EntreContos

Detox Literário.

Uísque, rainha e um punhado de colhões (Rafael Sollberg)

indian-punk

O estupro coletivo acontecia em todos os cantos do lugar. Sem gritos, lágrimas ou qualquer resistência. Apenas a violência pura dos anos de castidade forçada. No centro da nave espacial, o índio segurava sua machadinha perto da cabeça da voluptuosa anfitriã de meia idade. O maiô cavado revelava quase tudo, exceto os pensamentos secretos que passavam em sua cabeça, enquanto ela apertava o colar feito de bagos ao redor do pescoço. Um pouco atrás do estranho casal, um sujeito escondido num chapéu panamá, sorria discretamente por baixo do imenso bigode. Somente ele parecia compreender todo o esplendor do episódio.

 

Capitulo – O Luto.

“Fode, sua cachorra” era o mantra que escapava da televisão ligada no volume máximo. Teçá III, líder dos Neoguaranis, observava entusiasmado toda a ação frenética, ainda que pouco crível, que as atrizes imprimiam. A vitrola jogada no canto cantava repetidamente “Suposicolor”. Na solidão de sua Oca, procurava de maneira peculiar as respostas para as perguntas que o assombravam. Há sete dias e sete noites se isolara do resto da tribo, levando consigo uma pilha de fitas cassetes pornô e uma boa quantidade de ervas para o seu milagroso cachimbo. Os gritos incessantes dos antigos companheiros atrapalhavam sua viagem espiritual, mas também aplacavam sua fúria.

O onanismo primal era um paliativo momentâneo, como caçar tigres dopados em uma floresta de origamis e impressões em 3D. Tinha convicção de que precisava agir, sabia que o vazio rapidamente seria preenchido pela insanidade. Porém, era reconhecidamente um especialista no tempo das coisas e dificilmente deixava a inflexibilidade do destino assumir as rédeas da vida. Por essa razão, manteve-se impassível e relaxado mesmo depois da entrada espalhafatosa do jovem aprendiz

– Eles ainda estão vivos, Chefe.

– Que bom. Ficaria preocupado se os mortos gritassem assim.

– O que devo fazer?

– Nada. Ninguém nunca sobreviveu até o oitavo dia.

O cacique levantou e parou na frente do seu subordinado. O suor escorrendo em profusão da pele bronzeada. Olhou do alto o rapaz em formação e lembrou-se de si na mesma idade. Não fazia muito tempo, talvez seis ou sete lobos sacrificados. Muito pouco para as inúmeras mudanças. Subitamente os lamentos desesperados cessaram do lado de fora. Teçá encarou seu comandado e ergueu as sobrancelhas.

– Os homens sem alma dizem que a ciência explica… – ele cuspiu no chão de terra batida e continuou – mas até hoje não explicaram o que aconteceu com os Chineses.

– Isso é verdade.

– Quero que marque a reunião.

– Tem certeza, Chefe?

– Muito mais do que qualquer ciência.

O jovem seguidor saiu apressado do local, enquanto o Cacique simplesmente lubrificou a palma da mão direita com óleo de catuaba e deu uma longa aspirada na fumaça mágica.

 

 

Capítulo – Preparativos

– A coisa toda é muito simples, Lady Kleidiane.

– Vocês, homens, possuem a estranha mania de tentar simplificar coisas complexas.

– Engraçado, achei que fosse o contrário.

– Ora, querido, você mais do que ninguém sabe que a vingança é simples, mas a repercussão…

– Deixa a emoção por minha conta, pense pelo lado racional.

– No final das contas, eu te cedo todo ano algumas das minhas meninas…

– Só as que não se enquadrarem na sua filosofia.

– E você me promete a primeira remessa, certo?

– Perfeito!

– Perfeito seria se todas fossem mulheres…

 

 

Capítulo – O Pacto

Os cavalos cruzaram a ponte limítrofe invadindo o território inimigo. Teça ia na frente do bando, encimando um potente garanhão negro de crina dourada. Assim como a maioria dos bêbados do mundo, a luz da lua também guiava o caminho dos forasteiros. Não que fosse algo imprescindível para o sucesso da jornada, afinal, mesmo diante de um eclipse, o cheiro agridoce da destilaria funcionava melhor do que qualquer mapa moderno. Inebriante para os ébrios, náusea garantida para os viajantes abstêmios.

Não demorou muito e a terra batida vermelha tornou-se asfalto acidentado. As primeiras luzes da rua principal levemente derramadas no caminho. O Chefe já sentia os olhos hostis camuflados pelas sombras observando cada galope cuidadoso de sua montaria Se tivesse pelos em seu corpo, provavelmente estariam eriçados frente ao desconhecido. Mas, certamente, havia grande vantagem em ser uma lenda na região, a principal delas; continuar respirando apesar de tudo, caso contrário, já teria sido abatido nos cinco quilômetros anteriores. Embora esbanjasse confiança, Teça jamais corria riscos desnecessários, não por outra razão, soltou um silvo estridente que como uma flecha saiu direto de seus pulmões acertando em cheio o ouvido de seus guerreiros. Tal qual uma manobra marcial bem ensaiada, os animais se detiveram ao toque leve dos seus cavaleiros. Sem sequer olhar para trás, o líder permaneceu em seu rumo, aumentando o ritmo apesar de recente solidão. Ladeado apenas pelo destemor e a obstinação.

Como um anjo do apocalipse de dorso nu e rosto pintado, ele avançava silenciando a algazarra, regendo somente as travas das armas. Cuspes enriquecidos por catarro pavimentavam o seu caminho, porém, toda e qualquer maledicência continuava encarcerada na garganta dos anfitriões.

Incorporado do sentimento alheio de verdadeira aparição, avançou os últimos cem metros. Em frente a taverna “Sagrados pecadores“ contemplou a imensa fileira de motocicletas que perdia-se no horizonte noturno. Teça custava a acreditar que cada máquina daquelas conseguia aprisionar uma centena de cavalos em seu motor. Meneou a cabeça em clara negação e estacionou com orgulho seu colosso, capitaneando a linha de veículos. Desceu de uma só vez em um espetáculo raro de vigor e adentrou na espelunca para surpresa de todos.

Já nos primeiros passos, os dados não ousaram voar na mesa acarpetada. Todas as cartas unidas no baralho, recebendo a tensão dos dedos nodosos. Último gole, copos vazios. Apenas a Jukebox parecia não compreender a singularidade do fenômeno e permaneceu tocando seu Mangue Beat Atômico. Vestindo somente sua própria pele tingida de tinta escarlate, ele caminhou em direção ao sujeito sentado num trono pomposo no fundo do bar. Sabia que bastava um aceno discreto daquela pequena figura para que sua ousadia fosse transformada em uma explosão sangrenta cheia de buracos. Por outro lado, se havia chegado até ali incólume, a tendência era continuar assim até dizer suas primeiras palavras.

– Tecá III, que grande honra – o homenzinho falou levantando-se calmamente, enquanto caminhava até a ponta da plataforma onde estava – Vocês Neoguaranis não sentem frio?

– Jacko Rodriguez… Não quando estou rodeado por tantos canalhas! – O índio exclamou espremendo os olhos e franzindo o cenho.

O maquinário musical recebeu um pontapé e finalmente ficou em silêncio. Os mosquitos obesos que ainda arriscavam voos curtos, quedaram-se sobre o balcão e cruzaram todas as pernas. Os poucos dentes saudáveis do local trincaram imitando uma sinfonia de bruxismo. E as pálpebras, medrosas por excelência biológica, apenas tremeram.

Com uma gargalhada retumbante, o diminuto Jacko desfez o paraíso neurastênico e restabeleceu a força gravitacional do lugar, para o alivio de todos os ombros. Não era Pavlov, mas também havia condicionado seus cães de guarda. Sendo assim, eles uniram suas risadas com um razoável período de atraso, antes de voltarem para as suas apostas embebidas em muito álcool.

– Sempre achei que seu irmão era o próximo da linha sucessória. – Jacko cutucou, penteando as pontas dos bigodes entre o polegar e o indicador.

– Ele também achava.

– Sabe, seu pai era um bom homem.

– Você é a primeira pessoa a acusá-lo disso. – Teçá disse, sorrindo com os lábios cerrados.

– Tínhamos uma boa relação, mas isso foi antes daquela merda que ocorreu com os chineses.

– Podia ser pior.

– Claro, podíamos estar na China!

– E aparentemente foi bom para você, ganhou força, conseguiu eliminar parte da concorrência…

– Olhe ao redor, não foi nada fácil. Imagine o que é preciso para colocar Panteras Negras e Ku Klux Klan sob a mesma bandeira.

– Muito álcool.

– Eis a minha bandeira! – o pequeno homem ergueu um copo na direção do índio e, em seguida, despejou na própria garganta.

A bebida nefasta diluída em bastante água – afinal, naquele antro de loucos a liderança dependia de sua sobriedade – desceu leve, gracejando de forma galanteadora as cordas vocais. E, nesse breve momento, Jacko lembrou-se da odisseia que o levou até o trono. Quando criança, aprendera com o pai a falsificar Uísque. Em pouco tempo ficou conhecido pela alcunha de Jacko Danielo, o melhor destilador de Assunção. Quando o mundo levou o primeiro golpe no queixo, o pequeno rapaz vislumbrou a oportunidade em meio ao caos. Pioneiro no movimento dos empreendedores do colapso. Jacko não tardou em criar seu monopólio. De imediato, envenenou todos que partilhavam do centenário oficio do pai. Apresentou um fim cruel para todos aqueles que conheciam parte de sua famigerada fórmula. Porém, como nem tudo na vida são demorados goles. O pequeno homem também sofreu os pequenos sintomas da ressaca do seu sucesso. Certa vez, soldados de sua própria casa voltaram-se contra ele a fim de descobrir o segredo do potente elixir. Arrancaram sua mão esquerda, em seguida, sua perna direita – para manter o equilíbrio – mas quando perceberam que a tortura de nada adiantaria, suplicaram por perdão.  A verdade é que Jacko nem conseguiu pensar no assunto, quando retornou após longo período de convalescência, as cabeças de seus algozes já ornamentavam o grande salão da taverna. Ali percebeu que a ferocidade da abstinência é que garantiria o seu legado. Para isso bastaria manter o estoque de torpor em alta e em total sigilo a composição de seu produto. Um império assentado sobre o medo, terror da simples ideia da extinção. A autopreservação da preservação do “alquimista” até a última gota.

– Bem, presumo que essa não seja uma visita social, certo?

– Certo! – Teça respondeu esfregando o tufo de cabelos que repartia seu crânio em duas metades.

– Nem veio atrás da minha fórmula? – o homenzinho perguntou de forma debochada, enquanto todos os seus homens, que fingiam não acompanhar a conversa, rosnaram.

– Não. Eu sei o que você fez com a sua filha.

– Na verdade, você não faz ideia. Uma bala na cabeça é como um pênis lubrificado, já um serrote no osso…

– Bang!

– Gang…

– Belo quadro – o índio disse sem perder a compostura.

– Mil perdões, Teçá. Sinto muito pela sua esposa.

– É exatamente por isso que estou aqui.

– Meus homens não tiveram nada a ver com aquilo – Jacko falou assumindo uma postura defensiva.  Mesmo ele, mesmo ali, sentia um temor irracional em razão das inúmeras estórias que cercavam o sujeito

–  A realidade é que preciso de uma nova esposa – o Chefe concluiu, massageando sua virilha.

– Odeio frustrar suas expectativas, mas tirando aquele sujeito ali – o anfitrião apontou para um homem de dois metros que vestia uma meia calça rosa e tinha apenas metade do rosto raspado – aqui é a terra dos caralhos e não Vegas.

– Vocês não sentem falta?

– Todos os dias!

– E como aguentam?

– Nós temos pornôs…

– Lésbicos, obviamente.

– O que você propõe, Teçá? – o homem perguntou com certa irritação.

– Femiranhas!

– Vacas. Você não se lembra o que elas fizeram com o seu pai?

– Eu não sou meu pai, Jacko! E essa é a última vez vou lembrá-lo disso.

– Ok, chefe. O que sugere, um sequestro?

– Tenho um plano.

– As desgraçadas vivem em uma fortaleza!

– Só preciso saber se você está dentro?

– Eliminar uma concorrente, adquirir algumas bocetas…Fale-me mais.

– Você já ouviu falar em Homero?

– Aquele sujeito amarelo?

 

Capítulo – Elas

“As Formigas Tucandeiras são espécimes singulares.  A rainha é um pouco mais larga que as suas operárias. Suas colônias maduras são pequenas e contam com alguns milhares de residentes. As operárias apresentam tamanhos baseados na divisão de trabalho: as menores cuidam dos ovos e larvas e as maiores atuam como soldados protegendo o ninho, ou fazem os forrageios. Novas colonizações são iniciadas por rainhas solitárias, o que faz com que as colônias, depois de estabilizadas, apresentem monoginia, ou seja, uma única rainha acasalada produz todos os ovos.” [1]

Do alto da torre de 10 metros, a Rainha vermelha ergueu o binóculo e observou o horizonte. Num mundo onde nuvens de poeira precediam qualquer movimento, ela deu o comando no rádio e pôs-se a lixar as unhas. O fato de ter abandonado a carreira há dez anos, não diminuiu em nada sua grande vaidade. O tempo deu elegância aos movimentos e brutalidade ao coração. Diferentemente da maioria, quando tudo ruiu ela não perdeu tempo lamentando o ocorrido, ao contrário, antecipou as mudanças. Transformou-se por opção, pois não aguentava mais receber ordens e pancadas. Jurou que morreria antes de deixar que os homens se apoderassem novamente do mundo. Construiu sua comunidade com muitas bolas, mas sem a ajuda de falos. Prosperou vendendo sexo, debochando do mercado soterrado de testosterona Jogando na cara de todos os homens, o que eles jamais teriam novamente. No caminho inverso, mistificou suas guerreiras e empoderou suas bocetas. Sob a ótica de uma nova ordem mundial, há quem reconheça o flerte perigoso com a perfeição. Que nada mais é do que uma enorme pedra no sapato de todos os outros, Deuses ou mortais.

Um apito repartido roubou sua atenção. Deixou a lixa de lado e fitou demoradamente os dedos. O rádio gritou por mais duas vezes, antes que ela colocasse o fone na orelha esquerda.

– Rainha K, Rainha K, aqui é Frida 1!

– Rainha K, na escuta.

– Acabamos de interceptar um caminhão.

– Ok, traga para a casa.

– O que devemos fazer com o motorista?

– Siga o protocolo.

– Mensagem recebida.

– Um momento, Frida 1…

– Frida 1, na escuta.

– Arranque as bolas, mas deixe ele tentar voltar para casa.

– Entendido.

– Rainha K. encerrando o contato.

Depois de longo período de marasmo, finalmente teriam uma festa digna, memorável e, porque não, com muita fartura.

 

 

Capítulo – A revolta das vadias espaciais

No centro do cenário futurista-vintage, Jacko Rodriguez mal podia acreditar na fortuna da estratégia. Precisava reconhecer a engenhosidade do seu novo sócio ao reciclar o plano genial do tal Ulisses. O mais impressionante é que haviam tomado o lugar sem precisar dar um tiro. Apenas um homem ferido, ou melhor, impossibilitado permanentemente de procriar. Uma verdadeira barganha. Os Neoguaranis haviam cumprido seu papel com maestria. Escondidos entre o carregamento de Uísque do caminhão “interceptado”, aguardaram pacientemente o coma etílico de todas as mulheres do estúdio, antes de abrirem os portões da fortaleza. Obviamente, em breve precisaria dar um jeito nesses perigosos novos parceiros. Não tinha mais tantos membros para perder.

Ao redor, maníacos beberrões se chafurdavam na orgia sodomita, enquanto os guerreiros de Teçá observavam disciplinados da sacada do segundo andar. Não moveram um músculo sequer na hora em que seu Chefe desceu a machadinha no pescoço de Lady K. A lâmina afiada cortou gentilmente o cordão que sustentava os estranhos “pingentes”. Por sua vez, ela suspirou demoradamente e arregalou os olhos.

– Desculpe, joias de família – o Guerreiro falou apertando o saquinho na palma da mão.

– Incontestável – a Rainha anuiu, abaixando o queixo e fazendo uma reverência com as mãos. Em seguida, com extrema ferocidade bradou –  Vênus!

Como se houvessem sido despertadas de uma maldição secular pela simples menção da palavra secreta, todas as Femiranhas atacaram seus estupradores extasiados. Novas bocas criadas um pouco abaixo dos pomos de adão pelo fio afiado das navalhas. Os poucos resistentes que não se afogavam no próprio sangue, eram prontamente abatidos pelas flechas certeiras dos Neoguaranis. Um verdadeiro espetáculo de precisão e sincronia. Tudo perfeitamente registrado pelas câmeras de Lady K.

– O que vocês estão fazendo? – Jacko berrou para os homens do mezanino, que ainda empunhavam seus arcos.

– Um belo trabalho – Teçá respondeu.

– Seu desgraçado vermelho, esqueceu do que ela fez com o seu pai?

– Como havia te advertido, não sou meu pai – o Chefe falou cravando sua machadinha no ombro do diminuto sujeito.

– Não mesmo – Lady K. completou, enquanto fitava o volume por baixo da tanga do índio.

– Tudo isso por causa da minha fórmula, minha bebida?

– Precisamente.

– Mas vocês nem bebem, seus desgraçados!

– Quase, aparentemente isso não é verdade. Uma garrafa dessa sua merda foi encontrada com os dois homens da minha tribo, logo depois que eles estupraram e mataram a minha esposa.

– Seus…

– Também não foi difícil convencer Lady Kleidiane a se juntar a causa.

– Não existe uma mulher que não tenha sofrido por causa dessa sua bosta engarrafada!

– Hipócritas filhos-da-puta!

– Calma… – Teçá recuperou sua machadinha em uma única puxada – isso não é fatal. E você não é um chinês.

Os guerreiros trouxeram o aparato muito semelhante a um enorme casulo e uma jarra de cerâmica tampada. Jacko Rodriguez mordeu os lábios e colocou a mão sobre a fenda recém aberta no seu ombro.

– Que merda é essa?

– Digamos que se o seu corpo inteiro fosse uma mão, essa merda seria uma luva.

O Cacique suspendeu pelo colarinho a figura acanhada, para logo em seguida depositá-la dentro do receptáculo trançado. Adiante, retirou uma pequena formiga do recipiente tampado e gentilmente colocou na testa de Jacko, Em questão de segundos, foi possível escutar o mias tenebroso grito de dor que alguém poderia produzir.

– Despejem as outras! – O índio ordenou, girando nos calcanhares. – Aposto em menos de uma semana.

– Três dias e meio para quem é só meio – Lady K. sorriu e cumprimentou seu novo sócio.

– Nos vemos em aproximadamente nove meses.

– Cuide bem das minhas garotas rebeldes e não se esqueça…

Teçá comprimiu o saco com as bolas que um dia haviam sido do seu pai e sorriu. A Rainha devolveu a cordialidade e encarou a nudez das nádegas do sujeito que aos poucos sumia no horizonte.

………………………………………….

[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Formiga-cabo-verde

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42 comentários em “Uísque, rainha e um punhado de colhões (Rafael Sollberg)

  1. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Conto bem sem noção, mas bem legal e bem escrito. É, eu gosto dessas coisas malucas. Me fez lembrar de vários animes que são ambientados em mundos distópicos e misturam personagens das mais variadas classes. Texto coeso e ortografia ok.

    Boa sorte.

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐⭐): doida, fechada, criativa e muito envolvente. Desculpa meu latim, mas gostei da ambientação pra c*ralho. É daqueles textos em que as peças se encaixam aos poucos, mas quando encaixam tudo parece fazer sentido. A reviravolta ao final, quebrando a expectativa do início, fechou muito bem. Parabéns.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐⭐): profissional, é visível que o autor sabe o que fazer com as palavras, frases e parágrafos. Só para não dizerem que só elogio esse conto, percebi que alguns pontos resolveram sumir.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): um mundo com um imperador cujo poder vem do Uísque, um indo badass e uma cidadela de mulheres ultrafeministas. Cara, o que você tava usando? Eu quero 🙂

    🎯 Tema (⭐▫): esse é, na minha opinião, o único defeito do conto. Não vejo ele como X-punk, apesar de ser distópico.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): não é um texto de explodir cabeças, mas agrada muito pela trama bem planejada e ambientação peculiares.

    ⚠️ Nota 10,0

  3. Rubem Cabral
    16 de dezembro de 2016

    Olá, Travis.

    Sem dúvidas, um conto bem diferente de todo o restante! Acho que se encaixaria em splatterpunk, não sei.

    Muito bem escrito, com metáforas e frases de efeito disparadas a todo momento.

    Há umas besteirinhas quanto à revisão, feito “Porém, como nem tudo na vida são demorados goles. O pequeno homem também sofreu os pequenos sintomas da ressaca do seu sucesso…” (aqui deveria ser vírgula), fora alguns outros.

    Nota: 9

  4. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Acho que vim com muitas expectativas para esse conto, após alguns comentários no grupo do EC. E infelizmente essas expectativas não se concretizaram. Primeiro não compreendi o que significou isso tudo que li, me perdoe. Deve ser problema meu, mas o fato é que tentei por duas vezes fazer a leitura e, da mesma forma, não me animei, li até o final porque precisava ler e comentar. Nem a narrativa e nem as personagens me interessaram, me cativaram. Carece um pouco de revisão, mas a questão é que não me empolgou mesmo, acredito, da mesma forma que ocorre com outros contos que li aqui, dois ou três, que será bem votado. Bem, desculpe e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    36. Uísque, rainha e um punhado de colhões (Travis Bickle): Nota 7,5

    Olá Amigo Travis,

    Achei legal o seu conto, bem escrito, mas não foi um texto que prendeu muito a minha atenção.
    As partes que eu mais gostei foram os diálogos, especialmente as falas do índio Teça. Achei que vc conseguiu passar nas falas dele a raiva contida e a muita determinação que ele tinha.
    Acho que o seu conto está sim dentro do tema do desafio e ainda achei mais interessante pq vc utilizou índios brasileiros. Muito legal.
    No geral, gostei do seu conto. Achei melhor o início, com o mundo pós-apocaliptico sem mulheres, mas achei que do meio pro final deu uma caída. Talvez a explicação de pq o mundo tinha ficado sem mulheres tenha ficado muito resumida. Não sei exatamente.
    Gostei, mas não foi meu preferido.
    Boa sorte.
    Abraço

  6. Marco Aurélio Saraiva
    16 de dezembro de 2016

    Puta que pariu! Nota 10! Tenho que falar mais alguma coisa?

    Cenário perfeitamente elaborado, com detalhes minuciosos e muito originais. De onde você tirou tudo isso? Foi uma leitura extraordinária! O conto é um exemplo de escrita e imersão. Os três personagens principais são tão bem trabalhados que custa a acreditar que você teve apenas três mil palavras para isso. Sua escrita é daquelas que me faz desistir de escrever, por quê nunca serei tão bom quanto você (rs rs).

    A história é incrível. Nos engana do início ao fim. Traições, suspense e um cenário que se expande a cada linha lida. Uma verdadeira obra de arte aqui. Esse conto está me fazendo revisar todas as minhas notas!

    A falta de papas na língua forneceu um tom autoral único à leitura. Recentemente eu fiz um post no facebook do Entre Contos falando em como o “politicamente correto” influenciava a escrita dos colegas. E você deu a sua resposta de forma magistral: foda-se o politicamente correto! No seu mundo há estupros coletivos e amazonas guerreiras arrancando os bagos dos homens a torto e direito. Quem não entende que este é um mundo de ficção não merece ler o seu texto.

    Nem tenho muito o que falar senão tecer elogios, então vou parar por aqui antes que o comentário fique meloso demais. Encontrei apenas algumas coisas estranhas no conto, que vou listar abaixo:

    => Notei algumas frases sublinhadas no conto, mas não vi motivo algum para isso. Esqueceu de tirar na revisão?

    => Notei que algumas vírgulas viraram pontos finais, como: “Porém, como nem tudo na vida são demorados goles. O pequeno homem também sofreu…” e “Pioneiro no movimento dos empreendedores do colapso. Jacko não tardou em criar seu monopólio…”

    Destaque para a frase abaixo, que consegue retratar muito bem os pensamentos de um personagem tão diferente e, ao mesmo tempo, imergir o leitor no cenário:

    “Teça custava a acreditar que cada máquina daquelas conseguia aprisionar uma centena de cavalos em seu motor.”

    Aliás, as descrições deste conto são verdadeiros exemplos do “mostrar e não contar”. Este trecho abaixo é uma excelente forma de mostrar o que acontecia no bar e, ao mesmo tempo, inserir o leitor no cenário de forma única:

    “Já nos primeiros passos, os dados não ousaram voar na mesa acarpetada. Todas as cartas unidas no baralho, recebendo a tensão dos dedos nodosos. Último gole, copos vazios. Apenas a Jukebox parecia não compreender a singularidade do fenômeno e permaneceu tocando seu Mangue Beat Atômico.”

    Parabéns!!!

  7. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: gostei muito da estrutura desse conto, da narrativa com propriedade, criativa e crua. Não notei erros gramaticais ou de coerência que valessem destaque. Parece-me bastante adequado ao tema, pela realidade alternativa que explora.

    Criatividade: o enredo foi muito bem bolado, com o sarcasmo sendo destilado para todos os lados – do machismo exacerbado pelos colhões ao feminismo cruel das Femiranhas. Devo confessar que não esperava aquela reviravolta com Teçá traindo Jacko.

    Carisma: não é um texto que visa inspirar grandes reflexões, ou apelar para o tendão de Aquiles emocional de cada um. É uma narrativa inteligente, bem elaborada e ganha o leitor por não se propor a ser mais do que realmente é.

    Parabéns e boa sorte.

  8. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Melhor conto do desafio! O enredo tá fora de série! Pena que não dá pra dar 10,01, rsrs.
    Cara, que trama daora. ME enganou totalmente, óbvio hahaha.
    A escrita tem uns erros de revisão, mas obviamente isso não estraga a obra.
    A forma como você contou a história foi muito interessante, e a linguagem empregada combinou com a ambientação e contexto.
    Parabéns, sensacional!

  9. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Ola só, tentei ler esse conto várias vezes, somando todas consegui chegar no final.

    Um emaranhado de cipós e nós, lagartixas e outras bobagens, tomara que o autor seja quem estou pensando, porque isso o colocaria mais no meu nível rsrsrsrs

    Agora, falando sério: não gostei mesmo.

    Os diálogos são bons, a trama tá aí, mas pra mim o negócio não fechou.

    Lamento.

  10. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Olá, bom dia!

    Então, li esse conto há algum tempo mas não consegui comentar porque fiquei indecisa. Mas hoje vai.
    A ideia do seu conto, a mensagem que ele me repassou, foi a de que beber é uma merda>>>
    – Mas vocês nem bebem, seus desgraçados!
    – Quase, aparentemente isso não é verdade. Uma garrafa dessa sua merda foi encontrada com os dois homens da minha tribo, logo depois que eles estupraram e mataram a minha esposa.>>> Não sei bem o que falar quanto a isso, uma vez que este guerreiro, e como é de costume em tribos indígenas, usa algum entorpecente para abrir a cachola, então, acho que perdi algo quanto a essa vingança e não me foi possível captar se os Neoguaranis estavam mesmo era querendo retirar o Jacko da jogada e ter o alcool para si. A parte feminista (eu não sei bem como me referir, mas falo da ausência de mulheres para se obter coito), foi o lance que mais gostei e achei a guerreira bem marcada, forte, e a relação passivo-agressiva dela com o TEÇÁ (que ora aparece acentuado, ora não), muito instigante. O lance de Cavalo de Tróia e as Femiranhas (sensacional), são o ponto alto do seu conto, porém, não há muita clareza e a narrativa colabora para isso. Gosto de contos onde se tenha que pensar um pouco e preencher os espaços, imaginar o que vem depois, e isso aconteceu no seu conto, mas acredito mesmo que se possa ser mais fluido mantendo todo mistério.

    Há a necessidade de uma leve revisão.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 10

  11. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Oi. @_@

    Caraca, que doideira!!

    Eu gostei do seu conto, incluindo todas as ‘’estranhezas’’ usadas nele, é com certeza bem original, ousado e porque não, divertido? Eu pelo menos ri algumas vezes.

    Bem, vamos começar pelos personagens, os três líderes de cada ‘’bando’’. O índio, a Rainha e o .. Alquimista do Uísque? Bem os três foram construídos na medida certa, através de diálogos muito bem feitos por sinal, essas informações são apresentadas ao leitor, sem a necessidade de mais explicações. Eu realmente me deleitei com os diálogos do Índio e do Alquimista, muito bom!

    Toda a história por trás de cada um deles é ótima, e o espaço que cada um deles ocupada nesse novo mundo que está aí é bem definido. Quer coisa mais doida que índios sem mulheres assistindo Porno? que mente a sua heim, colega.

    Eu fiquei tentando imaginar como é essa divisão de espaço, no sentido mais amplo da palavra, quantos mais existem por aí, porque as mulheres se tornaram tão escassas… ou isso é apenas a lei dessa cidade, ou estado… quem sabe país.

    Fiquei meio ‘’boiando’’na parte ‘’tecnológica’’ do conto, primeiro falou em nave espacial, depois deu algumas referências do tipo implantes artificiais e etc. Mesmo assim não consegui visualizar tudo isso, vi apenas um deserto, uma bar do tipo faroeste, uma tribo indígena, e quem sabe um santuário.. Cadê a nave espacial?

    A agonia sexual do Tecá III é cômica. Gostei da rainha e achei muito bizarro os colares dela, como ela consegue conservar? O_o . Elas são feminista demais pro meu gosto haha.

    Final trouxe surpresas e reviravoltas, um conto redondinho. Parabéns!!

    What the fuck happened to the Chinese?

  12. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Travis.

    Olha, gostei muito. Até agora o meu favorito.

    O primeiro parágrafo já me agarrou e me obrigou a ler o resto. E dizem os entendidos que o primeiro parágrafo hoje deve ter primazia em um conto. Mas às vezes os contos com um início tão impactante tendem a perder um pouco a qualidade no resto do texto. Não foi o caso aqui. Você conseguiu manter bem o ritmo.

    A narrativa está bem fluida, os acontecimentos são interessantes e o mundo ficou bem criativo. A violência e a exposição do corpo me lembaram os textos do Clive Barker. A tendência meio faroeste, a estrutura e, de novo, a violência também me remeteram ao Tarantino.

    A subversão está em todos os lados na história, então também adequou bem ao desafio.

    Queria saber o que diabos houve com os chineses, mas creio que é a sua mala dourada secreta e as menções casaram bem com o conto.

    Só duas sugestões de revisão:

    “Um pouco atrás do estranho casal, um sujeito escondido num chapéu panamá, sorria discretamente….”
    Não sou muito bom com regras gramaticais, mas ACHO que você deve retirar a segunda virgula porque está separando o sujeito do sorria, ou acrescentar uma virgula depois de sujeito, para transformar o resto em aposto. Mas provavelmente estou falando besteira. Tem gente mais gabaritada aqui para conferir isso.

    “foi possível escutar o mias tenebroso”
    Consertar aqui o erro de digitação

    Enfim, parabéns. Gostei muito mesmo.

  13. Evandro Furtado
    14 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    Não vou entrar no teor do tema porque há um conjunto de elementos característicos a diversos “punks”, então é possível que se enquadre ou não. A questão é que é um texto ousado, com violência over the top, o que, quando bem aplicada, é bem positiva.

    Narrativa – Good

    A narrativa em terceira pessoa faz todo o sentido, assim como a perspectiva do passado. Os diálogos são bastante inteligentes e os intertítulos imaginativos.

    Personagens – Average

    Ao apresentar um mundo novo, o autor deve tomar cuidado com o excesso de informações. É preciso conferir humanidade a cada carácter, e, para tanto, a simplicidade às vezes é a melhor coisa.

    Trama – Average

    A mesma coisa se aplica à trama. Temos um mundo gigante, cheio de informações, que em um espaço tão curto se torna difícil de abordar.

    Balanceamento – Average

    O conteúdo nem tão rico é tratado muito bem pelo autor, que demonstra um bom domínio com as palavras.

    Resultado Final – Average

  14. Eduardo Selga
    14 de dezembro de 2016

    Autor(a),

    no momento em que escrevo são quase três horas da manhã de 14/12, e por um acaso, ouvindo a antiguidade de meus sons, deparei-me com a música “Folia de rei” (1974), de um lirismo comovente.

    Dois trechos fizeram-me lembrar de seu ótimo conto, mostrando que boas obras de arte, por uma questão genética, conseguem interligar-se de algum modo, ainda que pertencentes a gêneros distintos e tratando de assuntos absolutamente díspares. Os trechos são “alegria em nome da rainha / e folia em nome de rei!” e “se é de terra que fique na areia / “o mar bravo só respeita rei!”.

    No primeiro caso, RAINHA remeteu-me diretamente à sua personagem, até mesmo pela ALEGRIA que ela proporcionou aos estupradores. Além disso, a FOLIA desses estupradores ocorreu EM NOME DO REI, ou seja, o índio.

    No segundo caso, lembrei-me da armadilha narrada em seu conto. O paraguaio, É DE TERRA, não percebeu que havia entrado no ambiente inimigo. Esse ambiente, verdadeiro MAR BRAVO, de fato SÓ RESPEITA REI, ou seja, o índio.

    Ouça.
    https://www.letras.mus.br/baiano-os-novos-caetanos/1272051/

  15. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor Travis Bickle, aí vão meus critérios de análise:
    PREMISSA: um enredo do crioulo doido (ou seria do neo-guarani doido?)
    DESENVOLVIMENTO: a história mescla o descritivo para contextualizar o mundo criado pelo autor com diálogos tão rascantes quanto absurdos. Eu gostei, mas achei louco pra caramba.
    RESULTADO: no cômputo final, é um conto bem punk, talvez como poucos outros no desafio.

  16. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Colocação incorreta do pronome átono: perdia-se (se perdia) e uma ou outra palavra com a grafia que deveria estar atualizada em uma revisão é só de “crítica”. Um ótimo conto, surpreendente pelo inusitado, bem formatado e narrado. Os personagens estranhos deram a merecida aprovação e nota. Nota 9,0.

  17. catarinacunha2015
    13 de dezembro de 2016

    Com um primeiro parágrafo desses vou levantar e dar uma corrida no quarteirão para me recuperar. Muito bom. Depois perde um pouco da força. Há várias construções impagáveis como “Os poucos dentes saudáveis do local trincaram imitando uma sinfonia de bruxismo. E as pálpebras, medrosas por excelência biológica, apenas tremeram.” O espetacular domínio do vocabulário e a excelente premissa da carência de bocetas, realmente impressiona. Os diálogos são fraquinhos, infantis até; e a trama deu para enganar graças à narrativa fluida.

  18. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    O conto é bom, achei uma mistura do novo Mad Max com o James West do Will Smith, mais uma pitada da HQ Escalpo. A escrita é muito boa e já considerava um conto interessante no início, mas só ganhou minha atenção no capitulo que apresenta a Rainha. A partir daí ficou mais carismático. A reviravolta também é muito boa, deixa o conto redondinho.

    O X DA QUESTÃO

    Steampunk, vaporpunk? Acho que entra por aí. A ambientação é ótima, acho que nem precisava ter incluído o “cenário retro-futurístico”, as imagens geradas já falam por si só. A construção e estética do texto também são boas e tratam o tema de maneira menos usual, se diferenciando dos demais. Os nomes e temas são hilários, apesar de ter ficado com uma ressalva no começo, deram uma ótima identidade ao conto!

  19. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um história que praticamente nada tem de X-Punk: é mais realidade histórica alternativa com Sci-Fi. Uma série de personagens violentos e grotescos em situações que beiram o cômico. Humor cultivado com o adubo da violência num terreno de pseudocultura, onde já vimos isso antes… Ah! Claro! Quentin Tarantino. Fiquei a forte impressão que todo o estilo do conto é uma grande emulação do estilo do cineasta, acertei? Tenho qua quase certeza que sim, já que o violência humorística em tom pulp vem temperada com referências eruditas, como a “Odisseia” de Homero, coisa que lembra muito QT. O munto mostrado não me agradou nem fascinou nem um mínimo. A história não conseguiu me seduzir tão pouco. Resumindo, comigo não funcionou. Boa Sorte.

  20. Sick Mind
    12 de dezembro de 2016

    Esse tipo de tratamento dado as mulheres já não satisfaz a visão da literatura de nossa época. “Estupro coletivo” são as piores palavras para se iniciar uma obra. Elas não chamam atenção, elas causam repulsa. Mesmo que depois a trama tente consertar a sodomia descrita, ela já não tem o efeito de redenção e a tentativa de jogar a culpa na bebida, não é suficiente para justificar esse tipo de comportamento masculino. Os fatos descritos são todos desconexos, nem a “brasilidade” do texto ajuda a prender a atenção na leitura. O nome do personagem principal aparece escrito ora Teçá, ora Teça e ora Tecá. Há erros de pontuação, palavras que ninguém utiliza e algumas orações estão sublinhadas… Podia ter sido um tupinipunk passado numa nave espacial que não se focasse em sexo, com certeza teria um conflito bem mais interessante.

    • Marco Aurélio Saraiva
      20 de dezembro de 2016

      Então lascou: Guerra dos Tronos é um dos piores livros da literatura da nossa época. Estupros, sodomia, mais estupros… duvido que alguém leia!

      • Sick Mind
        21 de dezembro de 2016

        Bom, entendo a sua posição, Marco. Mas não é questão de ser bom ou ruim, nem de ter público ou não. Estou falando de como o autor se comunica com o leitor e como ele faz para dar prosseguimento a história que quer contar. Não sou fã do politicamente correto, nunca fui, mas quando vejo algo ser tratado de forma banal apenas para dar prosseguimento aos fatos da trama ou explicar algo, não vejo sentido de isso ser feito. Alguém com posicionamento mais radical sobre isso introduziria diversos discursos de “mulher na geladeira”, “manpain”, “autor preguiçoso” e outros tantos que tem por aí dentro dessa nova literatura que acha que a mulher não precisar passar por algo ruim para se tornar um personagem forte. Guerra dos Tronos estará acima de qualquer opinião que eu der, afinal quem sou eu perto de um livro que vendeu sei lá quantos milhares/milhões de exemplares?

  21. tatiane mara
    11 de dezembro de 2016

    Ai ai… entendi nada… não sei se foi o texto ou minha estultícia mesmo.

    Não é que seja ruim, só é confuso demais pra mim.

    É isso.

  22. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2016

    Meu… até o final eu estava achando esse, de longe, o conto mais foda do certame.
    Narrativa extremamente bem executada, diálogos inteligentes, intercalação de cenários sem causar confusão, ótima (e criativa) ambientação, construções de frases impagáveis e, sobretudo, muito divertido.

    Quando o índio apresentou o plano ao Jako (cuja história me lembrou um episódio de Breaking Bad), eu me senti como se estivesse vendo um filme do Tarantino, aquela sensação gostosa de se reclinar na cadeira e só conseguir pensar “que filho da puta…” com um sorriso de deleite estampado na cara.

    Mas aí…

    Não que o final seja ruim. Não é. Mas fiquei com impressão de que se rendeu ao “politicamente correto”, quebrando tudo que havia sido apresentado até então, e isso me decepcionou um pouco. Mas aí, é mais gosto pessoal do que outra coisa. E não deixa de ser um ótimo conto por causa disso.

    – de sua montaria Se tivesse
    – cercavam o sujeito
    >>> faltou ponto final

    – demorados goles. O pequeno
    >>> e aqui sobrou!

    – alivio
    >>> alívio

    – escutar o mias tenebroso
    >>> mais

    – Que bom. Ficaria preocupado se os mortos gritassem assim
    – Ele também achava
    – Você é a primeira pessoa a acusá-lo disso
    – Claro, podíamos estar na China
    – Digamos que se o seu corpo inteiro fosse uma mão, essa merda seria uma luva.
    >>> kkkkkkkkkk
    >>> Essas respostas ficaram foda!

    NOTA: 9,5

  23. Eduardo Selga
    11 de dezembro de 2016

    Do ponto de vista da linguagem, o conto é um esmero, construindo algumas imagens surpreendentes e trabalhando a palavra como eu entendo deva ser o espírito a presidir a narrativa em prosa literária, sobretudo a curta: um senso de harmonia no ritmo das orações, uma lapidação constante durante o ato criativo. Esse segundo aspecto é, sem dúvida, um dos elementos responsáveis por trechos como esse: “os mosquitos obesos que ainda arriscavam voos curtos, quedaram-se sobre o balcão e cruzaram todas as pernas”, em que há uma deliciosa ambiguidade, na medida em que um dos sentidos possíveis envolve a personificação e a imagem que se forma lembra desenho animado. No primeiro sentido, os mosquitos, após ficarem quietos no balcão, voam por entre as pernas; no segundo, eles sossegam no balcão e, ato contínuo, cruzam as suas pernas. Não se constrói algo assim se antes reconstruir uma e outra vez. A menos que tenha sido por absoluta coincidência o efeito ora comentado, no que não acredito, pois dá para ver que o texto é, no sentido mais adequado da palavra, uma construção.

    Também cito, como exemplo dessa arquitetura, “com uma gargalhada retumbante, o diminuto Jacko desfez o paraíso neurastênico e restabeleceu a força gravitacional do lugar, para o alivio de todos os ombros” e “no caminho inverso, mistificou suas guerreiras e empoderou suas bocetas”.

    Na última oração citada, que remete ao “mundo real”, há um fato interessante: o(a) autor(a) se utiliza de uma palavra que não é nova, mas recentemente ganhou grande visibilidade (“empoderar”) em função da luta feminista, de um modo que pode ser entendida como pejorativo em relação a essa mesma luta, sugerindo, a depender do leitor, que, no chamado mundo real, o poder da mulher está na boceta, não no elemento feminino enquanto constituinte da espécie humana. Essa ideia, por assim dizer a “bucetificação” da luta política da mulher, é corrente, aliás. No mesmo trecho, o uso da palavra “mistificou” reforça essa possibilidade interpretativa, na medida em que sugere que na luta feminista há algum grau de mistificação, com o que, diga-se, eu concordo.

    À construção cuidadosa junte-se um enredo cujas situações são inusitadas. Temos um índio diante de um paraguaio; o “colar feito de bagos”; a masturbação do indígena; um texto extraído da internet, explicando o que são formigas tucandeiras. Mas também temos o retorno a imagens conhecidas, como o saloon, que ocorre por meio da taverna com Junkebox em seu interior e motocicletas no lado de fora, e o Cavalo de Troia (o caminhão carregado de bebida). Ressalte-se, entretanto, que não é o uso cansado de imagens cansadas: são releituras, em maior grau no caso do caminhão-Cavalo de Troia. Em se tratando do saloon pode não ser tão inovador assim, se tomarmos apenas a cena, mas se considerarmos o texto como um todo, a coisa muda de figura, pois ao redor do estabelecimento há uma atmosfera meio irreal, sugerindo a mescla de dois tempos (os cavalos e as motos, a passagem da “terra batida vermelha” para o “asfalto acidentado” ).

    Outra característica positiva do conto é a quantidade de referências inseridas no texto, coisa que considero fundamental numa obra literária, na medida em que liga o texto à realidade concreta, enriquecendo a percepção de ambos. Exemplo é a referência a Frida Kahlo (inserida em “Rainha K, Rainha K, aqui é Frida 1!”), pintora mexicana cuja imagem recentemente passou a ser associada ao movimento feminista. No conto, a atuação da personagem e, por extensão, das mulheres, é associada às ferozes formigas tucandeiras.

    Ainda dentro do universo feminino (não digo do universo da mulher), é curioso notar que ele não é composto, no conto, apenas por mulheres, mas também por gays e/ou travestis. No primeiro caso, temos “[…] o anfitrião apontou para um homem de dois metros que vestia uma meia calça rosa e tinha apenas metade do rosto raspado […]”, em que paraguaio baixinho se refere a um de seus homens; no segundo, dois indícios: a sugestiva frase “perfeito seria se todas fossem mulheres…” dita pela Rainha, referindo-se às suas meninas, e a circunstância de o estupro coletivo ser considerada pelo narrador como “orgia sodomita”. A sodomia, decerto, não é uma exclusividade homossexual, mas se ligarmos ao trecho anterior, faz pensar.

    O conto é rico em comparações, a exemplo de “o onanismo primal era um paliativo momentâneo, como caçar tigres dopados em uma floresta de origamis e impressões em 3D […]”, mas quero ressaltar uma comparação que me pareceu imperfeita: “assim como a maioria dos bêbados do mundo, a luz da lua também guiava o caminho dos forasteiros”. É que causa a sensação de que “a maioria dos bêbados do mundo” “guiava o caminho dos forasteiros”, quando na verdade o que se pretendeu foi dizer que a lua guiava “o caminho dos forasteiros” do mesmo modo que guiava “a maioria dos bêbados do mundo”.

    Algumas questões gramaticais:

    Em “[…] havia grande vantagem em ser uma lenda na região, a principal delas; continuar respirando […]” o uso ponto e vírgula está equivocado. Das duas, uma: PONTO após REGIÃO, logo a seguir DOIS PONTOS após DELAS; PONTO após REGIÃO, mas com VÍRGULA após DELAS.

    Em “[…]fileira de motocicletas que perdia-se no horizonte noturno”, o correto é SE PERDIA, por causa do QUE.

    “Meia calça” possui HÍFEN; “filhos-da-puta!” NÃO POSSUI HÍFEN.

    Em“[…] convencer Lady Kleidiane a se juntar a causa” existe CRASE.

    Coesão: vários erros comprometedores.

    Coerência: os erros de crase e a comparação imperfeita influenciaram negativamente a coerência textual e narrativa. As partes dramáticas estão bem articuladas.

    Personagem: muito bons, têm densidade e são, muitas vezes, surpreendentes.

    Enredo: apesar de a estória ser extensa, os blocos dramáticos estão bem costurados, e para isso ajudou o primeiro parágrafo, de caráter introdutório. Os capítulos não têm ligação imediata, é preciso que a estória se desenvolva para que o leitor perceba a dimensão de cada parte do texto, resultando num construto de alta qualidade.

    Linguagem: há visível talento na manipulação da linguagem, criando certa atmosfera de estranhamento bastante enriquecedora.

  24. Bruna Francielle
    11 de dezembro de 2016

    Tema: um pouco estranho, tenho dúvidas se seria punk. Punk clássico certamente não é

    Pontos fortes: eu particularmente gostei bastante da história, principalmente pelo toque humorístico que deu leveza ao conto
    – Narrativa boa e própria; a narrativa tem sua própria ‘personalidade’, diferente de uma narrativa comum
    – Juntou grupos distintos num mesmo aglomerado , e ficou convincente
    – Bons diálogos
    – O índio tinha bastante personalidade, assim como outros personagens
    – as cenas de ele entrando no bar, e de ele passando pela rua e sentindo-se observado foram muito bem descritas. Conseguiu criar pausas e suspenses
    – Boas descrições

    Pontos fracos: – enredo semi-assimilável. Entendi algo, mas possivelmente não compreendi toda a magnitude da história
    – alguns errinhos de digitação

  25. Priscila Pereira
    9 de dezembro de 2016

    Oi Travis, difícil falar do seu conto… eu gostei da forma como você teceu a trama, que só entendemos no final, gostei das palavras mais rebuscadas e das frases mais difíceis de entender, os personagens são bem marcados, quase caricaturados. Não gostei da história em si, achei muito machista e as palavras de baixo calão são horríveis. Boa sorte pra você, não vou deixar meu gosto pessoal interferir na sua nota ok…

  26. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    O teu texto fez-me lembrar as Formigas de Boris Vian, obrigado. O teu texto não me envolveu, parecia que havia duas histórias, ou melhor duas pessoas a contar duas histórias e depois uniram tudo. Para mim não funcionou, principalmente pela trama que apresentas. Escreves muito bem, sem qualquer dúvida mas neste desafio não me parece que tenhas apresentado uma resposta muito convincente.

  27. Pedro Luna
    7 de dezembro de 2016

    O final do conto me remeteu a famigerada “Luva de Formigas”, costume de indígenas. Vi a cena dos índios a usando em um ritual, em um programa da Globo, há muitos anos, e nunca esqueci. Por isso o fim do conto é tenebroso.

    Bom, eu gostei. A estrutura do conto é do tipo que se inicia bastante confusa, com capítulos explorando o ponto de vista de personagens diferentes. No fim, tudo se colide e faz sentido, mas até chegar aí, a leitura fica um pouco travada. O excesso de sub temas também abate um pouco a empolgação, o sexo, a história da bebida de Jacko, depois o surgimento das femiranhas, é muita informação. O bom é que quando tudo colide, a leitura se encerra de modo satisfatório, pois acredito que as pontas foram bem amarradas.
    abraço

  28. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Trevis Bickle [o personagem do táxi driver já adianta a loucura que vem depois no conto]
    Muito doido. Esse mundo Mad Max “made in brasil” [sem z] ficou muito bacana. Teve sua reviravolta, personagens muito criativos e esse mundo maluco em que tudo poderia acontecer. A estória é simples mas a estética é tão forte que fica na cabeça. Os diálogos são ótimos e constroem bem a situação toda. Gostei bastante.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Nem sei direito que obra do PKD vou te indicar. Em todo caso vou te indicar “O que dizem os mortos” que é uma estória em que os mortos podem falar com os vivos se forem preservados em esquifes resfriados.

  29. Pedro Teixeira
    5 de dezembro de 2016

    Um conto bacana, narrativa não-linear com boas sacadas, personagens e situações bizarras.Tem sentenças bem construídas, fortes, bons momentos com ação e um universo bem elaborado. Alguns diálogos não soaram muito convincentes, e não vi nenhum elemento punk, mas foi uma leitura bastante divertida, que de alguma forma remete a uma versão mais insana dos filmes de Guy Ritchie e Quentin Tarantino.

  30. Anorkinda Neide
    3 de dezembro de 2016

    Olá! Bem, uma linguagem pesada, num enredo pesado, sinceramente, nao gostei.
    Tem algum punk ae? Nao identifiquei, me pareceu somente FC, mas eu pouco entendo.
    A trama com as armadilhas e alianças é bem interessante, mas a forma como foi apresentada me afastou do texto.
    Boa sorte e abraço

  31. Fheluany Nogueira
    3 de dezembro de 2016

    Interessante o conto, luta de gangues pelo poder e pela vingança, cumplicidade em algumas situações e traição em outras. A ambientação, os personagens estão bem caracterizados, com cenas facilmente visualizadas. Somente não me agradou o excessivo número de partes, com subtítulos, para um conto curto; isto quebra a fluidez da leitura, o suspense até chegar ao clímax.

    A referência à musica punk de Ratos no Porão enriqueceu a trama, assim como usar para pseudônimo Travis Bickle, do filme Taxi Driver, de 1976, estrelado por Robert De Niro, que é considerado um dos personagens mais simbólicos da história do cinema; ele pensa as ruas precisam ser “limpas”,percebe-se que está tendo problemas com distúrbios de personalidade. É o que ocorre no seu conto, uma “limpeza” do mal através da violência. A música e Travis Bickle têm uma natureza punk.O tema está aí, bem desenvolvido.

    O conto está bem escrito e não encontrei deslizes gramaticais mais graves. Na verdade, não os busquei, pois estava entretida com a leitura. Não gosto muito de palavrões e cenas de sexo gratuitas, mas aqui parece que fazem parte do ambiente e estão até no título.

    Parabéns pela inventividade. Abraços.

  32. Gustavo Castro Araujo
    3 de dezembro de 2016

    Esse é o tipo de conto que dá gosto de ler. Há uma atmosfera subversiva que permeia cada linha. Diz-se muito com muito pouco na medida em que se embute uma crítica social pesada (e bem vinda) a aspectos que hoje vemos mesmo sem querer. Machismo, luta de classes, interesses diversos que se unem momentaneamente para derrubar um inimigo comum. Tudo isso descrito de forma brilhante, irônica, com leve erotismo e com aquele clima suburbano esfumaçado. Destaco também a criatividade: Um índio aliando-se a uma garota feminista para roubar o segredo da bebida de um baixote é algo que eu jamais teria concebido. O X-Punk está presente nas descrições e nos experimentos híbridos, mas sinceramente nem prestei muita atenção nisso, absorvido que fiquei pelas relações entre os personagens. Enfim, um contaço. Gostei muito. Parabéns ao autor.

  33. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    2 de dezembro de 2016

    Oi, Travis,

    Tudo bem?

    Seu conto é quase mitologia punk. As guerreiras-formiga me remeteram às Amazonas e sua força.

    Um texto bem organizado e claramente planejado por um autor(a) consciente do trabalho que está realizando. Daria um belo romance. Enredo é o que não faltaria.

    O ponto alto, para mim, é a alusão às formigas. Gostei também da solução final e como ela foi construída, plantando as pistas logo no início do conto.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  34. angst447
    2 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Em primeiro lugar, esclareço que não considerarei o quesito adequação ao tema proposto pelo desafio, pois não estou capacitada para tal.

    Não encontrei lapsos de revisão. Conto muito bem escrito, com nítida habilidade com as palavras e imagens. A associação de ideias que aparentemente não têm nada a ver umas com as outras funcionou bem. Claro que tive de reler algumas passagens para entender (ou pelo menos, tentar entender) o teor do enredo.

    Nota-se o trabalho detalhado de pesquisa e o cuidado para elaborar e costurar tão bem a trama. Não é uma leitura fácil e nem sempre agradável, mas prima pela qualidade, sem dúvida.

    Boa sorte!

  35. Brian Oliveira Lancaster
    2 de dezembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Que bela mistura hein. Não sou muito fã desse tipo de texto mais visceral, mas notei conceitos steam e cyber unidos num mashup à la Tarantino. – 9,0
    R: Texto intrigante. O cenário apresentado é bastante convincente, como um velho-oeste futurista (Westworld mandou um abraço), que consegue causar aquela estranheza características de textos mais densos. No final das contas é uma história de vingança, mas com vários detalhes bizarros, com mutantes e robôs convivendo no mesmo espaço. Não faz meu estilo, mas “é muito louco”. – 9,0
    E: Dar uma palinha do fim foi uma escolha acertada para iniciar o texto. O restante flui bem, mas achei os diálogos um tanto confusos. Quando há apenas dois interlocutores funciona, mas próximo ao fim, quando há mais de um, tive de reler os começos para fazer o “revezamento mental” de forma correta. – 8,5
    M: Faltou alguns pontos e vírgulas em várias frases. Tirando isso, a escrita funciona perfeitamente. – 8,0
    [8,6]

  36. olisomar pires
    29 de novembro de 2016

    Um longo, longo conto. Engraçado que é bem escrito (vou parar de dizer isso), mas, pelo menos pra mim, é bastante tedioso.

    A técnica é boa, não sei se entendi bem a coisa, suspeito que nunca saberei.

    Boa sorte

  37. Jowilton Amaral da Costa
    28 de novembro de 2016

    Conto muito bom! Bem ambientado e com uma boa trama. O que eu mais gostei foi que o autor não escreveu parágrafos de explicações das mudanças que ocorreram no mundo para que a humanidade chegasse até ali. E isso ganhou pontos na minha avaliação. Boas cenas, ótima narrativa. Boa sorte.

  38. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Ideia mirabolante e genial. Muito bom a inserção do universo indígena, trazendo, assim, uma certa “cor local”.
    Texto fluido, as ações o movimentam por si só. Trama bem amarrada e trabalhada.
    Personagens fortíssimos, pitorescos e marcantes. Uma verdadeira galeria de possíveis ícones.
    Diálogos fortes, bem escritos, vigorosos.
    Desfecho inusitado e bem talhado. Fecha perfeitamente o conto.
    Gostei muito desse também!

  39. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    constantemente me pego imaginando isto, um mundo posamericado se desenvolvendo por si próprio, sem a influência nefasta das descobertas europeias…
    sempre penso que, com mais um ou dois séculos de vantagens, a competição seria mais justa! os povos originais daqui já teriam desenvolvido capacidade de reagir de igual pra igual. bom, mas que dizer? não foi assim que aconteceu… isso foi ruim? bem, difícil avaliar agora, pois provavelmente a maioria de nós nem estaríamos aqui hoje discutindo isto se as coisas tivessem acontecido de outra forma…

    mas uma disputa sexista final, com os dois lados precisando entrar em acordo para evitar a extinção da espécie? isto sim é uma ideia muito interessante para ser explorada! gostei! 🙂

  40. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Oi, Travis Bickle,
    Seu conto está bem escrito. A leitura é corrida, não trava. A linguagem é bem trabalhada e não vejo problemas com a estrutura. Eu não sei se entendi muito bem o seu conto. Não vou fazer muito esforço. Portanto, me detenho nos aspectos técnicos para avaliar. É um bom conto. E parece estar dentro do que pede o desafio.
    Parabéns.

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Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .