EntreContos

Detox Literário.

Workaholic (Marquidones Morais)

Imagem Conto Workaholic

As mãos dançavam sobre a mesa de forma ordenada, os passos dos dedos muito bem direcionados. Hora pegavam papéis, hora digitavam. As pilhas de papéis amontoadas sobre sua mesa em desafio iam sumindo, como consequência disso seu sorriso aumentava.

Dezesseis horas. Enquanto seus colegas olhavam para a hora com certa ansiedade, pois trazia uma pausa no meio do segundo expediente para que pudessem respirar um pouco, ele continuava sua dança manual, sua respiração controlada, sua concentração. O relógio marcava a hora de tomar sua dose de sucesso.

Balançou ritualisticamente o pequeno frasco enquanto o retirava da valise, pôs a pílula na mão e a tomou com a água armazenada com aquele propósito. Estalou os ossos do pescoço com um sorriso de satisfação. O remédio não estava fazendo efeito imediato, claro, mas ele sorria diante do que aquilo lhe traria. Só olharia o relógio novamente dali a muitas horas.

Os portões da empresa estavam fechados, em seu bolso dançava a chave da porta dos fundos. A única luz acesa em todo o prédio era a do abajur que tinha sobre sua mesa. O trabalho continuava, o sucesso estava a apenas alguns passos. Uma tapinha no seu ombro lhe confirmava isso.

Já se passavam meses desde que entrara naquela rotina. Alguns colegas lhe diziam para tomar cuidado, outros lhe perguntavam o que tomava, enquanto outros tantos lhe alertavam para as consequências iminentes daquele tipo de coisa. Ele descartava os alertas que julgava ruins e ficava com os bons. Os louros valeriam o esforço.

Antes que tomasse consciência, já havia se passado um ano. Seu contracheque engordou com as horas extras, depois com um aumento. Aquele resultado o fizera vibrar. Parava aos domingos, apenas, quando via tevê, muito embora não prestasse realmente atenção no que se passava, apenas deixava que as informações passassem e aliviassem toda carga que ele acumulava durante a semana.

Segunda-feira. Um dia odiado, mas para ele era a continuação de um longo projeto.

– …sé…

Ele continuava digitando, olhando papéis, virando páginas, fazia anotações, digitava novamente e repetia o processo em diferentes ordens.

– José!

Como se puxado subitamente de um transe, ele acordou, olhou para o lado e viu três colegas de trabalho encarando-o com expressões de preocupação.

– Aconteceu alguma coisa? Todos os seus colegas de setor olhavam para ele.

– José, seu telefone está tocando a meia hora! Foi o colega na cabine logo ao lado da sua quem falara, mas o telefone não estava mais tocando. Um burburinho se fez ouvir atrás dos que o encaravam e estes abriram espaço para um homem barrigudo que trazia algumas folhas nas mãos. Era o chefe do setor.

– José Augusto, sua cobra rara! Ele se aproximava com um sorriso no rosto.

– S-senhor Rogério? Aconteceu algo? Ele estava atônito. Ia trabalhar todos os dias, mas sua rotina o impedia de olhar à sua volta. Via rostos desconhecidos com olhares preocupados e, os conhecidos, com sorrisos.

– Se aconteceu? Vou lhe dizer: você produziu por três! Venha até minha sala, precisamos conversar.

Ele estava atordoado. O que parecia normal para ele fora, na realidade, uma produção acelerada de relatórios e informações de grande importância, para sua posição dentro da companhia.

Naquele mesmo dia ele foi chamado para uma reunião com seu chefe e o gerente daquela divisão da empresa, um homem de aparência austera que só andava de paletó, sempre finamente alinhado.

– Prazer em conhecê-lo Sr. Augusto, sou Vicente, gerente geral e vimos que seus resultados ultrapassam quaisquer metas já estabelecidas dentro desta empresa.

A conversa foi breve, mais do que José esperava. O choque com a realidade que o cercava, aquela que ia além das atividades que realizava e sua rotina semanal, ainda fazendo seus pelos se arrepiarem.

Ele havia sido promovido a chefe de setor. Agora ocuparia a cadeira, assim como a sala, de seu antigo chefe, e este, por sua vez, havia sido promovido a alto executivo graças ao trabalho de José e de alguns colegas deste que tinham rotinas similares.

 

Um novo choque fez com que ele se deparasse com sua nova realidade. Ele agora era chefe, ganhara novas responsabilidades, mas estas eram muito mais administrativas, talvez nem precisasse mais tomar suas doses de sucesso. Ele pôs as mãos na cabeça olhando para o seu quadro de atividades. Não era possível que aquela posição que ele tanto almejara fosse tão simples.

Ou será que era e ele não havia se dado conta disso? Ou ele havia se viciado nas atividades realizadas em sua função anterior? Não!

Uma semana de estudos intensos e contatos com os demais setores lhe trouxeram inspiração renovada para sua nova função. Criou cargos, atribuiu metas, realizou reuniões e vinculou setores a ele. Agora ele seria o filtro de algumas atividades operacionais.

O primeiro mês de chefia serviu para que todos se adaptassem. Mas não com José na chefia e sim com suas exigências. Agora as exigências eram dobradas, os que trabalhavam muito, agora estavam mais atarefados. Os intervalos em cada expediente eram desencorajados. As demissões começaram a acontecer. Dentre os estagiários admitidos, apenas os melhores dos melhores ficavam. O sistema de metas obedecido por José no passado parecia fútil agora, perante sua gestão.

Os meses se passaram e os números subiram. José ficou sabendo que um dos colegas havia começado a vender ilegalmente dentro da empresa um remédio tarja preta, o mesmo que ele tomava, para que os colegas aguentassem a carga de trabalho. Ele sorriu ao ouvir a notícia no telefone. Disse que lidaria com a situação, mas deixou que as coisas continuassem como estavam. Essa tática, de tomar o remédio, funcionara com ele, funcionaria com seus antigos colegas.

Uma vez por mês José parava o trabalho para conversar com alguns funcionários nos corredores da empresa. Eles sempre lhe questionavam qual era a fórmula do sucesso, mas ele apenas lhes dizia que não havia fórmula, havia dedicação e, claro, uma “dose de sucesso”, comentário que era frequentemente acompanhado pelo piscar de um olho feito quando os outros não estavam olhando.

Os comentários se espalhavam pela empresa. Um mito havia sido montado por essas pequenas ações de José. Logo, vários funcionários estavam tomando o tal remédio. Quando a situação da venda ilegal se tornou insustentável e José foi pressionado a resolver a situação, ele simplesmente localizou o vendedor e o demitiu sem justa causa, forçando seus funcionários a procurarem outras formas de aquisição da “droga do sucesso”.

 

O que antes eram curvas tímidas se tornaram curvas agressivas em gráficos financeiros. José fora promovido novamente.

Desta vez estava lado a lado com o Sr. Vicente, mas ao invés deste estar sorrindo para ele, lhe apresentava uma expressão séria, muito grave para ser usada em uma reunião de boas vindas devido a uma promoção.

– José Augusto. Ele estava em uma mesa de reuniões em um dos últimos andares do maior prédio da cidade. Estava ocupando a cadeira do antigo gerente, o que fora substituído por ele, e nas outras, outros gerentes acompanhavam aquela reunião. Na ponta, um dos acionistas olhava para ele, mas não com a mesma gravidade de Vicente.

– Senhor?

– Seus feitos são memoráveis em nossa companhia, parabéns!

– Obrigado, senhor.

– No entanto, devo refrescar sua memória em alguns fatos. Primeiro que foi sob sua administração que tivemos o maior número de demissões e pedidos de demissão. Segundo, houve duas mortes por excesso de trabalho no seu setor, muito embora os laudos apontem que uma foi por overdose de alguma substância controlada. Terceiro, seu setor teve dois suicídios do dia em que o senhor tomou posse até o dia de sua promoção a gerente. Tem algo a dizer a respeito?

A sala estava fria, mas ele suava. Seu nervosismo era pela sua ignorância. Estava tão focado nos resultados a serem obtidos por ele e por seus funcionários que ignorara todos os demais acontecimentos que não diziam respeito a isso. Para ele, eles eram apenas detalhes que podiam ser ignorados.

– Deixarei que os resultados mostrados nos gráficos e mercado falem por mim. O acionista, assim como todos os demais gerentes, o encarava inexpressivo. José sabia que entre eles haviam homens e mulheres tão exigentes quanto ele, mas ele não sabia que métodos usavam.

– Muito bem. O acionista pigarreou. Seus resultados falam muito bem, mas estes acontecimentos falam muito mal de você. Devo alertar-lhe que o trabalho em sua nova função não o impede de continuar sua campanha nazista por resultados, mas aqui as coisas serão diferentes. Você reportará a mim e eu não quero ser responsável por mais situações. Lembre-se: os seus problemas, agora são os meus problemas.

– Lembrarei senhor.

 

José olhava na tela do computador a árvore hierárquica da Companhia. Na sua função anterior ele havia sido responsável por vários funcionários, agora ele era responsável por uma dúzia de chefes de setores que, por sua vez, eram responsáveis por inúmeros funcionários. Ele havia sido advertido de que continuar sua campanha por resultados não seria bom para a companhia.

Mas os números falavam por ele. Mesmo que ele não tivesse palavras para se defender, os resultados obtidos o faziam.

Fez uma revisão administrativa. Viu que o setor que chefiara estava numericamente em vantagem em relação a todos os demais, que suas antigas metas eram quase o dobro das exigidas nos demais setores. Se ele exigisse dos demais o mesmo que exigiu dos seus antigos funcionários, os resultados decolariam! Conseguiu ver a seta dos gráficos subindo em um desenho animado em sua mente.

Sim, aquele era o caminho correto a ser seguido. No final os resultados seriam maiores que os argumentos apresentados na reunião de gerentes.

As reuniões com os chefes aconteceram, novas metas foram implantadas, novas exigências de admissão foram discutidas. Os setores estavam prontos para ascender e, assim, fazerem os gráficos estourarem nas telas da sala de reuniões dos gerentes e acionistas.

Notícias desagradáveis chegavam até ele. Comandou que todas as notícias dos setores passassem por ele antes de irem até os ouvidos dos outros gerentes. Era lei marcial dentro daquela gerência. Qualquer informação entrava, mas nem todas saíam.

Um dia foi abordado por Vicente.

– O que você está fazendo, José?

– Do que está falando?

– Só este mês tivemos um aumento de demissões grotesco dentro de seis setores!

– Eles já foram substituídos por funcionários mais qualificados.

– Bobagem, eram funcionários antigos, com uma história dentro da empresa!

– Eles não estavam produzindo.

– E o que me diz disso, um funcionário passou a apresentar problemas cardíacos, outro foi levado às pressas para o hospital com uma suspeita de derrame cerebral após um dia de trabalho. Acha isso normal?

– Não soube disso, tem certeza de que sua fonte é confiável? Mas ele sabia que era verdade, tanto que havia ignorado todas aquelas notícias e se focado nas que diziam respeito ao trabalho.

Vicente olhou para a ele com calma, retomando sua postura habitual, para logo em seguida virar as costas e entrar no elevador que acabara de chegar.

 

Três meses haviam se passado desde seu último encontro com Vicente e todos foram convocados para uma reunião de gerentes. Nela, todos ocuparam as cadeiras laterais da grande mesa de reuniões. Menos José. A ele havia sido endereçada uma cadeira em uma das duas extremidades.

Ele estava surpreso, mas certo orgulho havia tomado controle dele. Sentia que receberia mais uma promoção por seu excelente serviço e administração. Seus devaneios foram dissipados quando Jorge, o acionista que presidia as reuniões, acompanhado de outro homem de terno, entrou na sala.

Jorge pôs as mãos sobre a mesa sem se sentar, abaixou a cabeça e, após tomar ar ruidosamente, levantou-a olhando diretamente para José, ato acompanhado por todos os demais gerentes. Todos com expressões austeras ou reprovativas.

Ele tirou alguns papéis de dentro do paletó e os jogou sobre a mesa, sempre fitando José, que começara a suar. Mas desta vez era um suor frio.

– Mais demissões, mais admissões, mais um suicídio e mais casos que foram parar em hospitais. Jorge falava calmamente, demonstrando, claramente, que estava fazendo um enorme esforço para isso. Fomos postos na justiça, José, e a causa é você.

– Eu não compreendo. José tentava manter a calma, mas seu nervosismo saiu em uma fala trêmula, que o traiu.

– Nunca, na história dessa companhia, tivemos um administrador que nos trouxesse tantos números positivos acompanhados de perdas internas tão intensas. O problema, José, é que essas perdas têm vidas fora dessas paredes e agora não temos apenas familiares, mas advogados e jornalistas em nossa porta, prestes a arromba-la!

– Fiz o que pude pela companhia, não vejo como os resultados possam ser reduzidos por causa de alguns funcionários que não conseguem acompanhar o ritmo da empresa.

– Da empresa? Seu ritmo! Não nos envolva nisso. Tudo tem um limite, José, e os lobos precisam ser alimentados, eles precisam de um nome, e não será o da companhia que irá para os autos ou jornais, não enquanto eu estiver aqui!

– D-do que está falando? A camisa de José já estava empapada em suor e ele mal havia percebido que se agarrara aos braços da cadeira. As palavras de Jorge atingiram José como um torpedo, lançado muito próximo à superfície.

– Você está demitido. As palavras saíram com calma, mas para José elas foram mais agressivas que as palavras de Vicente, meses atrás. Encontre-me no setor jurídico em meia hora, os demais, dispensados, e nada de declarações para quem quer que seja fora dessas paredes!

Os gerentes se levantaram e saíram sem olhar para José, nem mesmo Vicente, que tentara alertá-lo de suas ações, virara para olhar para ele. A cadeira agora estava molhada, ele transpirava por todos os poros do corpo. Em menos de um minuto a sala estava vazia. Ele olhou para a paisagem cinzenta que assomava por trás da parede de vidro e se levantou.

Ao chegar a sua sala, se descobriu fazendo movimentos com os quais não estava acostumado. A dança havia sido interrompida, suas pernas cambaleavam como se estivesse bêbado. Foi até sua valise e pegou o frasco de rivotril, sua “droga do sucesso”. Tentou balança-lo como fazia antigamente, mas a ausência de sons que antes eram produzidos pelo mesmo fez com que desistisse no terceiro movimento errático.

Abriu uma das janelas de sua sala e entendeu o que Jorge havia falado na reunião. Carros de diferentes jornais se amontoavam no estacionamento logo à frente do prédio enquanto seus representantes, além de outras pessoas, provavelmente familiares dos funcionários da empresa, atrapalhavam o trânsito de veículos e pessoas.

O frasco vazio permanecia em uma de suas mãos, enquanto a outra segurava a janela aberta. Ele então compreendeu o que Jorge havia dito sobre “alimentar os lobos”. Ele daria um nome para os jornais.

Em sua cabeça, os gráficos com setas ascendentes passavam como folhas de um livro antigo em sua mente à medida que subia na janela. Mas foi a palavra “demissão”, pintada por um grande carimbo em seu currículo, que apareceu em sua mente quando pulou do décimo terceiro andar do escritório central da companhia.

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Este texto foi baseado no tema “Cotidiano”, sujeito ao limite máximo de 4000 palavras.

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45 comentários em “Workaholic (Marquidones Morais)

  1. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Muito bom! Estava esperando que não tivesse um desfeche interessante mas teve. Senti coisas implícitas aqui. As pessoas se tornando neuróticas e depressivas em busca de resultados, querendo alcançar o sucesso e o sucesso e sem conseguir equilibrar com as outras partes da vida. Senti falta de algumas vírgulas, nada que atrapalhasse tanto na leitura. A criatividade não foi tão extraordinária, porém o modo como conduziu compensou. A adequação foi ótima. E senti emoção no final, quando ele foi se jogar da janela, no entanto senti certa falta de uma descrição do tipo: “Passou as pernas por cima da janela e sentou-se olhando tudo pela última vez.”, mas isso deve ser só meu espírito dramático querendo detalhes.

  2. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Olá, Myõ! Boa mostra do funcionalismo dentro de empresas e da loucura a que o ser humano está exposto atualmente. Aproveitou bem o tema e o limite de palavras. O destino de José era previsível, mas, mesmo assim, foi impactante. Parabéns pela técnica e boa sorte.

  3. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Gostei das ironias do conto, tipo “morte por excesso de trabalho”, o que é ótimo. Seria muito bom enviar seu conto para os diretores dos bancos, que estabelecem metas irrealizáveis para seus empregados. O conto é bom, prende o leitor. Mas eu pularia e levaria o gerente junto. Em suma, seu conto é mais verídico do que se poderia supor. Basta ler as tirinhas do Dilbert para ver o absurdo que se tornou a administração moderna. No Brasil, essa tolice de administração por metas não leva nada, basta ver, agora, que a máscara caiu, que as empresas para lucrar dependem apenas da “boa vontade” do governo, e de muita corrupção. O que não justifica, evidentemente, obrigar seus funcionários a adquirir lesões por esforços repetitivos e finalmente ter que ir parar na Justiça do Trabalho.

  4. mkalves
    28 de abril de 2015

    Acho que conheço várias pessoas que bem poderiam ser os modelos que inspiraram esse Zé plano, que sequer tinha uma vida vazia por trás da obsessão dos gráficos que pudesse justificar tanta frieza e cegueira. Tanto que a história mais parece crônica que conto. O desfecho não chega a surpreender, mas convence. Achei um tanto falho o mistério em torno da droga do sucesso para depois simplesmente falar do rivotril no final do texto. E pelos CEO´s que já conheci, sei que o discurso não seria bem aquele sobre permitir métodos nazistas (palavra um tanto mal empregada, aliás). Como saldo, apenas posso dizer que Zé era um personagem quase caricato de tão plano, um pouco mais de alicerce para suas motivações teria caído bem.

  5. Bia Machado
    26 de abril de 2015

    Um tema que não é muito expressivo, acho que o autor/a autora conseguiu não ficar em um lugar (muito) comum, dando um outro direcionamento, bem mais trágico do que poderia ser. O que me incomodou no texto: os diálogos, porque você não separou fala da personagem e narração, isso me incomodou em vários pontos. Preste atenção em como é o usual, observando isso nos textos em que for ler. O texto é um pouco previsível, sabia que ele não ia se dar muito bem, mas não esperava algo tão trágico. Acho que ainda chegou a me surpreender ao final, rs. Da ortografia, faltaram os travessões nas falas para separar personagem e narração, além de outras pontuações (mais vírgulas, na verdade).

    Emoção: 1/2
    Enredo: 2/2
    Criatividade: 1/2
    Adequação ao tema proposto: 2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite:1/1
    Total: 8

  6. vitor leite
    24 de abril de 2015

    gostei desta história, muito bem escrita, só me parece que devia sublinhar ainda mais os contrastes entre o chefe e os colegas que o rodeiam. mas a história está lá, bem desenvolvida e interessante de acompanhar.

  7. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) legal, embora um pouco previsível. Em algum momento já havia percebido que ele ia ser demitido e suicidar-se em sequência…

    ✍ Técnica: (3/5) eu achei boa, exceto pelos diálogos que estavam confusos. A fala dos personagens e a inserção do narrador devem ser separadas por travessão para evitar a confusão.

    ➵ Tema: (2/2) gostei de como escreveu sobre o tema cotidiano (aliás, um bom tema).

    ☀ Criatividade: (1/3) não chega a ser muito criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do conto, mas o fato de ter intuído o final atrapalhou minha total apreciação.

    Problemas que encontrei:
    ● Faltando travessão separando a fala do personagem da do narrador nos diálogos.
    ● Uma vez por mês *vírgula* José parava o trabalho
    ● No final *vírgula* os resultados seriam maiores

  8. Ricardo Gnecco Falco
    22 de abril de 2015

    Um conto fabulosamente real. 🙂
    Causou interesse desde o começo e nem reparei na métrica superior de palavras, frente aos demais trabalhos. Bem escrito. Apenas alguns vícios de linguagem e palavras repetidas num espaço curto de texto.
    A história prende e é isso o que vale num conto. O final também ficou bom, embora pudesse ter sido mais direto. Penso que suicídio não requeira muitos avisos. simplesmente acontecem.
    Parabéns! Boa sorte!
    🙂
    Paz e Bem!

  9. Jowilton Amaral da Costa
    21 de abril de 2015

    Bom conto. O escritor demonstra entender de negócios, ou fez uma boa pesquisa. A narrativa é veloz como um bom workaholic. Está bem escrito. Achei a trama um pouco previsível e o suicídio óbvio e clichê. Boa sorte.

  10. Cácia Leal
    16 de abril de 2015

    Suas notas:

    Gramática: 8
    Criatividade: 5
    adequação ao tema: 10
    utilização do limite: 10
    emoção: 3
    enredo: 4

  11. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de abril de 2015

    Odiei seu conto por falar de uma coisa que odeio! Mas fala sério… bem escrito demais! Do jeito que gosto, linear, o tempo passando como deve passar, a vida seguindo adiante, do jeito que gosto! Deve ter dado um puta trabalhão! E o resultado deve ter dado uma puta alegria!

  12. Sidney Muniz
    14 de abril de 2015

    O conto não é ruim, pelo contrário. é bom e o autor(a) usou bem de sua imaginação, mas o enredo tem algumas passagens que me soaram forçadas, por mais que tenhamos muitos casos desse tipo na vida real.

    Cuidado também com repetições, como por exemplo no fechamento do texto, onde mente aparece duas vezes, sendo que na primeira o autor(a) já havia mencionado “Em sua cabeça” então o “em sua mente” era desnecessário.

    Em sua cabeça, os gráficos com setas ascendentes passavam como folhas de um livro antigo em sua mente à medida que subia na janela. Mas foi a palavra “demissão”, pintada por um grande carimbo em seu currículo, que apareceu em sua mente quando pulou do décimo terceiro andar do escritório central da companhia.

    No mais é um conto interessante, mas acredito que o conto já entregava o fim desde o começo e isso meio que prejudicou um pouco o interesse quanto ao desfecho, por mais que a narrativa simples e bem conduzida não tenha causado esse mesmo desinteresse, pelo contrário, por ela a leitura ia indo suave.

    Num geral é sim um bom conto!

    Na próxima desejo mais uma pitada de suspense quanto ao desfecho, ok?

    Um forte abraço e boa sorte!

  13. Swylmar Ferreira
    11 de abril de 2015

    Conto denso, o texto atende perfeitamente ao tema e está dentro do limite estipulado.
    Bem escrito, linguagem objetiva, a trama interessante e intensa.
    O tema é difícil e compensado pela competência do autor(a) em discorrer sobre o mesmo.
    Parabéns!

  14. Felipe Moreira
    9 de abril de 2015

    Seu texto me lembrou, remotamente, o filme limitless, do Bradley Cooper. Um ótimo filme. Sobre seu conto, eu gostei da narrativa. Deixei pra ver no final o tema sugerido e imaginei que fosse algo como vício e etc, mas imagino que cotidiano tenha uma de suas formas em vício. haha

    O texto é bom, a trama que você criou é boa, mas eu não senti muita expressão no José. Na verdade, achei ele muito mais uma testemunha do que o próprio protagonista. Com isso, o texto ficou longo para o meu ritmo de leitura. Com esse limite, a história poderia – ao meu ver – ser enxugada um pouco, focando mais na cabeça do José e menos nas consequências de suas ações na empresa e o efeito negativo nos funcionários sobre a produtividade incompatível com o ritmo dele.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  15. Rodrigues
    9 de abril de 2015

    Achei bem interessante como crítica social, mas como conto não gostei muito. Apesar da construção cuidadosa, não consegui engrenar na leitura, me sentindo entediado ao longo do texto. Na minha opinião, não sei se devido ao limite de palavras ou qualquer outra coisa, as ações do protagonista parecem muito mecânicas – talvez seja intencional, mas não me agrada – e quem lê não consegue imergir nesses cenários meio opacos, acho que faltou um pouco de carga descritiva. Todos os personagens, pensando bem, parecem unidimensionais, talvez o autor tenha tentado torná-los mecânicos a seguir o propósito do conto, mas isso não me agrada, acho que a análise dos tipos deve ser feita com maior proximidade.

  16. Virginia Ossovski
    8 de abril de 2015

    Uma história interessante que atendeu bem ao tema proposto. Gostei do desenvolvimento, José Augusto é um ótimo personagem. Só senti falta de ler um pouco mais sobre o que se passava na mente dele, talvez mais também sobre a empresa onde ele trabalhava, o que produziam… De qualquer forma, um bom trabalho, parabéns !

  17. Pétrya Bischoff
    8 de abril de 2015

    Então, a escrita é simples mas bem executada, não percebi erros. A narrativa conduz bem a leitura e a atmosfera de empresa/escritório é um tanto sufocante, visto que só conhecemos o personagem como funcionário produtivo, e não como um ser humano, pois mesmo na descrição de seu domingo em casa, há uma apatia visível. Não sei dizer se me convenceu para a temática “cotidiano”, visto que essa palavra me remete ao dia como um todo, e aqui apresentou-se somente o trabalho, entretanto, acredito que a ideia foi mostrar alguém absolutamente absorvido pela ganância. Também senti uma indiferença muito grande quanto às mortes e internações dos personagens secundários, algo que pode ser interpretado pela “cegueira” pelo qual o personagem principal passava. Creio que seja um bom texto, mesmo que não tenha me tocado profundamente. Parabéns e boa sorte

  18. Fil Felix
    8 de abril de 2015

    Gostei do conto e do modo como o desenvolveu. As cenas na sala de reunião ficaram bem cinematográficas, como se fosse uma sala escura cheio de gente importante falando. Gostei da relação que fez do sucesso e crescimento da empresa vs os funcionários, foi possível fazer uma segunda leitura dessas questões, o que é bom. Tenho pavor desses ambientes burocráticos, que só pensam em sucesso, em produzir e consumir mais. A metáfora do lobo caiu perfeitamente ao final.

    Tem alguns pontos, porém, que fizeram diminuir o ritmo da trama, ao meu ver. O estilo de diálogo pareceu forçado, sem o segundo travessão e muita explicação. Os personagens, que são pouco, pareceram um pouco jogados além do protagonista.

    • Fil Felix
      8 de abril de 2015

      Esqueci, outro ponto que acho que deveria ter ficado de fora: dar nome ao remédio. Acho que o mistério teria sido melhor. Sei que muitos usam o Rivotril, mas dei uma risada ao ler kkk.

  19. Pedro Luna
    8 de abril de 2015

    Eu achei interessante. Meu atual chefe é um Workaholic, mas não desse jeito aí..kkk. Achei legal o contraste explorado entre fazer a empresa lucrar, mas ser responsável por desastres no setor pessoal. No entanto, achei que a empresa demorou muito para tomar atitude. Sei que o cara fazia render, mas acho sim que ele teria sido posto contra a parede, de uma forma pesada, bem antes. No entanto, é só um detalhe. Bom conto.

  20. Lucas Formaglio
    8 de abril de 2015

    José me lembra ditadores comunistas, me lembra escolas japonesas…
    Seu vício por trabalho acaba transformando-o num monstro, um chefe desumano e que só visa números. Não muito diferente do que acontece com muitas empresas hoje. José se transforma em máquina e com isso quer também transformar seus colegas em máquinas. Achei muito interessante o conto, os suicídios e a droga utilizada para manter os funcionários aguentando a carga horária dão um ar de gravidade à estória. O tema foi muito bem desenvolvido. O conto foi bem escrito e apesar de achar um pouco grande não achei em momento algum cansativo.

  21. mariasantino1
    5 de abril de 2015

    Bom Desafio para você, autor/a.

    O tema e o espaço proposto são bons, acho que nunca vi uma imagem que retratasse tão bem um personagem como essa aí, porém, em minha concepção faltou mais do personagem principal, e só digo isso pela extensão do conto. Veja bem, quando ele vai para casa ele está sozinho, sem familiares, sem metas para si, só focado no emprego, e para mim, era nesse intervalo que você poderia oferecer mais dele para que nos importássemos com sua demissão, acesso mental e morte. Você se preocupou em retratar (e muito bem) a obsessão e apatia para com o mundo, bem como mostrou um chefe que me deixou de pernas bambas só em pensar, mas sinto que faltou algo mais trabalhado referente à vida pessoal dele. Por que querer ser o melhor? O que houve para que ele passasse a usar o remédio? Subentende-se que todos os que trabalham muito almejam uma vida mais confortável, bens materiais e grana, mas, ainda acho que se fosse sinalizado essas metas em seu conto, então sim, eu teria me importando mais e me entristecido mais com o salto de José ( Há um conto postado no desafio música, que se chama As Velhas Opiniões. Nele também temos cotidiano, trabalho… mas além da reviravolta oferecida, ainda há todo trabalho com a vida do personagem. Dê uma olhada nele). Gostei de algumas construções como “Sua cobra rara” e o lance de alimentar os lobos. A narrativa simples e acessível também agrada.

    Média — Toda a aflição do personagem ficou plausível, mas devido à falta de profundidade, e por todos os pontos acima mencionados, a média para esse conto será: seis (06).

    Algumas observações — O conto precisa de uma revisão mais aprofundada, há uso errôneo de hora>>>> Hora pegavam papéis, hora digitavam. (seria ora, pois indica alternância, ou isto ou aquilo, e não tempo decorrido) — O uso de travessão para separar a fala do personagem e do narrador, auxilia para assimilar melhor as ideias — Ex — – Aconteceu alguma coisa? Todos os seus colegas de setor olhavam para ele. >>>>> Aconteceu alguma coisa? — Todos os seus colegas de setor olhavam para ele.— Observe a repetição de mesmo termo num curto intervalo de tempo >>> Dezesseis HORAS. Enquanto seus colegas olhavam para a HORA com certa… Ele estava atordoado. O que parecia normal para ELE fora… […] Para ELE, ELES eram apenas detalhes… O uso de sinônimos auxilia para não atravancar a narrativa, às vezes o próprio verbo já da conta do recado sem precisar usar pronomes.
    Abraço!

    • mariasantino1
      5 de abril de 2015

      Opa: Retificando antes que seja tarde. A média será 07 (sete). Perdão.

  22. Cácia Leal
    4 de abril de 2015

    O texto está muito bem escrito, embora apareçam alguns erros de português. A maneira como o cotidiano foi descrito, a escalada relâmpago do funcionário, até seu auge, e depois a brusca queda (literalmente). Gostei.

  23. Mariana Gomes
    3 de abril de 2015

    Olá.
    A escrita do autor(a) é muito boa e tem potêncial, porém o conto não me agradou muito.
    Os motivos:
    – A história se repete muito, é longa demais e previsível, a única coisa que me impressionou foi a mídia.
    – O texto está mal organizado, as descrições e as falas não são divididas ou sinalizadas do que é o que. Começo a ler uma fala e de repente aparece uma descrição, e isso confunde muito. O que é uma pena.
    Boa sorte no desafio e tchau.

  24. Tiago Volpato
    31 de março de 2015

    Ótimo conto. Você conseguiu trabalhar bem o tema proposto. Parabéns.

  25. rsollberg
    30 de março de 2015

    Todo dia ele faz tudo sempre igual… E agora José?
    Gostei, enquadramento ao tema bem realizado. Triste e verossímil.

    Narrativa rápida e competente. É possível sentir a atmosfera do cotidiano do viciado. Mesmo não tendo grandes construções de frases e boas analogias, o texto consegue ser agradável.

    Acho que é necessário uma revisão nos diálogos, a estrutura me parece equivocada. Não dá pra saber ao certo o que é fala do personagem e o que é a voz do narrador. Gostaria também que o lance do remédio fosse mais lacônico e não um “simples” rivotril, mas isso é apenas uma questão de gosto.

    Parabéns e boa sorte.

  26. Anorkinda Neide
    30 de março de 2015

    Eu gostei, achei a ideia original, talvez a palavra ‘cotidiano’ levasse a um enredo mais simplório, mas nao sai totalmente do tema, afinal o cotidiano do cara era o trabalho.
    Apesar do final previsível, eu me surpreendi com ele…rsrsrs é que eu estava imersa na leitura e não pensei em como acabaria. Isso é bom 😉
    Parabens pelo trabalho aqui.
    Abração

  27. Jefferson Reis
    30 de março de 2015

    O problema com o enredo que encontrei na narrativa anterior não se apresenta aqui. O conto está muito bem estruturado e o desenvolvimento é linear. Só não gostei do desfecho. Desejei que o autor ousasse no final dessa história.

    O autor ousou, no entanto, em outra coisa tão importante quanto o desfecho: o tema. Não se trata de um cotidiano comum, mas do dia-a-dia de uma pessoa doente (ninguém merece um chefe assim).

  28. simoni dário
    27 de março de 2015

    Ufa, fiquei tentando acompanhar a rotina do pobre e acabei ficando sem fôlego.
    Bom, um texto com 4000 palavras é cansativo mesmo em minha opinião, e o seu conto ficou bom para esta leitora aqui quase no final, que apesar das pistas lá pelos meios, me pegou de surpresa.
    Gostei em parte, acho que você poderia ter mostrado mais a rotina dele fora do escritório também, aquele tipo que não consegue namorar, está sempre ao telefone resolvendo negócios e por aí afora, havia palavras de sobra pra isso e não teria ficado cansativo.
    Ainda assim, é um bom conto.
    Boa sorte!

  29. Neusa Maria Fontolan
    25 de março de 2015

    Estava relendo meus comentários e achei que não fui clara neste. Não despertou minha atenção, porque eu não gosto desta leitura com acontecimentos comuns, casos que acontecem todos os dias, sem nada de especial. Não que você tenha feito um mau trabalho, achei perfeito para este tema.

  30. rubemcabral
    25 de março de 2015

    O texto pareceu-me uma espécie de fábula moderna, pois embora eu saiba de gente com comportamento similar ao do personagem, os superiores dele demoraram demais a tomar qualquer atitude, o que não soou muito real. Uma morte sequer já colocaria uma empresa séria em “alerta vermelho”. Contudo, eu já soube de gente estafar ou até morrer por excesso de trabalho. Aqui onde trabalho, por exemplo, houve um caso de “burnout” e o funcionário pediu demissão.

    Faltou um pouco de capricho nos diálogos, muitas vezes misturados à narração. Por exemplo:

    “– Você está demitido. As palavras saíram com calma,” deveria ser algo como abaixo:
    “— Você está demitido. – As palavras saíram com calma.”. Já que a segunda frase é do narrador e não do personagem.

    Quanto ao enredo, creio que este foi meio esticado, que poderia ter sido um pouco mais resumido. O final, com o suicídio, foi um tanto comum.

    Somando prós e contras, achei de regular a bom.

  31. André Lima
    25 de março de 2015

    Gostei do conto no geral.
    A trama é boa, mas acho que faltou um pouco mais de suspense e também uma atenção maior à parte final.

    Encontrei um erro de digitação no texto também “Uma tapinha no seu ombro…”, o que revela a pressa em postar o texto e a falta de uma revisão adequada.

  32. Andre Luiz
    24 de março de 2015

    Então,gostei muito do que você compôs dentro deste super-hiper-mega trabalhador, principalmente neste vício por trabalhar que ele sustentava. Assim, sua narrativa fluiu – mesmo dentro deste limite “generoso” de 4000 palavras e em um tema relativamente mediano, no sentido de dificuldade média – e evoluiu na história de José dentro da empresa sem muitos tropeços. O que me incomodou um pouco foi a falta de sinais para marcar o espaço entre falas e narração,algo facilmente resolvido com um travessão após a fala, ou se preferir, o uso de aspas duplas. Mesmo assim, Workaholic é um bom concorrente.

  33. Brian Oliveira Lancaster
    23 de março de 2015

    E: Engraçado. Aqui aconteceu o inverso de outros textos. Quem disse que escrever sobre o cotidiano em 4000 palavras é fácil? Dia a dia de um escritório muito bem descrito. Nota 8.

    G: O conto é bem instigante e a cada parágrafo nos faz querer ler mais. Precisava de pequenas revisões em certas frases, pois algumas soaram estranhas e outras não deram tempo para respirar. A explicação colada aos diálogos não caiu muito bem. Dito isso, é uma história bem envolvente, mesmo sendo “comum”. O final é uma mistura de esperado com inesperado. Nota 7.

    U: Não notei grandes problemas, apenas algumas sequências gramaticais, apontadas acima. Nota 8.

    A: Aqui havia espaço de sobra. O que talvez não tivesse era uma boa história para contar. Mas isso foi muito bem resolvido. Nota 8.

    Média: 8.

  34. Gilson Raimundo
    22 de março de 2015

    Muito bom. O sucesso a qualquer custo passando por cima de todos. Linguagem bem simples e fácil de ser compreendida, o autor desenvolveu uma boa narrativa num texto que a principio por sua diversidade se tornaria desinteressante. Grande capacidade para fisgar o leitor.

  35. Jefferson Lemos
    22 de março de 2015

    Olá, autor(a)! Beleza? Direto ao conto…

    Sobre a técnica.
    Não há muito o que falar. Cumpriu bem o papel de narrar, descrevendo até mesmo boas sensações, bem claras. O único ponto que tenho a ressaltar é na questão da construção de algumas passagens, principalmente no que diz respeito a divisão de diálogos e narrativa. Acho que nesses trechos, você complicou um pouco.

    Sobre o enredo.
    Gostei, pois retratou o cotidiano de forma crível. Mergulhei na história e fui sentindo raiva do personagem pouco a pouco, tanto que nem mesmo senti pena dele ao morrer. Mas acho que isso é bom, pois durante a narração você conseguiu criar a antipatia pelo personagem.

    Sobre o tema.
    Ficou completamente dentro do padrão. Quer mais cotidiano do que isso? haha
    Muito bom!

    Nota:
    Técnica: 7,0
    Enredo:8,5
    Tema:8,5

    Parabéns pelo bom conto! Boa sorte!

  36. José Leonardo
    22 de março de 2015

    Olá, autor(a). A estratégia de José (o José das sucessivas promoções) nos parece bem clara, até maometana (do início do Islamismo): agressividade, cobrança exponenciada. Inclusive meios não muito lícitos para o alcance de resultados (e a ânsia dele superando a própria consciência do que rola em redor, deixando-o alheio aos maus frutos de tamanhas exigências — as mortes). Era certo que o personagem se mataria ao menor sinal de contenção, ainda mais com a demissão.

    Vejo seu texto como uma grande alegoria daquela máxima maquiavélica que, condensada/modificada ao longo dos anos, tornou-se “os fins justificam os meios”. Assim sendo, pode ser aplicada para além das rotinas de uma empresa: pode ir até governos e sistemas.

    Sugiro uma revisão posterior e, caso concorde, travessões auxiliando a separação dos diálogos com a narração. No mais, é um bom texto e deve se orgulhar dele.

  37. Eduardo Selga
    20 de março de 2015

    À medida que a leitura foi avançando, e antes de concluí-la, fui considerando o texto bem ingênuo ao mostrar uma grande empresa (se possui acionistas seu porte não é pequeno) preocupada com a saúde e a integridade física de seus “colaboradores”. Refiro-me a uma preocupação sincera, que vise à plenitude humana, não a medidas risonhas e midiáticas como, por exemplo, manter uma pequena sala de ginástica na empresa que serve apenas para a manutenção da máquina humana (corpo e mente) de modo a mantê-la produtiva e apta para uma carga de trabalho escorchante.

    Bom, mas lá pelas tantas essa sensação de ingenuidade ameaçou se desfazer quando um dos personagens afirma ao protagonista que “Fomos postos na justiça, José, e a causa é você”. Mas ainda não se dissipou, pois a ação da justiça trabalhista é incômoda, é considerada “uma perda de tempo”, mas não chega a ser um prejuízo para as grandes empresas. Elas não estão nem aí para isso. Claro, estou falando do Brasil, onde é de se supor que a trama se dê, já que nenhum outro local foi indicado.

    É com “[…] e os lobos precisam ser alimentados, eles precisam de um nome, e não será o da companhia que irá para os autos ou jornais, não enquanto eu estiver aqui!” que de fato me convenci não se tratar de inocência do(a) autor(a). Aqui ficou claro que toda a aparente preocupação humanística era, de fato, preocupação com a imagem da empresa e, portanto, com o lucro dos acionistas. Tudo dentro da cartesiana lógica capitalista.

    Além disso, é preciso salientar que o comportamento do protagonista funciona como uma bela crítica ao produtivismo capitalista, que em função dos lucros arrebenta o indivíduo, que passa a se comportar como uma máquina a alimentar outra, maior que ele. Aliás, a demonstração desse maquinismo, perceptível na hierarquia e na condução dos subordinados pelo protagonista, é um ponto positivo do conto. Principalmente por mostrar que essa máquina danifica suas peças sem maiores preocupações pois elas são descartáveis, facilmente trocadas “[…] por funcionários mais qualificados”. “Tempos Modernos”?

    Desfeito do susto, considero a narrativa, claramente inclusa numa proposta estética realística, eficaz em sua linearidade sem sobressaltos, com personagens “colados” à realidade empírica, porém lhe falta brilho. É algo que sempre falo aqui: um conto não pode ser apenas uma estória, a fabulação por si mesma, é preciso haver arte com a palavra.

    Vejamos isso nos personagens, por exemplo. Todos eles são apenas representações de pessoas possíveis no universo corporativo. São tipos. Faltam-lhes individualidade, e para isso seria preciso sair do aspectos externos deles (ao menos do protagonista) e jogar luz onde interessa: na alma, nos sentimentos. Com o personagem principal isso quase acontece, mas talvez tenha faltado coragem para sair do “real” e entrar no subjetivo.

    Quanto ao suicídio. Se um conto é uma peça de arte e não apenas um relato, pontos dramáticos do texto precisam ser trabalhados de modo a produzirem efeito estético no leitor. Ainda que seja um texto realístico, é literatura, e literatura é estética. Assim, um suicídio ficcional não é apenas atirar-se pela janela. Bom, o personagem é seco o bastante para isso, excessivamente preso a números e gráficos? Sim, é verdade, mas é preciso entrar em seu interior antes que ele vá à falência, ou seja, se mate.

  38. Rafael Magiolino
    19 de março de 2015

    Bom conto. Gostei da ideia aplicada ao tema, pois acabou sendo algo diferente, engraçado em alguns pontos. Poucos erros gramaticais, como excesso de vírgulas, mas no mais bem escrito.

    O que não me agradou foi a falta de emoção das personagens. Acredito que se houvesse casos de morte em uma empresa, o tratamento seria outro, assim como a abordagem dos superiores. O autor poderia ter se aprofundado melhor nessa “dramatização”, por assim dizer.

    Boa sorte e abraço!

  39. Claudia Roberta Angst
    19 de março de 2015

    Primeiro conto que li deste desafio. Ainda estou contaminada pelo tema dos Pecados, então fiquei com a impressão de ler sobre a ganância, algo assim. Cotidiano pesado desse José, tão preocupado em gerar lucros e não ser demitido. O final não me surpreendeu, até esperava por ele.
    Há alguns errinhos, mas nada muito grave. Sempre escapa algo da revisão. Senti falta do travessão para separar a fala da narração a seguir, como por exemplo aqui:
    – Não soube disso, tem certeza de que sua fonte é confiável? Mas ele sabia que era verdade…
    Fica confuso, difícil separar o que o personagem disse e a voz do narrador.
    O conto não é lá muito original, mas conseguiu passar a ideia de cotidiano massacrante. Boa sorte!

  40. Fabio Baptista
    19 de março de 2015

    Olá, autor.

    Desculpe, mas achei essa história desnecessariamente longa. Fiquei com impressão de loop em alguns pontos, onde a mesma tecla foi batida diversas vezes.

    Falando em teclas batidas, há, ao longo do texto, repetições da mesma palavra muito próxima uma da outra. Principalmente no começo.

    Outra coisa que me incomodou foi o clima de lição de moral com auto-ajuda que permeia toda a narrativa.

    Não gostei desse, aguardo pelo seu próximo.

    Abraço!

    NOTA: 4

  41. Thales Soares
    19 de março de 2015

    Incrível como, apesar de ser bastante longo, este conto prende a atenção do leitor do inicio ao fim, devido a ótima escrita. Normalmente eu aprecio histórias fantásticas com elementos mágicos ou de ficção. Esta se negou a qualquer destes elementos e optou por utilizar somente a realidade bruta presente em nosso dia a dia, devido ao tema, Cotidiano. Identifiquei-me com José no inicio da história, antes dele começar a receber as promoções. O final da historia achei bastante previsível e em nada surpreende o leitor. A imagem que acompanha o conto se encaixou perfeitamente.

  42. Neusa Maria Fontolan
    19 de março de 2015

    Consegui captar a mensagem, porém, foi duro de ler até o final. Não despertou minha atenção.

  43. Alan Machado de Almeida
    18 de março de 2015

    Achei meio exagerado um monte de funcionário se matar e ter problema de saúde do nada só por causa de um chefe mandão. O último diálogo está confuso, a narração misturada a fala dos personagens. E Rivotril relaxa, não seria usado para aumentar produtividade.

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Publicado às 18 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .