EntreContos

Detox Literário.

Fogueira das Sanidades (Rafael Sollberg)

 

Grenaldo Rosa acordou completamente desajuizado.

Coçou o cenho com força e percebeu que estava sem óculos. Jamais havia usado esse artefato – sua visão era ótima – mas como agora era um homem sem qualquer juízo imaginou que poderia ter dormido com uma armação grossa de lentes finas bem ajustada ao rosto quadrado. Sentia-se leve, sem a usual bigorna do senso de responsabilidade. Levantou-se com o pé esquerdo e foi até o banheiro.  Olhou de soslaio para o homem preso no espelho, encarou a língua porosa do sujeito e deu alguns pulinhos. Segurou as pálpebras entre o polegar e o indicador, observando a vermelhidão embaixo dos olhos. Tudo parecia “normal”. Concluiu que a enfermidade não havia atacado seu físico, apenas sua sensatez. Não se lembrava de ter comido nada diferente ou sentido qualquer mal estar. Infelizmente era difícil segurar com força pela gola as coisas abstratas.

Ligou o chuveiro no quente, mesmo sobrevivendo no verão mais abrasivo dos últimos cinquentas anos. A água atingiu sua pele criando uma redundância térmica certamente nociva, Grenaldo Rosa apenas sorriu. Desprovido de qualquer prudência saiu do banho e se recusou a enxugar as costas. Deteve-se em frente ao armário e não refletiu pelos segundos que sua antiga condição determinava. Vestiu uma calça de camurça e colocou uma gravata clara que combinava com seu torso avermelhado.

Entrou na cozinha cantando A Marselhesa e apertou as nádegas de sua esposa. Nem precisou ou tentou explicar a situação para Amarilda Rosa, que há tempo era perita em qualquer tipo de Grenaldo.

– O que você comeu ontem?

– Nada de diferente.

– Falei pra você não dormir com o cabelo molhado.

– Mas teria sido causa ou já o primeiro sintoma?

– Quer que eu ligue para o Dr. Simão?

– Não. Vou trabalhar.

– Nessa condição!? Não é melhor ficar em casa?

– Se tivesse juízo, evidente.

Amarilda entregou a marmita para o seu esposo, mas não antes de retirar a alface e as cenouras. Acompanhou o marido até a porta, já pensando no que faria para o jantar. Certa vez leu em uma revista de dicas nutricionais que peixe era muito bom para a memória. Pensou consigo que um bom filé de tilápia talvez tivesse a propriedade de recobrar os antigos dias de juízo, que era praticamente toda a vida de seu amado.  

Grenaldo e Amarilda esfregaram demoradamente seus narizes, como dois esquimós apaixonados em um equivoco geográfico, social e anacrônico-sazonal. Antes de findada a despedida teatral, olhou para seu príncipe desorientado e fez uma cara de que “você não pode sair assim?”, que Grenaldo desentendido respondeu arqueando as sobrancelhas “assim como?”. Suspirando alto, de um jeito que só ela sabia fazer, Amarilda ajeitou o nó da gravata que caia desalinhada sobre o peito nu encarnado do cônjuge e sorriu exclamativamente, como quem diz “agora sim!!!”.

Grenaldo Rosa, que era fã entusiasmado de elevadores, optou pelas escadas descendo os degraus de três em três. Cruzou a portaria em 3,7 segundos conquistando o novo recorde do edifico e arrancando palmas do porteiro de plantão. Empolgado pela estranha condição, correu em disparada para alcançar o sinal aberto da principal via. No verde, passou por entre os carros como um touro agorafóbico, que despreza tecidos vermelhos, e pulou na calçada com ímpeto olímpico, usando uma pobre Senhora de caixa de areia. Para sua surpresa, ao invés de medalha e coroa de louros, ganhou uma angina e um rubor forçado na bochecha direita.

– Toma juizo! – gritou escandalizada a coroa para-choque, logo após o tapa.

– Nunca nem vi! – Grenaldo berrou por entre as palpitações.

Sem diminuir o ritmo, ultrapassou uma série de obstáculos humanos na pequena calçada e se estabeleceu na frente de uma ótica tradicional. Diante da vitrine, limpou o suor do peito com a ponta da gravata, engoliu um gole de ar fresco e gargarejou com vontade. Com a confiança dos homens de visão que acreditam na terra plana, adentrou no recinto e interpelou o atendente tísico, que sobrevivia atrás do balcão e embaixo do ar-condicionado potente.

– Gostaria de um óculos sem lentes, sem aro e sem armação, de preferência grossa.

– Pra quem?

– Para uma pessoa que precisa de um não óculos.

– Para uma pessoa que não precisa de óculos?

– Não. Eu realmente preciso de um não óculos pra dormir.

– Acho que nunca vi esse modelo, senhor.

– Imagine um óculos….É completamente diferente.

– Talvez o Senhor encontre em uma loja que não venda óculos.

Contrariado, Grenaldo agradeceu o pobre sujeito com uma mesura real e partiu com rumo certo por caminhos tortuosos. Atrasado, desviou do enorme relógio digital que marcava 42 graus célsius, dando sempre de ombros para tudo que a sociedade entendia como relevante. Pela primeira vez na vida sentiu que ansiava pela reprimenda da sua superiora. Em um impulso meio Pavlov, salivou pensando na saliva irritadiça de Franca Marinho jorrando nas elipses das palavras de ordem.

 

VXY

 

Franca Marinho coçava a couro cabeludo com força, pensando na falta de sorte dos últimos dias. Afinal, esse era o segundo caso de enfermidade não catalogada que acometia seus funcionários. Sabe-se lá como, Grenaldo Rosa havia conseguido chegar ao trabalho com apenas alguns cortes nas costelas e sem fazer muito alvoroço. Diferentemente do analista sênior Jorge Dourado, que surgira no dia anterior desprezando todas as coisas estabelecidas, armando um escarcéu na empresa e brigando com seu Antônio Alvo. Tudo devidamente registrado em uma espécie de ATA, a saber;

Aos 30 dias de fevereiro, Jorge Dourado despertou febril e pairando um pouco acima de sua aconchegante cama. Aparentemente, seu corpo negava-se a reconhecer as leis da física. Colocou suas calças pela cabeça, sem qualquer dificuldade, e vestiu as meias depois de calçar os sapatos. Bebeu dois ovos mexidos e mastigou um café com leite. Rastejou a dois palmos do chão até chegar ao escritório, bem antes do expediente, atravessou a porta trancada e se pôs a trabalhar, contrariando não somente as leis de Newton, mas igualmente a legislação trabalhista. Na hora do almoço, para agradar os colegas que literalmente o olhavam torto, muito torto, trouxe pizzas frescas de Nápoles e vinho tinto do Porto de Porto.  Afeito ao puxa-saquismo corporativo trocou todas as lâmpadas queimadas nos lugares menos acessíveis. Porém, infelizmente, em razão deste comportamento altruísta despropositado, travou embate homérico com seu Antônio Alvo, servente da limpeza que não podia admitir todas aquelas pegadas na parede e no teto. Os dois se engalfinharam com dois mafagalfos em um ninho de mafagalfos e, que fique registrado que eu, autor, quando fui apartar a celeuma, levei um tapa de Jorge e uma bronca exaltada pelas minhas analogias. O que resta claro que nem a quarta parede o sujeito parecia levar em consideração.

Ato continuo, o analista sênior foi convocado pela chefe, Franca Marinho que ordenou que pelo bem da empresa, e da civilização, que ele admitisse mais uma vez a existência das coisas estabelecidas da física e do Universo. Nesse momento, Jorge nervoso começou a inflar e a ascender, não fosse os conhecimentos adquiridos por Franca, vendo desenhos animados, e graças a uma zarabatana tribal presente de casamento que ornava sua mesa, Jorge teria saído de órbita. Ou não, porque no momento era difícil de entender a linha lógica que adotava. Atingido na rotunda barriga pelo projetil, Jorge caiu esparramado no carpete, no que Franca rapidamente chamou o estagiário/secretário/menino do escritório, uma vez que seu Antônio Alvo permanecia turvo de raiva.

O aprendiz chegou trazendo uma caixa de papelão e um sorriso nervoso. Sem titubear entre os seus titubeios, colocou a forma pastosa e ainda indignada de Jorge Dourado no recipiente e o lacrou com duas tiras de fita durex. Conquanto, travava o diálogo que reedito integralmente;

– Como pode ver, o funcionário não está passando bem. Envie-o imediatamente para a casa.  Em correio expresso! E, por Deus, faça alguns buracos nessa caixa.

– Mas, senhora?

– Até onde sei as leis da burocracia ainda não o abandonaram!

– Escrevo algum bilhete para a esposa?

– Bem pensado. Tome nota. “Senhora Dourado, em razão do excessivo calor, favor guardá-lo na geladeira. Em hipótese alguma coloque Jorge no congelador, pois apesar de esperamos que ele esteja um pouco mais firme amanhã, de nada serve para esse escritório um funcionário estático e congelado. PS: Minha esposa aguarda a confirmação para o jantar de sexta.”

Deste modo, com o problema remediado, Franca Marinho deu o expediente por encerrado, mas não sem antes subir nas paredes.

O referido é verdade e dou fé.

 

XYZ

 

Com a memória fresca do imbróglio no dia anterior, narrado magistralmente no documento supracitado, Franca Marinho amaldiçoou o engenheiro, que havia construído o prédio em cima de um cemitério indígena de dinossauros, e mandou que o estagiário/secretário/menino do escritório fosse buscar seus funcionários para uma conversa franca.

Grenaldo Rosa adentrou na sala plantando bananeira e assoviando a marcha nupcial em uma afinação de querubins. Logo atrás, Jorge Dourado, trabalhador que não acreditava em atestados médicos, veio claudicante em suas botas de astronauta, com os pneus abdominais socados dentro das calças – tal qual um bolinho inglês dentro da forminha – ainda um pouco gelado, mas relativamente firme. Demonstrando de forma inequívoca todo seu comprometimento e determinação. Ou melhor, resiliência, que era justamente a palavra tatuada em todas as suas redes sociais.  

Franca, mulher objetiva, penteou as sobrancelhas, que pareciam dois camaleões xipófagos que não mudavam de cor e olhou para o alto, com desdém, me encarando?! Logo percebi que poderia ter simplificado dizendo que “suas sobrancelhas pareciam ser dois lagartos siameses”, perdão. Dinamitada essa questão, fez um sinal, como um carrasco que aponta a guilhotina, para que os presentes se acomodassem. Como uma onça pintada de azul marinho que comanda uma empresa, observou a fauna e a flora ao redor, preguntando-se retoricamente, claro, “o que diabos, ou tupãs, estava acontecendo?”. A caneta preta que havia rezado para os deuses da escrita para deixar de ser mordida, enfim foi deixada de lado quando a grande líder bateu na mesa e levantou a voz na direção de Grenaldo, remontando uma espécie de inquisição bem afeita a eletrochoques;

– Em seu aniversário seus parentes costumavam desejar-lhe juízo?

– Não. Desejavam felicidades.

– Caso clássico de imunidade baixa – disse, anotando quadradinhos em um bloquinho.

– Ou alta – interviu, Jorge.

– Em seus tempos de menino, o treinador mandava você acompanhar os laterais?

– Liberdade para atacar! – exclamou Grenaldo, ao passo que chutava a bunda do Sr. Vasquez.

– Caso clássico de comportamento condicionado. – Franca levantou da mesa ajeitando os suspensórios, ligou a lanterna do celular e ordenou – Abra a boca e diga: “amém”, focando mais no início e esquecendo o “mém”.

– “A?”

– Onde estão seus sisos?

– Jamais cresceram!

– Caso clássico de predisposição genética – gritou, abocanhando a caneta que ainda se recuperava das feridas da pele e da alma.

– Eu me demito! – Grenaldo irrompeu, arrancando a caneta da boca da mulher e lançando-a pela janela em um impulso “black bird, take these broken wing and learn to fly”.

– Te readmito com o dobro do salário.

– Por favor, isso não é uma negociação.

– Três vezes seu salário e o Jorge será seu assistente.

Jorge começou timidamente a inflar, enquanto Franca procurava outro objeto pontiagudo. Na falta de tal, despejou seu olhar de dardos sobre o sujeito que não hesitou em retornar ao estado axial. O estagiário/secretário/menino de escritório com grandes aspirações, adiantou-se para buscar uma caixa nova.

– Dez vezes o meu salário, você vira o Chefe e eu farei cafuné em sua cabeça calva cinco vezes por dia – recomeçou, Dona Marinho.

– Se π é três virgula quatorze, logo…

– Seis!

– De acordo – respondeu Grenaldo acertando a gravata e já sentindo-se muito melhor

Então Comandante-em-Chefe, Grenaldo Rosa rapidamente trocou de lugar e se colocou a distribuir tarefas. Pediu um café para o jovem aprendiz, uma caneta virgem para a Sra. Franca Marinho e um rolo de barbante para o analista sênior Sr. Jorge Dourado. Para mim, sentenciou sem paciência;

– Ora, autor. Não percebe o que acontece?

– Não, senhor, ceo.

– Isole a área e contate a vigilância sanitária, e a academia, porque não?

– Por que, porque ou por quê? – divaguei sem confiança.

– Porque estamos obviamente diante de um surto.

18 comentários em “Fogueira das Sanidades (Rafael Sollberg)

  1. Leandro Soares Barreiros
    29 de março de 2019

    A história narra um crescente episódio de perda de razão de seus personagens, que rompem a sanidade, as leis do universo e até a quarta parede.
     
    Um dos meus preferidos. Comédias são difíceis e estabelecer um limite que ultrapasse o bem-humorado e não atinja o pastelão talvez seja o mais complicado. O texto faz isso bem, não se levando a sério e, apesar de sugerir a destruição de todas as regras pelos personagens, seguindo uma construção minimamente coerente.
     
    Achei os diálogos bem divertidos e a quarta parede, que geralmente me incomoda quando quebrada, arrancou-me algumas risadas.
     
    Aliás, adorei este diálogo:
     
    “– Gostaria de um óculos sem lentes, sem aro e sem armação, de preferência grossa.
    – Pra quem?
    – Para uma pessoa que precisa de um não óculos.
    – Para uma pessoa que não precisa de óculos?
    – Não. Eu realmente preciso de um não óculos pra dormir.
    – Acho que nunca vi esse modelo, senhor.
    – Imagine um óculos….É completamente diferente.
    – Talvez o Senhor encontre em uma loja que não venda óculos.”
     
    O mais interessante sobre ele é a demonstração de que, mesmo diante de um texto criativo e inovador, o autor utiliza técnicas bem sólidas, como a retomada de um elemento anteriormente inserido na narrativa, no caso, o verdadeiro início:
     
    “Coçou o cenho com força e percebeu que estava sem óculos. Jamais havia usado esse artefato – sua visão era ótima – mas como agora era um homem sem qualquer juízo imaginou que poderia ter dormido com uma armação grossa de lentes finas bem ajustada ao rosto quadrado. Sentia-se leve, sem a usual bigorna do senso de responsabilidade. “
     
    Bem divertido, ousado e bem escrito. Parabéns. 5 o um anéis para você.

  2. Priscila Pereira
    26 de março de 2019

    Fogueira das Sanidades (Gogol Wolfe)
    Sinopse: Um homem acordou completamente sem juízo e foi trabalhar. Na empresa, no dia anterior, um colega já tinha passado por algo semelhante. A superiora deles convocou uma reunião para descobrir o caso. Ficou estabelecido que era um surto.

    Olá , Autor(a)!

    Não entendi quase nada, nota-se pelo resumo que fiz. Mas acho que seu conto não é para ser entendido, de qualquer forma. Não tenho certeza se é comédia ou fantasia, já que cabe nos dois temas. De qualquer forma não me agradou muito, é uma pena… Dá pra notar que o autor é muito competente e eficiente. Tem firmeza e confiança para escrever o que quiser. Tomara que muitos gostem!

  3. Gustavo Araujo
    24 de março de 2019

    Resumo: como Gregor Samsa, homem acorda e tem sua vida revirada; numa sucessão de fatos non-sense, chega a seu trabalho, onde se descobre que essa loucura que toma conta dele é, na verdade, um surto psicótico generalizado, já tendo acometido outros funcionários. A chefe, responsável por botar ordem na casa, também vítima, coloca o protagonista Grenaldo como chefe da repartição e tudo se “normaliza”.

    Impressões: o conto opta decididamente pela quebra da enésima parede. Foge dos clichês, subverte a lógica e desafia o leitor. Há, claro, um fio condutor na narrativa, uma espécie de epopéia envolvendo Grenaldo e sua busca por uma suposta normalidade, e isso serve para que o leitor, ao menos, não se perca. Vejo o conto como uma crítica mordaz à rotina que todos temos, como uma espécie de apelo para que libertemos nosso lado mais bizarro, mais infantil, mais autêntico. Quem nunca imaginou como seria colocar as calças pela cabeça? Exatamente pela falta de compromisso com o usual o conto se destaca, misturando o improvável com o impossível, gerando graça pelo inusitado — o não óculos foi excelente — revelando um autor inconformado com a rotina, com “o jeito que as coisas são”. Um texto que faz rir mas que, se olharmos de perto, pode nos levar às lágrimas do desespero. Parabéns pela ousadia e boa sorte no desafio.

  4. Renata Rothstein
    22 de março de 2019

    Cenário apocalíptico em cenários e situações para além de uma fogueira, de um incêndio das sanidades de imensas proporções. Fiquei até meio louca, ou seria normal, não sei mais rs.
    Bem, achei bem criativo, sem dúvida. Parabéns pela inspiração. No entanto achei excessivo o número de personagens e informações, já que o texto é um pouco difícil de ler e interpretar, mas nada demais, só impressão minha mesmo.
    Precisa de uma revisão, tem ponto de interrogação sem necessidade e alguns errinhos de digitação, mesmo.
    Boa sorte!

  5. Fheluany Nogueira
    21 de março de 2019

    Como o título já diz: todo mundo louco. E, difícil resumir… “Grenaldo Rosa acordou completamente desajuizado”. A mulher tem dúvidas se ele deveria ir para o trabalho, mas, também, tem um comportamento sui generis. No trajeto, vários acontecimentos geram estranheza e, no escritório, o chefe nota que mais um “caso de enfermidade não catalogada acometia seus funcionários”. É explicado tudo o que houve com o outro desajuizado. Todos vivem e dizem coisas bizarras. Conclusão: “estamos obviamente diante de um surto”.

    O texto parece-me inspirado na obra de Gogol, em estilo e assunto: a comédia “O Inspetor Geral” é uma sátira em que denuncia os vício e abusos praticados nas instituições e, em “Almas Mortas”, fala sarcasticamente sobre a Rússia Feudal, mistura o cômico, o absurdo e o trágico, com características do surrealismo. Ou, apenas uma comédia pastelão que apresenta situações de brincadeiras onde as personagens só fazem coisas tolas e embaraçosas, em pegada nonsense, despreocupada despretensiosa e divertida.

    Gosto de contos assim e me diverti lendo esse. Acho que poderia reduzir o número de personagens, pois demorei bastante para me acostumar. A questão dos óculos e aquela ata foram os pontos fortes do texto. Outro ponto são algumas cenas que pouco acrescentaram à trama, que acabou ficando meio roteirizada.

    Enfim, uma leitura interessante. Parabéns pela ideia e execução. Boa sorte na Liga. Um abraço.

  6. Jorge Santos
    17 de março de 2019

    Resumo: empresa vê-se a braços com uma epidemia que deixa os funcionários malucos.
    Comentário: gostei da ideia, mas achei que deveria ter sido desenvolvida de uma forma mais consistente. Acabei por não perceber a ideia fundamental que o autor quis passar, muito menos o desfecho. Também não percebi a ligação com qualquer um dos temas. Ou teria com os dois, um misto de fantasia e comédia? O drama real é que isso não ficou explícito. Em termos linguísticos encontrei algumas falhas.

  7. Pedro Paulo
    14 de março de 2019

    RESUMO: Grenário Rosa está doente: falta de juízo. Nenhuma de suas ações fazem sentido, mas em pouco tempo se percebe que o próprio mundo em que vive não tem a mesma lógica que o nosso, raramente conservando uma situação com a qual nos familiarizemos. Grenário tenta comprar um não óculos, vai ao trabalho e é convocado pela chefe, com a qual trava uma surpreendente negociação ao ponto de se tornar chefe ele mesmo. No meio do conto somos introduzidos a uma ata que relata a perda de juízo de outro trabalhador da empresa, este presente na reunião entre Grenário e a chefe.

    CONTO: Com quanto de ilógico se pode compor uma lógica?

    O autor soube muito bem apresentar um cenário surrealista sem parecer excessivo ou besta, cada nova loucura desse mundo nos aparecendo com naturalidade. Para além disso, ainda soube nos surpreender, no que destaco os diálogos e, principalmente, as comparações mirabolantes que foi tecendo ao longo do conto. Para nos surpreender em um cenário do imprevisível – em que todo elemento é uma surpresa – acredito que foi um mérito ter conseguido estabelecer “regras”, uma espécie de entendimento para o que estava acontecendo. Nesse sentido, tomo o caso de Jorge como exemplo, em que as piadas vinham justamente do seu completo desrespeito às leis da física. Conseguimos rir disso justamente porque entendemos a natureza do problema e então coube ao autor abordá-lo criativa e surpreendentemente, o que o fez.

    A quebra da quarta barreira também acrescentou na história, aparecendo de forma pontual e, em certo momento, muito inteligentemente servindo para chamar a atenção para uma qualidade do conto que é o recurso textual da comparação ao descrever as personagens. Quando a chefe olha para o autor, reclama justamente dos termos mirabolantes utilizados para descrever suas sobrancelhas, introduzindo de forma definitiva a quebra da quarta barreira e, ao mesmo tempo, apontando para algo que durante a leitura vinha deixando o conto bem característico.

    É com certeza um conto criativo e ao mesmo tempo também merece pontuações boas em técnica e adequação ao tema, dado que aborda o humor sabendo criar as piadas e recorrendo ao timing correto. Boa sorte!

  8. Regina Ruth Rincon Caires
    9 de março de 2019

    Fogueira das Sanidades (Gogol Wolfe)

    Resumo:

    Trabalho difícil resumir um texto delicioso para leitura, mas que incorpora um “nonsense”, uma linguagem “gogoliana” que mistura o absurdo (irracional) ao cômico. O autor fez uma comédia matizada de fantasia, ou vice-versa. Sensacional! Grenaldo Rosa, o protagonista, passa por um surto da enfermidade (desconhecida) que acomete funcionários de uma empresa. Interessante que o autor também parece acometido do mesmo “mal” (ou bem). Nada faz sentido, mas tudo diverte. Gogol Wolfe, sua escrita é genial! Há outra personagem, Franca Marinho, chefe que “sofre” para compreender o que se passa com seus subordinados, mas que, deliciosamente, também entra no “samba do crioulo doido”. Há o estagiário/secretário/menino de escritório que entra na fantasia. No desfecho, Grenaldo assume a chefia (CEO), passa a distribuir tarefas, inclusive para o autor.

    Comentários:

    Vamos lá, Sr Gogol Wolfe… Gogol deve ser em razão de fazer da narrativa um verdadeiro caos de contraditórios. Muito bom! Wolfe, eu não entendi. Seria Thomas Wolfe?!

    Texto que, apesar do teor caótico e tendo uma avalanche de descrições incoerentes, contraditórias, consegue prender a atenção do leitor. Muito criativo, muito inteligente, o autor brincou com o divertido e o fantasioso. Há uma estrutura bem delimitada, trama bem amarrada. Alguns deslizes de escrita, mas não atrapalharam a fluência da leitura. Apenas cutucam o TOC… Percebe-se um autor que conhece profundamente a língua inglesa, observar o que escreve quando arranca a caneta de Franca e a lança pela janela (“black bird, take these broken wing and learn to fly”). Encontrei uma frase muito interessante que realmente descreve o caos da narrativa: “Infelizmente era difícil segurar com força pela gola as coisas abstratas”.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio!

    Abraços…

  9. MARIANA
    6 de março de 2019

    Resumo: A rotina de um homem comum, mas que se livrou das amarras do juízo. Acompanhamos a sua chegada no trabalho e, quem sabe, o começo de um surto que desencadeará o apocalipse (?)

    O texto é uma clara homenagem ao Diário de um louco, de Nikolai Gogol (inclui ai o pseudônimo). Eu gostei de ser um texto de fantasia que não é sobre o capa, espadas e dragões de Game of Thrones. E o texto me tirou umas risadas meio ácidas, nervosas, também. Se a intenção do autor era ser comédia também obteve sucesso, mas vou encarar o conto como fantasia. O problema do conto, na minha humilde e nada especialista opinião, é que se detêm demais no primeiro ato e suas descrições que ficam cansativas. O final do conto é um gancho muito bom e poderia ter sido o centro do texto. Ficou aquele gosto de que acabou quando estava engrenando. Enfim, parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio!

  10. Matheus Pacheco
    6 de março de 2019

    RESUMO:Um conto de comédia que narra vários causos do dia-a-dia de um homem que quer se desvincular da empresa que trabalha, que acorda e vai trabalhar doente e que no final persiste no emprego com o salário multiplicado por 6.
    COMENTÁRIO: Eu não entendi muito bem como texto poderia se encaixar na categoria de comédia, para mim, pareceu ser uma história normal que foi enviada para o contexto errado, isso não diminui a obra porque ela é excelente, única coisa que, na minha visão, eu não achei que se encaixou bem como comédia.
    Um ótimo texto e um abraço

  11. Fernando Cyrino
    4 de março de 2019

    Caro Gogol Wolfe, ri da sua comédia absurda. Um homem, Grenaldo Rosa, que acorda sem seu juízo e sai para trabalhar de gravata e sem camisa. Chegando ao escritório a chefe, Dona Franca Marinho (os nomes dos personagens estão ótimos), detecta que o problema é maior, muito mais amplo, eis que eles vivem um surto. E a comédia, tem horas que bem pastelão, tem horas que non sense, totalmente absurda continua até que o nosso herói subverte tudo e se torna o grande líder (“Não, senhor, ceo” é ótimo). Um conto bem criativo. Ficou bacana, me provocou risadas, ou seja, ele cumpre aquilo a que se propõe, nos divertir. Gostei mesmo da sua sacada, ficou bacana. Achei que seu conto pecou pela falta de uma revisão final. Tudo coisa bem pequena, mas que fez falta. Parabéns pela sua criatividade e conto.

  12. Tiago Volpato
    1 de março de 2019

    Resumão:
    Seguimos a história de Grenaldo, um doidão que no melhor estilo ‘homem nu’ saí na rua aprontando altas confusões. Em seguida, descobrimos que anda acontecendo coisas estranhas na empresa de nosso herói, a chefe da repartição Franca Marinho (ou é um homem?) relembra de um outro funcionário também acometido pela loucura. Depois acontece um monte de doideira e o Grenaldo é promovido. Nice!

    Considerações:
    É um daqueles textos de humor sem sentido, estilo cantora careca (ou é carepa?) e aquele livro de um guarda com uma bicicleta que não lembro o nome (resolveria essas dúvidas facilmente no google, mas o que é google na biblioteca nacional?). Verdade seja dita, com a mão em cima da bíblia, não é um estilo que me agita, mas é um estilo que tem finta (ok, essa foi forçada).
    O autor, sofrendo de um caso grave de ‘também estou na história’ demonstrou um estilo bastante peculiar, digo no sentido de escolher a insanidade como humor, bem, a insanidade pode ser engraçada, mas é uma faca de dois gumes, ou você ganha o leitor ou você o perde. Vou me vestir de mãe (ia falar Dinah, mas ela já morreu, não quero fazer cosplay de morto, então pensa em uma aí) e prever que esse conto vai ser amado por alguns e odiado por outros.
    Eu como um bom atleta de descendência francesa prefiro fugir do debate, só digo que o autor tem uma ótima habilidade textual e um vasto vocabulário dicionarial e montou um texto com maestria. Você mostrou que entende do negócio e que atingiu um patamar no panteão dos escritores renomados. Eu vós digo “Well play, mon ami, well play”.

  13. Givago Domingues Thimoti
    26 de fevereiro de 2019

    Fogueira das Sanidades
    Caro(a) autor(a),

    Desejo, primeiramente, uma boa primeira rodada da Liga Entrecontos a você! Ao participar de um desafio como esse, é necessária muita coragem, já que receberá alguns tapas ardidos. Por isso, meus parabéns!

    Meu objetivo ao fazer o comentário de teu conto é fundamentar minha nota, além de apontar pontos nos quais precisam ser trabalhados, para melhorar sua escrita. Por isso, tentarei ser o mais claro possível.

    Obviamente, peço desculpas de forma maneira antecipada por quaisquer criticas que lhe pareçam exageradas ou descabidas de fundamento. Nessa avaliação, expresso somente minha opinião de um leitor/escritor iniciante, tentando melhorar, assim como você.

    PS:Meus apontamentos no quesito “gramática” podem estar errados, considerando que também não sou um expert na área.
    RESUMO: O conto “Fogueira das Sanidades” aborda a fantasiosa narrativa acerca de uma empresa composta por pessoas totalmente insanas.
    IMPRESSÃO PESSOAL: Non-sense total. Essas são as melhores palavras que consegui encontrar para descrever o que senti lendo esse conto.
    O conto me lembrou bastante daquelas obras abstratas que até hoje são expostas em museus. É uma narrativa com o quê de loucura acadêmica experimental, que uma hora brinca com construções frasais eloquentes e em outro momento quebra a “quarta parede”, tal como Machado de Assis e outros escritores fizeram em inúmeras narrativas (comparação feita mantendo as devidas proporções).
    Ainda assim, sinto em dizer que o conto não me agradou. Acho que soou experimental, insano por demais, causando em mim um forte estranhamento. As tentativas de humor pelo total dadaísmo também não surtiram o efeito esperado em mim.
    ENREDO: É um enredo criativo, sem dúvidas, que frustra o leitor que espera uma narrativa arrebatadora, com uma história tradicional.
    Se o objetivo do autor ou autora foi provocar no leitor estranhamento de virar a cabeça para tentar entender o que acabou de ler, posso dizer que por mim, objetivo concluído.
    GRAMÁTICA: Acredito que ocorreu um deslize gramatical e um típico caso de erro de digitação que escapou de uma revisão (geralmente não costumo destacar isso):
    “Desprovido de qualquer prudência saiu do banho e se recusou a enxugar as costas.” Creio que sobrou esse “e”
    PONTOS POSITIVOS
    • É sem dúvida o conto mais criativo do Desafio;
    • Frases muito bem construídas.
    PONTOS NEGATIVOS
    • A falta de uma história tradicional pesou demais. Senti falta.

    PS: Gostaria muito de ler uma síntese escrita pelo autor, na qual ele explicasse o conto e tentasse explicar qual era o seu objetivo ao escrever essa narrativa.
    PS2: Senti muita dificuldade ao avaliar seu conto. Tentei ser justo com minhas opiniões de leitor e escritor, ao mesmo tempo, tentando não ferir o autor em si. Se falhei, peço perdão!

  14. Luis Guilherme Banzi Florido
    25 de fevereiro de 2019

    Boa tarrrde! Blz?

    Resumo: homem acorda muito louco, tendo perdido totalmente o juízo, e vai para o trabalho. Descobre que, no dia anterior, um colega sofrera de mal parecido, e então emergimos numa viagem de trocadilhos, conversas malucas e quebra da quarta parece.

    Comentario:

    Divertido! Seu conto é bem maluco, o que não é uma crítica negativa. Consegui facilmente viajar na doideira, e acabou me entretendo, numa leitura agradável, fácil e segura. A parte técnica está muito boa, com raros erros de revisão, e a escrita é rica em referências e no uso da linguagem.

    O humor é bom, apesar de um pouco forçado em alguns momentos. O enredo praticamente inexiste, uma vez que a história é toda baseada no insólito. Gostei do recurso, bem como da queda da quarta parede, que foi bem feita.

    O autor me pareceu se divertir escrevendo.

    Enfim, é um conto divertido e de grande qualidade estética e técnica, mas que talvez não marque muito por ser um pouco genérico. Bom trabalho, parabéns e boa sorte.

  15. Rafael Penha
    25 de fevereiro de 2019

    RESUMO: Um homem com claros problemas mentais começa sua rotina diária, em seguida, ao partir para rua e chegar ao escritório, percebemos que a insanidade contagia todos os funcionários de seu trabalho e o conto envereda por uma sucessão de divertidos desatinos.

    COMENTÁRIO: Se o tema do desafio fosse “loucura” Este conto ganharia sem que eu precisasse ler qualquer outro. Mas, vamos ao que interessa. A descrição do autor é loucamente vívida, poética e realista, descrevendo muito bem não só as pessoas, como o ambiente e até a enviesada forma de pensar dos personagens. É divertido se colocar um pouco na mente dos sujeitos e se levar pela diversão alienada.
    Entretanto, para mim, o conto foi divertido, mas não propriamente engraçado, o que fiquei ressentido, pois gostaria de ter rido deste conto. Ao lê-lo, eu me senti muito mais embasbacado pelo nível crescente das loucuras do que realmente achando a situação cômica. Divertido, mas não engraçado.
    Gostei muito do conto e o autor demonstra facilidade e maestria no emprego das palavras. Achei o conto um pouco longo demais também, e já no final, estava ficando cansado. Mas nada que tenha estragado a experiência.
    Em suma, muito bom, mas não me levou às risadas e sim ao espanto e uma divertida incredulidade.

  16. Fabio D'Oliveira
    25 de fevereiro de 2019

    O corpo é a beleza, a forma, o mensurável, o moldável. A alma é a sensibilidade, os sentimentos, as ideias, as máscaras. O espírito é a essência, o imutável, o destino, a musa. E com esses elementos, junto com meu ego, analiso esse texto, humildemente. Não sou dono da verdade, apenas um leitor. Posso causar dor, posso causar alegria, como todo ser humano.

    – Resumo: Grenaldo Rosa acorda, arruma-se e surta. Mas ele não é o único. Parece que, na verdade, todo mundo está enlouquecendo. Doença, talvez? Começa, então, uma odisséia em seu trabalho, tão confusa, tão maluca, que diverte. No final de tudo, Grenaldo Rosa ganha uma promoção bem generosa. Assim acaba a história, com o louco vivendo sua lucidez.

    – Corpo: A escrita acompanha o enredo: confusa. Não sei se isso é bom ou ruim nesse caso, realmente não sei, hahaha. Sei de uma coisa: a leitura não foi muito agradável. Tropecei sem parar e me peguei pensando em outras coisas várias vezes. Você escreve bem, mas seria bom ter em mente que precisa melhorar um pouco a lapidação do texto. Corta uma coisa, adicionar outra, e por aí vai. Como exemplo, vou usar a parte do banheiro que você adjetiva a língua do Grenaldo como porosa. A superfície desse órgão é relativamente porosa, naturalmente, gerando assim a sensação que você cometeu uma redundância. Faria mais sentido especificar melhor, usando expressões como “mapa geográfico” — dando até a oportunidade de fazer alguma piada com algum país ou estado brasileiro —, ou colocar em cheque se ele é humano ou não. Algumas leituras realmente não são fáceis, mas esse conto prometeu diversão. Acho que nem todos vão achar divertido um texto com vários tropeços no ritmo e etc. Talvez foi algum erro, talvez foi sua proposta realmente fazer isso. De resto, não identifiquei erros ortográficos ou de digitação. Continue escrevendo e dê uma atenção maior quando for refinar suas joias!

    – Alma: A sensação que a história me passou foi que o autor teve uma espécie de brainstorm e escreveu sem parar e pensar muito. E no final, bem, simplesmente revisou e enviou da forma como estava. Não teve planejamento, não teve organização. Eu li duas vezes, tentando encontrar algo que tirasse esse sentimento de mim, mas aconteceu o contrário: acabou se fortificando. Se a leitura tivesse sido mais agradável, poderia até me divertir com os acontecimentos, seria um bom entretenimento sem grandes pretensões. Porém, sem essa diversão, e com uma história confusa e situações surreais, acabou me parecendo um conto mal elaborado.

    – Espírito: O tema é comédia. E, quem sabe, uma pequena dose de fantasia — principalmente na parte do primeiro enfermo. Apesar de não alcançar seu propósito em mim, pode alcançar em outros, pois cada leitor é único. Devo salientar que a forma como você escreve representa certo talento. Escreve bem, sim, e com calma e ponderação, poderá fazer maravilhas.

    – Conceito: Prata!

  17. Antonio Stegues Batista
    23 de fevereiro de 2019

    Fogueira das Sanidades- conta a história de uma epidemia de sanidades no escritório de uma empresa. Começa quando Grenaldo acorda sem juízo.

    O tema do conto parece ser de Comédia, mas também pode ser Fantasia. Achei que é uma comedia de absurdos, tanto quanto insanos (insanidades), como por exemplo o personagem flutuar no ar (como o super-homem) e caminhar no forro da casa, (como o Homem-Aranha). Algumas piadas são interessantes por serem absurdas. Faltou o humor como aquele das piadas da Praça é Nossa. Absurdo também foi colocar um dos funcionários numa caixa e mandar para a esposa. É absurdo, mas não achei nada engraçado. A maioria dos absurdos são sem graça, o que foi um erro aqui. Deveriam serem situações engraçadas sem serem absurdas. Algumas das situações, que deveriam serem engraçadas, se tornaram inverossímil, o que não é nada engraçado. Boa sorte no próximo tema.

  18. Angelo Rodrigues
    21 de fevereiro de 2019

    Caro Gogol Wolfe,

    Resumo: como dizer? Um surto. Uma história onde empregados de escritório debatem acerca de coisas desconsiderando as leis da física e do bom senso.

    Avaliação:
    o texto apresentado me pareceu objetivar uma comédia. Como dizer? Não conseguiu (visão puramente pessoal), pois mais trabalhou a ideia do nonsense quando abandonou a objetividade do riso.
    Embora o nonsense possa ser utilizado para caracterizar um humor catatônico, perturbado e sem sentido, acho que isso, no texto, não aconteceu.
    O texto aborda de forma intensa a utilização de figuras de linguagem de forma escancarada. Há lá a sinestesia, a catacrese, a antítese, o paradoxo, a hipérbole… e isso, nessa sequência surtada de eventos, dá cor e tom ao conto.
    Sentia a falta de algum humor enquanto ganhava lapadas de impossibilidades absurdas. Isso certamente está ligado ao que compreendo como humor, e talvez a falha seja só minha.
    Há uma sequência intensa de acontecimentos imponderáveis que se vão acumulando, um surto do escritor, como se acaba percebendo. Isso não é mal, mas acho que faltou aquela centelha que chega e é capaz de acender o riso, talvez justo pela enorme e incessante quantidade com que tudo acontece.
    Há alguns erros de escrita que podem ser resolvidos com alguma revisão.
    Parabéns e boa sorte na Liga!!

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série A e marcado .