EntreContos

Literatura que desafia.

Uma questão de mordida (Rafael Sollberg)

Esselentíssimo Doutor, Senhor, onipresente, ó Pai, todo poderoso, nascido da tormenta, primeiro do seu nome, rei do norte, Juiz de Direito – e esquerdo – Ceo & Manager Supremo da septuagésima vara Civil da Comarca da Capital, que fica um espetáculo de camisola preta, fala latim como ninguém e ainda possui um fulaninho para anunciar sua entrada,  detentor de todos os pronomes de tratamento e auxílios paletó, moradia, gravata, livros, educação, creche, etc.

 

Das partes:

 

Dona Esmeralda Arcoverde, brasileira pouco convicta, doida para morar em Miami, desquitada da época em que havia desquites, professora por diploma duvidoso expedido por instituição de pouca credibilidade, nascida em data propositalmente desconhecida, fruto de potente liquid paper, idosa (em filas de banco e assentos do metrô, mas especialmente jovem em seu perfil social), mãe de três filhotes fofinhos e escandalosos, vem mui-mui-mui respeitosamente, por meio de seu sobrinho e enfim advogado, após 7 anos de cursinho e remédios traja preta para memória, que fizeram brotar um novo cérebro ao lado do antigo prejudicado e imensas espinhas antissociais, que obviamente ajudaram na clausura acadêmica, ajuizar a presente ação de;

 

OBRIGAÇÃO DE FAZER

 

Em face do Condomínio Green Vilage Soft Place Verano Palace Stay, localizado em um bairro de clara influência estadunidense, formado por arquitetura imponente e ameaçadora que praticamente obriga os serviçais a usarem uniforme alvo, ora representado por seu Síndico, Jair Castelo-Cinza, Capitão de Corveta reformado em razão de hidrofobia adquirida por um passageiro episódio de raiva, condecorado pela incrível capacidade de afundar encouraçados no campeonato de Batalha Naval organizado pela Marinha de Minas Gerais, pelos fatos e direitos infra-abaixo-posterior-que-seguem-em seguida-logo após.    

 

Dos Fatos:

 

Os condôminos esperavam irritados e ansiosos sua vez. Dona Esmeralda, ao contrário, divertia-se como uma criança com bichos de pelúcia em uma piscina de bolas. O espetáculo surreal acontecia na melhor hora do dia para desespero do síndico. Tudo bem definido para não prejudicar a saúde dos filhotes. Os boatos, disseminados em velocidade estonteante pelos porteiros, diziam que tudo era em decorrência de uma mordida. E mesmo não se tratando de um possível apocalipse zumbi, o evento era tão bizarro e inacreditável quanto. Sim, apenas uma mordida contaminada por muita raiva.

 

Do Direito:

 

O advogado dissimulado caminhou vagarosamente de um lado para o outro na acanhada sala de audiências, tal qual havia visto em um seriado de televisão inglês. Olhou de modo reflexivo para o Juiz – que pacientemente observava toda a ação por trás de duas lentes grossas e conceitos turvos –  e sorriu de canto de boca, tentando parecer atilado. Em um gesto teatral, de fazer corar até os diretores das peças infantis repletas de girassóis cantantes e luas de voz esganiçadas, o defensor olhou para o horizonte e levantou seu braço direito como um filósofo de estátua.

 

– Alguém pode proibir? Certa vez li em algum lugar sobre todos serem iguais perante a lei.

– Provavelmente na Constituição Federal – o juiz falou, com a voz de fim de tarde – mas, o que isso tem a ver com o caso?

– Esse é o pilar central, Excelência!

– Pilar?

– A Pedra Fundamental!

– Pedra?

– O osso… de Dinossauro!

– Como isso pode ser o pilar central, a pedra fundamental, doutor? Estamos diante de uma questão condominial, onde uma senhora quer levar seus cachorros para nadar na piscina do prédio. No máximo esse tal de osso… – o magistrado completou, acompanhado de uma sonora gargalhada dos presentes.

 

O defensor alisou o bigode. que ainda não possuía, buscando não demonstrar qualquer reação que menosprezasse a claque do tribunal. Encarou seu interlocutor com um ar professoral, como um Mestre em biologia mirando uma ameba boba numa lâmina ensaboada. Limpou a garganta com pigarros aprendidos na aula de tópicos especiais em atos constrangedores, que precedia as lições de processo civil – ou hora do soninho, como ele gostava de chamar – e perguntou;

 

– Excelência, essa tal de Constituição Federal não é maior do que uma Convenção de Condomínio?

– Sim, mas não sei aonde o senhor quer chegar…?

– Quero chegar onde os cachorros querem chegar.

– E onde seria isso, Doutor?

– Na borda!

– Que borda?

– Na borda da piscina.

 

O juiz sacou os óculos liberando o imenso narigão que apontava para o chão, franziu o cenho, até porque era todo cenho, e devolveu a sentença para o advogado alongando todas as sílabas finais da palavra.

 

– Mas os cachorros não podem entrar na piscina, a convenção não permite.

– Trata-se de lógica; se todos somos iguais perante a lei, e se cachorros fazem parte de um todo, logo cachorros podem frequentar a piscina.

– Não, não podem! isso não tem lógica. Cachorros não são pessoas.

– Isso é racismo.

– Não, não é. Racismo vem de raça! – o magistrado gritou, perdendo a compostura e desalinhando os raros cabelos já em recuo.

– Ah, entendi. Isso é uma questão ainda mais baixa. Só porque os cachorros não são de raça.

– Não!

– Só porque os coitados não possuem pedigree. Não comem purina gold e nem biscroc. Só porque os coitados foram abandonados, não frequentaram uma boa escola, um bom clube, boas festas, Iphone. É isso?

 

O homem de toga engoliu uma grande porção de ar e soltou tudo de uma vez só pelos dois dutos de ventilação que a anatomia ordinária chamava de narinas. Caso fosse um desenho animado, seu rosto teria triplicado de tamanho e seus ouvidos teriam expelido fumaça cinza. Mas como era apenas um sujeito de carne e osso, o semblante só dobrou de volume.  

 

– É uma questão de espécie.

– Quer dizer que se fossem macacos ou iguanas, não teríamos problemas? – perguntou o advogado fingindo coçar o queixo de proporções absolutamente e inegavelmente normais.

– Macacos e iguanas também não poderiam entrar.

– Ora, ai teríamos que entrar na área de inventários.

– Que inventário?

– A herança!

– Que herança?

– A herança genética, que um tal de Darwin falou num livro de colégio.

– Você está misturando as coisas.

– Uma pergunta excelência: os primatas são nossos parentes, sim ou não?

– Acho que sim, ou não. Tivemos os mesmos ancestrais, eu acho – o dono do pedaço tentou raciocinar visivelmente confuso. Há tempos havia perdido a segurança e os risos dos puxa-sacos.

– Então quer dizer que só porque são parentes distantes não podem frequentar a piscina? – o advogado perguntou de forma retórica, fingindo indignação – então os primos do Síndico também não podem frequentar a piscina.

– Você está comparando pessoas aos macacos?

– Não, Excelência. Acho que isso é racismo!

– Meu deus! Mas, a senhora, sua cliente, não têm macacos e sim cachorros.

– Então vejo que é sim uma questão de preconceito de espécies. Macacos podem, iguanas podem, primos podem, mas cachorros… nem pensar.

– Eu não disse isso.

– Me diga apenas um motivo que justifique essa proibição?

– Doenças.

– Os bichos são fortes, não precisa se preocupar com eles.

– Quis dizer as pessoas.

– Exames médicos periódicos.

– E os cachorros?

– Médicos de cachorro.

– Veterinários ,você quis dizer?

– Que seja. Mas o sindicato não gosta muito dessa terminologia. Eles preferem ser chamados de médicos de cachorro – o advogado fez uma cara de reprovação e perguntou – outro motivo?

– Não sei nem porque estou respondendo isso. E os pelos!?– o juiz ponderou com fúria.

– Excelência quer proibir então todos os cabeludos de frequentarem a piscina? Teríamos uma piscina só de carecas depilados e os primos do síndico.

– Esquece os primos!

– Mas eles são os filhos do meu tio.

– Não os seus, me referi aos primos do síndico.

– Ora, são filhos do tio do Síndico. Você parece não estar prestando atenção, meritíssimo.

– Ok, ok. Vamos deixar os primos fora disto.

– Eles não vão gostar.

– Voltemos ao cerne da questão! – o juiz disse massageando a têmpora – E a questão da segurança?

– Salva-vidas de cães e boias caninas.

– A segurança das pessoas!

– Salva-vidas de gente e boias para humanos.

– Quem vai garantir que eles não vão atacar alguém?

– Os cães ou as pessoas? Fui contrato pelos cães! Não posso responder pelas pessoas.

– Quero saber dos cães?

– Eles estão bem, apesar de não estarem bronzeados.

– Não foi isso que perguntei, quero saber como você saber que eles não vão atacar alguém!?

– Isso é futurologia, quem me garante que o senhor, Excelência, não vai me atacar quando essa audiência acabar?

– Ninguém.

– Exato, ninguém. Meretríssimo!

 

Da Jurisprudência:

 

Os cães nunca me mordem. Só os humanos.

(Marilyn Monroe)

 

A Justiça é cega e não gosta de cão guia!

(Ruy Balboasa)

 

Do pedido: Impossível de ser negado

 

Data máxima vênia, nas horas de ira sempre falta “alguém”, ai, nobre colega, o “ninguém” assume o controle. Mas o que ninguém esperava no Condomínio é que Dona Esmeralda, agora com posse de uma sentença conseguida de forma inusitada por ocasião de uma mordida de primeira instância fosse sair mais cedo da piscina. Afinal, havia saído no diário oficial e no comunicado preso no elevador do prédio. O síndico combalido – fruto da primeira derrota de sua carreira beligerante de poucas estrelas – ainda em estado apoplético, apenas repetia em tom marcial; ~e o juiz nem latiu”!

 

SMJ.

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45 comentários em “Uma questão de mordida (Rafael Sollberg)

  1. Pedro Luna
    1 de setembro de 2017

    Clássico conto humorístico de advogado. Sinceramente, nem cheguei a entender perfeitamente o que aconteceu para levarem o caso ao juiz, só sei que o discutido foi a presença de cães no local recreativo. Uma trama simples que o autor, autora desdobra na argumentação do advogado malandro, o que salva o conto, pois todo o resto estava desinteressante demais. O formato jurídico do conto não ajudou muito, a meu ver.

    Bom, aí, o autor, autora mostra o potencial. A falácia do advogado honra as melhores obras com cenas similares, em que profissionais sacanas tentam ludibriar o juiz com absurdos e falatório. Deu para se divertir e imaginar bem o diálogo, mas no geral não gostei muito do conto como um todo.

  2. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Rapaz… a parte fácil de entender foi que a senhora Esmeralda queria o direito de levar os cachorros dela para “passear na piscina do condomínio”. A parte difícil foi entender que mordida era essa mencionada tantas vezes no conto. Não consegui encaixar cachorro algum mordendo ninguém aqui.. .apesar do evento ser citado umas três vezes. Lerdeza do leitor, talvez? Muto provavelmente (rs rs rs)

    Enfim, o recheio mesmo do conto está nos argumentos extremamente convincentes (!) do advogado de Dona Esmeralda, e nas tentativas frustradas do Juíz de contra-argumentar. Essa parte foi MUITO bem bolada. Senti que estava lendo mesmo o texto de uma pessoa versada na arte da argumentação…! É claro que, para fins de comédia, você fez uma grande caricatura de toda a cena. Mas a ideia é muito boa e muito bem explorada nesta parte do conto.

    Os problemas do conto, para mim, são 2:

    1) Ele começa com uma proposta diferente, ousada, no formato de um documento oficial ou algo do tipo. Achei corajoso, mas um tanto enfadonho de ler, com aqueles parágrafos iniciais formados de uma só frase gigantesca, separada por dezenas de vírgulas. Depois, lá para a metade do conto, o documento oficial vira o conto propriamente dito… o que me fez respirar um pouco, por começar a ler algo mais palatável, mas que também entrou em conflito direto com a sua proposta inicial. Acabou que o conto, para mim, não me parece nem uma coisa, nem outra.

    2) Os erros. A primeira palavra do conto é um erro GROSSEIRO (Esselentíssimo). Não vi justificativa no conto para que esta palavra fosse escrita assim de forma proposital… e depois seguiram-se mais outros erros, tanto de pontuação quanto de português, como os citados abaixo:

    -> “O defensor alisou o bigode. que ainda não possuía…” – ponto final solto.
    -> “…a senhora, sua cliente, não têm macacos e sim cachorros…” – o tem, nesta frase, não possui acento circunflexo.

    No mais, o conto está bem de acordo com o tema proposto no desafio e, apesar dos pontos citados acima, curti muito a defesa do caso pelo advogado.

    Abraço!

  3. Vitor De Lerbo
    1 de setembro de 2017

    O começo do conto acabou ficando maçante. A coisa fica mais dinâmica no diálogo entre o advogado e o juiz, que tem momentos engraçados e argumentos dignos de um advogado esperto.

    Alguns erros de português atrapalharam o texto. A história não é ruim, mas também não gera grande impacto, apesar de ter bons elementos aqui e ali.

    Boa sorte!

  4. Bia Machado
    1 de setembro de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2,5/3 – Um texto bem humorado, do qual gostei bastante, mas excede um pouquinho, um leve exagero e isso me cansou um pouco, em certos momentos.
    Personagens – 2,5/3 – Gostei, mas não cheguei a sentir total empatia por eles. Considerei-os meio que distantes de mim, leitora.
    Gosto – 1/1 – Eu gostei, embora tenha me cansado em certo momento.
    Adequação ao tema – 1/1 – Achei graça, mas não ri. O que explica isso?
    Revisão – 0,5/1 – Aquele “esselentíssimo”, no começo, foi de propósito? Logo no começo…
    Participação – 1/1 – Valeu a leitura!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  5. Lucas Maziero
    29 de agosto de 2017

    Opinião geral: Gostei desse conto doido. Para o tema proposto, o absurdo coube como uma luva aqui.

    Gramática: Há alguns erros que podem ser facilmente corrigidos, mas que não atrapalharam o entendimento.

    Narrativa: O exagero proposital de algumas sentenças enriqueceu o conto.

    Criatividade: Boa. O aparvalhamento do juiz diante do advogado, os diálogos formulados e causadores de confusão, as cenas picarescas, tudo ficou em sintonia com o absurdo. Confesso que o final ficou um tanto confuso, mas creio ter entendido que a dona Esmeralda ganhou a causa, não?

    Comédia: Satírico. É de fazer rir só de pensar que, em meio a tantos casos judiciais, deve haver algum que seja tão disparatado quanto este.

    Parabéns!

  6. iolandinhapinheiro
    28 de agosto de 2017

    O “esselentíssimo” do começo do texto não está errado porque a intenção do autor é chamar do juiz de pessoa lenta.

  7. Rubem Cabral
    28 de agosto de 2017

    Olá, Ruy Balboasa.

    Um conto muito divertido. O advogado é realmente uma figura. Parece uma versão tresloucada de alguns advogados capazes de tudo para ganhar algum caso. O juiz não tem tanta presença, mas é fenomenal em paciência. Como toda boa comédia, temos aqui o exagero, o ridículo e a crítica social.

    Os diálogos estão afiados, mas a narração carece de um pouco mais de revisão:

    “Esselentíssimo”, ” Fui contrato…”, “como você saber que eles”…

    Abraços e boa sorte no desafio.

  8. Jorge Santos
    27 de agosto de 2017

    Conto estruturado de forma criativa, sob a forma de um suposto auto de um processo de tribunal. Está bem escrito e com adequação ao tema, mas o final podia ser melhorado.

  9. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Seu conto foi a melhor coisa que li nos últimos meses. A ironia fina, baseada no “juridiquês de botequim”, com todas as “datas vênias”, é muito divertida! Ainda mais se tratando do seriíssimo assunto – de natureza condominial – de uma madame que quer levar seus cachorrinhos à piscina do prédio! Uma crítica mais do que social – uma crítica animal!
    A jurisprudência de Marilyn Monroe e Ruy Balboasa é o ponto alto do conto – absolutamente sensacional! A estrutura que vc criou é perfeita para a sua história, mesclando a formatação dos processos jurídicos à uma trama muito bem construída, que apresenta os fatos pouco a pouco ao leitor. Isso faz a comicidade da história ir crescendo a cada fala do advogado de defesa e a cada resposta desesperada do juiz. O discurso é hilariamente embasado em Darwin, fazendo piada de tudo o que chamamos de “pilares” da nossa ridícula sociedade humana.
    O final amarra bem a história, fechando o ciclo com o início do conto. Tem uns poucos erros de revisão, mas diante da grandeza do seu conto foram totalmente perdoáveis. Pra mim, é Campeão! Obrigada e parabéns!

  10. Eduardo Selga
    26 de agosto de 2017

    Da Inicial

    O conto é de excelente qualidade narrativa, brincando deliciosamente com os salamaleques verbais, com os excessos de benefícios dos magistrados, com o desconhecimento da Constituição Federal. Aliás, brincando mesmo com o menosprezo à ciência, uma característica desses tempos sombrios (“um tal de Darwin falou num livro de colégio”).

    O hilário diálogo entre juiz e advogado, pontuado por equívocos e truques semânticos, demonstra essa ignorância geral travestida de conhecimento e que, portanto, precisa de caras e bocas. É uma cena circense sem usar de modo explícito os recursos do circo.

    Ademais, brincou inteligentemente com o processo jurídico, que também é um gênero textual, separando o texto em blocos como se faz num texto assim. O conto é o conteúdo desse processo.

    Do Veredicto

    Gostaria muito de dar a nota máxima, e já estava rindo ainda mais porque vislumbrava a concretização dessa possibilidade, mas eis que ao término ocorrem falhas de revisão. Puta que pariu… –eu disse a mim mesmo. Falo de “fui contrato [CONTRATADO] pelos cães!”; “Quero [QUER] saber dos cães?”; quero saber como você saber [SABE] que eles não vão atacar alguém!?

  11. angst447
    25 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    O conto começa de um jeito documental que induz ao erro de achar que o texto será moroso. Ledo engano. Há um tom experimental de humor que merece aplausos pela criatividade.
    Encontrei poucas falhas na revisão:
    Esselentíssimo Doutor (aqui, acredito que o(a) autor(a) quis enfatizar o despreparo do advogado, mas ficou muito estranho. Excelentíssimo cairia melhor mesmo.
    Fui contrato > fui contratado
    Quero saber dos cães? > Quero saber dos cães!
    como você saber > como você sabe
    O ritmo do conto é irregular. O começo ralenta a leitura e depois, com os diálogos, a coisa engrena e segue bem fluído.
    Confesso que tive de reler alguns parágrafos para entender o “advoguês/cômico”.
    Boa sorte!

  12. Fheluany Nogueira
    25 de agosto de 2017

    Uma comédia caracterizada pela inclusão de disparates verbais. Uma petição, que normalmente seria resolvida pelo condomínio, é levada a juízo. Os excessos de termos forenses entravam a leitura e fazem o texto perder a graça, nas primeiras partes; nos diálogos, o ritmo melhorou bastante. Um enredo sem compromisso, que apresenta de modo caricato o cotidiano que circunda a justiça brasileira: linguajar, despreparo, sofismas… Uma sátira inteligente.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  13. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Rui Balbosa,

    Tudo bem?

    Gostei do formato como você construiu seu conto.

    Baseado no verdadeiro nonsence que é a justiça brasileira e suas leis e decisões acerca das disputas nela travadas. Em nossos tribunais, é o advogado com maior capacidade de retórica quem ganha a causa.

    O conto é construído em uma linguagem que nos remete aos meandros dos processos civis, mas, lembra em muito as comédias bem ao estilo de Molliére, ou mesmo do nosso querido e brasileiríssimo Suassuna, tendo como figura central o personagem espertalhão e bom de lábia, pronto a driblar tudo e a todos a fim de conseguir ver seu objetivo realizado. No caso aqui, o ganho da disputa jurídica em condomínio.

    Dessa forma, a fala do personagem, dentro de sua total falta de sentido, acaba ganhando uma lógica irritantemente evidente tanto aos olhos do leitor (espectador), quanto aos de seu pobre adversário. Por mais que o outro lado tente argumentar com o espertalhão, tanto mais ele se verá envolto na areia movediça da lábia do primeiro e sua incrível capacidade para o logro.

    O texto é construído com maestria e a premissa (com o cachorro, os primos do síndico, os macacos e seres humanos) é a cereja do bolo. A situação apresentada é tão absurda quanto crível em nossos dias e é isso que torna o trabalho tão interessante. Quem não conhece, se não um, todos os personagens desse conto “de algum lugar”? Todos convivemos com desmandes de síndicos e vizinhos voluntariosos, sempre dispostos a fazer de tudo para que sua vontade seja satisfeita. E quando isso acontece, acabou-se a graça, a vizinha já não quer mais estar na piscina e volta cedo para casa. O que interessa aqui é a vitória do mérito.

    Parabéns.

    Um trabalho excelente.

    Beijos
    Paula Giannini

  14. Priscila Pereira
    25 de agosto de 2017

    Oi Ruy.
    O seu conto é bem interessante. Gostei das partes em que são apresentados os personagens, mas da parte do advogado no tribunal, não gostei muito. Achei muito exagerado, fazendo força demais pra ser engraçado.. poderia ter seguido a linha da apresentação…
    Notei algumas palavras erradas:* Fui “contrato” pelos cães, teria que ser contratado…
    *Quero saber como você “saber” que eles… sobrou esse r aí…
    No mais está um bom conto, com boas sacadas, que para mim, pecou por tentar ser mais engraçado do que poderia ser. Parabéns e boa sorte!!

  15. Roselaine Hahn
    25 de agosto de 2017

    Olá autor, o seu conto é o último que leio, e fechou com chave de ouro, é um dos meus preferidos. Gosto de humor do absurdo, e o seu advogado é o protótipo disso. Hilária a cena do tribunal e a fala dele. A sua peça jurídica também foi bem construída, dentro das regrinhas do direito, pois já naveguei nessa praia. OS personagens caricatos bem construídos. Alguns poucos detalhes de revisão na escrita, mas que não atrapalharam o entendimento, como “Fui contrato pelos cães!”, você queria contratado néh? E “quero saber como você saber”, Mi Tarzan you Jane, rsrs. Ah e os espaçamentos dos parágrafos, na parte da audiência, poderiam ser menores; sim eu sei, detalhes poucos, mas sabe como é né, essa gente do direito….É isso aí Ruy, mandou bem. Parabéns.

  16. Olisomar Pires
    23 de agosto de 2017

    Escrita: errinhos aqui e ali, nada grave.

    Enredo: causa jurídica com advogado espertinho.

    Grau de divertimento: médio. A primeira parte ficou pesada e desproporcional ao restante em função dos diálogos.

  17. Brian Oliveira Lancaster
    23 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: O jogo de palavras é muito bom. Outro que tem bastante originalidade. Só acho que a marcação da troca de pontos de vista poderia ter sido melhor trabalhada. De primeria pessoa passa à terceira de repente. – 8,5
    A: Os textos de cotidianos estão trazendo bastante surpresas por aqui. Esse é bem inusitado, até pelos termos “advocatícios”. Se enquadra por ser bem-humorado e conter trocadilhos muito bons. – 8,5
    C: Os personagens são meio frios, mas o narrador consegue prender a atenção. O zelador aparece em apenas uma passagem rápida, assim como a dona do pedido. Só há interação mesmo com o advogado. – 8,0
    U: Algumas pontuações (ou falta delas) atrapalharam um pouquinho, assim como palavras sem revisão. Mais uma lapidada e ficará ótimo. – 8,0
    [8,2]

  18. Evandro Furtado
    22 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    O ponto forte do conto é a dinâmica Abott e Costello nos diálogos. Eu particularmente, gosto muito desse tipo de humor. Acho que se o conto fosse, inteiramente, isso, seria um de meus favoritos. Não que as outras partes sejam ruins, mas elas nunca alcançam o alto nível dos diálogos.

  19. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Um conto que daria gosto comentar se tivesse por onde, mas não tem; é pura comédia. É talvez, entre todos, o que mais cumpre o desafio: comédia, comédia, comédia. Se notei falhas? Até notei uma ou duas (“Fui contrato pelos cães” em lugar de contratado; “quero saber como você saber”), mas nada que comprometa a compreensão do texto ou o objetivo do autor. Um enredo criativo e muito bem montado. Um excelente conto, para este desafio em particular. Enquanto leitora gostei (ainda para mais, defende os direitos dos animais enquanto seres vivos, tal como eu ou você ou qualquer outro, identifiquei-me com essa postura). Parabéns.

  20. werneck2017
    21 de agosto de 2017

    Olá, Ruy!

    Um texto adorável, muito bem construído e inovador no estilo e na forma. Amei.
    Coerente, coeso, parágrafos bem construídos, diálogos espirituosos e cheios de humor inteligente, sem apelação ao grotesco ou vulgar. Não é preciso falar-se de coisas grotescas para se ter humor, não é verdade?
    Percebi alguns erros apenas, nada que uma revisão não resolva, do tipo:
    quero saber como você saber > , quero saber como você sabe.

    Acredito que traja preta para memória e Esselência sejam propositais para dar o nível de conhecimento do advogado em questão, muito bem caracterizado por sinal.
    Parabéns. Muito bom texto.

  21. Davenir Viganon
    21 de agosto de 2017

    Muito simpático o seu conto, brincou o a terminologia técnica e prolixa do direito e depois acelerou com os diálogos numa tipica cena de filme de julgamento. Achei engraçado a verborragia dos personagens e o absurdo da situação. Bom conto.

  22. Pedro Paulo
    20 de agosto de 2017

    Já no começo, a sátira. O formato também é uma novidade, encaixado nos moldes jurídicos e se aproveitando justamente deles para fazer piadas certeiras que já iniciam o conto muito bem. Os elementos (personagens e a situação) que montam a trama vão sendo introduzidos dentro deste formato de forma conveniente, nos deixando a par do que vem a seguir, que é a conversa entre advogado e juiz. De antemão fomos avisados que o diploma de Direito do advogado foi obtido com muita dificuldade e isso fica refletido nos argumentos absurdos e na postura ridiculamente teatral do rapaz. No entanto, o sucesso do conto vem em não nos fazer rir apenas nos disparates do advogado, pois isso cansaria. O que surpreende é o modo como a discussão vai ficando favorável ao advogado enquanto o juiz embaralha em rebatê-lo. E aí vê-se uma boa reviravolta que não desgasta a leitura, encaminhando para um final surpreendente na lógica doida da história.

  23. Gustavo Araujo
    20 de agosto de 2017

    Para quem labuta na área do Direito – seja como estudante, bacharel, advogados principalmente – ou para quem já precisou se socorrer no Judiciário, este conto é uma preciosidade. Condensa praticamente todos os estereótipos do ramo, sem cair no clichê. Interessante como usa as famosas “piadas-de-advogado” sem cair no lugar comum, sem parecer pedante ou cair no ridículo. Antes, o autor consegue enfrentar a realidade dos tribunais e das salas de faculdade com uma fina ironia, com um sarcasmo delicioso, enfim, com um humor inteligente e perspicaz. A falha do texto – se é que se pode apontar assim – reside no fato de que se destina a um público específico. É possível que o largo universo de exatas ou biológicas não entendam ou não captem o cinismo profundo do texto. Travestido de peça vestibular, jamais seria inepto, nunca demandaria emendas. O valor da causa, se dependesse de mim, seria incalculável, dado o tom crítico que se esconde atrás da fundamentação bem inspirada. A jurisprudência, a meu ver, é remansosa. Um conto acima da média.

  24. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Amigo Ruy,

    Muito bom o seu texto. Gostei bastante. No início do texto, achei que você conseguiu captar a quase divindade com que juízes são tratados no Brasil (quase?).
    Além disso, todo o diálogo entre o advogado e o juiz ficou muito legal, apesar de completamente impossível, porque santidades não dialogam assim tão diretamente com meros mortais.
    O único problema que senti foi que você misturou um pouco o formato ao longo do texto. No início, parecia que eu estava lendo uma petição, e meu cérebro se programou para absorver a história a partir dessa perspectiva, mas ao longo do texto o formato foi mudando. Começou a aparecer uma narração descrevendo o que acontecia na sala de audiência (e petição não tem narração). Levei um tempo para conseguir me situar, mas depois segui adiante e aproveitei o texto até o final.
    Muito legal e muito divertida a sua história. Parabéns!

  25. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    Uma questão de mordida (Ruy Balboasa)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): simples, mas bastante inteligente e divertida. Acredito que o autor seja alguém que trabalha com direito. O “golpe” que o advogado dá no juiz é tão inverossímil como engraçado. Mas mostra, com muita ironia, como é de fato a justiça: pessoal e injusta 🙂

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): o autor parece ser experiente. Deixou passar uns erros bobos, mas deve ter sido falta de tempo para revisar, pois a qualidade da narrativa e do diálogo é de quem entender da pena.

    ▪ bigode *vírgula* que ainda não possuía (era um ponto)

    ▪ *Isso* não tem lógica (maiúsculo)

    ▪ Uma pergunta *vírgula* excelência

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): dar a volta em juízes é um tema que já vi por aí, mas conseguir autorização para cachorros na piscina foi a primeira vez.

    🎯 Tema (⭐⭐): texto divertido e irônico.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): esse é um daqueles textos que a gente lê inteiro com um sorriso no rosto, baixamos a guarda e ficamos suscetíveis às piadas. Enfim, gostei bastante e ri um bocado. O fim, porém, a última parte, ficou sem impacto.

    🤡 #euRi:

    ▪ Green Vilage Soft Place Verano Palace Stay, localizado em um bairro de clara influência estadunidense 😃

    ▪ Macacos podem, iguanas podem, primos podem, mas cachorros… nem pensar 😁

    ⚠️ Nota 8,5

  26. Anderson Henrique
    17 de agosto de 2017

    O texto é bem divertido, tem ritmo, bons diálogos. A apresentação é boa também, composta por uma série de trocadilhos e referências. O que pegou pra mim foi mais a questão do nonsense que eu não consegui absorver com tanta facilidade. Também achei esse juiz muito frouxo na parte inicial e pouco crível que ele fosse desferir uma mordida ao final do conto. Gostei da forma e do ritmo, que são ótimos.

    “como você saber que eles não vão atacar alguém!?” Corrigir o saber.

  27. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    17 de agosto de 2017

    Ruy,

    seu conto é inteligente e inusitado. Ponto para você;

    Porém, amigo, faltou mais esmero nessa revisão. O trabalho possui erros sérios como “traja preta” e “Esselentíssimo” (aqui eu não soube precisar se foi um erro intencional ou não).

    Existem outros e todos eles jogaram contra a leitura.

    A história, embora inteligente, não funcionou comigo. E é uma pena que nem a escrita tenha me cativado. No mais, admiro sua capacidade criativa para nos presentear com aquilo que não é costumeiro.

  28. Amanda Gomez
    16 de agosto de 2017

    Olá, Ruy

    Eu gostei do seu conto, achei bem legal as referências tanto a série quando ao filme de terror que é a justiça brasileira.

    Confesso que achei confuso os primeiros parágrafos, e foi necessário mais uma leitura, mas foi bom pois apreciei um pouco mais.

    Os diálogos é onde o conto se desenvolve e prende o leitor, apesar do advogado ser insuportável foi uma experiência divertida. Não sei se considero a história em si tão inovadora, na verdade não é, mas conseguiu segurar bem.

    Você conseguiu uma risada minha nesta parte:

    – Isso é futurologia, quem me garante que o senhor, Excelência, não vai me atacar quando essa audiência acabar?
    – Ninguém.

    kk, Ficou com o time perfeito. Sua escrita é boa e o conto foi montado com cuidado, pensado nos detalhes. Sem muito mais a dizer, ( ando assim nesse desafio) lhe dou parabéns.

    Boa sorte.

  29. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: da parte estética, o conto é formatado como a ata de uma peleja judicial, sintetizando também o aspecto prolixo desse tipo de texto. O vocabulário abrange alguns termos específicos da área e não se exime de alguns problemas de ortografia – no final das contas, nada que realmente atrapalhe.
     
    Aspectos subjetivos: foi uma saída bem criativa. Apesar de explorar um fato comum, cotidiano, o formato traz uma nova perspectiva. A comédia está bastante presente, mais nos diálogos entre o juiz e o defensor que no fato discutido em si.
     
    Compreensão geral: é interessante como o objeto da narrativa e o humor que a permeia ficam na mesma camada. Tanto a ação judicial, quanto a comicidade, são trabalhadas no viés das palavras, deturpando o significado das sentenças e explorando a ambiguidade que elas possibilitavam. É uma forma inteligente de humor, ainda que se torne um pouco cansativa com a repetição da estratégia.

    Parabéns e boa sorte.

  30. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Conto muito inteligente e divertido, diálogos rápidos e interessantes, Ruy Balboasa, você realmente escreve muito bem.
    O texto tem alguns errinhos, como o Esselentíssimo (esse bem gritantezinho), dentre outros, não comprometem o conjunto.
    Mnha nota é 8,9.
    Abraços!

  31. Jowilton Amaral da Costa
    13 de agosto de 2017

    Achei um bom conto. Bem escrito, só vi um “saber” no lugar de “sabe”. O início não me agradou muito. Quando veio os diálogos absurdos, a coisa melhorou, ao meu ver. Conto divertido, uma boa sátira aos tribunais e seus componentes. Boa sorte.

  32. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Salve Ruy Balboasa! Não deixa de ser um achado o seu apelido. Uma história interessante. Essa tal história da mordida. A questão é que para mim não ficou clara a mordida. Leio, releio e trileio e a dúvida permanece. Gostei da discussão sobre racismo, acho que foi o que de melhor você produziu no seu conto. Uma história que não me provocou risadas, muito menos gargalhadas, mas que realmente é engraçada. Como é estranha essa questão de humor, Ruy. O que rimos em um caso não é o que outros riem em outro. Vá entender a alma humana. Não sei se quis reforçar a ideia da má formação do advogado, mas acho que não surtiu o efeito desejado começar o conto com esse “esselentíssimo”. Não ficou nada bacana, pra mim. Não acho que deva falar dos outros, mas este, para mim, não pegou bem. Grande abraço.

  33. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    Esselentíssimo = Se for para rir, concordo que foi mais do que correto, para as burrices de muitos dos advogados mal formados. Excelentíssimo e não se fala mais nisso.
    Fui contrato pelos cães! = Fui contratado pelos cães!
    Um texto nonsense, de bom acompanhamento, bem ilustrado na missão de uma defesa do absurdo e do inusitado, conquistado a duras penas e muita discussão com um juiz apalermado e destruído por um advogado sacana. Cumpriu corretamente ao desafio.

  34. Cláudia Cristina Mauro
    11 de agosto de 2017

    A linguagem formal, específica da área jurídica, junta-se a inferências descritivas do autor, gerando parágrafos confusos e mal construídos.
    Muitos julgamentos sobre os personagens são expressos, dando pouco espaço ao leitor.
    Não consegui comprar a briga do advogado, por mais que ele seja criativo e esperto com o juiz ao defender a sua causa. Ficou difícil se sentir envolvida pela história.
    Há passagens cômicas e criativas nos diálogos.
    Nota 5.

  35. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    Olha, do jeito que as coisas vão, não vai demorar muito para julgamentos e advogados assim existirem! Excelente trabalho! Só chamo atenção para elementos bobos que escaparam a revisão, vale reler o texto. Meus parabéns

  36. iolandinhapinheiro
    10 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: O autor utilizou uma forma diferente para contar sua história, mas, ainda que criativa, esta decisão inseriu várias quebras no texto, cada uma com um título, atrapalhando a imersão do leitor no conto, fazendo com que parasse várias vezes e retomasse a trama. Ademais, a técnica de alongar as frases fez com que a leitura ficasse ainda mais pesada e cheia de gorduras, prejudicando a fluidez.

    Graça: O conto usa técnicas para fazer humor. Infelizmente não funcionaram comigo, mas deve ser eficiente com outros leitores =)

    Enredo: Uma contenda judicial é movida por conta de confusão em um condomínio. O enredo é bem simples e talvez aí esteja o motivo para o autor ter alongado o texto, uma vez que a trama que o ensejou careça de mais elementos para ficar, naturalmente, maior.

    Tente Outra Vez: Uma vez li num destes blogs que dão dicas aos escritores que “Escrever é a Arte de Cortar Palavras”, sempre tento seguir este conselho muito sábio.

    Impacto: Mediano. Poderia ser melhor se o texto fosse menos prolixo.

  37. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Hilário! Apesar de um ou dois erros de ortografia, esse foi o texto que mais me fez rir nesse grupo. Nem Jim Carrey no tribunal em “O Mentiroso”, nem Tom Cruise chamando Jack Nicholson de filho da puta no tribunal em “Questão de Honra”, e nem Os Três Patetas no banco das testemunhas num episódio cujo título me foge à memória agora me fizeram rir tanto. Coitado desse juiz, deve ter arrancado os cabelos que lhe restavam após a audiência. Recomende esse advogado aos parlamentares em Brasília. Precisarão dele.

  38. Anorkinda Neide
    8 de agosto de 2017

    Olá!!
    Muito bom muito bom muito bom
    Gostei de toda a linguagem, foi toda fluida e engraçada!
    Adoro estes diálogos do absurdo, nos quais é muito fácil exagerar na maionese perder a graça, consequentemente, mas aqui, o advogado soube manter a coisa toda na direção que ele queria que a coisa andasse.. hahaha muito bom assim ,a maionese não desandou.
    A primeira palavra do texto está errada de propósito? se vc errou de verdade, vou te dizer… é imperdoável! já fiz isso num texto aqui do EC e tenho traumas até hj.
    Então, solidarizando-me com seu escorregão, não o levarei em conta na hora da nota.
    Abraços e muitas risadas!

  39. Luis Guilherme
    7 de agosto de 2017

    Muito bom! Hahaha
    Adorei!

    Seu conto nao se baseia em piadas ou tiradas explícitas, mas segue por um caminho mais ironico, brincando com as burocracias burras do sistema judiciario. Gostei bastante do tom acido, achei uma puta sacada. Acho q representa bem como os buracos na lei permitem aos advogados acharem brechas. Vc utilizou o inusitado pra isso, e caiu mto bem.

    A linguagem eh mto boa, misturando tecnica e humor, casou bem. Os diálogos sao o ponto alto.

    Parabens! Excelente.

  40. catarinacunha2015
    7 de agosto de 2017

    Em tempo: Frase auge: “~e o juiz nem latiu”!” – Fecha com chave de ouro todo o processo.

  41. catarinacunha2015
    7 de agosto de 2017

    Este me arrancou fartas gargalhadas. Não sei se por já ter lido e escrito muitas petições iniciais e recebido sentenças esdrúxulas, ou simplesmente porque está muito bom. Não sei se para um leigo dos termos jurídicos seja tão engraçado, mas é um texto que arranca a comédia à fórceps em cada frase.

    Sugestão:
    Revisão, revisão, revisão. Mas nada grave. Coisa de digitação.

  42. José Bandeira de Mello
    7 de agosto de 2017

    Comédia baseada na extensão das frases…no fornecimento de detalhes que o leitor não pede…nas contradições…nos diálogos extensos sobre uma causa banal entre duas autoridades do sistema penal. Apesar da originalidade do tema, penso que o autor alongou em demasia um texto que poderia ser curioso…tornado-o cansativo e sem graça. Um ar solene dado a um simples banho de cachorro numa piscina, extrapolou o ponto do humor e a paciência do leitor ansioso por um conto de boa sacada, critica inteligente e cenas curiosas. Se esse texto fosse reduzido a metade em cada subdivisão, poderiamos ter uma situação que ganhasse o leitor pela surpresa ao se deparar com uma causa jurídica tratada dessa formas. Ao alongar e fazer o texto todo assim, passou do ponto. Valeu pela originalidade e correção gramatical.

  43. Regina Ruth Rincon Caires
    6 de agosto de 2017

    Comédia, pura comédia. Terminada a leitura, o ledor ainda sorri. O texto é uma avalanche de falas paradoxais, defesas absurdas, e tudo numa velocidade tão devastadora que não permite contestar qualquer coisa. Coitado do “Meretríssimo”! Começa com o deboche da vestimenta do togado (com todo respeito), da função do meirinho (com todo respeito), passando pelos benefícios/auxílios concedidos à magistratura (paletó, moradia, gravata…). A descrição da cliente, feita pelo defensor, por si só já é uma comédia. Ela é descrita em uma hilária realidade “retrô”. Nominações esdrúxulas: Condomínio Green Vilage Soft Place Verano Palace Stay, mais o nome do síndico, que era um militar reformado condecorado numa batalha naval, na Marinha de Minas Gerais. E a completa miscelânea dos absurdos argumentos da defesa que vai do cachorro ao racismo, da genética de Darwin aos cabeludos e carecas. Um caos. O leitor conclui que, na realidade, o Juiz deveria ter latido. Parabéns pelo texto, Ruy Balboasa! Você realmente voou…

  44. Fabio Baptista
    5 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O conto tem várias partes engraçadas. Como autor arrisca a piada e as tiradas a todo momento, é natural que algumas não tenham tanta graça quanto outras. Mas, no geral, o saldo foi positivo.

    – Não comem purina gold e nem biscroc.
    >>> kkkkkkkkk

    – Quero saber dos cães?
    – Eles estão bem, apesar de não estarem bronzeados.
    >>> boa!

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    O estilo caudaloso fez meu interesse oscilar. Em alguns momentos de maiores devaneios, eu me dispersava. Daí, vinha uma boa tirada e a atenção era retomada.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    A estrutura merece elogios pela inovação. Foi uma boa sacada esse endadeamento dos fatos em forma de julgamento.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Gostei do clima de tribunal, apesar de praticamente todo o cenário ter sido montado com base em conhecimentos prévios.

    O advogado é um ótimo personagem, com sacadas sensacionais.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Aqui, o ponto baixo. Não está ruim, mas com um pouco de revisão ficaria melhor. Alguns trechos também se alongaram demais, quebrando um pouco o ritmo.

    – Esselentíssimo
    >>> Um erro logo de cara já deixa uma má impressão

    – traja preta
    >>> tarja

    – O defensor alisou o bigode. que ainda não possuía
    >>> sobrou um ponto aí

    – como um Mestre em biologia mirando uma ameba boba numa lâmina ensaboada
    >>> essa ficou boa!

    – Fui contrato pelos cães
    >>> contratado

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Perfeita.

    NOTA: 8

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Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2, Comédia Finalistas e marcado .