dia, a agenda e o caderno de anotações numa sacolinha de pano, que ela mesma fez — terapia ocupacional, chefe — que passou a usar logo que viu a missão quase impossível que é carregar tudo ao mesmo tempo.

Insisti em contratá-la porquê é feia! Na verdade não é bem por causa da feiura; é que ela não lembra, nem de longe, um gato; talvez outro bicho.

— Bom dia, chefe! A candidata à vaga do financeiro já chegou, posso… Chefe? Chefe? Nossa, o senhor tá pálido!

— Agora tô bem… Tô bem, graças à Deus! O pior já passou… já passou…

— O senhor tá suando frio! Vou chamar um médico aqui e…

— É sério! Agora eu tô bem. Só quero tomar um café e… comer seus cookies

Pedi que me desse um tempinho e ela insistiu em ficar. Insisti que saísse, mas sabia que ela ficaria atenta a qualquer ruído ou falta de ruído. Fui ao banheiro, joguei água no rosto, olhei no espelho e já havia um pouco de cor de gente. Ajeitei a gravata, acertei os cabelos, ensaiei uns sorrisos no espelho, sentei, comi mais um cookie, tomei mais um gole de café e mandei a Cícera chamar a candidata.

A porta abriu, a Cícera entrou e anunciou a candidata à vaga no financeiro: Milena!

Outra vez na jaula com a fera!

O coração disparou tutututututu, tremedeira, braço esquerdo dormente, suor abundante escorrendo pelas têmporas, sensação de que os cookies sairiam voando pela boca a qualquer momento, comichão na tampa da cabeça, azia… Cícera pediu para Milena — desgraça de bicho do inferno — esperar lá fora e veio me abanar.

— Chefe, vou chamar um médico…

— Não! Não precisa! Só segura a minha mão! Só segura a minha mão! — era só para segurar a mão, mas ela me acolheu num abraço. Demorou, mas fui me acalmando. Respiração melhorando, suor parando, coração mais devagar. A tremedeira ainda demoraria a passar.

— Toma mais um café, chefe! Meu Deus, que foi isso? Come mais um cookie, que deve ser estômago vazio. O senhor não tomou café da manhã, né?

— Cícera, dá um jeito de tirar essa… essa… — e gesticulei coisas desconexas, quase derrubando o café — essa moça daqui. Por favor!

— Chefe, o senhor conhece essa moça? — e fez cara de esposa ou mãe, sei lá.

— Não, não! Só preciso de um pouco de tempo! Por favor, dá um jeito nela!

— Tá bom! Deixa comigo.

O braço ainda estava um pouco dormente e a comichão na tampa da cabeça migrou e transformou-se em dor latejante na testa. Tomei mais café e comi outro cookie. Nem me interessava o que a Cícera devia estar pensando de mim. Abri a porta e olhei pela fresta; ninguém. Estiquei o ouvido; silêncio.

Saí.

Atravessei o corredor andando como quem está no controle. Entrei sem bater na sala da Clara, minha sócia:

— Carlos? Desculpa Gabi, agora a mamãe vai ter que desligar, tá. Te amo. Tchau! O que…

— Clara, me ajuda, por favor!

— Calma Carlos! O que…

— A candidata à vaga no financeiro tá aí, mas eu preciso sair. Eu preciso sair! Você dá um jeito nela por mim? Por favor, dá um jeito nela!

— Tá, deixa comigo. Mas, você tá bem? Parece…

— Tô, tô sim! Só preciso sair… Dá um jeito nela, por favor!

Saí apressado da sala da Clara. O elevador não chegava e não adiantava apertar ou esmurrar o botão. Desci de escada, afrouxando a gravata, pulado de dois em dois degraus. Passei pela portaria, saí pela porta de vidro e continuei andando rápido, muito rápido, mais rápido.

Corri.

Quando não aguentava mais, parei e apoiei as mãos nos joelhos, pingando suor, tentando respirar, um calorão danado. Arranquei o paletó, tirei a gravata, ainda ofegante, ainda suando, ainda tremendo. Olhei ao redor e fiquei mais agitado ainda!

As pessoas me olhavam como seu eu fosse um anormal.

As pessoas me olhavam como os gatos olham!

Saí andando rápido, mais rápido, muito rápido.

Corri e corri e corri.

Corri para onde me sinto seguro, para onde sempre me senti protegido, para o território sob o meu domínio: meu escritório, minha empresa! Passei pela porta de vidro, subi de elevador, atravessei o hall andando depressa, com o paletó amassado e a gravata na mão. A camisa com manchas enormes de suor. Muito vermelho, os cabelos grudados na testa, pingando suor, ofegante.

Seguro.

Cícera não estava na sua mesa. Ótimo, assim não precisaria explicar nada.

Arregacei as mangas da camisa, sentei na minha cadeira — meu trono. Peguei alguns papéis e tentei me concentrar no trabalho. Uma gota de suor pingou no papel, mais uma e mais outra, a caneta estava tremendo. Tentei tomar mais café e a xícara tremia a caminho dos meus lábios.

Eu estava seguro! Meu território; minhas regras!

Regra número um: nada de gatos, número dois: sem gatos e número três: gatos nunca!

— Quem manda nessa porra sou eu! — desisti do café, tentei um cookie, mas a boca estava seca. Tomei água; eu e minha camisa tomamos água. Ainda tremia. — Essa desgraçada parece com um gato! Nunca senti essa repulsa por uma pessoa! Mas também ela se parece com um gato! Parece que vou enfartar! — desabafei sozinho.

Tentei lembrar-me de alguma coisa da infância, algum trauma, algum acidente, algum arranhão. Só lembrei que desde criança gatos me causam repulsa. O gato entrava; eu saía! O gato estava ali; eu não ia ali! Estava mais pra lá; eu ia mais pra cá!

Fácil de resolver.

Não me lembrei de nenhuma causa, mas lembrei de uma vez ter acelerado o carro quando um gato atravessava a rua. Ele ainda parou, virou a carantonha preta para mim, parecia um demônio, e disparou para o outro lado da rua. Quase! Quase peguei o desgraçado!

Meu carro; meu poder!

Meu escritório; meu reino! Regra número um: nada de gatos, número dois: sem gatos e número três: gatos nunca!

Aí aparece essa Milena, com cara de gato, querendo trabalhar aqui! Até o nome da desgraçada lembra um gato!

Milena Mimi Miau!

Devia ter vindo de carro e atropelado ela!

Quando eu era criança, na escola, tinha um moleque que era o cão de tão ruim! Uma vez ele colocou um camundongo morto na minha mochila, sem que eu visse. Todos atentos para o início do show. Tirei o estojo, o caderno, o livro, o ratinho pela ponta do rabo, fui até o cesto de lixo, soltei o bicho, voltei para o meu lugar, abri o caderno, o livro e peguei o lápis.

Fiquei amigo de todos os meninos e fui repudiado pelas meninas.

Mais repudiado ainda por elas quando esse mesmo moleque pegou um gato que andava pela escola e jogou em cima de uma menina, que saiu correndo e gritando e veio se refugiar atrás de mim. Quando percebi do que se tratava, adivinha o que aconteceu…

Nada disso! Só sai correndo.

Corri, corri, corri e corri até chegar em casa.

Apavorado por ter ficado tão perto do perigo; apavorado por não ter protegido uma frágil menina de um monstro!

Apavorado

Apavorado a ponto de apavorar a coitadinha da vó Luíza…

Não voltei mais para aquela escola, não teve jeito de entrar lá outra vez. Foi um fuzuê lá em casa porque não falei o que aconteceu, mas acho que meus pais souberam de tudo indo lá na escola. Foram eles quem me ensinaram a simplificar as coisas, por isso quando o gato entrava, eu saía; o gato estava ali, eu não ia ali; estava mais pra lá, eu ia mais pra cá.

Não sei o que aconteceu que não tive a mesma habilidade naquele maldito dia que não fui trabalhar de carro! Podia ter atropelado a Milena; um bicho medonho a menos! Meu carro; meu poder! Meu escritório; meu reino!

Reino porra nenhuma!

A porta da minha sala abriu rápido, sem nenhum aviso, nenhuma batida. Entraram a Clara, Milena e a apavorada da Cícera, nessa ordem. Odeio essa mania da Clara de entrar sem bater, mas nunca tive coragem de falar isso para ela! E o resultado…

— Carlos, você não vai acreditar nas qualificações da Milena para a vaga no financeiro. Ela é simplesmente perfeita! Tá contratada! E o melhor é que ela começa hoje. Você acredita que ela tem até curso de…

— Chefe! Dá licença, deixa eu passar! Chefe, o que o senhor tá sentindo?

— Carlos? O que tá acontecendo com você?

— Chefe, fala comigo…

E eu, coitado, que nem conseguia falar, com uma dor danada no meio do peito, querendo vomitar, sem poder respirar, sem poder fugir… Fiquei sabendo que foi tudo bem rápido, só que não! Não para mim!

Da primeira pontada de dor no meio do peito até desmaiar foi um tempão. Unidades de tempo diferentes para quem tá morrendo, para quem não sabe o que fazer, para quem morre junto, para quem tenta socorrer. Relógios malucamente diferentes.

Sabe o que é pior? É perder o controle! Não, não! Ficar furioso é até bom de vez em quando, que dá uma relaxada. Perder o controle do corpo é uma merda!

É como se meu corpo não me pertencesse: fiz xixi e cocô nas calças, fiquei fedendo, e não consegui nem me preocupar com isso! E minha sanidade mental estava em ordem; tanto quanto não conseguir respirar direito me permita. Vomitei no que estava na minha frente; coisa ou gente! Vozes misturadas numa nuvem sonora disforme, imagens borradas, objetos duros e macios ao mesmo tempo, claridade leitosa. Não consegui andar com as minhas próprias pernas e fui carregado — só Deus sabe como — por três mulheres até a garagem do prédio, colocado no carro por elas, tão frágeis, delicadas!

Acordei num leito UTI e, assim que me localizei, a primeira providência que tomei foi proibir as visitas da Milena, a segunda me assegurar de que no hospital não havia gatos e a terceira saber o que aconteceu comigo.

Insegurança.

Estava de fraldas! Ainda não estava no controle, talvez nunca mais estivesse!

Confusão.

Não me lembrava de nada significativo, nada que fizesse sentido.

Aos poucos, bem aos poucos, uma imagem foi se formando na minha mente.

Fique agitado e confuso.

Acho que me deram algum calmante. Nem sei se combina calmante com infarto, mas acordei só no fim do dia seguinte, ainda confuso. Um monte de fios que iam do meu peito até uma máquina que media meus sinais vitais; media minha vida.

Hora da visita.

Uma pessoa se aproxima. Eu havia acabado de acordar, e via essa pessoa borrada. Ela falou comigo e não reconheci a voz, no momento. Quando consegui sintonizar o canal certo, percebi que era a Cícera e estava falando alguma coisa que aconteceu no escritório, que conseguiram me trazer a tempo até o hospital. Pedi que começasse de novo:

— Chefe, o senhor quase matou a gente de susto! Assim que o senhor começou a passar mal, já te levamos para o carro, na sua cadeira mesmo. E o trânsito estava bom, aí foi rapidinho chegar aqui. Foi ideia da Milena, sabia? Ela de socorrista também! Essa Milena num é maravilhosa?

Milena Mimi Miau!

A máquina apitou.

A dor no meio do peito foi como um coice, até a mandíbula sentiu. Ouvi aquele emaranhado disforme de vozes, rostos borrados de branco sobre mim. Só reconheci a voz apavorada da Cicera implorando para que me salvassem.

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63 comentários em “Odeio Gatos (Carlos Henrique Gomes)

  1. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Gostei da narrativa, me prendeu até o fim. O uso do poema foi interessante, assim como a maneira como a fobia foi retratada durante todo o conto.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    O enredo é interessante, usando o próprio elemento que desencadeou a fobia para salvar o personagem. Apenas o relato de acontecimentos na escola ficaram um pouco fora de lugar; foram desnecessários. O medo do personagem foi bem transmitido ao leitor.

    3 – Criatividade (2/3)
    Gostei da maneira como Milena foi a salvadora do personagem.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Laís Helena, que nome lindo o seu! Agradeço pelo seu comentário que traz elementos importantíssimos para uma revisão e para outros contos também. Acho que você foi a única que gostou do poema! Até que ele combina com o conto, né?

  2. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá!

    Olha eu acho gatos lindo, fofos, mas confesso que não curto eles perto de mim, porque o pelo solta na perna da calça da gente.

    ↓ A narrativa é simples demais e acabei desejando mais, porque a trama é muito boa. É um conto que entretém e diverte, mas não vai além (para mim).

    ↑ Narrativas engraçadinhas não funcionam bem comigo, mas tenho que dar o braço a torcer. Desse texto aqui eu gostei demais. Isso aqui é muito bom: “Regra número um: nada de gatos, número dois: sem gatos e número três: gatos nunca!” Gostei quando ele corre pra rua e as pessoas olham para ele como gatos. KKK Ficou ótimo a fobia do Carlos, Carlos. E todo o flashe foi certeiro para explicar melhor a tormenta do personagem. Me entreteceu, me fez rir, me causou aflição e foi bem competente no desenrolar dos fatos.

    • Percebi o chagasse também.

    Parabéns e boa sorte.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Minha amiga Maria, fã número # 1 do Iron Maiden, a maior banda de Heavy Metal do Universo! Sabia que até invejo essa sua exigência por uma literatura mais larga e profunda? Depois de tantos comentários recebidos, com apontamentos tão importantes (acho que só não concordei com um ou dois), acredito que numa revisão poderei atende-la melhor. Um abraço ensanguentado e carinhoso para você.

      • mariasantino1
        14 de junho de 2015

        Olá, Carlos. Você disse “BORA LÁ”, a palavrinha mágica que não sai da minha boca desde que li aquele seu conto *Caixa de pandora”, então eu vim.
        Fico muito feliz que você leva na boa meus apontamentos. As ideias podem colidir, mas as pessoas ainda podem ser parceiras numa boa.
        Siga firme, Headbanger!
        Abraço.

  3. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Dessa fobia não padecerei, rsss… Gostei do tom de humor, da situação quase nonsense (digo “quase” porque sei que é passível de acontecer, ainda que nonsense, rs), talvez tenha se estendido um pouco além do que era necessário, mas o ritmo foi bom, e poucas coisas para arrumar, mais por conta do tempo apertado para enviar o conto, creio eu.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Bia, com certeza foi por ter deixado para os últimos três dias! Sua opinião sobre o conto estender-se além do necessário também será levada em conta numa possível revisão e também para outros contos, afinal, sofro um pouco disso. Muito obrigado pelo seu comentário!

  4. Wallace Martins
    13 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Então, meu caro, seu conto é bem escrito, o personagem é muito bem criado, tem vida própria, a raiva dele se sobrepõe e se projeta como algo real, mas o ritmo acelerado e a fobia, um pouco, forçada me fizeram não gostar muito do conto.

    Sua escrita é muito boa, notei pouquíssimos erros ortográficos que me atrapalhassem na leitura, mas algumas partes que precisavam ser lapidadas, que poderia ter sido escrita com outras palavras, dando o mesmo sentido, mas tornando-se mais adequada dentro do texto e mais viva, bonita, digamos assim, tanto na parte estética quanto na parte de fluidez do texto.

    A narrativa me pareceu fora do tema, ela é corrida demais, elétrica demais para um tema que clama por tensão, por suspense, por algo mais denso, entende? Uma narrativa corrida não consegue, ao meu ver, criar essa aura fóbica de pavor do personagem.

    Não gostei do poema, foi, simplesmente, uma adaptação de uma cantiga que não me faz ver como poema, acredito que você poderia ter feito algo mais criativo, dedicado-se mais a este ponto, de verdade.

    No mais, desejo-lhe boa sorte e os parabéns pelo ótimo conto.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Wallace, meu muito obrigado pelo comentário repleto de conteúdo importantíssimo para futuros trabalhos e para a revisão deste. Todos os comentários, até os que concordam com tudo, são importantíssimos e considerados com respeito e gratidão. O seu será usado, com certeza. Muito obrigado!

  5. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Odeio Gatos, de Cat Scratch Fever ❂

    ➟ Enredo: Eu amo gatos. Mas sei dividir as coisas, não se preocupe! O interessante do texto é o protagonista, um homem cheio de raiva. Os outros personagens também tem vida própria, mas ficam no escuro por causa de Carlos. As sequências ficaram boas, exceto quando ele resolve fugir. Essa parte não precisa existir, pois ele sai da empresa e volta para ela logo em seguida! É inútil. Enfim, a história é boa, em geral.

    ➟ Poema: Não é bem um poema. Sim, eu divido poema de música. Alguns poemas podem se tornar músicas, mas nem todos. E nem todas músicas podem se tornar poemas. Pode até falar que sim, mas no fundo, todos sabemos que não. Se fosse assim, bastaria escrever qualquer coisa numa folha e se autoproclamar poeta. Não é assim que funciona.

    ➟ Técnica: Muito boa, mas admito que precisaria melhorar algumas coisas. Contos elétricos mostram nossas falhas com mais facilidade. Releia o texto e você encontrará diversas partes que precisam de uma boa lapidação.

    ➟ Tema: Se encaixou, apesar do medo ser um tanto forçado, principalmente no final. Não consegui engolir por completo.

    ➟ Opinião Pessoal: Olha, pessoalmente, não gostei muito do texto. Não é pelo fato de amar gatos, é que o ritmo acelerado e narrativa agressiva não são meus favoritos. Nesse caso, não conseguiu me capturar.

    ➟ Geral: História boa, porém, um pouco elétrica demais. Técnica boa, mas precisa se preocupar um pouco mais com a lapidação. Poema não existe. E a fobia está forçada demais.

    ➟ Observação: Nada a declarar!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Comentário de Fabio D’Oliveira
      Enredo: ficou mesmo estranho ele voltar para onde estava seu inimigo. Uma outra pessoa mencionou isso também.
      Poema: guardadas as devidas proporções, tem poetas e poetas e muito mais poetas que a vã poesia estabelecida no mundo possa imaginar. Acredito no potencial poético até de matemáticos e médicos legistas, mas o meu ficou bem mequetrefe dentro do contexto do desafio. Na verdade, nem lembrei disso e, não fosse essa regra do desafio, até que ficou legal.
      Técnica: observações muitíssimo pertinentes quanto às falhas que aparecem nesse tipo de narrativa e abriu meus olhos. Muito obrigado.
      Tema: acredito que, numa leitura mais analítica, como deve ser em desafios, seja mesmo difícil de engolir a maioria das fobias. Agradeço pela observação e lembrei-me do mestre Érico Veríssimo que fazia essas coisas serem somente humanas, e nada mais, com uma facilidade invejável.
      Opinião pessoal: a maioria dos amigos que comentaram antes não mencionaram a “narrativa agressiva” e até achei meio estranho, mas você me deixou mais tranquilo.
      Opinião geral: também tive essas sensações que para você são certezas, mas não dava tempo de mais nada. Fica anotado (e bem anotado) para futura revisão.
      Observação: meu sincero agradecimento! Percebi seu esforço em oferecer uma análise bastante sincera e isso é maravilhoso! Muito obrigado pelo seu esforço e atenção.

  6. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Muito divertido e uma abordagem super diferente do tema. Pegou a fobia do gato e passou a para a pessoa, muito legal. A leitura flui fácil e super tranquilo, alem do conto ser bem fechado, sem muitas entoações. Gostei de como descreveu a agonia.

    Só o poema que achei bem ruinzinho :/

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Muito obrigado, Fil, pelo seu comentário benevolente. Sei que o poema, que é uma paródia (na verdade), dentro do desafio, ficou ruinzinho, mas gostei tanto dele que cantarolei-o por dias!

  7. Cácia Leal
    13 de junho de 2015

    Ué… ele correu, correu, correu e voltou pro mesmo lugar, pra empresa dele??? Essa parte ficou confusa.
    Gramática: Alguns pequenos errinhos, como “Desculpa Gabi,” (faltou a vírgula antes do nome); “Milena Mimi Miau” (separar por vírgulas, enumeração, ou gradação); “show” em itálico; “num leito UTI” (de UTI); “Ela de socorrista também” (falta alguma coisa na frase);
    Criatividade: bastante criativo. Muito bom. Excelente!
    Adequação ao tema: Encaixa-se perfeitamente.
    Enredo: A escrita é simples a narrativa também, mas o texto flui perfeitamente. Adorei o conto. Excelente! Parece uma crônica, divertida. Sem linguagem rebuscada, gostoso de ler, cativa o leitor. Você escreve muito bem, Parabéns! Gostei muito! Coitado do Carlos, mas coitada mais ainda da Milena, que nem tem culpa de nada!!!!… rs. Adorei mesmo!… Mas… e esse poema?????!!!! Nada a ver…. kkkk

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Cácia, adorei o que achei ser um poema, que até cantarolei ele por dias! Mas é uma paródia e dentro do desafio ficou mequetrefe demais, né! Com relação à gramática, deixei a desejar porque deixei para os últimos três dias! Prometo mostrar mais seriedade da próxima vez. Agradeço pela sua benevolência.

  8. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Buenas, Scratch!
    Só para constar que eu amo gatos, eihn! hahahhaha
    Curti o conto, ele faz alguns rodeios desnecessários, mas entendo que solidifica a paranóia. A escrita é simples e a narrativa permite a leitura fluir bem. O texto é engraçado e as descrições da Milena me fizeram não gostar dela tbm hhahaha. Só não entendi (e nem o próprio personagem soube explicar) sua fobia com gatos… Parabéns e boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Pétrya, já te falei que seu nome é lindo? Caso eu gostasse de gatos e tivesse uma gata, colocaria o nome de Pétrya nela. Não tenho aquela foooobiiiia por gatos, mas mostro sinais leves dela. Encontrei um blog de uma menina que tem essa fobia, mas consegue controlar e até enfrentar. Nos comentários deixados na página dela outras pessoas falam da dificuldade em enfrentar e de não saberem as causas da fobia por gatos tão intensa que sofrem. Por isso, não pensei em achar uma causa. E com relação aos rodeios desnecessários que você citou, é uma coisa que preciso prestar mais atenção. Muito obrigado pelo comentário.

  9. Evandro Furtado
    13 de junho de 2015

    Caraca essa foi extrema.

    Realmente gostei, é um texto fluído, de fácil entendimento, com uma boa história.

    Só não consigo entender esse medo por gatos, he he, são criaturas fantásticas, tão cute. Mas enfim, medo e medo e não se discute.

    Parabéns.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Evandro, medo é… não posso falar aqui! Não consigo gostar desse bicho! Agradeço pelo seu comentário benevolente. Muito obrigado!

  10. Fabio Baptista
    13 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 2 / 3
    Daquelas leituras que fluem fácil e a gente nem vê o tempo passar. Nesse tipo de desafio acho que isso é primordial.

    O autor soube utilizar bem o humor, mas pecou nas repetições, tipo “o gato estava ali…”

    * TRAMA : 2 / 3
    Uma completa insanidade, mas muito divertida.
    Exige uma certo desapego da lógica (afinal, o medo é de gatos é tamanho que se estende às mulheres parecidas com gato), mas o resultado foi positivo.

    *POESIA : 1 / 2
    Vai ganhar um ponto por ter me arrancado uma gargalhada.

    * PESSOAL : 1 / 2
    Gostei bastante, faltou pouco pra nota máxima.

    * TEMA : x1
    Provavelmente o texto que melhor retratou a irracionalidade de uma fobia.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Fala Fabio, amigo do Sherlock Homes! Tentei ser sério nesse conto e pelo jeito passei longe demais e, ainda por cima, achei que era um poema, mas é uma paródia. Até cantarolei ela por dias! Boa observação sobre repetições e essas observações se repetem nos comentários dos últimos contos; já está anotado para reavaliação!

  11. Renato Silva
    13 de junho de 2015

    Taí, um conto que explorou a fobia de seu personagem ao extremo. Eu só não consigo compreender o medo (e muito menos ódio) por gatos. É claro que a antipatia pelo personagem foi imediata. Não vejo diferença entre dizer que odeia gatos, bebês ou negros; é um sentimento totalmente irracional.

    Apesar de tudo, gostei do conto. Foi bem escrito, com frases curtas e bem de leitura bem dinâmica e fácil.

    Onde está o poema? Aquela pequena paródia não pode ser considerada um poema.

    Boa sorte.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Renato, acredita que acreditei que era um poema? Mas é uma paródia mesmo! E acredita que eu também odeio gatos? Não passo mal como o coitado do conto, mas odeio-os! Também odeio palhaços, mas adoro circo! A repulsa não é pelo ser; acredito que seja mais pela espécie! Estranho isso!

  12. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    O conto é divertidíssimo, o autor realmente conseguiu aplicar o nervosismo do personagem aqui, deu pra sentir na pele. Pelo fato de confusão, ele repete algumas ações, por exemplo apelar pro café e o biscoitinho e as vezes, as coisas são até desesperadas demais, o que é engraçado, mas também perigoso. No geral um texto muito legal, eu leria de novo tranquilamente.

    PS: Destaque especial para a descrição inicial da Milena, achei a interação com o leitor e a construção da imagem da personagem sensacional! hehe

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Grande Felipe, muito obrigado! Esse Entre Contos, assim como os outros desafios desse naipe, são como aulas de literatura! Agradeço pela benevolência de querer ler meu conto mais uma vez; se eu fosse você leria outros desse mesmo desafio!

  13. Virginia Ossovski
    12 de junho de 2015

    Adorei o conto, neto da vó Luíza! Já estou morrendo de rir aqui, ficou perfeito! Gostei da forma como você explorou a fobia e principalmente o “fóbico”, bastante verossímil! Parabéns pela obra de arte !

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Virgínia, você é uma gracinha mesmo! Sua benevolência deve refletir o seu coração! Muito obrigado pelo incentivo.

  14. rsollberg
    12 de junho de 2015

    Ah, Cat!

    O bom e velho humor.
    O conto é divertidíssimo, narrado com agilidade e com ótimas sacadas.

    A fobia está bem pontuada, pode ser sentida.
    O desfecho é ótimo.

    Eu ri com o “cantiga impopular”, mas acho que não é verdadeiramente um poema, está mais para uma paródia, sei lá…

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Sollberg, acho seu nome demais! Acabei de pesquisar no “oráculo” e fiz mesmo uma paródia! Pensei que fosse um poema, dentro da minha ignorância poética, e acabei achando muito legal que até cantarolei ele por dias! E pensar que tentei ser sério nessa narrativa!

  15. Wilson Barros
    11 de junho de 2015

    O conto é cientificamente verossímil; pessoas que têm fobia de aranhas não podem, às vezes, nem olhar um prato de macarrão. E a verossimilhança é uma grande qualidade em um conto que foge dos padrões. Os diálogos, o desenvolvimento, tudo foi muito bem construído em um conto de fantástica imaginação. O nome “Milena” foi muito adequado para a fobia. O conto é muito, muito engraçado, parabéns.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Muito obrigado, Wilson, pela benevolência! Sabia que tentei dar um tom de seriedade no conto? Pelo jeito, passou longe disso!

  16. vitor leite
    11 de junho de 2015

    história bem contada, que nos agarra até ao fim, com muito humor, bom ritmo, passaram uns erritos na revisão, mas nada de mais, e esta história merece uma revisão geral para ficar com o mesmo ritmo desde o inicio até ao fim, eliminando alguns pontos menos bons e muitos parabéns. lamento que não tenhas investido nada de nada no poema.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Poxa, Vitor! Gostei pra caramba do pseudo-poema! Se eu te falar que tentei dar um tom de seriedade no conto, você acreditaria?

  17. Anorkinda Neide
    11 de junho de 2015

    Parabens pelo bom-humor!
    Delicia ler algo nestes tons!

    Candidato certo pro pódio, se não fosse o desleixo com o poema!! ahhh poxa! fiquei triste! 😦
    fui a culpada pela regra da poesia inserida neste desafio.. então, não perdoo mesmo que sequer tentastes compor uma, podia ter tres versos só… podia brincar com o nome Milena… rsrsrs
    Então vai perder pontuação por causa disso.

    bah, tô brava mesmo! kkkk
    fizeste uma paródia que nem ficou legal 😛

    Ahhh.. boa sorte ae, por o conto é ótimo, o que melhor abordou a fobia com bom humor e o exagero necessário pra descontrair..parabens again!

    abração

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Kinda (posso te chamar assim?), seu coração me perdoará se eu pedir perdão de joelhos? Achei meu pseudo-poema demais que até cantei ele por dias! Mas confesso que não se enquadrou mesmo na proposta do desafio. Farei um poema só para você como pedido oficial de desculpas! E apreciei que você tenha apreciado o conto que, dessa vez, trabalhei com um pouco mais de seriedade (um pouco só!).

      • Anorkinda Neide
        14 de junho de 2015

        kkkkkkk pode me chamar de Kinda, sim, deve!

        Meu coração perdoa fácil, é só fazer o poema de desculpas! :p

        Um conto tão bom, vc viu? se tivesse tentado fazer um poeminha, mesmo q ficasse ruim, subiria no ranking! provavelmente, subiria bastante!

        Abração

  18. Simoni Dário
    11 de junho de 2015

    Essa fobia pega, terminei de ler suando, sem ar, já quase enfartando…que doido autor! Um conto divertido, pareceu mais uma caricatura dos sintomas de uma fobia, mas está valendo. Com o poema me parece que você quis assumir que não entende nada do assunto, assim como eu, que nem consigo comentá-los tamanha falta de intimidade com eles. Gostei dessa irreverência poética…rs
    Muito bom, parabéns e boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Simoni, você me deixou aliviado! Entrou na paranoia da fobia e não falou mal do poema! O legal dos desafios é que os comentários são bem diferentes uns dos outros e tudo, tudo mesmo, em algum momento utilizarei (já utilizo desde que comecei nos desafios). Muito obrigado!

  19. Gustavo Castro Araujo
    11 de junho de 2015

    Cara, muito engraçado. Ri um monte aqui. Melhor terapia para a hora do almoço, rs Gostei do ritmo frenético e da descrição da fobia. Sim, é exagerada pra caramba, mas casa bem com a aceleração da narrativa. Essa atmosfera irreverente que permeia o texto também ficou bacana, favorecendo a leitura. Enfim, é um texto que cumpre muito bem aquilo que se propõe. Não é algo memorável, mas diverte aos montes, o que não é pouco. O poema também vai por essa linha de “foda-se-o-mundo”, adequando-se, ou melhor, preparando o leitor para o texto. Enquanto lia, eu me lembrava de certas pessoas que se parecem com bichos, tipo aquela foto famosa do Churchill ao lado de um buldogue, ou a de uma antiga atriz da Globo que se parecia com um cachorro pequinês. Enfim, ótimo trabalho. Boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Grande Gustavo! Você foi bastante benevolente e incentivador e agradeço muito por isso. Já faz um tempinho que esse tom meio irreverente permeia meus contos e nesse quis ser mais sério; parece que não consegui!

  20. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    Hahahaha, foi um conto muito divertido. Passou a mensagem com maestria!
    Eu que tenho motefobia, fiquei me colocando no lugar do personagem, pensando em contratar alguém com cara de mariposa. Quando eu vejo uma, eu simplesmente travo, dá taquicardia e uma crise horrível. Isso foi bem descrito.
    Embora não seja um texto magnífico, bastante simples, inclusive, o papel foi bem desempenhado e eu gostei de trama

    Apenas um erro:
    Fique agitado e confuso = Fiquei agitado e confuso.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Ana, amiga minha! Você é de uma benevolência! Muitíssimo obrigado pelo seu comentário. E fala sério! Mariposa também é bicho dos infernos! Pra você muito mais que isso, mas… Minha afilhada não consegue encarar esses bichinhos de asas, mas encara um fantasma, um vampiro, um lobisomem, um homem do saco, de boa!

  21. Tiago Volpato
    8 de junho de 2015

    Gostei do conto. O seu texto é bem agradavel e em nenhum momento fiquei aborrecido e quis largar a leitura. Como é isso é bom. Você mergulhou de cabeça na piscina da fobia e acho que de todos os textos (ainda não li todos) foi o que mais trabalhou a fobia.
    O que não gostei do seu texto foi que não me entreguei totalmente ao fato da moça parecer um gato já deixar o cara em pânico. Isso pra mim pareceu um pouco forçado, mas não é algo que estrague o texto. O medo irracional não faz sentido, ok, respeito isso. Também não gostei muito do poema, mas quem se importa com poemas? (:P)
    Essa dualidade entre essa pessoa que possuí habilidades incriveis e o fato de que não consigo (o personagem) nem olhar pra cara dela foi bem trabalhado, acho que foi isso que você quis passar.
    Abraços!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Tiago, acho que só nós dois não nos importamos com poemas! Nas leituras nem lembrei que precisava de poema, mesmo que tenha achado legal a proposta. Quando retrabalhar ele levarei em conta essas sutilezas que acabam parecendo situações forçadas. Érico Veríssimo resolvia isso com uma facilidade supra-escritor! Muito obrigado pelo toque.

  22. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Um conto bem divertido. Curioso como a histeria só cresce desde as primeiras linhas, o que foi positivo.

    De negativo destaco: a sua versão da cantiga popular é um poema bem fraco, e alguns erros de revisão passaram feito gatos fujões.

    Somando prós e contras, contudo, achei um bom conto.

    Boa sorte no desafio. Abraços.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Rubem, aí na sua foto tem um copo sobrando! É isso mesmo? Seu comentário é curto e certeiro! Muito obrigado!

      • rubemcabral
        15 de junho de 2015

        Oi, Carlos. O copo não estava sobrando: eu estava acompanhado! Que graça tem beber cerveja sozinho? haha.

        Abraços!

  23. Claudia Roberta Angst
    6 de junho de 2015

    Não sei se rio ou se choro. A narrativa é divertida em muitas passagens. Não sei se há muitos casos de alguém morrer por causa de uma fobia, mas se o personagem já apresentava um quadro de patologia cardíaca, quem sabe….
    O nome Milena realmente lembra um miado. Ou um ser lânguido deitado em almofadas rs.
    O poema está bem mediano, não diria sabrinesco, pois é quase a cópia da cantiga de roda.
    Boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Claudia, tenha certeza que fobia é uma coisa que até dá fobia de ter! Não conheço nenhuma Milena, mas acho que a chamaria carinhosamente de Mimi. Puxa vida, achei o “poema” legal que até cantarolei ele por dias! Não encaixou tão bem no desafio, mas pensando no conto até que ficou legalzinho, vai!

  24. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    6 de junho de 2015

    Olá, Cat Scratch. Tudo bem?

    “Aí aparece essa Milena, com cara de gato, querendo trabalhar aqui! Até o nome da desgraçada lembra um gato!” Hahahahaah

    Gostei de metade do conto.Do começo até o meio, ri com algumas boas partes, tipo essa ai de cima. A narração estava condizente com o ritmo da personagem. O medo ficou bem explícito durante toda a narrativa, e isso é bom. Mas depois da metade, achei que a qualidade caiu um pouco. Não manteve aquele ritmo cômico do começo.
    Acho que a falta maior é o poema, pois aquela introdução, ao meu ver, não é um poema.
    No final, é um bom conto. Deu para rir!

    Parabéns e boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Jeff, o que você tá fazendo de ponta-cabeça na foto? Tivemos a mesma impressão sobre o conto; é que não deu tempo de trabalhar a segunda parte. Deixei para os últimos três dias… E o poema gostei muito dele! Achei-o (me) demais!

  25. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Sou fã de gatas, então o título já sugeriu que poderia ler algo cômico.
    G: O tom curioso e inusitado caiu muito bem. No entanto, o autor precisava dar um pouco de fôlego e tirar um tempinho para descrever melhor as cenas. A ideia está muito bem executada, mas tudo acontece rápido demais. Mesmo assim, a fobia foi bem explorada. Notei que é outro autor que está começando – a escrita está muito boa, basta treinar a coerência (entrelaçamento entre cenas e trocas de vozes).
    U: Não notei grandes erros, você escreve bem. Só precisa “desacelerar” um pouquinho os dedos.
    A: Então. A fobia está perfeitamente adequada. Mas onde está a poesia? A cantiga inicial pode ser considerada apenas uma readaptação.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Comentário importantíssimo, Brian! Preciso mesmo voltar a estudar e treinar coerência e começar a criar os contos para os desafios com mais antecedência, com mais seriedade. O poema, só percebi que estava meio (bem) fora por causa dos comentários, mas cantarolei ele por dias achando-o demais!

  26. catarinacunha2015
    3 de junho de 2015

    Amo gatos e me diverti bastante com este conto. Tem uma pegada boa na construção das frases subvertendo as regras e criando um clima bem fóbico.
    Daria um bom curta. O poema está sofrível. Deve ter sido essa a intensão.

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Cat Cunha, esse conto é auto-fóbico-biográfico! Boa parte dos comentários recebidos fizeram-me perceber que preciso dar uma re-estudada na teoria literária do gênero conto, porque acabei desenvolvendo meu estilo bastante calcado nessa “subversão das regras” e nem sempre isso dá certo. Nesse caso acredito que deu perto de certo. O poema achei demais e até cantarolei ele por uns dias, mas, de fato, está bem fora da proposta do desafio e só percebi isso pelos comentários dos amigos.

  27. Rogério Germani
    3 de junho de 2015

    Olá, autor(a)!

    “Um dia sem rir é um dia desperdiçado.”
    Charles Chaplin

    Vamos à análise do texto.

    Pontos fortes
    1- Bom humor explícito cativa desde o início do conto.
    2- Técnica muito bem aplicada para manter o ritmo acelerado da trama.

    Pontos negativos

    1 Faltou revisão em alguns pontos do texto:

    “Segurou a porta do elevador até que eu chagasse;”
    = chegasse

    “As pessoas me olhavam como seu eu fosse um anormal.”

    = se eu

    “Fique agitado e confuso.”
    = Fiquei

    2- “Ela de socorrista também!”
    A frase ficou incompleta.

    3-A paródia inicial não lembra um poema… Já que teria que ser um poema inédito para o desafio, a única parte original é esta:

    “Puxei o revolver ver

    Atirei nelê lê

    E o gatô tô

    Morreu reu reu”

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Rogério, preciso como um cirurgião, um atirador de elite, um matemático, nesse comentário mais que importante! Muito obrigado pelas observações. Esse Entre Contos demais, formado por pessoas demais!

  28. Jowilton Amaral da Costa
    2 de junho de 2015

    Gostei muito. A narrativa tem um fôlego impressionante, é ágil, alucinada é o melhor termo. A fobia foi mostrada com muita precisão e humor. Perto do fim, acho que está faltando uma palavra no trecho “… Ela de socorrista também.”. Imagino que o certo seria assim “Ela tem curso de socorrista também. Essa Milena num é maravilhosa?”. Parabéns e boa sorte..

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Jowilton, você completou as lacunas com êxito! Deixei para os três últimos dias e coisas passaram, ou melhor, ficaram faltando. Dessa vez esforcei-me mais e da próxima participarei com mais seriedade.

  29. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    Divertido demais!

    A fobia está clara, e a associação com a candidata é perfeita. O que não gostei foi da paródia, não sei bem se se enquadra como poesia, sim, talvez se enquadre, mas esperava por algo mais original (mas sim, é original).

    Bom isso e o final foi o que me desagradaram. Esperava um pouquinho mais desse final, que tivéssemos um desfecho acerca do que acontecera com ele e a Milena, ela continuaria trabalhando lá? Qual seria a solução? O início do conto sugere que ela já trabalha com ele a mais tempo, talvez seja isso.

    Quanto a língua pátria está muito bem aplicada.

    A narrativa é bem interessante.

    então estica um pouco a figura – acho que poderia evitar essa repetição de figura.

    demorei para ver se ela desistia, só que não. – é uma gíria que me lembra a minha filha, só que não… haha, ela adora isso.

    No mais desejo sorte a você no desafio e parabenizo pela originalidade, foi um tiro certeiro!

    Boa sorte no desafio!

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Puxa vida, Sidney, achei que era um poema e que ficou demais! Fiquei até uns dias cantarolando ele! E o final do conto ficou frouxo mesmo. Com base no seu comentário, já dei um jeito nele aqui na minha cabeça, caso trabalhe nele outra vez.

  30. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    1 de junho de 2015

    Simpatizei-me com o conto antes de ler! Também odeio gatos! Nem tanto a ponto de enfartar! Só pelo objeto da sua fobia já merece um 10, mas… Vai levar um 9 porque não gostei da secretária feia e não enfartei junto você! Até andei rápido, mais rápido e mais rápido ainda. Corri. Quase não consegui ler porque odeio gatos mesmo! Ponto positivo para o pseudônimo que é o nome do 3º disco do guitarrista norte americano Ted Nugent e sou fã dele. Mas essa secretária feia…

    • Carlos Henrique Fernandes Gomes
      14 de junho de 2015

      Você, autor descuidado, praticamente se entregou nesse comentário! Quem mais saberia que esse pseudônimo “Cat Scratch Fever” é uma música! Mais cuidado da próxima vez!

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .