,carajo! (Rafael Sollberg)
E então Eva foi apagada. O Juiz de Inquisição & Penas ergueu as sobrancelhas para o homem que comandava a transmissão e ordenou ao meirinho o início de um novo … Continuar lendo
Entre irmãos – De volta à Rua Morgue (Rafael Sollberg)
O Comissário de polícia Jean Baptiste apertou minha mão com o entusiasmo de quem agarra uma boia em pleno maelstrom. Os olhos suplicantes e dóceis típicos de um sujeito acostumado … Continuar lendo
Moriama (ou Anatomia de um Novo Deserto) (Rafael Sollberg)
Semana passada boa parte do mundo parou porque uma criança de dez anos tentou suicídio em um famoso campo de refugiados na Europa. Em Moriama lembro-me de pelo menos … Continuar lendo
O Dia em que a Terra Não Parou (Rafael Sollberg)
O famoso jornalista britânico Francis Cockburn certa vez disse; “não acredite em nada até que tenha sido oficialmente negado”, por minha vez, vos digo, “acredite em apenas 80% do … Continuar lendo
Vim, Vi e Perdi (Rafael Sollberg)
“Happy-New-Year” gritei como um idiota para o pelotão de olhos incrédulos e furiosos. Para completar, sorri como uma estampa idiota redonda, velha e amarelada gerando todo o combustível necessário para … Continuar lendo
Fogueira das Sanidades (Rafael Sollberg)
Grenaldo Rosa acordou completamente desajuizado. Coçou o cenho com força e percebeu que estava sem óculos. Jamais havia usado esse artefato – sua visão era ótima – mas como … Continuar lendo
A Penúltima Ceia (Rafael Sollberg)
Se o cenário fosse retratado em um famoso quadro, nem o artista mais talentoso conseguiria reproduzir a mancha incômoda – formada pelo cheiro doce e enjoativo de vinho novo – … Continuar lendo
Escombros de Nota (Rafael Sollberg)
Existe uma necessidade imperativa em situar o leitor. Qualquer best-seller começa com uma descrição entediante do clima ou paisagem. Algo como; “O maldito Sol está lá, fazendo o que sempre … Continuar lendo
Uma questão de mordida (Rafael Sollberg)
Esselentíssimo Doutor, Senhor, onipresente, ó Pai, todo poderoso, nascido da tormenta, primeiro do seu nome, rei do norte, Juiz de Direito – e esquerdo – Ceo & Manager Supremo da … Continuar lendo
Sob(re) Mitos e Lendas (Rafael Sollberg)
Fade in: Tédio era um tremendo eufemismo para qualquer pessoa que tivesse acesso remoto ao meu cérebro. Não suportava mais as marchinhas, o gosto constante de álcool e … Continuar lendo
Vou estar fazendo (Rafael Sollberg)
Tal qual um operador de telemarketing, Michel vivia de gerundismo. Não por outra razão, jamais conseguiu concluir algo que havia proposto.
Uísque, rainha e um punhado de colhões (Rafael Sollberg)
O estupro coletivo acontecia em todos os cantos do lugar. Sem gritos, lágrimas ou qualquer resistência. Apenas a violência pura dos anos de castidade forçada. No centro da nave espacial, … Continuar lendo
Sucessão (Rafael Sollberg)
A xícara não se espatifou no chão quando soube da morte do velho. A vida real é menos dramática. Não derramei café, nem lágrima. Perdi a missa, mas não perdi … Continuar lendo
Sacrificando Lobos (Lady Madonna)
“Viva o Rock!”, grito naquela porra de bar que só toca sertanejo universitário. Todos os homens do local – embalados a vácuo em suas calças femininas – me encaram e … Continuar lendo
Morte, desmaios e uma torrente de sangue (Rafael Sollberg)
Morro várias vezes antes do pôr do Sol. Mato várias vezes antes do fim do dia. Sou as balas úmidas de todo paiol. Sou a lâmina cega de toda a … Continuar lendo
Last but not least (Rafael Sollberg)
A saideira é uma espécie de Santo Graal. Ela é inalcançável, inatingível. É um sopro de esperança para um bêbado desolado e solitário – apesar de acompanhado. Ela reluz sobre … Continuar lendo
Cicatrizes Mal Formatadas (Rafael Sollberg)
Se até o sol cai no fim de cada dia, não vejo o motivo de tanto alarde ao meu redor. “Ele também se levanta”, diria Hemingway. “Claro”, concordaria em inglês … Continuar lendo
Locupletação (Rafael Sollberg)
O odor é inebriante, especialmente para alguém que perdeu grande parte do olfato em algum lugar faz meia-hora. Ainda assim cubro meu nariz de veias dilatadas com a mão direita, … Continuar lendo
Eu, eu mesmo e todos os outros (Rafael Sollberg)
É um domingo sombrio em plena terça-feira. A cerveja chega fervente enquanto a batata frita murcha está congelada por dentro. Olho fixo para o atendente, tentando descobrir se ele é … Continuar lendo
Navio sem Sombra (Rafael Sollberg)
Nenhum dos aparelhos de navegação funcionava. O Capitão Marcado guiava por instinto. O negror completo fazia pensar que não existiam estrelas, planetas, nem mesmo um céu. Tampouco Plutão ou seu … Continuar lendo
Autorretrato da loucura (Rafael Sollberg)
“Nós vivemos em um arco-íris de caos” Paul Cézanne Sozinho no mundo, despedaçado pelo fracasso. Mutilado pelo delírio recorrente, o homem de cabelos vermelhos encarou a tela branca jogada no … Continuar lendo
A felicidade é uma arma quente (Rafael Sollberg)
“Happiness is a warm gun Happiness is a warm gun, mama When I hold you in my arms And I feel my finger on your trigger I know nobody can … Continuar lendo
Perspectivus (Rafael Sollberg)
No centro da cela escura, a velha seminua permanecia caída sobre os joelhos. A luz da lamparina iluminando o perfil de seu rosto macabro. O imenso nariz de rapina pendendo … Continuar lendo
O Demônio que me segue (Rafael Sollberg)
Que cara chato, penso enquanto caminho pela orla agitada. Há dez dias que esse desgraçado apareceu do meu lado. Chegou de supetão, tal qual uma gripe oportunista que teima em … Continuar lendo
Bananas em Columbine (Rafael Sollberg)
“Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que … Continuar lendo